Internacional

Sem citar Brasil, Trump afirma que só irá abaixar tarifas se países abrirem mercado para os EUA

Presidente dos EUA afirmou em seu perfil no TruthSocial que países que não abrirem mercados terão “tarifas muito mais altas”

O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 23, que só irá abaixar as tarifas impostas aos países caso eles concordem em abrir o mercado para os EUA. A postagem de Trump em seu perfil no TruthSocial acontece um dia depois de o presidente anunciar um acordo com o Japão, e não cita nominalmente nenhum outro país.

“Eu só vou reduzir as tarifas se um país concordar em abrir seu mercado. Se não, tarifas muito mais altas! Os mercados do Japão estão agora abertos (pela primeira vez na história!). As empresas dos EUA vão crescer”, escreveu o presidente.

Brasil tenta evitar tarifas de Trump

Brasil segue tentando impedir a aplicação de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. As taxas, que incidem sobre itens como aço, café e aeronaves, estão previstas para entrar em vigor em 1º de agosto de 2025. Até o momento, não houve avanço significativo nas negociações, e o governo brasileiro já reconheceu a possibilidade de não conseguir um acordo a tempo.

Apesar dos esforços diplomáticos, o Brasil tem buscado apoio internacional, criticando as tarifas na Organização Mundial do Comércio (OMC), onde recebeu o respaldo de cerca de 40 países, incluindo grandes parceiros como a União Europeia, China e Rússia. O governo brasileiro argumenta que as medidas de Trump são uma tentativa de interferência nos assuntos internos do país, além de violar as normas do comércio internacional.

Trump anuncia acordo com Japão

O acordo comercial entre os Estados Unidos e o Japão, anunciado na terça-feira, 22, trouxe uma redução significativa nas tarifas sobre produtos japoneses, especialmente no setor automotivo. A tarifa foi ajustada para 15% sobre a maioria dos produtos, incluindo automóveis, que anteriormente enfrentavam uma ameaça de 25%. Em contrapartida, o Japão se comprometeu a investir US$ 550 bilhões nos Estados Unidos, com foco em setores estratégicos como farmacêuticos e semicondutores.

O Japão também concordou em aumentar suas importações de produtos agrícolas americanos, como arroz e caminhões, oferecendo mais acesso ao seu mercado doméstico para os exportadores dos EUA. No entanto, as tarifas sobre aço e alumínio permanecem inalteradas, com uma taxa de 25% ainda aplicada.

O acordo foi amplamente visto como uma vitória para o Japão, que conseguiu evitar tarifas ainda mais altas, especialmente no setor automotivo, e ajudou a estabilizar as cadeias produtivas de ambos os países. O mercado financeiro reagiu positivamente, com as ações das montadoras japonesas subindo após o anúncio.

Fonte: Exame

Ler Mais
Internacional, Mercado Internacional

Na OMC, Brasil critica tarifas sem citar Trump e recebe apoio de cerca de 40 países

O tema foi levado para pauta como sugestão do Brasil. O discurso foi feito pelo Secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, embaixador Philip Fox-Drummond Gough.

O Brasil fez críticas diretas na Organização Mundial do Comércio nesta quarta-feira (23) sobre as tarifas como forma de ameaça e coerção, além de movimentos que atentam contra a soberania nacional. Com as falas, sem citar diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o país recebeu apoio de outros 40, entre eles do Brics, UE e Canadá.

O tema foi levado para pauta como sugestão do Brasil. O discurso foi feito pelo Secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, embaixador Philip Fox-Drummond Gough. Ele afirmou que as negociações como ‘jogos de poder são um atalho perigoso para a instabilidade e a guerra’.

‘Tarifas arbitrárias, anunciadas e implementadas em forma de caos estão desestruturando as cadeias globais de valor e correm o risco de lançar a economia mundial em uma espiral de preços altos e estagnação’, comentou o embaixador.

O Brasil defende que essas medidas são uma ‘violação flagrante dos princípios fundamentais da OMC’

Gough também criticou que, além das questões comerciais, outra preocupação é do uso de tarifas para interferência nos assuntos internos

‘Como uma democracia estável, o Brasil tem firmemente enraizados em nossa sociedade princípios como o Estado de Direito, a separação de poderes, o respeito às normas internacionais e crença na solução pacífica de controvérsias’, disse.

Mesmo sem citar diretamente os Estados Unidos ou o presidente Donald Trump, a delegação americana presente rebateu. A diplomacia dos EUA não citou também o Brasil ou a briga direta com o STF, mas afirmou que estava preocupada com ‘os trabalhadores e as empresas norte-americanas serem forçados a competir em condições desiguais com os países que não estão seguindo as regras e as disciplinas com as quais concordaram ao se tornarem membros dessa instituição’.

Países assinam acordo com EUA

Em meio a indefinição sobre a taxa de 50% sobre produtos brasileiros, esperada para iniciar a partir do dia 1º de agosto, diversos outros países já realizaram acordos comerciais com os Estados Unidos para reduzir as tarifas que serão implementadas.

Os casos mais recentes, anunciados pelo presidente dos EUA, Donald Trump, nessa terça-feira (22) estão o Japão, que viu as taxas ficarem em 15% (10 pontos percentuais menor do que o número inicialmente proposto), e Filipinas, na qual teve a taxa estabelecida em 19% (1% menor do que a primeira).

A Casa Branca afirma que já fechou acordos comerciais com outros países para as tarifas. Veja quais são e qual o valor:

  • Reino Unido – 10%, além da redução da cobrança de taxas em produtos como aço e carne;
  • Vietnã – 20%;
  • Indonésia – 19%, além da isenção de tarifas sobre bens dos EUA;
  • China (preliminar) – 30%, mas novas rodadas de negociação ainda são esperadas;
  • Japão – 15%;
  • Filipinas – 19%.

Desses todos, a China é a única que chegou a apresentar uma retaliação direta, algo que foi negociado posteriormente. Todos os outros tiveram conversas diretas.

O país chegou a ter até 145% de tarifas em um determinado momento e contra-atacou com tarifas cada vez maiores contra os EUA. Houve uma negociação, no entanto, e as tarifas abaixaram de ambos os lados, sem, por enquanto, abertura para um novo aumento.

Entre outros países que ameaçaram retaliação caso as taxas entrem em vigor em agosto estão todo o bloco da União Europeia e o Canadá, além do Brasil, que já admitiu o estabelecimento de tarifas recíprocas de 50%.

Fonte: CBN

Ler Mais
Industria

Setor florestal de Mato Grosso em alerta com possível taxação dos EUA

Indústrias já enfrentam prejuízos e pedem reação estratégica do governo brasileiro

A ameaça de um aumento de 50% na taxação sobre produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos acendeu um sinal de alerta no setor de base florestal de Mato Grosso. A medida, que pode entrar em vigor no dia 1º de agosto, já provoca prejuízos concretos às indústrias da região.

Os Estados Unidos figuram entre os principais compradores da madeira mato-grossense. Apenas nos primeiros meses de 2025, o estado exportou US$ 8,3 milhões em produtos florestais para o mercado norte-americano — o que representa 11,8% de tudo o que foi vendido pelo setor no período.

A preocupação é ainda maior nos municípios do norte do estado, como Alta Floresta, Sinop, Colniza, Aripuanã, Nova Bandeirantes e Juína. Nesses locais, a cadeia da madeira é um dos principais motores da economia local.

Diante do cenário, o presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), Ednei Blasius, defende uma atuação firme por parte do governo federal.

A entidade também destaca seu compromisso com a legalidade, a sustentabilidade e o desenvolvimento das regiões florestais, e reforça a espera de uma solução imediata para evitar danos irreversíveis à cadeia produtiva.

Fonte: Canal Rural Mato Grosso

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Inovação

Planejamento, inovação e visão global: os caminhos para o sucesso na exportação, segundo Mariana Pires Tomelin

Em um cenário internacional cada vez mais dinâmico e competitivo, o sucesso nas exportações depende de muito mais do que ter um bom produto. É o que afirma Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência no setor. À frente da ExonTrade Business Intelligence, Mariana lidera projetos de internacionalização que unem tecnologia, estratégia e inteligência de mercado para transformar empresas brasileiras em protagonistas globais.

Reconhecida por sua atuação à frente de operações internacionais eficientes e sustentáveis, Mariana defende que o planejamento estratégico, a capacitação e a inovação são pilares fundamentais para a inserção bem-sucedida em mercados externos. Ela acredita que o Brasil tem um enorme potencial de crescimento no comércio internacional — desde que esteja preparado para os desafios e oportunidades que ele apresenta.

Nesta entrevista, a especialista compartilha insights práticos sobre os primeiros passos na exportação, os cuidados com a adaptação de produtos e a importância da inovação e da visão estratégica no setor.

Que papel o planejamento estratégico desempenha no sucesso da exportação?
Mariana – O planejamento permite antecipar riscos, organizar processos, preparar equipes e construir metas realistas. Sem planejamento, a exportação pode virar um esforço isolado e insustentável.

Como as micro e pequenas empresas podem começar a exportar com segurança?
Mariana – Elas devem buscar capacitação, participar de programas de incentivo à exportação, estudar o mercado-alvo e começar com operações-piloto. Hoje, há muitas plataformas e órgãos de apoio à disposição.

A atuação internacional exige adaptação dos produtos ou serviços?
Mariana – Em muitos casos, sim. Pode ser necessária a adaptação de embalagem, rótulos, certificações técnicas e até mesmo do posicionamento da marca. Essa adaptação demonstra respeito ao mercado local e aumenta a aceitação do produto.

Como lidar com as exigências documentais do comércio exterior?
Mariana – É essencial montar um checklist robusto e manter uma comunicação fluida entre os departamentos envolvidos. Ter apoio de um despachante aduaneiro e sistemas integrados de gestão documental é um grande diferencial.

O que mudou no comércio exterior nos últimos 5 anos?
Mariana – Houve avanços expressivos na digitalização dos processos, maior exigência de sustentabilidade, aumento da volatilidade geopolítica e uma crescente demanda por rastreabilidade e transparência.

Quais habilidades você considera essenciais para um profissional da área?
Mariana – Visão estratégica, capacidade de negociação, conhecimento técnico em legislação e logística, domínio de idiomas, familiaridade com tecnologia e sensibilidade cultural são indispensáveis.

Como você enxerga o papel do Brasil no comércio exterior nos próximos anos?
Mariana – O Brasil tem potencial para ser protagonista, especialmente com alimentos, minérios, energia limpa e biotecnologia. Para isso, é preciso investir em infraestrutura, acordos comerciais e redução da burocracia.

Que conselhos você daria para quem deseja construir carreira em comércio exterior?
Mariana – Busque conhecimento prático, aprenda com erros, esteja sempre atualizado e desenvolva uma mentalidade global. O profissional dessa área precisa ser curioso, resiliente e conectado com as mudanças do mundo.

Há espaço para inovação no comércio exterior?
Mariana – Muito. Desde soluções logísticas inteligentes até plataformas de matchmaking internacional, passando por fintechs de câmbio e crédito. O setor ainda tem muito a evoluir com apoio de tecnologia.

Qual mensagem você deixa para as empresas brasileiras que ainda não exportam?
Mariana – A internacionalização pode parecer desafiadora, mas é perfeitamente viável com planejamento, orientação e coragem. O Brasil tem produtos e talentos de altíssimo nível, com a preparação adequada é possível diversificar mercados e trazer inúmeros benefícios para a empresa e sociedade.

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO

Ler Mais
Comércio Exterior, Importação

China assume protagonismo nas importações brasileiras

No primeiro semestre de 2025, quase um terço das compras externas brasileiras vieram da China, um recorde histórico que sinaliza mudança na balança comercial nacional

Entre os meses de janeiro e junho deste ano, o Brasil passou por uma transformação em sua balança comercial, com forte avanço da China como principal parceira nas importações: 26,3% das compras externas brasileiras vieram do país asiático, marcando um recorde histórico, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. O crescimento foi de 37,2% sobre o mesmo período do ano anterior, um dado ainda superior ao desempenho das importações brasileiras, que subiram 16,7% no total durante os primeiros seis meses do ano. Ainda no período, os preços médios das importações chinesas tornaram-se ainda mais competitivos, com queda de 8,1%.

Para a Target Trading, empresa brasileira com 28 anos de atuação em comércio exterior, o bom índice é sustentado por fatores como a melhor compreensão das características do mercado brasileiro por parte das empresas chinesas, investimentos em fábricas e infraestrutura no Brasil, como a participação em portos, o que contribui diretamente para o crescimento das trocas comerciais, além de clara evolução da qualidade de produtos chineses. “Acreditamos que a tendência é de crescimento contínuo, com a geração de oportunidades em diversos setores, mas esse crescimento deve ser acompanhado com atenção para evitar uma dependência ainda maior de um único país em nossas relações comerciais”, afirma Carlos Campos Jr., cofundador e CEO da Target Trading.

A atuação da empresa com a China passa pela importação de máquinas de grande porte e autopeças. A Target Trading conta com uma forte infraestrutura logística, com centros de manutenção e inspeção para garantia de qualidade dos produtos, permitindo acompanhar de perto a evolução no crescimento dos negócios entre os dois países. 

Em meio a um cenário de constantes atualizações, a balança comercial aponta ainda uma queda de participação dos Estados Unidos para para 16% no primeiro semestre – o segundo menor patamar em 10 anos. “É importante destacar que devemos manter o bom diálogo e chegar a um bom termo com os Estados Unidos, que ainda se mantêm como um parceiro relevante para o país”, conclui Carlos Campos Jr.

Fonte: Target Trading

Ler Mais
Comércio, Negócios

Referência em automação, Torfresma diversifica mercado e fortalece presença na América

Indústria de São Miguel do Oeste produz equipamentos robotizados para diversas linhas produtivas e exporta para países estratégicos, atendendo gigantes do setor industrial

Com forte presença em toda a América, a Torfresma, de São Miguel do Oeste, tornou-se referência em automação para indústrias de diversos setores. A origem do negócio foi um torno mecânico, adquirido por Claudimar Bortolin depois de vender seu carro Escort.  

Segundo Bortolin, a Torfresma desenvolve máquinas e equipamentos para o abate, desossa e pré-embalagem de bovinos e suínos, além da área de packing, com soluções para encaixotamento, encartuchamento e paletização que atendem indústrias de diversos segmentos.

“Quando demos início ao negócio, tínhamos um objetivo muito claro: prestar serviços de tornearia, fresagem e manutenção. Depois, entramos no ramo frigorífico, a partir de 2009, investimos em automação e começamos a desenvolver os primeiros equipamentos robóticos”, relata Bortolin. Desde o lançamento da primeira cadeira ergonômica para frigoríficos, em 1997, até a aposta na automação industrial em 2009 e o início de operações no exterior, a Torfresma já implantou 1,5 mil linhas de produção para 350 clientes. 

Alçando novos voos

Há dez anos, a indústria de São Miguel do Oeste exporta parte da sua produção para diversos países da América. “Percebi que o Brasil seria pequeno para a Torfresma”, brinca o empresário. Uruguai, Argentina, Paraguai e Chile foram os primeiros destinos. “Anualmente a gente cresce dois dígitos por ano e a expectativa é seguir nessa toada, sempre com foco nos três pilares que sustentam o nosso negócio: seriedade, honestidade e comprometimento”. 

Hoje, são 500 colaboradores diretos com operações em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, além de escritórios nos Estados Unidos e no Chile. 

Fonte: FIESC

Ler Mais
Exportação

Empresas ficam sem tempo de “evitar tarifas” e corrida da exportação acaba

Tempo médio de viagem do Porto de Santos aos principais portos americanos é de 14 a 18 dias, enquanto taxas de 50% aos produtos brasileiros estão previstas a partir de 1º de agosto

As empresas brasileiras que exportam para os Estados Unidos já não conseguem embarcar as mercadorias antes das tarifas de 50% de Donald Trump entrarem em vigor em 1º de agosto.

Assim que a Casa Branca anunciou em 9 de julho a taxa de 50% a produtos do Brasil, exportadores de café, carne, celulose e outros produtos adiantaram os envios para fugir da medida. O embarque de proteínas animais, por exemplo, aumentou 96% nas duas primeiras semanas do mês.

A estratégia, porém, teve prazo de validade curto: não há mais tempo hábil para levar os itens ao país antes de 1º de agosto, data anunciada por Trump para começar o tarifaço.

À CNN, técnicos do Porto de Santos disseram que a viagem de um navio carregado para os principais portos americanos leva, em média, de 14 a 18 dias. Dessa maneira, mesmo que as cargas fossem enviadas nesta terça-feira (22), já não haveria escapatória à taxação, visto que falta nove dias para a medida da Casa Branca.

O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) explica que as tarifas de importação são cobradas a partir do momento em que a mercadoria chega ao país de destino. Ou seja, se forem enviadas antes da vigência do tarifaço e chegarem depois, a taxa será cobrada.

Além do tempo médio de envio dos produtos para os EUA a partir do Porto de Santos, há algumas condições podem deixar a viagem ainda mais longa, conforme destacam as fontes, como outros tipos de rotas, viagens em escalas ou fatores climáticos.

No caso do café brasileiro, mais de 70% do produto que vai aos Estados Unidos sai do Porto de Santos. Deste total, cerca de 30% chega ao país pelo Porto de Nova Orleans e, cerca de 15%, pelo Porto de Nova York. Com tempo de viagem do navio cargueiro neste percurso pode chegar a 30 dias.

Com a iminência do tarifaço de Trump, o setor produtivo passa a apostar no diálogo com as empresas americanas, entre outras estratégias. A importadora de suco de laranja Johanna Food, localizada no estado de Nova Jersey, por exemplo, foi à Justiça dos Estados Unidos contra a medida de Trump.

Em outra frente, entidades e empresas americanas avaliam a possibilidade de propor ao governo dos Estados Unidos uma lista de exceções às tarifas de 50%. A ideia seria pedir que produtos naturais não existentes nos EUA pudessem ser importados com taxa inferior.

Uma das entidades à frente da avaliação é a National Coffee Association, principal associação cafeeira dos EUA. O café seria o principal beneficiado por esta medida, visto que quase a totalidade do produto consumido nos EUA é importado. O Brasil é o principal fornecedor do item ao país, sendo responsável por cerca de 35% (mais de um terço) dos grãos que os Estados Unidos compram do exterior.

Também em outros segmentos, o setor de frutas seria beneficiado pela lista de exceções. O principal exemplo é a manga: a produção interna nos EUA quase inexiste, e o Brasil é o terceiro maior fornecedor do item para o país (responsável por cerca de 8% das importações).

Fonte: CNN Brasil

Ler Mais
Comércio

Regulamentação da cabotagem traz mais competitividade ao modal, diz FIESC

Decreto assinado no último dia 16 visa estimular o transporte marítimo de cargas domésticas entre portos brasileiros; Federação destaca que planejamento intermodal precisa incluir centros logísticos e investimento no acesso aos portos

O decreto que regulamenta as operações de cabotagem entre portos brasileiros, assinado no último dia 16, traz mais segurança jurídica e flexibilidade para as operações, na avaliação da Federação das Indústrias de SC (FIESC).

Entre os pontos positivos da regulamentação da chamada BR do Mar está a flexibilização de aluguel de embarcações, que tem potencial para elevar a concorrência e a oferta de linhas de navegação, permitindo diminuir a utilização de caminhões para grandes distâncias.

Para o presidente da Câmara de Transporte e Logística da FIESC, Egídio Martorano, a regulamentação estimula a cabotagem, sendo uma alternativa de curto prazo para contribuir para a diversificação da matriz de transporte no Brasil, que é predominantemente rodoviária.

A entidade defende que a nova regulamentação poderá trazer mais competitividade para a cabotagem. Hoje, o modal é competitivo para distâncias acima de 1.220 km entre a origem e o destino. Entre os benefícios do modal, a Federação destaca a diminuição dos acidentes nas rodovias, o consumo até oito vezes menor combustível que o caminhão, a menor emissão de CO2 – apenas 2,4% na comparação com um caminhão transportando a mesma quantidade de carga – e a redução da necessidade de investimentos na conservação e manutenção das rodovias. Além disto representa índices próximos de zero em ocorrências de roubo de cargas, menor risco de avarias e redução de custo na contratação de seguro. 

Desafios

A despeito do potencial da cabotagem no Brasil, a FIESC explica que ainda restam desafios a serem superados. Em sua Agenda da Infraestrutura, a Federação destaca a necessidade de um planejamento adequado e integrado das cadeias logísticas de suprimento e distribuição da produção catarinense, com a criação de centros integrados de logística que permitam ganhos de escala e eficiência nos transbordos de operações intermodais. “Por ser um transporte intermodal, a cabotagem precisa ser pensada num contexto maior, de planejamento de corredores logísticos integrados. O Plano Estadual de Logística (PELT) terá um papel fundamental para a adoção do modal”, explica Martorano.

Na avaliação da FIESC, para que a cabotagem cumpra seu papel para reduzir custos de frete e auxiliar na redução de emissões de gases do efeito estufa, os terminais portuários terão de estar melhor preparados para a eficiência e fluidez destas operações.

Para a indústria, a cabotagem também representa uma alternativa para reduzir custos e emissões. Com a possibilidade de receber insumos a custos menores, também é um fator relevante para a indústria de transformação, assim como entregar produtos de maior valor agregado aos maiores mercados consumidores brasileiros. 

Até o momento, as soluções logísticas porta a porta têm sido a opção mais viável para a indústria, com os operadores logísticos intermodais ampliando a oferta de serviços, conforme apurado pela Revista Indústria e Competitividade.

A expectativa do governo federal é de que o programa BR do Mar (Lei 14.301/2022), reduza o custo do frete em cerca de 15% e represente uma economia de até R$ 19 bilhões anuais nos custos logísticos. Estimativas da Infra S.A. apontam que um eventual aumento de 60% no transporte por cabotagem de carga conteinerizada pode representar 530 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano a menos na atmosfera, quando comparado com o modo de transporte rodoviário.

Atualmente, a cabotagem representa 11% da carga total transportada por navios e o Plano Nacional de Logística (PNL) projeta um crescimento de 15% nos próximos 10 anos, devido à tendência de redução de custos. O valor médio do frete de uma tonelada transportada por cabotagem é 60% menor que o transporte rodoviário e 40% menor que o ferroviário.

O modal em SC

Em 2024, Santa Catarina ocupou a segunda posição na movimentação de contêineres (TEUs) via cabotagem no país, com 14,2% do total operado no Brasil. Entre os principais produtos movimentados estão plásticos e suas obras, carnes e miudezas de frango, polímeros de etileno, papel e cartão kraft e madeira serrada. Dados da Antaq apontam que a Portonave lidera a movimentação de contêineres via cabotagem com 54,4% do total em SC. O Porto Itapoá está na segunda posição, com 35,5% do total, seguido por Imbituba (8,9%) e Itajaí (1,1%).

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) ressalta que dispositivos importantes relacionados à plena execução do novo Marco Legal da Cabotagem ainda deverão ser regulamentados neste ano e defende a participação do setor industrial nas Consultas Públicas. A CNI argumenta que a presença no debate é importante para garantir que o texto proposto nas portarias esteja alinhado não apenas às necessidades do setor transportador, como da indústria naval brasileira e dos usuários do transporte por cabotagem.

Fonte: FIESC

Ler Mais
Internacional, Mercado Internacional

Trump anuncia acordo comercial com Indonésia, membro pleno do Brics

Segundo ele, produtos dos EUA serão vendidos ao país com tarifa zero

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na tarde desta terça-feira (22) que os Estados Unidos fizeram um acordo comercial com a Indonésia, país membro pleno do Brics. O conjunto de países conta também com Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã.

“Ficou acordado que a Indonésia abrirá seu mercado para produtos industriais, tecnológicos e agrícolas dos Estados Unidos, eliminando 99% de suas barreiras tarifárias. Os Estados Unidos da América passarão a vender produtos fabricados em solo americano para a Indonésia com tarifa ZERO, enquanto a Indonésia pagará 19% de tarifa sobre todos os seus produtos que entrarem nos EUA — o melhor mercado do mundo!”.

O comunicado, feito pela rede Truth Social, ainda diz que a Indonésia fornecerá aos Estados Unidos “preciosos minerais críticos” e irá assinar “grandes acordos, no valor de dezenas de bilhões de dólares, para a compra de aeronaves da Boeing, produtos agrícolas americanos e energia dos EUA”.

Trump acrescentou que o acordo beneficiará os fabricantes estadunidenses de automóveis, empresas de tecnologia, trabalhadores, agricultores, pecuaristas e indústrias em geral.

Trump x Brics

Na última sexta-feira (18), Trump voltou a ameaçar impor tarifas contra os membros do Brics ou quaisquer países que se alinhem com o que ele chamou de “políticas antiamericanas”. O presidente estadunidense tem afirmado, sem provas, que o grupo de países foi criado para prejudicar os EUA e o dólar como moeda de reserva mundial. Os líderes do Brics rejeitam as alegações de Trump e defendem que o grupo é guiado pelo multilateralismo.

Fonte: Agência Brasil

Ler Mais
Comércio Exterior, Economia

Tarifaço é ação de grupo político, diz presidente da Apex

Taxação aos produtos brasileiros está prevista para começar em agosto

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, disse nesta terça-feira (22) que o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil não se trata de um “problema” de comércio, mas da ação de grupos políticos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Eu não consigo achar o problema que nós temos com os Estados Unidos, para poder agir. Porque o que está vindo para nós não é um problema de comércio, é uma ação perversa de família, de grupos extremistas que querem danificar o país, querem danificar quem trabalha, danificar as empresas e danificar a soberania do nosso país. E diante disso devemos estar unidos como nunca antes”, disse Viana.

A afirmação foi feita durante cerimônia de assinatura de um convênio da Apex com a União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), voltado para a exportação de produtos agroindustriais produzidos pelas cerca de 1,5 mil cooperativas ligadas à organização.

Cooperativas

Batizado de Projeto de Extensão Industrial Exportadora (Peiex), a ação é destinada exclusivamente às cooperativas e visa dar os subsídios para que elas consigam atingir mercados externos, por meio de capacitações.

Segundo dados da Unicafes, 92,6% das cooperativas adotam práticas sustentáveis na produção; 75% são agroindústrias e 73,4% promovem a inclusão de jovens e mulheres. A valorização das mulheres é um dos eixos do projeto, como reconhecimento ao trabalho desenvolvido e a dedicação ao cultivo de suas terras e ao desenvolvimento das comunidades onde atuam.

A presidente da Confederação Unicafes, Fátima Torres, destacou que a iniciativa vai ajudar a aumentar a força e a competitividade das cooperativas na abertura de novos mercados, tanto fora quanto dentro do país.

“Nós vamos estar disponibilizando capacitação para as nossas cooperativas e essa formação serve para os mercados. Claro que a Apex tem um foco no mercado internacional, mas essa capacitação vem para promover, cada vez mais, o amadurecimento da gestão das nossas cooperativas. E aí, a outra coisa é que, a partir desse convênio, nós vamos poder cada vez mais internacionalizar o nosso cooperativismo solidário”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook