Indústria

Mercado livre de energia cresce entre indústrias brasileiras e já atrai 41% das empresas, aponta CNI

Mais de quatro em cada dez indústrias brasileiras já migraram para o mercado livre de energia nos últimos dois anos, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa mostra que 41% das empresas passaram a negociar a compra de energia nesse modelo desde 2024, após a ampliação do acesso ao ambiente de livre contratação por uma norma do Ministério de Minas e Energia (MME).

Entre as empresas que deixaram o mercado cativo de energia, 73% afirmam ter percebido redução nos gastos com tarifas elétricas. O resultado reforça o interesse da indústria por alternativas para controlar despesas e aumentar a competitividade.

Empresas buscam reduzir custos com a conta de luz

A Sondagem Especial Indústria e Energia 2026, divulgada pela CNI, aponta que 30% dos empresários consideram a migração para o mercado livre de eletricidade a principal estratégia para diminuir os custos da energia.

O movimento ocorre em um cenário de maior instabilidade no setor elétrico, influenciado pelo crescimento da demanda mundial por energia e por fatores geopolíticos que afetam os preços. Diante desse contexto, a busca por maior previsibilidade e economia tem levado mais empresas a avaliar a mudança no modelo de contratação.

Apesar do avanço, a pesquisa indica que ainda existe espaço para crescimento. Entre as indústrias atendidas em baixa tensão que continuam no mercado regulado, 37% demonstram interesse em migrar para o ambiente livre.

Grandes empresas lideram adesão ao mercado livre

A adesão varia conforme o porte das companhias. Entre as grandes indústrias conectadas em alta tensão, 63% já compram energia no mercado livre.

Nas pequenas empresas, 22% informam que já participam desse ambiente de contratação, enquanto 45% permanecem no mercado tradicional, conhecido como mercado cativo.

O levantamento também revela a importância da eletricidade para a produção industrial: 79% das empresas afirmam que a energia elétrica é o principal insumo energético utilizado em seus processos.

“O levantamento evidencia como o custo da energia influencia a competitividade da indústria e mostra que muitas empresas têm buscado a migração para o mercado livre como alternativa para reduzir tarifas”, afirma o gerente de Energia da CNI, Roberto Wagner Pereira.

Segundo o especialista, também é necessário aprimorar o modelo de formação de preços no setor, com a adoção de tarifas dinâmicas de energia, capazes de acompanhar fatores como geração, horários de consumo e demanda. Ele ainda defende a revisão dos subsídios existentes, que contribuem para elevar o valor final da conta de luz.

Custo da energia preocupa a indústria brasileira

A pesquisa aponta que 83% dos industriais consideram o preço da energia um fator essencial para a competitividade dos negócios. Além disso, 67% afirmam que o aumento das tarifas interfere diretamente nos custos de produção.

Nos últimos 12 meses, 62% das empresas perceberam algum impacto provocado pela variação dos preços da eletricidade.

Entre os participantes, 3% relataram aumento considerado elevado na conta de luz, superior a 30%. Outros 20% classificaram o impacto como médio, com reajustes acima de 10%, enquanto 39% apontaram efeitos menores, abaixo de 10%.

Indústrias investem em eficiência energética e autogeração

Quase dois terços das empresas pesquisadas (64%) adotaram alguma iniciativa para reduzir o consumo de energia ou diminuir despesas tarifárias. A principal medida foi a migração para o mercado livre de energia, citada por 30% das indústrias.

Outras estratégias incluem investimentos em autogeração de energia e eficiência energética, apontados por 13% das empresas. Já 28% afirmaram não ter realizado nenhuma ação para otimizar o uso energético nos processos produtivos.

Setores com maior investimento em energia

A indústria de produtos de borracha apresentou os maiores índices de investimento em autogeração, com 25% das empresas adotando essa alternativa, e também teve destaque na migração para o mercado livre, com 38% de adesão.

O setor calçadista registrou a maior participação no mercado livre, com 47% das empresas migrando para esse modelo. Já o segmento de equipamentos de informática e produtos eletrônicos foi o que mais investiu em eficiência energética, com 25% das empresas adotando medidas nessa área.

A Sondagem Especial Indústria e Energia 2026 foi realizada em abril pela CNI com 1.498 indústrias dos setores extrativo e de transformação. O levantamento reuniu 601 pequenas empresas, 529 médias e 368 grandes companhias.

FONTE: Portal da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Iano Andrade/CNI

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Agronegócio

Tarifaço dos EUA preocupa indústria e agronegócio às vésperas de decisão sobre produtos brasileiros

A expectativa em torno do novo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros cresce com a proximidade do prazo final para a conclusão da investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). A definição sobre a aplicação de uma tarifa adicional de 25% deve ocorrer nesta terça-feira (15) e pode provocar impactos significativos em setores estratégicos da economia brasileira.

Enquanto aguarda o desfecho, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém negociações com autoridades norte-americanas na tentativa de evitar prejuízos às exportações nacionais.

Governo busca diálogo antes da decisão

A estratégia do governo brasileiro é intensificar as tratativas diplomáticas com representantes dos Estados Unidos antes da conclusão da investigação baseada na Seção 301 da legislação comercial americana.

A expectativa é de que um grupo de trabalho entre os dois países se reúna com o chefe do USTR, Jamieson Greer, para discutir o tema e apresentar a posição brasileira. Nos últimos dias, o presidente Lula também reuniu ministros para definir a condução das negociações, mantendo a orientação de preservar o diálogo sem realizar concessões consideradas injustificadas.

Indústria prevê impacto bilionário nas exportações

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que cerca de 4,1 mil produtos brasileiros poderão ser afetados caso as novas tarifas sejam implementadas. O volume corresponde a aproximadamente US$ 14,9 bilhões em exportações destinadas ao mercado norte-americano.

Segundo a entidade, a carga tributária sobre determinados produtos pode alcançar 37,5%, resultado da combinação da tarifa adicional de 25% com outra sobretaxa de 12,5%, relacionada a uma investigação americana sobre trabalho forçado envolvendo diversos países.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, a medida ameaça uma relação comercial construída ao longo de décadas e pode elevar custos tanto para empresas quanto para consumidores dos dois países, além de comprometer cadeias produtivas integradas.

Agronegócio também calcula perdas

O agronegócio brasileiro está entre os segmentos que podem sofrer impactos relevantes. Estudo da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) estima que cerca de US$ 4,2 bilhões em exportações do setor poderão ser atingidos diretamente pelas novas tarifas.

Mesmo com alguns produtos incluídos na lista de exceções, aproximadamente 36,8% das vendas do agronegócio para os Estados Unidos continuam sujeitas à sobretaxa.

Entre as cadeias produtivas mais expostas estão os produtos florestais, o sebo bovino, o complexo sucroalcooleiro e o café solúvel, que movimentou cerca de US$ 1 bilhão em exportações em 2025.

Por outro lado, itens como carne bovina, café verde e suco de laranja ficaram fora da relação inicial de produtos tarifados.

Setor madeireiro contesta proposta americana

Representantes da indústria de madeira afirmam que os produtos brasileiros não competem diretamente com a produção dos Estados Unidos e exercem papel complementar no abastecimento do mercado americano.

A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) apresentou defesa técnica ao governo dos EUA, argumentando que as exportações brasileiras atendem demandas específicas da indústria norte-americana e ajudam a suprir o mercado local.

Empresas apostam na ampliação da lista de exceções

Embora representantes do setor produtivo considerem pouco provável o adiamento ou a suspensão das novas tarifas, existe expectativa de que o governo americano amplie a relação de produtos isentos da sobretaxa.

Durante as audiências promovidas pelo USTR, entidades brasileiras defenderam que a manutenção das importações favorece a competitividade da indústria dos Estados Unidos e evita aumento de custos para empresas e consumidores.

Entidades defendem solução negociada

A Amcham Brasil, a CNI e a U.S. Chamber of Commerce encaminharam um documento conjunto aos governos brasileiro e norte-americano defendendo uma solução baseada no diálogo.

As entidades sustentam que negociações comerciais tendem a gerar benefícios mais duradouros do que a adoção de barreiras tarifárias, fortalecendo a cooperação econômica, a competitividade das empresas e a geração de empregos em ambos os países.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Comércio Exterior

CNI defende diálogo técnico para reduzir tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirmou que o setor produtivo brasileiro aposta em um trabalho técnico de negociação para tentar reduzir os impactos das novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Durante entrevista coletiva, Alban destacou que representantes da indústria e de segmentos afetados participarão das discussões em busca de argumentos que possam convencer as autoridades norte-americanas a rever as medidas tarifárias.

Missão brasileira terá apoio de Roberto Azevêdo

Segundo o presidente da CNI, o ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, representará o Brasil nas negociações técnicas ao lado de integrantes dos setores mais impactados pelas sobretaxas.

O objetivo, de acordo com Alban, é demonstrar que as tarifas anunciadas não refletem a realidade da relação comercial entre os dois países.

“O Brasil continua registrando déficit comercial crescente com os Estados Unidos, o que mostra que não há vantagem brasileira nessa relação”, afirmou.

CNI destaca complementariedade entre as economias

Ricardo Alban ressaltou que a pauta comercial entre Brasil e Estados Unidos é marcada pela complementariedade econômica, característica que, segundo ele, diferencia a relação bilateral de outros parceiros comerciais.

O dirigente observou que, entre os principais produtos que podem ser atingidos pelas novas tarifas, o Brasil figura como principal fornecedor da economia norte-americana em 11 dos 13 itens mais relevantes.

Na avaliação da entidade, esses dados reforçam a importância de uma análise técnica da medida, reduzindo a influência de fatores geopolíticos nas decisões comerciais.

Ampliação das exceções é prioridade nas negociações

A CNI defende que, mesmo que não seja possível reverter integralmente as tarifas antes do prazo previsto, o governo brasileiro busque ampliar significativamente a lista de produtos isentos das sobretaxas.

Para Alban, o diálogo entre os dois países deve continuar mesmo após a data inicialmente prevista para a implementação das medidas.

Ele também lembrou que, no fim deste mês, expira a tarifa geral de 10% aplicada pelos Estados Unidos a diversos países, cenário que pode ampliar ainda mais a perda de competitividade dos produtos brasileiros caso permaneçam em vigor as alíquotas adicionais de 25% e 12,5%.

Indústria vê risco para exportações de manufaturados

Na avaliação da CNI, a manutenção das tarifas representa um desafio para a indústria nacional, especialmente porque os Estados Unidos são o principal destino das exportações brasileiras de produtos manufaturados.

A entidade afirma que continuará defendendo negociações técnicas e permanentes para minimizar os impactos sobre a competitividade das empresas brasileiras e preservar o comércio bilateral.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal da Indústria

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Comércio Internacional

Tarifa dos EUA pode afetar mais de 4 mil produtos brasileiros, alerta CNI

Mais de 4 mil produtos exportados pelo Brasil podem ser impactados caso os Estados Unidos confirmem a adoção de novas tarifas sobre mercadorias brasileiras. A estimativa é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que calcula que cerca de 4,1 mil itens, equivalentes a US$ 14,9 bilhões em exportações brasileiras, poderão ser atingidos pelas medidas.

A audiência que discute a aplicação das novas tarifas começou nesta segunda-feira (6) e segue até terça-feira (7). A decisão final do governo norte-americano está prevista para o próximo dia 15 de julho.

Tarifas podem elevar taxação para 37,5%

De acordo com a CNI, a combinação das medidas propostas pode elevar a tributação adicional sobre produtos brasileiros para até 37,5%.

Há pouco mais de um mês, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou uma proposta de tarifa extra de 25% para produtos brasileiros, com exceção daqueles enquadrados nas regras de segurança nacional.

Além disso, outra proposta prevê uma tarifa adicional de 12,5% após a conclusão de uma investigação sobre trabalho forçado em cerca de 90 países, incluindo o Brasil. Segundo o USTR, essas nações não adotariam ou aplicariam de forma eficaz restrições à importação de bens produzidos com mão de obra forçada.

Caso as duas medidas sejam implementadas simultaneamente, a taxação adicional poderá atingir 37,5%.

Produtos industriais estão entre os mais expostos

Segundo o levantamento da CNI, o Brasil é o principal fornecedor dos Estados Unidos em 11 importantes produtos industriais, o que amplia os impactos potenciais das novas tarifas.

Entre os itens mais afetados estão:

  • Ferro-gusa não ligado;
  • Açúcar de cana em forma sólida;
  • Sebo não comestível;
  • Álcool etílico não desnaturado;
  • Molduras de madeira de pinho;
  • Tabaco curado por fumaça ou processado;
  • Peptonas e derivados;
  • Compensado de pinus;
  • Granito monumental ou de construção;
  • Estacas, paliças, postes e trilhos de madeira;
  • Hidróxido de alumínio.

CNI alerta para impactos na cadeia produtiva

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, a adoção das novas tarifas pode gerar prejuízos tanto para empresas brasileiras quanto para companhias norte-americanas.

Segundo ele, o aumento da tributação compromete uma relação comercial construída ao longo de décadas e afeta cadeias produtivas integradas, nas quais diversos insumos brasileiros são considerados estratégicos para a indústria dos Estados Unidos.

Audiência em Washington reúne representantes contrários à medida

A audiência pública realizada em Washington contará com a participação do embaixador brasileiro Roberto Azevêdo, que representará a CNI na sessão desta terça-feira (7).

Dos 80 inscritos para se manifestar durante o processo, 66 devem apresentar posicionamento contrário às novas tarifas propostas pelo governo norte-americano.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Carlos Barria

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Indústria

Fim da escala 6×1 pode impactar 97% das indústrias brasileiras, aponta pesquisa da CNI

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que uma eventual mudança na jornada de trabalho, com o fim da escala 6×1 ou a redução da carga horária semanal, poderá afetar 97% das indústrias brasileiras. O levantamento também mostra que 73% das empresas do setor são contrárias à redução da jornada de 44 para 40 horas por meio de legislação.

Entre os principais efeitos apontados pelas indústrias estão o aumento dos custos operacionais, a redução da competitividade e possíveis perdas na capacidade de produção.

Pesquisa ouviu mais de 1,6 mil empresas

A sondagem “Jornadas e Escalas de Trabalho na Indústria” foi realizada entre os dias 2 e 11 de março e contou com a participação de 1.664 empresas, sendo 1.366 das indústrias extrativa e de transformação e 298 da construção civil, incluindo negócios de pequeno, médio e grande porte.

Os dados mostram que a jornada semanal de 44 horas continua sendo a mais adotada no país, presente em 85% das empresas consultadas. Outras 12% operam com carga horária entre 40 e 44 horas. Apenas 2% trabalham com jornadas entre 36 e 40 horas, enquanto 1% utiliza modelos diferentes para os profissionais diretamente ligados à produção.

Maioria da indústria rejeita mudanças na legislação

O levantamento aponta resistência significativa às propostas em discussão sobre a jornada de trabalho.

Segundo a pesquisa, 73% das indústrias são contrárias à redução da jornada semanal de 44 para 40 horas por determinação legal. Já o fim da escala 6×1 é rejeitado por 57% das empresas consultadas.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, mudanças dessa natureza podem gerar impactos em toda a cadeia produtiva.

“Quando a indústria aponta esses impactos, não está falando apenas da realidade do empresário, está falando sobre a viabilidade do negócio. Esses custos tendem a se espalhar pela cadeia produtiva, afetando fornecedores, investimentos e a competitividade das empresas. E perda de competitividade significa menor capacidade de disputar mercados, produzir e crescer, o que vai se refletir na economia do país e na vida do consumidor”, afirmou.

Negociação coletiva tem papel importante na definição da jornada

A pesquisa também destaca que a negociação coletiva já é amplamente utilizada para definir jornadas de trabalho em diferentes segmentos da indústria.

Atualmente, 37% das empresas estabelecem a carga horária semanal por meio de acordos entre empregadores e trabalhadores. Entre as empresas de médio porte, esse percentual chega a 40%, enquanto nas grandes indústrias alcança 39%.

Além disso, 62% das empresas acreditam que mudanças como a redução da jornada ou a proibição da escala 6×1 podem comprometer benefícios conquistados em convenções e acordos coletivos. Apenas 20% discordam dessa avaliação, enquanto os demais adotaram posição neutra.

CNI defende debate baseado em dados

De acordo com Ricardo Alban, a entidade considera que qualquer alteração nas regras da jornada de trabalho deve ser discutida com base em estudos técnicos e respeitando as particularidades de cada setor produtivo.

Na avaliação do dirigente, a negociação coletiva já oferece mecanismos para que empresas e trabalhadores construam soluções adaptadas às diferentes realidades econômicas, preservando benefícios e garantindo maior flexibilidade nas relações de trabalho.

FONTE: Portal da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Pinheiro / CNI

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Exportação

Financiamento às exportações ganha nova lei para ampliar crédito e competitividade das empresas

A nova lei de financiamento às exportações promete facilitar o acesso ao crédito, ampliar mecanismos de garantia e reduzir a burocracia para empresas brasileiras que atuam no mercado internacional. Sancionada como Lei nº 15.359/2026, a medida busca fortalecer a competitividade da indústria nacional, com foco especial nas micro, pequenas e médias empresas.

Além de modernizar a legislação, o novo marco cria condições para ampliar a presença de produtos brasileiros no exterior por meio de instrumentos mais eficientes de financiamento e seguro de crédito à exportação.

Nova legislação busca impulsionar a internacionalização das empresas

Na avaliação da presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, a iniciativa enfrenta um dos principais obstáculos históricos da indústria brasileira: a dificuldade de acesso a linhas adequadas de financiamento às exportações.

Segundo ela, muitas empresas possuem capacidade produtiva e produtos competitivos, mas deixam de conquistar novos mercados por falta de instrumentos financeiros capazes de apoiar suas operações internacionais.

Crédito continua sendo fator decisivo para exportadores

O especialista em Políticas e Indústria da CNI, Afonso de Carvalho Costa Lopes, destaca que a disponibilidade de crédito permanece como um dos pilares para aumentar a competitividade das empresas brasileiras no comércio exterior.

De acordo com ele, oferecer um produto competitivo não é suficiente quando o exportador não dispõe de seguro de crédito à exportação e financiamento compatíveis com as exigências do mercado internacional, o que pode comprometer novas oportunidades de negócios.

Fundo de Garantia à Exportação terá novas atribuições

Entre as principais mudanças promovidas pela Lei nº 15.359/2026 está a ampliação do papel do Fundo de Garantia à Exportação (FGE).

A legislação moderniza a governança do sistema, simplifica o acesso aos instrumentos oficiais — inclusive por meio da criação de um portal único para solicitações — e reforça a segurança jurídica para gestores públicos, reduzindo entraves administrativos que historicamente dificultavam a liberação de financiamentos.

Regras ampliam garantias e incentivam investimentos sustentáveis

Segundo a diretora de Garantias da Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), Nátany Boldo, o novo marco legal flexibiliza os prazos de operação do FGE e autoriza a realização de garantias indiretas em parceria com seguradoras privadas.

A legislação também amplia a cobertura para investimentos verdes, projetos de alta intensidade tecnológica e outras iniciativas voltadas ao fortalecimento da competitividade da indústria brasileira no mercado global.

Medida Provisória reforça acesso ao crédito para exportadores

As mudanças trazidas pela nova lei foram complementadas pela Medida Provisória nº 1.345/2026, que autoriza o Fundo de Garantia à Exportação a dar suporte às operações do Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE).

A expectativa é ampliar a oferta de crédito às empresas exportadoras, especialmente às micro, pequenas e médias organizações.

De acordo com Nátany Boldo, o FGCE foi estruturado para operar em parceria com instituições financeiras por meio de garantias de carteira, tornando o acesso ao crédito mais ágil, simples e eficiente para quem busca expandir negócios no mercado internacional.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Internacional

Acordo UE-Mercosul ainda enfrenta desafios, admite ministro da Alemanha

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, reconheceu que o acordo UE-Mercosul ainda enfrenta obstáculos antes de sua implementação completa. Apesar disso, ele afirmou que as pendências podem ser solucionadas ao longo do processo de consolidação do tratado.

Durante entrevista coletiva realizada em Buenos Aires, ao lado do ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, Wadephul destacou que a entrada em vigor definitiva do acordo ainda exigirá tempo. Segundo ele, embora existam questões pendentes, os avanços conquistados até agora são suficientes para permitir que os países envolvidos encontrem soluções para os desafios restantes.

Avanços após a cúpula do Mercosul

A declaração foi feita um dia após a 68ª Cúpula do Mercosul, realizada em Assunção, que reuniu representantes de Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e países associados. O encontro teve como foco o fortalecimento da integração regional, a ampliação do comércio entre os integrantes do bloco e o avanço de pautas sociais e de desenvolvimento econômico.

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia é considerado um dos maiores tratados de livre comércio do mundo, criando acesso a um mercado com mais de 700 milhões de consumidores e ampliando as oportunidades para exportadores brasileiros.

Resistência de países europeus continua

Apesar do avanço nas negociações, o tratado ainda enfrenta resistência em alguns países da Europa. Parte dos críticos teme que produtos sul-americanos, com custos mais competitivos, prejudiquem agricultores e setores produtivos europeus.

Entre os principais opositores está a Polônia. Em abril, o vice-primeiro-ministro Wladyslaw Kosiniak-Kamysz anunciou que o país pretende recorrer ao tribunal superior da União Europeia para contestar o acordo. A França também mantém posição crítica, alegando possíveis impactos negativos para os produtores rurais do continente.

Enquanto avalia os próximos passos relacionados ao tratado de livre comércio, o Parlamento Europeu aprovou, em junho, o acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos. O pacto prevê redução de tarifas para diversos produtos industriais e agrícolas norte-americanos, após negociações conduzidas no ano passado com o governo de Donald Trump.

Implementação provisória prevê redução de tarifas

O acordo UE-Mercosul começou a ser aplicado de forma provisória em 1º de maio, encerrando um processo de negociações que durou cerca de 25 anos. Nesta etapa inicial, as medidas são implementadas gradualmente, principalmente no que diz respeito à redução de tarifas de importação e exportação.

De acordo com estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de 80% das exportações brasileiras destinadas ao mercado europeu já passam a contar com tarifa zero. Entre os produtos beneficiados estão café solúvel, frutas frescas, óleos vegetais e diversos itens agroindustriais.

Outros produtos, como aves e açúcar, passam a operar dentro de sistemas de cotas com tarifas reduzidas. Já a carne bovina enfrenta incertezas após a União Europeia impor restrições às importações de cortes brasileiros por motivos sanitários.

No sentido inverso, produtos europeus como vinhos, queijos, azeites, chocolates, máquinas industriais, produtos químicos e automóveis terão redução gradual das tarifas para ingresso no mercado brasileiro, conforme os prazos estabelecidos no tratado.

Aprovação definitiva ainda depende de novas etapas

Mesmo com a aplicação provisória em andamento, o acordo de livre comércio ainda precisa cumprir etapas políticas e jurídicas em alguns países da União Europeia. Além da análise de pontos específicos pelo Parlamento Europeu, questionamentos apresentados por grupos contrários ao tratado continuam sendo avaliados pelas instâncias competentes.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Boris Roessler/picture alliance/Getty Images

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Evento

FIESC promove seminário sobre novas regras de financiamento às exportações

A FIESC realiza, no próximo dia 2 de julho, um seminário online para apresentar as mudanças na legislação que atualiza os mecanismos de financiamento às exportações no Brasil. O evento é direcionado a empresários, executivos e profissionais ligados ao comércio exterior que desejam compreender como as novas regras podem ampliar o acesso ao crédito e fortalecer a competitividade das empresas no mercado internacional.

Com o tema “Financiamento às Exportações: o que muda com a nova legislação”, o webinar será realizado às 10h, em formato virtual.

Nova legislação amplia acesso ao crédito para exportadores

Durante o encontro, especialistas vão detalhar as principais alterações introduzidas pela nova legislação, que amplia as possibilidades de financiamento para empresas exportadoras.

Um dos destaques será o Seguro de Crédito à Exportação (SCE), ferramenta considerada estratégica para reduzir riscos nas operações internacionais e facilitar a expansão das empresas brasileiras em mercados externos.

A proposta do seminário é esclarecer como esses instrumentos podem contribuir para aumentar a segurança financeira das operações e incentivar novos negócios no cenário global.

Especialistas discutem impactos para a indústria

O debate contará com a participação de Afonso de Carvalho Costa Lopes, especialista em Políticas e Indústria da CNI, de Nátany Boldo, diretora de Garantias da ABGF, e de Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC.

Os convidados abordarão os reflexos das mudanças para a indústria brasileira, com foco nos ganhos de competitividade e nas oportunidades para as empresas catarinenses que atuam ou pretendem atuar no mercado internacional.

Como participar

A participação é gratuita e destinada a profissionais interessados em conhecer os novos instrumentos de financiamento à exportação e suas aplicações práticas.

Serviço

  • Evento: Financiamento às Exportações: o que muda com a nova legislação
  • Data: 2 de julho
  • Horário: 10h
  • Formato: Online
  • Inscrições: mediante preenchimento de formulário.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul-Coreia do Sul segue travado e enfrenta resistência para avançar

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Coreia do Sul continua distante de uma conclusão, apesar do interesse demonstrado pelo país asiático em retomar as negociações. Considerada uma das iniciativas estratégicas para ampliar mercados e diversificar parceiros comerciais, a proposta enfrenta obstáculos internos e não deve registrar avanços significativos no curto prazo.

As tratativas estão praticamente paralisadas desde 2019, principalmente devido à falta de consenso entre segmentos da indústria brasileira, que demonstram preocupação com os possíveis impactos da abertura comercial.

Consulta pública avalia cenário para futuras negociações

Em abril deste ano, o governo federal abriu uma consulta pública para reunir contribuições sobre potenciais acordos comerciais internacionais. As manifestações recebidas estão sendo analisadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), que deverá apresentar suas conclusões nos próximos meses.

Até o momento, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não sinalizou autorização para a retomada formal das negociações com os sul-coreanos.

Indústria teme aumento da concorrência de produtos coreanos

Um dos principais pontos de resistência envolve a possível ampliação da entrada de produtos manufaturados sul-coreanos no mercado brasileiro. Representantes da indústria avaliam que a elevada competitividade da economia asiática pode pressionar empresas nacionais e ampliar a concorrência em diversos setores.

Nos bastidores, integrantes do governo reconhecem que qualquer avanço dependerá da construção de um entendimento mais amplo com o setor privado, considerado peça-chave para viabilizar o acordo.

Embora as negociações oficiais estejam suspensas, Brasil e Coreia do Sul mantêm conversas técnicas voltadas à identificação de barreiras comerciais e possíveis entraves que precisariam ser solucionados antes de uma retomada formal das discussões.

Barreiras sanitárias também dificultam entendimento

Outro tema sensível nas negociações envolve o acesso de produtos agropecuários ao mercado sul-coreano. A Coreia do Sul mantém exigências sanitárias rigorosas para a importação de carnes, o que limita as exportações dos países do Mercosul.

Para Brasil, Argentina e Uruguai, a ampliação desse acesso é considerada fundamental. Avaliações dentro do bloco apontam que um acordo dificilmente avançará sem algum tipo de flexibilização dessas restrições.

Ao mesmo tempo, produtores rurais sul-coreanos também demonstram preocupação com o aumento da concorrência de produtos agrícolas vindos da América do Sul, cenário semelhante ao observado durante as negociações entre o Mercosul e a União Europeia.

Cenário global pode estimular retomada das conversas

Apesar das dificuldades, o governo brasileiro acredita que as mudanças recentes no comércio internacional podem criar condições mais favoráveis para uma aproximação futura.

Após o aumento das tensões comerciais provocado pelas políticas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos, diversos países passaram a buscar novos mercados e parceiros estratégicos. Nesse contexto, a expectativa é que a Coreia do Sul amplie seu interesse por acordos que reduzam a dependência de mercados tradicionais.

Mercosul amplia agenda de acordos internacionais

Nos últimos anos, o Mercosul intensificou as negociações com diversos países e blocos econômicos. Atualmente, estão em pauta tratativas com Canadá, Indonésia, México, Vietnã, Emirados Árabes Unidos, Líbano, Índia e a própria Coreia do Sul.

Diplomatas brasileiros avaliam que a conclusão de novos acordos pode aumentar a competitividade do bloco e ampliar sua participação no comércio internacional.

Para 2026, no entanto, as prioridades do Mercosul estão concentradas na conclusão das negociações com Canadá e Emirados Árabes Unidos.

Indústria vê negociações com países asiáticos com cautela

Segundo Constanza Biasutti, gerente de Comércio e Integração Internacional da Confederação Nacional da Indústria (CNI), ainda não existe consenso entre os setores industriais brasileiros para apoiar um acordo amplo com a Coreia do Sul.

Ela destaca que o alto grau de desenvolvimento industrial das economias asiáticas gera preocupações adicionais para a indústria nacional, especialmente em negociações que envolvem ampla liberalização comercial.

De acordo com a representante da CNI, acordos parciais costumam encontrar menor resistência, já que permitem selecionar setores e produtos específicos. Já tratados mais abrangentes exigem a abertura de grande parte do comércio bilateral, aumentando as preocupações de segmentos considerados mais vulneráveis à concorrência externa.

Japão encontra ambiente mais favorável

Enquanto as negociações com a Coreia do Sul enfrentam obstáculos, as consultas realizadas sobre um eventual acordo com o Japão têm apresentado receptividade mais positiva entre representantes da indústria brasileira.

Ainda assim, especialistas ressaltam que qualquer avaliação definitiva dependerá do início formal das negociações e da definição dos temas prioritários para cada uma das partes envolvidas.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Pisos mínimos do frete elevam custos em mais de 16% para a indústria, aponta CNI

A política de pisos mínimos do frete continua gerando impactos significativos sobre a competitividade da indústria brasileira. Levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que 94% das empresas que contratam transporte rodoviário de cargas identificam efeitos negativos da medida sobre os custos logísticos.

Além disso, o setor produtivo demonstra preocupação com a Medida Provisória nº 1.343/2026, que ampliou os mecanismos de fiscalização e endureceu as penalidades relacionadas ao cumprimento das tabelas estabelecidas pela Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC).

Dependência do transporte rodoviário amplia impacto da medida

De acordo com a pesquisa, 86% das indústrias utilizam serviços terceirizados de frete para escoar sua produção, seja de forma exclusiva ou em conjunto com frota própria. O dado evidencia o alcance das consequências da política sobre diversos segmentos da economia.

Para o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, o cenário reforça a necessidade de aperfeiçoar as regras que regem o transporte de cargas no país.

Segundo ele, os custos de transporte e logística já figuram entre os principais componentes do chamado Custo Brasil, e intervenções que restringem a livre negociação entre embarcadores e transportadores acabam afetando toda a cadeia produtiva.

Empresas apontam aumento expressivo nos custos do frete

A pesquisa mostra que 64% das empresas classificam os impactos do tabelamento como altos ou muito altos. Entre os negócios de menor porte, essa percepção é ainda mais acentuada.

As empresas consultadas estimam que a política elevou, em média, 16,4% os custos do frete rodoviário em comparação a um cenário de livre negociação. No entanto, os efeitos variam conforme o porte da empresa, a região e o setor de atuação.

Pequenas e médias empresas sentem mais os efeitos

Os dados apontam que as pequenas empresas foram as mais afetadas, registrando aumento médio de 19% nos custos de transporte. Entre as médias empresas, a elevação estimada é de 18%, enquanto as grandes companhias apontam impacto de 14%.

Além disso, cerca de 70% das pequenas e médias empresas classificam os reflexos da política sobre os valores do frete como elevados.

Metodologia da ANTT é alvo de críticas

Outro ponto destacado pela sondagem envolve a metodologia utilizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para calcular os pisos mínimos.

Oito em cada dez empresas avaliam que os critérios adotados estão parcial ou totalmente desconectados da realidade operacional do transporte rodoviário brasileiro.

A analista de infraestrutura da CNI, Paula Bogossian, afirma que o modelo atual não consegue representar adequadamente a diversidade das operações existentes no país, fator que ganha importância devido ao uso da tabela como referência para fiscalização e aplicação de sanções.

Setores com menor valor agregado enfrentam maiores impactos

Os efeitos do tabelamento são mais intensos em segmentos onde a logística representa parcela significativa dos custos de produção.

Entre os setores mais impactados estão os de extração mineral e produtos minerais não metálicos, como fertilizantes, sal, gesso e cerâmica, que registraram aumento próximo de 23% nos custos de transporte.

Também apresentaram elevações acima da média nacional os setores de alimentos, máquinas e equipamentos, evidenciando que os impactos da política não ocorrem de forma uniforme entre as diferentes cadeias produtivas.

Nova MP amplia preocupação com custos e segurança jurídica

Além dos efeitos já observados com a política de pisos mínimos, a Medida Provisória nº 1.343/2026 também preocupa o setor industrial.

A norma amplia a fiscalização do cumprimento das tabelas de frete, cria novas exigências regulatórias e aumenta as penalidades aplicáveis em casos de descumprimento.

Entre as empresas que conhecem o conteúdo da medida, 85% apontam a elevação dos custos de transporte como principal preocupação. Na sequência aparecem a perda de competitividade (57%) e a insegurança jurídica (35%).

Também foram citados riscos relacionados a atrasos operacionais, interrupções na cadeia logística e à proporcionalidade das sanções previstas.

Proposta prevê piso salarial para motoristas de longa distância

A comissão mista responsável por analisar a medida provisória foi instalada recentemente no Congresso Nacional. O relatório deverá ser apresentado pelo deputado Zé Trovão (PL-SC), relator da proposta.

Entre as alterações em discussão está a criação de um piso salarial de R$ 5 mil para motoristas profissionais que atuem em operações de longa distância, caracterizadas por permanência superior a 24 horas fora da base de trabalho.

Caso a proposta avance, os impactos poderão atingir tanto empresas que operam com frota própria quanto aquelas que terceirizam o transporte, já que os custos tendem a ser repassados aos contratantes por meio de reajustes no frete.

Na avaliação do setor, a medida pode aumentar ainda mais os custos do transporte rodoviário de cargas e, consequentemente, influenciar os preços finais dos produtos para os consumidores.

Debate segue no Judiciário

A política de frete mínimo também é alvo de questionamento no Supremo Tribunal Federal por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5.964, apresentada pela CNI.

A entidade contesta a constitucionalidade da Lei nº 13.703/2018, que instituiu a política de pisos mínimos do frete, além de pedir a suspensão dos efeitos da MP nº 1.343/2026.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: fanjianhua/Magnific

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