Exportação, Internacional, Tecnologia

Estados Unidos relaxam restrições à exportação de tecnologia para a China

As últimas notícias sobre os Estados Unidos e a China. Os Estados Unidos reverteram as restrições ao software de design de chips e às exportações de etano para a China na quarta-feira, sinalizando um alívio provisório das tensões comerciais entre as duas potências.

Grandes desenvolvedores como Synopsys, Cadence e Siemens estão agora restabelecendo o acesso para clientes chineses depois de receber autorização das autoridades dos EUA. A medida segue esforços diplomáticos renovados que viram Pequim concordar em revisar sua política de exportação de terras raras.

“Os Estados Unidos escalaram para diminuir a escalada. Eles colocaram restrições em muitos outros itens para fazer com que os chineses recuassem nas terras raras”, disse uma fonte familiarizada com as discussões dentro do governo dos Estados Unidos.

“À medida que os Estados Unidos e a China continuam a manter este acordo-quadro, veremos muitas dessas restrições desaparecerem. Voltando ao status quo, onde estávamos em fevereiro/março”, disse a fonte, que não quis ser identificada.

Fonte: MSN

Ler Mais
Exportação

Mato Grosso alavanca crescimento e Brasil retoma liderança na exportação mundial de algodão

O Brasil deve consolidar a liderança mundial nas exportações de algodão com a safra de 2025. Os produtores planejam colher 3,95 milhões de toneladas e vender 2,9 milhões ao mercado externo.

Em 2024, o Brasil superou os Estados Unidos nas exportações, país que liderava o ranking mundial por toda a década até então. Com a guerra tarifária, a produção brasileira conquistou o mercado chinês, antes dominado pelos estadunidenses.

No ano passado, o Brasil produziu 3,7 milhões de toneladas e exportou 2,68 milhões. A exportação gerou US$ 5,2 bilhões em receita. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

“A posição de destaque como líder na exportação de algodão é resultado de um trabalho consistente do setor, com investimentos em qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade ao longo das últimas décadas. Atualmente, o algodão brasileiro é reconhecido no exterior por essas características, especialmente em mercados exigentes como o asiático”, afirma o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Piccoli.

Os principais compradores do algodão brasileiro em 2024, segundo o IBGE, foram:

  • China (US$ 1,7 bilhão)
  • Vietnã (US$ 1 bilhão)
  • Bangladesh (US$ 604,4 milhões)
  • Paquistão (US$ 519,9 milhões)
  • Turquia (US$ 460,9 milhões)

O estado do Mato Grosso respondeu por 70% da produção brasileira de algodão em 2024, com 2,6 milhões de toneladas. Algumas iniciativas voltadas ao setor contribuíram para a chegada a esse patamar, como o programa denominado Proalmat, criado nos anos 1990, e pelo qual o governo estadual oferece incentivos fiscais.

As medidas incluem redução do ICMS e crédito presumido de 65% nas vendas interestaduais. O poder público atrela esse mecanismo ao aumento obtido na competitividade, com atração de compradores do Brasil e do exterior.

Segundo relatório da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec), o Proalmat registrou 2.153 empresas credenciadas em 2023. No ano passado, o faturamento com vendas internas e interestaduais chegou a R$ 18,344 bilhões, valor que equivale a um crescimento de 51,17% em relação aos 12 meses anteriores.

Guerra tarifária causa instabilidade na cadeia global do algodão

Em maio do ano passado, o preço médio de exportação do algodão brasileiro foi de US$ 1.954,60 por tonelada. Já neste ano, no mesmo mês, o valor caiu para US$ 1.609,30 – uma queda de 17,7%, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Nesse contexto, as tarifas internacionais causaram oscilações no mercado – medidas dos Estados Unidos e as reações da China influenciaram diretamente nos preços. “Por isso, seguimos atentos aos desafios do setor, como a volatilidade do mercado internacional e a evolução das exigências por práticas sustentáveis, fatores fundamentais para garantir competitividade no longo prazo”, afirma o presidente da Abrapa.

O cenário global é de preços reprimidos, devido a uma demanda internacional enfraquecida, na avaliação do presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Miguel Faus. “A China segue sendo um destino importante para o algodão brasileiro, no entanto, a concorrência dos EUA deve se intensificar em mercados onde o Brasil tem se consolidado nos últimos anos, como Índia, Egito, Paquistão, Bangladesh, Vietnã e Turquia”, analisa ele.

Vietnã ganha destaque na compra do algodão brasileiro

Segundo a Anea, o Brasil embarcou 2,2 milhões de toneladas de algodão entre julho de 2024 e março de 2025. Já em abril, o país exportou 239 mil toneladas, queda de 0,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em março, exportou o mesmo volume, uma redução de 5,3%.

No acumulado de agosto de 2024 a abril de2025, o Vietnã é o principal destino das exportações brasileiras (462 mil toneladas), representando 19% do total embarcado. Com esse resultado, o Vietnã ultrapassou a China como principal destino, em função da redução de 775 mil toneladas, em comparação ao mesmo período do ano passado, dos embarques para o mercado chinês.

Brasil busca crescimento no mercado asiático para exportação do algodão

Representantes da Abrapa e de associações estaduais de produtores de algodão visitam a China e a Coreia do Sul neste mês de junho – é a segunda vez este ano. O objetivo é estreitar os laços comerciais com a cadeia têxtil dos dois países. O grupo brasileiro participou da China International Cotton Conference (CICC 2025), um dos maiores eventos da indústria têxtil chinesa.

Além do interesse têxtil, o mercado chinês é oportunidade para o beneficiamento do caroço de algodão, insumo da indústria de ração animal. O ingrediente é usado especialmente para ruminantes, devido ao alto teor de proteína, energia e fibra.

A Coreia do Sul é outro parceiro estratégico para as exportações brasileiras, já que é um país que tem uma indústria muito desenvolvida em relação ao mercado têxtil e de design. No último ano, o país ocupou a 8ª posição entre os que mais compraram o algodão do Brasil. Atualmente, 48% de todo algodão importado pela Coreia é brasileiro.

Fonte: Gazeta do Povo

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Importação

Novos dados DataLiner: Comércio Exterior Brasileiro em 2025: Exportações Estagnadas e Importações em Alta com Impactos do Câmbio e da Indústria

Dados recém-divulgados pela equipe de Business Intelligence da Datamar sobre a movimentação brasileira de contêineres apontam que, no período de janeiro a maio de 2025, as exportações brasileiras caíram 0,4% em comparação com os cinco primeiros meses de 2024. Apesar disso, na comparação apenas entre maio de 2025 e o mesmo mês do ano anterior, os embarques registraram uma leve recuperação, com alta de 1,2%.

Confira a seguir um comparativo das exportações brasileiras de contêineres no período de janeiro a maio de 2022 a 2025. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Contêineres | Jan-Mai 2022–2025 | TEU

Entre as principais cargas exportadas pelo Brasil nesse período, as carnes seguem na liderança, com um volume 3,3% superior ao registrado entre janeiro e maio de 2024. A madeira, por outro lado, apresentou queda de 6,3%, enquanto os embarques de algodão aumentaram 2,2%.

Em relação aos destinos, a China manteve-se como o principal parceiro comercial, mesmo com uma queda expressiva de 17,3% no volume de contêineres recebidos em comparação com o mesmo período de 2024. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com crescimento de 3% no volume importado do Brasil.

No sentido oposto, as importações brasileiras via contêineres apresentaram desempenho mais robusto. Houve alta de 10,5% no volume total desembarcado no país entre janeiro e maio de 2025, em relação a igual período do ano passado. Apenas no mês de maio, o avanço foi de 8,6%.

As principais mercadorias importadas no acumulado do ano foram reatores, caldeiras e máquinas, com incremento de 44,1% sobre 2024. Em seguida vieram os plásticos, com aumento de 4,4%, e os equipamentos elétricos, que cresceram 24,8%.

Quanto às origens das importações brasileiras, a China lidera com alta de 14,1%, seguida por Estados Unidos (-0,6%) e Alemanha (-1,6%).

Veja abaixo a evolução da importação de contêineres no Brasil nos cinco primeiros meses dos últimos quatro anos:

Importações Brasileiras de Contêineres | Jan-Mai 2022–2025 | TEU

Panorama regional – Argentina e Uruguai

Na Argentina, as exportações via contêineres cresceram 3% entre janeiro e maio de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. O país também registrou forte avanço nas importações por contêiner, com alta de 60,3% no acumulado do ano.

O Uruguai, por sua vez, exportou um volume 6,1% superior ao do mesmo período de 2024, enquanto suas importações cresceram 7,9% nos cinco primeiros meses de 2025.

Fonte: Datamar News

Ler Mais
Comércio Exterior, Importação, Informação

NAC Lança crédito exclusivo para cargas LCL na importação 

A NAC acaba de lançar uma solução inovadora para quem importa produtos via carga LCL (Less than Container Load) / Fracionada – uma modalidade que representa boa parte dos importadores brasileiros. Agora, é possível obter crédito na importação de carga LCL, tendo a própria carga como garantia, algo inédito no Comércio Exterior Brasileiro, e que promete destravar o crescimento de empresas que importam através dessa modalidade. 

“O primeiro ponto é entender a necessidade do importador. Quando ele importa de países como China, por exemplo, o primeiro desafio é que ele precisa pagar antecipado (…) Quando chega no Brasil, você vai precisar pagar impostos, que geralmente representam 50% do valor da mercadoria, pagar o frete marítimo, frete terrestre, levar para o seu armazém, produzir, vender, e depois de vender, geralmente, você precisa dar prazo para o cliente final ou prazo para plataformas de marketplace. Então estamos falando de um fluxo de caixa entre o pagamento inicial à venda das mercadorias que pode chegar a seis meses (180 dias), o que é desafiador”, explica Tiago Quaresma, Head Comercial da NAC.  

Solução exclusiva para importador de carga LCL 

A nova linha de crédito da NAC foi desenhada para resolver um dos maiores gargalos do comércio exterior: o tempo entre o pagamento antecipado e o retorno financeiro da operação. Em muitos casos, esse intervalo pode ultrapassar seis meses (180 dias), o que compromete o capital de giro e dificulta a escalabilidade das operações de importação. “Imagina aquele importador que precisa fazer uma operação mensal. É um fluxo de caixa muito apertado”, reforça Quaresma.  

O diferencial da NAC está em oferecer crédito tendo a carga como garantia, inclusive para cargas LCL / fracionada, sem exigir garantias tradicionais como imóveis ou aplicações financeiras — algo praticamente inexistente entre os bancos tradicionais. 

Além disso, a linha tem vantagens exclusivas: 

• Crédito em reais, evitando exposição cambial; 

• Isento de IOF, o que reduz o custo da operação; 

• Não compromete o limite de crédito do cliente nos bancos convencionais; 

• Não interfere no operacional da importação: o cliente mantém o mesmo fornecedor, o mesmo BL, os mesmos prazos. 

• Prazo de 6 meses (180 dias) 

Oportunidade para pequenos e médios importadores 

Essa solução atende diretamente os pequenos e médios empresários que importam em menor volume, mas enfrentam os mesmos desafios de quem importa por full conteiner. Por isso, o lançamento é visto como um divisor de águas no acesso ao crédito para o comércio exterior brasileiro. “Geralmente, esses importadores não têm muitas linhas de crédito, por quê? Porque são cargas fracionadas (…). Quando a gente fala da importação LCL, isso é uma novidade muito grande no mercado,” enfatiza Quaresma. 

NAC: especialista em crédito para comércio exterior 

Fundada por Gilliard Silva, conhecido como Gillis, a NAC nasceu com um DNA forte voltado ao comércio exterior e o propósito de quebrar barreiras no acesso ao crédito para importadores e exportadores brasileiros. Com mais de 20 anos de experiência no setor, Gillis identificou uma falha estrutural: o comércio exterior precisava de mais inovação e soluções financeiras alinhadas à sua complexidade operacional. 

Com um histórico consolidado em crédito para operações de full container, a NAC agora se torna referência também para quem atua com LCL, democratizando o acesso a soluções viáveis para empresas de todos os portes. Tudo isso com foco em liquidez, previsibilidade e crescimento sustentável, sem as amarras das exigências dos modelos tradicionais, sendo a primeira instituição a falar a mesma linguagem dos importadores e entender realmente os desafios do comercio exterior.  


Saiba mais no site: https://nacdigital.com.br/  

Ler Mais
Portos

Portos do norte da Europa estariam em crise

Os principais portos do norte da Europa enfrentam um dos congestionamentos mais graves dos últimos anos, segundo a Kuehne+Nagel.

Paolo Montrone, diretor global de comércio logístico marítimo, alertou que a situação pode se estender por vários meses. Os navios não chegam nos horários programados, o que gera acúmulo em terminais já saturados, explicou o executivo.

Greves e insatisfação trabalhista afetaram os cronogramas das alianças marítimas, complicando ainda mais a operação portuária. Além disso, mudanças recentes nas alianças entre transportadoras aumentaram a incerteza quanto à rotação e frequência dos navios.

A logística terrestre também está sob pressão devido a fatores externos, indicou Montrone. O baixo nível do rio Reno afetou as barcaças e forçou o desvio de carga para trens e caminhões.

Essas redes terrestres já operam próximas do limite, o que agrava ainda mais a situação logística na região. Para Montrone, o problema não é conjuntural, mas estrutural, e requer medidas urgentes de planejamento estratégico.

Ele recomenda diversificar os corredores logísticos, mesmo que isso implique custos mais altos, incluindo opções em portos do sul da Europa. Rotas intermodais pelo Adriático e pela Europa Oriental podem oferecer algum alívio no curto e médio prazo.

Também sugere mudar a estratégia de estoques, abandonando o modelo “just-in-time” para cargas críticas. Preparar-se para prazos de entrega mais longos será essencial para evitar maiores interrupções, concluiu. “É hora de agir antes que a disrupção se torne paralisia”, alertou.

A crise atual nos portos do norte reflete uma vulnerabilidade crescente na cadeia logística global que não pode ser ignorada.

Fonte: Todo Logística News

Ler Mais
Exportação, Internacional

Alckmin mira Nigéria para diversificar exportação

Em um momento de incertezas no mercado de petróleo devido às instabilidades no Oriente Médio e dificuldades de fornecimento de fertilizantes por causa da guerra na Ucrânia, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin, concluiu nesta quarta-feira (25) uma missão à Nigéria, país com o qual o Brasil quer diversificar sua pauta de exportações e pode ampliar as compras nos setores de petróleo, gás natural liquefeito e fertilizantes.

A Nigéria está entre as maiores economias do continente africano e tem a sexta maior população do mundo, com 223,8 milhões de habitantes – o Brasil tem a sétima maior. Segundo Alckmin, esse mercado deve crescer ainda mais, uma vez que a expectativa é que em 2050 o país passe a ter a terceira ou quarta maior população do mundo. “É um país que tem escala, cresce numa velocidade impressionante”, disse ele em entrevista ao Valor por telefone.

À frente de uma missão de empresários e autoridades, Alckmin afirmou que o Brasil prospecta oportunidades no setor de laticínios, aviões comerciais e de defesa, coletes balísticos e blindagem de veículos, indústria têxtil, máquinas agrícolas, biocombustíveis e arroz, principal item do cardápio dos nigerianos. Também se tratou da possibilidade de Brasil e Nigéria terem uma ligação aérea direta – primeiramente para cargas, mas eventualmente depois para passageiros também. Em outra frente, a indústria de carnes já está investindo no país.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras via contêineres para a Nigéria a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras via Contêineres para a Nigéria | Jan 2022 – Abr 2025 | TEUs

“A nossa busca é a diversificação. Hoje, a nossa exportação para a Nigéria está muito em cima do açúcar. É o principal produto, commodity. Queremos diversificar mais”, comentou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento.

A expectativa é que o presidente nigeriano, Bola Tinubu, participe como convidado da cúpula do Brics no próximo mês, no Rio de Janeiro, e em agosto faça uma visita de Estado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília.

Também se espera que representantes de empresas do país africano busquem parcerias no Brasil para ampliar as vendas de petróleo, gás natural liquefeito (GNL) e fertilizantes.

“Nós dependemos do nitrogenado, do fertilizante. Está crescendo no Brasil [a produção local], mas ainda 80% são importados. Isso é para a segurança alimentar. Deveremos ter este ano uma safra recorde, 10% maior, então a demanda por fertilizantes vai ser de dois dígitos”, acrescentou Alckmin.

Segundo o Mdic, a Nigéria é atualmente o 49º maior destino das exportações brasileiras. Em 2024, o Brasil exportou US$ 978,5 milhões para o país, com destaque para açúcares e melaços. Já a importações brasileira da Nigéria totalizou US$ 1,1 bilhão no mesmo período, sendo quase metade (48%) composta por adubos e fertilizantes químicos. O maior parceiro comercial da Nigéria é a China.

Fonte: Valor Econômico 

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação

Gripe aviária: 16 países retiram embargo à exportação brasileira de carne de aves

Governos federal e estadual negociam liberação de outros países, como a China

Com o fim do estado de emergência devido ao caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul, em maio, ao menos 16 países retiraram as restrições de exportação da carne de aves brasileiras, disse o Ministério da Agricultura na terça. Entre os principais clientes, a China ainda mantém a suspensão total.

Entre os países que retiraram o embargo ao frango do Brasil estão: Argélia, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Egito, El Salvador, Iraque, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mianmar, Montenegro, Paraguai, República Dominicana, Sri Lanka, Vanuatu e Vietnã. O Japão limitou a suspensão às cidades de Montenegro (RS), onde teve o caso de gripe aviária, Campinápolis (MT) e Santo Antônio da Barra (GO).

Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia também mantiveram embargo parcial, restrito às carnes de aves produzidas em Montenegro. Outras suspensões de compra foram limitadas ao estado do Rio Grande do Sul, em medida adotada por 19 países, entre eles Arábia Saudita, Coreia do Sul, Cuba, México, Reino Unido, Rússia e Ucrânia.

O embargo total das exportações do Brasil segue mantido por 15 países. A retomada é esperada desde a portaria do governo federal publicada na quarta passada, que declarou o fim do estado de emergência zoossanitária em Montenegro (RS), em função do foco detectado de gripe aviária.

A retomada é esperada desde a portaria do governo federal publicada na quarta-feira passada, que declarou o fim do estado de emergência zoossanitária em Montenegro (RS), em função do foco detectado de gripe aviária. 

“Com o encerramento do período de vazio sanitário e sem novas ocorrências, o Brasil concluiu todas as ações sanitárias exigidas e informou à OMSA [Organização Mundial de Saúde Animal], recuperando novamente o status de livre da doença”, explicou o ministério. 

Governador pede retomada das exportações de frango de SC para a China

Em missão na Ásia com comitiva catarinense, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), aproveitou a reunião com o vice-ministro da Administração Geral das Alfândegas da China, Zhao Zenglian, para pedir a retomada das exportações de carne de frango do estado ao mercado chinês. O encontro foi na terça-feira.

Santa Catarina é o segundo maior exportador brasileiro de carne de frango para a China. O foco de gripe aviária no Rio Grande do Sul fez o governo chinês, a exemplo de outros países, suspender temporariamente as compras de frango do Brasil, como medida preventiva. 

O governador citou o exemplo do Japão, reconhecido com um dos sistemas sanitários mais rigorosos do mundo, que decidiu manter as importações de carne de frango de Santa Catarina por entender que o foco da doença está restrito a uma única cidade do Rio Grande do Sul.

“Nós somos o estado que mais cuida da sanidade animal. Eu não tenho dúvida de que os chineses também entenderam o valor que damos ao sistema de defesa agropecuária de excelência que entregamos ao mundo com um trabalho sério de prevenção”, destacou Jorginho. 

O pedido foi reforçado pelo secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, que integra a comitiva catarinense. “Nosso compromisso é reforçar, com base em evidências técnicas e diálogo institucional, que Santa Catarina oferece segurança para a retomada das exportações de carne de frango”, comentou. 

Há previsão de as autoridades chinesas visitarem o estado pro avanço das negociações. Para evitar travar exportações, o estado defende a regionalização diante de casos de focos sanitários. Com o critério adotado em países como o Japão, regiões do país não afetadas por foco de doença manteriam o comércio internacional de produtos de origem animal. 

Complexo de Itajaí

Os países asiáticos são grandes compradores de proteína animal brasileira. No primeiro trimestre deste ano, a China importou 140 mil toneladas de carne de frango e outras 53,4 mil toneladas de carne suína. Santa Catarina é responsável por metade da produção de cortes suínos exportados pelo país e está entre os maiores na avicultura também. 

O complexo portuário de Itajaí é fundamental no escoamento das exportações brasileiras de frango e carne suína, com mais da metade das operações dos produtos saindo pelos portos de Itajaí e Navegantes. 

Conforme o governo do estado, não houve impactos significativos na exportação de carne de aves no balanço até maio. Os dados de junho ainda serão divulgados. “A Sobre os impactos no complexo, a Portonave explicou que acompanha atentamente o cenário da gripe aviária no país e seus impactos nas exportações. “Monitoramos os desdobramentos e aguardamos a normalização das operações no comércio exterior”. Já a JBS Terminais preferiu não comentar o assunto e a Superintendência do Porto de Itajaí ainda não se manifestou. 

Situação dos embargos ao frango brasileiro

Retirada da suspensão

Argélia, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Egito, El Salvador, Iraque, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mianmar, Montenegro, Paraguai, República Dominicana, Sri Lanka, Vanuatu e Vietnã

Suspensão total do Brasil

Albânia, Argentina, Canadá, Chile, China, Filipinas, Índia, Macedônia do Norte, Malásia, Mauritânia, Paquistão, Peru, Timor-Leste, União Europeia e Uruguai 

Suspensão restrita ao Rio Grande do Sul 

África do Sul, Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bahrein, Bielorrússia, Cazaquistão, Coreia do Sul, Cuba, Kuwait, México, Namíbia, Omã, Quirguistão, Reino Unido, Rússia, Tajiquistão, Turquia e Ucrânia

Suspensão restrita à cidade de Montenegro (RS)

Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia

Suspensão restrita a Montenegro (RS), Campinápolis (MT) e Santo Antônio da Barra (GO) 

Japão

Suspensão limitada à zona sanitária específica 

Hong Kong, Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Singapura, Suriname e Uzbequistão

Fonte: Diarinho

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Importação

Comércio entre China e países de língua portuguesa movimenta quase US$ 61 bilhões em quatro meses 

As trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa alcançaram US$ 60,99 bilhões entre janeiro e abril de 2025. Apesar do montante expressivo, os dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China indicam uma retração de 15,48% em comparação com o mesmo período do ano anterior. 

O volume de importações da China oriundas dos países de língua portuguesa totalizou US$ 34,29 bilhões — uma queda de 26,01% no comparativo anual. Já as exportações chinesas para esses países apresentaram crescimento de 3,4%, somando US$ 26,71 bilhões no mesmo período. 

Em abril, o comércio exterior entre China e esses países atingiu US$ 16,78 bilhões, o que representa uma redução de 6,5% em relação a abril de 2024. As importações chinesas somaram US$ 9,76 bilhões (queda de 14,07%), enquanto as exportações da China para esses mercados cresceram 6,55%, atingindo US$ 7,02 bilhões. 

O Brasil permanece como o principal parceiro comercial da China – entre os países de língua portuguesa, respondendo por US$ 48,61 bilhões do total movimentado no quadrimestre. Desse valor, US$ 21,51 bilhões referem-se a exportações chinesas para o Brasil, enquanto US$ 27,10 bilhões foram importações de produtos brasileiros pela China

A relação econômica entre China e países de língua portuguesa — que inclui, além do Brasil, nações como Angola, Portugal e Moçambique — segue estratégica para o fortalecimento do comércio internacional e o desenvolvimento das trocas bilaterais no contexto global. 

TEXTO: REDAÇÃO 

FOTO: Ricardo Stuckert/Presidência da República 

FONTES:  

poder360.com.br/ 

www.br-cn.com/  

Ler Mais
Comércio Exterior, Turismo

Crise cambial ameaça o comércio exterior e o turismo

A economia boliviana enfrenta uma grave crise cambial. Desde 2023, vêm se intensificando as restrições para transações em dólares. Segundo dados oficiais, as reservas internacionais líquidas (RIN) caíram para 3,148 bilhões de dólares — muito distante do recorde de 15,122 bilhões registrado em 2014.

Essa queda provocou uma escassez generalizada de dólares. O sistema financeiro impôs limites às operações com cartões e contas em moeda estrangeira, afetando tanto empresas quanto cidadãos. A taxa de câmbio oficial está fixada desde 2011: 6,96 bolivianos por dólar na venda e 6,86 na compra.

No entanto, no mercado paralelo, a cotação chegou a 20 bolivianos em maio e atualmente gira entre 15 e 16 bolivianos por dólar.

Exportações em queda, importações em alta
Oswaldo Barriga, presidente da Câmara Nacional de Exportadores da Bolívia (Caneb), explicou que a queda das exportações de gás natural foi decisiva. Em 2013, as vendas de gás geraram 6,113 bilhões de dólares; em 2024, mal chegaram a 1,672 bilhão.

A essa queda somou-se uma forte fuga de capitais após a intervenção do Banco Fassil em 2023. Também influenciaram as medidas contra operações ligadas ao narcotráfico. Segundo Barriga, o país deixou de arrecadar entre 5 e 8 bilhões de dólares por esses fatores.

Gary Rodríguez, gerente do Instituto Boliviano de Comércio Exterior (IBCE), destacou que o setor público importa mais combustíveis e exporta menos hidrocarbonetos. Isso agrava a escassez de divisas e se soma à falta de financiamento externo, dificultada por entraves legislativos.

Efeitos no turismo e no comércio
Luis Ampuero, presidente da Câmara Boliviana de Turismo (Cabotur), alertou sobre as consequências no setor. As empresas não conseguem efetuar pagamentos ao exterior nem importar insumos com liberdade, o que desacelera a atividade.

Barriga criticou a taxa de câmbio fixa e as faixas de preços, que obrigam os exportadores formais a vender no mercado interno a valores subsidiados.

Reivindicam medidas urgentes
Representantes do setor produtivo propõem reduzir o gasto público, liberar as exportações e ativar o financiamento externo. Também pedem a formalização das cooperativas de mineração e melhores condições para investir no setor de hidrocarbonetos.

“Estamos ficando sem oxigênio produtivo”, alertou Barriga. “Sem sangue nas veias, a economia não pode sobreviver.”

Fonte: Todo Logística News

Ler Mais
Comércio, Comércio Exterior

Impulsionando o Corredor Multimodal Amazonas

O Ministério de Comércio Exterior e Turismo (Mincetur) destacou os avanços do Corredor Multimodal Amazonas — uma iniciativa chave para descentralizar a logística do comércio exterior peruano.

Esse projeto busca aumentar a competitividade dos produtos nacionais, facilitando sua saída eficiente para os mercados internacionais.

Integração territorial e fortalecimento portuário

Durante a sétima mesa técnica do corredor, a vice-ministra Teresa Mera ressaltou a importância de continuar melhorando a conectividade do norte peruano. Ela afirmou que o Terminal Portuário de Lambayeque, ainda em fase de planejamento, será uma infraestrutura estratégica para o desenvolvimento logístico do país.

Além disso, a localização geográfica de Lambayeque a torna uma peça essencial para a integração com a Amazônia e o Brasil, reforçando seu papel no novo esquema logístico nacional.

Melhor aproveitamento dos acordos comerciais

O governo peruano busca garantir que os 22 acordos comerciais em vigor — que abrangem 58 mercados em quatro continentes — também beneficiem os exportadores das regiões mais distantes. Com isso, pretende-se gerar desenvolvimento econômico com impacto direto na população.

Avanços concretos em infraestrutura e regulação na região amazônica

Entre os avanços apresentados, destacam-se:

  • Implementação de terminais portuários em Sinchicuy e Saramiriza.
  • Obras em vias concedidas que melhoram a acessibilidade logística.
  • Progresso no regulamento de transporte rodoviário e fluvial, liderado pelo Ministério dos Transportes.
  • Desenvolvimento do anteporto de Paita, que já conta com plano de trabalho e estudos avançados.

Também estão sendo reforçadas medidas de segurança da carga para evitar contaminações e proteger a reputação dos produtos peruanos no comércio internacional.

Participação multissetorial

A reunião contou com a presença de autoridades nacionais e regionais, como a vice-governadora de Lambayeque, Flor Saavedra; o presidente da Autoridade Portuária Nacional, Juan Carlos Paz; e representantes da ENAPU, Terminal Portuário Euroandinos, Ositran, Senasa, ZED Paita, ADEX, Conudfi, além dos governos regionais de Cajamarca e Amazonas.

O encontro reafirmou o compromisso conjunto de transformar o Corredor Multimodal Amazonas em uma ferramenta estratégica de conectividade logística para o desenvolvimento descentralizado do Peru.

Fonte: Todo Logistica News

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook