Importação

Fim da multa de 1% na Declaração de Importação redefine regime sancionador no comércio exterior

A Lei Complementar nº 227/2026 promoveu uma mudança estrutural no sistema de penalidades aplicáveis ao comércio exterior brasileiro. A norma retirou a base legal da tradicional multa de 1% por erro na Declaração de Importação (DI), prevista no artigo 711 do Regulamento Aduaneiro, ao revogar os dispositivos legais que sustentavam essa cobrança.

Com a revogação do artigo 84 da MP nº 2.158-35/2001 e do artigo 69 da Lei nº 10.833/2003, o regulamento passou a não ter mais respaldo jurídico suficiente para impor sanções. Por se tratar de norma infralegal, o Regulamento Aduaneiro não pode, por si só, criar penalidades sem fundamento em lei, conforme a lógica do sistema normativo brasileiro.

Novo regime sancionador passa a integrar a reforma tributária

Ao mesmo tempo em que eliminou a penalidade anterior, a LC nº 227/2026 alterou a Lei Complementar nº 214/2025, inserindo o artigo 341-G, que inaugura um novo regime de infrações informacionais no âmbito das operações de importação e exportação.

O inciso XIX do novo dispositivo tipifica a infração relacionada à omissão, inexatidão ou incompletude de informações relevantes para a definição do procedimento de controle fiscal. Na prática, o sistema anterior foi substituído por um modelo mais detalhado, com critérios objetivos para caracterização da infração.

Quais informações passam a ser consideradas essenciais

O § 7º do artigo 341-G define como essenciais as informações que:
• identifiquem os responsáveis pela operação;
• indiquem os países de origem, procedência e aquisição;
• descrevam a destinação econômica do bem;
• indiquem as características essenciais da mercadoria.

A penalidade prevista é de 100 UPF por informação, respeitado o limite mínimo de 50 UPF e o teto de 1% do valor da operação, por documento fiscal. Considerando que cada UPF equivale atualmente a R$ 200, a multa-base corresponde a R$ 20 mil por informação, com valor mínimo de R$ 10 mil.

Estrutura da multa levanta debate sobre regressividade

O novo modelo tem gerado críticas por seu potencial regressivo. Em operações de menor valor, a penalidade mínima pode representar percentual elevado da transação. Em uma importação de R$ 50 mil, por exemplo, a multa mínima equivale a 20% do valor da operação, enquanto, em transações de maior monta, a sanção fica limitada a 1%.

Esse desequilíbrio tende a impactar mais fortemente pequenos e médios operadores, abrindo espaço para questionamentos com base nos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade.

Reincidência, limites e hipóteses de redução

A legislação prevê agravamento de 50% em caso de reincidência específica, elevando a multa para 150 UPF por informação. Por outro lado, o texto legal impede a multiplicação automática de penalidades quando várias infrações estiverem relacionadas ao mesmo bem ou serviço.

Há ainda hipóteses de redução da multa, que variam de 20% a 50%, conforme o momento do pagamento ou parcelamento do crédito tributário, antes ou depois da fase de impugnação administrativa.

Multa ainda não é exigível, diz Receita Federal

Apesar de o artigo 341-G ter entrado formalmente em vigor em 14 de janeiro de 2026, a Receita Federal informou que a nova penalidade ainda não pode ser aplicada. Segundo o órgão, a exigibilidade depende de regulamentação conjunta com o Comitê Gestor do IBS, ainda pendente.

Em manifestação pública, a Receita afirmou que, durante o período de transição, adotará postura orientativa, e não punitiva, diante de erros na DI, na Duimp e na DU-E, inclusive em relação à classificação fiscal.

Janela de adaptação para empresas e operadores

A combinação entre a revogação da multa antiga e a ausência de regulamentação do novo regime cria uma janela de oportunidade para que empresas reforcem seus controles internos, revisem cadastros e melhorem a qualidade das informações prestadas nas declarações aduaneiras.

A adoção de boas práticas tende a reduzir riscos futuros de autuação, sobretudo quando o novo modelo sancionador passar a ser efetivamente aplicado.

Indefinição sobre “características essenciais” amplia insegurança jurídica

Um dos pontos mais sensíveis do novo regime é a falta de definição legal precisa do conceito de “características essenciais” da mercadoria. O ordenamento aduaneiro adota um critério funcional, baseado na suficiência descritiva para fins de identificação e controle fiscal, mas sem um rol fechado de atributos.

Na importação, normas como a IN SRF nº 680/2006 indicam parâmetros mínimos de descrição. Já na exportação, a DU-E apresenta exigências menos detalhadas, o que amplia o espaço de interpretação da fiscalização e pode comprometer a segurança jurídica em matéria sancionatória.

Multas antigas e a discussão sobre retroatividade benigna

A sucessão normativa também reabre o debate sobre a validade das multas de 1% aplicadas no passado e ainda não definitivamente julgadas. Há duas leituras possíveis:
• a de que a infração foi suprimida, permitindo o cancelamento das penalidades com base na retroatividade benigna;
• ou a de que a conduta permaneceu ilícita, mas passou a ser regida por um novo modelo sancionador, exigindo comparação entre regimes.

Ambas as interpretações indicam que a transição legislativa terá impacto direto em processos administrativos e judiciais em curso.

Novo cenário impõe desafios ao Direito Aduaneiro

A mudança promovida pela LC nº 227/2026 vai além da simples substituição de multas. Ela traz desafios relacionados à proporcionalidade das sanções, à definição dos tipos infracionais, à necessidade de regulamentação clara e ao respeito aos princípios da legalidade, tipicidade e segurança jurídica.

A efetividade do novo regime dependerá não apenas da edição de normas complementares, mas também da forma como a administração aduaneira aplicará esses conceitos na prática.

FONTE: Conjur
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Conjur

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Especialista

A ADAPTABILIDADE vai te levar a um novo nível profissional

O ESPECIALISTA: RENATA PALMEIRA

O mercado mudou. E ele não vai esperar você acompanhar.

As habilidades que te trouxeram até aqui podem não ser as mesmas que vão sustentar sua relevância nos próximos anos. Isso não é alarmismo. É leitura fria de dados, movimentos de mercado e decisões reais que empresas já estão tomando.

Relatórios recentes mostram um padrão claro: profissionais que combinam estratégia, tecnologia e capacidade de adaptação estão avançando. Quem depende apenas de fórmulas antigas, títulos ou experiência passada está ficando vulnerável.

O futuro do trabalho não premia quem sabe mais do mesmo. Premia quem aprende rápido, aplica melhor e evolui continuamente.


A palavra que vai definir o profissional do futuro na área de Logística e Comércio Exterior é ADAPTABILIDADE.

Sim! O profissional que se adapta as mudanças que estão acontecendo na área, será um profissional diferenciado. A capacidade de empresas e profissionais ajustarem estratégias, produtos e processos prontamente em resposta a mudanças tecnológicas, comportamentais ou econômicas será essencial para a sobrevivência, envolve monitorar o consumidor, antecipar tendências e inovar, garantindo vantagem competitiva e relevância a longo prazo. Não é à toa que adaptabilidade é uma das soft skills mais desejadas pelos Headhunters no mercado.

Portanto, compreender a importância da adaptabilidade e aprender a desenvolvê-la é primordial para se destacar e crescer na carreira.

Mas o que é ADAPTABILIDADE?

Por definição, adaptabilidade é a capacidade de se ajustar a novas situações em um determinado ambiente. Porém, quando falamos sobre essa característica no espaço de trabalho, ela vai muito além da flexibilidade ou de simplesmente seguir o fluxo.

Indivíduos adaptáveis desenvolvem um conjunto de habilidades, processos e estruturas para que possam lidar rapidamente com as situações à medida que surgem. São pessoas capazes de aceitar as mudanças, aprender com elas e ainda perceber os pontos positivos dessa transformação.

Existem dois tipos de adaptabilidade: a proativa e a reativa. A primeira envolve a capacidade do profissional de prever e se preparar para oportunidades e desafios, com base na análise de tendências, dados e sua leitura do ambiente que ocupa. Já na reativa, a adaptação só acontece após a mudança de fato.

É importante ressaltar que, assim como muitas outras habilidades sociocomportamentais, a adaptabilidade é uma competência que pode ser aprendida. 

Desenvolver um perfil mais adaptativo pode ser benéfico para todas as áreas da vida, uma vez que indivíduos com essa característica conseguem lidar com situações adversas com mais leveza e paciência.

Características-chave

Sensibilidade cultural, adaptabilidade e uma comunicação eficaz em diferentes contextos são algumas das habilidades essenciais que permitem aos profissionais se destacarem e colaborarem em ambientes multiculturais. Essas características não apenas ajudam a construir relacionamentos de confiança, mas também evitam mal-entendidos e conflitos, promovendo uma convivência harmoniosa e produtiva.


Soft Skils e oportunidade de carreira


78% das empresas no Brasil estão com dificuldade de contratação indica pesquisa, de Indice de confiança Robert Half. Embora o pessimismo esteja em alta, 18% das empresas planejam recrutar mais nos próximos meses, o que demonstra resiliência nas projeções de contratação.


Mas o grande diferencial desses profissionais que tem possibilidade de contratação?

ADAPTABILIDADE que vai elevá-los a um novo nível profissional.

Embora haja instabilidade no mercado, profissionais empregados mantêm confiança em sua empregabilidade individual, indicando percepção de segurança em seus cargos atuais, por estarem se adaptando bem ao atual momento de mercado.   

Assim, tanto a pessoa física como a pessoa jurídica, que tem maior resposta rápida ao momento de mercado e se adapta com flexibilidade e facilidade, irá gerar muitas oportunidades.

Terá um futuro com muitos desafios que rapidamente serão superados.

Renata Palmeira é CEO do RêConecta News, executiva comercial e especialista em Logística, Comércio Exterior e Gestão de Pessoas. Com mais de 25 anos de experiência nos setores de vendas e logística, atua na gestão comercial, desenvolvimento de equipes e soluções logísticas integradas. Fundadora do portal RêConecta News, trabalha para ampliar a visibilidade e o posicionamento estratégico de empresas e profissionais de Comex e Logística, além de atuar como palestrante nas áreas de vendas, marketing e logística.

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Comércio Exterior

Exportações de serviços atingem recorde histórico e somam US$ 51,8 bilhões em 2025

As exportações brasileiras de serviços alcançaram um novo patamar em 2025 e somaram US$ 51,83 bilhões, o maior valor já registrado. Do total exportado, cerca de 65% correspondem a serviços digitais, evidenciando a crescente relevância desse segmento no comércio exterior brasileiro.

Os dados fazem parte do Painel Comércio Exterior Brasileiro de Serviços em Números (ComexVis Serviços), lançado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), com base em informações do Banco Central.

Novo painel amplia transparência do comércio de serviços

O ComexVis Serviços reúne estatísticas inéditas e interativas sobre as transações internacionais de serviços do Brasil e do cenário global. Diferentemente da balança comercial tradicional, que acompanha apenas a troca de mercadorias, o setor de serviços ainda carecia de dados detalhados e sistematizados no país.

Embora essas transações integrem as contas externas do Banco Central, os números eram divulgados de forma agregada, sem detalhamento por tipo de serviço, setor ou parceiro comercial. A nova plataforma passa a preencher essa lacuna.

Dados oficiais e integração ao ecossistema digital do governo

As informações apresentadas no painel utilizam dados primários do Banco Central e passam a integrar oficialmente o conjunto de estatísticas divulgadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A ferramenta também se conecta ao ecossistema digital do Mdic, que inclui plataformas como Comex Stat e Comex Vis, ampliando o acesso a gráficos, indicadores e análises interativas.

Desenvolvido pela Secex, o painel tem como foco aumentar a transparência, qualificar o debate público e subsidiar a formulação de políticas voltadas à competitividade internacional do setor de serviços. A plataforma permite acompanhar a evolução histórica das exportações e importações, além de analisar dados por setor e por país parceiro.

Serviços ganham peso estratégico no comércio exterior

Segundo o vice-presidente e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, a iniciativa atende à crescente demanda por informações estruturadas sobre o setor. Ele destaca que os serviços representam uma fronteira estratégica do comércio exterior, especialmente pela sua integração com a indústria.

De acordo com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), cerca de 40% do valor adicionado das exportações brasileiras de manufaturados corresponde a serviços incorporados aos produtos. Para Alckmin, a plataforma amplia o acesso a dados comparáveis e fortalece a análise do comércio internacional.

Apoio ao setor produtivo e identificação de oportunidades

Na avaliação da Secex, o painel contribui para aprofundar o conhecimento sobre o setor e apoiar empresas e formuladores de políticas públicas. Ao apresentar os dados de forma visual e simplificada, a ferramenta permite que governo, empresários e entidades setoriais identifiquem oportunidades de negócios e fortaleçam a promoção das exportações de serviços.

Déficit estrutural e dependência de capitais externos

Apesar do resultado recorde em 2025, o Brasil mantém um déficit estrutural na balança de serviços. No ano passado, as importações somaram US$ 104,77 bilhões, gerando um saldo negativo de US$ 52,94 bilhões no setor. Combinado às remessas de lucros ao exterior, o país encerrou 2025 com déficit de US$ 68,791 bilhões nas contas externas.

Esse resultado só não foi mais elevado devido ao superávit de US$ 68,293 bilhões da balança comercial, impulsionado pelas exportações de mercadorias. Na prática, déficits nas contas externas indicam maior dependência de capitais estrangeiros, como investimentos diretos e recursos financeiros, para equilibrar o balanço de pagamentos e sustentar as reservas internacionais.

Em 2025, essa dependência foi compensada pelo investimento estrangeiro direto, que alcançou US$ 77,676 bilhões, o melhor desempenho desde 2014. A ampliação das exportações de serviços, no entanto, é apontada como um caminho relevante para reduzir a vulnerabilidade externa da economia brasileira no médio e longo prazo.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Santa Catarina ganha nova linha marítima para exportação e importação nas Américas

O porto de Santa Catarina passou a contar com uma nova alternativa logística para exportação e importação nas Américas. A Portonave, primeiro terminal privado de contêineres do Brasil, localizado em Navegantes (SC), iniciou a operação de uma nova linha marítima internacional, ampliando as possibilidades de negócios entre empresas do continente.

O serviço, denominado ZIM Gulf Toucan (ZGT), é operado pelo armador ZIM Integrated Shipping Services e já está em funcionamento com escalas regulares no terminal catarinense.

Integração com Caribe, EUA e Golfo do México

Segundo a Portonave, a nova rota fortalece a integração da Costa Leste da América do Sul com importantes hubs logísticos do Caribe, do Leste dos Estados Unidos e do Golfo do México. A frequência do serviço é semanal, o que garante maior previsibilidade para embarcadores e importadores.

Entre os principais tipos de carga atendidos pela linha estão madeiras e derivados, papel e celulose, maquinários, metais comuns, produtos químicos, carnes congeladas, alimentos e cargas industriais em geral.

Rotação internacional com oito navios

A operação do ZIM Gulf Toucan conta com uma frota de oito navios em rotação, conectando portos estratégicos do México, Estados Unidos, Jamaica, Colômbia, Brasil, Argentina e Uruguai. A abrangência da rota amplia o alcance das operações do terminal catarinense no comércio exterior.

Consolidação como hub logístico de longo curso

De acordo com a administração do terminal, o novo serviço reforça o posicionamento da Portonave como referência em linhas de longo curso. Com a inclusão da ZGT, o porto passa a oferecer conexões regulares para cargas entre Europa, Américas e Ásia, além das operações de cabotagem, que atendem o transporte ao longo da costa brasileira.

Parceria operacional reduz custos logísticos

A operação da nova linha é realizada em parceria com a Ocean Network Express (ONE), por meio de um modelo de compartilhamento marítimo. Esse formato permite a otimização da utilização dos navios e contribui para a redução de custos operacionais, beneficiando toda a cadeia logística.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portonave

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Logística

Terminal Barra do Rio completa 10 anos e reforça papel estratégico de Itajaí no comércio global

Em janeiro de 2016, o Terminal Barra do Rio Terminal Portuário S/A iniciou suas operações em Itajaí (Santa Catarina), dando início a uma trajetória marcada por crescimento, investimentos e fortalecimento da logística portuária no Sul do Brasil. Dez anos depois, o empreendimento celebra uma década de atuação conectando a cidade às principais rotas do comércio global.

Ao longo desse período, o Terminal consolidou-se como um dos pontos estratégicos para operações portuárias no país. A estrutura oferece soluções completas para a movimentação de contêineres, carga geral, carga projeto, granéis sólidos e serviços alfandegados, atendendo tanto operações de importação quanto de exportação. O terminal também atua de forma expressiva na cabotagem e como entreposto aduaneiro.

Investimentos em infraestrutura impulsionam eficiência operacional

O crescimento do Terminal Barra do Rio está diretamente ligado aos investimentos contínuos em infraestrutura. Atualmente, o complexo conta com uma área total de cerca de 70.000 m², píer de 220 m, 18.000 m² de armazéns cobertos com 4.130 posições de pallets e uma ampla retroárea destinada às operações logísticas.

Nos últimos anos, o terminal ampliou sua capacidade operacional por meio da modernização do pátio, melhorias no piso operacional, aquisição de equipamentos como reach stackers e um novo scanner, além da implantação de sistemas de gestão que elevaram os níveis de eficiência e segurança das operações.

Capital humano e relacionamento como diferenciais competitivos

O avanço registrado ao longo dos últimos 10 anos também foi acompanhado pela formação de uma equipe qualificada e comprometida. Clientes e parceiros destacam o atendimento ágil, a capacidade de adaptação às demandas do mercado e a proximidade no relacionamento como diferenciais do Terminal Barra do Rio.

Relatos de parceiros reforçam a postura profissional dos colaboradores e o comprometimento da gestão com metas claras e foco em resultados, refletindo os valores que norteiam a empresa: companheirismo, engajamento e respeito.

Visão de futuro e integração às rotas globais

Para Ricardo Ramos Moraes, Diretor-Presidente do Terminal, a celebração dos 10 anos vai além do tempo de operação e simboliza a consolidação de um propósito maior. 

“Chegar a uma década de operação é um marco que nos enche de orgulho. Não apenas pelo que construímos em termos de infraestrutura e processos, mas principalmente pela confiança que nossos clientes, parceiros e colaboradores depositaram em nós ao longo desses anos. Seguimos com a mesma determinação de sempre, inovar, servir com excelência e ampliar nossa atuação para integrar ainda mais Itajaí às principais rotas globais de comércio.” — Ricardo Ramos Moraes.

O Terminal Barra do Rio também tem avançado em iniciativas estratégicas voltadas ao futuro, como a abertura de novas rotas marítimas — incluindo uma ligação inédita com a África — e a adoção de práticas sustentáveis alinhadas aos desafios contemporâneos do setor logístico.

Ao completar uma década de operação, o Terminal reafirma sua posição como um elo vital da cadeia de suprimentos brasileira, refletindo não apenas a evolução da infraestrutura portuária nacional, mas também sua capacidade de adaptação às exigências de um mercado cada vez mais globalizado.

Fonte: Terminal Barra do Rio

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Comércio Exterior

Produtores de cacau da Bahia protestam contra aumento de importações africanas

Produtores de cacau da Bahia retomaram os protestos contra o crescimento das importações de amêndoas africanas, especialmente da Costa do Marfim, que registraram aumento de 17% em 2025. O setor aponta deságio de até 30% nos preços pagos aos produtores brasileiros, em um cenário de baixa nos preços internacionais. Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), há riscos sanitários e questões comerciais que afetam a competitividade da cadeia produtiva nacional, embora a indústria negue irregularidades.

No último fim de semana, produtores interditaram rodovias no sul da Bahia, e nesta quarta-feira (28/1) houve nova mobilização próxima ao Porto de Ilhéus, principal ponto de desembarque do cacau africano.

Controvérsias sobre o regime de drawback

Um dos principais pontos de tensão envolve o uso do regime de drawback, que permite às indústrias importar cacau com isenção tributária para processamento interno e exportação de derivados, como chocolate e manteiga. O diretor da Faeb, Guilherme Moura, afirma que há indícios de que o produto importado tem sido usado para formar estoques e controlar preços internos, prejudicando os cacauicultores brasileiros.

“O prazo entre a importação da amêndoa e a exportação do derivado chega a dois anos. Queremos verificar se o mecanismo está sendo usado para manipular estoques e reduzir o apetite por compra do cacau nacional”, explicou Moura.

Importações de cacau seguem em alta

De janeiro a novembro de 2025, o Brasil importou 2.950 TEUs de cacau – incluindo favas, pastas e produtos em pó –, um aumento de 2,3% em relação ao ano anterior, segundo dados da Datamar. Os portos da Bahia foram responsáveis pelo desembarque de quase 70 mil toneladas, consolidando a região como ponto estratégico para o comércio exterior.

Confira a seguir a comparação mensal da entrada de produtos por via marítima do setor cacauicultor ao Brasil desde 2022. Os dados são provenientes da plataforma DataLiner, da Datamar:

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que o cacau foi o segundo produto mais importado com suspensão de tributos por drawback, atingindo US$ 441,6 milhões entre setembro de 2024 e agosto de 2025, mais de 99% das importações totais da amêndoa. Em 2024, o valor foi de US$ 121,7 milhões.

A Faeb solicitou à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) um estudo detalhado sobre a aplicação do regime, incluindo volumes, prazos e fiscalização, defendendo a revisão da medida.

Produtores denunciam formação de cartel e queda de preços

Os cacauicultores baianos também alegam formação de cartel por parte das indústrias processadoras e planejam levar o caso ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Segundo Moura, o preço da amêndoa chegou a cair abaixo de R$ 300, quando há um ano era negociada a R$ 1 mil. Descontos adicionais aplicados pela indústria agravam a situação.

“Se essa prática continuar, a cultura do cacau pode ser totalmente desorganizada em 2026. A indústria justifica o deságio alegando mercado frio, mas continua importando do continente africano”, afirmou o diretor da Faeb.

Posição das indústrias processadoras

A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) negou as acusações de cartel. A presidente, Anna Paula Losi, afirmou que os valores pagos no mercado são definidos de forma independente por cada empresa.

Segundo ela, as importações são essenciais para atender à demanda interna e externa. “No primeiro semestre de 2025, o déficit entre moagem e recebimento foi de 39,7 mil toneladas. Sem a importação, algumas linhas de produção teriam parado”, explicou Losi.

Sobre o drawback, a dirigente afirmou que a suspensão da medida prejudicaria o setor e a economia. “As exportações de derivados superam as importações da amêndoa e permitem gerar divisas. Retirar o benefício não é positivo para a cadeia produtiva”, destacou.

Produtores pedem mais fiscalização e transparência

Além de contestar preços e importações, a Faeb exige maior transparência na fiscalização de navios importadores e solicita relatórios técnicos das embarcações que chegam com amêndoas estrangeiras.

No último fim de semana, os protestos incluíram interdições de estradas no sul da Bahia, com o objetivo de chamar atenção para a valorização do cacau nacional e a proteção da cadeia produtiva local.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Articulação internacional abre novos mercados para a banana catarinense via Porto de Itajaí

 O Porto de Itajaí avança em articulações internacionais com foco na abertura de novos mercados para a banana catarinense, fortalecendo a presença do produto no mercado europeu e diversificando destinos de exportação após o tarifaço registrado no ano passado, que impactou o comércio internacional e exigiu novas estratégias do setor produtivo brasileiro.

A agenda inclui tratativas para uma futura parceria com o Porto de Cagliari, localizado na capital da Sardenha, ampliando a conexão logística entre Santa Catarina, Itália e a União Europeia.

A iniciativa é estratégica para regiões catarinenses com forte produção de banana, como o Litoral Norte, o Vale do Itajaí, o Norte do estado e o Sul catarinense, onde a fruticultura tem papel relevante na geração de emprego, renda e desenvolvimento regional.

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, a diversificação de mercados é fundamental diante das mudanças recentes no comércio global.

“Depois do tarifaço do ano passado, ficou ainda mais claro que precisamos ampliar mercados e reduzir a dependência de poucos destinos. O Porto de Itajaí atua para abrir novas rotas e garantir competitividade à banana catarinense, fortalecendo toda a cadeia produtiva e gerando emprego e renda em Santa Catarina”, destacou.

A articulação integra uma agenda mais ampla de cooperação entre Brasil e Itália, fortalecendo o intercâmbio comercial entre a União Europeia e o Mercosul. Além da banana brasileira, a cooperação envolve produtos europeus como vinhos, queijos e azeites, ampliando o intercâmbio entre os mercados.

Durante a reunião, o deputado federal italiano Fabio Porta destacou o potencial do Porto de Itajaí como elo estratégico entre os continentes.

“Fomos muito bem acolhidos. Estamos desenvolvendo parcerias entre Brasil e Itália, União Europeia e Mercosul. O Porto de Itajaí tem um potencial enorme, e estamos construindo a ideia de instituir uma parceria com o Porto de Cagliari”, afirmou.

O parlamentar também ressaltou a importância da internacionalização do porto catarinense.

“Queremos fortalecer a internacionalização do Brasil e do Porto de Itajaí na Europa. Nos próximos meses, pretendemos anunciar medidas concretas”, completou.

Participantes
Pela comitiva italiana, participaram da reunião o deputado Fabio Porta, Verônica Salgado, Salvatore Milanese e Luiz Anelli Junior. Pelo Porto de Itajaí, estiveram presentes o superintendente João Paulo Tavares Bastos, o chefe de gabinete Artur Antunes, a secretária de imprensa Dayane Nunes e o assessor executivo Marcelo Peres.

A iniciativa reforça o papel do Porto de Itajaí como vetor de internacionalização da economia catarinense, ampliando mercados para a banana produzida em diferentes regiões do estado e fortalecendo Santa Catarina no comércio internacional.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Indústria

Gecex aprova medidas de defesa comercial para fortalecer a indústria brasileira

A 233ª Reunião Ordinária do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex), realizada nesta quarta-feira (28/1), avançou em um conjunto de medidas de defesa comercial e de realinhamento tarifário com foco no aumento da competitividade da indústria nacional.

As decisões envolvem ações no setor siderúrgico, ajustes em tarifas de importação e mudanças nas regras para bens de capital e de tecnologia, alinhadas às normas internacionais e à estratégia industrial do país.

Antidumping e aumento de tarifas no setor do aço

Entre as principais deliberações, o Gecex aprovou a aplicação de direito antidumping definitivo sobre as importações de aços pré-pintados originários da China e da Índia. A medida terá validade de cinco anos e busca conter práticas consideradas desleais de comércio.

Ainda no segmento siderúrgico, o colegiado autorizou a elevação temporária das tarifas de importação para mais nove NCMs do aço, pelo período de 12 meses. Com a decisão, a alíquota desses produtos passa a ser de 25%, reforçando a proteção à produção brasileira.

Redução de impostos para insumos estratégicos

Paralelamente às ações de defesa comercial, o Gecex também aprovou a redução do Imposto de Importação para diversos produtos considerados estratégicos. Entre eles estão um medicamento utilizado no tratamento da depressão e insumos essenciais para as indústrias química, têxtil e agropecuária.

Nesses casos, a alíquota foi fixada em 0%, com o objetivo de reduzir custos produtivos e ampliar o acesso a itens fundamentais para diferentes cadeias econômicas.

Realinhamento tarifário de bens de capital e tecnologia

Outro ponto relevante da reunião foi a aprovação do realinhamento das alíquotas do Imposto de Importação para bens de capital (BK) e bens de informática e telecomunicações (BIT). A medida segue tendências internacionais, respeita as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e busca fortalecer setores considerados estratégicos.

O ajuste é direcionado principalmente a produtos que possuem fabricação nacional, estimulando a produção interna e aumentando a resiliência das cadeias produtivas.

Regime de ex-tarifário continua para itens sem produção nacional

Para produtos que não são fabricados no Brasil, permanece a possibilidade de enquadramento no regime de ex-tarifário, mecanismo que permite a redução ou manutenção em zero das alíquotas de importação.

No caso das NCMs que atualmente possuem alíquota zerada, mas não estão enquadradas nesse regime, a nova regra passará a valer a partir de 1º de março. O prazo foi estabelecido para que os importadores possam solicitar o enquadramento no regime especial.

Os pedidos terão reconhecimento provisório do ex-tarifário e, ao final do processo — que costuma durar cerca de 120 dias — será definida a permanência ou não do benefício.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Receita Federal reformula OEA e suspende multa por erro de classificação fiscal

A Receita Federal anunciou que o programa OEA (Operador Econômico Autorizado) passará por uma reformulação ao longo de 2026, com foco no fortalecimento da conformidade aduaneira dos importadores. A medida ocorre em meio à migração do modelo tradicional da Declaração de Importação (DI) para a Declaração Única de Importação (Duimp), dentro do Portal Único de Comércio Exterior.

Uma das principais alterações já em vigor é a suspensão da multa de 1% aplicada sobre erros na classificação fiscal de mercadorias. A penalidade foi revogada pela Lei Complementar 227/2026, considerada um dos marcos regulatórios da reforma tributária.

Receita adota postura educativa durante período de adaptação

De acordo com o coordenador-geral de Administração Aduaneira da Receita Federal, Felipe Mendes Moraes, o novo desenho do OEA busca privilegiar um modelo mais orientativo e educativo, especialmente durante a fase de transição entre os sistemas.

Segundo ele, falhas cometidas nesse momento de adaptação devem ser tratadas sob a ótica da adequação processual, e não da punição imediata. A avaliação foi feita durante uma transmissão oficial promovida pelo Fisco.

Felipe também esclareceu que, embora a LC 227/2026 preveja a criação de uma nova multa vinculada ao despacho aduaneiro, a penalidade ainda depende de regulamentação infralegal a ser construída em conjunto com o Comitê Gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). Até que isso ocorra, não há sanção em vigor.

Fisco reforça que não há liberação irrestrita para erros

Durante o mesmo evento, o coordenador operacional aduaneiro, Fabrício Betto, destacou que a retirada da multa não representa uma permissão ampla para inconsistências nas declarações. A intenção, segundo ele, é garantir um período de aprendizado controlado, diante da complexidade da nova arquitetura tributária.

Betto afirmou que a tolerância a erros faz parte do processo de transição e envolve uma decisão conjunta entre União, estados e municípios, por meio do Comitê Gestor do IBS.

Reforma do OEA busca mais eficiência no comércio exterior

A atualização do programa OEA está alinhada às diretrizes da reforma tributária, que prevê desburocratização, simplificação e maior previsibilidade para as operações de comércio exterior. A expectativa da Receita é que empresas aderentes ao novo modelo tenham ganhos de agilidade nos despachos e maior segurança jurídica.

OEA e a substituição da DI pela Duimp

O OEA é um programa de certificação concedido a empresas que demonstram elevado nível de conformidade, controle e segurança em suas operações internacionais. Com a implementação do Duimp, que substitui a DI, os importadores precisam realizar ajustes significativos em seus sistemas e rotinas internas.

Segundo a Receita Federal, o momento atual é de cooperação técnica entre o Fisco e os operadores econômicos, com foco na correção de falhas sem aplicação automática de penalidades. A regulamentação das novas multas aduaneiras deverá avançar ainda em 2026, acompanhando o cronograma da transição tributária.

FONTE: Contábeis
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Contábeis

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Portos

Porto de Chancay completa primeiro ano e redefine a logística do Pacífico sul-americano

O Porto de Chancay, no Peru, encerrou seu primeiro ano de operação efetiva consolidando a transição de um grande projeto de infraestrutura para um hub logístico em funcionamento, com movimentação real de cargas e conexão direta com a Ásia. Idealizado como um porto de águas profundas, altamente automatizado e orientado a rotas diretas com a China, o terminal passou a operar dentro dos padrões dos grandes complexos portuários globais.

Inaugurado institucionalmente em 2024, o porto iniciou suas operações comerciais em junho de 2025, após a liberação das licenças pelas autoridades peruanas. A operação é conduzida pela COSCO Shipping Ports Chancay Perú S.A., controlada majoritariamente pelo grupo chinês COSCO Shipping Ports, em parceria com o grupo peruano Volcan.

Infraestrutura moderna e foco em grandes navios
Desde o planejamento, o Porto de Chancay foi estruturado para receber navios porta-contêineres de grande porte, com calado profundo, sistemas digitais integrados e um túnel logístico exclusivo que conecta o terminal à Rodovia Pan-Americana. A solução reduz interferências urbanas e amplia a eficiência operacional.

No primeiro ciclo operacional, o porto concentrou-se em cargas alinhadas à sua hinterlândia, priorizando fluxos com ganhos logísticos evidentes e compatíveis com a geografia andina.

Exportações agrícolas lideram o início das operações
As primeiras exportações via Chancay foram dominadas por produtos agrícolas perecíveis, especialmente mirtilos, uvas e abacates, embarcados pelo Peru e por outros países andinos com destino ao mercado asiático. Esses embarques se destacaram pelo uso do porto para cargas sensíveis ao tempo, aproveitando uma redução de até 15 dias no trânsito marítimo até a China em comparação a outros portos da América Latina.

Além do Peru, Equador, Chile e Colômbia passaram a utilizar o terminal para exportações regionais, principalmente de frutas e produtos frescos voltados ao mercado asiático.

Importações chinesas e cargas especiais
No fluxo inverso, o porto recebeu importações originadas majoritariamente da China, incluindo máquinas, equipamentos industriais, veículos, bens de consumo duráveis e cargas especiais de grande porte, como equipamentos elétricos e industriais. Os dados são respaldados por registros da Autoridade Portuária Nacional do Peru (APN).

Redução do tempo de viagem é principal diferencial
Um dos pontos mais relevantes observados no primeiro ano foi a redução do tempo de transporte marítimo entre o Pacífico sul-americano e a China. As rotas diretas a partir de Chancay operaram entre 23 e 25 dias, enquanto trajetos tradicionais, dependentes do Canal do Panamá ou de múltiplas escalas, seguem entre 35 e 40 dias.

O ganho logístico beneficia especialmente cargas perecíveis e de maior valor agregado, reduzindo custos financeiros, riscos de deterioração e incertezas operacionais.

Hub emergente do Pacífico e impacto econômico
Ao longo de 2025, o Porto de Chancay passou a ser citado como um hub emergente do Pacífico sul-americano, atraindo cargas de países andinos e reforçando a integração comercial com a Ásia, ainda que em escala inicial. Autoridades peruanas indicam potencial de contribuição relevante ao PIB do Peru, além da geração de empregos diretos e indiretos e estímulo a investimentos logísticos no entorno do terminal.

Integração com o Brasil ainda não saiu do papel
Apesar das expectativas criadas em torno de corredores bioceânicos e da integração logística Brasil–Pacífico, o primeiro ano de operação não registrou qualquer carga brasileira utilizando o Porto de Chancay. Não há manifestos marítimos, dados aduaneiros, anúncios de operadores ou registros de operações piloto envolvendo exportadores do Brasil.

Estados frequentemente citados nesse debate, como Acre, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, também não apresentaram movimentações logísticas efetivas via o porto peruano.

Limites da integração regional
A ausência brasileira está ligada a fatores estruturais conhecidos, como a inexistência de corredores terrestres plenamente operacionais, os altos custos da travessia andina, a falta de escala logística e a competitividade ainda superior das rotas atlânticas.

Segundo a APN e a COSCO Shipping Ports, o balanço do primeiro ano mostra que Chancay opera de forma consistente dentro de sua realidade geográfica, conectando o Pacífico sul-americano à Ásia de maneira mais direta. Ao mesmo tempo, evidencia que o porto ainda não é uma alternativa logística viável para o Brasil, nem um substituto imediato às rotas pelo Atlântico.

Perfil asiático-andino e desafios futuros
Neste estágio, o Porto de Chancay se consolida como um terminal de perfil asiático-andino, com protagonismo peruano e chinês. Sua expansão continental dependerá diretamente da evolução da infraestrutura terrestre sul-americana.

Ao fim do primeiro ciclo operacional, o porto comprova que infraestrutura portuária moderna gera ganhos concretos quando acompanhada por rotas marítimas eficientes, mas também revela os limites da integração regional diante da ausência de corredores logísticos terrestres funcionais. Para os investidores chineses, o ativo já opera com cargas reais e benefícios mensuráveis; para a América do Sul, o desafio permanece fora do porto.

FONTE: China 2 Brazil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Li Muzi/ Xinhua

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