Comércio Exterior

Balança comercial registra superávit de US$ 984,2 milhões na 3ª semana de setembro

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 984,2 milhões na terceira semana de setembro de 2026. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (21) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O resultado considera exportações de US$ 7,701 bilhões e importações de US$ 6,717 bilhões no período.

Superávit comercial chega a US$ 4,284 bilhões em setembro

Com o desempenho da terceira semana, o mês de setembro acumula saldo positivo de US$ 4,284 bilhões na balança comercial. No período, as exportações somaram US$ 21,892 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 17,608 bilhões.

Na comparação com o mesmo período de setembro de 2025, as exportações brasileiras cresceram 21,5% até a terceira semana deste mês.

Exportações avançam nos principais setores

O crescimento das vendas externas foi registrado nos três grandes setores da economia. A Agropecuária teve alta de 12,5%, alcançando US$ 4,444 bilhões em exportações.

Na Indústria Extrativa, o avanço foi de 44,7%, com vendas de US$ 5,774 bilhões. Já a Indústria de Transformação registrou crescimento de 15,3%, atingindo US$ 11,436 bilhões.

Importações também apresentam crescimento

As importações brasileiras aumentaram 9,0% na comparação com o mesmo período de 2025.

Entre os setores, a Agropecuária apresentou crescimento de 18,0%, com US$ 332,7 milhões em compras externas. A Indústria Extrativa registrou alta de 34,8%, chegando a US$ 897,7 milhões.

Na Indústria de Transformação, as importações cresceram 7,6% e alcançaram US$ 16,278 bilhões.

Os números fazem parte do acompanhamento semanal da balança comercial de setembro de 2026, divulgado pelo MDIC. Acesse AQUI o release semanal.

Outros dados de Comércio Exterior podem ser consultados no COMEXSTAT.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

Ler Mais
Indústria

Agenda Brasil Mais Competitivo reúne setor produtivo para discutir competitividade e ambiente de negócios

Mais de 100 representantes do setor produtivo, entidades empresariais e sociedade participaram de uma reunião voltada à apresentação dos avanços da agenda federal para reduzir entraves à atividade econômica.

Durante o encontro, foi anunciada também a mudança de nome da iniciativa, que passará de Agenda para a Redução do Custo Brasil para Agenda Brasil Mais Competitivo. A alteração deverá ser oficializada em uma norma ainda a ser publicada.

A reunião marcou a primeira vez, desde a criação do Grupo de Trabalho (GT), que o encontro contou com participação aberta de representantes do setor produtivo, entidades e sociedade em geral.

A iniciativa foi organizada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) e pela Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Ministérios apresentam avanços em energia e logística

Durante a programação, representantes dos ministérios responsáveis pelas áreas de energia e transportes apresentaram resultados de políticas e iniciativas relacionadas ao ciclo 2023-2025.

As apresentações abordaram medidas consideradas relevantes para a melhoria do ambiente de negócios e para o aumento da competitividade da economia brasileira.

Entre os órgãos participantes estavam os Ministérios de Portos e Aeroportos, dos Transportes e de Minas e Energia.

Biometria, logística e mercado de gás entram na pauta

O Ministério de Portos e Aeroportos apresentou detalhes da Política Nacional Setorial de Identificação Biométrica.

Na sequência, o Ministério dos Transportes abordou o Plano Nacional de Logística 2050, que reúne diretrizes para o planejamento da infraestrutura e da movimentação de cargas e pessoas no país.

Representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), por sua vez, apresentaram iniciativas relacionadas ao mercado de gás natural e destacaram a importância do setor para a competitividade brasileira.

A programação também incluiu medidas voltadas ao mercado de energia elétrica, com destaque para ações destinadas a aperfeiçoar o sinal de preços.

Entre os temas discutidos estiveram a Consulta Pública MME nº 218/2026, a regulamentação do curtailment e as regras relacionadas ao Encargo de Reserva de Capacidade (Ercap), considerando o perfil de carga.

Setor produtivo aponta gargalos

Depois das apresentações dos ministérios, os participantes tiveram espaço para apresentar sugestões e apontar dificuldades enfrentadas no ambiente de negócios.

As manifestações reforçaram a necessidade de aumentar a agilidade na prestação de serviços públicos, especialmente em processos que podem gerar entraves e custos adicionais para empresas e setores produtivos.

A abertura do debate ampliou a interação entre governo, empresas e entidades representativas, permitindo que demandas do setor privado fossem incorporadas à discussão sobre as próximas medidas.

Nova agenda terá carteira de projetos prioritários

A Agenda Brasil Mais Competitivo foi apresentada como resultado do trabalho desenvolvido nos últimos anos para identificar e selecionar propostas capazes de enfrentar obstáculos concretos à atividade econômica.

O processo também envolveu a identificação de oportunidades de aperfeiçoamento regulatório, com foco na redução de entraves e na criação de condições mais favoráveis para a competitividade da economia brasileira.

A nova carteira de projetos foi construída a partir de uma consulta pública que recebeu mais de 270 contribuições.

A partir desse processo, foram selecionadas novas propostas prioritárias, que serão somadas aos projetos remanescentes do ciclo anterior.

Projetos entram em fase de planejamento

A nova agenda está atualmente na etapa de desenho e validação dos planos de ação de cada iniciativa que integra a carteira.

O trabalho está sendo realizado em conjunto com os ministérios responsáveis pelas diferentes áreas, que deverão detalhar as ações necessárias para a implementação dos projetos.

A expectativa é que as medidas da nova Agenda Brasil Mais Competitivo avancem ao longo do próximo ciclo, com foco em reduzir gargalos regulatórios, melhorar a prestação de serviços públicos e criar condições para elevar a competitividade das empresas brasileiras.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNI

Ler Mais
Informação

CNI defende novo modelo de financiamento para ampliar investimentos em infraestrutura no Brasil

O Brasil precisa mais que dobrar os investimentos em infraestrutura para reduzir o déficit histórico do setor e se aproximar dos níveis observados internacionalmente. A conclusão consta do estudo Financiamento dos Investimentos em Infraestrutura no Brasil, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O levantamento faz um diagnóstico das principais fontes de recursos utilizadas no país e mostra como elas evoluíram nos últimos anos. Diante desse cenário, a entidade defende a criação de um novo regime de financiamento capaz de sustentar investimentos de longo prazo e acelerar a modernização da infraestrutura brasileira.

Brasil precisa elevar investimentos para 4,65% do PIB

Em 2024, o país destinou R$ 266,8 bilhões à infraestrutura, equivalente a 2,27% do Produto Interno Bruto (PIB). Para eliminar o déficit acumulado no setor, o estudo estima que seria necessário elevar esse volume para 4,65% do PIB, ou aproximadamente R$ 550 bilhões por ano.

De acordo com a CNI, esse nível de investimento precisaria ser mantido por pelo menos duas décadas para que o Brasil consiga superar o chamado hiato histórico de infraestrutura.

A maior parcela dos recursos já vem do setor privado. Dos investimentos realizados em 2024, R$ 188,1 bilhões, ou 70,5% do total, tiveram origem em empresas e investidores privados.

Os investimentos públicos, por sua vez, somaram R$ 78,6 bilhões, com destaque para a participação de governos estaduais e municipais.

Diversificação das fontes é considerada essencial

O estudo ressalta que nenhuma fonte de recursos, isoladamente, teria capacidade de atender à necessidade de investimentos do país. Para alcançar o patamar considerado necessário, seria preciso combinar diferentes mecanismos de financiamento, aumentar a participação privada e melhorar as condições econômicas e institucionais para projetos de longo prazo.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, considera que um novo modelo de financiamento pode ajudar a ampliar os investimentos e, consequentemente, fortalecer a competitividade da indústria brasileira.

Entre as condições apontadas por Alban estão responsabilidade fiscal, instituições sólidas e segurança jurídica, além de um ambiente regulatório mais previsível.

Segundo o presidente da entidade, a modernização da infraestrutura exige continuidade e planejamento de longo prazo. Na avaliação apresentada, políticas permanentes de Estado seriam necessárias para gerar ganhos duradouros de produtividade e competitividade.

Alban também destacou a importância de reformas institucionais para aumentar a atração de investimentos estrangeiros. Entre as medidas citadas estão o aprimoramento do ambiente regulatório, o fortalecimento da segurança jurídica e a aproximação das práticas brasileiras dos padrões internacionais.

O que prevê o novo regime de financiamento

De acordo com a CNI, o modelo defendido pela entidade deveria se apoiar em diferentes pilares.

Entre eles estão:

  • Estabilidade macroeconômica e fiscal, para diminuir incertezas e reduzir o custo de capital;
  • fortalecimento do mercado de capitais, com maior participação de investidores institucionais e instrumentos de longo prazo;
  • expansão do crédito privado e do project finance;
  • estruturas capazes de distribuir riscos de maneira mais eficiente;
  • aumento da quantidade de projetos bem estruturados e preparados para concessões e parcerias;
  • reforço da segurança jurídica e da previsibilidade regulatória;
  • preservação da autonomia técnica das agências reguladoras.

Para a CNI, esses fatores precisam funcionar de maneira coordenada para permitir a mobilização de recursos na escala necessária.

BNDES e bancos públicos continuam relevantes

O estudo também destaca o papel do BNDES e de outras instituições públicas de desenvolvimento. A proposta não é retirar esses agentes do financiamento da infraestrutura, mas adaptar sua atuação a um modelo que permita ampliar a participação de recursos privados.

Nesse formato, os bancos públicos poderiam atuar na redução de riscos, na estruturação de projetos e na criação de condições para atrair capital privado de longo prazo.

A preparação de uma carteira maior de projetos também é apontada como necessária para melhorar o planejamento de concessões e parcerias, com participação de instituições como BNDES e Caixa.

Participação privada cresce no financiamento

O levantamento da CNI analisou dados de 2010 a 2024 e reuniu informações sobre diferentes fontes de financiamento da infraestrutura brasileira.

Entre elas estão o Orçamento Geral da União (OGU), o FI-FGTS, BNDES, bancos públicos e comerciais, instituições multilaterais, recursos próprios das empresas, Fundos de Investimentos em Participações (FIPs) e debêntures.

A análise contempla ainda os setores de transportes, energia, telecomunicações e saneamento básico, permitindo observar a composição dos recursos públicos e privados destinados a cada área.

Os números mostram uma mudança significativa na estrutura de financiamento. Em valores de 2024, a média anual das fontes privadas passou de R$ 88,6 bilhões entre 2010 e 2014 para R$ 184,5 bilhões em 2024.

No mesmo intervalo, os recursos públicos recuaram de R$ 208,5 bilhões para R$ 107 bilhões. Já as instituições multilaterais responderam por R$ 8,4 bilhões em 2024.

Fontes privadas já representam mais de 60%

Para Alex Carvalho, presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da CNI (Coinfra/CNI) e da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), os dados demonstram uma transformação na maneira como a infraestrutura brasileira é financiada.

Segundo ele, a participação das fontes privadas passou de 29,3% no período entre 2010 e 2014 para 61,5% em 2024.

O desafio, de acordo com Carvalho, é ampliar essa capacidade de mobilização e diversificar os instrumentos disponíveis para acompanhar a necessidade de investimentos do país.

Experiências internacionais mostram caminhos

O estudo também avaliou modelos adotados em países como Reino Unido, Chile, Austrália, México, Espanha, Índia e França.

Embora as estruturas de financiamento sejam diferentes entre essas economias, a análise identifica alguns elementos recorrentes nos países com maior capacidade de mobilizar recursos para infraestrutura.

Entre eles estão estabilidade econômica, instituições confiáveis, previsibilidade regulatória, mercado de capitais desenvolvido, instrumentos financeiros de longo prazo e capacidade técnica para estruturar projetos.

A experiência internacional analisada pela CNI também indica que os recursos públicos permanecem importantes. A diferença está na forma de utilização: eles podem ser empregados estrategicamente para reduzir riscos, viabilizar projetos e atrair investidores privados, em vez de simplesmente substituir o capital de mercado.

Para Alex Carvalho, essa lógica pode servir de referência para o Brasil. Na avaliação do presidente do Coinfra, o investimento público continuará necessário, mas deve ampliar sua capacidade de alavancar recursos privados e contribuir para elevar o volume total destinado à infraestrutura.

FONTE: Portal da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Iano Andrade / CNI

Ler Mais
Internacional

Rendimento do Tesouro americano sobe ao maior nível em quase 20 anos; veja os impactos no Brasil

O rendimento dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries, voltou a subir e alcançou 5,02% nesta terça-feira (15). A taxa dos papéis com vencimento em dez anos atingiu o maior patamar desde 2007.

A alta ocorre em meio à valorização do petróleo no mercado internacional e ao aumento das preocupações com a inflação. O receio dos investidores é que uma nova pressão sobre os preços de energia dificulte a redução dos juros nos Estados Unidos.

Petróleo em alta aumenta preocupação com a inflação

A cotação do petróleo ganhou força nesta semana após novos ataques na Arábia Saudita e no Estreito de Ormuz, ampliando as incertezas sobre o fornecimento global da commodity.

Um ataque com drones em território saudita chegou a interromper temporariamente as operações do oleoduto Leste-Oeste. A estrutura é estratégica porque permite à Arábia Saudita escoar parte de sua produção sem depender da passagem pelo Estreito de Ormuz.

A paralisação do oleoduto representa um risco para a oferta internacional de petróleo, podendo afetar até 4% do abastecimento global. O cenário se torna ainda mais delicado diante das restrições à navegação no Estreito de Ormuz, por onde circulava cerca de 20% do comércio mundial de petróleo antes do conflito entre Estados Unidos e Irã.

Outro ponto de atenção está no Iêmen. Os houthis, grupo que enfrenta o governo reconhecido internacionalmente e conta com apoio da Arábia Saudita, assumiram na semana passada o controle da costa iemenita do Mar Vermelho e do Estreito de Bab al-Mandeb.

As duas áreas são consideradas estratégicas para o transporte de petróleo. Ao mesmo tempo, o Irã mantém o bloqueio do Estreito de Ormuz.

Pressão sobre os juros dos Estados Unidos

A combinação entre conflitos geopolíticos e petróleo mais caro aumenta o risco de uma aceleração da inflação global. Com custos de energia maiores, bancos centrais podem ser obrigados a manter ou elevar as taxas de juros para tentar conter a alta dos preços.

Nos Estados Unidos, as projeções do mercado apontam que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed) deve promover na quarta-feira (16) a primeira elevação dos juros em três anos.

A expectativa está relacionada à persistência das pressões inflacionárias e à possibilidade de que o aumento dos custos de energia dificulte o controle dos preços na economia americana.

Como a alta dos Treasuries afeta o Brasil?

A elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano costuma aumentar a atratividade dos ativos dos Estados Unidos para investidores internacionais. Como os Treasuries são considerados investimentos de baixo risco, parte dos recursos aplicados em mercados emergentes pode migrar para os EUA quando as taxas americanas ficam mais elevadas.

Para o Brasil, esse movimento pode significar saída de capital estrangeiro, aumentando a pressão sobre a Bolsa e sobre o mercado de câmbio.

A maior procura por dólares também tende a fortalecer a moeda americana diante do real. O dólar mais alto, por sua vez, encarece produtos e insumos importados, ampliando a pressão sobre a inflação brasileira.

Entre os itens afetados estão combustíveis, produtos eletrônicos e diversos insumos utilizados pela indústria nacional, que possuem preços direta ou indiretamente ligados ao mercado internacional.

Juros podem permanecer elevados no Brasil

Com a inflação mais pressionada, o Banco Central pode encontrar menos espaço para reduzir a taxa básica de juros, já que cortes muito rápidos poderiam dificultar o controle dos preços.

A manutenção de juros elevados tende a encarecer o crédito para consumidores e empresas. Como consequência, o consumo das famílias pode perder força, enquanto os investimentos empresariais e a atividade econômica também podem ser afetados.

Assim, uma combinação de petróleo mais caro, juros americanos elevados e dólar valorizado pode criar um cenário de maior pressão sobre a economia brasileira, dificultando o processo de redução dos juros domésticos.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Brendan McDermid

Ler Mais
Comércio Exterior

Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 3,36 bilhões até a 2ª semana de setembro

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,36 bilhões até a segunda semana de setembro de 2026, resultado 193,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo avanço das exportações, que cresceram em ritmo mais acelerado que as importações.

Entre o início de setembro e a segunda semana do mês, o Brasil exportou US$ 14,25 bilhões, alta de 28,5% na comparação com setembro de 2025. As importações somaram US$ 10,89 bilhões, crescimento de 9,5%.

Com isso, a corrente de comércio, que reúne exportações e importações, alcançou US$ 25,14 bilhões, aumento de 19,5% na comparação anual.

Exportações avançam em setembro

O crescimento das exportações brasileiras foi observado nos três principais setores da economia. A Indústria Extrativa apresentou a maior expansão, com alta de 70,5% e vendas externas de US$ 4,19 bilhões. A Indústria de Transformação cresceu 17%, alcançando US$ 7,14 bilhões, enquanto a Agropecuária avançou 16,5%, com US$ 2,83 bilhões exportados.

Entre os produtos que contribuíram para o resultado positivo estão centeio, aveia e outros cereais não moídos, cujas vendas dispararam 39.529,5%, além de café não torrado, com alta de 35%, e soja, que cresceu 19,2%.

Na Indústria Extrativa, destacaram-se os minérios de cobre e seus concentrados, com aumento de 39,5%; outros minérios e concentrados de metais de base, com alta de 172,2%; e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, que avançaram 126,2%.

Já na Indústria de Transformação, os principais destaques foram os farelos de soja e outros alimentos para animais, com crescimento de 90,7%; celulose, com alta de 49,6%; e ouro não monetário, que registrou avanço de 80%.

Produtos que tiveram queda nas exportações

Apesar do crescimento geral das vendas externas, alguns produtos registraram retração. Na Agropecuária, as quedas mais relevantes ocorreram nas exportações de sementes oleaginosas, que recuaram 71%; especiarias, com redução de 21,9%; e milho não moído, cuja queda foi de 3,7%.

Na Indústria Extrativa, as exportações de minérios de níquel e seus concentrados caíram 100%, enquanto linhita e turfa recuaram 67,8% e minério de ferro e seus concentrados tiveram redução de 4,4%.

Entre os produtos da Indústria de Transformação, houve queda nas vendas externas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, de 23%; produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço, de 37,2%; e veículos automóveis de passageiros, de 29,1%.

Importações crescem 9,5%

As compras brasileiras no exterior também apresentaram crescimento na segunda semana de setembro. A Indústria de Transformação concentrou a maior parcela das importações, com US$ 10,17 bilhões e alta de 9,2%.

A Agropecuária registrou crescimento de 13,7%, somando US$ 200 milhões, enquanto a Indústria Extrativa avançou 13,5%, chegando a US$ 470 milhões.

Entre os produtos que tiveram maior aumento nas compras externas estão pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado, com alta de 41%; frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas, com crescimento de 29,1%; e soja, que avançou 50,9% na Agropecuária.

Na Indústria Extrativa, chamou atenção o crescimento das importações de minério de ferro e seus concentrados, que aumentaram 1.886.114,4%. Também houve alta de 78,6% nas compras de outros minérios e concentrados de metais de base e de 52,3% nas aquisições de óleos brutos de petróleo ou minerais betuminosos.

Na Indústria de Transformação, os destaques foram os óleos combustíveis de petróleo, com crescimento de 81,2%; válvulas, tubos, diodos e transistores, com alta de 92%; e veículos automóveis de passageiros, cujas importações cresceram 146%.

Quais produtos tiveram queda nas importações?

Alguns grupos de produtos apresentaram redução nas compras brasileiras. Na Agropecuária, as importações de cevada não moída caíram 36,4%, enquanto centeio, aveia e outros cereais não moídos recuaram 54,3%. As compras de trigo e centeio não moídos tiveram queda de 10,9%.

Na Indústria Extrativa, houve redução de 59,9% nas importações de gás natural, de 22,7% nos fertilizantes brutos e de 7,5% no carvão não aglomerado.

Na Indústria de Transformação, as principais retrações ocorreram nas compras de plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes, com queda de 98,2%; motores e máquinas não elétricos e suas partes, com redução de 76,3%; e adubos ou fertilizantes químicos, que recuaram 16,9%.

Acumulado do ano mostra saldo positivo

Considerando o período de janeiro até a segunda semana de setembro de 2026, as exportações brasileiras somaram US$ 265,10 bilhões, crescimento de 11,1% em relação ao mesmo período de 2025.

As importações alcançaram US$ 206,43 bilhões, alta de 5,4%.

O resultado é um superávit comercial acumulado de US$ 58,67 bilhões, crescimento de 36,9% sobre o registrado no período correspondente do ano anterior.

No mesmo intervalo, a corrente de comércio chegou a US$ 471,53 bilhões, avanço de 8,5%.

Os números mostram um cenário de expansão do comércio exterior brasileiro em 2026, com as exportações crescendo em ritmo superior ao das importações e contribuindo para a ampliação do saldo positivo da balança comercial.

Fonte: MDIC

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

Ler Mais
Economia

Dólar cai 0,92% e Ibovespa dispara 3,20% em forte alta dos ativos brasileiros

O dólar comercial recuava 0,92% frente ao real nesta quarta-feira (2), cotado a R$ 5,10 às 12h27. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da B3, avançava 3,20%, aos 185.637 pontos.

O desempenho reforça o movimento positivo dos ativos brasileiros, em uma sessão marcada pelo maior apetite dos investidores por ações e pela atenção aos fatores externos e às perspectivas para a economia nacional.

Ibovespa amplia sequência de ganhos

A Bolsa brasileira acelerou a alta ao longo do pregão, depois de registrar valorização de 1,27% na terça-feira (1º), quando encerrou aos 179.676 pontos.

Com o resultado anterior, o Ibovespa chegou à décima sessão consecutiva de alta, em um movimento associado, entre outros fatores, à entrada de capital estrangeiro no mercado brasileiro e às expectativas relacionadas ao cenário eleitoral de 2026.

A forte valorização desta quarta-feira mantém o índice em trajetória positiva e aumenta a percepção de demanda por ativos domésticos.

Petróleo favorece ações da Petrobras

A alta do preço do petróleo também contribui para o desempenho das ações de empresas produtoras da commodity, entre elas a Petrobras.

O petróleo Brent permanece em níveis elevados em meio às tensões geopolíticas internacionais, cenário que tende a favorecer as companhias do setor. Ao mesmo tempo, a valorização da commodity aumenta a preocupação dos mercados com possíveis impactos sobre a inflação global.

Produção industrial perde ritmo

No ambiente doméstico, os investidores também analisam os indicadores de atividade econômica.

A produção industrial brasileira cresceu 0,2% em julho na comparação com junho. Na relação com julho de 2025, entretanto, houve retração de 0,5%.

O resultado aponta para uma perda de ritmo da indústria no começo do segundo semestre e entra no radar dos investidores na avaliação das perspectivas para a economia brasileira.

Dólar mantém trajetória de queda

O dólar frente ao real também acompanha o ambiente mais favorável aos ativos brasileiros.

Na sessão anterior, a moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,15, com queda de 0,47%. Nesta quarta-feira, a divisa mantém a trajetória de baixa e era negociada a R$ 5,10 no início da tarde.

A combinação de dólar em queda e Bolsa em alta sinaliza maior procura por ativos brasileiros durante o pregão.

O movimento ocorre mesmo diante de um cenário externo mais desafiador, marcado pela valorização do petróleo e pelas preocupações dos investidores com inflação e possíveis efeitos sobre as taxas de juros.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

Ler Mais
Comércio Exterior

Plano Brasil Soberano libera R$ 13,5 bilhões em crédito para empresas afetadas por tarifas e conflitos

O governo federal regulamentou a distribuição dos R$ 13,5 bilhões em linhas de crédito previstos pelo Plano Brasil Soberano para apoiar empresas impactadas pelo aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e pelos efeitos de conflitos e da instabilidade no cenário internacional.

As regras foram publicadas nesta segunda-feira (24) no Diário Oficial da União (DOU) pelo Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano. O pacote havia sido anunciado em julho, mas dependia da regulamentação para começar a ser executado.

Como serão distribuídos os R$ 13,5 bilhões

A maior parcela, de R$ 5 bilhões, será destinada a exportadores e fornecedores afetados pelo chamado tarifaço dos Estados Unidos, que elevou as barreiras comerciais para produtos brasileiros.

Outros R$ 3,5 bilhões serão direcionados a empresas que mantêm operações de exportação com países do Golfo Pérsico, região que enfrenta impactos econômicos relacionados ao conflito no Oriente Médio.

Os R$ 5 bilhões restantes serão destinados a setores considerados estratégicos pelo governo:

  • R$ 2 bilhões para empresas produtoras de adubos, fertilizantes e insumos intermediários;
  • R$ 2 bilhões para atividades industriais e tecnológicas ligadas à cadeia de minerais críticos e estratégicos;
  • R$ 1 bilhão para empresas de setores industriais considerados relevantes para o comércio exterior brasileiro.

No segmento de minerais, os financiamentos poderão contemplar atividades de lavra, desde que estejam vinculadas a etapas posteriores, como beneficiamento, refino ou transformação da matéria-prima.

Quem poderá acessar as linhas de crédito

O programa não ficará limitado às empresas que exportam diretamente. Fornecedores das cadeias produtivas afetadas também poderão receber financiamento, desde que atendam aos critérios estabelecidos.

Entre os possíveis beneficiários estão:

  • empresas, cooperativas e associações exportadoras de bens industriais e seus fornecedores;
  • produtores e exportadores de agricultura, pecuária, florestas plantadas, pesca e aquicultura;
  • empresas exportadoras de recursos minerais e seus fornecedores;
  • companhias de setores industriais estratégicos para o comércio exterior.

Com isso, o Plano Brasil Soberano amplia sua atuação para além dos efeitos imediatos das tarifas norte-americanas, buscando preservar cadeias produtivas consideradas importantes para a economia brasileira.

Recursos poderão financiar investimentos e capital de giro

As empresas poderão utilizar o crédito tanto para necessidades imediatas quanto para projetos de médio e longo prazo.

Entre as possibilidades estão capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos e adequações na estrutura produtiva. O financiamento também poderá apoiar a expansão da capacidade de produção e iniciativas destinadas ao fortalecimento das cadeias de fornecedores.

O programa contempla ainda projetos de inovação tecnológica e medidas para adaptar produtos, serviços e processos às mudanças nas condições do mercado internacional.

Novas modalidades de uso dos recursos poderão ser estabelecidas posteriormente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e pelo Ministério da Fazenda.

Crédito busca reduzir impactos do tarifaço

A reserva de R$ 5 bilhões para exportadores foi estabelecida em resposta ao aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre mercadorias brasileiras.

De acordo com o governo, as novas sobretaxas aumentaram os custos para acessar o mercado norte-americano e ampliaram a pressão financeira sobre empresas brasileiras dependentes das exportações.

Nesse cenário, o crédito pretende oferecer fôlego financeiro aos exportadores e às empresas que integram suas cadeias de fornecimento. Parte dos recursos também será destinada a companhias que negociam com países do Golfo Pérsico, considerando os possíveis reflexos econômicos da instabilidade no Oriente Médio.

BNDES acompanhará operações

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será responsável pelo acompanhamento das operações de crédito.

Mensalmente, o banco deverá encaminhar ao Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano informações sobre os financiamentos aprovados e contratados, além dos valores efetivamente liberados.

A divisão dos R$ 13,5 bilhões não é necessariamente definitiva. A regulamentação permite que o Conselho Interministerial altere a alocação dos recursos conforme a execução do programa e as prioridades estabelecidas pela política pública.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Jorge Silva

Ler Mais
Comércio Exterior

Balança comercial brasileira tem superávit de US$ 2,115 bilhões na terceira semana de agosto

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,115 bilhões na terceira semana de agosto, segundo dados divulgados na segunda-feira (24) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No período, as exportações somaram US$ 8,100 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 5,985 bilhões.

Considerando as três primeiras semanas do mês, o comércio exterior brasileiro apresenta superávit acumulado de US$ 5,109 bilhões. O resultado é formado por US$ 24,143 bilhões em exportações e US$ 19,034 bilhões em importações.

Na comparação com o mesmo período de agosto de 2025, as exportações avançaram 14,3%.

Entre os setores exportadores, a Indústria Extrativa apresentou o maior crescimento, com alta de 34,2% e movimentação de US$ 6,875 bilhões. A Agropecuária cresceu 9,8%, alcançando US$ 5,200 bilhões, enquanto a Indústria de Transformação avançou 6,6%, para US$ 11,869 bilhões.

Importações também crescem em agosto

As importações registraram aumento de 13,0% na comparação com o mesmo período de 2025.

A Agropecuária teve alta de 3,9%, totalizando US$ 325 milhões. Já a Indústria de Transformação apresentou crescimento de 16,7%, com US$ 17,725 bilhões.

Na contramão, as compras externas da Indústria Extrativa recuaram 29,7%, para US$ 879 milhões.

Superávit comercial chega a US$ 54,148 bilhões no ano

De janeiro até a terceira semana de agosto, o Brasil acumula superávit comercial de US$ 54,148 bilhões. O resultado representa crescimento de 30,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando o saldo positivo era de US$ 43,158 bilhões.

Para todo o ano de 2026, o MDIC projeta um superávit de US$ 90 bilhões, valor 32,3% superior ao registrado em 2025.

A estimativa considera exportações de US$ 394,4 bilhões e importações de US$ 304,4 bilhões ao longo do ano.

Fonte: Estadão Conteúdo, com dados da Secretaria de Comércio Exterior (MDIC).

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

Ler Mais
Economia

Mercado reduz projeção para crescimento da economia brasileira em 2026

Analistas do mercado financeiro reduziram de 1,98% para 1,95% a projeção de crescimento do PIB em 2026, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (24).

A revisão foi a única mudança entre as principais estimativas para o próximo ano. Para 2028, porém, a expectativa ficou mais positiva: a projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 1,89% para 1,98%.

Para 2027, os analistas mantiveram a previsão de crescimento de 1,5%.

Expectativa para a economia em 2026

O PIB representa a soma dos bens e serviços produzidos no país e é um dos principais indicadores para medir o desempenho da atividade econômica.

A redução da estimativa para 2026 aponta para uma expectativa de crescimento ligeiramente mais fraco da economia brasileira no próximo ano. Já a revisão para cima em 2028 indica uma perspectiva de recuperação do ritmo de expansão no médio prazo.

Mercado mantém projeção de inflação para 2026

A expectativa para o IPCA, índice oficial de inflação, permaneceu em 5,02% para 2026.

Para 2027, entretanto, a previsão subiu marginalmente, de 4,24% para 4,25%. A estimativa para 2028 continuou em 3,8%.

Em julho, a inflação oficial desacelerou pelo quarto mês consecutivo e registrou alta de 0,07%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com esse resultado, o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,44%, retornando para dentro do intervalo da meta de inflação, estabelecida em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Selic deve terminar 2026 em 13,75%

As projeções para a taxa Selic permaneceram inalteradas. O mercado espera que os juros básicos terminem 2026 em 13,75% ao ano.

Para 2027, a previsão continua em 12%, enquanto a estimativa para 2028 permanece em 10,5% ao ano.

Definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a Selic é o principal instrumento utilizado para controlar a inflação. Juros mais altos tendem a reduzir o consumo e os investimentos, ajudando a conter a pressão sobre os preços, mas também podem desacelerar a atividade econômica e encarecer o crédito.

Dólar deve ficar em R$ 5,20 no fim de 2026

A previsão para o dólar em 2026 permaneceu em R$ 5,20.

Para 2027, a estimativa avançou de R$ 5,29 para R$ 5,30. Em 2028, o mercado manteve a projeção de R$ 5,30.

O Boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central e reúne as expectativas de instituições financeiras para indicadores como inflação, PIB, juros e câmbio.

Resumo do Boletim Focus

2026

  • IPCA: 5,02%
  • PIB: caiu de 1,98% para 1,95%
  • Câmbio: R$ 5,20
  • Selic: 13,75%

2027

  • IPCA: subiu de 4,24% para 4,25%
  • PIB: 1,50%
  • Câmbio: subiu de R$ 5,29 para R$ 5,30
  • Selic: 12,00%

2028

  • IPCA: 3,80%
  • PIB: subiu de 1,89% para 1,98%
  • Câmbio: R$ 5,30
  • Selic: 10,50%

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

Ler Mais
Economia

Reserva de ouro do Brasil cresce 33% e chega a 172,4 toneladas

Depois de quatro anos sem realizar novas compras, o Brasil voltou a ampliar sua reserva de ouro em 2025. Em apenas três meses, o Banco Central adquiriu cerca de 43 toneladas do metal, elevando o estoque mantido como parte das reservas internacionais do país.

Entre setembro e novembro daquele ano, a quantidade de ouro passou de aproximadamente 129,6 toneladas para 172,4 toneladas. O aumento foi de cerca de 33%.

Dados mais recentes do World Gold Council indicam que o volume permaneceu praticamente estável pelo menos até março de 2026.

Banco Central retoma compras de ouro

A movimentação interrompeu um período de quatro anos sem novas aquisições. A última expansão relevante da reserva de ouro brasileira havia ocorrido em 2021.

Em setembro de 2025, o Banco Central comprou aproximadamente 15 toneladas. A operação ocorreu em um cenário de valorização do metal e de maior interesse dos bancos centrais por ouro como ativo de reserva.

As compras continuaram nos dois meses seguintes. Segundo o World Gold Council, cerca de 11 toneladas foram adicionadas somente em novembro, completando uma sequência de três meses consecutivos de aquisições.

Com isso, o estoque brasileiro se aproximou das atuais 172 toneladas.

Valor das reservas de ouro quase dobrou

A expansão não ocorreu apenas em quantidade. A valorização do próprio metal também aumentou significativamente o valor financeiro das reservas.

Dados compilados pelo Poder360 apontam que o valor do ouro nas reservas internacionais do Brasil subiu de US$ 11,7 bilhões em janeiro para US$ 23,3 bilhões em novembro de 2025. O crescimento ficou próximo de 100%.

Por que o Brasil mantém ouro nas reservas?

As reservas internacionais funcionam como uma proteção financeira para o país. O patrimônio pode ser utilizado para enfrentar choques externos, períodos de instabilidade cambial e eventuais interrupções nos fluxos internacionais de capital.

A gestão é feita pelo Banco Central, que estabelece como prioridades a segurança, a liquidez e, posteriormente, a rentabilidade dos ativos.

Além do ouro, a carteira brasileira é composta por investimentos e depósitos denominados em diferentes moedas, incluindo dólar, euro, libra esterlina, iene e renminbi.

Em seu relatório de gestão divulgado em março de 2026, o Banco Central afirmou que aumentou a diversificação das reservas durante 2025 diante do cenário de maior incerteza econômica e geopolítica.

Nesse processo, a autoridade ampliou posições em ouro, euro e renminbi e passou a incluir também o won sul-coreano na composição da carteira.

Dólar continua sendo o principal ativo

Apesar do aumento da participação do ouro, o metal ainda representa uma parcela relativamente pequena das reservas brasileiras.

No encerramento de 2025, o ouro correspondia a 7,19% das reservas internacionais, conforme dados do relatório do Banco Central.

O dólar seguia como principal componente da carteira, com participação de 72%. Depois apareciam ouro, euro, renminbi, libra esterlina, iene, dólar canadense e dólar australiano, além de uma pequena exposição ao won sul-coreano.

Brasil mantém estoque acima de 172 toneladas

O levantamento mais recente do World Gold Council, atualizado em agosto de 2026 com dados oficiais disponíveis até março, registra o Brasil com aproximadamente 172,4 toneladas de ouro.

A base de dados reúne informações fornecidas pelo FMI, bancos centrais e outras instituições oficiais.

O número mostra que o aumento registrado entre setembro e novembro de 2025 não foi desfeito nos meses seguintes. Após permanecer por cerca de quatro anos em torno de 130 toneladas, a reserva de ouro do Brasil entrou em 2026 em um nível aproximadamente um terço superior ao anterior.

FONTE: Correio 24h
TEXTO: Redação
IMAGEM: Zlaťáky.cz / Pexels

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook