Comércio Exterior

Tarifaço: Governo muda regra de linhas emergenciais para reduzir penalização a exportadores

O Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou resolução de agosto de 2025 que regulamentava as linhas de financiamento emergenciais com recursos do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), voltadas a socorrer as empresas afetadas pelo tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

As mudanças foram aprovadas em reunião extraordinária do CMN realizada nesta sexta-feira, 19, e, segundo comunicado do Ministério da Fazenda, têm como objetivo “corrigir imprecisões normativas”.

A Pasta disse que as alterações evitam dupla penalização de empresas beneficiadas em caso de descumprimento simultâneo dos compromissos de manutenção de empregos e de exportação, “o que poderia gerar penalização excessiva e desproporcional, além de riscos de judicialização”.

Após a alteração na resolução, foi mantida a penalidade de 2% ao ano sobre a diferença entre o valor financiado e o efetivamente exportado para mutuários com faturamento atingido em mais de 20% pelas tarifas adicionais. Por outro lado, a penalidade para mutuários com 5% a 20% do faturamento atingido pelas tarifas foi reduzida de Selic (15% ao ano) para 8% ao ano.

De acordo com a Fazenda, as penalidades definidas na resolução são pouco inferiores à praticada pelo BNDES em linhas de financiamentos de pré-embarque em caso de não comprovado o compromisso de exportação.

“A menor penalidade se justifica pelo contexto emergencial dos exportadores afetados pelas tarifas de 50%, que ainda terão incentivo ao cumprimento das metas de exportação, porém sem arcar com custos desproporcionais”, informou a Fazenda.

O texto também deixa explícito que as penalidades incidem desde a contratação do financiamento até a data da última amortização prevista ou da liquidação antecipada, o que seria um alinhamento às boas práticas do BNDES em linhas de pré-embarque.

Por fim, o governo sustentou que as alterações trazem maior proporcionalidade e segurança jurídica às regras das linhas emergenciais do FGE, incentivando a adesão das empresas atingidas pelas tarifas adicionais às linhas de crédito e estimulando a diversificação de mercados.

A resolução entra em vigor na data de sua publicação.

O socorro às companhias brasileiras afetadas pelas tarifas americanas soma R$ 40 bilhões em crédito, sendo R$ 30 bilhões com recursos do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e R$ 10 bilhões do próprio BNDES.

Os recursos estão disponíveis em linhas para financiamento a capital de giro e a investimentos em adaptação da atividade produtiva, aquisição de máquinas e equipamentos e busca de novos mercados.

Fonte: Estadão

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Comércio

Balança comercial marítima do Brasil recua 17,2%

Relatório da ATP mostra que terminais de uso privado (TUP) movimentaram 422,3 milhões de toneladas no 1SEM25

Em meio às incertezas da economia global, o comércio exterior brasileiro foi impactado no primeiro semestre do ano, especialmente o segmento marítimo, influenciado por alterações tarifárias em grandes mercados, conflitos geopolíticos e eventos climáticos adversos. De acordo com o Relatório Semestral da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), divulgado nesta segunda-feira (22), o saldo da balança comercial brasileira por via marítima totalizou US$ 46,99 bilhões em valor FOB (Free On Board), com queda de 17,2% em relação ao mesmo período de 2024. O resultado é reflexo da redução das exportações, que somaram US$ 144,7 bilhões (-3,5%), e do aumento das importações, que atingiram US$ 97,7 bilhões (+4,8%). A corrente de comércio (exportações mais importações), por sua vez, ficou em US$ 242,2 bilhões, com leve retração de 0,3%.

Segundo o Relatório da ATP, elaborado pela Coordenação de Pesquisas e Desenvolvimento, a retração das exportações foi puxada principalmente por soja, petróleo e minério de ferro, que juntas perderam mais de US$ 8 bilhões em relação a 2024. No caso dos combustíveis, observa-se que a queda ocorreu tanto pela redução na quantidade exportada (-3,3%) quanto na redução do valor médio da commodity (-7,9%). Já a soja e o minério apresentaram seus volumes de exportações relativamente estáveis, mas tiveram um forte recuo no valor médio por tonelada (-9,6% e -16,6%, respectivamente).

Entre os destaques das exportações, as maiores altas no primeiro semestre foram verificadas nas vendas de “Gorduras e óleos animais ou vegetais”, com um avanço de 53,4%, e “Café, chá, mate e especiarias”, que cresceram 49,1%.

Nas importações, o crescimento foi impulsionado pelo aumento da demanda por máquinas e equipamentos industriais, que alcançaram US$ 13,8 bilhões de valor importado (+12,4%), resultado do avanço expressivo nos volumes adquiridos em 2025. Dois segmentos registraram as maiores altas nas importações: “Produtos farmacêuticos”, com expressivos 32,94%, e “Produtos químicos orgânicos” (23,37%).

Para o segundo semestre de 2025, as projeções da ATP indicam um cenário de cautela, com expectativa de estabilidade nos preços da soja e do petróleo, mas ainda sujeito à volatilidade internacional e a riscos geopolíticos.

“As mudanças nas políticas comerciais e nas condições externas podem seguir impactando o comércio marítimo, reforçando a necessidade de adaptação dos terminais portuários e da cadeia logística para sustentar a competitividade do Brasil”, diz Murillo Barbosa, presidente da ATP, que reúne empresas de grande porte com 72 terminais privados no país, atuando em áreas como agronegócio, mineração, siderurgia, petróleo e gás, contêineres e complexos logísticos, relevantes para o comércio exterior brasileiro.

No ranking dos dez principais destinos das exportações brasileiras, a ATP constatou que as vendas para a China recuaram 7,56% no primeiro semestre, totalizando US$ 47,5 bilhões (em valor FOB). Por outro lado, houve aumento das vendas para os Estados Unidos, de 2,83%, somando US$ 17,3 bilhões.

No período, cresceram ainda as exportações do Brasil para Argentina (57,62%), Coreia do Sul (16,52%), Índia (11,45%) e Alemanha (4,6%). Na outra ponta, caíram as vendas para Singapura (-22,38%), México (-13,87%), Espanha (-10,47%) e Holanda (-1,07%).

10 principais destinos das exportações brasileiras

Terminais privados lideram movimentação portuária

O estudo da ATP mostra que o sistema portuário brasileiro movimentou 653,7 milhões de toneladas (+1%) no primeiro semestre de 2025, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Os terminais de uso privado (TUP) movimentaram 422,3 milhões de toneladas (crescimento de 1,9%), com o markert share de 64,6% do total movimentado pelos terminais portuários no Brasil. Os portos públicos, por sua vez, movimentaram 231,5 milhões de toneladas (redução de 0,53%).

A carga conteinerizada foi o perfil de maior destaque ao longo do primeiro semestre de 2025, com crescimento de 6,2%, considerando todo o setor. A carga geral e o granel sólido também obtiveram crescimento de 5,2% e 0,7%, respectivamente. Já o granel líquido e gasoso apresentou uma queda de -1,4%, reflexo da redução na movimentação de combustíveis minerais.

Analisando a movimentação portuária por regiões, o destaque foi o Centro-Oeste, que apresentou maior crescimento no período (77,1%). Apesar do aumento expressivo, o número absoluto foi apenas de 4,8 milhões de toneladas. Isso se deve a recuperação em 2025 da seca severa enfrentada em 2024, que baixou os níveis do Rio Paraguai e paralisou operações portuárias, gerando prejuízos significativos.

Outra região relevante foi a Sul, que cresceu 2,9%, registrando 93,8 milhões de toneladas, seguida pelo Nordeste (+0,8%) e Sudeste (+0,5%). Observa-se uma queda apenas na Região Norte (-1,2%)

Já análise da movimentação dos TUP por região, traz alterações significativas. Os terminais autorizados na Região Norte tiveram aumento de 2,35% na movimentação, e não uma queda, como observado no contexto nacional. Os TUP também apresentaram um crescimento superior no Nordeste (+1,9%) e Sudeste (+1,2%).

Fonte: Modais em Foco

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Comércio Exterior

Corrente de comércio chega a US$ 450 bi de janeiro até a 3° semana de setembro

No ano, as exportações totalizam US$ 247,5 bi e as importações, US$ 202,3, com saldo positivo de US$ 45,2 bi

Na 3ª semana de setembro de 2025, a balança comercial registrou superávit de US$ 722 milhões e corrente de comércio de US$ 12,7 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,7 bilhões e importações de US$ 6 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 19,9 bilhões e as importações, US$ 17,5 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,4 bilhões e corrente de comércio de US$ 37,5 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 247,5 bilhões e as importações, US$ 202,3 bilhões, com saldo positivo de US$ 45,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 449,8 bilhões. Esses e outros resultados foram publicados nesta segunda-feira (22/9), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 3º Semana de setembro/2025

Comparativo Mensal

Nas exportações, comparadas as médias até a 3ª semana de setembro/2025 (US$ 1,329 bi) com a de setembro/2024 (US$ 1,355 bi), houve queda de -2,0%. Em relação às importações houve crescimento de 5,1% na comparação entre as médias até a 3ª semana de setembro/2025 (US$ 1,170 bi) com a do mês de setembro/2024 (US$ 1,113 bi).

Assim, até a 3ª semana de setembro/2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.499,54 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 158,82 milhões. Comparando-se este período com a média de setembro/2024, houve crescimento de 1,2% na corrente de comércio.

Exportações e importações por Setor

No acumulado até a 3ª semana do mês de setembro/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 15,56 milhões (5,7%) em Agropecuária; queda de US$ 11,21 milhões (3,9%) em Indústria Extrativa e de US$ 35,45 milhões (4,5%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado até a 3ª semana do mês de setembro/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 70,74 milhões (7,0%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 2,08 milhões (9,5%) em Agropecuária e de US$ 10,83 milhões (14,8%) em Indústria Extrativa.

Fonte: MDIC

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Comércio

Receita Federal registra movimentação recorde no comércio da Tríplice Fronteira

Obras do novo Porto Seco estão em fase inicial e, primeira etapa, será entregue até final de 2026

Foz do Iguaçu atingiu um marco histórico no comércio exterior em 2025. De acordo com a Receita Federal, apenas nos seis primeiros meses do ano, o Porto Seco da cidade movimentou US$ 4,78 bilhões, resultado que representa crescimento de 32,96% em relação ao mesmo período de 2024, quando o total foi de US$ 3,6 bilhões. O desempenho supera todos os registros anteriores e confirma a Tríplice Fronteira como um dos principais corredores logísticos do Mercosul.

Apesar do aumento no valor, o volume físico de cargas caiu 7,84%, passando de 2,58 milhões de toneladas em 2024 para 2,37 milhões em 2025. A redução é atribuída a um perfil de comércio mais voltado para produtos de maior valor agregado.

As exportações foram o motor do avanço, alcançando US$ 2,46 bilhões, um salto de 55,49% em comparação ao primeiro semestre de 2024, quando o total havia sido de US$ 1,58 bilhão.
As importações também cresceram, totalizando US$ 2,32 bilhões, aumento de 15,23% em relação ao ano anterior.

O volume importado avançou de 1,34 milhão para 1,50 milhão de toneladas, alta de 11,83%. Já o volume exportado apresentou retração, reforçando a tendência de embarque de mercadorias mais sofisticadas e com maior valor agregado.

Com esses resultados, a balança comercial fechou com superávit, impulsionada pelo forte desempenho das exportações.

As estatísticas apontam comportamentos distintos na relação comercial do Brasil com os países vizinhos:

  • Paraguai: exportações recuaram 32,6% em volume e 34,1% em peso, mas o valor cresceu 48,3%, evidenciando a exportação de produtos mais sofisticados. Já as importações caíram 37,3%.
  • Argentina: cenário oposto, com exportações brasileiras em forte expansão — alta de 21,8% no volume e 111,9% no valor, reforçando o papel do país como destino estratégico para mercadorias brasileiras.

Produtos mais movimentados

  • Importações: cereais, derivados de grãos, sementes e frutos oleaginosos, carnes, pastas de madeira, óleos vegetais, sal, plásticos e máquinas elétricas.
  • Exportações: papel e celulose, plásticos, máquinas e instrumentos mecânicos, fertilizantes, produtos cerâmicos, ferro e aço, bebidas, veículos automotivos, sal e materiais elétricos.

O movimento de caminhões pelo Porto Seco cresceu 11,6% no semestre.

  • Total de veículos liberados: 97.812
    • Paraguai: 74.404 (76,1% do total)
    • Argentina: 23.409 (23,9% do total)

As importações representaram 57,3% do fluxo e as exportações, 42,7%.

O crescimento coincide com um período de grandes investimentos em infraestrutura viária e logística em Foz do Iguaçu. Entre os projetos em andamento estão:

  • Perimetral Leste, conectando as novas aduanas à BR-277;
  • Duplicação da Avenida das Cataratas;
  • Novo Porto Seco de Foz do Iguaçu, lançado pela Multilog.

Novo Porto Seco

As obras do Novo Porto Seco, empreendimento que receberá R$ 500 milhões em investimentos e ampliará em 30% a capacidade atual estão em fase inicial. O terminal terá movimentação diária prevista de 2 mil caminhões e gerará cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos.

Segundo Djalma Vilela, presidente da Multilog, a nova unidade ocupará 550 mil m² e será preparada para atender à demanda futura da Tríplice Fronteira. “O novo terminal consolidará Foz do Iguaçu como o maior porto seco da América Latina e um dos maiores do mundo, com estrutura moderna e segura”, destacou.

A primeira fase das obras receberá R$ 240 milhões, com pátio para caminhões, áreas de armazenagem cobertas, câmara fria, equipamentos de alta tecnologia e sistemas automatizados de pesagem e identificação de veículos.

O auditor fiscal Felipe Mendes Morais lembrou que a Multilog já administra o porto seco mais movimentado da América Latina, com quase 200 mil caminhões liberados por ano e uma corrente de comércio próxima de R$ 9 bilhões.

A Multilog é uma das maiores operadoras de logística integrada do Brasil, líder na administração de recintos alfandegados, com 35 unidades em todo o país e 2,2 milhões m² de áreas de armazenagem. Atende setores como alimentos, saúde, agronegócio, tecnologia e automotivo, com certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA).

Fonte: Rádio Cultura Foz

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Exportação

Embargos ainda prevalentes na exportação, ocasionam retração no volume e no preço dos cortes de frango

Carne de frango in natura – está provado – não é agente de disseminação da IAAP. Mas, pelo quadro de distribuição das exportações brasileiras fica claro que o mundo ainda não entendeu essa verdade científica, pois, neste ano, apenas os industrializados de frango registraram exportações maiores que as do mesmo período de 2024. Ou seja: embora a questão da IAAP na avicultura comercial tenha sido equacionada há bom tempo, o péssimo entendimento da questão continua prejudicando o setor.

Não por menos, pois, as exportações de carne de frango salgada registram no ano (oito meses) queda superior a 9%, enquanto as do frango inteiro acumulam retração já próxima de 6%. É verdade, aqui, que a retração envolvendo os cortes não chega a meio por cento. Mas os cortes representam a maior parcela (quase três quartos, ou 74,96%) do volume total exportado.

No tocante ao preço médio, agora os cortes de frango também apresentam retração (de pouco mais de 1%) em relação ao mesmo período de 2024. Não era o que ocorria até julho último, quando seus preços evoluíam positivamente. Mas a necessidade de encontrar mercados capazes de absorver produtos originalmente destinados ao mercado chinês forçou o setor a aplicar descontos sobre vários dos itens exportados. Foi o que determinou a baixa ora registrada.

De toda forma, os outros três itens contam com preços em evolução, o mais significativo deles recaindo sobre a carne de frango salgada, cujo preço médio no ano se encontra 37% acima do alcançado nos mesmos oito meses de 2024. Por sinal, no bimestre julho/agosto os preços da carne salgada atingiram recordes históricos.

Em função desse desempenho, a carne salgada, junto com os industrializados, registra aumento na receita cambial, com avanços sem dúvida expressivos – de 24,39% e 8,56%, respectivamente. Mas, juntos, esses dois índices respondem por menos de 10% da receita cambial do setor. Assim, não conseguiram neutralizar as quedas enfrentadas pelo frango inteiro e pelos cortes (de, respectivamente, 4,72% e 1,61%) e, com isso, a receita cambial dos oito primeiros meses de 2025 apresenta pequena retração, inferior a 1%.


Fonte: AviSite

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Logística

Pedágio na hidrovia afeta a competitividade

Aumento do pedágio na hidrovia Paraguai-Paraná preocupa o comércio paraguaio e afeta diretamente a competitividade de suas exportações

Impacto nos custos
Segundo o Centro de Armadores Fluviais e Marítimos do Paraguai (Cafym), o aumento do pedágio afeta principalmente as cargas nacionais. Uma empresa de navegação média paga entre 2 e 5 milhões de dólares, o que encarece produtos como a soja e os contêineres. Esse custo adicional é repassado ao consumidor final.

O presidente do Cafym, Bernd Gunther, alertou que a soja perde competitividade ao somar 1,50 dólar por tonelada. Esse peso extra repercute também em outros setores.

Reivindicações do setor
Gunther destacou que a medida afeta não apenas o Paraguai, mas também produtos brasileiros e bolivianos transportados pela hidrovia. Além disso, questionou o fato de que o custo não se reflete em serviços efetivos.

As entidades empresariais e os ministérios já foram informados. O setor espera que o presidente Santiago Peña trate do tema com seu homólogo argentino, Javier Milei.

Decisão unilateral
A Administração Geral de Portos (AGP) da Argentina aumentou o pedágio no trecho Santa Fe-Confluência, passando de 1,20 para 1,47 dólar por tonelada em setembro.

A Câmara Nacional de Comércio e Serviços do Paraguai (CNSP) manifestou sua preocupação. Ressaltou que a medida é unilateral, carece de justificativa técnica e contradiz acordos internacionais.

O comércio paraguaio insiste que a situação requer uma solução urgente para não perder espaço frente a competidores regionais.

Fonte: Todo Logistica News

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Logística

A importância das embalagens na logística moderna

Do armazenamento à entrega, a proteção de produtos depende de soluções práticas e versáteis

O crescimento do comércio eletrônico e a expansão de cadeias de suprimentos globais transformaram a forma como mercadorias são movimentadas. Hoje, garantir que um produto chegue intacto ao destino é um desafio que envolve tecnologia, planejamento e materiais adequados. A embalagem, muitas vezes vista apenas como um detalhe, se tornou peça estratégica para empresas que buscam reduzir perdas e otimizar custos.

Em alguns setores, como o farmacêutico, alimentício, veterinário, médico e hospitalar a precisão é ainda maior. Um simples blister embalagem pode assegurar que peças cirúrgicas, ortopédicas e próteses permaneçam protegidas contra umidade e contaminação, preservando a qualidade do produto até a aplicação ou utilização final. Assim como mencionado pela empresa TPU embalagens.

Eficiência e sustentabilidade
Além da proteção, há também a questão ambiental. Consumidores estão mais atentos ao impacto gerado pelos resíduos, exigindo soluções que combinem eficiência e sustentabilidade. Nesse sentido, a indústria tem investido em materiais recicláveis, biodegradáveis e em processos de produção que reduzam desperdícios.

Segundo a especialista em logística fictícia Ana Carvalho, “a inovação em embalagens deixou de ser apenas estética; hoje ela representa competitividade, custo-benefício e responsabilidade ambiental.”

A evolução do transporte
A logística moderna também depende de materiais resistentes que facilitem o armazenamento em centros de distribuição. Paletização, organização de cargas e otimização de espaço são etapas que demandam materiais flexíveis e adaptáveis. Assim como os produtos da prolapack embalagens que faz a fabricação de filme stretch, tornou-se indispensável em armazéns, transportadoras e indústrias em todo o Brasil. Esse material envolve e embala paletes de maneira prática, mantendo produtos firmes durante o transporte e reduzindo riscos de avarias.

Valor estratégico para empresas
Ao pensar em embalagem, as empresas precisam considerar não apenas a proteção do produto, mas também a experiência do consumidor. Uma entrega bem acondicionada transmite cuidado e reforça a imagem da marca. Ao mesmo tempo, no setor industrial, a escolha de materiais adequados pode reduzir custos operacionais e agilizar processos logísticos.

Tendências futuras
Com a digitalização, até mesmo as embalagens estão ganhando novas funções. Códigos QR, sensores de temperatura e indicadores de violação já estão sendo aplicados em alguns segmentos, ampliando a rastreabilidade e a segurança. A tendência é que, no futuro, as embalagens funcionem como ferramentas de informação e não apenas de proteção.

Por fim
Em um mercado competitivo e dinâmico, a embalagem deixou de ser detalhe para se tornar parte essencial da estratégia logística. Seja em pequenas doses, como os blisteres nos produtos farmacêuticos, ou em grandes volumes, como no transporte de cargas, ela desempenha um papel central na eficiência e na percepção de qualidade.

Fonte: Terra

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Comércio Exterior

Carne bovina do Brasil conta com outros mercados enquanto vendas aos EUA caem

Brasil vendeu 2,89 milhões de toneladas de carne bovina para cerca de 150 países

A indústria de carne bovina do Brasil, maior exportador global, está expandindo exportações para diversos mercados e conta com a abertura de novos enquanto as vendas para os Estados Unidos deverão ter nova queda em setembro devido ao tarifaço, afirmou o presidente da associação Abiec, nesta quarta-feira (17).

Roberto Perosa destacou que o Brasil tem capacidade de realocar embarques que antes iriam para os EUA, e reafirmou que o país deverá crescer 12% em volumes totais exportados em 2025 em relação ao ano passado, podendo avançar em 14% numa expectativa mais otimista.

Para os EUA, tradicionalmente o segundo maior mercado para a carne brasileira após a China, os embarques em setembro terão nova queda, para 7 mil toneladas, versus 9 mil em agosto e aproximadamente 30 mil mensais antes do tarifaço, disse Perosa.

“A despeito das tarifas e das questões geopolíticas, o brasileiro, principalmente o setor da pecuária, tem muita capacidade de articulação e realocação dos seus produtos”, afirmou Perosa durante o Fórum Pecuária Brasil, promovido pela consultoria Datagro.

No ano passado, o Brasil vendeu 2,89 milhões de toneladas de carne bovina para cerca de 150 países, totalizando US$12,9 bilhões. Em receita, a Abiec prevê que as exportações brasileiras do produto cresçam até 16% em 2025.

Além de contar com firme demanda global pela carne bovina, Perosa destacou ainda que o Brasil é competitivo e consegue manter parte dos embarques aos EUA, apesar das tarifas impostas por Donald Trump. “A perda do nosso segundo maior mercado faz diferença. Mas pasmem, mesmo com a tarifa de 76,4% (dos EUA à carne bovina), ainda existe exportação para os EUA por conta da competitividade que nós conquistamos”, acrescentou.

A jornalistas, ele explicou que existem empresas brasileiras com contratos vigentes que continuam exportando aos EUA, embora em menores volumes. Esses embarques são diversos, incluindo cortes de maior valor agregado, mas também há alguns relacionados a compromissos com o governo dos EUA.

“Existem empresas brasileiras que têm contrato em vigência com o governo dos Estados Unidos para fornecimento de carne para o governo americano, por exemplo, para as prisões… milhares e milhares de dólares, e este contrato não pode ser rompido…”, disse ele, sem mencionar os nomes das companhias.

Ele também comentou sobre um forte aumento de exportações do Brasil para o México –mercado aberto ao final de 2023 e que passou a ser o segundo destino dos embarques brasileiros em agosto–, o que levantou questões se estaria havendo uma triangulação para embarcar carne brasileira aos EUA.

“Está aumentando, mas não significa necessariamente que a carne vai para os EUA…”, afirmou, ponderando que em carne bovina o México tem mais acordos comerciais do que o próprio Brasil.

“Isso faz com que ele (México) possa comprar a carne brasileira, usar no seu consumo interno, e exportar para todo mundo, não exclusivamente para os EUA. Então acho que não há estratégia de triangulação… claro que uma pessoa ou outra pode eventualmente fazer, mas não é o grosso da exportação…”

Para Perosa, no setor de bovinos, as exportações do México para os EUA estão concentradas em bois vivos.

Novos mercados

Perosa disse em sua apresentação que o segmento tem a expectativa de abertura de novos mercados para seguir crescendo.

“Faltam ainda atender três mercados estratégicos, no início do ano faltavam quatro. O Vietnã foi aberto recentemente, e novas habilitações estão a caminho.”

O presidente da Abiec disse que o Brasil ainda trabalha para abrir o Japão, Turquia e Coreia do Sul, “que são mercados altamente rentáveis”.

“Acho que estamos muito próximos da questão do Japão… foi sendo criado um contexto para abertura do Japão e estamos caminhando para isso”, ressaltou ele, dizendo que espera que isso aconteça ainda este ano.

Conforme antecipou a Reuters, inicialmente estão sendo negociadas vendas para o Japão a partir dos Estados do Sul.

Sobre a Turquia, ele disse que há questões técnicas que precisam ser resolvidas, como uma testagem individual de animais exigida pelos turcos, que seria inviável. “Mas o Brasil quer muito entrar e estamos vendo como fazemos para entrar nesse mercado.”

Com relação à Coreia do Sul, Perosa afirmou que “falta um empurrão diplomático do governo brasileiro” para um andamento mais célere do processo.

Ele ressaltou ainda, que com as novas empresas habilitadas a exportar para a Indonésia, já está havendo um grande fluxo comercial de miúdos para aquele país.

Fonte: Diário do Comércio

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Portos

Portos movimentam maior volume de cargas da história em julho

Os portos registraram movimentação de 124,7 milhões de toneladas. 73% foram de navegação de longa distância – exportação e importação – e 20% de cabotagem – entre portos brasileiros

Os portos brasileiros registraram, em julho, o maior volume mensal de cargas da história. Foram 124,7 milhões de toneladas. Nesse sentido, foram 73% de navegação de longa distância – exportação e importação – e 20% de cabotagem – entre portos brasileiros. 

Nos primeiros sete meses do ano, os portos atingiram 780,4 milhões de toneladas de cargas. Do mesmo modo, o volume é 1,76% maior do que o do mesmo período de 2024.

ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, reafirmou que o governo federal tem atuado com a finalidade de ampliar as concessões e fortalecer a infraestrutura nacional. 

“Temos como foco garantir segurança jurídica e atrair novos investimentos. Essa política, liderada pelo presidente Lula, vem aumentando a capacidade dos portos e fortalecendo as exportações do Brasil.” Sílvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos

Ainda de acordo com Sílvio Costa Filho, “a ampliação da capacidade de nossos portos é fundamental para a economia nacional”.

A principal carga foi de granéis sólidos (minerais e vegetais), com mais de 76,6 milhões de toneladas. Todos os tipos de carga tiveram aumento em julho, em relação aos números registrados no mesmo mês em 2024.

“Granéis líquidos (especialmente combustíveis) tiveram um aumento de 6%, enquanto a movimentação de granéis sólidos aumentou quase 4%. O crescimento de carga em contêineres foi de 3% no período e o volume de carga geral foi 0,9% superior ao registrado em julho do ano passado”, informou o ministério.

Fonte: Folha Vitória

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Comércio Exterior

Corrente de comércio brasileiro chega a US$ 437,1 bi de janeiro até a 2° semana de setembro

Exportações totalizam US$ 240,8 bi e as importações, US$ 196,3 bi, com saldo positivo de US$ 44,6 bi

Na 2ª semana de setembro de 2025, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,3 bilhão e corrente de comércio de US$ 12,5 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,9 bilhões e importações de US$ 5,6 bilhões.

No mês, as exportações somam US$ 13,3 bilhões e as importações, US$ 11,5 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,76 bilhão e corrente de comércio de US$ 24,8 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 240,8 bilhões e as importações, US$ 196,3 bilhões, com saldo positivo de US$ 44,6 bilhões e corrente de comércio de US$ 437,1 bilhões. Esses e outros resultados foram divulgados nesta segunda-feira (15/9) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 2º Semana de setembro/2025

No comparativo mensal das exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de setembro/2025 (US$ 1,326 bi) com a de setembro/2024 (US$ 1,355 bi), houve queda de 2,2%. Em relação às importações houve crescimento de 3,3% na comparação entre as médias até a 2ª semana de setembro/2025 (US$ 1,150 bi) com a do mês de setembro/2024 (US$ 1,113 bi).

Assim, até a 2ª semana de setembro/2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.476 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 176,02 milhões. Comparando-se este período com a média de setembro/2024, houve crescimento de 0,3% na corrente de comércio. 

Exportações e importações por Setor

No acumulado até a 2ª semana do mês de setembro/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: queda de US$ 10,73 milhões (4,0%) em Agropecuária; de US$ 3,07 milhões (1,1%) em Indústria Extrativa e de US$ 22,02 milhões (2,8%) em produtos da Indústria de Transformação. 

No acumulado até a 2ª semana do mês de setembro/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 50,89 milhões (5,0%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 2,45 milhões (11,1%) em Agropecuária e de US$ 6,55 milhões (8,9%) em Indústria Extrativa.

Fonte: MDIC

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