Agronegócio

Crise entre EUA e Irã pressiona agronegócio brasileiro e expõe riscos geopolíticos

Agronegócio ganha peso na geopolítica do Brasil
O agronegócio brasileiro tem assumido papel central na projeção internacional do país e, ao mesmo tempo, ampliado sua exposição a tensões globais. A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã surge como um fator de risco relevante, com potencial para afetar diretamente a agropecuária nacional, seja por meio de novas tarifas norte-americanas, impactos nas exportações ao Irã ou aumento no custo de insumos agrícolas.

Em 2025, o Brasil exportou US$ 2,9 bilhões ao Irã. Desse total, mais de 90% tiveram origem no setor agropecuário. Além disso, cerca de 17% da ureia importada pelo país veio do mercado iraniano, evidenciando a dependência de insumos estratégicos.

Conflito no Oriente Médio e impacto na cadeia produtiva
A instabilidade no Oriente Médio pode gerar efeitos em cascata sobre o agro brasileiro. Entre os principais riscos estão a interrupção da cadeia de suprimentos, a alta no preço do petróleo, o encarecimento dos fretes internacionais e o aumento do custo de fertilizantes e outros insumos essenciais à produção agrícola.

Milho e soja lideram exportações ao Irã
Os embarques de milho e soja representam cerca de 87% das exportações brasileiras destinadas ao Irã. O país é o segundo maior comprador de milho do Brasil, atrás apenas da China, respondendo por aproximadamente 20% dessas vendas externas.

Além dos grãos, o agro brasileiro também exporta ao mercado iraniano açúcar, carne bovina e outros produtos. O volume vendido ao Irã supera, inclusive, as exportações destinadas a países como Rússia, África do Sul e Suíça. Recentemente, no entanto, as exportações de milho chegaram a ser temporariamente suspensas devido a dificuldades de comunicação e obtenção de cartas de crédito.

Declaração de Trump eleva incerteza comercial
O principal fator de preocupação foi a declaração do presidente Donald Trump, ao afirmar que “qualquer país que fizer negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todos os negócios que realizar com os EUA”. Até o momento, os detalhes da ordem executiva não foram oficialmente apresentados, o que amplia a insegurança jurídica.

Os Estados Unidos são destino de mais de 10% das exportações brasileiras, além de figurarem como importante fornecedor de bens de capital. Já o Irã responde por apenas 0,8% das vendas externas do Brasil. Diante desse cenário, analistas avaliam que uma suspensão temporária das relações comerciais com o Irã poderia ser o caminho mais prudente até a resolução da crise.

Perfil internacional e limites da política externa
Como um dos maiores exportadores de produtos agrícolas do mundo, o Brasil tende a se beneficiar de um posicionamento internacional mais neutro e pragmático, mantendo diálogo com diferentes parceiros sem se envolver em disputas geopolíticas de alta complexidade.

Especialistas apontam que propostas como a substituição do dólar no comércio internacional ou discursos de protagonismo global sem respaldo econômico e militar ampliam riscos desnecessários. Episódios recentes, como a COP 30 em Belém, evidenciaram os limites da influência internacional brasileira, com baixa presença de líderes globais.

Relações sensíveis e riscos futuros
O interesse nacional, segundo analistas, exige equilíbrio diplomático e atenção redobrada nas relações com países sujeitos a sanções internacionais, como Irã e Rússia. A China, por sua vez, também começa a entrar nesse radar de risco.

O Congresso dos Estados Unidos aprovou recentemente a abertura de uma investigação sobre o agronegócio brasileiro e a China, prevista na Seção 6705 da Lei de Inteligência de 2026, reforçando a complexidade do cenário externo enfrentado pelo setor.

FONTE: Artigo de Evaristo Miranda
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Internet

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Comércio Internacional

Acordo UE-Mercosul será assinado neste sábado e avança para fase de ratificação

Após mais de duas décadas de negociações, União Europeia e Mercosul dão neste sábado (17) um passo decisivo rumo à consolidação de um dos maiores acordos comerciais globais. A assinatura do acordo UE-Mercosul ocorre em Assunção, no Paraguai, e marca a criação de uma ampla zona de livre comércio, com potencial para integrar mercados, reduzir tarifas e estimular investimentos entre os dois blocos.

O tratado conecta a América do Sul à zona do euro, reunindo cerca de 720 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 22 trilhões.

Assinatura ocorre sem presença de um dos líderes sul-americanos

A cerimônia contará com a presença da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, do presidente do Conselho Europeu, António Costa, além dos chefes de Estado da Argentina, Uruguai, Bolívia e Paraguai. Luiz Inácio Lula da Silva não participará do evento, embora tenha se reunido com Ursula von der Leyen na véspera, no Rio de Janeiro, quando destacou a longa duração das negociações.

Aprovação política abre caminho para a assinatura

Antes da assinatura, o acordo passou por uma etapa crucial dentro da União Europeia. Após aval provisório do Comitê de Representantes Permanentes (Coreper), os países-membros formalizaram seus votos por escrito dentro do prazo estabelecido por Bruxelas.

Nesta sexta-feira, o Chipre, que ocupa a presidência rotativa do bloco, confirmou que o texto foi aprovado por ampla maioria, liberando a Comissão Europeia para avançar com a assinatura oficial.

Tratado ainda não entra em vigor automaticamente

Apesar da assinatura, o acordo UE-Mercosul ainda não passa a valer de forma imediata. O texto seguirá agora para os processos de ratificação interna nos países envolvidos.

No caso europeu, o tratado será analisado pelo Parlamento Europeu e, dependendo do enquadramento jurídico, poderá exigir aprovação adicional dos parlamentos nacionais. Já no Mercosul, o acordo precisará do aval dos Congressos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

🔎 O tratado estabelece obrigações legais, como redução de tarifas, ajustes nas regras comerciais e compromissos regulatórios nos países do Mercosul.

Há ainda a possibilidade de aplicação provisória de partes do acordo, especialmente aquelas ligadas à diminuição de taxas, permitindo que alguns efeitos econômicos sejam antecipados antes da ratificação completa.

Pontos centrais e divergências dentro da União Europeia

Negociado há mais de 25 anos, o acordo prevê a redução gradual de tarifas, normas comuns para o comércio de produtos industriais e agrícolas, além de regras para investimentos e padrões ambientais.

Dentro da União Europeia, o tratado divide opiniões. Países como Alemanha e Espanha defendem o acordo por enxergarem oportunidades de ampliar exportações, reduzir a dependência da China e garantir acesso a minerais estratégicos.

Por outro lado, a França, com apoio de nações como Polônia, Irlanda e Áustria, expressa resistência, especialmente por preocupações com o impacto sobre o setor agrícola europeu. Agricultores e ambientalistas também apontam riscos relacionados à concorrência e à preservação ambiental.

Para tentar equilibrar os interesses, o texto final inclui salvaguardas agrícolas e exigências ambientais mais rigorosas. No Mercosul, o Brasil desempenha papel central e precisará demonstrar avanços em sustentabilidade e controle ambiental para facilitar a ratificação e ampliar o acesso ao mercado europeu.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
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Comércio Internacional

Companhias de navegação avaliam retorno ao Canal de Suez após período de instabilidade

As principais companhias de navegação globais estão redefinindo suas estratégias para retomar o tráfego pelo Canal de Suez, após mais de dois anos de restrições provocadas por riscos à segurança marítima no Mar Vermelho. O movimento ocorre em meio a sinais de maior estabilidade na região, embora o cenário ainda exija cautela por parte do setor.

Desvios elevaram custos e tempo de viagem

Desde novembro de 2023, armadores passaram a evitar o Canal de Suez e a região do Mar Vermelho, optando por rotas alternativas ao redor da África. A decisão foi motivada por ataques a navios comerciais, atribuídos às forças houthis do Iêmen, em episódios associados, segundo relatos internacionais, ao conflito na Faixa de Gaza.

Esses desvios aumentaram significativamente os custos operacionais e o tempo de trânsito das cargas, impactando cadeias logísticas globais e pressionando fretes marítimos.

Cessar-fogo reabre debate sobre a rota de Suez

Um acordo de cessar-fogo firmado em outubro de 2025 levou algumas empresas a reavaliar o retorno ao corredor egípcio. Apesar disso, as companhias reforçam que qualquer retomada dependerá de análises contínuas sobre as condições de segurança.

A seguir, os principais posicionamentos anunciados até o momento por grandes armadores.

Maersk inicia retorno gradual

A Maersk, maior companhia de transporte marítimo de contêineres do mundo, informou que retomará ainda em janeiro a navegação pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez em um de seus serviços. A decisão ocorre após dois navios testarem a rota em dezembro e no início de janeiro.

O primeiro serviço a voltar será a linha semanal que liga Oriente Médio e Índia à costa leste dos Estados Unidos, com partida prevista para 26 de janeiro a partir do porto de Salalah, em Omã. Segundo a empresa, o retorno será feito de forma gradual.

CMA CGM amplia uso da rota

A CMA CGM, terceira maior armadora global, já vinha realizando travessias pontuais pelo Canal de Suez quando as condições permitiam. Agora, a companhia planeja utilizar a rota de forma mais regular no serviço INDAMEX, que conecta Índia e Estados Unidos, a partir de janeiro, conforme cronograma divulgado oficialmente.

Em dezembro, dois navios da empresa cruzaram o Canal de Suez, de acordo com informações da autoridade responsável pela via.

Hapag-Lloyd mantém postura cautelosa

A alemã Hapag-Lloyd informou que, por enquanto, não pretende alterar suas operações no Mar Vermelho. Um porta-voz da empresa destacou que a decisão da Maersk não muda a avaliação atual do grupo.

Em declarações anteriores, o presidente-executivo da companhia afirmou que o retorno da indústria marítima ao Canal de Suez tende a ocorrer de forma gradual, com um período de transição estimado entre 60 e 90 dias, a fim de evitar gargalos logísticos e congestionamentos portuários.

Wallenius Wilhelmsen segue em avaliação

Especializada no transporte marítimo de veículos, a norueguesa Wallenius Wilhelmsen segue monitorando o cenário e informou que não retomará a navegação pela região até que critérios específicos de segurança sejam atendidos. A empresa reforça que a decisão será tomada com base na evolução do ambiente geopolítico.

O retorno ao Canal de Suez, embora em análise, ainda depende de garantias de segurança consistentes, o que indica que a normalização do tráfego deve ocorrer de forma progressiva e desigual entre os armadores.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Internacional

Acordo UE-Mercosul: o que muda para o Brasil e a indústria, segundo Roberto Azevêdo

Após 26 anos de negociações, a União Europeia e o Mercosul finalmente chegaram a um consenso para a criação do maior acordo comercial do mundo. A avaliação é do diplomata brasileiro Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), que vê no tratado um potencial de transformação estrutural para as economias envolvidas — especialmente para o Brasil.

Embora o acordo inclua salvaguardas agrícolas que podem gerar ruídos no futuro, Azevêdo afirma que os ganhos com a abertura do mercado europeu, sobretudo para produtos de maior valor agregado, tendem a superar os riscos.

Um acordo estratégico em tempos de protecionismo

Para Azevêdo, o momento da aprovação do acordo UE-Mercosul é particularmente favorável diante do avanço de políticas protecionistas, especialmente nos Estados Unidos, e do enfraquecimento do multilateralismo comercial.

Segundo o diplomata, o tratado ajuda a reduzir parte das incertezas do comércio global ao criar um ambiente mais previsível para empresas e investidores. “Estamos falando de um acordo com enorme impacto econômico para os dois blocos”, avalia.

Dimensão econômica e alcance do tratado

O acordo estabelece uma área de livre-comércio que reúne mais de 700 milhões de pessoas e um PIB combinado de US$ 22 trilhões. Atualmente, o comércio entre os blocos gira em torno de € 111 bilhões por ano, número que tende a crescer com a redução tarifária.

Para o Mercosul, o tratado abre acesso a cerca de 450 milhões de consumidores europeus, enquanto a UE amplia sua presença em um mercado de 280 milhões de pessoas na América do Sul, onde já atuam aproximadamente 30 mil empresas europeias.

Tarifas, setores e compromissos comerciais

Mais de 90% do comércio bilateral terá tarifas eliminadas gradualmente. Para a União Europeia, isso representa a retirada de cerca de € 4 bilhões em impostos, com expectativa de crescimento de € 84 bilhões nas exportações e geração de até 756 mil empregos.

As exportações europeias são lideradas por maquinário, produtos químicos, farmacêuticos e automóveis, enquanto o Mercosul se destaca em produtos agrícolas, minerais, celulose e papel. Países do bloco sul-americano mantêm tarifas elevadas, como 35% sobre autopeças e 28% sobre lácteos, que serão progressivamente reduzidas.

Salvaguardas agrícolas e limites às commodities

Para viabilizar a aprovação interna, a Comissão Europeia adotou mecanismos de proteção ao setor agrícola, como cotas limitadas, controles mais rígidos e a possibilidade de reintrodução temporária de tarifas.

Azevêdo alerta que a abertura europeia para commodities é limitada e não permitirá um crescimento expressivo das exportações agrícolas do Mercosul. Ainda assim, ele defende uma visão mais ampla do acordo, que vai além do agronegócio.

Indústria brasileira e valor agregado

Na avaliação do ex-presidente da OMC, o maior potencial está na ampliação do acesso a um mercado que demanda produtos industrializados e de maior valor agregado. A União Europeia, com PIB per capita superior ao da China, tende a importar bens mais processados, o que pode favorecer a indústria brasileira.

O acordo também deve estimular investimentos europeus, transferência de tecnologia e maior integração produtiva entre os blocos.

Adaptação gradual e integração de cadeias produtivas

Azevêdo destaca que o tratado prevê um período de transição (phase-in) para setores mais sensíveis da economia brasileira, permitindo adaptação gradual à concorrência externa.

Com a integração das cadeias globais de valor, surgem oportunidades em nichos onde um bloco é mais competitivo que o outro. Para o diplomata, essa dinâmica pode ampliar a presença internacional da indústria brasileira, que historicamente priorizou o mercado interno.

Previsibilidade e segurança jurídica para investidores

Outro ponto ressaltado é o mecanismo de solução de controvérsias previsto no acordo, que garante maior segurança jurídica. Caso uma das partes descumpra as regras, será possível recorrer à arbitragem internacional.

Segundo Azevêdo, esse fator é decisivo para atrair investimentos em um cenário global marcado por instabilidade geopolítica e disputas comerciais.

Próximos passos para o Mercosul

Com o enfraquecimento do sistema multilateral, o ex-diretor da OMC avalia que o Mercosul deve buscar novos acordos regionais e bilaterais, especialmente com mercados avançados e custos de produção compatíveis.

Para ele, o acordo com a União Europeia pode servir de referência para uma estratégia mais ativa de inserção internacional do bloco sul-americano.

FONTE: NeoFeed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NeoFeed

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Transporte

Fretes marítimos de contêineres sobem 16%, mas alta pode ser temporária

As tarifas do transporte marítimo de contêineres registraram forte avanço nesta semana, com aumento de 16% no Drewry World Container Index, que chegou a US$ 2.557 por contêiner de 40 pés. A elevação foi puxada principalmente pelas rotas Transpacífico e Ásia–Europa, onde os reajustes foram mais intensos.

Alta é liderada por rotas entre China, EUA e Europa

Os maiores aumentos foram observados nos trajetos entre China e América do Norte. O frete spot de Xangai para Los Angeles subiu 26%, alcançando US$ 3.132 por contêiner, enquanto a rota Xangai–Nova York avançou 20%, para US$ 3.957.

Nas ligações entre Ásia e Europa, os preços também apresentaram elevação. O frete de Xangai para Gênova cresceu 13%, chegando a US$ 3.885, e o de Xangai para Roterdã aumentou 10%, para US$ 2.840.

Armadores elevam preços apesar da demanda fraca

Segundo analistas da Drewry, o movimento pode ter fôlego curto. A avaliação é de que os reajustes refletem aumentos oportunistas dos armadores, mesmo diante de uma demanda global de cargas ainda enfraquecida.

A alta coincidiu com a implementação de novas tarifas FAK (Freight All Kinds) e com a ampliação da capacidade ofertada. Os serviços entre Ásia e América do Norte cresceram entre 7% e 10% na comparação mensal, enquanto as rotas Ásia–Norte da Europa e Mediterrâneo tiveram expansão de 5% a 7% em janeiro. Ainda assim, agentes de carga relatam volumes fracos nas exportações asiáticas para os Estados Unidos, o que levanta dúvidas sobre a sustentabilidade dos preços.

Importações dos EUA mostram desaceleração em 2025

A volatilidade dos fretes ocorre em meio a mudanças no padrão do comércio exterior dos Estados Unidos. De acordo com o Relatório Global de Transporte Marítimo da Descartes, as importações americanas totalizaram 2,23 milhões de TEUs em dezembro, alta de 2% em relação a novembro. No acumulado de 2025, porém, o volume ficou 0,4% abaixo de 2024, somando 28,1 milhões de TEUs.

Participação da China cai e Sudeste Asiático ganha espaço

A China continuou perdendo participação nas importações dos EUA. Em dezembro, os embarques chineses caíram 21,8% na comparação anual, respondendo por apenas 31,7% do total — o menor nível para um mês de dezembro em seis anos.

Em contrapartida, o Sudeste Asiático ampliou presença, com destaque para Vietnã (+21,5%), Tailândia (+28,3%) e Indonésia (+19,6%).

Incertezas seguem pressionando o mercado em 2026

Para Jackson Wood, diretor de estratégia do setor na Descartes, 2025 foi marcado por volatilidade, incertezas e demanda mais moderada em comparação a 2024. Segundo ele, as cadeias globais de suprimentos seguem pressionadas por indefinições tarifárias, mudanças no sourcing e riscos geopolíticos elevados.

Com o início de 2026, o mercado de contêineres permanece frágil. A expectativa é que medidas comerciais entre EUA e China, decisões sobre tarifas e a instabilidade no Mar Vermelho dificultem a manutenção dos recentes aumentos de frete caso a demanda não se recupere.

FONTE: gCaptain
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Mike Blake

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Comércio

Acordo Mercosul-União Europeia cria zona de livre comércio com mais de 700 milhões de pessoas

A União Europeia aprovou um amplo acordo de livre comércio com o Mercosul, abrindo caminho para a formação de uma das maiores zonas comerciais do mundo, que conecta mercados de Europa e América do Sul com mais de 700 milhões de consumidores. O pacto envolve Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai e encerra negociações que se arrastavam há cerca de 25 anos.

UE aposta em cooperação enquanto EUA endurecem postura externa

A decisão europeia ocorre em contraste com a postura mais confrontacional adotada recentemente pelos Estados Unidos. Enquanto o bloco europeu revisava regras e construía consensos internos para viabilizar o acordo, o governo americano intensificava ações militares e ameaças diplomáticas na América Latina, incluindo medidas contra a Venezuela, Colômbia, Cuba e até a Groenlândia.

Analistas avaliam que o ambiente de guerra comercial e a política externa mais agressiva de Washington acabaram estimulando outros países a acelerar acordos comerciais sem a participação dos EUA.

Isolamento americano impulsiona novos pactos globais

Segundo o professor de comércio internacional de Harvard, Robert Z. Lawrence, as políticas adotadas por Donald Trump contribuem para a formação de um cenário global menos dependente dos Estados Unidos. Na avaliação do especialista, essa tendência vai além do comércio e se reflete também em fóruns multilaterais, como encontros do G20, cúpulas de saúde e debates climáticos, realizados sem a presença americana.

Resistências internas marcam debate na Europa

O acordo entre a União Europeia e o Mercosul enfrentou forte oposição de setores agrícolas e ambientalistas europeus. Críticos alegam que produtores sul-americanos não seguem os mesmos padrões exigidos na Europa em temas como uso de pesticidas, desmatamento, bem-estar animal e direitos trabalhistas.

Em Paris, agricultores franceses chegaram a bloquear vias próximas à Torre Eiffel e ao Arco do Triunfo em protesto contra o pacto, temendo concorrência de importações agrícolas mais baratas, especialmente de carnes.

Indústria europeia vê oportunidades no mercado sul-americano

Apesar das resistências, setores industriais da Europa, como montadoras e farmacêuticas, defendem o acordo por enxergarem grande potencial no mercado do Mercosul. Países como Alemanha e Espanha pressionaram pela aprovação. A Bolívia, recém-integrada ao bloco sul-americano, poderá aderir ao tratado futuramente.

Para garantir apoio político, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ofereceu concessões de última hora, incluindo acesso antecipado a 45 bilhões de euros em subsídios agrícolas.

Aprovação política abre caminho para assinatura oficial

Mesmo com a oposição reiterada de França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria, a adesão da Itália garantiu a maioria necessária para o aval político. A Bélgica optou pela abstenção. Com isso, Ursula von der Leyen deve viajar ao Paraguai para a assinatura formal do acordo, que ainda precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu.

Em nota, von der Leyen afirmou que o pacto envia uma mensagem clara ao mundo de que parcerias promovem prosperidade e que a Europa se posiciona como um parceiro confiável no comércio global.

Brasil celebra avanço do multilateralismo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou o anúncio como um “dia histórico para o multilateralismo”. O acordo prevê a redução de tarifas tanto para produtos europeus exportados à América do Sul quanto para bens sul-americanos vendidos à Europa, além de ampliar o acesso europeu a matérias-primas estratégicas, reduzindo a dependência da China.

América do Sul no centro da disputa geopolítica

O pacto envolve governos ideologicamente distintos, como o do presidente argentino Javier Milei, aliado de Trump, e o de Lula, frequentemente crítico da política externa americana. Para Washington, a América Latina segue sendo tratada como área de influência estratégica, agora sob uma diretriz chamada de “Doutrina Donroe”, atualização da histórica Doutrina Monroe.

Especialistas avaliam que a postura americana busca conter a influência de potências externas, especialmente a China, hoje o maior parceiro comercial da América do Sul e grande investidora em infraestrutura, energia e logística na região.

Europa surge como alternativa para acordos baseados em regras

Embora a China amplie sua presença econômica no continente, analistas apontam que Pequim também adota políticas industriais agressivas e subsídios que desafiam normas do livre comércio internacional. Para países como o Brasil, que defendem acordos baseados em regras claras e previsibilidade jurídica, a União Europeia desponta como a principal alternativa viável.

FONTE: The New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Yves Herman

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Comércio Internacional

Brasil amplia estratégia comercial após Mercosul-UE e mira acordos com Índia, Canadá e Emirados Árabes

Após o sinal verde do Conselho Europeu ao acordo Mercosul-União Europeia, o Brasil definiu novas frentes para aprofundar sua inserção no comércio internacional. Para 2026, o governo federal pretende concentrar esforços na ampliação e conclusão de acordos comerciais do Mercosul com Índia, Canadá e Emirados Árabes Unidos, considerados mercados estratégicos para a diversificação das exportações brasileiras.

Índia entra no radar para expansão do comércio agroindustrial

Entre as prioridades, a Índia ocupa posição de destaque. O governo brasileiro avalia que o país asiático, atualmente o mais populoso do mundo e com forte processo de industrialização nas últimas duas décadas, ainda é pouco explorado pelos exportadores nacionais.

Hoje, a pauta brasileira destinada à Índia é concentrada em óleos vegetais, açúcares e petróleo bruto, que respondem por mais da metade das vendas. A avaliação oficial é de que há espaço para ampliar a presença de produtos como minério de ferro, algodão, feijões e pulses, etanol, genética bovina e frutas, além de itens como carne de aves, pescados, café e suco de laranja.

Tarifas elevadas são principal obstáculo nas negociações com a Índia

O maior desafio nas tratativas com Nova Délhi está nas altas tarifas de importação. Atualmente, apenas 14% das exportações brasileiras para a Índia estão cobertas pelo acordo de comércio preferencial existente com o Mercosul. O tratado inclui cerca de 450 categorias de produtos, de um universo aproximado de 10 mil, com reduções tarifárias limitadas, entre 10% e 20%.

A meta do governo é ampliar a cobertura do acordo, incluir novos produtos — especialmente do agronegócio brasileiro —, negociar cortes tarifários mais amplos e reduzir barreiras comerciais. Em 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a Índia sinalizou positivamente para a expansão do acordo após conversa com o primeiro-ministro Narendra Modi.

Emirados Árabes avançam para acordo de livre comércio com o Mercosul

No Oriente Médio, o foco está na conclusão do acordo de livre comércio entre Mercosul e Emirados Árabes Unidos. As negociações, iniciadas em 2024, avançaram de forma acelerada e já passaram por quatro rodadas, a última encerrada em novembro.

Embora houvesse expectativa de assinatura ainda em 2025, alguns pontos sensíveis ficaram pendentes e devem ser resolvidos ao longo de 2026. Entre eles está a demanda dos Emirados pela eliminação de tarifas para produtos petroquímicos, segmento em que o país árabe é altamente competitivo e que gera preocupação na indústria brasileira.

Comércio e investimentos fortalecem relação Brasil–Emirados

Atualmente, os principais produtos exportados pelo Brasil aos Emirados Árabes são carne de frango, carne bovina e açúcar. No sentido inverso, o Brasil importa principalmente petróleo, ureia, enxofre e peças aeronáuticas.

Além do comércio, a relação bilateral tem sido impulsionada por investimentos estrangeiros. Grupos como Mubadala, ADIG, Edge Group e DP World ampliaram significativamente sua atuação no Brasil, reforçando o status da parceria como estratégica e confiável.

Canadá é visto como porta de entrada para mercados de maior valor agregado

Com o Canadá, o objetivo é avançar nas negociações de um acordo de livre comércio Mercosul-Canadá, considerado essencial para ampliar o acesso brasileiro a setores de maior valor agregado, como mineração, além de beneficiar o agronegócio.

As negociações tiveram início em 2018, mas foram retomadas com mais intensidade em 2025, em meio às incertezas no comércio global provocadas por medidas tarifárias anunciadas pelos Estados Unidos. O acordo busca reduzir tarifas, facilitar o comércio de bens e serviços e aprofundar a cooperação em áreas como investimentos, compras governamentais e regras ambientais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Comércio Internacional

Aval do Conselho marca novo capítulo na relação entre UE e Mercosul

O Conselho da União Europeia aprovou nesta semana duas decisões que autorizam a assinatura do Acordo de Parceria UE-Mercosul (EMPA) e do Acordo Comercial Interino (iTA) entre a UE e o Mercosul. A medida representa um passo decisivo na consolidação das relações com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, após mais de 25 anos de negociações.

Os dois instrumentos estabelecem as bases para uma parceria moderna, abrangendo diálogo político, cooperação setorial e integração comercial, com impactos diretos sobre comércio, investimentos e cooperação internacional.

Entrada em vigor depende do Parlamento Europeu e dos Estados-membros

Antes da conclusão formal, os acordos ainda precisam do aval do Parlamento Europeu. No caso do EMPA, também será necessária a ratificação de todos os Estados-membros da União Europeia. Somente após esse processo o acordo de parceria entrará plenamente em vigor.

Já o Acordo Comercial Interino, por estar dentro da competência exclusiva da UE, não exige ratificação nacional e poderá ser aplicado de forma independente até ser substituído pelo acordo completo.

Parceria estratégica em meio à incerteza global

Para autoridades europeias, a decisão tem peso geopolítico. Em um cenário internacional marcado por instabilidade, a UE busca reforçar laços políticos, ampliar relações econômicas e reafirmar compromissos com o desenvolvimento sustentável.

Segundo o ministro cipriota de Energia, Comércio e Indústria, Michael Damianos, os acordos criam novas oportunidades para empresas dos dois blocos, ao mesmo tempo em que preservam setores sensíveis e estabelecem regras equilibradas para o comércio internacional.

O que prevê o Acordo de Parceria UE-Mercosul

O EMPA reúne em um único marco institucional áreas como direitos humanos, meio ambiente, ação climática, transformação digital, mobilidade, combate ao terrorismo e gestão de crises. O texto também fortalece a coordenação entre UE e Mercosul em fóruns multilaterais e cria canais permanentes de diálogo setorial.

Partes do acordo político e de cooperação poderão ser aplicadas provisoriamente, enquanto os trâmites de ratificação seguem em andamento.

Acordo Comercial Interino antecipa benefícios econômicos

O Acordo Comercial Interino UE-Mercosul concentra os compromissos de liberalização comercial e de investimentos, permitindo que os ganhos econômicos sejam implementados mais rapidamente.

O tratado prevê redução de tarifas, ampliação do acesso a mercados e melhora nas condições de comércio para setores estratégicos como agricultura, indústria automotiva, farmacêutica e química. Também há avanços em serviços digitais e financeiros, além da abertura de licitações públicas nos países do Mercosul para empresas europeias.

Salvaguardas para proteger agricultores europeus

Para mitigar riscos ao setor agrícola, o Conselho incluiu mecanismos temporários de salvaguarda bilateral, que permitem resposta rápida a eventuais distorções de mercado causadas por importações de produtos sensíveis.

Até a adoção definitiva da legislação específica sobre salvaguardas UE-Mercosul, a Comissão Europeia poderá aplicar medidas emergenciais e intensificar o monitoramento de produtos sujeitos a cotas tarifárias, garantindo maior proteção aos agricultores e ao setor agroalimentar europeu.

Próximos passos do acordo UE-Mercosul

Com a autorização formal, UE e Mercosul avançam agora para a assinatura oficial dos acordos. O EMPA entrará em vigor após a conclusão de todas as ratificações, enquanto o iTA permanecerá válido de forma transitória.

Dados reforçam peso econômico da parceria

O acordo deverá criar a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 700 milhões de consumidores. Em 2024, a UE foi o segundo maior parceiro comercial do Mercosul, respondendo por cerca de 17% do comércio total do bloco sul-americano.

O intercâmbio de bens entre as duas regiões superou € 111 bilhões, enquanto o comércio de serviços alcançou mais de € 42 bilhões no dado mais recente disponível, evidenciando a relevância econômica do tratado.

FONTE: European Council
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/European Commission

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Internacional

UE aprova acordo comercial com o Mercosul apesar da resistência da França

A União Europeia autorizou nesta sexta-feira (9) o avanço do acordo comercial entre UE e Mercosul, encerrando um impasse que se arrastava há mais de 25 anos. A decisão foi tomada durante reunião de embaixadores em Bruxelas, com apoio da maioria dos 27 países do bloco, mesmo diante da oposição liderada pela França, segundo fontes diplomáticas ouvidas pela AFP.

Com o sinal verde, o pacto deve ser oficialmente assinado na próxima semana, no Paraguai, abrindo caminho para uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.

Impacto econômico e estratégico do acordo UE-Mercosul

A Comissão Europeia considera o tratado fundamental para estimular exportações, fortalecer a economia do continente e ampliar laços diplomáticos em um cenário global marcado por incertezas. O acordo aproxima a UE de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, criando um mercado integrado de mais de 700 milhões de consumidores.

Segundo estimativas do bloco, a eliminação de tarifas sobre mais de 90% dos produtos comercializados deve gerar uma economia anual de cerca de € 4 bilhões em taxas alfandegárias para empresas europeias, além de impulsionar setores como automóveis, máquinas, vinhos e bebidas alcoólicas.

França lidera oposição, mas não consegue barrar o pacto

Apesar do apoio majoritário, o acordo enfrentou resistência interna. A França articulou uma tentativa de bloqueio, alegando que o tratado ameaça o setor agrícola europeu ao permitir maior entrada de produtos agrícolas sul-americanos mais baratos, como carne, açúcar, arroz, mel, soja e derivados.

Irlanda, Polônia e Hungria também votaram contra, mas a adesão de países como Itália, que havia pedido adiamento no fim de 2024, garantiu a aprovação final.

Maior acordo de livre comércio já negociado pela UE

O comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, classificou o tratado como o maior acordo de livre comércio já negociado pela União Europeia e destacou seu caráter estratégico. Países como Alemanha e Espanha defenderam o pacto, enxergando nele uma oportunidade de fortalecer suas indústrias diante da concorrência chinesa e das tarifas impostas pelos Estados Unidos.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou anteriormente que o acordo representa um sinal claro em defesa do multilateralismo e do fortalecimento das relações internacionais em um ambiente global cada vez mais competitivo.

Garantias ao setor agrícola e criação de fundo de crise

Para reduzir a resistência de agricultores europeus, a Comissão Europeia anunciou medidas compensatórias. Entre elas, a criação de um fundo de crise de € 6,3 bilhões e mecanismos de salvaguarda que permitem suspender tarifas preferenciais caso haja aumento excessivo de importações agrícolas.

Além disso, o acordo prevê a proteção de mais de 340 produtos europeus com indicação geográfica, como o champanhe francês e o feta grego, impedindo o uso indevido de nomes tradicionais no mercado sul-americano.

Protestos de agricultores marcam véspera da aprovação

Mesmo com as garantias, o anúncio do aval provocou protestos. Agricultores franceses ocuparam Paris com tratores, enquanto produtores belgas bloquearam rodovias em diversas regiões. Representantes do setor afirmam que há um clima de forte insatisfação e temor quanto aos impactos do acordo sobre a agricultura local.

FONTE: Le Monde
TEXTO: Redação
IMAGEM: FREDERICK FLORIN / AFP

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul–União Europeia avança após aprovação por países do bloco

Os países da União Europeia deram aval político ao acordo Mercosul–UE, movimento que abre caminho para a formação da maior zona de livre-comércio do mundo. A decisão foi tomada por maioria qualificada, mesmo diante da oposição de alguns Estados-membros e de protestos de agricultores europeus.

Com o avanço, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ficou autorizada a viajar já na próxima segunda-feira ao Paraguai, atual presidente rotativo do Mercosul, para assinar formalmente o tratado.

Horários da votação no Conselho da UE

A reunião do Conselho da União Europeia teve início às 11h (horário local), o equivalente a 7h em Brasília. Embora a leitura política de aprovação tenha sido formada durante os debates, a declaração formal dos votos ficou prevista para as 17h em Bruxelas (13h no horário de Brasília).

A avaliação de que o acordo foi aprovado baseou-se nas manifestações dos embaixadores dos 27 Estados-membros ao longo da reunião.

Países contrários e abstenções

De acordo com informações da imprensa europeia, França, Polônia, Áustria, Hungria e Irlanda mantiveram voto contrário ao acordo. A Bélgica optou pela abstenção, enquanto os demais países se posicionaram a favor.

Mudança da Itália destrava maioria qualificada

O avanço só foi possível após a mudança de posição da Itália, que se declarou satisfeita com as concessões feitas ao setor agrícola europeu nos últimos dias. Com isso, o acordo atingiu os dois critérios exigidos: apoio de 55% dos países, representando ao menos 65% da população da União Europeia.

Zona de livre-comércio histórica

Resultado de mais de duas décadas de negociações, o acordo criará uma área de livre-comércio com cerca de 720 milhões de consumidores e um PIB combinado de US$ 22,3 trilhões. Para a Comissão Europeia, o tratado tem relevância econômica, estratégica, política e diplomática.

A Alemanha, uma das principais defensoras do pacto, afirmou que a aprovação envia um sinal claro de abertura comercial em um cenário global marcado pelo aumento do protecionismo.

Próximos passos antes da entrada em vigor

Mesmo com a assinatura prevista, o acordo ainda precisará do aval do Parlamento Europeu, onde será necessária apenas maioria simples dos eurodeputados. A tramitação deve levar algumas semanas.

No Mercosul, o texto terá de ser ratificado pelos Congressos Nacionais de cada país. No Brasil, a análise caberá ao Congresso Nacional.

Resistência política e pressão de agricultores

A oposição ao acordo segue ativa. Cerca de 150 eurodeputados já sinalizaram a intenção de recorrer à Justiça para tentar barrar a aplicação do tratado. A França lidera a resistência, com o presidente Emmanuel Macron defendendo rejeição política ao pacto.

Produtores rurais realizaram protestos em Paris e Bruxelas, temendo concorrência com produtos agrícolas do Mercosul.

UE anuncia reforço bilionário ao setor agrícola

Para reduzir as resistências internas, a Comissão Europeia anunciou o adiantamento de até € 45 bilhões em subsídios da Política Agrícola Comum (PAC). O orçamento total garantido do programa chega a € 293,7 bilhões, medida que foi decisiva para a retirada da objeção italiana.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Nicolas Tucat/AFP

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