Comércio, Comércio Exterior

Brasil aciona OMC contra tarifas dos EUA

Governo busca apoio internacional para evitar tarifação de produtos brasileiros

O Brasil acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) em resposta à decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. O governo brasileiro considera essa medida uma interferência em seus assuntos internos. A ação brasileira recebeu apoio de mais de 40 países.

Para evitar a implementação das tarifas, o governo brasileiro está focando em negociações diplomáticas e minimizando críticas públicas aos Estados Unidos, buscando criar um ambiente propício para um diálogo formal entre os dois países.

Fonte: R7

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Comércio, Logística

Movimento aéreo internacional de passageiros e cargas em SC cresce acima de 62% no primeiro semestre de 2025

O movimento aéreo internacional de passageiros e cargas segue crescendo em Santa Catarina. O primeiro semestre de 2025 registrou alta de 66,9% nas cargas e 62,3% de passageiros, em relação ao mesmo período de 2024. Os dados foram apurados pela Gerência de Aeroportos, da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), conforme informações divulgadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Nos primeiros seis meses de 2025 passaram pelo Aeroporto de Florianópolis 733,3 mil passageiros internacionais, que já correspondem a 82,4% de todo o movimento registrado no ano de 2024. Esta movimentação mantém Santa Catarina com o terceiro maior movimento aéreo internacional do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.

“Nossas projeções é de que vamos superar a marca de 1 milhão de passageiros internacionais em 2025. Mas o movimento registrado até agora aumenta as expectativas. Temos confiança de que essa meta será alcançada e ultrapassada antes das nossas previsões, com o incremento de voos para Lima e principais cidades do Mercosul”, avalia o secretário da SPAF, Beto Martins.

“Os números do movimento internacional registrados em Santa Catarina são extremamente animadores e refletem o trabalho contínuo que o Governo do Estado vem realizando para posicionar Santa Catarina como um destino de relevância global. Um crescimento de mais de 62% no fluxo de passageiros internacionais no primeiro semestre de 2025 demonstra claramente que nossas ações de promoção turística e atração de novas rotas estão surtindo efeito”, acrescenta a secretária de Turismo (Setur), Catiane Seif.

Pelo Aeroporto de Florianópolis também foram movimentadas 3,3 mil toneladas de cargas. Estes números posicionam o aeroporto catarinense como o terceiro que mais cresce na América Latina e o número 1 no Brasil, segundo a concessionária Zurich Airport.

Movimento doméstico

A movimentação doméstica de passageiros nos aeroportos catarinenses no primeiro semestre cresceu 2,4%, em relação ao mesmo período do ano passado. Nos primeiros seis meses de 2025 foram registrados 3,5 milhões de passageiros. O maior movimento foi no Aeroporto de Florianópolis com 1,8 milhão de passageiros, seguido por Navegantes com 1,1 milhão de passageiros, Chapecó com 295,1 mil passageiros, Joinville (que teve a maior alta, 12,8%) com 268,9 mil passageiros, Jaguaruna com 47,8 mil passageiros e Correia Pinto com 3,6 mil passageiros.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Comércio, Comércio Exterior, Portos

Novo recorde na movimentação de contêineres no Porto de Santos

Volume total movimentado no primeiro semestre foi de 88,3 milhões de toneladas, um aumento de 7,8%

O Porto de Santos alcançou um novo recorde histórico na movimentação de contêineres no primeiro semestre de 2025. Ao todo, foram movimentados 2,8 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), o que representa um crescimento de 7,8% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados 2,6 milhões de TEUs. Além do desempenho expressivo, o Porto também ampliou sua participação na corrente comercial brasileira, atingindo 29,9% em junho, o maior percentual dos últimos quatro anos. Na sequência, aparecem o Porto de Paranaguá (7,7%), o Porto de Itaguaí (5%) e o Aeroporto de Guarulhos.

O volume total movimentado no primeiro semestre foi de 88,3 milhões de toneladas, desempenho próximo ao recorde histórico de 89,1 milhões registrado em 2022. O resultado representa o segundo melhor da história do Porto de Santos. No detalhamento por tipo de operação, os desembarques alcançaram 22,84 milhões de toneladas, com crescimento de 1,2% em relação ao mesmo período de 2024. Já os embarques somaram 65,49 milhões de toneladas.

O mês de junho também registrou recorde mensal de contêineres: 511,2 mil TEUs, alta de 16,3% em relação ao mesmo mês de 2024. No total, foram movimentadas 16,04 milhões de toneladas, sendo o segundo melhor resultado para o mês. O fluxo de importações e cabotagem cresceu 3%, com 4,19 milhões de toneladas, enquanto os embarques somaram 11,84 milhões.

A soja (grãos e farelo) é a principal carga movimentada no porto, com 29,61 milhões de toneladas, alta de 2,6%. Em seguida, aparecem o açúcar (8,83 milhões) e a celulose, que vem crescendo de forma consistente (4,71 milhões, com um aumento de 21,4%).

Fonte: Modais em Foco

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Comércio Exterior, Tecnologia

Plataforma gratuita de dados de comércio exterior ganha novas funcionalidades e está ainda mais acessível

Novos recursos do ComexVis ampliam e facilitam acesso aos dados brasileiros de exportação e importação de bens

A consulta aos dados de comércio exterior, como informações mais recentes e séries históricas de produtos por países e blocos, ficou mais fácil e interativa. A partir desta quarta-feira (23/7), entra no ar a nova versão do ComexVis, plataforma de visualização de dados que integra o sistema oficial de estatísticas do comércio exterior do governo federal, mantido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Parte integrante do ComexStat, que reúne dados das trocas comerciais brasileiras desde 1997, o ComexVis agora oferece cinco novas funcionalidades, desenvolvidas para ampliar o acesso e facilitar a utilização e compreensão dos dados. Entre as novidades estão dados de exportação e importação do último mês em forma de gráficos dinâmicos, consultas a séries longas e melhor usabilidade em celulares e tablets.

A ferramenta, gratuita e criada em 2016, fornece uma visão completa e interativa do comércio exterior do Brasil – por país, blocos econômicos, estados, municípios e produtos. Confira as principais novidades do sistema:

  • Dados do último mês, além do acumulado do ano corrente e do ano anterior;
  • Séries históricas mais longas de produtos por países e blocos nas métricas de peso e valor;
  • Opções de download de dados em formato aberto em cada gráfico;
  • Opções de impressão em cada gráfico de forma isolada e da página inteira;
  • Apresentação de gráficos mais dinâmicos e fluídos;
  • Melhor desempenho e usabilidade em celulares e tablets.

A Secretaria de Comércio Exterior do MDIC é responsável pela produção e divulgação das estatísticas oficiais do comércio exterior de bens do Brasil. Seus dados são amplamente utilizados por formuladores de políticas públicas, empresas, pesquisadores e organismos internacionais como base para análises, decisões e estudos. Para acessar a página de estatísticas da Secretaria, clique AQUI.

Webinário

Para apresentar as novidades da nova versão do ComexVis, demonstrar suas possibilidades de uso, bem como apresentar o Comex Stat, será realizado um webinário aberto ao público, no dia 12 de agosto, das 10h às 12h. O link para inscrição será divulgado em breve, inclusive pelas redes sociais do MDIC.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Investimento

Fábricas da Petrobras reduzem dependência brasileira de fertilizantes nitrogenados

Durante reunião do Confert, presidente da companhia afirma que novas unidades vão atender 35% nacional da demanda por ureia

A retomada dos investimentos da Petrobras em fábricas de fertilizantes hidrogenados deve reduzir significativamente a dependência brasileira de insumos importados nessa área. Segundo a presidente da companhia, Magda Chambriard, a entrada em operação de quatro fábricas nos estados do Paraná, Bahia, Sergipe e Mato Grosso do Sul atenderá 35% da demanda nacional por fertilizantes à base de ureia até 2028. Atualmente, quase 100% da ureia utilizada pela agricultura brasileira vem de fora do país.

Os números foram apresentados por Chambriard durante a 5ª Reunião Ordinária do Confert, o Conselho Nacional de Fertilizantes (Confert), realizada nesta terça-feira (22/7) na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A reunião foi presidida pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin.

“O agro e o setor de petróleo estão se fundindo cada vez mais. E o fertilizante é uma excelente oportunidade para a gente ampliar o nosso mercado de gás”, afirmou Chambriard. A presidente citou ainda as parcerias com a Embrapa para o desenvolvimento de fertilizantes de alta eficiência, com produção de amônia a arla, além de ureia.

Os investimentos da Petrobras somam R$ 900 milhões no período de 2025-29 nas fábricas de Araucária (Ansa), no Paraná; Fafen, na Bahia e em Sergipe; e UFN-III, em Três Lagoas (MS). Segundo Chambriard, os projetos estão gerando entre 13 mil e 15 mil postos de trabalho.

 Na abertura da reunião, Alckmin destacou a importância dos investimentos do país nesse setor. “Brasil é grande exportador, produtor e exportador de proteína animal e vegetal. Neste ano nós vamos ter uma safra recorde, 10% a mais. E a demanda por fertilizantes é crescente”.

Bioinsumos

A reunião do Confert também aprovou a inclusão de 16 novos projetos à sua Carteira de Projetos Estratégicos, sendo 14 da Embrapa, um do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e um do setor privado.

Embrapa – Dos 14 projetos da Embrapa. 11 se referem a pesquisa e desenvolvimento de soluções sustentáveis envolvendo biofertilizantes, bioinsumos, bioestimulantes e bioinoculadores. Exemplo: Desenvolvimento de bactérias promotoras de crescimento para mudas florestais de espécies importantes para o segmento industrial de celulose.

Setor privado – Projeto da Prumo Logística para estruturação de um Hub de Hidrogênio de Baixo Carbono no Porto de Açu, Rio de Janeiro, com foco na criação de um ecossistema industrial integrado para produção de hidrogênio sustentável e seus derivados, como amônia e metanol.

Mapa – Regulamentação da Lei de Bioinsumos, sancionada em dezembro de 2024. A lei dispõe sobre a produção, a importação, a exportação, o registro, a comercialização, o uso, a inspeção, a fiscalização, a pesquisa, a experimentação, a embalagem, a rotulagem, a propaganda, o transporte, o armazenamento, as taxas, a prestação de serviços, a destinação de resíduos e embalagens e os incentivos à produção de bioinsumos para uso agrícola, pecuário, aquícola e florestal, inclusive sobre a produção com objetivo de uso próprio.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Comércio Exterior

Lula propõe aprofundar relações econômicas e comerciais com o México

Alckmin visitará o país em agosto, acompanhado de comitiva empresarial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou nesta quarta-feira (23) para a presidente do México, Claudia Sheinbaum, para discutir as relações econômicas e comerciais entre os dois países. Segundo o Palácio do Planalto, Lula ressaltou a importância de aprofundar essas relações, principalmente diante do atual momento de incertezas. 

Na conversa, Lula e Sheinbaum acertaram uma visita oficial ao México que será liderada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin. A data da viagem será dias 27 e 28 de agosto. Alckmin deverá levar uma comitiva de empresários de diferentes setores.

“Como resultado da visita, Lula propôs o início de negociações para ampliar acordo comercial Brasil-México, que favoreça a expansão do fluxo comercial entre os dois países”, informou o Palácio do Planalto, em nota sobre o telefonema.

Os dois presidentes também destacaram os setores da indústria farmacêutica, agropecuária, de etanol, biodiesel, aeroespacial, bem como de inovação e educação como áreas estratégicas na relação bilateral.

A visita de Alckmin ao México ocorre em meio à ampliação da pressão tarifária por parte dos Estados Unidos contra seus parceiros históricos. Recentemente, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou o aumento tarifário a ser aplicado a partir de 1º de agosto sobre produtos brasileiros exportados para os EUA.

Dias antes, Trump já havia imposto 30% de tarifas de exportação sobre produtos oriundos do México, país vizinho que tem profunda relação comercial com os EUA.  O vice-presidente brasileiro também tem sido o principal interlocutor do país com empresários e com o governo norte-americano nas tentativas de negociação sobre as tarifas unilaterais. 

Fonte: Agência Brasil

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Economia

Haddad: governo tem plano para socorrer setores afetados por tarifaço

Segundo Haddad, Casa Branca está interditando conversas

As áreas técnicas da equipe econômica e do Ministério das Relações Exteriores concluíram o desenho do plano de contingência para socorrer os setores da economia afetados pela imposição de tarifas de 50% pelos Estados Unidos, revelou nesta quarta-feira (23) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. As medidas serão levadas na próxima semana ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“A área técnica dos três ministérios envolvidos [Fazenda, Indústria e Relações Exteriores] vão me apresentar amanhã os detalhes. Provavelmente semana que vem nós devemos levar para o presidente [Lula]”, afirmou o ministro, que não adiantou detalhes sobre nenhuma medida.

Elaborado com base nos parâmetros definidos por Haddad e pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o plano de contingência ainda precisa ser avaliado pelos ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e da Casa Civil, Rui Costa, antes de serem enviadas a Lula, que tomará a decisão final.

Dificuldades

Haddad reiterou que a prioridade do governo continua sendo a negociação com os Estados Unidos. O ministro, no entanto, admitiu que a Casa Branca está interditando qualquer debate.

“Nós [do Ministério da Fazenda] estamos falando com a equipe técnica da Secretaria do Tesouro [estadunidense], mas não com o secretário Scott Bessent”, disse Haddad. Alckmin tem conseguido falar com alguns secretários americanos, mas não tem recebido respostas da Casa Branca.

“A informação que chega é que o Brasil tem um ponto, o Brasil tem razão em querer sentar à mesa, mas que o tema está muito concentrado na assessoria da Casa Branca, daí a dificuldade de entender melhor qual vai ser o movimento [dos Estados Unidos]”, justificou Haddad.

Apesar das dificuldades, o ministro afirmou ainda ver espaço para negociações com o país, baseados nas experiências de acordos recentemente fechados com o Vietnã, o Japão, a Indonésia e as Filipinas. Haddad também citou avanços nas negociações entre os Estados Unidos e a União Europeia como fator que pode estimular o Brasil.

“Houve boas surpresas em relação a outros países nos últimos dias. Podemos chegar à data de 1º de agosto com algum aceno e alguma possibilidade de acordo, mas para haver acordo precisa haver duas partes sentadas à mesa para chegar a uma conclusão. Não dá para antecipar um movimento que não depende só de nós, mas o Brasil nunca saiu da mesa de negociação”, acrescentou Haddad.

Governadores

O ministro elogiou a iniciativa de governadores em oferecer ajuda aos setores dos respectivos estados afetados pelo tarifaço do governo Donald Trump. No entanto, disse que as medidas de ajuda locais têm pouco alcance diante do impacto sobre as exportações brasileiras.

“Toda ajuda é bem-vinda, mas são movimentos um pouco restritos, não tem um alcance, porque uma linha de R$ 200 milhões, você está falando de US$ 40 milhões, enquanto estamos falando de US$ 40 bilhões de exportação”, afirmou Haddad.

O ministro referiu-se a uma linha de crédito de R$ 200 milhões anunciada nesta quarta pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Apesar do alcance restrito, Haddad reconheceu o esforço dos governadores de se mobilizarem em torno das empresas e dos setores econômicos afetados.

“É bom saber que os governadores estão mobilizados e percebendo, finalmente, que é um problema do Estado brasileiro. É bom notar que eles estão mudando de posição, deixando de celebrar uma agressão estrangeira ao Brasil. Isso é importante: caírem na real e abandonarem o movimento inicial que fizeram de apoio ao tarifaço contra o Brasil”, comentou.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio

“Carros chineses têm mais qualidade que os ocidentais”, dispara CEO da Ford

Não é de hoje que o atual CEO da Ford, Jim Farley, tem flertado com modelos chineses. Há algum tempo, o executivo revelou que seu veículo de uso pessoal era um modelo desenvolvido por ninguém menos que a Xiaomi, e Farley estava encantado com ele. Agora, citou novamente carros vindo da região, afirmando que a qualidade dos chineses já é superior a de modelos do ocidente.

A declaração veio durante o Aspen Ideas Festival, evento anual que reúne líderes e executivos da indústria e de diversas áreas para discutir temas como política, economia, tecnologia, cultura e meio ambiente. O discurso não é somente de um entusiasta, mas alguém que reconhece os modelos asiáticos como uma ameaça real aos negócios da Ford, principalmente considerando o quanto eles evoluíram nos últimos anos.

Fonte: Motor 1

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Comércio Exterior

Albânia e Turquia retiram restrições à importação de frango brasileiro

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou nesta quarta-feira (23) que Kuwait, Bahrein, Albânia e Turquia retiraram as restrições de exportação à carne de frango brasileira. As restrições foram retiradas mais de um mês após o Brasil ter se declarado livre de gripe aviária.

Mais de 40 mercados anunciaram restrições a compra de frango do Brasil após a confirmação de um caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial em Montenegro (RS).

Veja a situação atual das restrições das exportações brasileiras de carne de aves:

Sem restrição de exportação:
África do Sul, Albânia, Argélia, Argentina, Bahrein, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Cuba, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Hong Kong, Índia, Iraque, Jordânia, Kuwait, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mauritânia, México, Mianmar, Montenegro, Paraguai, Peru, República Dominicana, Reino Unido, Singapura, Sri Lanka, Turquia, Uruguai, Vanuatu e Vietnã;

Suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil:
Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Timor-Leste, União Europeia;

Suspensão restrita ao estado do Rio Grande do Sul:
Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Coreia do Sul, Namíbia, Omã, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão e Ucrânia;

Suspensão limitada ao município de Montenegro (RS):
Catar;

Suspensão limitada aos municípios de Montenegro, Campinápolis e Santo Antônio da Barra:
Japão;

Suspensão limitada à zona:
Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Suriname e Uzbequistão. 

Fonte: CNN Brasil

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Internacional, Tecnologia

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, quer vender chips mais avançados para a China após a suspensão da proibição do H20

A Nvidia está buscando enviar chips mais avançados para a China do que os da geração atual, disse o CEO Jensen Huang nesta quarta-feira, enquanto tenta revitalizar as vendas na segunda maior economia do mundo.

Os comentários foram feitos após a Nvidia anunciar na segunda-feira que retomará as vendas do chip de inteligência artificial H20 para a China, revertendo uma proibição anterior. O H20 é um semicondutor menos avançado, projetado para cargas de trabalho de IA que estão em conformidade com as restrições de exportação dos EUA para a China.

“Espero conseguir levar chips mais avançados para a China do que o H20”, disse Huang durante uma coletiva de imprensa em Pequim, na China, em resposta a uma pergunta da CNBC.

“E a razão para isso é que a tecnologia está sempre avançando… hoje o Hopper é excelente, mas daqui a alguns anos teremos tecnologias cada vez mais avançadas, e acho sensato que o que nos for permitido vender na China também continue a melhorar com o tempo”, disse ele, referindo-se ao Hopper, a arquitetura de chips da Nvidia na qual o H20 é baseado.

A Nvidia tem sido alvo das tensões entre os Estados Unidos e a China em relação ao comércio e à tecnologia. A gigante da tecnologia enfrentou diversas rodadas de restrições que a forçaram a limitar o acesso de seus chips mais avançados à China. Em resposta, a Nvidia desenvolveu semicondutores que estão em conformidade com as restrições de exportação, como o H20.

Em maio, a Nvidia registrou uma baixa contábil de US$ 4,5 bilhões relacionada ao estoque não vendido do H20 e afirmou que suas vendas no último trimestre fiscal teriam sido US$ 2,5 bilhões maiores se não houvesse restrições de exportação.

Jensen Huang tem adotado uma postura cuidadosa: ao mesmo tempo em que elogia as políticas do presidente dos EUA, Donald Trump, de trazer a fabricação de chips de volta para os Estados Unidos, também faz lobby por mudanças nas restrições impostas à China.

O CEO da Nvidia argumenta que o mercado de IA na China pode valer US$ 50 bilhões nos próximos dois a três anos, e que seria uma “perda tremenda” para as empresas americanas ficarem de fora desse mercado. Huang também disse à CNBC neste ano que a rival chinesa Huawei “cobre bem o mercado chinês” caso as empresas dos EUA não possam participar.

“Controles de exportação são coisas que estão fora do nosso controle e podem ser bastante disruptivos para o nosso negócio. Nosso papel é apenas informar os governos sobre a natureza e as consequências não intencionais das políticas que eles implementam”, disse Huang durante sua visita a Pequim.

A Nvidia também apresentou um plano para lançar chips mais avançados, embora ainda não esteja claro se o governo dos EUA permitirá que a empresa venda esses produtos para companhias chinesas. No entanto, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, sugeriu na terça-feira que o governo deve continuar permitindo a venda de chips para a China, de modo que as empresas chinesas permaneçam dependentes da tecnologia americana.

“A ideia é que os chineses são mais do que capazes de fabricar seus próprios chips”, disse Lutnick à CNBC. “Você quer estar sempre um passo à frente do que eles conseguem construir, para que continuem comprando os nossos.”

Fonte: CNBC

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