Comércio Internacional

China rejeita exigências unilaterais nas negociações comerciais com a União Europeia

O Ministério do Comércio da China afirmou nesta quinta-feira (4) que as negociações comerciais com a União Europeia (UE) devem considerar os interesses e preocupações dos dois lados de forma equilibrada. Pequim rejeitou a possibilidade de que as conversas sejam conduzidas a partir de exigências unilaterais ou ameaças de restrições ao acesso aos mercados.

A declaração foi feita pela porta-voz da pasta, Huang Ling, durante uma coletiva de imprensa regular. A manifestação ocorreu após o comissário europeu de Comércio e Segurança Econômica, Maros Sefcovic, advertir que a UE poderia recorrer a instrumentos de defesa comercial caso as negociações com a China não apresentassem resultados.

China defende diálogo em condições de igualdade

Segundo Huang, o governo chinês tomou conhecimento das recentes declarações de Sefcovic, mas ressaltou que os líderes de China e UE já estabeleceram o entendimento de que as divergências devem ser tratadas por meio de diálogo e consultas.

A porta-voz afirmou que Pequim mantém esse compromisso e vem ampliando os canais de comunicação econômica e comercial com o bloco europeu para administrar disputas e diferenças entre as partes.

Para a China, as negociações devem preservar a relação entre os dois lados como importantes parceiros comerciais, com equilíbrio na discussão das demandas apresentadas por cada parte.

Consultas entre China e UE foram intensificadas

Desde a primeira reunião do mecanismo de consultas sobre comércio e investimentos entre China e UE, realizada em 29 de junho, representantes dos dois lados vêm mantendo contatos em diferentes níveis.

De acordo com Huang, o Ministério do Comércio chinês e a parte europeia também avançaram em discussões técnicas destinadas a encontrar soluções para questões comerciais e econômicas consideradas prioritárias.

Entre segunda e quarta-feira, o vice-ministro do Comércio da China, Ling Ji, reuniu-se com Denis Redonnet, vice-diretor-geral da Direção-Geral do Comércio e da Segurança Econômica da Comissão Europeia, durante uma visita do representante europeu ao país asiático.

As conversas foram classificadas pelo governo chinês como profundas, francas e construtivas. Os encontros também serviram para orientar novas rodadas de consultas técnicas entre as equipes de negociação.

Pequim critica ameaças de fechamento de mercados

Huang afirmou que nenhum dos lados deveria impor condições ao outro ou utilizar demandas unilaterais como instrumento de negociação.

A porta-voz também criticou a possibilidade de usar ameaças de fechamento de mercados como mecanismo de pressão nas conversas comerciais.

Na avaliação do governo chinês, as negociações devem partir do princípio de que China e UE possuem interesses econômicos interdependentes e precisam buscar soluções que atendam às preocupações de ambos.

China diz que pode ajudar a enfrentar problemas da UE

O Ministério do Comércio chinês também defendeu que a União Europeia enfrente diretamente os desafios que considera prioritários em sua economia.

Segundo Huang, a China não seria a origem desses problemas, mas poderia atuar como parceira na busca por soluções.

A representante do governo chinês afirmou ainda que o protecionismo não seria uma alternativa para resolver as divergências e defendeu uma relação baseada em benefícios mútuos.

Pequim se declarou disposto a ampliar a comunicação institucional com Bruxelas nas áreas de comércio e economia, com o objetivo de administrar diferenças e aumentar a cooperação prática.

China pede defesa do livre comércio

A expectativa chinesa é que o fortalecimento do diálogo contribua para tornar o comércio bilateral mais equilibrado e sustentar o crescimento das relações econômicas entre as duas partes.

Huang também pediu que a UE mantenha seu compromisso com o livre comércio e trabalhe com a China para preservar o sistema multilateral de comércio baseado em regras.

Nesse contexto, Pequim destacou o papel central da Organização Mundial do Comércio (OMC) e pediu ao bloco europeu que evite ampliar medidas consideradas protecionistas.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Jason Lee

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Economia

BRICS supera G7 em produção econômica e amplia influência no cenário global

O BRICS já ultrapassou o G7 em produção econômica e vem ampliando seu peso na geopolítica internacional, segundo avaliação de Sarang Shidore, diretor do Programa Sul Global do Quincy Institute for Responsible Statecraft. A análise foi publicada pela revista Foreign Policy e repercutida nesta quarta-feira (2) pela agência Tass.

Para o especialista, apesar das divergências e dos desafios enfrentados pelo grupo, não é correto considerar o BRICS um projeto fracassado. Em menos de 20 anos, o bloco teria se transformado em uma das principais articulações internacionais fora do eixo tradicional das economias ocidentais desenvolvidas.

BRICS amplia presença entre países do Sul Global

Criado inicialmente por Brasil, Rússia, Índia e China, o agrupamento ganhou a África do Sul em 2010 e passou por uma nova rodada de expansão nos últimos anos.

A entrada de novos integrantes aumentou a presença do BRICS em diferentes regiões e fortaleceu sua representatividade entre os países do Sul Global.

Na avaliação de Shidore, essa expansão é um dos principais resultados alcançados pelo grupo. O bloco passou a reunir economias de diferentes continentes e a atuar como um espaço de articulação política e econômica fora das estruturas tradicionalmente lideradas pelas potências ocidentais.

O crescimento da participação dos países emergentes também acompanha uma transformação na própria economia mundial, com maior peso de economias em desenvolvimento na produção global.

Novo Banco de Desenvolvimento é destaque

Entre os resultados mais concretos do BRICS, Shidore aponta a criação de mecanismos próprios para financiar projetos de desenvolvimento.

O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), criado pelos integrantes do grupo, é citado pelo especialista como um dos principais exemplos dessa estratégia. A instituição funciona como alternativa e complemento às organizações financeiras internacionais historicamente dominadas pelas economias ocidentais.

Com uma década de atividade, o banco mantém boas classificações de crédito e ampliou sua capacidade de apoiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento em países emergentes.

Para Shidore, a trajetória do NDB representa uma das experiências mais bem-sucedidas da cooperação entre os países do BRICS.

Diferenças internas não impedem avanço do bloco

As divergências políticas e econômicas entre os integrantes são frequentemente apontadas como um obstáculo à atuação conjunta do BRICS.

Na avaliação do especialista, porém, essas diferenças não anulam os resultados obtidos pelo agrupamento. A expansão para diferentes regiões do mundo e a criação de instrumentos próprios de financiamento ao desenvolvimento seriam evidências de que o bloco conseguiu construir estruturas permanentes de cooperação.

O avanço do BRICS também reflete a busca de países emergentes por maior participação nas instituições que definem as regras da governança econômica internacional.

Próxima cúpula será realizada na Índia

A expansão econômica e geopolítica do grupo estará entre os temas de destaque da próxima cúpula do BRICS, prevista para os dias 12 e 13 de setembro, em Nova Délhi, na Índia.

O encontro deverá ocorrer em um momento de crescente disputa por influência entre diferentes centros de poder da economia mundial.

A comparação entre BRICS e G7 também reforça essa mudança no equilíbrio econômico internacional. O aumento do peso das economias emergentes indica uma transformação gradual na distribuição da produção global e amplia a pressão por maior representatividade do Sul Global em organismos internacionais.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Wu Hong

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Internacional

Iene recebe apoio de Japão e EUA após intervenção conjunta no mercado cambial

Os governos do Japão e dos Estados Unidos realizaram uma intervenção coordenada no mercado de câmbio para conter a forte desvalorização do iene, que se aproximava do menor patamar em cerca de 40 anos frente ao dólar. A operação ocorreu na última sexta-feira (31) e, segundo o Ministério das Finanças japonês, novas ações poderão ser adotadas caso a volatilidade continue.

A iniciativa é considerada incomum e teve como objetivo reduzir os riscos provocados pela queda da moeda japonesa e pela desvalorização dos títulos públicos do país, fatores que poderiam gerar impactos sobre os mercados financeiros internacionais.

Intervenção busca preservar a estabilidade financeira global

Especialistas avaliam que um enfraquecimento acentuado do iene pode ampliar a instabilidade nos mercados globais e elevar os custos de financiamento da dívida pública dos Estados Unidos.

Esta foi a primeira atuação conjunta entre os dois países desde 2011, quando autoridades coordenaram medidas após o terremoto e o tsunami que atingiram o leste do Japão.

Dados divulgados pelo banco central japonês indicam que a operação pode ter mobilizado até US$ 36,58 bilhões (aproximadamente R$ 185,7 bilhões) na compra da moeda japonesa.

Donald Trump destaca apoio ao aliado asiático

No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a intervenção representa um gesto de cooperação com o Japão e contribui para a manutenção da estabilidade da economia mundial.

Analistas também observam que o fortalecimento do iene favorece os interesses de Washington ao reduzir parte da vantagem competitiva das exportações japonesas. Com uma moeda mais fraca, os produtos do Japão tendem a ficar mais baratos no mercado internacional, diminuindo o impacto das tarifas comerciais adotadas pelos Estados Unidos.

Governo japonês sinaliza possibilidade de novas ações

Em nota oficial, o Ministério das Finanças do Japão informou que a operação conjunta com o Departamento do Tesouro norte-americano ajudou a conter as oscilações registradas pela moeda nos últimos meses.

A ministra das Finanças, Satsuki Katayama, afirmou nesta segunda-feira (3) que o governo não descarta novas intervenções caso seja necessário preservar a estabilidade do mercado cambial.

Após o anúncio, o iene registrou valorização superior a 1%, sendo negociado a 155,20 por dólar, o nível mais forte desde o início de maio. A recuperação afastou a moeda da mínima registrada no mês anterior, quando chegou perto de 164 ienes por dólar, embora investidores permaneçam atentos à possibilidade de novas medidas das autoridades japonesas.

Questionada sobre uma eventual nova intervenção nesta segunda-feira, Katayama preferiu não comentar.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Thomas White/Reuters

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Investimento

Investimentos estrangeiros na China crescem com expansão do mercado e avanços na inovação

A ampliação do mercado consumidor, o avanço tecnológico e a busca por maior estabilidade em um cenário internacional desafiador têm levado empresas multinacionais a aumentar seus investimentos na China.

Um dos exemplos é o complexo integrado da BASF em Donghai, na cidade de Zhanjiang, na província de Guangdong. O empreendimento da gigante química alemã entrou em operação plena em março, após sete anos de construção, e representa o maior investimento individual da companhia no mundo.

Com aproximadamente quatro quilômetros quadrados de área e aporte de cerca de 8,7 bilhões de euros (US$ 9,89 bilhões), a unidade reúne mais de 30 linhas de produção voltadas ao setor químico.

China ganha espaço como polo de inovação industrial

Segundo Markus Kamieth, CEO da BASF, o projeto em Zhanjiang representa uma nova fase para a indústria química, baseada em eficiência, digitalização e sustentabilidade.

A companhia avalia que a China terá papel central no crescimento global do setor. A expectativa é que o país responda por cerca de 75% da expansão da indústria química mundial até 2035.

O movimento da BASF acompanha uma tendência mais ampla entre empresas estrangeiras na China, que buscam aproveitar o tamanho do mercado local, a força das cadeias de suprimentos e o ambiente voltado à inovação.

Número de empresas estrangeiras aumenta no país

Dados do Ministério do Comércio da China mostram que quase 4.800 empresas financiadas por capital estrangeiro realizaram novos investimentos no país no primeiro semestre de 2026.

No mesmo período, o número de novas empresas com participação estrangeira cresceu 5,3% na comparação anual. O investimento estrangeiro direto (IED) utilizado efetivamente alcançou 402,14 bilhões de yuans, equivalente a US$ 59,22 bilhões.

Os números indicam uma manutenção do interesse internacional pelo mercado chinês, mesmo diante de incertezas econômicas globais e mudanças no cenário geopolítico.

Pesquisas apontam confiança de multinacionais no mercado chinês

A percepção positiva sobre a China também aparece em levantamentos empresariais.

Uma pesquisa do Conselho Empresarial EUA-China revelou que 92% das empresas consultadas registraram lucro no país em 2025.

Outro levantamento realizado pela Câmara de Comércio da União Europeia na China apontou que 75% dos entrevistados consideram suas operações chinesas mais produtivas do que atividades realizadas em outras regiões do mundo.

Os resultados reforçam a avaliação de que a China continua sendo um mercado estratégico para companhias internacionais.

Mercado financeiro chinês atrai novos investidores

A abertura financeira do país também tem ampliado oportunidades para investidores estrangeiros.

Em junho, o Ministério da Fazenda do Brasil apresentou uma carta de intenção à Associação Nacional de Investidores Institucionais do Mercado Financeiro da China, iniciando o processo para uma possível emissão de títulos soberanos brasileiros em yuan, conhecidos como Panda Bonds.

Segundo dados do Banco Popular da China, as emissões de Panda Bonds nos primeiros cinco meses de 2026 alcançaram 136,5 bilhões de yuans, volume 1,9 vez superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

No primeiro trimestre de 2026, o valor acumulado das operações chegou a 167,5 bilhões de yuans, crescimento anual de 93%.

Capital estrangeiro migra para setores de alta tecnologia

A composição dos investimentos internacionais na China também passa por mudanças. O país tem atraído cada vez mais recursos para áreas ligadas à inovação, tecnologia e manufatura avançada.

No primeiro semestre de 2026, os investimentos estrangeiros em serviços de alta tecnologia e manufatura de alta tecnologia cresceram 61% em relação ao ano anterior. Esses setores passaram a representar 36% do total recebido, 11 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período anterior.

Segundo Zhao Yuchao, porta-voz da Administração Estatal de Divisas da China, o perfil do investimento estrangeiro vem evoluindo.

De acordo com ele, as empresas internacionais estão deixando de buscar apenas vantagens relacionadas a custos e escala de produção e passando a participar de forma mais intensa do desenvolvimento de produtos e tecnologias criados no país.

China aposta em abertura e modernização para atrair empresas globais

A modernização industrial, o avanço tecnológico e a ampliação da abertura institucional são apontados como fatores que fortalecem o ambiente de negócios chinês.

Com uma economia cada vez mais orientada pela inovação, a China busca oferecer condições mais previsíveis para que investidores estrangeiros desenvolvam projetos de longo prazo e participem de novas oportunidades nos setores estratégicos.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Economia

Economia da China mantém crescimento e amplia oportunidades para comércio e investimentos globais

A economia da China encerrou o primeiro semestre de 2026 com crescimento considerado estável pelas autoridades do país, reforçando seu papel como uma das principais locomotivas da economia mundial. O desempenho também fortalece o conceito de “Oportunidade China 2.0”, estratégia que aposta em inovação, abertura comercial e expansão do mercado interno para atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento global.

PIB chinês cresce 4,7% no primeiro semestre

A segunda maior economia do planeta registrou crescimento de 4,7% nos seis primeiros meses do ano. O resultado está dentro da meta estabelecida pelo governo chinês para o primeiro ano do 15º Plano Quinquenal (2026-2030), que prevê expansão entre 4,5% e 5%, com expectativa de desempenho ainda mais robusto ao longo do período.

Segundo o governo, o resultado foi sustentado pelo fortalecimento da atividade econômica mesmo em um cenário internacional marcado por conflitos geopolíticos e incertezas no comércio global.

Comércio exterior e inovação impulsionam a economia

Entre os fatores que sustentaram o crescimento estão o avanço do comércio exterior, que apresentou expansão de dois dígitos no semestre, e a boa safra de grãos de verão, considerada importante para garantir a segurança alimentar do país.

Na área de energia, a China também ampliou sua capacidade de enfrentar oscilações no mercado internacional. Atualmente, as fontes de energia não fósseis representam cerca de 62% da capacidade instalada, fortalecendo a segurança energética e acelerando a transição para uma economia de baixo carbono.

Outro destaque é o investimento contínuo em tecnologia, pesquisa e inovação, fatores apontados pelo Banco Mundial como essenciais para aumentar a resiliência da economia chinesa diante das interrupções nas cadeias globais de suprimentos.

Novos setores lideram a expansão econômica

A transformação da estrutura econômica também ganhou força em 2026. Segmentos ligados à manufatura avançada, economia digital e serviços modernos responderam por mais de 40% do crescimento econômico no primeiro semestre, refletindo a estratégia chinesa de ampliar atividades com maior valor agregado.

Para as autoridades, esse movimento evidencia a transição da economia para um modelo baseado em inovação, produtividade e desenvolvimento tecnológico.

China amplia abertura comercial

Mesmo diante do aumento do protecionismo e das disputas comerciais em diferentes regiões do mundo, a China manteve a política de abertura econômica.

Um dos exemplos foi a ampliação, em maio deste ano, da tarifa zero para produtos provenientes de todos os países africanos que mantêm relações diplomáticas com Pequim.

Nos primeiros seis meses de 2026, o crescimento das importações superou o das exportações em 8,7 pontos percentuais, indicando uma expansão da demanda interna e maior abertura ao comércio internacional.

“Oportunidade China 2.0” atrai empresas estrangeiras

O fortalecimento da economia chinesa tem impulsionado o conceito de “Oportunidade China 2.0”, expressão utilizada para definir uma nova fase de integração econômica baseada em inovação tecnológica, cooperação internacional e ampliação do mercado consumidor.

Os números reforçam essa tendência. Entre janeiro e maio, foram abertas 25.297 novas empresas com capital estrangeiro na China, crescimento de 5,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, aproximadamente 4 mil empresas internacionais ampliaram seus investimentos no país.

No setor de veículos de nova energia, grandes montadoras globais também vêm fortalecendo parcerias com empresas chinesas para desenvolver novas tecnologias e ampliar sua competitividade.

Mercado consumidor segue como aposta para o crescimento

O governo chinês também pretende ampliar o consumo doméstico. Um plano recentemente divulgado prevê elevar as vendas do varejo para cerca de 60 trilhões de yuans (aproximadamente US$ 8,84 trilhões) até 2030.

A estratégia faz parte dos esforços para integrar inovação tecnológica, desenvolvimento industrial e expansão da demanda interna, consolidando a China como um dos maiores mercados consumidores do mundo.

Segundo o governo, o país seguirá defendendo uma economia global mais aberta, fortalecendo as cadeias internacionais de produção e promovendo a cooperação econômica baseada em inovação e benefícios compartilhados.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Wang Xiang

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Internacional

Estreito de Ormuz: ONU cobra retomada da liberdade de navegação e fim das hostilidades

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, fez um apelo para que os confrontos no Golfo Pérsico sejam interrompidos imediatamente e defendeu o restabelecimento da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo.

A manifestação foi divulgada por meio do porta-voz da organização, Stephane Dujarric, em meio ao aumento das tensões militares envolvendo Irã e Estados Unidos.

ONU pede retomada das negociações entre Irã e Estados Unidos

De acordo com a organização, Guterres demonstrou preocupação com a intensificação dos confrontos e reforçou a necessidade de que Teerã e Washington retomem o diálogo diplomático para evitar um agravamento da crise.

O posicionamento ocorre após uma sequência de ataques envolvendo embarcações no Estreito de Ormuz, bombardeios realizados pelos Estados Unidos em território iraniano e ofensivas do Irã contra alvos em países vizinhos. Em nota, a ONU destacou que as ações militares devem ser interrompidas.

Escalada militar pode gerar impactos globais

O secretário-geral também pediu que todas as partes envolvidas atuem com máxima contenção e adotem medidas para reduzir as tensões na região. Segundo ele, uma ampliação do conflito poderá provocar consequências graves para a população local, comprometer a segurança internacional e afetar diretamente a economia global.

Estreito de Ormuz é estratégico para o comércio mundial

Guterres ressaltou ainda que o Estreito de Ormuz desempenha papel fundamental no transporte marítimo internacional, sendo uma passagem essencial para o comércio de petróleo e outras mercadorias. Por isso, voltou a defender que Irã e Estados Unidos retomem as negociações com urgência, priorizando soluções diplomáticas para encerrar o impasse.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Economia

Economia global deve desacelerar em 2026 após guerra com Irã e avanço da inflação, alerta FMI

A economia global deve perder força em 2026, impulsionada pelos impactos da guerra envolvendo o Irã e pelo aumento da inflação mundial. O alerta foi divulgado nesta quarta-feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que revisou para baixo suas projeções de crescimento econômico.

Segundo a instituição, a escalada do conflito afetou as cadeias de fornecimento de energia, elevou os preços das commodities e ampliou as pressões inflacionárias em diversas regiões do planeta.

Crescimento econômico será menor em 2026

Na atualização do relatório Perspectiva da Economia Mundial, o FMI estima que o crescimento da economia mundial cairá para 3% em 2026, abaixo dos 3,5% registrados no ano anterior. O número também representa uma leve redução em relação à projeção de 3,1% divulgada em abril, indicando que os efeitos do conflito tendem a se prolongar.

A entidade ressalta, porém, que o cenário continua cercado de incertezas e pode sofrer novas alterações conforme a evolução das tensões geopolíticas.

Guerra no Oriente Médio amplia riscos para o mercado de energia

De acordo com o FMI, os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã provocaram retaliações iranianas à infraestrutura energética da região, agravando um ambiente econômico que já enfrentava os efeitos da pandemia de Covid-19 e da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Nos últimos dias, novos ataques contra navios que tentavam atravessar o Estreito de Hormuz voltaram a gerar preocupações sobre a estabilidade do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Além disso, o governo norte-americano revogou a autorização que permitia temporariamente a ampliação das exportações de petróleo iraniano.

Embora o presidente Donald Trump tenha declarado durante reunião da OTAN, na Turquia, que acredita no fim do conflito, o FMI avalia que a situação permanece instável.

Inflação mundial deve acelerar

As dificuldades no transporte marítimo pelo Estreito de Hormuz elevaram os preços da energia, refletindo diretamente no custo de vida em diversos países.

Com esse cenário, a expectativa é que a inflação global avance de 4,1% em 2025 para 4,7% em 2026, impulsionada principalmente pelos preços elevados das commodities.

Economia demonstra resiliência, apesar dos desafios

Mesmo com perspectivas menos favoráveis para 2026, o FMI afirma que a economia internacional apresentou desempenho superior ao esperado no início deste ano.

Entre os fatores que contribuíram para esse resultado estão a expansão das energias renováveis, que ajudou a reduzir parte dos impactos da alta do petróleo, e o aumento dos investimentos em inteligência artificial, responsável por estimular a atividade econômica em diferentes setores.

Segundo os economistas do Fundo, a economia mundial conseguiu absorver os efeitos iniciais da guerra de maneira melhor do que se previa.

Oriente Médio concentra as maiores perdas

Os países produtores de petróleo no Oriente Médio aparecem entre os mais afetados pelo conflito e devem registrar retrações econômicas significativas ao longo do ano.

No caso do Irã, entretanto, a projeção econômica foi ligeiramente revisada para cima em relação ao relatório de abril, graças ao relaxamento temporário das sanções sobre suas exportações de petróleo. Essa flexibilização, no entanto, foi encerrada nesta semana após os novos episódios de ataques a embarcações na região.

Índia e China também devem crescer menos

As economias com elevado consumo de energia também sentirão os efeitos da valorização do petróleo.

A previsão é que o crescimento da Índia recue para 6,4% neste ano, abaixo dos 7,7% registrados em 2025. Já a China deverá desacelerar de 5% para 4,6% em 2026.

Nos Estados Unidos, o FMI manteve a estimativa de crescimento em 2,3%, sustentada pelo fortalecimento das exportações de petróleo e pelos investimentos no setor de tecnologia.

FMI reforça necessidade de controlar a inflação

O Fundo Monetário Internacional recomenda que autoridades econômicas mantenham o foco na estabilidade dos preços diante da volatilidade das commodities e da crescente demanda por tecnologias ligadas à inteligência artificial.

Nos Estados Unidos, embora o aumento dos preços dos combustíveis continue sendo motivo de preocupação política, o presidente do Federal Reserve, Kevin M. Warsh, afirmou recentemente que os riscos inflacionários diminuíram nas últimas semanas e reiterou o compromisso da autoridade monetária em manter a inflação sob controle.

FONTE: The New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arash Khamooshi/Polaris for The New York Times

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Economia

PIB do G20 mantém crescimento de 0,7% no primeiro trimestre de 2026, aponta OCDE

O PIB do G20 registrou crescimento de 0,7% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores, repetindo o resultado observado no fim de 2025. Os dados são preliminares e foram divulgados nesta segunda-feira (15) pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Segundo o relatório, a estabilidade do indicador reflete comportamentos distintos entre as principais economias globais, com avanços mais fortes em alguns países e desaceleração em outros.

Brasil e Coreia do Sul lideram aceleração do crescimento

Entre os países do grupo, a Coreia do Sul apresentou uma das recuperações mais expressivas do período. Após retração de 0,1% no quarto trimestre de 2025, a economia sul-coreana avançou 1,8% nos primeiros três meses deste ano.

O Brasil também se destacou positivamente. O crescimento da economia brasileira passou de 0,3% para 1,1% no período, figurando entre os melhores desempenhos do G20.

Economias avançadas registram crescimento moderado

O relatório aponta aceleração econômica em diversas nações, embora em ritmo mais moderado. Foi o caso do Reino Unido, cujo crescimento passou de 0,2% para 0,6%, e do Japão, que avançou de 0,2% para 0,5%.

Nos Estados Unidos, o PIB subiu de 0,1% para 0,4%. Já a Índia ampliou sua expansão de 1,8% para 1,9%, enquanto a China registrou alta de 1,2% para 1,3%.

Também houve melhora na África do Sul, que passou de 0,4% para 0,5%, e na Alemanha, cujo crescimento avançou de 0,2% para 0,3%.

A Indonésia manteve um ritmo forte de expansão, com crescimento de 1,4%, enquanto a Itália permaneceu estável em 0,3%. No Canadá, a economia ficou estagnada após registrar retração de 0,2% no trimestre anterior.

Cinco países registram desaceleração econômica

Em sentido oposto, cinco integrantes do G20 apresentaram enfraquecimento da atividade econômica.

A maior queda foi observada na Arábia Saudita, que saiu de uma expansão de 1,3% para retração de 1,2%. O México também registrou resultado negativo, passando de crescimento de 0,7% para queda de 0,6%.

A França recuou 0,1% após ter avançado 0,2% no trimestre anterior. Já a Turquia desacelerou de 0,4% para 0,1%, enquanto a Austrália reduziu seu ritmo de crescimento de 0,9% para 0,3%.

PIB do G20 cresce 3,2% em relação ao ano anterior

Na comparação anual, o Produto Interno Bruto do G20 apresentou crescimento de 3,2% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado.

A Índia liderou o ranking de expansão entre as maiores economias do mundo, com avanço de 8% no acumulado de 12 meses. Na outra ponta, o Canadá registrou o pior desempenho, com retração de 0,1% na comparação anual.

Os números reforçam um cenário global de crescimento desigual, marcado por recuperações econômicas em algumas regiões e desafios persistentes em outras.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/OCDE

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Internacional

Brasil e China articulam frente no G20 para defender reformas e ampliar o multilateralismo

Brasil e China estão intensificando a coordenação de posições para a próxima reunião de líderes do G20, prevista para os dias 15 e 16 de dezembro, em Miami, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada nesta terça-feira (9) pelo secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Mathias Alencastro, durante encontro com jornalistas em Pequim.

Segundo o representante brasileiro, os dois países compartilham preocupações sobre a forma como os Estados Unidos vêm conduzindo sua presidência no grupo e defendem mudanças na estrutura do fórum. A proposta é construir uma articulação capaz de impulsionar uma agenda de reformas durante a realização da cúpula em território norte-americano.

Reforma do G20 está entre as prioridades da agenda conjunta

De acordo com Alencastro, a intenção é fortalecer o papel do G20 como principal espaço de diálogo internacional e, ao mesmo tempo, promover uma modernização do mecanismo.

O secretário afirmou que Brasil e China consideram importante tornar o grupo mais eficiente e funcional, preservando sua relevância na discussão dos principais desafios globais.

Questionado sobre as mudanças que estão sendo debatidas, ele explicou que a proposta envolve manter o caráter multilateral da organização, ampliando sua capacidade de tratar temas estratégicos para a economia mundial, especialmente relacionados ao financiamento sustentável.

Cooperação financeira reforça aproximação entre os países

As declarações foram feitas durante o 3º Fórum de Cooperação Financeira Brasil-China, realizado nesta terça-feira em Pequim. No evento, o governo chinês foi representado pelo vice-ministro das Finanças, Liao Min.

O encontro serviu para reforçar a parceria entre as duas economias e ampliar o diálogo sobre questões financeiras e geopolíticas de interesse comum.

Relações diplomáticas se intensificaram nos últimos anos

Alencastro destacou que a aproximação entre Brasil e China ganhou impulso recente em razão do protagonismo brasileiro em fóruns internacionais. Entre os fatores citados estão a presidência brasileira do G20 em 2024, a liderança dos Brics em 2025 e a realização da COP30, conferência climática da ONU sediada pelo Brasil.

Segundo o secretário, essa sequência de eventos contribuiu para aprofundar a sintonia entre os dois governos em debates sobre governança global, desenvolvimento econômico e sustentabilidade.

Coordenação prévia em fóruns internacionais

O representante brasileiro também revelou que a cooperação entre os dois países ocorre de forma frequente antes de grandes encontros multilaterais. Conforme relatou, o vice-ministro chinês costuma realizar reuniões preparatórias com sua contraparte brasileira para alinhar estratégias e definir posições conjuntas sobre os principais temas da agenda internacional.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Tecnologia

Volkswagen na China aposta em plano bilionário para enfrentar avanço de BYD e Geely

A Volkswagen enfrenta o momento mais desafiador de sua trajetória na China, maior mercado automotivo do mundo. A projeção é de que o lucro operacional da montadora caia para cerca de US$ 500 milhões em 2026, um recuo expressivo em relação aos aproximadamente 5 bilhões de euros registrados há uma década.

A perda de espaço está diretamente ligada à forte ascensão das fabricantes locais de carros elétricos, como BYD e Geely, que vêm conquistando consumidores chineses com tecnologia mais acessível e inovação acelerada.

Estratégia “na China, para a China” muda modelo global da Volkswagen

Diante desse cenário, a montadora alemã adotou uma nova diretriz estratégica baseada no conceito “na China, para a China”, segundo informações apuradas pelo Wall Street Journal.

O objetivo é tornar a operação chinesa mais independente da estrutura tradicional da sede em Wolfsburg, na Alemanha, reduzindo a influência de processos considerados lentos e de um design visto como menos competitivo no mercado local.

Como parte desse reposicionamento, a Volkswagen investiu cerca de US$ 3,5 bilhões em um centro de desenvolvimento em Hefei, considerado um dos mais avançados do setor automotivo e com dimensão equivalente a 18 campos de futebol.

Durante visita ao país, o CEO Oliver Blume destacou a intensidade do ambiente competitivo chinês, afirmando que os ciclos tecnológicos são mais curtos e as exigências dos consumidores evoluem em ritmo acelerado.

Parcerias e investimentos em tecnologia aceleram transformação

A mudança representa uma ruptura no modelo tradicional da indústria automotiva global. Durante décadas, a Volkswagen exportava tecnologia da Alemanha para suas joint ventures na China. Agora, o fluxo se inverte: o conhecimento passa a ser compartilhado com startups e empresas chinesas de tecnologia.

Nesse contexto, a montadora adquiriu 5% da startup de veículos elétricos Xpeng e firmou parceria com a Horizon Robotics para o desenvolvimento de sistemas de condução autônoma.

Os primeiros resultados dessa estratégia já começam a chegar ao mercado com o modelo ID. Unyx 07, equipado com sistemas avançados de computação central, assistente de voz e recursos de inteligência artificial (IA). Segundo a empresa, o tempo de desenvolvimento de novos veículos foi reduzido em cerca de 30%.

Concorrência local pressiona liderança da Volkswagen

Apesar dos avanços, analistas ouvidos pelo Wall Street Journal avaliam que a Volkswagen ainda não alcançou a liderança tecnológica no segmento de veículos elétricos.

O principal desafio não está apenas no desenvolvimento, mas na aceitação comercial. A performance dos novos modelos nas concessionárias será decisiva para medir a efetividade da estratégia.

Imagem da marca perde força entre consumidores jovens

Além da disputa tecnológica, a Volkswagen enfrenta um desafio de percepção no mercado chinês. A marca, antes associada à confiabilidade e qualidade, hoje é vista por parte dos consumidores mais jovens como ultrapassada.

“Antes, os consumidores chineses viam a Volkswagen como sinônimo de qualidade. Agora, a percebem como algo antigo”, afirmou Michael Dunne, da consultoria Dunne Insights.

Retorno dos investimentos deve ocorrer apenas a partir de 2027

A montadora estima que os resultados financeiros mais consistentes dessa nova estratégia devem começar a aparecer a partir de 2027. Ainda assim, a empresa reconhece que dificilmente voltará aos níveis de rentabilidade registrados antes da pandemia.

O consultor Thomas Luk, ex-McKinsey, questiona se a companhia terá capacidade de sustentar uma nova onda de inovação no ritmo exigido pelo mercado chinês.

Segundo ele, a China opera com alta velocidade de reinvenção tecnológica, o que pressiona concorrentes globais a manter ciclos constantes de investimento e desenvolvimento.

Reestruturação global e foco em exportações

O CEO Oliver Blume defende que o modelo tradicional de produção de veículos na Europa para o resto do mundo perdeu força. A nova estratégia inclui ajustes na estrutura global, com cortes de vagas na Alemanha e reforço no quadro de engenheiros na China.

Além disso, a Volkswagen pretende exportar veículos elétricos desenvolvidos em Hefei para mercados como Sudeste Asiático, Oriente Médio e América do Sul, ampliando o papel da China como centro global de inovação da montadora.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Allison Sales/Getty Images

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