Economia

Yuan registra maior valorização frente ao dólar em três anos

O yuan, moeda oficial da China, alcançou nesta segunda-feira (11) sua maior valorização em relação ao dólar desde março de 2023. A cotação registrada no Sistema de Comércio Cambial chinês ficou em US$ 1 para 6,847 yuans, movimento observado poucos dias antes da visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Pequim.

A valorização da moeda chinesa ocorre em meio ao fortalecimento do uso do yuan no comércio internacional e à crescente busca por alternativas ao dólar em operações globais.

Participação do yuan cresce nas transações globais

Dados do Banco de Compensações Internacionais mostram que a presença do yuan nas transações financeiras internacionais aumentou significativamente na última década.

Em 2013, a moeda chinesa representava apenas 2,2% das operações globais. Já em 2025, essa participação avançou para 8,6%, refletindo o esforço da China para ampliar a internacionalização de sua moeda.

Entre as iniciativas recentes está a criação de um sistema de pagamento via QR Code entre China e Indonésia, lançado em maio deste ano. A ferramenta permite operações diretamente em moedas locais, reduzindo a dependência do dólar nas transações bilaterais.

Valorização do yuan pode pressionar exportações chinesas

Apesar do fortalecimento internacional da moeda, a valorização do yuan também gera desafios para a economia chinesa. Com a moeda mais forte, produtos exportados pela China tendem a ficar mais caros no mercado externo, o que pode reduzir a competitividade das empresas do país.

Especialistas avaliam que esse movimento exige equilíbrio por parte das autoridades chinesas para evitar impactos negativos sobre setores exportadores, considerados estratégicos para o crescimento econômico.

Dólar enfrenta pressão por incertezas nos EUA

Outro fator que influencia o avanço do yuan é a oscilação da confiança dos investidores em ativos ligados ao dólar.

Nos últimos meses, a moeda norte-americana vem sofrendo pressão em meio a preocupações envolvendo o cenário político em Washington, questionamentos sobre a independência do Federal Reserve e dúvidas sobre a sustentabilidade fiscal de longo prazo dos Estados Unidos.

Esse contexto tem incentivado investidores e países a ampliarem o uso de moedas alternativas em operações internacionais.

Encontro entre Trump e Xi Jinping deve abordar sistema financeiro global

A expansão do uso do yuan e os mecanismos de pagamentos internacionais fora da influência direta do dólar devem integrar as discussões entre Donald Trump e Xi Jinping nos próximos dias.

A viagem do presidente norte-americano a Pequim está prevista para começar na quarta-feira (13), com retorno aos Estados Unidos na sexta-feira (15).

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Informação

ICC abre pesquisa econômica global para câmaras de comércio de mais de 100 países

A International Chamber of Commerce (ICC), por meio da ICC World Chambers Federation, iniciou a terceira edição do Global Economic Survey, levantamento internacional que reúne percepções de câmaras de comércio, indústria e serviços sobre o cenário econômico mundial.

A iniciativa busca ampliar o mapeamento das expectativas do setor empresarial e está aberta para instituições de diferentes países até o dia 31 de maio.

Pesquisa internacional leva menos de 10 minutos

Segundo a organização, o questionário é rápido e pode ser respondido em cerca de 10 minutos. A participação está liberada para todas as câmaras, independentemente de vínculo formal com a ICC.

O levantamento pretende reunir dados sobre o ambiente econômico global, tendências de mercado e desafios enfrentados pelo setor produtivo em diferentes regiões.

Chamber Pulse reúne percepção do setor privado

Os resultados da pesquisa serão divulgados no relatório Chamber Pulse, publicação que se consolidou como uma importante ferramenta de análise sobre o sentimento do setor privado global a partir da visão das câmaras empresariais.

Na edição anterior, o estudo contou com a participação de aproximadamente 240 câmaras representando 110 economias ao redor do mundo, reforçando a relevância do projeto para o acompanhamento das perspectivas econômicas internacionais.

Participação e acesso aos relatórios

As câmaras interessadas podem participar do levantamento por meio do formulário oficial disponibilizado pela ICC.
Formulário do Global Economic Survey

Os relatórios anteriores do Chamber Pulse também estão disponíveis para consulta pública.
Relatórios Chamber Pulse 2024 e 2025

Mais informações sobre a federação mundial de câmaras podem ser acessadas no portal oficial da ICC.
ICC World Chambers Federation

FONTE: Federação Mundial de Câmaras da International Chamber of Commerce (ICC)
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/International Chamber of Commerce (ICC)

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Comércio Exterior

China amplia tarifa zero para países africanos e reforça influência econômica no continente

A China ampliou sua política de tarifa zero para praticamente todo o continente africano, em uma medida que fortalece os laços comerciais e amplia a presença econômica chinesa na África. A decisão passou a valer em 1º de maio e beneficia os 53 países africanos que mantêm relações diplomáticas com Pequim.

O programa, anunciado pela Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado chinês, seguirá em vigor até abril de 2028.

Medida amplia programa anterior voltado aos países mais pobres

Antes da ampliação, o benefício atendia apenas 33 países africanos considerados de menor desenvolvimento econômico, política adotada desde dezembro de 2024.

Agora, outros 20 países passaram a ter acesso às mesmas condições comerciais no mercado chinês.

A única exceção é o Reino de Essuatíni, que não mantém relações diplomáticas com a República Popular da China.

Segundo o Ministério do Comércio chinês, Pequim pretende negociar um acordo de parceria econômica com os países africanos para transformar o benefício em uma política permanente.

Política chinesa contrasta com tarifas impostas pelos EUA

A decisão da China ocorre em meio ao endurecimento da política comercial dos Estados Unidos sob o governo de Donald Trump.

Desde abril de 2025, os EUA passaram a aplicar tarifas sobre produtos africanos, em alguns casos chegando a 50%, como ocorreu com exportações do Lesoto.

As medidas provocaram impactos em setores industriais africanos, incluindo demissões e cancelamentos de contratos de exportação.

Tarifa zero beneficia commodities africanas

A política chinesa abrange praticamente todos os produtos exportados pelos países africanos, incluindo café, cacau, petróleo e minérios.

Para parte das commodities agrícolas consideradas estratégicas pelo governo chinês, como cereais, açúcar e algodão, a isenção tarifária funciona dentro de limites de importação previamente estabelecidos.

Após o volume máximo ser atingido, voltam a valer as tarifas tradicionais. O modelo busca evitar dependência excessiva de importações em setores considerados essenciais pela China.

Lideranças africanas destacam ausência de exigências políticas

Em entrevista ao Brasil de Fato, o secretário-geral da Organização Revolucionária para a Nova Democracia do Níger, Mamane Sani Adamou, afirmou que a política chinesa se diferencia do modelo ocidental por não impor condicionantes políticas aos acordos comerciais.

Segundo ele, negociações com potências ocidentais frequentemente incluem exigências ligadas ao FMI e ao Banco Mundial, afetando a autonomia econômica dos países africanos.

Adamou afirmou que a relação com a China ocorre sem interferência direta sobre políticas internas ou gestão econômica dos países parceiros.

Relação China-África é vista como alternativa ao modelo ocidental

O secretário-geral do Movimento Socialista de Gana, Kwesi Pratt, também destacou diferenças entre o modelo chinês e o adotado historicamente por países ocidentais.

Segundo Pratt, as relações econômicas promovidas por instituições ocidentais ajudaram a perpetuar estruturas de dependência e desigualdade no continente africano ao longo de décadas.

Para os líderes entrevistados, a cooperação com a China representa uma oportunidade de fortalecimento econômico e industrialização para os países africanos.

África busca industrialização e transferência de tecnologia

Apesar da ampliação das vantagens tarifárias, lideranças africanas defendem que o continente precisa avançar além da exportação de matérias-primas.

Adamou afirmou que a prioridade é ampliar a industrialização local e agregar valor aos recursos produzidos na África.

Entre as propostas defendidas está o fortalecimento da Iniciativa Cinturão e Rota, projeto liderado pela China voltado à infraestrutura e integração comercial global.

O dirigente defende ainda a transferência de tecnologia e a instalação de indústrias chinesas no continente africano.

Déficit comercial com China segue elevado

Mesmo com a expansão das relações comerciais, a África mantém déficit na balança comercial com a China.

Dados da Agência Ecofin apontam que o déficit africano com os chineses chegou a US$ 102 bilhões em 2025, alta de 64,5% em relação ao ano anterior.

As exportações chinesas para o continente somaram US$ 225 bilhões, enquanto as importações africanas pela China ficaram em US$ 123 bilhões.

Atualmente, os países africanos exportam principalmente petróleo, cobre, cobalto e outras commodities, enquanto importam produtos industrializados chineses.

Lideranças defendem unidade africana

Kwesi Pratt afirmou que a África precisa ampliar sua integração política e econômica para negociar em melhores condições com potências globais.

Segundo ele, o continente ainda sofre os efeitos da divisão territorial estabelecida durante a Conferência de Berlim, que definiu fronteiras africanas durante o período colonial europeu.

O dirigente destacou que o fortalecimento do pan-africanismo e da cooperação regional será fundamental para ampliar os benefícios das relações econômicas com a China e outros parceiros internacionais.

FONTE: ICL Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mauro Ramos/Brasil de Fato

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Comércio Exterior

China amplia tarifa zero e recebe primeiras importações africanas com isenção

A China começou a receber os primeiros produtos africanos beneficiados pela nova política de tarifa zero, que agora contempla todos os 53 países do continente com relações diplomáticas com o país asiático. A medida marca uma ampliação histórica na estratégia comercial chinesa.

Primeiras cargas entram no país com isenção

Logo nas primeiras horas de sexta-feira, 24 toneladas de maçãs provenientes da África do Sul inauguraram a nova fase da política. A carga foi desembaraçada rapidamente no porto de Shenzhen, no sul do país, e seguirá para redes de supermercados e centros atacadistas.

Com a mudança, a tarifa de importação dessas frutas caiu de 10% para zero, aumentando a competitividade dos produtos africanos no mercado chinês.

Segundo Luo Shengcong, executivo de uma empresa de logística internacional, a redução representa um ganho concreto para o setor. Apenas esse lote gerou uma economia de cerca de 20 mil yuans (aproximadamente US$ 2,9 mil).

Expansão da política de tarifa zero

A China já havia zerado tarifas para 100% das linhas tarifárias de 33 países africanos menos desenvolvidos em dezembro de 2024. Agora, a política passa a incluir economias maiores do continente, como Quênia, Egito e Nigéria.

De acordo com o Ministério do Comércio chinês, a iniciativa deve impulsionar produtos como:

  • cacau africano (Costa do Marfim e Gana)
  • café e abacate do Quênia
  • frutas cítricas e vinhos sul-africanos

Esses itens, que antes enfrentavam tarifas entre 8% e 30%, passam a ter acesso facilitado ao mercado chinês.

Novas remessas chegam a diferentes regiões

Outras cargas também foram registradas no mesmo dia em diferentes pontos do país:

  • Em Xangai, 516 toneladas de laranjas do Egito chegaram com isenção de cerca de 320 mil yuans
  • Ainda na cidade, 24 toneladas de abacates quenianos entraram com economia de 26 mil yuans
  • Na província de Hunan, mais de 6 mil garrafas de vinho sul-africano foram liberadas com redução tributária de 21 mil yuans

Empresários destacam que a medida deve reduzir significativamente os custos de importação e ampliar a oferta de produtos africanos de alta qualidade.

Impacto no comércio China-África

A relação comercial entre China e África segue em crescimento. O país asiático mantém a posição de maior parceiro comercial do continente há 17 anos consecutivos. Em 2025, o volume bilateral atingiu o recorde de US$ 348 bilhões.

Especialistas avaliam que a ampliação da isenção tarifária pode tornar o comércio mais equilibrado e estimular investimentos industriais na África, voltados à exportação para o mercado chinês.

Contexto global e estratégia econômica

Em um cenário internacional marcado pelo aumento do protecionismo, a política chinesa é vista como um movimento em direção à maior abertura econômica. Autoridades alfandegárias afirmam que a iniciativa reforça princípios de cooperação e multilateralismo no comércio internacional.

A expectativa é que, no longo prazo, a medida fortaleça cadeias produtivas e amplie a presença de mercadorias africanas na segunda maior economia do mundo.

FONTE: Brasil247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul-UE entra em vigor provisoriamente e inicia nova fase do comércio internacional

O acordo Mercosul-UE passa a valer de forma provisória a partir desta sexta-feira (1º), marcando um avanço nas relações comerciais entre os dois blocos.

A formalização no Brasil foi concluída com a assinatura do decreto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encerrando a etapa de incorporação ao ordenamento jurídico nacional. Com isso, as regras começam a ser aplicadas gradualmente entre os países envolvidos.

Expectativas e divergências entre países europeus

Apesar de ser considerado estratégico, o tratado de livre comércio ainda gera divergências dentro da União Europeia. Países como Alemanha e Espanha defendem que o acordo pode fortalecer exportações e reduzir impactos de medidas protecionistas dos Estados Unidos.

Por outro lado, nações como França demonstram preocupação com o aumento das importações de produtos agrícolas, como carne bovina e açúcar, que poderiam afetar produtores locais. Já organizações ambientais alertam para possíveis impactos sobre florestas tropicais.

Impacto econômico deve ser limitado no curto prazo

Especialistas apontam que os ganhos econômicos tendem a ser moderados. Mesmo com novos acordos comerciais, a União Europeia pode não compensar totalmente as perdas causadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos.

A previsão é de que o tratado com o Mercosul eleve o PIB europeu em cerca de 0,05% até 2040, indicando efeitos positivos, porém graduais e de longo prazo.

Aprovação definitiva ainda depende do Parlamento Europeu

Embora já esteja em aplicação provisória, o acordo ainda precisa passar pelo Parlamento Europeu. Em janeiro, parlamentares decidiram questionar o tratado judicialmente, o que pode prolongar a decisão final por até dois anos.

Mesmo assim, a Comissão Europeia optou por iniciar sua implementação, apostando que os benefícios práticos fortaleçam o apoio político ao longo do tempo.

Pressão global acelera novos acordos comerciais

O cenário internacional tem impulsionado a União Europeia a buscar novos parceiros. Além do Mercosul, negociações com Índia, Indonésia, Austrália e México avançaram nos últimos meses.

Esses movimentos ocorrem em meio a tensões comerciais globais, incluindo tarifas internacionais e restrições à exportação de minerais estratégicos, que têm pressionado o comércio mundial.

Concorrência chinesa desafia empresas europeias

Outro fator relevante é o avanço da China em mercados internacionais. Empresas europeias enfrentam crescente concorrência, especialmente em setores como máquinas e veículos — áreas em que o bloco busca expandir suas exportações.

Embora a redução de tarifas prevista no acordo possa melhorar a competitividade europeia, especialistas avaliam que o desafio vai além do comércio, envolvendo investimentos e a transição energética global.

Necessidade de ajustes internos na União Europeia

Analistas destacam que acordos comerciais, por si só, não devem resolver a perda de espaço no mercado internacional. Reformas internas e maior eficiência do mercado único europeu são apontadas como essenciais para fortalecer a economia do bloco.

Atualmente, cerca de 60% das exportações da União Europeia ocorrem entre os próprios países membros, o que reforça a importância de melhorias estruturais.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: AFP

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Internacional

Acordo Mercosul-UE é considerado “muito positivo” por ministro da França

O ministro delegado para o Comércio Exterior da França, Nicolas Forissier, afirmou que o acordo Mercosul-União Europeia representa um avanço importante para as relações comerciais entre os blocos. A declaração foi feita na terça-feira (28 de abril de 2026).

Segundo o ministro, o tratado é “muito positivo” para países europeus e sul-americanos, incluindo a própria França, apesar das divergências políticas registradas anteriormente.

França manteve oposição inicial

Mesmo com a avaliação favorável, a França esteve entre os países que se posicionaram contra o acordo, seguindo orientação do presidente Emmanuel Macron. O posicionamento, no entanto, não foi direcionado aos países do Mercosul, mas sim a pontos específicos do tratado.

Forissier explicou que a resistência francesa teve como objetivo pressionar por ajustes em setores considerados sensíveis, principalmente ligados à proteção econômica interna.

Exigências para produtos do Mercosul

Um dos principais pontos levantados pelo governo francês é a necessidade de que produtos exportados pelos países do Mercosul atendam aos mesmos critérios exigidos dos produtores europeus.

A medida busca garantir equilíbrio nas relações comerciais e evitar distorções competitivas, especialmente no setor agrícola.

Entrada em vigor e adesão dos países

O acordo Mercosul-UE foi assinado em janeiro de 2026, em Assunção, no Paraguai, e começou a vigorar de forma provisória em 1º de maio do mesmo ano.

No Brasil, a promulgação do tratado foi formalizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia oficial no Palácio do Planalto.

Estratégia de diversificação comercial

De acordo com o ministro francês, o acordo faz parte de uma estratégia mais ampla da União Europeia para ampliar e diversificar suas parcerias comerciais. Negociações recentes com países como Índia e Austrália também seguem essa linha.

A ampliação de mercados é vista como essencial para fortalecer a competitividade das empresas europeias no cenário global.

Acordo será analisado pela Justiça europeia

Apesar da implementação provisória, o Parlamento Europeu decidiu encaminhar o tratado para avaliação judicial. O objetivo é verificar se as regras estabelecidas preservam o equilíbrio comercial entre os blocos.

A análise deve durar cerca de dois anos. Enquanto isso, a redução gradual de tarifas prevista no acordo seguirá em vigor.

Perspectivas para o comércio internacional

O avanço do acordo reforça a importância do comércio internacional, da integração econômica e da redução de barreiras tarifárias como ferramentas para estimular o crescimento econômico.

Ao mesmo tempo, o debate sobre regras, exigências e equilíbrio competitivo continua sendo um ponto central nas relações entre Mercosul e União Europeia.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Informação

Petroleiras lucram quase US$ 3 mil por segundo em meio à crise global de energia

Mesmo diante da crise global de energia e do avanço da inflação, as maiores companhias do setor petrolífero seguem ampliando seus ganhos. Levantamento da organização Oxfam aponta que seis gigantes — Chevron, Shell, BP, ConocoPhillips, ExxonMobil e TotalEnergies — devem registrar, juntas, cerca de US$ 2.967 por segundo em lucros ao longo de 2026.

Na prática, isso representa aproximadamente US$ 94 bilhões no ano, um volume expressivo em um cenário em que consumidores enfrentam combustíveis mais caros, aumento nas tarifas de energia e maior pressão sobre o orçamento doméstico.

Crescimento acelerado dos ganhos

De acordo com a análise, os lucros dessas empresas cresceram significativamente em relação ao ano anterior. O avanço é estimado em quase US$ 37 milhões por dia a mais em comparação com 2025.

O resultado evidencia um contraste marcante: enquanto famílias ajustam despesas básicas, o setor petrolífero mantém trajetória de expansão financeira.

Instabilidade global impulsiona resultados

A tensão geopolítica no Oriente Médio e a volatilidade no mercado internacional de petróleo estão entre os principais fatores que explicam o aumento dos lucros.

Com a alta no preço do barril, as companhias ampliam suas margens e fortalecem o desempenho financeiro. Por outro lado, os impactos recaem sobre consumidores e empresas, que enfrentam custos mais elevados e pressão inflacionária crescente.

Oxfam aponta aumento da desigualdade

A Oxfam critica o cenário, destacando o contraste entre os lucros elevados e as dificuldades enfrentadas por milhões de pessoas. Para a entidade, a situação reforça o avanço da desigualdade econômica e levanta questionamentos sobre políticas de incentivo ao setor de combustíveis fósseis.

A organização também chama atenção para o fato de que diversos governos continuam concedendo subsídios à indústria, mesmo diante da necessidade de acelerar a transição energética e enfrentar a crise climática.

Debate envolve economia e meio ambiente

O desempenho financeiro das petroleiras reacende discussões sobre o papel dessas empresas no cenário global. De um lado, elas permanecem essenciais para garantir o abastecimento energético. De outro, enfrentam críticas por manter modelos que contribuem para o aumento das emissões e dificultam mudanças estruturais no setor.

Especialistas apontam que o desafio está em conciliar segurança energética com responsabilidade ambiental, sem transferir integralmente os custos para o consumidor final.

Um tema que vai além do petróleo

O debate sobre o setor petrolífero ultrapassa a esfera econômica e passa a envolver questões como justiça social, política energética e o futuro climático do planeta.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Petrobras

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Economia

Brics Pay busca reduzir uso do dólar em transações internacionais, dizem especialistas

O Brasil apresentou ao bloco BRICS um novo sistema de pagamentos internacionais, batizado de Brics Pay. A iniciativa pretende criar uma plataforma que permita transferências diretas entre moedas dos países membros, diminuindo a dependência do dólar nas operações comerciais.

O modelo busca substituir intermediários tradicionais, como o SWIFT, atualmente dominado por transações em moeda norte-americana.

Sistema deve funcionar de forma semelhante ao Pix

A proposta prevê um mecanismo inspirado no Pix, com transferências rápidas e integradas entre os sistemas financeiros nacionais. Na prática, isso permitiria, por exemplo, negociações diretas entre real e yuan, sem necessidade de conversão para dólar.

Segundo o especialista Thiago Godoy, a ferramenta pode simplificar as operações comerciais dentro do bloco e reduzir custos cambiais.

Geopolítica impulsiona busca por alternativas

Além de ganhos operacionais, o projeto está ligado a questões estratégicas. Para Marilia Fontes, a criação de um sistema próprio também responde ao risco de sanções internacionais, permitindo maior autonomia nas transações.

A possibilidade de manter o comércio ativo mesmo em cenários de restrição ao sistema global é um dos fatores que impulsionam o debate sobre desdolarização.

Limitações e desafios do Brics Pay

Apesar do potencial, especialistas apontam desafios na implementação. Bernardo Pascowitch destaca que há diferença entre acordos comerciais e a criação de um sistema financeiro integrado.

Segundo ele, um dos pontos sensíveis envolve o nível de acesso dos governos às transações, tema que levanta discussões sobre privacidade e governança financeira.

Debate sobre nova arquitetura financeira global

O Brics Pay surge em meio a discussões mais amplas sobre a diversificação do sistema financeiro internacional. A iniciativa reflete o interesse de países emergentes em reduzir a dependência de estruturas tradicionais e ampliar sua autonomia econômica.

Ainda em fase inicial, o projeto deve enfrentar desafios técnicos, regulatórios e políticos antes de se consolidar como alternativa viável no cenário global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Investimento

Acordo Mercosul-UE pode impulsionar investimentos franceses no Brasil, avalia indústria

Mesmo diante da resistência de setores agrícolas e do governo da França ao acordo entre Mercosul e União Europeia, a indústria francesa já se movimenta para ampliar sua presença no Brasil. A expectativa é que a implementação provisória do tratado, prevista para maio, favoreça novos aportes e fortaleça o fluxo de negócios.

Empresários franceses avaliam que a redução de tarifas e melhores condições de acesso ao mercado sul-americano devem estimular investimentos estrangeiros no Brasil, especialmente em setores estratégicos.

Acordo enfrenta entraves políticos na Europa

O avanço do tratado ocorre em meio a divergências dentro do bloco europeu. Embora países como Alemanha e Espanha apoiem o acordo, o presidente Emmanuel Macron mantém posição crítica.

O processo de ratificação foi temporariamente suspenso após o Parlamento Europeu solicitar análise jurídica ao Tribunal de Justiça da União Europeia, o que pode atrasar a implementação definitiva.

Setores industriais miram oportunidades no mercado brasileiro

Entidades empresariais como o Medef defendem o acordo e buscam garantir competitividade frente a outros países europeus. A meta é aproveitar a redução de barreiras comerciais para expandir exportações e operações no Mercosul.

Entre os segmentos com maior interesse estão vinhos, laticínios, indústria química, farmacêutica, móveis e design, além de produtos voltados ao consumo doméstico.

Brasil ganha destaque na estratégia de expansão

O Brasil aparece como principal destino dentro do bloco, impulsionado pelo tamanho do mercado e pelas oportunidades em diferentes cadeias produtivas. A Business France tem registrado aumento na procura de empresas interessadas em explorar o país.

O cenário internacional também contribui para essa movimentação. Tensões comerciais e tarifas aplicadas por outras economias têm levado empresas francesas a buscar diversificação, com maior foco na América Latina.

Investimentos recentes reforçam tendência

Nos últimos meses, empresas francesas ampliaram operações no Brasil em diferentes setores. Projetos incluem expansão industrial, abertura de fábricas e investimentos em inovação, com foco em infraestrutura, construção civil e bens de consumo.

Além disso, áreas como energia e recursos naturais também surgem como potenciais destinos de capital, impulsionadas pela estabilidade relativa da região em comparação a outros mercados globais.

Pequenas e médias empresas também devem avançar

A expectativa é que o acordo comercial facilite a entrada de pequenas e médias empresas francesas no Mercosul. O país europeu possui um grande número de companhias desse porte interessadas em diversificar mercados e ampliar exportações.

Apesar do forte estoque de investimentos franceses no Brasil, o volume de comércio bilateral ainda é considerado baixo em relação ao potencial. O tratado é visto como uma oportunidade para ampliar as trocas e fortalecer a relação econômica entre os dois países.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bom Dia França

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Exportação

Exportadores brasileiros reduzem dependência de EUA e China e buscam diversificação de mercados

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que China e Estados Unidos respondem por cerca de 40% das exportações brasileiras. Essa concentração eleva a exposição do país a variações políticas, cambiais e tarifárias, afetando diretamente o planejamento das empresas.

Para especialistas do setor financeiro, essa dependência deixou de ser apenas uma característica do comércio exterior e passou a representar um fator de risco para a previsibilidade dos negócios.

Dependência externa afeta estabilidade das empresas

Segundo Murillo Oliveira, especialista em estruturação financeira internacional e head de tesouraria da Saygo, a concentração em poucos mercados expõe empresas a decisões externas fora de seu controle.

Ele destaca que mudanças em tarifas, sanções ou regulações podem impactar diretamente o fluxo de receita. Nesse contexto, a diversificação de exportações passa a ser vista não apenas como estratégia de crescimento, mas também como proteção financeira.

Novos destinos ganham espaço no comércio exterior

O cenário global recente, marcado por disputas comerciais e ajustes em cadeias de suprimento, tem reconfigurado o fluxo internacional de mercadorias. Tarifas entre grandes economias e restrições sanitárias têm impulsionado a busca por novos fornecedores e mercados.

Nesse movimento, empresas brasileiras começam a ampliar atuação em regiões como Sudeste Asiático, Oriente Médio e mercados europeus fora dos tradicionais centros econômicos.

Expansão exige estratégia e preparo técnico

Apesar das oportunidades, a entrada em novos mercados exige planejamento. A atuação em regiões diferentes demanda conhecimento técnico, análise de risco e adaptação comercial.

Especialistas apontam que a expansão internacional não ocorre de forma automática e depende de estrutura adequada para garantir competitividade.

Diversificação também impacta gestão financeira

A atuação em múltiplos países implica operar com diferentes moedas e ambientes regulatórios, o que aumenta a complexidade da gestão. Por outro lado, essa estratégia reduz a dependência de ciclos econômicos específicos.

Na avaliação de analistas, empresas com presença em mais de um mercado tendem a ter maior estabilidade financeira no médio prazo, equilibrando melhor receitas e riscos.

Barreiras ainda limitam expansão internacional

Apesar do avanço da discussão sobre diversificação de mercados, muitas empresas ainda enfrentam obstáculos operacionais. Entre os principais desafios estão a falta de conhecimento sobre novos destinos, limitações logísticas e ausência de estrutura interna especializada.

Sem esse suporte, a internacionalização pode não gerar os resultados esperados e até aumentar riscos operacionais.

Parceria facilita importações da China para o Brasil

Em paralelo às mudanças no comércio exterior, uma nova iniciativa busca facilitar o fluxo de importações brasileiras da China.

A empresa Axton Global firmou parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC) para ampliar o acesso de empresas brasileiras a seguros de crédito e prazos de pagamento mais longos oferecidos por instituições chinesas.

O objetivo é facilitar operações internacionais, melhorar o fluxo de caixa e reduzir riscos, especialmente para empresas de médio porte que enfrentam restrições de crédito no mercado brasileiro.

China segue como principal parceiro comercial

Desde 2004, a China é o principal destino das importações brasileiras, segundo dados do Mapa Bilateral de Comércio e Investimentos Brasil-China 2024. Entre 2019 e 2023, as compras do país asiático cresceram em média 10,2% ao ano.

O movimento reforça a importância da relação comercial entre os dois países, ao mesmo tempo em que evidencia a necessidade de estratégias mais equilibradas de inserção global.

FONTE: Monitor Mercantil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo, ABr

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