Investimento

Fundo da Marinha Mercante aprova R$ 3,2 bilhões para projetos no Sudeste

O Fundo da Marinha Mercante aprovou cerca de R$ 3,2 bilhões em investimentos voltados à indústria naval no Sudeste, com foco principal na ampliação da infraestrutura portuária e na construção de embarcações.

Os recursos também contemplam iniciativas de apoio marítimo e serviços ligados à navegação, contribuindo para o aumento da capacidade operacional do setor e o fortalecimento da cadeia produtiva naval no país.

As propostas foram validadas durante a 62ª reunião do Conselho Diretor do fundo, realizada em 18 de março, com expectativa de geração de 1.610 empregos diretos.

Sudeste concentra projetos estratégicos

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os aportes reforçam a importância estratégica da região. De acordo com ele, os investimentos impulsionam a economia, ampliam a logística e consolidam o Sudeste como polo da atividade portuária brasileira.

Espírito Santo lidera volume de recursos

O estado do Espírito Santo concentra a maior fatia dos investimentos, com R$ 2,178 bilhões destinados ao projeto do Porto Central. A iniciativa prevê a construção de infraestrutura portuária e deve gerar 438 empregos diretos.

Projetos em São Paulo e Rio de Janeiro ampliam capacidade do setor

Em São Paulo, os projetos da Wilson Sons somam R$ 632,1 milhões, distribuídos em 23 empreendimentos, incluindo construção e manutenção de embarcações. A previsão é de 117 empregos diretos.

Já no Rio de Janeiro, diferentes empresas concentram investimentos relevantes:

  • CBO Holding: R$ 213,8 milhões, 16 projetos e 575 empregos
  • Belov Engenharia: R$ 68,7 milhões e 50 empregos
  • Galáxia Navegação: R$ 5,1 milhões e 260 empregos
  • OceanPact (Estaleiro Farol de São Thomé): R$ 97,8 milhões e 170 empregos

Política pública impulsiona logística e geração de empregos

Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, os investimentos são fundamentais para o desenvolvimento regional. Ele destaca que a medida fortalece a indústria naval, amplia serviços estratégicos e melhora a eficiência logística.

A iniciativa faz parte da estratégia do Governo Federal para expandir a infraestrutura portuária e estimular o crescimento do setor marítimo no Brasil.

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Indústria

Acordo Mercosul-União Europeia ganha destaque como estratégia para indústria brasileira

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, destacou o potencial do Acordo Mercosul-União Europeia durante seminário realizado em São Paulo, na sexta-feira (27). O evento, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), reuniu lideranças políticas e empresariais para discutir os impactos da parceria comercial na indústria brasileira.

Ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e do presidente da CNI, Ricardo Alban, Tebet participou do painel de abertura, que abordou oportunidades e desafios do acordo.

Acordo amplia integração entre grandes economias

Formalizado em janeiro deste ano, em Assunção, no Paraguai, o Acordo Mercosul-União Europeia é resultado de mais de 20 anos de negociações. A parceria conecta dois dos maiores blocos econômicos globais, reunindo cerca de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 22 trilhões.

Considerando o volume econômico e populacional, o tratado é considerado um dos maiores acordos de livre comércio internacional já firmados.

Medida é vista como estratégica para o Brasil

Durante o seminário, Tebet ressaltou que o acordo vai além de uma decisão econômica, sendo uma questão de posicionamento estratégico para o país.

Segundo a ministra, o Brasil enfrenta uma janela limitada — estimada em cerca de uma década — para avançar em áreas como energia limpa, minerais críticos, terras raras e desburocratização. Nesse contexto, o acordo pode ajudar a impulsionar reformas estruturais e destravar o crescimento econômico.

Indústria forte é essencial para crescimento

A ministra também destacou que a combinação do acordo com iniciativas como a Reforma Tributária e o programa Nova Indústria Brasil pode elevar a participação da indústria no PIB nacional, aproximando o país dos padrões observados em economias desenvolvidas.

Ela reforçou que o fortalecimento da indústria nacional é fundamental para geração de empregos, aumento da renda e redução das desigualdades sociais.

Multilateralismo é reforçado com o acordo

Outro ponto enfatizado foi o papel do acordo na promoção do multilateralismo. Tebet defendeu que a cooperação entre países é essencial para o desenvolvimento sustentável, em contraste com políticas isolacionistas.

A integração com países do Mercosul e parceiros internacionais, segundo ela, amplia as possibilidades de crescimento econômico e fortalece a posição do Brasil no cenário global.

Rotas de integração ganham relevância

O Programa Rotas de Integração Sul-Americana, coordenado pelo Ministério do Planejamento, também foi apontado como estratégico. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou a iniciativa como uma das principais contribuições da atual gestão.

A proposta busca ampliar o comércio regional, especialmente na América do Sul, agregando valor às exportações brasileiras e fortalecendo a presença da indústria nacional nos mercados vizinhos.

União Europeia é parceiro comercial estratégico

Atualmente, a União Europeia ocupa a posição de segundo maior parceiro comercial do Brasil, com fluxo de comércio estimado em US$ 90,1 bilhões em 2025.

O acordo deve ampliar a diversificação comercial, estimular investimentos e promover a modernização do parque industrial brasileiro, por meio da integração às cadeias produtivas europeias.

Redução de tarifas e modernização comercial

No campo comercial, o tratado prevê ampla liberalização tarifária. O Mercosul permitirá acesso gradual a 91% dos bens europeus, enquanto a União Europeia abrirá seu mercado para 95% das exportações do bloco sul-americano.

Além disso, o acordo abrange temas modernos como serviços, investimentos, compras governamentais, propriedade intelectual, sustentabilidade e facilitação de comércio, ampliando sua relevância econômica.

Situação atual do acordo

Nos países do Mercosul, o acordo já foi aprovado pelos parlamentos de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. No caso brasileiro, ainda falta a promulgação presidencial para entrada em vigor completa.

Na Europa, o texto segue em análise jurídica, mas há previsão de aplicação provisória a partir de maio de 2026.

Entenda o Mercosul

O Mercosul é um bloco econômico formado inicialmente por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com foco na integração regional e na ampliação de oportunidades comerciais.

Além dos membros plenos, o bloco conta com países associados na América do Sul e mantém acordos com diversas nações e organizações internacionais, fortalecendo sua atuação global.

FONTE: Ministério do Planejamento e Orçamento
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério do Planejamento e Orçamento

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Informação

Governo detalha bloqueio de R$ 1,6 bilhão no Orçamento de 2026

O governo federal apresentou, na noite de segunda-feira (30), a divisão do bloqueio de R$ 1,6 bilhão no Orçamento de 2026. A medida, formalizada por decreto de programação orçamentária, tem como objetivo assegurar o cumprimento da meta fiscal, ao mesmo tempo em que preserva investimentos estratégicos, como os do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Bloqueio atinge despesas discricionárias

A maior parte do corte — R$ 1,26 bilhão — recai sobre as chamadas despesas discricionárias, que são gastos não obrigatórios do Executivo. Já outros R$ 334 milhões correspondem às emendas parlamentares, conforme as regras estabelecidas pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Transportes lidera cortes no orçamento

Entre os ministérios, a área mais impactada foi a dos Transportes, com redução de R$ 476,7 milhões no limite de gastos. Na sequência, aparecem pastas ligadas ao desenvolvimento econômico e à infraestrutura.

Principais bloqueios por órgão:

  • Transportes: R$ 476,7 milhões
  • Empreendedorismo e Microempresa: R$ 131 milhões
  • Agricultura e Pecuária: R$ 124,1 milhões
  • Integração e Desenvolvimento Regional: R$ 101 milhões
  • Fazenda: R$ 100 milhões
  • Cidades: R$ 84 milhões

Por outro lado, áreas sociais foram preservadas. Os ministérios da Saúde e da Educação tiveram impacto considerado praticamente nulo neste período.

Governo aciona mecanismo de controle de gastos

Além do bloqueio direto, o governo também implementou o chamado faseamento de empenho, mecanismo que limita a liberação de novas despesas conforme o desempenho da arrecadação.

Na prática, essa medida pode restringir até R$ 42,9 bilhões em gastos até novembro. A liberação dos recursos ocorrerá de forma gradual, em etapas previstas para maio, novembro e dezembro, permitindo ajustes caso haja frustração de receitas ou aumento de despesas.

Próximos passos

Os órgãos afetados deverão indicar, até o dia 7 de abril, quais projetos e programas terão recursos suspensos.

A equipe econômica destaca que o controle fiscal seguirá rigoroso ao longo do ano. Novos bloqueios no orçamento não estão descartados, especialmente se houver risco de descumprimento das metas estabelecidas para 2026.

A estratégia, segundo o Ministério do Planejamento, busca equilibrar o investimento público com a responsabilidade na gestão dos recursos da União.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Antônio Cruz / Agência Brasil

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Economia, Transporte

Subvenção ao diesel: governo deve anunciar decisão dos estados nesta terça (31)

O governo federal deve divulgar nesta terça-feira (31) a posição dos estados sobre a adesão a uma nova proposta de subvenção ao diesel. A medida busca conter os impactos da alta dos combustíveis e depende do aval das unidades federativas para entrar em vigor.

Proposta prevê divisão de custos entre União e estados

Apresentada na última semana durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), a proposta estabelece uma subvenção total de R$ 1,20 por litro de óleo diesel. Pelo modelo sugerido, o custo seria dividido igualmente entre a União e os estados, com R$ 0,60 arcados por cada parte.

A iniciativa surge após resistência à proposta anterior, que previa zerar o ICMS sobre a importação do combustível — medida rejeitada pela maioria dos estados.

Estados ainda avaliam adesão à subvenção

De acordo com o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), parte dos estados sinalizou apoio à nova proposta logo após sua apresentação. Outros, no entanto, solicitaram mais tempo para analisar o tema junto aos governadores. A expectativa do Ministério da Fazenda é consolidar essas decisões e anunciar oficialmente o cenário nesta terça-feira.

Caso não haja consenso entre todas as unidades federativas, a equipe econômica avalia seguir com a subvenção apenas nos estados que aceitarem aderir ao programa. Nesse cenário, a União subsidiaria sua parte exclusivamente para os participantes da estratégia.

A medida é considerada uma tentativa de amenizar os efeitos do cenário internacional, especialmente diante das tensões envolvendo o Irã, que influenciam diretamente os preços dos combustíveis.

São Paulo deve aderir à proposta

Entre os estados com maior peso econômico, São Paulo já sinalizou que deve integrar o programa. Segundo interlocutores do governo paulista, a adesão está praticamente definida, restando apenas a formalização por meio de medida provisória do governo federal.

Se confirmada, a expectativa é que uma nova MP seja publicada com os detalhes da subvenção e os critérios para participação dos estados.

Fonte: CNN Brasil

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Freepik

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Economia

PIB do Brasil deve crescer 1,6% em 2026, projeta Banco Central

O PIB do Brasil deve avançar 1,6% em 2026, conforme projeção mantida pelo Banco Central em relatório divulgado nesta quinta-feira (26). Apesar da estabilidade na estimativa, a autoridade monetária alerta para o aumento das incertezas, especialmente diante dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre a economia global.

Cenário externo pressiona crescimento

De acordo com o relatório, a continuidade das tensões internacionais pode gerar um choque negativo de oferta, com efeitos diretos na inflação e no ritmo de crescimento econômico.

A interrupção de cadeias produtivas e dificuldades logísticas na região podem prolongar os impactos, elevando preços e reduzindo a atividade econômica tanto no Brasil quanto no exterior. Ainda assim, setores específicos, como o segmento petrolífero, podem se beneficiar do cenário.

Fatores que sustentam a projeção

A manutenção da previsão de crescimento está associada ao desempenho recente da economia e à expectativa de expansão moderada ao longo de 2026.

Segundo o Banco Central, o cenário considera:

  • política monetária restritiva (juros elevados);
  • baixo nível de ociosidade na economia;
  • desaceleração da economia global;
  • ausência do forte impulso da agropecuária observado em 2025.

No ano passado, o PIB brasileiro cresceu 2,3%, impulsionado principalmente pelo setor agropecuário.

Consumo e mercado de trabalho

Medidas recentes também entram no radar da projeção, como o aumento real do salário mínimo e mudanças no Imposto de Renda, que ampliam a renda disponível e ajudam a sustentar a demanda interna.

Além disso, o mercado de trabalho aquecido, com queda do desemprego e alta dos salários, contribui para manter o consumo das famílias.

Juros e política monetária

O relatório também detalha a atuação do Comitê de Política Monetária (Copom) na condução da taxa Selic, principal instrumento de controle da inflação.

Após uma sequência de altas entre 2024 e 2025, os juros foram mantidos em 15% ao ano por um período prolongado, sendo reduzidos recentemente para 14,75% ao ano. No entanto, o Banco Central não descarta interromper o ciclo de cortes caso o cenário externo pressione a inflação.

Inflação deve permanecer acima da meta

A projeção indica que a inflação no Brasil tende a subir até o fim de 2026, iniciando queda gradual posteriormente, mas ainda acima da meta oficial.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar o período em 3,6%, influenciado principalmente pela alta nos preços do petróleo.

A probabilidade de a inflação ultrapassar o teto da meta (4,5%) aumentou, passando de 23% para 30%, segundo o relatório.

Crédito cresce, mas em ritmo menor

A previsão para o crédito no Brasil foi revisada para cima, com expansão de 9% em 2026, impulsionada pelo crédito a pessoas físicas e empresas.

Mesmo com a alta, o ritmo indica desaceleração pelo segundo ano consecutivo, refletindo o impacto dos juros elevados e o alto nível de endividamento das famílias.

Contas externas e exportações

O déficit em transações correntes foi levemente reduzido, com expectativa de US$ 58 bilhões (2,2% do PIB) em 2026. A melhora está ligada ao desempenho das exportações, favorecidas pela alta nos preços internacionais, especialmente de combustíveis.

A entrada de investimentos estrangeiros diretos deve garantir o financiamento desse déficit, com previsão de US$ 70 bilhões.

Riscos seguem no radar

Apesar das projeções, o Banco Central destaca que o cenário permanece incerto. A redução do fluxo comercial em regiões estratégicas, como o Estreito de Ormuz, pode afetar o comércio global, cadeias produtivas e condições financeiras internacionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Exportação

Governo libera crédito de R$ 15 bilhões para empresas afetadas por crises internacionais

O governo federal anunciou a liberação de R$ 15 bilhões em crédito para exportadores brasileiros, com foco em setores impactados por instabilidades externas. A medida foi oficializada por meio da Medida Provisória nº 1.345/2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (25).

Os recursos fazem parte do Plano Brasil Soberano e serão operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Apoio a exportadores diante de cenário global instável

Segundo o governo, a iniciativa busca fortalecer empresas afetadas por crises geopolíticas, incluindo a guerra no Oriente Médio, além de restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos.

O programa também contempla companhias que ainda enfrentam os efeitos de tarifas internacionais elevadas, especialmente após mudanças recentes na política comercial norte-americana.

Criado em agosto de 2025, o plano surgiu como resposta ao chamado tarifaço dos EUA, que chegou a aplicar taxas de até 50% sobre produtos brasileiros. Apesar de decisões judiciais posteriores terem reduzido parte dessas medidas, alguns segmentos continuam sujeitos a tarifas específicas, como as previstas na legislação conhecida como Seção 232.

Origem dos recursos e setores beneficiados

Os R$ 15 bilhões destinados ao crédito serão provenientes de diferentes fontes, como:

  • superávit do Fundo de Garantia à Exportação (FGE)
  • recursos vinculados ao Ministério da Fazenda
  • outras dotações orçamentárias

Terão acesso às linhas de financiamento empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores. Entre os setores contemplados estão:

  • siderurgia e metalurgia
  • indústria automotiva e autopeças
  • farmacêutico
  • máquinas e equipamentos
  • eletrônicos

Além disso, empresas impactadas pela escassez de insumos — como fertilizantes — também poderão ser beneficiadas.

Como funcionará o crédito do BNDES

As novas linhas de crédito poderão ser utilizadas para diferentes finalidades, incluindo:

  • capital de giro
  • investimentos produtivos
  • ampliação da capacidade industrial
  • inovação tecnológica
  • adaptação de processos e produtos

As condições de financiamento, como prazos e encargos, serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Já os critérios de acesso ficarão sob responsabilidade dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Nova lei moderniza crédito à exportação

Além da medida provisória, foi sancionada a Lei nº 15.359/2026, que institui o Sistema Brasileiro de Crédito Oficial à Exportação.

A proposta busca modernizar mecanismos de financiamento e seguro às exportações, além de ampliar a segurança jurídica nas operações realizadas pelo BNDES.

Entre os avanços previstos estão:

  • criação de um portal único de transparência sobre operações
  • prestação de contas anual ao Senado
  • regras mais claras para financiamento de serviços no exterior
  • incentivo a projetos de economia verde e descarbonização

Outro ponto importante é a ampliação do prazo de cobertura de risco comercial para micro, pequenas e médias empresas, que passa de 180 para até 750 dias na fase de pré-embarque.

Regras e garantias adicionais

A nova legislação também reforça critérios já adotados pelo banco, como a proibição de novos financiamentos a países inadimplentes com o Brasil.

Além disso, foram estabelecidas diretrizes para o funcionamento do Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE), instrumento criado para reduzir riscos em transações internacionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Importação

STF valida Imposto de Importação sobre mercadorias reimportadas ao Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter a cobrança do Imposto de Importação sobre mercadorias que retornam ao Brasil após terem sido exportadas. A medida consolida entendimento contrário aos contribuintes e reforça a aplicação da tributação nesses casos.

Decisão envolve normas sobre comércio exterior

O julgamento ocorreu no âmbito da ADPF 400, apresentada pela Procuradoria-Geral da República, que questionava dispositivos legais relacionados à incidência do tributo. O argumento central era de que a Constituição prevê o Imposto de Importação apenas para produtos estrangeiros.

Apesar disso, o STF considerou válidas as regras existentes, que permitem a tributação mesmo quando se trata de produtos originalmente nacionais ou já nacionalizados.

Função extrafiscal foi determinante

Relator do caso, o ministro Nunes Marques destacou que o Imposto de Importação possui caráter predominantemente extrafiscal. Ou seja, além da arrecadação, o tributo tem como objetivo regular o comércio exterior brasileiro e proteger o mercado interno.

Segundo o entendimento do ministro, a não cobrança nesses casos poderia gerar desequilíbrios concorrenciais e abrir espaço para práticas abusivas.

Reimportação pode gerar distorções no mercado

A Corte avaliou que permitir a entrada de produtos sem tributação após exportação poderia incentivar estratégias como a saída formal de mercadorias do país apenas para posterior retorno sem incidência de impostos.

Esse tipo de prática, segundo o STF, comprometeria a competitividade e prejudicaria a economia nacional, favorecendo planejamentos tributários considerados inadequados.

Nova entrada configura fato gerador

Outro ponto central da decisão é o reconhecimento de que a reentrada da mercadoria no país configura uma nova operação econômica. Dessa forma, mesmo que o produto tenha sido fabricado no Brasil, o retorno ao território nacional é enquadrado como importação, o que justifica a cobrança do tributo.

Com isso, o STF reforça o entendimento de que a saída do produto rompe seu vínculo com o mercado interno, sendo necessária nova tributação no momento da reintrodução.

FONTE: Jota
TEXTO: Redação
IMAGEM: Unsplash

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Agronegócio

Crise do diesel eleva inflação dos alimentos e pressiona custos no Brasil

A recente crise do diesel no Brasil tem provocado efeitos diretos na inflação dos alimentos, ao encarecer tanto a produção agrícola quanto o transporte de mercadorias. O aumento nos preços do combustível afeta toda a cadeia, desde o campo até a chegada dos produtos ao consumidor final.

O cenário foi agravado pela instabilidade no mercado internacional de petróleo, impulsionada por conflitos no Oriente Médio. Atualmente, cerca de 20% do diesel consumido no país é importado, o que amplia a vulnerabilidade do abastecimento interno.

Diferença de preços desestimula importações

Outro fator que contribui para o problema é a defasagem entre os preços praticados pelas refinarias nacionais e os valores do mercado internacional. Essa diferença reduz o interesse de distribuidoras em importar o combustível, afetando a distribuição de diesel no país.

Especialistas apontam que a insegurança em relação à política de preços dificulta a atuação de importadores, o que pode comprometer o abastecimento, especialmente em períodos de maior demanda.

Safra no Sul intensifica demanda por combustível

No Sul do Brasil, a situação se torna ainda mais sensível devido ao período de colheita de culturas como arroz, soja e milho. A região depende parcialmente de diesel importado, o que aumenta a pressão durante a safra.

Com o aumento dos custos, produtores enfrentam um dilema: repassar os reajustes ao consumidor ou reduzir suas margens de lucro, impactando a rentabilidade do setor.

Efeito cascata atinge preços e consumidores

O impacto da alta do diesel vai além do campo. Como o transporte rodoviário é predominante no Brasil, o encarecimento do combustível eleva o custo do frete e influencia diretamente o preço final dos alimentos.

Além disso, estados com forte produção agrícola, como o Rio Grande do Sul, têm papel estratégico no abastecimento nacional. Problemas logísticos nessas regiões tendem a se refletir em todo o país, ampliando os efeitos da alta nos preços dos alimentos.

Duração da crise será decisiva para economia

A intensidade dos impactos dependerá da duração da instabilidade no abastecimento. Caso a normalização ocorra no curto prazo, os efeitos podem ser limitados. Por outro lado, uma crise prolongada pode gerar pressões inflacionárias mais amplas e atingir diversos setores da economia.

Educação financeira e análise econômica em destaque

O tema foi debatido no programa Resenha do Dinheiro, que aborda semanalmente os principais movimentos econômicos de forma acessível. A atração conta com apoio da B3 e da BlackRock e reúne especialistas para discutir educação financeira e tendências do mercado.

Com linguagem simples, o programa busca aproximar o público de assuntos como inflação, investimentos e cenário econômico, mantendo o equilíbrio entre análise técnica e conversa informal.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Economia

Balança comercial brasileira atinge US$ 12,8 bilhões na 3ª semana de março de 2026

A balança comercial brasileira registrou corrente de comércio de US$ 12,8 bilhões na terceira semana de março de 2026, com superávit de US$ 1,4 bilhão. O resultado é fruto de exportações que somaram US$ 7,1 bilhões e importações de US$ 5,7 bilhões no período.

Resultado acumulado em março

No acumulado do mês até a terceira semana, o Brasil alcança US$ 21,8 bilhões em exportações e US$ 16,6 bilhões em importações. O saldo positivo chega a US$ 5,2 bilhões, enquanto a corrente de comércio totaliza US$ 38,336 bilhões.

Considerando o acumulado de 2026, as exportações brasileiras somam US$ 72,7 bilhões, frente a US$ 59,4 bilhões em importações. Com isso, o superávit comercial atinge US$ 13,3 bilhões, e a corrente de comércio chega a US$ 132,2 bilhões.

Queda nas médias diárias

Na comparação com março de 2025, os dados mostram retração nas médias diárias. As exportações caíram 4,0%, passando de US$ 1,511 bilhão para US$ 1,452 bilhão. Já as importações tiveram leve recuo de 0,1%, saindo de US$ 1,104 bilhão para US$ 1,103 bilhão.

A corrente de comércio média diária ficou em US$ 2,55 bilhões até a terceira semana de março, representando queda de 2,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O saldo médio diário foi de US$ 348,47 milhões.

Exportações por setor

O desempenho das exportações por setor apresentou variações distintas. A Indústria Extrativa foi destaque, com crescimento de 27,6%, equivalente a US$ 78,26 milhões na média diária.

Por outro lado, houve retração em dois segmentos importantes:

  • Agropecuária: queda de 13,4% (US$ 57,47 milhões);
  • Indústria de Transformação: recuo de 10,3% (US$ 81,26 milhões).

Importações por setor

No campo das importações, o cenário também foi heterogêneo. A Indústria Extrativa registrou aumento de 6,6% (US$ 3,29 milhões), enquanto a Indústria de Transformação teve leve alta de 0,3% (US$ 2,91 milhões).

Em contrapartida, a Agropecuária apresentou queda significativa de 24,9%, com redução de US$ 7,54 milhões na média diária.

Cenário do comércio exterior

Os dados indicam um cenário de estabilidade com viés de queda nas médias comerciais, mesmo diante de um superávit consistente. O avanço da Indústria Extrativa ajuda a sustentar os resultados, enquanto a retração em setores como Agropecuária e Indústria de Transformação acende um alerta para o desempenho das exportações brasileiras.

Tags: balança comercial, comércio exterior, exportações Brasil, importações Brasil, superávit comercial, economia brasileira, março 2026

Fonte: Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC)

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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Economia

Selic cai para 14,75%: Copom inicia ciclo de redução de juros após quase dois anos

O Banco Central do Brasil anunciou nesta quarta-feira (18) a redução da taxa básica de juros, a Selic, de 15% para 14,75% ao ano. A decisão foi tomada pelo Comitê de Política Monetária e marca o primeiro corte desde maio de 2024, em linha com as expectativas do mercado financeiro.

Decisão busca controlar inflação e estimular a economia

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Ao reduzir a taxa, a autoridade monetária busca equilibrar a desaceleração dos preços com a manutenção da atividade econômica e do emprego.

Segundo o Copom, a medida está alinhada à estratégia de levar a inflação para a meta estabelecida, sem comprometer a estabilidade econômica. O comitê também destacou que a decisão contribui para reduzir oscilações no nível de atividade e favorecer o pleno emprego.

Conflitos no Oriente Médio aumentam incertezas

Apesar do início do ciclo de queda dos juros, o cenário internacional segue como fator de atenção. O conflito no Oriente Médio tem elevado a incerteza global, especialmente devido à alta nos preços do petróleo, que já ultrapassaram os US$ 100 por barril.

Esse movimento pressiona os custos de combustíveis e pode impactar diretamente a inflação no Brasil. Diante desse cenário, o Copom optou por não sinalizar novos cortes nas próximas reuniões, indicando que as decisões futuras dependerão da evolução do contexto internacional.

O comitê ressaltou que acompanha os efeitos indiretos da crise, como impactos na cadeia global de suprimentos e nas commodities, que influenciam os preços internos.

Riscos inflacionários seguem no radar

O Banco Central avaliou que os riscos para a inflação — tanto de alta quanto de queda — se intensificaram após o agravamento das tensões no Oriente Médio. A expectativa do mercado para a inflação em 2026, inclusive, já apresentou elevação recente.

A autoridade monetária reforçou que as próximas decisões sobre a Selic dependerão de novos dados econômicos e da evolução dos riscos externos.

A reunião do Copom ocorreu com dois integrantes a menos, após as saídas de diretores importantes da instituição. Ainda não foram anunciados substitutos, o que reduziu o número de votantes nesta decisão.

Como o Copom define a taxa de juros

O processo de definição da Selic segue o sistema de metas de inflação. Atualmente, a meta contínua é de 3% ao ano, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Quando as projeções indicam inflação acima da meta, a tendência é manter ou elevar os juros. Já em cenários mais controlados, como o atual, há espaço para cortes graduais.

O Banco Central também trabalha com projeções futuras, já que os efeitos das mudanças na taxa básica levam entre seis e 18 meses para impactar plenamente a economia. Neste momento, o foco está no comportamento da inflação projetada para 2027.

Fonte: G1

Texto: Redação

Imagem: Reprodução G1 / Adriano Machado / Reuters

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