Internacional

Davos 2026: Brasil busca se posicionar como porto seguro para investimentos

O Fórum Econômico Mundial 2026, iniciado nesta segunda-feira (19) em Davos, na Suíça, reúne líderes globais sob o tema “A Spirit of Dialogue”. Em um ambiente marcado por tensões geopolíticas e incertezas econômicas, o Brasil chega ao encontro com a estratégia de reforçar uma imagem de previsibilidade e segurança para negócios, priorizando uma agenda técnica em vez de discursos políticos.

Agenda brasileira sem protagonismo presidencial

Diferentemente de outras edições, o país não conta com uma comitiva liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nem com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ou do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Ainda assim, o governo tenta utilizar o WEF como extensão de uma agenda construída ao longo dos últimos meses, centrada em três eixos considerados estratégicos: acesso a mercados, segurança institucional e infraestrutura digital do Estado.

Acordo Mercosul–UE reforça credenciais comerciais

O primeiro pilar da estratégia brasileira chega fortalecido a Davos com a assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, firmada na sexta-feira (17), após mais de 25 anos de negociações. O anúncio ocorre em um momento sensível, já que o próprio WEF aponta o confronto geoeconômico como um dos principais riscos globais de curto prazo, com comércio, tecnologia e finanças cada vez mais utilizados como instrumentos de disputa entre países.

Para o Brasil, o acordo funciona como um sinal concreto de abertura comercial e integração às cadeias globais, em um fórum onde investidores e governos reavaliam riscos e redesenham estratégias internacionais.

Previsibilidade institucional entra no centro do discurso

O segundo eixo apresentado pelo país é institucional. Em meio ao debate recorrente sobre a queda de confiança em governos, empresas e meios de comunicação — tema frequente em relatórios como o Edelman Trust Barometer —, o Brasil busca se afastar da imagem de instabilidade.

A mensagem levada a Davos é pragmática: o país pretende ser visto como um grande mercado com regras claras, segurança jurídica e contratos previsíveis, capazes de sustentar decisões de investimento de longo prazo em um cenário global cada vez mais seletivo.

Infraestrutura digital como ativo econômico

A terceira frente é a agenda digital, que explica a participação da ministra da Gestão e da Inovação, Esther Dweck. Ela integra uma programação paralela ligada à Colaboração Digital Global do WEF, iniciativa na qual o Brasil assumiu a presidência de um dos grupos estratégicos.

O foco está no fortalecimento da infraestrutura digital do Estado, incluindo sistemas de identidade, credenciais e serviços públicos digitais. Esse tema ganha relevância para o setor privado por impactar diretamente processos como abertura de empresas, compliance, contratações públicas e acesso a serviços, posicionando a eficiência administrativa como diferencial competitivo.

Crescimento e produtividade no debate regional

A participação brasileira também se dá por meio do debate sobre crescimento econômico e produtividade na América Latina. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, participa da sessão “Breaking Latin America’s Growth Ceiling”, ao lado de lideranças como Ilan Goldfajn, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e Julio Velarde, presidente do Banco Central do Peru.

O pano de fundo das discussões regionais em Davos é o desafio de atrair investimentos e sustentar o crescimento em um mundo mais protecionista, fragmentado e cauteloso ao risco.

Mensagem final: foco em negócios

Em Davos 2026, o Brasil busca menos visibilidade política e mais credibilidade econômica. A estratégia é demonstrar, por meio de acordos, reformas e agendas técnicas, que o país está disposto a fazer negócios em um cenário internacional no qual a política voltou a influenciar diretamente o fluxo de comércio e investimentos.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: World Economic Forum/Chris_Heeney

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Comércio Internacional

Acordo UE-Mercosul será assinado neste sábado e avança para fase de ratificação

Após mais de duas décadas de negociações, União Europeia e Mercosul dão neste sábado (17) um passo decisivo rumo à consolidação de um dos maiores acordos comerciais globais. A assinatura do acordo UE-Mercosul ocorre em Assunção, no Paraguai, e marca a criação de uma ampla zona de livre comércio, com potencial para integrar mercados, reduzir tarifas e estimular investimentos entre os dois blocos.

O tratado conecta a América do Sul à zona do euro, reunindo cerca de 720 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 22 trilhões.

Assinatura ocorre sem presença de um dos líderes sul-americanos

A cerimônia contará com a presença da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, do presidente do Conselho Europeu, António Costa, além dos chefes de Estado da Argentina, Uruguai, Bolívia e Paraguai. Luiz Inácio Lula da Silva não participará do evento, embora tenha se reunido com Ursula von der Leyen na véspera, no Rio de Janeiro, quando destacou a longa duração das negociações.

Aprovação política abre caminho para a assinatura

Antes da assinatura, o acordo passou por uma etapa crucial dentro da União Europeia. Após aval provisório do Comitê de Representantes Permanentes (Coreper), os países-membros formalizaram seus votos por escrito dentro do prazo estabelecido por Bruxelas.

Nesta sexta-feira, o Chipre, que ocupa a presidência rotativa do bloco, confirmou que o texto foi aprovado por ampla maioria, liberando a Comissão Europeia para avançar com a assinatura oficial.

Tratado ainda não entra em vigor automaticamente

Apesar da assinatura, o acordo UE-Mercosul ainda não passa a valer de forma imediata. O texto seguirá agora para os processos de ratificação interna nos países envolvidos.

No caso europeu, o tratado será analisado pelo Parlamento Europeu e, dependendo do enquadramento jurídico, poderá exigir aprovação adicional dos parlamentos nacionais. Já no Mercosul, o acordo precisará do aval dos Congressos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

🔎 O tratado estabelece obrigações legais, como redução de tarifas, ajustes nas regras comerciais e compromissos regulatórios nos países do Mercosul.

Há ainda a possibilidade de aplicação provisória de partes do acordo, especialmente aquelas ligadas à diminuição de taxas, permitindo que alguns efeitos econômicos sejam antecipados antes da ratificação completa.

Pontos centrais e divergências dentro da União Europeia

Negociado há mais de 25 anos, o acordo prevê a redução gradual de tarifas, normas comuns para o comércio de produtos industriais e agrícolas, além de regras para investimentos e padrões ambientais.

Dentro da União Europeia, o tratado divide opiniões. Países como Alemanha e Espanha defendem o acordo por enxergarem oportunidades de ampliar exportações, reduzir a dependência da China e garantir acesso a minerais estratégicos.

Por outro lado, a França, com apoio de nações como Polônia, Irlanda e Áustria, expressa resistência, especialmente por preocupações com o impacto sobre o setor agrícola europeu. Agricultores e ambientalistas também apontam riscos relacionados à concorrência e à preservação ambiental.

Para tentar equilibrar os interesses, o texto final inclui salvaguardas agrícolas e exigências ambientais mais rigorosas. No Mercosul, o Brasil desempenha papel central e precisará demonstrar avanços em sustentabilidade e controle ambiental para facilitar a ratificação e ampliar o acesso ao mercado europeu.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
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Comércio Internacional

Aval do Conselho marca novo capítulo na relação entre UE e Mercosul

O Conselho da União Europeia aprovou nesta semana duas decisões que autorizam a assinatura do Acordo de Parceria UE-Mercosul (EMPA) e do Acordo Comercial Interino (iTA) entre a UE e o Mercosul. A medida representa um passo decisivo na consolidação das relações com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, após mais de 25 anos de negociações.

Os dois instrumentos estabelecem as bases para uma parceria moderna, abrangendo diálogo político, cooperação setorial e integração comercial, com impactos diretos sobre comércio, investimentos e cooperação internacional.

Entrada em vigor depende do Parlamento Europeu e dos Estados-membros

Antes da conclusão formal, os acordos ainda precisam do aval do Parlamento Europeu. No caso do EMPA, também será necessária a ratificação de todos os Estados-membros da União Europeia. Somente após esse processo o acordo de parceria entrará plenamente em vigor.

Já o Acordo Comercial Interino, por estar dentro da competência exclusiva da UE, não exige ratificação nacional e poderá ser aplicado de forma independente até ser substituído pelo acordo completo.

Parceria estratégica em meio à incerteza global

Para autoridades europeias, a decisão tem peso geopolítico. Em um cenário internacional marcado por instabilidade, a UE busca reforçar laços políticos, ampliar relações econômicas e reafirmar compromissos com o desenvolvimento sustentável.

Segundo o ministro cipriota de Energia, Comércio e Indústria, Michael Damianos, os acordos criam novas oportunidades para empresas dos dois blocos, ao mesmo tempo em que preservam setores sensíveis e estabelecem regras equilibradas para o comércio internacional.

O que prevê o Acordo de Parceria UE-Mercosul

O EMPA reúne em um único marco institucional áreas como direitos humanos, meio ambiente, ação climática, transformação digital, mobilidade, combate ao terrorismo e gestão de crises. O texto também fortalece a coordenação entre UE e Mercosul em fóruns multilaterais e cria canais permanentes de diálogo setorial.

Partes do acordo político e de cooperação poderão ser aplicadas provisoriamente, enquanto os trâmites de ratificação seguem em andamento.

Acordo Comercial Interino antecipa benefícios econômicos

O Acordo Comercial Interino UE-Mercosul concentra os compromissos de liberalização comercial e de investimentos, permitindo que os ganhos econômicos sejam implementados mais rapidamente.

O tratado prevê redução de tarifas, ampliação do acesso a mercados e melhora nas condições de comércio para setores estratégicos como agricultura, indústria automotiva, farmacêutica e química. Também há avanços em serviços digitais e financeiros, além da abertura de licitações públicas nos países do Mercosul para empresas europeias.

Salvaguardas para proteger agricultores europeus

Para mitigar riscos ao setor agrícola, o Conselho incluiu mecanismos temporários de salvaguarda bilateral, que permitem resposta rápida a eventuais distorções de mercado causadas por importações de produtos sensíveis.

Até a adoção definitiva da legislação específica sobre salvaguardas UE-Mercosul, a Comissão Europeia poderá aplicar medidas emergenciais e intensificar o monitoramento de produtos sujeitos a cotas tarifárias, garantindo maior proteção aos agricultores e ao setor agroalimentar europeu.

Próximos passos do acordo UE-Mercosul

Com a autorização formal, UE e Mercosul avançam agora para a assinatura oficial dos acordos. O EMPA entrará em vigor após a conclusão de todas as ratificações, enquanto o iTA permanecerá válido de forma transitória.

Dados reforçam peso econômico da parceria

O acordo deverá criar a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 700 milhões de consumidores. Em 2024, a UE foi o segundo maior parceiro comercial do Mercosul, respondendo por cerca de 17% do comércio total do bloco sul-americano.

O intercâmbio de bens entre as duas regiões superou € 111 bilhões, enquanto o comércio de serviços alcançou mais de € 42 bilhões no dado mais recente disponível, evidenciando a relevância econômica do tratado.

FONTE: European Council
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/European Commission

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Comércio

Petróleo pressiona exportações de commodities do Brasil enquanto minério de ferro e celulose seguem trajetórias distintas

As principais commodities exportadas pelo Brasilpetróleo, minério de ferro e celulose — encerraram 2025 em ritmos diferentes, cenário que deve se estender ao longo de 2026. Enquanto o petróleo acumulou forte queda de preços e pesou sobre a balança comercial, o minério manteve relativa estabilidade e a celulose entrou em um ciclo de recuperação moderada.

Petróleo perde força e limita desempenho das exportações

O petróleo, que até novembro ocupava a segunda posição entre os itens mais exportados pelo Brasil, atrás apenas da soja, fechou 2025 com desvalorização expressiva. O barril do Brent, referência internacional, encerrou o ano cotado a US$ 60,49, queda de 18,52% em relação ao fim de 2024.

A média anual do Brent em 2025 foi de US$ 67,54 por barril, recuo de 14,78% frente ao valor médio de 2024. Para 2026, bancos e analistas projetam preços entre US$ 59 e US$ 62, com algumas estimativas mais pessimistas apontando cotações próximas de US$ 55.

Entre os fatores que explicam esse cenário estão as incertezas geopolíticas — como a guerra entre Rússia e Ucrânia, a pressão dos Estados Unidos sobre a Venezuela e as decisões da Opep — além da desaceleração da economia global.

Minério de ferro mantém estabilidade sustentada pela China

Diferentemente do petróleo, o minério de ferro teve um desempenho mais equilibrado em 2025 e deve repetir esse comportamento em 2026. O preço do minério com teor de 62% de ferro, principal referência do mercado, permaneceu próximo de US$ 100 por tonelada ao longo do ano.

Em 30 de dezembro de 2025, a commodity era negociada a US$ 107,13 por tonelada, alta anual de 3,4%. Ainda assim, o preço médio do ano ficou em US$ 101,97, queda de 7,57% frente à média de 2024.

Especialistas atribuem essa estabilidade às condições do mercado chinês. A redução dos estoques nos portos da China ao longo de 2025, segundo a UBS, ajudou a sustentar os preços. Além disso, a produção de aço chinesa, que demanda grandes volumes de minério, segue como um dos principais vetores de sustentação da commodity.

Celulose se recupera após ajustes de oferta e tarifas

A celulose de fibra curta iniciou 2025 acima das expectativas, mas perdeu força ao longo do ano com a entrada de nova oferta no mercado global e o impacto de tarifas impostas pelos Estados Unidos. A partir de agosto, no entanto, os preços passaram a se recuperar.

A tendência é que esse movimento continue em 2026, embora com revisões para baixo nas projeções. A estimativa inicial, no primeiro semestre de 2025, era de preço médio de US$ 620 por tonelada. Após ajustes, a previsão foi reduzida para cerca de US$ 570 por tonelada em 2026, ante US$ 540 no fim de 2025.

Mesmo sem novos grandes projetos na América Latina, o aumento da produção de celulose no Brasil e na China deve continuar exercendo pressão sobre os preços.

Crescimento global mais fraco influencia commodities

Outro fator relevante para o desempenho das commodities é o enfraquecimento da economia mundial. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta crescimento global de 3,1% em 2026, ligeiramente abaixo dos 3,2% estimados para 2025.

Para a China, maior produtora e consumidora de commodities, a expectativa é de desaceleração mais acentuada: crescimento de 4,2% em 2026, após 4,8% em 2025. Já para o Brasil, o FMI estima redução do ritmo econômico de 2,4% para 1,9%, o que pode afetar investimentos e produção.

Peso das commodities na pauta exportadora

Até novembro de 2025, o petróleo respondeu por 12,9% da receita de exportações brasileiras, enquanto o minério de ferro representou 8,2% e a celulose, cerca de 3%. A combinação de petróleo mais fraco, minério estável e celulose em recuperação deve seguir moldando o desempenho do comércio exterior brasileiro em 2026.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Leo Pinheiro/Valor

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Notícias

Ataque dos EUA e captura de Maduro intensificam crise e ampliam riscos à economia global

Ataque de hoje eleva tensões e repercute nos mercados.

Neste sábado (3 de janeiro), os Estados Unidos realizaram um ataque militar de larga escala contra a Venezuela e anunciaram a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, conforme divulgado pelo governo americano em redes sociais e coletivas de imprensa. A ação, que incluiu explosões e operações em Caracas, marca uma escalada sem precedentes nas relações entre os dois países e voltou a acender o alerta nos mercados globais sobre os impactos econômicos de conflitos geopolíticos. A captura de Maduro em meio ao ataque representaria um ponto de inflexão nos desdobramentos internacionais, com reflexos sobre o Brasil e outras economias emergentes.

Petróleo e geopolítica: preço sob pressão

A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, apesar de limitações de produção causadas por sanções e falta de investimentos. A confirmação de um ataque e a captura de seu líder podem alimentar o receio de interrupções adicionais na oferta global de petróleo, pressionando ainda mais os preços da commodity.

O aumento dos valores do petróleo impacta diretamente o custo de combustíveis, energia e transporte, contribuindo para a alta dos preços de bens e serviços e ampliando a inflação global.

Mercados financeiros sob risco

A intensificação do conflito geopolítico, especialmente após o anúncio de hoje, tem reflexos imediatos nos mercados financeiros. Em momentos de incertezas como este, investidores tendem a migrar para ativos considerados mais seguros — como o dólar e títulos do Tesouro dos EUA — causando:

  • Valorização do dólar frente a moedas de mercados emergentes;
  • Aumento da volatilidade nas bolsas de valores;
  • Elevação do custo do crédito internacional.

Para a economia brasileira, um cenário desses pressiona o câmbio, encarece importações e pode restringir o acesso a capital estrangeiro.

Repercussões para o Brasil

Comércio exterior: oportunidades e desafios

No campo do comércio exterior, efeitos contraditórios devem se manifestar. A valorização do dólar pode favorecer exportadores de commodities brasileiros, como soja, milho, carnes e minério de ferro, melhorando a competitividade internacional.

Por outro lado, insumos, máquinas e componentes importados ficam mais caros, aumentando os custos de produção. Fretes, seguros e operações financeiras também tendem a subir de preço em um ambiente de maior risco geopolítico.

Indústria sob pressão de custos

A indústria brasileira é sensível às variações nos preços de energia e câmbio. Setores como automotivo, químico, farmacêutico, eletroeletrônico e de máquinas dependem de insumos importados e de energia, cujo custo tende a subir em meio à alta do petróleo e do dólar após o ataque de hoje.

O encarecimento do diesel e de outras fontes de energia também pressiona os custos logísticos, comprimindo margens e podendo refletir em aumento de preços ao consumidor.

Agronegócio: competividade externa vs. custo interno

No agronegócio, o fortalecimento do dólar pode ampliar a receita em reais para produtores exportadores de grãos, carnes e açúcar, melhorando a posição do Brasil no mercado internacional.

Entretanto, o setor enfrenta custos mais altos de fertilizantes, defensivos agrícolas, combustíveis e máquinas, que também são influenciados pela dinâmica cambial e pela pressão sobre o preço do petróleo. Isso reduz a margem de lucro dos produtores, especialmente os de menor porte, e pode refletir em preços maiores ao consumidor interno.

Risco de inflação e desafios macroeconômicos

A combinação de energia mais cara, dólar valorizado e custos de produção elevados, reforçada pelo ataque e sua repercussão, cria um ambiente favorável à aceleração da inflação no Brasil. Caso essa dinâmica persista, o Banco Central pode ser pressionado a adotar políticas monetárias mais restritivas, com impactos sobre crédito, consumo e crescimento econômico.

Cenário futuro incerto

Especialistas apontam que, se o conflito entre os EUA e a Venezuela se mantiver limitado após o episódio de hoje, os efeitos econômicos podem ser temporários. No entanto, uma escalada prolongada ou novos episódios de violência podem resultar em volatilidade mais persistente, inflação elevada e menor crescimento econômico global.

Fonte: atualizações de agências internacionais e declarações oficiais sobre o ataque e captura anunciados hoje.
Texto: Redação

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Economia

Economia do ano: Portugal se destaca e abre caminho para reposicionar o Brasil na geopolítica global

Portugal é eleito a economia do ano e ganha protagonismo internacional
Portugal foi apontado como a economia do ano entre os países desenvolvidos, segundo avaliação internacional, e passa a ocupar um novo patamar no cenário global. O reconhecimento vai além dos números e sinaliza uma mudança estrutural na forma como o país se posiciona diante das transformações económicas e geopolíticas do século XXI.

Mais do que um desempenho positivo interno, o destaque português projeta impactos diretos para a economia global, para a Europa e, especialmente, para o Brasil, que surge como parceiro estratégico nesse novo tabuleiro internacional.

Reconhecimento internacional ultrapassa indicadores económicos
A escolha de Portugal não se baseia apenas em crescimento do PIB ou equilíbrio fiscal. A análise valoriza a capacidade do país de manter estabilidade institucional, previsibilidade política e articulação diplomática em um mundo marcado por conflitos e fragmentação.

Com isso, Portugal deixa de ser apenas um exemplo doméstico de gestão econômica e passa a ser visto como um ator capaz de construir consensos e influenciar agendas globais.

Portugal redefine seu papel no cenário internacional
O país compreendeu que o Atlântico voltou a ter centralidade estratégica. A combinação entre crescimento económico, estabilidade política e diplomacia ativa coloca Portugal em uma posição rara: a de mediador confiável em um ambiente internacional cada vez mais polarizado.

Sem adotar posturas confrontacionais, Portugal fortalece pontes, amplia diálogos e ganha espaço em um contexto de desgaste das grandes potências tradicionais.

Brasil surge como parceiro estratégico nesse novo ciclo
O reposicionamento português ganha força quando conectado ao Brasil. O país sul-americano reúne peso populacional, relevância económica e protagonismo em temas como meio ambiente, energia e segurança alimentar.

De forma isolada, ambos têm alcance limitado. Juntos, ampliam influência, capacidade de negociação e presença nos principais fóruns globais. A convergência luso-brasileira passa a ser um vetor estratégico no novo equilíbrio internacional.

Aliança luso-brasileira fortalece o mercado global
Portugal e Brasil deixam de ocupar posições periféricas e passam a atuar como eixos de uma nova lógica internacional baseada em redes, não em blocos fechados.

Enquanto grandes potências enfrentam desgaste político e desconfiança externa, o espaço lusófono oferece algo raro: legitimidade cultural, capacidade de diálogo e articulação entre continentes.

Salário mínimo e sinalização geopolítica
O anúncio do aumento do salário mínimo português para 1.600 euros ultrapassa o debate interno. A medida envia um sinal claro ao mercado global, à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e ao Brasil sobre o modelo de desenvolvimento que o país pretende seguir.

Ao valorizar o trabalho, Portugal fortalece a coesão social e reforça sua credibilidade internacional como economia estável e confiável.

Economia, inovação e investimento caminham juntos
Países que investem em bem-estar social tendem a atrair mais capital, tecnologia e inovação. Portugal aposta nesse caminho para consolidar sua posição como polo económico avançado.

Nesse processo, o Brasil surge novamente como parceiro natural, unido por laços históricos, culturais e interesses estratégicos comuns.

A nova geopolítica exige redes, não blocos rígidos
O cenário global aponta para um modelo baseado em conexões flexíveis. Enquanto a Europa enfrenta dilemas internos, os Estados Unidos recuam em algumas frentes e a China encontra resistências, abre-se espaço para novos articuladores globais.

Portugal e Brasil oferecem pontes culturais, rotas comerciais, cooperação energética e diplomacia ambiental, atributos cada vez mais valorizados.

Riscos e oportunidades do alinhamento luso-brasileiro
Apesar do potencial, o alinhamento entre os dois países não é automático. O Brasil ainda convive com ciclos de instabilidade política que dificultam estratégias de longo prazo. Portugal, por sua vez, corre o risco de subestimar o momento histórico de cooperação ampliada.

A convergência exige visão estratégica e ação coordenada.

O futuro do Atlântico lusófono em jogo
A escolha de Portugal como economia do ano funciona como um chamado geopolítico. O país consolida seu protagonismo ao lado do Brasil, enquanto o Brasil amplia sua influência ao atuar em parceria.

A língua portuguesa pode se transformar em um novo corredor económico, tecnológico e ambiental — ou permanecer apenas como herança histórica. A decisão, agora, é política e estratégica.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Internacional

Colômbia entra no Banco dos BRICS e fortalece integração com o Sul Global

A Colômbia passou a integrar oficialmente o Banco dos BRICS, marcando um movimento estratégico de aproximação com o Sul Global e de diversificação de suas alianças econômicas internacionais. A adesão foi formalizada em 2025 e representa um dos passos mais relevantes da política externa colombiana nas últimas décadas.

Adesão ao Banco dos BRICS consolida nova fase econômica

A entrada da Colômbia no Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) — instituição financeira dos BRICS — foi oficializada em junho, durante cerimônia realizada na sede do banco, em Xangai, na China. Em novembro, o Congresso colombiano aprovou a legislação que ratificou a participação do país na entidade multilateral.

Considerada a terceira maior economia da América do Sul e a segunda maior potência militar do continente, a Colômbia passa a integrar formalmente o núcleo financeiro do bloco, ampliando seu acesso a mecanismos de financiamento para infraestrutura e desenvolvimento sustentável.

Governo destaca impactos econômicos e estratégicos

O ministro da Fazenda e Crédito Público, Germán Ávila Plazas, afirmou que a adesão fortalece a capacidade do país de captar recursos internacionais e ampliar sua atuação econômica.

Segundo ele, o Banco dos BRICS se soma a outras instituições multilaterais com as quais a Colômbia já coopera, criando novas oportunidades de investimento e desenvolvimento. O ministro destacou ainda que a ampliação dessas parcerias internacionais tende a gerar impactos positivos no crescimento econômico e na geração de empregos.

Países que integram o Banco dos BRICS

Além dos países fundadores do bloco, o Banco dos BRICS conta atualmente com os seguintes membros:

  • Bangladesh
  • Uruguai
  • Argélia
  • Colômbia
  • Uzbequistão

A presidência da instituição é ocupada por Dilma Rousseff, que assumiu o cargo em março de 2023 e teve seu mandato renovado até julho de 2030.

Mudança histórica na política externa colombiana

A entrada da Colômbia no Banco dos BRICS simboliza uma mudança relevante em sua política externa. Tradicionalmente alinhado aos Estados Unidos ao longo do século XX, o país passa agora a fortalecer relações Sul-Sul.

Esse reposicionamento também se reflete em outras ações do governo de Gustavo Petro, como a reaproximação diplomática com a Venezuela e o posicionamento crítico em relação à ofensiva israelense em Gaza, em apoio ao povo palestino.

A adesão ao banco sinaliza, portanto, uma nova fase da diplomacia colombiana, mais diversificada e voltada à multipolaridade global.

FONTE: Revista Forum
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Revista Forum

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Sem Categoria

China registra superávit comercial acima de US$ 1 trilhão em 2025 e estabelece novo recorde

A China superou a marca de US$ 1 trilhão de superávit comercial em 2025, atingindo o maior saldo positivo de sua história. Os números, divulgados a partir de dados preliminares do comércio exterior chinês, destacam o fortalecimento do país como principal polo exportador do mundo.

O resultado expressivo é fruto da combinação entre exportações em forte expansão — especialmente nos segmentos de alta tecnologia, indústria avançada e manufaturas de maior valor agregado — e uma desaceleração das importações, influenciada pelo ritmo moderado da recuperação econômica interna. O desempenho supera com ampla margem os superávits registrados em anos anteriores.

Avanço das exportações impulsiona o resultado

Ao longo de 2025, as exportações chinesas cresceram de forma consistente, apoiadas pelo aumento da demanda em mercados emergentes e pela ampliação de acordos comerciais na Ásia, África e América Latina. A estratégia de Pequim de fortalecer cadeias industriais nacionais, ampliar a autossuficiência tecnológica e reduzir vulnerabilidades externas segue no centro da política econômica do país.

Setores como veículos elétricos, equipamentos de energia renovável, semicondutores e produtos químicos finos foram novamente determinantes para o avanço, consolidando a China como líder global nessas áreas.

Importações mais fracas ampliam o superávit

A queda no ritmo das importações também contribuiu para o saldo histórico. Entre os fatores que influenciaram o movimento estão estoques internos elevados, políticas de substituição de importações em setores estratégicos e estímulos voltados ao fortalecimento do consumo doméstico.

Especialistas apontam que o superávit recorde reforça a importância da China na economia mundial, mas também intensifica discussões sobre desequilíbrios comerciais com grandes parceiros, como Estados Unidos e União Europeia.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Reuters

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Economia

OCDE melhora previsões globais e minimiza impacto dos aranceles dos EUA

A OCDE elevou suas projeções e passou a enxergar um impacto menor do que o previsto da política de aranceles dos Estados Unidos sob o governo Donald Trump. No relatório de Perspectivas divulgado nesta terça-feira, a entidade revisou para cima estimativas apresentadas em setembro, indicando que as grandes economias avançadas estão mais preparadas para enfrentar a volatilidade comercial norte-americana.

O novo diagnóstico combina fatores como políticas macroeconômicas mais expansivas, melhores condições financeiras impulsionadas pelo avanço tecnológico e um aumento significativo nos investimentos em inteligência artificial. Segundo o documento, esses elementos ajudam a absorver parte da incerteza causada pelas tarifas aplicadas por Washington.

Estados Unidos puxam as revisões positivas
A maior correção ocorre justamente nas previsões para a economia americana. A OCDE calcula agora que o PIB dos EUA crescerá 2% em 2025, dois décimos acima do estimado anteriormente. Para 2026, a expectativa também sobe para 1,7%, e para 2027, para 1,9%. Mesmo sob a oscilação dos aranceles, o relatório destaca que os Estados Unidos mantêm um ritmo de expansão superior ao de outras economias avançadas.

Espanha se destaca na zona do euro
A entidade também elevou as perspectivas para a zona do euro. O crescimento deve alcançar 1,3% em 2025 e 1,2% em 2026, leves avanços em relação ao cenário anterior. O principal impulso vem da Espanha, novamente apontada como a economia mais dinâmica do bloco.

Para o país, a projeção é de 2,9% em 2025, 2,2% em 2026 e 1,8% em 2027, colocando a Espanha como a locomotiva da região — atrás apenas da Turquia entre as grandes economias desenvolvidas.

Ásia e emergentes também avançam
O Japão registra ajustes favoráveis, com previsão de 1,3% de crescimento este ano e 0,9% em 2026. Entre os mercados emergentes, a OCDE melhora as expectativas para Arábia Saudita, Índia, Indonésia e Brasil, cuja economia deve avançar 2,4% em 2025, 1,7% em 2026 e 2,2% em 2027.

A China segue em trajetória estável, com estimativas de 5% em 2025, 4,4% em 2026 e 4,3% em 2027, sustentada por menor exposição às tensões tarifárias com os EUA.

México é o mais afetado pelos aranceles
O cenário é menos positivo para o México, fortemente dependente das exportações destinadas ao mercado americano. A entidade reduz suas previsões e projeta 0,7% de crescimento em 2025 e 1,2% em 2026, ambos abaixo dos números divulgados em setembro.

Volatilidade tarifária preocupa
O relatório lembra que o nível efetivo dos aranceles dos EUA tem mostrado forte volatilidade. Entre janeiro e abril, a taxa saltou de 2% para quase 18%, recuou para cerca de 14% no meio do ano e se manteve nesse patamar em novembro, em parte devido à redução das tarifas sobre produtos chineses. A OCDE observa que os impactos das últimas altas ainda não aparecem totalmente nos indicadores econômicos americanos.

Crescimento global moderado, porém estável
No conjunto, a economia mundial deve crescer 3,2% em 2025, 2,9% em 2026 e 3,1% em 2027 — números moderados, mas considerados sólidos diante das atuais tensões comerciais e da transição tecnológica.

FONTE: Todo Logística News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logística News

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Comércio Exterior

Café tem forte queda no mercado internacional após sinalização de redução de tarifas nos EUA

Preços do café recuam com possível mudança na política tarifária de Donald Trump

O mercado internacional de café registrou uma expressiva queda nas cotações nesta quarta-feira (12.nov.2025), após o governo de Donald Trump (Partido Republicano) indicar possíveis mudanças nas tarifas de importação do grão. A declaração do ex-presidente norte-americano provocou imediata reação nas bolsas de commodities.

Na terça-feira (11.nov), Trump afirmou que pretende reduzir algumas taxas de importação sobre produtos agrícolas, incluindo o café. A notícia pressionou os preços e levou o café arábica a recuar quase 5%, sendo negociado a US$ 3,7975 (R$ 21,31) por libra-peso, por volta das 13h (horário de Brasília). O café robusta seguiu a mesma tendência, com queda de aproximadamente 5%, cotado a US$ 4.384 (R$ 24.608) por tonelada métrica.

Governo dos EUA busca reduzir preços de importados

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, confirmou à Fox News que os consumidores norte-americanos devem observar “anúncios substanciais” nos próximos dias voltados à redução dos preços de produtos importados.

Segundo Bessent, as medidas devem priorizar produtos que não são cultivados em solo americano, como café e bananas, com o objetivo de aliviar os custos internos e conter a inflação. A redução tarifária tende a impactar diretamente o mercado de café, ampliando a oferta e reduzindo o preço final para o consumidor.

Efeitos globais e países beneficiados

Especialistas apontam que as mudanças nas tarifas podem favorecer exportadores de café de países como Brasil, Vietnã e Colômbia, principais fornecedores do grão para os Estados Unidos — o maior consumidor mundial do produto.

Com o corte das taxas, espera-se um estímulo às exportações, maior competitividade e aumento na demanda global, embora o movimento também possa provocar volatilidade nos preços internacionais a curto prazo.

Fonte: Com informações da Fox News e agências internacionais.
Texto: Redação

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