Comércio Exterior

Frigoríficos de MT podem adotar férias coletivas após tarifa dos EUA, diz Sindifrigo

Setor descarta demissões e afirma que ajuste no mercado será temporário; EUA respondem por 12% das exportações de carnes do estado

Apesar da nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos à carne brasileira, frigoríficos de Mato Grosso não devem promover demissões, segundo o Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do estado (Sindifrigo). A medida, que entra em vigor no dia 6 de agosto, pode levar o setor a adotar férias coletivas pontuais enquanto o mercado se ajusta.

“Creio que não haverá demissões de colaboradores nos frigoríficos em decorrência da taxação americana. No caso de Mato Grosso, poderão ocorrer férias coletivas, mas somente no período necessário para ajustes de mercados e equilíbrio entre oferta e procura, nada além disso”, afirma o presidente do Sindifrigo, Paulo Bellincanta, por meio de nota.

De acordo com ele, os Estados Unidos respondem por cerca de 12% do volume total das exportações de carnes de Mato Grosso (bovina, suína e de aves), o que torna difícil substituir esse mercado de forma imediata.

“O grande problema é que 12% de volume de exportação, no atual momento do mercado, é um número muito elevado para ser ajustado. É preciso algum tempo para ajuste de volume nos diversos mercados”, avalia.

Somente as exportações de carne bovina mato-grossense no primeiro semestre de 2025 somaram 368,81 mil Toneladas em Equivalente Carcaça (TEC). Deste volume 49,55% tiveram a China como destino e apenas 7,20% os Estados Unidos, segundo maior importador do estado no ano, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), trazidos pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

No acumulado do ano, os Estados Unidos adquiriram em carne bovina de Mato Grosso 26.549 toneladas, enquanto a China, como já destacado pelo Canal Rural Mato Grosso, que soma 182,7 mil toneladas.

Mesmo diante da pressão, o setor frigorífico reforça sua relevância econômica. Atualmente, Mato Grosso possui 43 plantas frigoríficas, que geram aproximadamente 40 mil empregos diretos e quase 100 mil indiretos em toda a cadeia produtiva.

“Temos o embate de dois fatores opostos, por um lado os produtores aplaudindo a medida de seu presidente e de outro lado os preços pressionando a inflação o que nos dá a expectativa de uma negociação para a carne”, conclui Bellincanta.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Comércio Exterior

Produção continuará em plena capacidade mesmo com tarifas dos EUA, diz Marfrig

A Marfrig afirmou nesta sexta-feira que as operações da companhia no Brasil continuam normalmente, sem interrupções nas linhas de produção e em plena capacidade.

A companhia também destacou a ausência de “impactos na receita e na rentabilidade decorrentes dos efeitos da nova política tarifária dos Estados Unidos”.

Em comunicado ao mercado, a Marfrig esclareceu que “acessa o mercado dos Estados Unidos por meio de suas operações no Uruguai e Argentina e que as exportações para o país totalizaram 27 mil toneladas em 2025”.

“Em linha com a estratégia de diversificação geográfica e nosso portfólio de maior valor agregado, a Marfrig está presente no mercado norte-americano por meio da Operação da National Beef”, acrescentou.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Exportação

Em meio ao tarifaço, SP quer retomar exportação de carne ao Japão

Secretário de Agricultura e Abastecimento do governo paulista, Guilherme Piai, teve reunião com o cônsul-geral do Japão em São Paulo

O secretário de Agricultura e Abastecimento do governo paulista, Guilherme Piai, teve uma reunião com o cônsul-geral do Japão em São Paulo, Shimizu Toru, para tratar da possível retomada das exportações de carne ao país asiático.

O encontro acontece em meio às discussões sobre o tarifaço comercial imposto pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a diversos países pelo mundo, entre os quais o Brasil – alvo das maiores taxas (50%) sobre determinados produtos e setores. A informação foi publicada inicialmente pela Folha de S.Paulo.

Entenda

Em maio do ano passado, o Brasil foi declarado livre da febre aftosa sem vacinação animal. Com esse status, o país, em tese, tem sinal verde para voltar a exportar carne bovina para países como o Japão e a Coreia do Sul – que só compram de mercados livres da doença.

Por outro lado, o fim da vacinação exige protocolos mais rígidos de controle sanitário por parte dos estados brasileiros.

Atualmente, o Japão importa cerca de 70% da carne bovina que consome – o que representa algo em torno de US$ 4 bilhões por ano. Desse montante, 80% são importados dos EUA e da Austrália.

Em relação ao Brasil, o processo de negociação com os japoneses se desenrola há mais de 20 anos. O último protocolo entre os dois países vem sendo discutido há cinco anos.

Objetivo é diversificar destino de exportações, diz secretário

Por meio de nota, o secretário da Agricultura de São Paulo confirmou que o estado pretende reabrir a venda de carne ao Japão.

“A ampliação do diálogo com o Consulado do Japão reforça o nosso compromisso de fortalecer e expandir a presença da pecuária paulista no mercado internacional”, diz Piai. “A diversificação dos destinos das nossas exportações, além de aumentar a competitividade, gera mais oportunidades e promove o desenvolvimento dos nossos produtores.”

Carne não escapou do tarifaço

Pelo menos até este momento, a carne brasileira não foi incluída na lista de mais de 700 produtos isentos das tarifas adicionais impostas pelo governo dos EUA.

Ao todo, 694 produtos brasileiros escaparam do tarifaço do presidente norte-americano Donald Trump, que assinou uma ordem executiva oficializando a taxa de 50% sobre exportações vindas do Brasil. A informação consta de documentos divulgados pela Casa Branca, na última quarta-feira (30/7), sobre a medida.

Entre os produtos isentos da taxa, estão itens como suco e polpa de laranja, minérios de ferro, derivados de petróleo, castanha, carvão, e peças de aeronaves civis.

Governo Tarcísio anunciou pacote emergencial

Após a confirmação das tarifas comerciais de 50% impostas pelos EUA, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou um pacote de medidas emergenciais para ajudar setores atingidos pelas taxas norte-americanas.

Uma das medidas anunciadas pelo governo de São Paulo é a oferta de R$ 400 milhões em empréstimos subsidiados às empresas exportadoras do estado. O valor é o dobro daquele que foi anunciado na semana passada, de R$ 200 milhões.

Outra medida confirmada pelo Palácio dos Bandeirantes é a liberação de R$ 1,5 bilhão em créditos acumulados do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), por meio do programa ProAtivo – o que representa um incremento de R$ 500 milhões em relação ao que havia sido anunciado.

De acordo com o governo paulista, a liberação dos créditos de ICMS será destinada, de forma prioritária, a contribuintes exportadores que possuam créditos acumulados aptos à transferência. Cada empresa poderá solicitar até R$ 120 milhões, e os pedidos aprovados serão atendidos em até 10 parcelas. O cronograma de liberação terá início em setembro.

Como ficou o tarifaço de Trump

Na quinta-feira (31/7), Trump assinou um decreto que amplia as chamadas “tarifas recíprocas” aplicadas a dezenas de países. A medida, que eleva os encargos sobre produtos estrangeiros que entram no mercado norte-americano, é justificada pelo governo como uma resposta a desequilíbrios comerciais e, em alguns casos, a questões de segurança pública.

As novas tarifas, que variam entre 10% e 41%, começarão a ser aplicadas no dia 7 de agosto, e não mais neste dia 1º, como prometido anteriormente. No entanto, mercadorias embarcadas para os EUA antes dessa data e que cheguem ao país até 5 de outubro estarão isentas da nova tributação.

A tarifa mais alta, de 41%, foi imposta à Síria. Países como Laos e Mianmar foram sobretaxados em 40%. Suíça (39%), Iraque e Sérvia (35%), além de Argélia, Bósnia e Herzegovina, Líbia e África do Sul (30%) também estão entre os mais afetados.

A União Europeia (UE), o Japão e a Coreia do Sul passarão a enfrentar tarifas de 15% sobre determinados produtos. Já para Costa Rica, Bolívia e Equador, o encargo subiu de 10% para 15%. No mesmo pacote de medidas, Trump também assinou uma ordem executiva específica para o Canadá, elevando de 25% para 35% a tarifa sobre produtos importados do país vizinho.

O Brasil, por sua vez, manteve a alíquota base de 10% estabelecida em abril. No entanto, com o novo decreto, que impõe sobretaxa de 40% a partir da primeira semana de agosto, com exceção de quase 700 produtos, a maior parte das exportações brasileiras passará a enfrentar tarifas efetivas de até 50%.

As tarifas anunciadas fazem parte da estratégia do governo Trump de pressionar países com os quais os EUA mantêm déficits comerciais. Segundo a Casa Branca, a ideia é estabelecer “condições justas e equilibradas” no comércio exterior americano.

Veja lista das tarifas recíprocas ajustadas:

  • Afeganistão: 15%
  • Argélia: 30%
  • Angola: 15%
  • Bangladesh: 20%
  • Bolívia: 15%
  • Bósnia e Herzegovina: 30%
  • Botsuana: 15%
  • Brasil: 10% (acrescido da sobretaxa de 40% anunciada em 30/7)
  • Brunei: 25%
  • Camboja: 19%
  • Camarões: 15%
  • Chade: 15%
  • Costa Rica: 15%
  • Costa do Marfim: 15%
  • República Democrática do Congo: 15%
  • Equador: 15%
  • Guiné Equatorial: 15%
  • União Europeia: 15% (para a maioria dos produtos)
  • Ilhas Malvinas (Falkland): 10%
  • Fiji: 15%
  • Gana: 15%
  • Guiana: 15%
  • Islândia: 15%
  • Índia: 25%
  • Indonésia: 19%
  • Iraque: 35%
  • Israel: 15%
  • Japão: 15%
  • Jordânia: 15%
  • Cazaquistão: 25%
  • Laos: 40%
  • Lesoto: 15%
  • Líbia: 30%
  • Liechtenstein: 15%
  • Madagascar: 15%
  • Maláui: 15%
  • Malásia: 19%
  • Maurício: 15%
  • Moldávia: 25%
  • Moçambique: 15%
  • Mianmar (Birmânia): 40%
  • Namíbia: 15%
  • Nauru: 15%
  • Nova Zelândia: 15%
  • Nicarágua: 18%
  • Nigéria: 15%
  • Macedônia do Norte: 15%
  • Noruega: 15%
  • Paquistão: 19%
  • Papua-Nova Guiné: 15%
  • Filipinas: 19%
  • Sérvia: 35%
  • África do Sul: 30%
  • Coreia do Sul: 15%
  • Sri Lanka: 20%
  • Suíça: 39%
  • Síria: 41%
  • Taiwan: 20%
  • Tailândia: 19%
  • Trinidad e Tobago: 15%
  • Tunísia: 25%
  • Turquia: 15%
  • Uganda: 15%
  • Reino Unido: 10%
  • Vanuatu: 15%
  • Venezuela: 15%
  • Vietnã: 20%
  • Zâmbia: 15%
  • Zimbábue: 15%

Fonte: Metrópoles


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Comércio Exterior

Ameaça de Trump por comércio com a Rússia vira novo foco do Itamaraty

Diplomacia brasileira intensifica articulações com o setor privado e autoridades dos EUA para tentar barrar punições por importações russas

As ameaças recorrentes do presidente Donald Trump de impor sanções secundárias a países que mantêm relações comerciais com a Rússia tornaram-se o novo centro de atenção do Itamaraty.

Com a escalada do protecionismo americano, a diplomacia brasileira já articula movimentos para tentar blindar a economia de mais uma ofensiva tarifária — desta vez, voltada contra nações que importam petróleo, gás, fertilizantes e outros produtos russos.

O alerta soou com mais força após Trump reduzir, nesta semana, o prazo de 50 dias dado ao presidente Vladimir Putin para negociar seriamente o fim da guerra na Ucrânia.

Na quinta-feira (31), o republicano voltou a ameaçar retaliar economicamente países que seguem comprando produtos estratégicos da Rússia e citou nominalmente a Índia, prometendo uma penalidade extra por sua aliança comercial e militar com Moscou.

No Congresso, o Senado americano discute um projeto que pode dobrar as tarifas sobre bens vindos de parceiros do Kremlin. O objetivo dos Estados Unidos é isolar economicamente Putin e forçar negociações diplomáticas pelo fim do conflito.

Se essas medidas forem adiante, o Brasil será um dos alvos prováveis. O país aumentou significativamente suas importações russas nos últimos anos, com destaque para o óleo diesel e fertilizantes — dois insumos vitais para o funcionamento da economia e do agronegócio.

Dados do Ministério da Indústria e Comércio mostram que, em 2024, o Brasil importou US$ 6,2 bilhões em combustíveis da Rússia — alta de 18,6% em relação a 2023. As compras de fertilizantes também cresceram: somaram US$ 3,7 bilhões, um aumento de 4,4%.

A maior preocupação de Brasília é com os fertilizantes, já que não há fornecedores alternativos capazes de atender, em curto prazo, às demandas do setor agrícola brasileiro, um dos mais produtivos do mundo.

Ainda há dúvidas sobre o alcance e a viabilidade das ameaças americanas, especialmente porque alguns desses países têm importância estratégica para Washington, como a Turquia – outra grande compradora de gás e petróleo russos.

Os EUA já deram sinais de que não imporiam esse tipo de retaliação à União Europeia, que continua sendo uma grande consumidora de gás da Rússia. Mas há incertezas em relação aos demais países.

Mesmo assim, existe apreensão em Brasília. Interlocutores do governo ouvidos pela CNN temem que o Brasil volte a ser alvo de punições por motivos políticos, como aconteceu no caso do tarifaço de 50%.

Para evitar um novo revés, o Itamaraty tem se movido intensamente.

Diplomatas e empresários brasileiros intensificaram contatos com interlocutores em Washington, reforçando os riscos de instabilidade global caso as ameaças avancem.

Nas reuniões, um argumento usado é que, sem fertilizantes, o Brasil — terceiro maior produtor de alimentos do planeta — pode ver sua produção cair e os preços mundiais dispararem. Uma inflação alimentar global não interessaria nem aos EUA nem a Trump.

O tema, inclusive, já vinha sendo mencionado em algumas conversas sobre o tarifaço, com a diplomacia brasileira aproveitando as brechas possíveis para alertar sobre os impactos colaterais de novas sanções.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior

Exclusões do tarifaço deram alívio, mas exportadores do ES têm outros problemas

O Espírito Santo é um dos estados mais abertos aos negócios externos do Brasil. O impacto no PIB capixaba supera os 60%

Em que pese o agronegócio ter ficado de fora das exclusões do tarifaço em cima das exportações brasileiras oficializado, nesta quarta-feira (30), pelo governo dos Estados Unidos, o saldo final da confusão para a economia do Espírito Santo pode ser resumido no famoso ditado popular: ‘dos males, o menor’. Não é o ideal, mas bem melhor do que a tarifação geral de 50% que era aguardada, que tinha tudo para provocar uma quebradeira em vários segmentos muito importantes do Produto Interno Bruto (PIB) capixaba.

O fato de celulose, aço, minério de ferro, petróleo e parte das exportações de rochas (os quartzitos) terem sido excluídos na undécima hora trouxe um enorme alívio. De acordo com a Findes, 72,6% das vendas capixabas para os EUA são feitas por estes setores. Tratam-se de companhias de grande porte, que empregam milhares de trabalhadores, que têm investimentos bilionários em vista e que contratam bilhões de reais em serviços todos os anos. A indústria metalmecânica do Espírito Santo, por exemplo, que tem mais de 1,5 mil empresas e emprega 30 mil diretamente e mais de 100 mil indiretamente, é grande fornecedora de todos esses conglomerados. A participação, direta e indireta, dessa turma no PIB do Estado é enorme.

Por tudo isso, apesar do alívio, vale a pena observar algumas questões que vão além do tarifaço de Donald Trump. Todas elas foram levadas pelo setor produtivo ao governo do Estado na reunião do comitê de crise presidido pelo vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço.

“O alívio é enorme, afinal, o impacto seria significativo, mas seguimos preocupados, afinal, não sabemos se o que está valendo continuará valendo. Por isso, é muito importante olharmos para outras questões, algumas antigas, para aumentarmos a nossa competitividade. Precisamos conversar, por exemplo, sobre o aumento do gás natural no Espírito Santo. Trata-se de um insumo básico para qualquer fábrica”, disse André Brito, executivo de Relações Corporativas, Institucionais e Governamentais da Suzano.

Sérgio Mileipe, diretor de Operações da Samarco, foi pelo mesmo caminho. “Estamos em um ambiente de muita instabilidade, lá fora e aqui também, isso atrapalha as decisões. A Samarco está finalizando os estudos para um investimento que beira os R$ 4 bilhões nas duas usinas de pelotização mais antigas, mas tudo precisa de viabilidade. O preço do minério está em queda e o combustível que usamos, o gás natural, está ficando mais caro”.

A indústria siderúrgica, que vive uma espécie de tempestade perfeita (foi excluída do último tarifaço de 50%, mas, desde junho, paga 50% em qualquer venda para os EUA, ou seja, poderia chegar ao 100%, o que inviabilizaria o negócio), levou uma lista maior de questões a serem tratadas. “O impacto das tarifas já em vigor na ArcelorMittal Brasil é de R$ 1,2 bilhão em 2025. Uma nova taxa de 50% seria inviável. Mas o problema do aço vai além, estamos vivendo, no mercado brasileiro, uma inundação de aço estrangeiro, principalmente de China e Egito. Produtos que chegam aqui abaixo do valor de mercado, ou seja, não se trata de uma competição. Países do mundo inteiro já entenderam isso e estão criando barreiras. O Brasil também tem, mas não está sendo eficaz. A importação de produtos de aço não para de crescer e isso está prejudicando muito a indústria nacional. Não estamos falando de algo saudável, se nada for feito, vai atrapalhar os investimentos do grupo no Brasil”, afirmou Paulo Wanick, Diretor de Finanças da ArcelorMittal Aços Planos América Latina.

A ArcelorMittal pretende investir R$ 12,5 bilhões no Brasil nos próximos anos. Grande parte disso, algo perto de R$ 4 bilhões, viria para a construção de um Laminador de Tiras a Frio e de uma linha de galvanizados em Tubarão. O projeto está de pé, mas a inundação de aço importado é um problema a ser solucionado.

Os executivos também pediram uma melhoria nos meios de restituição dos créditos de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços). Os grandes exportadores pagam o imposto ao longo da cadeia, mas não conseguem se creditar na hora da venda do produto final, já que as exportações são isentas de ICMS. Pelas contas da Secretaria de Estado da Fazenda, são cerca de R$ 3 bilhões em créditos de exportadores represados.

Fonte: A Gazeta

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Comércio Exterior

Pedidos dos EUA caem para 70% das exportadoras de SC, diz FIESC

Se tarifa de 50% for mantida, 72,1% das indústrias respondentes preveem demissões nos próximos 6 meses, mostra pesquisa;

Principais produtos da pauta exportadora catarinense ao mercado norte-americano estão fora da lista de exceções

O impacto das tarifas de 50% sobre as exportações do Brasil para os Estados Unidos já afeta as exportadoras de SC mesmo antes da entrada da medida em vigor. Pesquisa realizada pela Federação das Indústrias de SC (FIESC) mostra que, entre as indústrias exportadoras que responderam o questionário, 69,23% já tiveram recuo no volume de pedidos dos importadores norte-americanos.

“A pesquisa mostra que as perspectivas do setor para os próximos seis meses são de um cenário de redução de pedidos, demissões e recuo significativo no faturamento, demandando uma ação rápida e assertiva do poder público, de forma a preservar empregos e a nossa economia”, resume Mario Cezar de Aguiar, presidente da FIESC.

A queda na receita deve atingir 93,8% das exportadoras, e 51,2% delas preveem perdas de mais de 30% no faturamento. O reflexo nos empregos também é claro: 72,1% das indústrias pesquisadas estimam demissões.

Impactos já sentidos
O decreto que detalhou a nova tarifa norte-americana foi publicado ontem e vigora a partir da próxima quarta-feira (6), mas as indústrias catarinenses já vêm sentindo os impactos, em decorrência da insegurança gerada pelo anúncio, realizado no dia 9 de junho. Além de pedidos em queda, 53,84% das empresas foram obrigadas a suspender embarques. Os clientes norte-americanos pediram renegociação de preços para 38,46% das indústrias e 17,7% delas já deram férias coletivas aos trabalhadores. “O fator positivo é que 61,4% das indústrias já estão prospectando novos mercados internacionais, de forma a reduzir sua exposição aos Estados Unidos”, explica Pablo Bittencourt, economista-chefe da FIESC.

Próximos 6 meses
A pesquisa aponta que a manutenção das tarifas norte-americanas nos patamares anunciados no dia 30 teria efeitos sobre a capacidade das indústrias catarinenses de honrar seus compromissos com fornecedores e credores. As pequenas empresas devem ser as mais afetadas no curto prazo.

Em relação ao recuo do faturamento, 51,2% das empresas que responderam a pesquisa preveem queda superior a 30%. Já 20,9% das indústrias estimam redução de até 10%, enquanto 21,7% das empresas projetam perdas entre 10 e 20%.

“Esses são dados relevantes para considerarmos na elaboração de políticas públicas para minimizar o efeito do tarifaço. A perda de receita, combinada com endividamento, têm reflexos diretos sobre os níveis de emprego”, destaca Bittencourt.

O presidente da FIESC lembrou que a entidade se reuniu com o vice-presidente e ministro do desenvolvimento, Geraldo Alckmin, e executivos do ministério para debater os impactos do tarifaço, além de ter iniciado articulações com o governo do estado para propor medidas para mitigar os efeitos do tarifaço.

Apenas 27,9% das exportadoras não preveem demissões como consequência das tarifas. Das indústrias que estimam demissões, 29,5% projetam cortes de mais de 30% dos empregados, enquanto 22,5% estimam demitir entre 10 e 20%. Já 21,7% das indústrias afirmam que a expectativa é demitir até 10% da equipe nos próximos 6 meses se as tarifas continuarem em 50%.

Produtos isentos
Análise da FIESC aponta que, de forma geral, os principais produtos da pauta exportadora de Santa Catarina não estão na lista de produtos isentos. A presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, explica, no entanto, que a situação dos exportadores de SC deve ser avaliada caso a caso, considerando a longa lista de exceções.

“Os produtos de madeira e derivados, como móveis, que lideram as exportações catarinenses para os Estados Unidos, estão sob investigação pela seção 232. Até o fim da investigação, essas mercadorias seguem sendo tarifadas com alíquotas anteriores ao anúncio do tarifaço”, explica.

Já o segmento de veículos e autopeças, segundo na lista dos principais produtos, tem taxa fixada em 25%, a mesma para todos os países do mundo, explica Maitê Bustamante. Não haverá sobretaxa de 50% ao setor.

“A lista de produtos isentos é extensa e muito particular. Um setor pode ter produtos dentro e fora da lista. Cabe à indústria avaliar com cuidado o documento e identificar possíveis exclusões considerando a classificação de cada um de seus produtos conforme a Comissão de Comércio Internacional dos EUA”, explica.

Fonte: FIESC

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Exportação

Tarifaço exclui 44,6% das exportações do Brasil para EUA, informa Mdic

Tarifaço exclui 44,6% das exportações do Brasil para EUA, informa Mdic

O tarifaço de 50% imposto pelo governo de Donald Trump exclui 44,6% das exportações brasileiras em valores para os Estados Unidos, divulgou nesta quarta-feira (31) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A pasta calculou o impacto da lista com cerca de 700 exceções para produtos que ficaram fora da sobretaxação.

Esses 700 itens, entre os quais aviões, celulose, suco de laranja, petróleo e minério de ferro, continuarão a pagar a tarifa de até 10% definida em abril. Segundo a pasta, as medidas anunciadas na quarta-feira (30) incidirão apenas sobre 35,9% das exportações brasileiras para os Estados Unidos.

Há ainda 19,5% das vendas sujeitas a tarifas específicas, adotadas pelo governo de Donald Trump com base em argumentos de segurança nacional. Entre esses produtos, estão as autopeças e automóveis de todos os países, que pagam 25% para entrarem nos Estados Unidos desde maio.

O aço, alumínio e cobre pagam alíquota de 50%, mas, segundo o levantamento do Mdic, estão dentro dos 19,5% porque as tarifas foram definidas com base nos argumentos de segurança nacional em fevereiro, com entrada em vigor em março.

De acordo com o Mdic, 64,1% das exportações brasileiras continuam concorrendo em condições semelhantes com produtos de outros países no mercado estadunidense. Esse percentual é a soma dos 44,6% de vendas excluídas do tarifaço e dos 19,5% de exportações com tarifas específicas.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Mdic, o levantamento é preliminar e foi elaborado com base nas exportações brasileiras para os Estados Unidos em 2024. O governo brasileiro espera alguns esclarecimentos sobre se algumas especificações de produtos estão fora da lista de exceções.

A pasta esclareceu que os produtos em trânsito para os Estados Unidos não serão afetados pelas tarifas adicionais. A decisão, emitida na quinta-feira (30), excluiu da elevação da tarifa mercadorias que tenham sido embarcadas no Brasil até sete dias após a data da ordem executiva, observadas as condições previstas.

O Mdic divulgou uma tabela do efeito do tarifaço e da lista de exceções sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos: Com base nos valores vendidos em 2024:

Exportação brasileira aos EUA em 2024:

Fonte: Agência Brasil

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Internacional, Mercado Internacional

China desafia a geologia: fabrica em uma semana o que a Terra leva bilhões de anos para fazer

Durante séculos, os diamantes foram sinônimo de luxo, escassez e tempo geológico: uma joia que a natureza esculpe ao longo de bilhões de anos no subsolo. Agora, a China encontrou uma maneira de reduzir o tempo e criar o diamante perfeito. 70% dos diamantes sintéticos usados em joias no mundo já são fabricados na China, especialmente na província de Henan. Uma reportagem do Financial Times explica que empresas como a Jiaruifu, liderada por Feng Canjun, conseguiram produzir um diamante de três quilates (tamanho típico de um anel de noivado) em apenas uma semana.

O surgimento dessa versão sintética do diamante causou uma ruptura sem precedentes no mercado de pedras preciosas. Como Marty Hurwitz, diretor da Grown Diamond Trade Organization, explicou à mídia britânica, este é “o primeiro produto verdadeiramente competitivo que os diamantes naturais enfrentaram”. E teve consequências devastadoras: os preços dos menores diamantes naturais caíram para o nível mais baixo em uma década. Segundo dados da consultoria Tenoris, os diamantes sintéticos já representam 17% do volume do mercado varejista nos EUA, e mais da metade disso está em anéis de noivado, uma categoria-chave.

Após a ruptura com a URSS na década de 1960, Pequim foi forçada a desenvolver sua própria capacidade de produção. Como noticiou o New York Times, os soviéticos utilizavam os diamantes não apenas como matéria-prima, mas também como arma diplomática e econômica. Diante dessa pressão e sem reservas naturais significativas, a China optou pelo caminho tecnológico e de longo prazo: produzir seus próprios diamantes em laboratório. O que começou como uma estratégia de sobrevivência geopolítica tornou-se uma indústria globalmente dominante.

Conforme detalhado no Financial Times, empresas como a Jiaruifu empregam principalmente dois métodos: alta pressão e alta temperatura (HPHT) e deposição química de vapor (CVD), sendo este último mais recente e eficaz para gemas grandes. Além disso, a eficiência não é apenas técnica. O processo de escultura é terceirizado para a Índia, onde os custos de mão de obra são menores, e o transporte é feito por meio de centros como Dubai (Emirados Árabes) e Antuérpia (Bélgica), embora o rótulo do produto final não contenha nenhum vestígio de sua origem chinesa.

Diferencial e mudança drástica

A China não fica de braços cruzados quando tem uma meta definida. Já vimos que seus planos nunca são de curto prazo, como podemos observar em seus projetos petrolíferos. Como a Huanghe Whirlwind detalhou, eles também estão implementando melhorias no processo de fabricação de diamantes, mas optaram por um modelo mais sustentável. Neste projeto, conseguiram integrar energia solar ao seu processo de fabricação. Essa inovação não apenas reduz drasticamente a pegada de carbono por quilate, como também posiciona a China como pioneira em diamantes sintéticos “verdes”.

A indústria tradicional de diamantes naturais está em perigo. Em 2024, a De Beers (gigante histórica do setor) tinha um estoque de diamantes não vendidos avaliado em US$ 2 bilhões. Sua divisão de diamantes sintéticos, a Lightbox, fechou recentemente após perder competitividade em relação às marcas chinesas. Soma-se a isso uma mudança cultural: consumidores mais jovens não exigem mais diamantes naturais e muitos priorizam preço e sustentabilidade. Como o designer britânico Fei Liu contou ao FT, ele inicialmente relutou em usar pedras sintéticas, mas o preço o surpreendeu.

Mais um setor conquistado

Além do sucesso tecnológico e comercial, os diamantes sintéticos estão se tornando uma nova frente estratégica para a China. O governo não permitiu que o mercado operasse livremente: em Henan, a administração provincial promoveu a criação de uma associação de diamantes com o objetivo de estabilizar os preços e evitar uma corrida destrutiva para o fundo do poço. Como Feng explicou ao FT, foi estabelecido um preço mínimo de US$ 15 por quilate para pedras entre um e dez quilates. Se uma empresa vender abaixo desse limite, seus concorrentes podem denunciar o caso às autoridades, que intervirão.

Essa política lembra a estratégia adotada no setor de carros elétricos, outro setor em que a China liderou tecnologicamente, mas onde o excesso de oferta e a concorrência acirrada também levaram a guerras de preços. Em ambos os casos, Pequim buscou impor ordem em setores considerados essenciais para a soberania industrial e o posicionamento geopolítico do país. No processo do diamante, o gigante asiático desafiou uma indústria centenária, democratizou o luxo e traçou um novo rumo para o comércio global de diamantes.

O que antes era um símbolo de raridade e eternidade agora pode ser produzido em massa, vendido a baixo custo e com uma pegada ecológica mínima. Os diamantes não são mais o que costumavam ser. E é bem possível que, para a maioria dos consumidores, isso não seja necessariamente algo ruim.

Fonte: IGN Brasil

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Importação

Com ICMS maior, leite importado perde espaço e produção catarinense cresce 26%

Prorrogação da suspensão dos incentivos fiscais até julho de 2026 fortalece a indústria local e valoriza o trabalho dos produtores de leite de Santa Catarina

Foi prorrogado por mais 12 meses a suspensão dos incentivos fiscais voltados à importação de leite e derivados em Santa Catarina. O decreto foi assinado pelo governador Jorginho Mello (PL), na quarta-feira (30) e busca assegurar a competitividade da cadeia produtiva no estado.

A prorrogação é válida até 31 de julho de 2026. Com isso, as alíquotas das importações do leite e produtos lácteos continuarão com pagamento integral do ICMS variando entre 7% a 17%, a depender da mercadoria.

Conforme informações do governo, antes da suspensão, devido ao benefício fiscal, a carga tributária sobre essas operações fosse de apenas 1,4%. Isso favorecia a entrada de produtos estrangeiros a preços mais baixos.

“Quem trabalha no campo merece respeito e apoio do governo. A gente sabe o quanto é difícil acordar cedo, enfrentar sol, chuva e ainda competir com o produto que vem de fora. Essa medida é para proteger o nosso leite e garantir que o esforço dos nossos produtores tenha valor e mercado justo aqui em Santa Catarina”, destacou o governador.

A decisão corrige um desequilíbrio de mercado que prejudicava produtores catarinenses diante da concorrência da Argentina e Uruguai, por exemplo. Um dos exemplos críticos era o leite em pó integral. A importação catarinense cresceu 249% nos dois anos antes do decreto estadual.

A suspensão reflete positivamente na indústria catarinense. Indicadores da SEF (Secretaria de Estado da Fazenda) revelam que o volume de importações de leite e derivados caiu quase 75% no primeiro semestre de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024. A redução foi de R$ 512,5 milhões para R$ 135,2 milhões.

Em contrapartida, a produção leiteira em Santa Catarina aumentou em 26% no mesmo período. Com isso, subiu de R$ 5,4 bilhões no primeiro semestre do ano passado para R$ 6,8 bilhões nos primeiros seis meses de 2025.

Segundo o secretário da Fazenda, Cleverson Siewert os números confirmam que a suspensão dos incentivos fiscais para a importação teve efeito.

“Reduzimos expressivamente a entrada de leite importado e, ao mesmo tempo, impulsionamos a produção local. Essa é uma resposta concreta a um pleito antigo dos produtores de leite catarinenses, que vinham enfrentando dificuldades para competir com o excesso de subsídios governamentais concedidos pelos países exportadores”, observou.

Incentivo ao produtor

O governo do estado ainda garantiu incentivos fiscais à agroindústria do leite catarinense por meio do programa Leite Bom aprovado na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) em agosto do ano passado.

A indústria passou a contar com benefícios semelhantes aos praticados nos estados vizinhos do Paraná e Rio Grande do Sul, elevando o equilíbrio competitivo.

Entre os benefícios está a garantia de crédito presumido para o leite UHT, queijos e derivados que tiveram um impacto financeiro de R$ 150 milhões em três anos, sendo R$ 75 milhões no primeiro ano, R$ 50 milhões, no segundo ano, e R$ 25 milhões, no terceiro.

Mais de 100 empresas são beneficiadas e, consequentemente, cerca de 7,3 mil funcionários.

Cadeia produtiva do leite

A indústria leiteira é considerada a terceira maior cadeia produtiva do estado. Conta com 80 mil produtores, que fazem de Santa Catarina o 4º maior produtor de leite do país (com 3,2 bilhões de litros por ano), atrás apenas de Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul

O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini ressaltou que o programa fortalece toda a cadeia produtiva do leite. Segundo ele, é mais uma demonstração concreta do compromisso do nosso Estado com a bovinocultura leiteira.

“Somos o quarto maior produtor de leite do país, e com esses investimentos criamos condições para que o produtor possa investir na propriedade, aumentar sua renda e continuar no campo. Ao mesmo tempo, estimulamos o crescimento e a competitividade da indústria leiteira”, acrescentou.

Fonte: ND+

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Importação

Quais são os 10 produtos que o Brasil mais importa? Confira o ranking

Importações para o Brasil somaram US$ 135,78 bilhões no primeiro semestre deste ano, com destaque para a indústria de transformação, que chegou a S$ 125,66 bilhões

O grupo de itens que o Brasil mais importou de outros países no primeiro semestre deste ano foi o de óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, seguido por adubos ou fertilizantes químicos e motores e máquinas não elétricos e suas partes.

As importações do País somaram US$ 135,78 bilhões no período, o que representa um crescimento de 8,3% em comparação com o mesmo intervalo do ano passado. Já as exportações tiveram uma queda de 0,7% e totalizaram US$ 165,87 bilhões, o que resultou em um superávit de US$ 30,09 bilhões na balança comercial. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Os dois setores que registraram crescimento nas importações nos primeiros seis meses de 2025 foram a agropecuária, que somou US$ 3,24 bilhões, com alta de 11,6%, e a indústria de transformação, que alcançou US$ 125,66 bilhões, com avanço de 10,9%. A indústria extrativa, no entanto, teve uma queda de 28,2% e chegou a US$ 6,01 bilhões.

Entre os itens mais importados para o Brasil na agropecuária, o cacau em bruto ou torrado foi o que registrou a maior alta no primeiro semestre deste ano, com crescimento de 314,2%. Por outro lado, os produtos hortícolas, frescos ou refrigerados tiveram redução de 16,8%.

Na indústria extrativa, o destaque positivo entre os itens mais comprados de outros países foram outros minerais em bruto, com alta de 1,31%. Já o gás natural, liquefeito ou não, teve uma retração de 35%.

A compra de motores e máquinas não elétricos e suas partes teve um crescimento de 31,1% na indústria da transformação, enquanto a importação de válvulas e tubos termiônicas (de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos e transistores) caiu 17,7% nos primeiros seis meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2024.

Quais os produtos que o Brasil mais importa?

Apesar de ter tido uma queda de 10,5% em relação aos números registrados no ano passado, os óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos lideram a lista das importações para o Brasil nos primeiros seis meses deste ano, somando US$ 6,98 bilhões. O segundo lugar é dos adubos ou fertilizantes químicos, que tiveram alta de 19,2% e somaram US$ 6,4 bilhões, seguidos pelos motores e máquinas não elétricos e suas partes, com crescimento de 31,1% e total de US$ 5,09 bilhões.

Veja o ranking dos 10 produtos que o Brasil mais importa

Os valores se referem ao primeiro semestre deste ano e o comparativo de alta ou redução está relacionado ao mesmo período no ano passado.

  1. Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) – US$ 6,98 bilhões, queda de 10,5%
  2. Adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos) – US$ 6,4 bilhões alta de 19,2%
  3. Motores e máquinas não elétricos e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) – US$ 5,09, alta de 31,1%
  4. Partes e acessórios dos veículos automotivos – US$ 4,44 bilhões, alta de 16,2%
  5. Medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários – US$ 4,34 bilhões, alta de 10,3%
  6. Veículos automóveis de passageiros – US$ 4,12 bilhões, queda de 17%
  7. Válvulas e tubos termiônicas (de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos e transistores) – US$ 3,85 bilhões, queda de 17,7%
  8. Compostos organo-inorgânicos, compostos heterocíclicos, ácidos nucléicos e seus sais e sulfonamidas – US$ 3,71 bilhões, alta de 27,6%
  9. Outros medicamentos, incluindo veterinários – US$ 3,63 bilhões, alta de 22,5%
  10. Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos crus – US$ 3,31 bilhões, queda de 30%

Fonte: Estadão

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