Exportação

Taxação de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros ameaça exportações de Santa Catarina

A possível aplicação de uma tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros acendeu um alerta na indústria de Santa Catarina. A avaliação é da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), que vê risco de impacto direto na competitividade das exportações do estado.

A proposta partiu do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), no âmbito da Seção 301 do Trade Act de 1974, e mira principalmente produtos manufaturados — segmento relevante na pauta exportadora catarinense.

Exportações de Santa Catarina podem ser diretamente afetadas

Segundo a FIESC, a preocupação é maior porque a estrutura das exportações de Santa Catarina para o mercado norte-americano é concentrada em bens industrializados.

O presidente da entidade, Gilberto Seleme, afirma que o cenário exige atenção. Para ele, a medida é especialmente sensível para o estado devido ao perfil dos embarques destinados aos Estados Unidos, fortemente baseado em produtos de maior valor agregado.

Estudo aponta possível impacto sobre a pauta exportadora

Uma análise preliminar da FIESC indica que apenas entre 3,2% e 5,8% das vendas externas catarinenses para os EUA estariam fora do alcance das novas tarifas propostas.

No entanto, parte dos itens já é tributada por outras regras, como as tarifas globais da Seção 232, que incluem setores como aço e alumínio, o que reduz o universo de produtos efetivamente atingidos.

Com isso, a fatia da pauta exportadora de Santa Catarina potencialmente isenta da nova taxação pode variar entre 25,2% e 41,2%, dependendo da classificação adotada entre os sistemas brasileiro e norte-americano.

FIESC orienta revisão detalhada por parte das empresas

A federação recomenda que os exportadores realizem uma checagem individual dos produtos enviados aos Estados Unidos, já que a lista de exceções inclui cerca de 1,7 mil itens.

A orientação é que cada empresa avalie se seus produtos estão entre os contemplados como exceção ou sujeitos à nova cobrança.

Entidades acompanham negociações internacionais

A FIESC afirma que está preparada para atuar na defesa do setor produtivo catarinense. Como a proposta ainda não é definitiva e passa por consulta pública, a entidade pretende atuar em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A estratégia inclui articulação com autoridades e acompanhamento das negociações entre Brasil e Estados Unidos, com foco na preservação da relação comercial bilateral e na proteção das exportações industriais.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Economia

Confiança empresarial permanece em 90,9 pontos em maio, aponta FGV

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) manteve-se estável em maio na comparação com abril, permanecendo em 90,9 pontos, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). O resultado interrompe uma sequência de dois meses de queda, considerando a série com ajuste sazonal.

Apesar da estabilidade no indicador principal, a média móvel trimestral registrou retração de 0,5 ponto, sinalizando cautela no ambiente de negócios.

Situação atual dos negócios segue estável

De acordo com o pesquisador Aloisio Campelo Jr., do Ibre/FGV, o comportamento dos indicadores mostra que a atividade econômica dos setores analisados continua relativamente estável. O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) recuou levemente 0,1 ponto em maio, alcançando 93,1 pontos.

Entre os componentes do indicador, a avaliação sobre a situação corrente dos negócios caiu 0,4 ponto, chegando a 91,6 pontos. Em contrapartida, o indicador que mede a percepção sobre a demanda atual avançou 0,2 ponto, atingindo 94,7 pontos.

Expectativas empresariais apresentam leve melhora

O Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) registrou alta de 0,2 ponto em maio, alcançando 88,8 pontos. O movimento interrompe a trajetória de queda observada nos dois meses anteriores.

Segundo a FGV, o indicador que mede o otimismo em relação à demanda para os próximos três meses subiu 0,3 ponto, chegando a 88,5 pontos. Já a expectativa sobre a evolução dos negócios para os seis meses seguintes avançou 0,1 ponto, alcançando 89,2 pontos.

Cenário econômico ainda inspira cautela

Embora os dados indiquem estabilidade e uma leve recuperação das expectativas, a trajetória da confiança empresarial nos próximos meses ainda é considerada incerta.

Na avaliação de Campelo, fatores externos podem influenciar o desempenho da economia brasileira, especialmente os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus possíveis reflexos sobre a atividade econômica nacional.

Indústria e serviços lideram avanço da confiança

Entre os quatro principais setores analisados, dois apresentaram crescimento nos índices de confiança em maio:

  • Indústria: alta de 1,1 ponto;
  • Serviços: avanço de 0,9 ponto;
  • Construção: estabilidade (0,0 ponto);
  • Comércio: queda de 2,0 pontos.

O levantamento também mostra que 55% dos 49 segmentos pesquisados registraram aumento da confiança em abril.

A coleta de informações para a pesquisa de maio foi realizada entre os dias 1º e 26 do mês.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Economia

PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre de 2026, aponta IBGE

A economia brasileira registrou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos últimos três meses de 2025. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE e mostram avanço do Produto Interno Bruto (PIB) em diferentes setores da atividade econômica.

Na comparação com o mesmo período de 2025, a expansão foi de 1,8%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento da economia alcançou 2%.

PIB brasileiro chega a R$ 3,3 trilhões

Segundo o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o PIB brasileiro somou R$ 3,3 trilhões em valores correntes entre janeiro e março de 2026.

O indicador representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é considerado um dos principais termômetros da atividade econômica.

Agropecuária lidera crescimento da economia

Os três principais setores analisados pelo IBGE apresentaram desempenho positivo no trimestre:

  • Agropecuária: alta de 2%
  • Indústria: crescimento de 1%
  • Serviços: avanço de 0,5%

A agropecuária teve o maior impacto positivo no resultado geral da economia, enquanto o setor de serviços contribuiu de forma mais moderada para o desempenho do PIB.

Indústria cresce puxada por mineração e construção

A indústria brasileira, responsável por cerca de 23% do PIB, teve como destaque o avanço da atividade extrativa mineral, com crescimento de 3,6%.

O setor da construção civil também apresentou forte desempenho, com alta de 2,9% no período.

Setor de serviços mantém peso na economia

Mesmo com crescimento mais moderado, o segmento de serviços, que representa aproximadamente 70% da economia nacional, continuou sendo o principal componente do PIB.

As áreas que mais contribuíram para o avanço do setor foram:

  • Informação e comunicação: 2,4%
  • Atividades imobiliárias: 1,2%
  • Outras atividades de serviços: 0,8%
  • Comércio: 0,6%

Consumo das famílias e investimentos avançam

Os dados do IBGE também apontam crescimento de 1% nas despesas de consumo das famílias.

Já a Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que mede o nível de investimentos na economia, avançou 3,5% no trimestre.

O consumo do governo apresentou elevação de 0,4%.

Exportações caem e importações sobem

No setor externo, as exportações brasileiras recuaram 1,7% no primeiro trimestre de 2026.

Em contrapartida, as importações cresceram 4,4%, movimento que acaba impactando negativamente o cálculo do PIB.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Exportação

Exportações do Brasil para os EUA acumulam nove meses de queda

As exportações brasileiras para os Estados Unidos voltaram a registrar retração em abril e completaram nove meses consecutivos de resultados negativos. No período, as vendas somaram US$ 3,1 bilhões, o que representa uma queda de 11,5% em comparação ao mesmo mês de 2025.

Apesar do desempenho negativo, o ritmo de desaceleração perdeu força nos últimos meses, sinalizando uma possível estabilização no comércio entre os dois países. Ainda assim, permanecem as incertezas envolvendo negociações comerciais e a possibilidade de novas tarifas impostas pelos norte-americanos.

Produtos sobretaxados lideram recuo nas exportações

Dados levantados pela Amcham mostram que, entre janeiro e abril, tanto os produtos com sobretaxa quanto os isentos sofreram queda nas vendas para o mercado americano.

Os itens sem tarifas adicionais apresentaram retração de 16,4%, enquanto os produtos sobretaxados recuaram 17%. Entre os segmentos afetados pela chamada Seção 232, destacam-se cobre, caminhões e madeira. Já os produtos submetidos à tarifa extra de 10% tiveram queda ainda mais intensa, de 23,7%.

No acumulado de 2025, as exportações do Brasil aos EUA caíram 6,6%, atingindo todos os principais setores da economia. A indústria de transformação teve baixa de 4,2%, a indústria extrativa caiu 19,2% e a agropecuária recuou 3,8%.

Segundo a Amcham, o resultado foi na contramão do desempenho das exportações brasileiras destinadas a outros mercados internacionais.

Indústria brasileira sente impacto do mercado americano

A indústria brasileira foi uma das áreas mais prejudicadas pela retração comercial e registrou a primeira queda nas vendas aos EUA desde 2020.

Mesmo com o recuo, os Estados Unidos seguiram como principal destino dos produtos industrializados brasileiros, movimentando US$ 30,2 bilhões — o equivalente a 16% de tudo o que o setor exportou no período.

Do lado das importações, o Brasil também reduziu as compras de produtos americanos no primeiro quadrimestre de 2026, com queda de 13%.

Entretanto, em 2025, as importações vindas dos EUA cresceram 11,3%, alcançando US$ 45,2 bilhões, o segundo maior volume da série histórica. Os norte-americanos permaneceram como a segunda principal origem das importações brasileiras, respondendo por 16,1% do total.

A indústria de transformação concentrou 91,1% dessas compras, com avanço de 15% frente ao ano anterior. Já os setores extrativo e agropecuário registraram retrações de 15,4% e 35,2%, respectivamente.

China ganha espaço no comércio exterior brasileiro

De acordo com Lia Valls, pesquisadora do FGV Ibre, parte das perdas no mercado americano foi compensada pelo aumento das vendas brasileiras para a China ao longo do segundo semestre de 2025.

Entre agosto e dezembro, o volume exportado aos Estados Unidos caiu 21,3%, enquanto as exportações para o mercado chinês cresceram 29,8%.

A especialista afirma que muitas empresas brasileiras passaram a buscar novos compradores internacionais diante das incertezas envolvendo o comércio com os EUA, especialmente no setor de commodities.

Déficit comercial entre Brasil e EUA aumenta

A balança comercial Brasil-EUA apresentou forte deterioração nos últimos anos. O saldo, que havia registrado déficit de US$ 300 milhões em 2024, passou para US$ 7,5 bilhões em 2025.

Segundo analistas, a principal razão para o aumento do déficit foi justamente a redução das exportações brasileiras para o mercado norte-americano.

Enquanto o comércio de bens perdeu força, o setor de serviços mostrou avanço relevante em 2025. As importações brasileiras de serviços americanos chegaram a US$ 25,7 bilhões, enquanto as exportações somaram US$ 14,3 bilhões, com altas de 17% e 11,7%, respectivamente.

Especialistas defendem diversificação de mercados

Para Sergio Vale, da MB Associados, a economia brasileira sofreu impacto relativamente limitado diante das tensões comerciais internacionais, especialmente quando comparada a crises anteriores.

Entre os fatores considerados positivos estão a reforma tributária, o avanço do projeto dos minerais críticos e o crescimento das exportações de petróleo bruto.

A preocupação atual, segundo especialistas, está relacionada às investigações conduzidas pelos EUA com base na Seção 301, consideradas mais amplas e com efeitos potencialmente duradouros sobre o comércio exterior.

Diante desse cenário, especialistas defendem a ampliação das parcerias comerciais do Brasil. O acordo entre Mercosul e União Europeia, além do fortalecimento das relações comerciais com a China, aparecem como alternativas para reduzir a dependência do mercado americano.

José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), avalia que a balança comercial entre os dois países pode começar a apresentar maior equilíbrio nos próximos meses, embora os Estados Unidos continuem sendo estratégicos para a economia brasileira.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Indústria

Indústria química brasileira cresce 22,8% no primeiro trimestre de 2026, aponta Abiquim

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) informou que a produção da indústria química nacional avançou 22,8% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o fim de 2025. O desempenho acompanha a recuperação das vendas internas, que registraram alta de 22,7% no mesmo período.

Os dados fazem parte do Relatório de Acompanhamento Conjuntural (RAC), divulgado pela entidade para monitorar o desempenho do setor químico brasileiro.

Recuperação ocorre após crise no segundo semestre de 2025

Segundo o presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro, o avanço registrado nos primeiros meses do ano representa uma reação importante após a forte retração observada no segundo semestre de 2025.

Apesar da melhora, a entidade avalia que o setor ainda enfrenta desafios estruturais relacionados à competitividade e aos custos de produção.

Queda das importações favorece indústria nacional

A recuperação da indústria química brasileira também foi impulsionada pela redução das importações de produtos químicos, que caíram 19,1% no trimestre.

Com isso, a participação da produção nacional no abastecimento interno passou de 42% em dezembro de 2025 para 56% em março de 2026.

Na avaliação da Abiquim, medidas de defesa comercial adotadas pelo governo federal ajudaram a conter a entrada de produtos importados com preços considerados artificialmente baixos.

Entre os instrumentos citados pela entidade estão a Lista de Desequilíbrios Comerciais Conjunturais (DCC) e mecanismos antidumping.

Segmentos de plásticos e fertilizantes lideram crescimento

Todos os segmentos acompanhados pelo relatório apresentaram crescimento na produção durante o trimestre.

Os maiores avanços foram observados nos intermediários para plásticos, com alta de 26% em março na comparação com fevereiro, e nos produtos destinados à fabricação de fertilizantes, que cresceram 10,6% no mesmo intervalo.

As resinas termoplásticas, amplamente utilizadas nos setores de embalagens, construção civil e indústria automotiva, também registraram crescimento de 4%.

Uso da capacidade instalada aumenta no setor

Outro indicador que apresentou melhora foi o nível de utilização da capacidade instalada da indústria química.

Em dezembro de 2025, o setor operava com apenas 49% da capacidade produtiva em uso. Já em março de 2026, o índice subiu para 63%, avanço de 14 pontos percentuais em apenas três meses.

As resinas termoplásticas alcançaram utilização de 70% da capacidade instalada no período.

Custos de energia ainda preocupam indústria química

Apesar da recuperação recente, a Abiquim alerta que o setor ainda enfrenta dificuldades estruturais. Na comparação entre o primeiro trimestre de 2026 e o mesmo período de 2025, produção e vendas registraram retração de 4,1%.

No acumulado de 12 meses até março, a produção caiu 7%, enquanto as vendas internas recuaram 8,2%.

A entidade destaca que a redução dos custos de energia elétrica e gás natural será decisiva para garantir crescimento sustentável da indústria química nos próximos anos.

Segundo André Passos Cordeiro, a competitividade do setor depende diretamente do acesso a matérias-primas e energia com preços mais equilibrados.

FONTE: Broadcast
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha PE

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Comércio

Balança comercial brasileira movimenta US$ 13,5 bilhões na terceira semana de maio

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,5 bilhão na terceira semana de maio de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No período, a corrente de comércio — soma das exportações e importações — alcançou US$ 13,5 bilhões, resultado de US$ 7,5 bilhões em exportações e US$ 6 bilhões em importações.

Exportações e importações mantêm crescimento em maio

No acumulado do mês até a terceira semana, o Brasil exportou US$ 23,5 bilhões e importou US$ 17,8 bilhões. O saldo positivo da balança chegou a US$ 5,7 bilhões, enquanto a corrente de comércio totalizou US$ 41,3 bilhões.

Os números mostram avanço nas transações internacionais em relação ao mesmo período do ano passado. A média diária das exportações em maio de 2026 ficou em US$ 1,565 bilhão, alta de 9,9% na comparação com maio de 2025.

As importações também apresentaram crescimento. A média diária passou de US$ 1,088 bilhão em maio do ano anterior para US$ 1,188 bilhão neste mês, avanço de 9,2%.

Corrente de comércio supera US$ 249 bilhões no ano

No acumulado de 2026, as exportações brasileiras somam US$ 140 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 109,6 bilhões.

Com isso, o país acumula superávit comercial de US$ 30,4 bilhões e corrente de comércio de US$ 249,6 bilhões ao longo do ano.

A média diária da corrente de comércio até a terceira semana de maio chegou a US$ 2,75 bilhões, representando crescimento de 9,6% frente ao mesmo período de maio de 2025.

Agropecuária e indústria impulsionam exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária teve um dos melhores desempenhos no período. A média diária de exportações do segmento cresceu US$ 65,17 milhões, avanço de 18,5% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Já os produtos da indústria de transformação registraram aumento de US$ 111,89 milhões por dia, crescimento de 15,4%.

Na contramão, a indústria extrativa apresentou retração de US$ 37,56 milhões na média diária exportada, queda de 11,1%.

Importações avançam na indústria de transformação

Do lado das importações, o principal destaque foi novamente a indústria de transformação, que registrou crescimento diário de US$ 98,79 milhões, alta de 9,8%.

A indústria extrativa também avançou, com aumento de 3% na média diária das compras internacionais.

Por outro lado, as importações da agropecuária recuaram 5,5% na comparação anual.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Comércio

Balança comercial brasileira movimenta US$ 27,9 bilhões até a segunda semana de maio

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,5 bilhão na segunda semana de maio de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No período, a corrente de comércio alcançou US$ 12,5 bilhões, resultado de US$ 7,02 bilhões em exportações e US$ 5,5 bilhões em importações.

Corrente de comércio acumula US$ 27,9 bilhões em maio

No acumulado de maio, o Brasil já soma US$ 16 bilhões em exportações e US$ 11,9 bilhões em importações. O saldo positivo da balança comercial chegou a US$ 4,2 bilhões, enquanto a corrente de comércio atingiu US$ 27,9 bilhões.

Os números reforçam o avanço das transações internacionais brasileiras e o crescimento do fluxo comercial do país em 2026.

Superávit comercial ultrapassa US$ 28 bilhões no ano

De janeiro até a segunda semana de maio, as exportações brasileiras totalizaram US$ 132,6 bilhões. No mesmo período, as importações chegaram a US$ 103,6 bilhões.

Com isso, o saldo positivo acumulado em 2026 alcançou US$ 28,9 bilhões, enquanto a corrente de comércio somou US$ 236,2 bilhões.

Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (18) pela Secretaria de Comércio Exterior do MDIC.

Exportações crescem mais de 12% em maio

Na comparação entre as médias diárias de maio de 2026 e maio de 2025, as exportações brasileiras tiveram crescimento de 12,4%.

A média diária de exportações neste mês chegou a US$ 1,6 bilhão, acima dos US$ 1,4 bilhão registrados no mesmo período do ano passado.

As importações também apresentaram alta de 8,9%, passando de US$ 1,088 bilhão para US$ 1,185 bilhão na média diária.

Já a média diária da corrente de comércio ficou em US$ 2,786 bilhões, enquanto o saldo comercial diário alcançou US$ 415,35 milhões. O resultado representa crescimento de 10,9% frente ao mesmo período de maio de 2025.

Agropecuária e indústria impulsionam exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária brasileira apresentou um dos melhores desempenhos no acumulado até a segunda semana de maio.

Na comparação com igual período do ano anterior, houve crescimento de US$ 85,68 milhões na média diária, avanço de 24,3%.

A indústria de transformação também registrou alta significativa, com aumento de US$ 121,01 milhões, equivalente a 16,7%.

Por outro lado, a indústria extrativa teve retração de US$ 33,92 milhões, queda de 10% na média diária das exportações.

Importações avançam em todos os setores

No cenário das importações, todos os principais segmentos registraram crescimento na comparação anual.

A agropecuária teve aumento de 3,4% na média diária das compras externas. Já a indústria extrativa avançou 7,4%.

O maior crescimento foi observado na indústria de transformação, que registrou alta de 9%, com incremento de US$ 90,86 milhões nas importações.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Estado de Excelência

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Indústria

Fim da taxa das blusinhas preocupa indústria e pode afetar empregos, alerta CNI

A decisão do governo federal de acabar com a cobrança de imposto sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”, gerou reação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para a entidade, a medida pode prejudicar a indústria brasileira, reduzir postos de trabalho e ampliar a vantagem competitiva de fabricantes estrangeiros, principalmente da China.

Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, a isenção tributária para produtos importados cria um cenário desigual para empresas nacionais, especialmente nos setores de vestuário e comércio.

CNI critica concorrência com produtos estrangeiros

De acordo com a entidade, permitir a entrada de mercadorias importadas sem tributação favorece fabricantes internacionais de baixo custo e impacta diretamente a produção nacional.

A CNI argumenta que a medida beneficia principalmente empresas chinesas que atuam no comércio eletrônico, enquanto indústrias brasileiras continuam sujeitas à elevada carga tributária.

Para Ricardo Alban, a retirada do imposto enfraquece a competitividade da produção interna e desestimula investimentos no país.

Entidade aponta risco para micro e pequenas empresas

A confederação afirma que o fim da cobrança pode atingir principalmente micro e pequenas empresas brasileiras, que enfrentam dificuldades para competir com produtos importados de menor valor.

Segundo a avaliação da CNI, o atual cenário internacional é marcado por disputas comerciais e políticas de proteção econômica adotadas por diversos países. Nesse contexto, a entidade considera contraditória a redução de mecanismos de equilíbrio concorrencial no mercado brasileiro.

Taxação começou em 2023

A cobrança sobre compras internacionais de até US$ 50 começou a ser aplicada em 2023, inicialmente com a incidência do ICMS estadual sobre encomendas vindas do exterior.

Já em 2024, plataformas estrangeiras de comércio eletrônico passaram a recolher também uma alíquota de 20% referente ao imposto federal de importação.

Estudo aponta impacto econômico positivo da taxação

A CNI destacou ainda que estudos recentes indicam que a tributação ajudou a evitar a entrada de cerca de R$ 4,5 bilhões em produtos importados no Brasil.

Segundo a entidade, a medida também contribuiu para preservar mais de 135 mil empregos e movimentar aproximadamente R$ 20 bilhões na economia nacional.

A confederação reforçou que não é contrária às importações, mas defende regras equilibradas de concorrência entre produtos nacionais e estrangeiros.

FONTE: Correio Braziliense
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Economia

Como o dólar afeta importação e exportação no Brasil e impacta preços, empresas e consumo

A cotação do dólar segue como um dos principais fatores de influência sobre a economia brasileira em 2026. A variação cambial afeta diretamente o custo de vida, a inflação, os preços de produtos importados e a competitividade das exportações nacionais.

Com a economia global cada vez mais integrada, oscilações no câmbio são rapidamente percebidas por consumidores, empresas e investidores.

Dólar alto pressiona inflação e custo de vida

O impacto da alta do dólar vai muito além das viagens internacionais. A moeda norte-americana influencia desde alimentos e combustíveis até eletrônicos e medicamentos vendidos no Brasil.

Isso acontece porque grande parte dos insumos utilizados pela indústria nacional é cotada em moeda estrangeira. Quando o real perde valor frente ao dólar, os custos de importação aumentam e acabam sendo repassados ao consumidor.

Economistas classificam esse movimento como pass-through cambial, mecanismo que acelera a transmissão da alta do dólar para os preços internos.

Produtos mais afetados pela alta do dólar

Alguns setores sentem os efeitos da valorização cambial de forma quase imediata.

Alimentos e commodities

Produtos como soja, trigo e milho possuem preços internacionais em dólar. Quando a moeda sobe, produtores tendem a priorizar exportações, reduzindo a oferta interna e elevando os preços no mercado brasileiro.

Combustíveis e energia

O preço do diesel e da gasolina acompanha o mercado internacional, impactando diretamente fretes, logística e transporte de mercadorias.

Eletrônicos e medicamentos

A indústria de tecnologia e farmacêutica depende fortemente de componentes importados e princípios ativos comprados no exterior, tornando os produtos mais caros com o dólar elevado.

Exportadores e agronegócio ganham competitividade

Se o câmbio alto pesa no bolso do consumidor, ele também favorece setores exportadores, especialmente o agronegócio brasileiro.

Como commodities agrícolas são negociadas em dólar no mercado internacional, produtores recebem mais em reais quando convertem receitas vindas das exportações.

Além disso, a desvalorização do real torna os produtos brasileiros mais competitivos no exterior, favorecendo vendas para mercados da Europa, Ásia e América do Norte.

Dependência de fertilizantes reduz ganhos do agro

Apesar do aumento nas receitas, o setor agrícola também enfrenta desafios causados pelo dólar elevado.

O Brasil ainda depende da importação de fertilizantes e defensivos agrícolas vindos principalmente da Rússia e da China. Como esses produtos são dolarizados, os custos de produção sobem junto com a moeda americana.

Especialistas apontam que produtores que realizaram compras antecipadas de insumos em períodos de dólar mais baixo conseguiram preservar melhor suas margens de lucro.

Indústria sofre com aumento dos custos de importação

Na indústria nacional, a valorização do dólar representa um forte impacto sobre os custos de produção.

Setores como o automotivo, eletrônico e tecnológico dependem de peças, semicondutores e componentes estrangeiros. Empresas que não conseguem absorver os custos acabam reajustando preços ou reduzindo margens.

A dependência de fornecedores globais também aumenta os riscos de desindustrialização em períodos de forte volatilidade cambial.

Hedge cambial ganha espaço entre empresas

Para reduzir riscos, empresas brasileiras vêm ampliando o uso do chamado hedge cambial, estratégia financeira que protege operações contra oscilações do dólar.

Por meio de contratos futuros e travas de câmbio, companhias conseguem fixar previamente uma cotação para pagamentos futuros em moeda estrangeira.

Nos últimos anos, fintechs e plataformas digitais facilitaram o acesso de pequenas e médias empresas a ferramentas antes restritas às grandes corporações.

Superávit comercial cresce, mas consumo perde força

A valorização do dólar também fortalece a balança comercial brasileira, impulsionando exportações e aumentando a entrada de moeda estrangeira no país.

Ao mesmo tempo, o consumidor brasileiro enfrenta perda de poder de compra devido à inflação provocada pelo encarecimento de produtos e serviços.

Analistas avaliam que o principal desafio econômico de 2026 será equilibrar o crescimento das exportações com a preservação do mercado interno.

Como reduzir impactos da volatilidade cambial

Especialistas recomendam algumas estratégias para empresas e consumidores enfrentarem períodos de forte oscilação do dólar:

  • Diversificar investimentos e manter parte da reserva financeira atrelada ao dólar;
  • Evitar dívidas indexadas à moeda estrangeira;
  • Planejar compras internacionais com antecedência;
  • Priorizar fornecedores nacionais quando possível;
  • Utilizar proteção cambial em operações de importação.

Economia brasileira segue dependente do cenário externo

O comportamento do dólar continuará sendo um dos principais indicadores econômicos acompanhados pelo mercado em 2026.

Enquanto o setor exportador se beneficia do câmbio elevado, consumidores e empresas dependentes de importações seguem enfrentando inflação e aumento de custos.

A capacidade do Brasil de reduzir a dependência de tecnologia e insumos estrangeiros será determinante para diminuir os impactos da volatilidade cambial nos próximos anos.

FONTE: Revista Oeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Revista Oeste

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Comércio

Corrente de comércio do Brasil soma US$ 15,4 bilhões na primeira semana de maio

A corrente de comércio brasileira alcançou US$ 15,4 bilhões na primeira semana de maio de 2026, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado foi impulsionado por exportações de US$ 9,04 bilhões e importações de US$ 6,3 bilhões, garantindo um superávit de US$ 2,7 bilhões na balança comercial.

Superávit comercial acumula US$ 27,5 bilhões no ano

No acumulado de 2026, o país já registra US$ 125,6 bilhões em exportações e US$ 98,1 bilhões em importações. Com isso, o saldo positivo da balança comercial chega a US$ 27,5 bilhões, enquanto a corrente de comércio totaliza US$ 223,68 bilhões.

Os números foram apresentados nesta segunda-feira (11) pela Secex/MDIC e refletem o avanço das relações comerciais brasileiras no mercado internacional.

Exportações crescem quase 27% em maio

A média diária das exportações até a primeira semana de maio de 2026 ficou em US$ 1,807 bilhão, representando alta de 26,9% na comparação com maio de 2025, quando o valor médio era de US$ 1,424 bilhão.

Já as importações tiveram crescimento de 16,1%, passando de US$ 1,088 bilhão em maio do ano passado para US$ 1,263 bilhão neste ano.

Com isso, a média diária da corrente de comércio chegou a US$ 3,07 bilhões, enquanto o saldo médio diário ficou em US$ 544,39 milhões. Em relação ao mesmo período de 2025, o avanço da corrente de comércio foi de 22,2%.

Agropecuária e indústria de transformação impulsionam exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária apresentou crescimento de US$ 134,64 milhões na média diária, avanço de 38,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

A indústria de transformação também teve desempenho positivo, com alta de US$ 264,32 milhões, equivalente a crescimento de 36,4%.

Por outro lado, a indústria extrativa registrou queda de US$ 19,15 milhões, recuo de 5,7%.

Importações avançam na indústria de transformação

No segmento das importações, a indústria de transformação liderou o crescimento, com aumento de US$ 187,83 milhões na média diária, avanço de 18,6%.

Já a agropecuária apresentou leve retração de 1,7%, enquanto a indústria extrativa caiu 24,5%, com redução de US$ 11,1 milhões.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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