Internacional

Irã confirma morte de comandante ligado ao fechamento do Estreito de Ormuz

O governo do Irã confirmou nesta segunda-feira (30) a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri. Ele não resistiu aos ferimentos provocados por um bombardeio realizado por Israel na semana passada, segundo comunicado oficial.

De acordo com a nota, o militar foi atingido durante um ataque que causou danos significativos a estruturas estratégicas e acabou falecendo após complicações decorrentes dos ferimentos.

Ataque ocorreu no sul do Irã e já havia sido reivindicado

A morte de Tangsiri já havia sido anunciada por Israel no dia 26 de março. Conforme o governo israelense, o comandante foi morto em uma operação noturna em Bandar Abbas, no sul do país, junto a outros integrantes de alto escalão da força naval iraniana.

As autoridades israelenses atribuem a Tangsiri a responsabilidade pelo fechamento do Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o transporte global de petróleo.

Irã promete resposta e continuidade das ações militares

Em seu posicionamento, a Guarda Revolucionária destacou que a morte do comandante não interromperá suas operações. O órgão afirmou que seguirá com ações contra EUA e Israel, prometendo “golpes contundentes” na região do Estreito de Ormuz.

Tangsiri foi descrito como um “comandante corajoso”, que atuava no fortalecimento da defesa costeira e na organização das forças militares iranianas.

Outras mortes e escalada do conflito

Além de Tangsiri, Israel declarou ter eliminado também Behnam Rezaei, chefe de Inteligência da Marinha da Guarda Revolucionária. No entanto, a informação ainda não foi confirmada pela mídia estatal iraniana.

A morte do comandante ocorre em meio a uma sequência de ações contra autoridades de alto escalão do Irã, intensificando a crise no Oriente Médio. Entre os nomes mais relevantes citados no conflito estão o líder supremo Ali Khamenei e o chefe do Conselho Supremo de Segurança, Ali Larijani.

Importância estratégica do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo, por onde circula cerca de 20% do petróleo global. O bloqueio da via, que já dura quase um mês, tem impacto direto na economia global e nas cadeias de abastecimento energético.

Israel também acusa Tangsiri de liderar ataques contra petroleiros e embarcações comerciais ao longo dos últimos anos, o que teria agravado tensões na região do Golfo Pérsico.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Alireza Tangsiri no X

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Internacional

Trump recua na tensão com o Irã e reduz risco de conflito global

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou nesta sexta-feira (27) uma postura mais cautelosa diante da crescente tensão com o Irã. Ao evitar novas ações militares, o líder norte-americano sinalizou contenção, diminuindo temporariamente o risco de um confronto direto no Oriente Médio.

A decisão ocorre em um contexto de pressões políticas internas, preocupações com a estabilidade global e possíveis impactos na economia mundial.

Recuo desacelera escalada do conflito

A mudança de postura de Trump altera o ritmo da crise. Em vez de intensificar operações militares, o presidente optou por conter medidas mais agressivas, o que contribui para frear a escalada.

Esse movimento abre espaço para possíveis negociações indiretas e reduz, ao menos no curto prazo, o risco de guerra entre Estados Unidos e Irã.

Além disso, o gesto indica que a estratégia geopolítica americana é flexível e se ajusta conforme a evolução do cenário internacional.

Pressões políticas e econômicas influenciam decisão

O recuo não acontece de forma isolada. Internamente, cresce a preocupação com os custos políticos e econômicos de um eventual conflito. Já no cenário externo, aliados e organizações internacionais reforçam o apelo por moderação.

A possibilidade de uma escalada militar também acende alertas no mercado global, especialmente pelo impacto direto no preço do petróleo e na economia mundial.

Diante desse quadro, a decisão reflete uma resposta a um ambiente delicado que envolve segurança internacional e opinião pública.

Movimento estratégico, não sinal de fraqueza

Apesar das críticas, analistas avaliam que o recuo faz parte de um cálculo estratégico. Em momentos de alta tensão, alternar entre pressão e contenção é uma prática comum entre líderes globais.

Nesse contexto, a mudança de postura não indica perda de força. Pelo contrário, pode representar uma tentativa de reorganizar estratégias, ganhar tempo e reposicionar o jogo diplomático.

Cenário permanece incerto

Mesmo com a redução da tensão, a relação entre EUA e Irã continua marcada por desconfiança e movimentos estratégicos.

A atenção agora se volta para os próximos passos. Um avanço nas negociações pode transformar o recuo em um ponto de virada. Caso contrário, o cenário pode voltar a se deteriorar rapidamente.

O episódio reforça uma lógica recorrente da geopolítica internacional: nem todo recuo representa derrota — muitas vezes, é apenas parte de uma estratégia maior.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guararema News

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul–União Europeia entra em vigor em maio de 2026 e amplia comércio internacional

O Acordo Mercosul–União Europeia começará a valer provisoriamente a partir de 1º de maio de 2026, conforme anunciou o governo brasileiro. A entrada em vigor marca um novo capítulo nas relações comerciais entre os blocos e abre caminho para a expansão do comércio internacional brasileiro.

Etapas para a vigência do acordo

A ativação do acordo comercial Mercosul União Europeia ocorre após a conclusão dos trâmites formais previstos no próprio instrumento. No Brasil, o processo avançou com a publicação do Decreto Legislativo nº 14, em 17 de março de 2026.

Na sequência, o país comunicou oficialmente à Comissão Europeia, em 18 de março, o encerramento dos procedimentos internos de ratificação. A resposta da União Europeia veio em 24 de março, confirmando o cumprimento das exigências necessárias para o início da vigência provisória.

Apesar disso, o decreto de promulgação — etapa final para incorporar o tratado ao ordenamento jurídico brasileiro — ainda está em fase final de tramitação.

Integração econômica após décadas de negociação

O início da vigência do acordo representa a conclusão de mais de 20 anos de negociações. O projeto é considerado um dos mais relevantes no âmbito da integração econômica internacional, com impacto direto na inserção do Brasil no comércio global.

A expectativa é de que o acordo fortaleça as relações comerciais entre os países do Mercosul e os membros da União Europeia, consolidando parcerias estratégicas.

Benefícios para empresas e consumidores

Com a implementação do acordo Mercosul UE, empresas brasileiras terão acesso ampliado a um dos maiores mercados do mundo. Entre os principais benefícios estão:

  • redução de tarifas de importação e exportação;
  • eliminação de barreiras comerciais;
  • maior previsibilidade regulatória;
  • estímulo a investimentos e à competitividade.

Além disso, consumidores no Brasil devem ter acesso a uma maior variedade de produtos europeus, enquanto exportadores nacionais ganham novas oportunidades de negócios.

Impactos na economia e nas cadeias globais

O acordo deve facilitar a integração do Brasil às cadeias globais de valor, ampliando o fluxo de comércio e investimentos entre os blocos. A medida também pode impulsionar setores produtivos e contribuir para a geração de empregos.

O governo brasileiro reforçou o compromisso de trabalhar em conjunto com os demais países do Mercosul e com a União Europeia para garantir a implementação efetiva do tratado e maximizar seus resultados econômicos e sociais.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Internacional

EUA investigam trabalho forçado em cadeias produtivas e incluem o Brasil na lista

Os Estados Unidos abriram uma nova frente de apuração sobre trabalho forçado em cadeias produtivas internacionais, colocando o Brasil entre os países analisados. A investigação foi iniciada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) e envolve dezenas de parceiros comerciais do país.

A apuração ocorre no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado pelo governo norte-americano para investigar práticas consideradas desleais no comércio internacional.

Investigação dos EUA mira práticas de trabalho forçado

De acordo com o USTR, cerca de 60 países estão sendo analisados para verificar se permitem ou não a entrada em seus mercados de produtos produzidos com trabalho forçado.

Segundo o embaixador e Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, mesmo com o consenso internacional sobre a proibição dessa prática, muitos governos ainda não conseguem impedir que produtos fabricados nessas condições circulem no comércio global.

Na avaliação do representante, essa situação pode gerar uma vantagem competitiva artificial, prejudicando trabalhadores e empresas americanas, que precisam competir com produtos potencialmente mais baratos.

O objetivo das investigações é verificar se os governos estrangeiros adotaram medidas suficientes para impedir a importação ou a circulação de bens produzidos por meio de exploração laboral.

Países na lista de investigação comercial

A investigação do governo dos Estados Unidos inclui economias de diferentes regiões do mundo. Entre os países analisados estão:

Argélia, Angola, Argentina, Austrália, Bahamas, Bahrein, Bangladesh, Brasil, Camboja, Canadá, Chile, China, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Egito, El Salvador, União Europeia, Guatemala, Guiana, Honduras, Hong Kong, Índia, Indonésia, Iraque, Israel, Japão, Jordânia, Cazaquistão, Kuwait, Líbia, Malásia, México, Marrocos, Nova Zelândia, Nicarágua, Nigéria, Noruega, Omã, Paquistão, Peru, Filipinas, Catar, Rússia, Arábia Saudita, Singapura, África do Sul, Coreia do Sul, Sri Lanka, Suíça, Taiwan, Tailândia, Trinidad e Tobago, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Uruguai, Venezuela e Vietnã.

Brasil já era alvo de investigação comercial

Antes mesmo da nova apuração sobre trabalho forçado, o governo norte-americano já havia sinalizado uma investigação contra o Brasil por práticas comerciais desleais.

Na ocasião, o presidente Donald Trump mencionou a possibilidade de medidas adicionais ao anunciar um pacote de tarifas que poderia chegar a 50% sobre determinados produtos.

O que pode acontecer após a investigação

Caso o USTR conclua que houve práticas comerciais incompatíveis com as regras internacionais, a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 permite ao governo dos EUA adotar diferentes medidas.

Entre as possíveis ações estão:

  • Aplicação de tarifas adicionais ou restrições à importação;
  • Suspensão ou retirada de benefícios comerciais existentes;
  • Negociação de acordos obrigatórios para que o país investigado interrompa as práticas questionadas ou ofereça compensações.

Como funcionam as investigações da Seção 301

Qualquer pessoa, empresa ou entidade pode solicitar ao USTR a abertura de uma investigação com base na Seção 301. Além disso, o próprio representante comercial pode iniciar o processo por iniciativa própria.

As apurações são conduzidas por um grupo chamado Comitê da Seção 301, que integra o Comitê de Política Comercial do governo norte-americano.

Durante o processo, o comitê:

  • analisa petições apresentadas por interessados;
  • promove audiências públicas;
  • avalia evidências e impactos comerciais;
  • apresenta recomendações ao Comitê de Política Comercial.

A decisão final cabe ao Representante Comercial dos Estados Unidos, que também deve solicitar consultas com o país investigado no início do processo.

Caso não haja um acordo considerado satisfatório entre as partes, o governo norte-americano pode recorrer aos mecanismos formais de resolução de disputas da Organização Mundial do Comércio (OMC) ou de acordos comerciais existentes.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: US Embassy/Reprodução

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Tecnologia

Corrida pela mão de obra robótica redefine economia global

A ascensão da China como potência econômica foi construída sobre um dos maiores deslocamentos populacionais da história recente. Milhões deixaram o campo rumo às cidades industriais, saindo da pobreza extrema para integrar uma engrenagem produtiva marcada por jornadas intensas e condições rígidas de trabalho.

Esse contingente humano foi decisivo para a transformação do país em centro da manufatura global. Em 1980, o Produto Interno Bruto chinês era estimado em cerca de US$ 191 bilhões. Quatro décadas depois, supera US$ 18 trilhões. A nação deixou para trás o perfil de exportadora de bens de baixo valor agregado e passou a disputar a liderança em comércio internacional e tecnologia avançada.

Envelhecimento populacional pressiona crescimento

O modelo, no entanto, enfrenta limites. A China registra quatro anos consecutivos de queda populacional. Em 2025, os nascimentos somaram 7,92 milhões — o menor índice desde 1949. No mesmo período, a população total encolheu 3,39 milhões de pessoas.

O envelhecimento acelerado e a redução da força de trabalho criam um desafio estrutural: manter o ritmo de expansão econômica sem o chamado bônus demográfico que sustentou as últimas décadas.

Robôs assumem papel central na estratégia econômica

Diante da escassez de trabalhadores, o investimento em robótica deixou de ser complementar e se tornou prioridade estratégica. O governo chinês estabeleceu que os robôs humanoides e sistemas automatizados serão um dos principais motores econômicos entre 2026 e 2030.

A evolução tecnológica ficou evidente durante a Gala do Festival da Primavera de 2026, quando humanoides demonstraram movimentos complexos de kung fu, com equilíbrio e precisão comparáveis aos de humanos.

O avanço chinês também influencia a reorganização global de capital, à medida que grandes potências ampliam aportes em automação industrial e inteligência artificial como substitutas da mão de obra tradicional.

Tesla aposta em robôs como principal negócio

Nos Estados Unidos, a Tesla também sinaliza essa mudança de paradigma. A companhia afirmou que o robô humanoide Optimus poderá se tornar seu principal produto, superando inclusive o segmento de veículos elétricos em relevância estratégica.

O CEO Elon Musk projeta que, no futuro, a quantidade de robôs humanoides poderá ultrapassar a população mundial.

Impactos econômicos da nova revolução tecnológica

A consolidação da mão de obra robótica aponta para transformações profundas:

  • Fim da mão de obra barata como principal vantagem competitiva entre países
  • Substituição acelerada do capital humano por ativos tecnológicos
  • Robótica como novo eixo de crescimento econômico

O investimento em robôs já não é visto como aposta futurista, mas como resposta pragmática ao esgotamento do modelo baseado em trabalho abundante e de baixo custo.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Internacional

Convite de Trump ao Brasil para bloco de minerais críticos expõe disputa global com a China

O convite feito pelos Estados Unidos ao Brasil para integrar um novo bloco comercial de minerais críticos revela mais do que uma iniciativa econômica. A proposta faz parte de uma estratégia geopolítica do governo de Donald Trump para reduzir a dependência americana da China em insumos essenciais para a indústria tecnológica e para a transição energética global.

A avaliação é do analista de Economia da CNN, Gabriel Monteiro, em comentário no CNN Novo Dia. Segundo ele, o movimento representa uma resposta direta à hegemonia chinesa nesse setor estratégico.

Estratégia americana e contrapeso à China

O convite foi direcionado a 54 países e tem como objetivo estruturar um grupo capaz de funcionar como contrapeso à China no mercado internacional de minerais. A ideia é estabelecer regras mínimas de produção, além de discutir preços de referência para esses materiais.

De acordo com Monteiro, trata-se de uma iniciativa que pode ser interpretada como claramente “anti-China”, ao tentar reduzir a influência de Pequim sobre cadeias produtivas consideradas vitais para o futuro da economia global.

Importância dos minerais críticos para a economia global

Recursos como lítio, manganês e cobre são indispensáveis para setores em rápida expansão, como mobilidade urbana, carros elétricos e fabricação de equipamentos eletrônicos. Atualmente, a China domina grande parte da produção mundial desses minerais, com destaque para as terras raras, o que acende alertas entre países ocidentais e seus aliados.

Impactos e dilemas para o Brasil

Para o Brasil, a adesão ao bloco traz desafios relevantes. “Se a iniciativa americana der certo, isso pode colocar o Brasil contra a parede”, avalia Monteiro. O analista lembra que o país se beneficia de uma posição de relativa neutralidade, mantendo relações comerciais estratégicas tanto com a China quanto com os Estados Unidos.

Estados Unidos, Japão e países europeus acusam a China de usar subsídios estatais para reduzir artificialmente os preços desses minerais, inviabilizando projetos privados em outras regiões. Prática semelhante é alvo de investigações no Brasil no caso do aço chinês, que estaria prejudicando a indústria siderúrgica nacional.

Oportunidades econômicas e riscos geopolíticos

Por outro lado, um cenário de maior competição internacional pode abrir oportunidades para o Brasil. O país possui reservas relevantes de minerais críticos, mas ainda depende de investimentos externos para ampliar a exploração e o processamento desses recursos.

O principal desafio, no entanto, será equilibrar os potenciais ganhos econômicos com os riscos geopolíticos de uma eventual escolha de lado na disputa entre as grandes potências globais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Rádio Pampa

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Internacional

China critica plano dos EUA para criar bloco comercial de minerais críticos

A China manifestou oposição à proposta dos Estados Unidos de formar um bloco comercial preferencial com países aliados voltado ao fornecimento de minerais críticos. A posição foi divulgada nesta quinta-feira (5) pelo Ministério das Relações Exteriores da China, que criticou a adoção de regras definidas por grupos restritos de países.

Segundo o governo chinês, iniciativas desse tipo podem prejudicar a ordem econômica e comercial internacional, ao impor normas que não representam os interesses globais. A pasta reforçou que a economia mundial deve ser regida por princípios amplos e não por acordos exclusivos.

China defende comércio internacional aberto e inclusivo

Durante coletiva de imprensa regular, o porta-voz do ministério, Lin Jian, afirmou que a manutenção de um ambiente comercial internacional aberto, inclusivo e universalmente benéfico atende aos interesses comuns de todas as nações.

A declaração sinaliza a preocupação de Pequim com movimentos que possam fragmentar cadeias globais de suprimentos, especialmente em áreas estratégicas como a de minerais críticos, essenciais para tecnologias avançadas, transição energética e indústria de defesa.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: David Gray/Reuters

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Importação

Tarifas de importação ampliam riscos econômicos e causam efeitos mais profundos do que o previsto

As tarifas de importação, historicamente associadas à proteção da indústria nacional e ao ajuste da balança comercial, passaram a cumprir um papel mais amplo no cenário global. Hoje, esses instrumentos vêm sendo utilizados como ferramenta de pressão geopolítica, com potencial para enfraquecer rivais estratégicos, gerar incerteza econômica e até constranger aliados.

Nos últimos anos, esse uso ganhou contornos mais explícitos, como nas ameaças do governo Donald Trump de impor tarifas adicionais a países europeus para obter concessões estratégicas, sob o argumento de segurança econômica nacional.

Modelos econômicos tradicionais não capturam os efeitos reais

Grande parte das análises sobre tarifas ainda se apoia em modelos econômicos clássicos, que desconsideram uma característica central da economia atual: a existência de redes globais de produção e finanças altamente integradas.

Nesse contexto, as tarifas deixam de produzir impactos pontuais e temporários e passam a gerar efeitos mais duradouros, como inflação persistente, queda da produção, perdas de produtividade e repercussões internacionais amplificadas — inclusive no sistema financeiro.

Tarifas afetam demanda e oferta simultaneamente

Ao contrário do que sugerem abordagens tradicionais, as tarifas não atuam apenas como um choque de demanda, ao estimular o consumo de bens domésticos. Elas também provocam um choque de oferta, já que a produção interna depende fortemente de insumos intermediários importados.

Componentes industriais, energia, logística e serviços empresariais são adquiridos globalmente. Quando tarifas encarecem esses insumos, os custos marginais das empresas aumentam, pressionando preços e reduzindo a eficiência produtiva em diferentes setores.

Efeitos se espalham pelas cadeias produtivas

O aumento de custos não se limita aos setores diretamente afetados. Por meio das cadeias globais de valor, esses impactos se disseminam por toda a economia, atingindo inclusive áreas aparentemente menos expostas, como serviços e segmentos industriais a jusante.

O resultado é uma distorção não apenas no consumo, mas também nas decisões de investimento, na organização da produção e na alocação de recursos, com reflexos negativos sobre o crescimento econômico.

Inflação pode se tornar persistente

Outro efeito relevante é a rigidez de preços presente em diversos setores. Contratos de longo prazo, custos de reajuste e estratégias empresariais fazem com que aumentos de custos sejam repassados de forma lenta e gradual.

Em uma economia interligada, esse processo prolonga os efeitos inflacionários, fazendo com que o impacto das tarifas persista mesmo após sua retirada. Assim, choques temporários podem gerar inflação estrutural.

Dilema para a política monetária

Esse cenário altera o equilíbrio entre inflação e crescimento enfrentado pelos bancos centrais. Em vez de um aumento pontual de preços, a inflação passa a se comportar como um processo contínuo, exigindo uma política monetária restritiva por mais tempo.

A consequência pode ser um quadro de estagflação, caracterizado por inflação elevada combinada com queda da produção, mesmo quando as tarifas são temporárias.

Impactos no câmbio e nos mercados financeiros

As tarifas também influenciam a dinâmica financeira global. Em economias com mercados financeiros incompletos, variações cambiais refletem não apenas preços relativos, mas também transferências de riqueza provocadas pela política comercial.

Embora tarifas tendam a fortalecer a moeda do país que as impõe, a incerteza econômica associada a ameaças tarifárias pode produzir o efeito oposto. Nos Estados Unidos, por exemplo, o dólar se enfraqueceu após o início da guerra tarifária, refletindo ajustes antecipados de empresas e investidores.

Incerteza vira canal de transmissão econômica

Mesmo tarifas apenas anunciadas, mas não implementadas, podem causar efeitos relevantes. A antecipação de barreiras leva empresas e famílias a revisar planos de consumo, investimento e comércio, enquanto intermediários financeiros elevam prêmios de risco e poupança preventiva.

Esse movimento amplia a volatilidade e pode gerar perdas de produção e pressões deflacionárias antes mesmo da adoção efetiva das medidas.

Três lições sobre tarifas no mundo atual

A análise aponta três conclusões centrais:

  • Política comercial não pode ser dissociada das redes globais de produção, sob risco de subestimar perdas econômicas e inflação persistente;
  • Política monetária é decisiva, pois respostas passivas prolongam a inflação, enquanto apertos excessivos aprofundam recessões;
  • Em um mundo interconectado, tarifas são choques macroeconômicos globais, com efeitos que ultrapassam fronteiras, setores e horizontes de tempo.

Custos superam os benefícios esperados

À medida que governos recorrem às tarifas como instrumento de segurança econômica ou influência geopolítica, torna-se evidente que seus custos extrapolam os alvos iniciais. Em uma economia altamente integrada, tarifas e ameaças tarifárias funcionam como uma força desestabilizadora, capaz de gerar estagflação global se aplicadas sem considerar a complexidade da produção mundial.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Drew Angerer/Getty Images/Project Syndicate

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Comércio

UE e Índia firmam acordo histórico e criam uma das maiores áreas de livre comércio do mundo

A União Europeia (UE) e a Índia formalizaram nesta terça-feira (27) um acordo comercial de grande alcance que cria uma zona de livre comércio envolvendo aproximadamente 2 bilhões de pessoas. O pacto encerra quase 20 anos de negociações e passa a figurar entre os maiores acordos comerciais globais em termos de população e peso econômico.

O entendimento surge em um contexto de instabilidade geopolítica, com o objetivo de reduzir impactos da concorrência chinesa e das tensões geradas pela guerra tarifária dos Estados Unidos.

Acordo representa fatia expressiva da economia global

Antes do encontro com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, destacou a dimensão econômica do pacto. Segundo ele, o acordo responde por cerca de 25% do PIB mundial e aproximadamente um terço do comércio internacional.

Ursula von der Leyen afirmou que o tratado marca um momento histórico na relação entre os dois blocos, ao estabelecer uma área de livre comércio com potencial de ganhos mútuos em escala global.

Redução de tarifas deve impulsionar comércio bilateral

Os últimos impasses foram resolvidos na segunda-feira, permitindo a conclusão do texto final. A expectativa é de que o acordo estimule o comércio bilateral por meio da redução de tarifas em diversos setores estratégicos.

De acordo com Bruxelas, a diminuição das tarifas indianas sobre produtos europeus pode gerar uma economia de até 4 bilhões de euros por ano para empresas da UE. A Alemanha classificou o pacto como um vetor relevante de crescimento econômico e geração de empregos.

Automóveis, vinhos e alimentos entre os setores beneficiados

Com a entrada em vigor do acordo, as tarifas indianas sobre automóveis europeus cairão de 110% para 10%. No setor de bebidas, a taxa sobre vinhos será reduzida de 150% para 20%.

Já os impostos aplicados a massas e chocolates, atualmente em torno de 50%, serão completamente eliminados, segundo autoridades europeias. A UE avalia que poderá dobrar suas exportações para o mercado indiano, tradicionalmente protegido.

Índia aposta em exportações e modernização

Do lado indiano, o governo espera ampliar as vendas externas de têxteis, joias, pedras preciosas e produtos de couro. Em 2024, o comércio de mercadorias entre as partes alcançou 120 bilhões de euros, enquanto o setor de serviços somou 60 bilhões de euros, conforme dados oficiais da UE.

Bruxelas vê na Índia uma oportunidade estratégica, diante do mercado de 1,5 bilhão de habitantes e do crescimento econômico acelerado, que atingiu 8,2% no último trimestre.

Índia deve ganhar espaço no ranking das maiores economias

Segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), a Índia deve ultrapassar o Japão ainda neste ano e se tornar a quarta maior economia do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, China e Alemanha. O governo indiano projeta que o país poderá alcançar a terceira posição antes de 2030.

Para Nova Délhi, a Europa é vista como uma fonte estratégica de tecnologia, investimentos e inovação, fundamentais para acelerar a modernização econômica e a criação de milhões de empregos.

Cooperação vai além do comércio

Além do livre comércio, UE e Índia pretendem avançar em acordos sobre circulação de trabalhadores temporários, intercâmbio de estudantes, pesquisadores e profissionais qualificados, além de cooperação nas áreas de segurança e defesa.

Na área militar, a Índia vem diversificando seus fornecedores e reduzindo a dependência da Rússia, enquanto países europeus buscam estratégia semelhante em relação aos Estados Unidos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Comércio Internacional

Canadá defende diversificação de parcerias comerciais além dos Estados Unidos

O Canadá reforçou a necessidade de ampliar sua rede de parcerias comerciais internacionais, indo além da tradicional relação com os Estados Unidos. A avaliação foi apresentada pelo primeiro-ministro Mark Carney em discurso preparado para o Fórum Econômico Mundial, realizado nesta terça-feira (20), em Davos, na Suíça.

EUA seguem relevantes, mas não exclusivos

Ao tratar das relações econômicas globais, Carney classificou os EUA como uma “boa conexão”, mas alertou para os riscos de dependência excessiva de um único parceiro. Segundo ele, a estratégia canadense passa por fortalecer vínculos com economias emergentes e grandes blocos internacionais, como China, Índia, Tailândia e o Mercosul.

De acordo com o premiê, manter uma rede ampla de conexões é essencial em um cenário de transformação da economia global. Ele destacou que o país está ajustando suas relações comerciais para que estejam alinhadas aos valores canadenses, citando acordos já firmados e negociações em andamento.

Estratégia inclui fortalecimento da economia interna

No discurso, Carney também ressaltou medidas adotadas para impulsionar a economia doméstica. Entre elas estão o corte de impostos, a redução de barreiras comerciais internas e o aumento dos investimentos em defesa, que devem ser dobrados até o fim da década.

Segundo o primeiro-ministro, essas ações têm como objetivo fortalecer a indústria nacional, ampliar a competitividade e reduzir vulnerabilidades diante de choques externos.

Geopolítica e segurança internacional em pauta

Ao abordar o cenário internacional, Carney comentou os conflitos geopolíticos em curso, com destaque para a situação no Oriente Médio. Ele afirmou que as partes envolvidas nas negociações sobre Gaza ainda não estão nas condições ideais para um acordo duradouro e defendeu uma solução baseada na existência de dois Estados.

O premiê também alertou para a importância da presença diplomática ativa, afirmando que, se um país não participa das mesas de negociação, corre o risco de ser impactado diretamente pelas decisões tomadas por outros atores globais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Blair Gable

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