Comércio Exterior, Importação, Internacional

Importação de produtos chineses bate recorde e governo liga sinal de alerta

Indústrias siderúrgica e automobilística são as mais sensíveis à entrada de produtos chineses; no caso do aço, governo renovou e estuda medidas de defesa comercial

A entrada de produtos chineses no Brasil bateu recorde nos cinco primeiros meses deste ano e levou o governo a acender o sinal de alerta e renovar medidas de defesa comercial.

O receio das autoridades brasileiras aumentou diante da possibilidade de redirecionamento das exportações chinesas ao Brasil, em meio aos crescentes atritos comerciais entre Pequim e Washington.

O próprio vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que está “olhando com uma lupa” para as importações.

A indústria precisa estar atenta para que esse movimento não resulte numa enxurrada de produtos seja despejada no Brasil. Estamos com uma lupa nas importações. É defesa comercial total. Não é protecionismo, mas sim proteção legítima”, disse em evento realizado pelo setor industrial no final de maio.

De janeiro a maio, o Brasil importou US$ 29,5 bilhões em produtos chineses, contra US$ 23,3 bilhões no mesmo período de 2024 — um aumento de 26%.

Já no lado das exportações brasileiras para Pequim, houve uma queda de cerca de 10% no mesmo período.

É importante destacar que, em fevereiro, o Brasil importou da China uma plataforma de petróleo avaliada em US$ 2,6 bilhões. Esse tipo de compra pontual impacta diretamente a balança comercial entre os dois países.

Por causa desse peso específico, a balança comercial brasileira chegou a registrar um raro déficit de US$ 300 milhões no mês.

Entre os produtos importados que somaram mais de US$ 500 milhões nos cinco primeiros meses, os maiores aumentos ocorreram em insumos químicos e fertilizantes, cujas compras dobraram, além de compostos organo-inorgânicos e compostos heterocíclicos, substâncias utilizadas na fabricação de medicamentos, defensivos agrícolas e aditivos industriais.

Apesar disso, esses itens não estão entre os que preocupam o governo federal. O foco de monitoramento está voltado, principalmente, para as importações de aço e veículos elétricos chineses — justamente as maiores demandas da indústria nacional em termos de proteção comercial.

Há mais de um ano, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) tenta convencer o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) a antecipar o aumento da tarifa de importação de veículos elétricos. Atualmente em 18%, a alíquota será de 35% em julho de 2026.

Do outro lado, os chineses têm pressionado por uma redução das tarifas. Até o momento, não houve uma resposta do governo para nenhum dos pelitos.

As importações de aço, uma preocupação antiga da indústria brasileira, tornaram-se ainda mais sensíveis após o governo do presidente Donald Trump impor tarifas de importação sobre o produto.

A medida acentuou temores de que a China busque outros mercados, como o Brasil, para escoar seu excedente de produção. A indústria do aço, no entanto, vem sendo respondida pelo governo.

No início de junho, o Departamento de Defesa Comercial (Decom) do MDIC abriu investigação sobre as exportações de 25 grupos de produtos siderúrgicos (classificados por NCMs, a nomenclatura comum do comércio exterior) da China. Esta é a maior investigação já realizada na história do Decom em número de NCMs envolvidos.

A apuração, que busca identificar prática de dumping, quando um país vende produtos no exterior a preços inferiores aos praticados internamente, foi oficializada no Diário Oficial da União na última segunda-feira (2).

Além disso, no final de maio, a Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Mdic, decidiu renovar a alíquota de 25% do imposto de importação para 19 tipos de aço e ampliá-la para outros quatro códigos NCM. Com isso, a taxação passa a atingir 23 produtos e terá validade pelos próximos 12 meses.

Como a entrada de aço chinês pode afetar a indústria nacional?

Na prática, a entrada em massa de aço chinês no Brasil, muitas vezes a preços abaixo do praticado no mercado local, torna o produto importado mais barato do que o nacional. Isso é o que a indústria chama de dumping.

Com isso, empresas brasileiras perdem competitividade: têm dificuldade para vender, reduzem produção, cortam empregos e, em casos extremos, fecham fábricas.

Por exemplo, se uma siderúrgica brasileira vende a tonelada do aço por R$ 6.500, mas o produto chinês chega a R$ 5.500 (com qualidade similar), fabricantes de carros, eletrodomésticos e construção civil tendem a escolher o mais barato.

É justamente por isso que o governo impõe as tarifas de importação, como uma medida de proteção à indústria nacional, na tentativa de equilibrar a competição.

Fonte: CNN Brasil

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Internacional, Mercado Internacional

Encontro entre EUA e China para discutir tarifas deve acontecer em até 7 dias, diz Casa Branca

Na quinta-feira, Trump afirmou que teve “conversa telefônica muito boa” com Xi Jinping

O conselheiro econômico da Casa Branca, Peter Navarro, afirmou nesta sexta-feira, 6, que a conversa da quinta-feira, 5, entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, foi produtiva e pode abrir caminho para um novo encontro bilateral. “Houve um claro entendimento entre os dois presidentes ontem e esperamos que um encontro entre EUA e China aconteça em até sete dias”, disse Navarro a repórteres, sem pontuar se o republicano participaria da reunião.

Navarro aproveitou para defender a recente elevação de tarifas sobre o aço e o alumínio importados ao país e disse que foi “uma das coisas mais importantes da semana passada”, destacando que as medidas são essenciais para a segurança nacional americana. Segundo ele, Trump está iniciando “o processo de trazer essas indústrias de volta para os Estados Unidos”, já que “esses materiais estavam vindo de Taiwan, Coreia, Japão…” “Não podemos depender de outros países.”

Navarro também reagiu a comentários feitos por Elon Musk, após o desgaste da relação entre o CEO da Tesla e Trump. Musk afirmou que os EUA poderão entrar em recessão no segundo semestre. “Musk não gosta de tarifas, ele já deixou isso claro”, comentou.

Fonte: Correio do Povo

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Economia, Internacional

Dólar cai a R$ 5,58 com conversa entre Trump e Xi, bolsa recua com bancos

Os temores de que os EUA serão os principais prejudicados da guerra comercial de Trump têm gerado a fraqueza do dólar no exterior

O dólar à vista e o Ibovespa fecharam em queda nesta quinta-feira (5), conforme os investidores reagiam à notícia de um telefonema entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, com dados da maior economia do mundo no radar.

O dólar à vista caiu 1,03%, a R$ 5,5871 na venda.

Já o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, teve queda de 0,56%, a 136.236,37 pontos, pressionado principalmente por bancos e com Hapvida na ponta negativa.

Na quarta-feira (4), o dólar à vista fechou em alta de 0,14%, a R$ 5,6450.

Tarifas e dados dos EUA

A semana tem sido marcada pela percepção de que a política comercial dos EUA está começando a prejudicar a economia norte-americana, com uma série de dados econômicos para o mês de maio apresentando resultados mais fracos do que o esperado, acirrando as preocupações de investidores.

Na véspera, um relatório da ADP sobre o setor privado mostrou que foram criados muito menos vagas de emprego do que o esperado em maio, enquanto uma pesquisa do Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM) revelou que o setor de serviços teve contração no mês passado.

Com isso, as atenções se voltavam novamente nesta sessão para dados dos EUA, com o governo informando mais cedo que os pedidos semanais de auxílio-desemprego subiram para 247 mil na última semana, acima dos 235 mil pedidos projetados em pesquisa da Reuters.

Já o déficit comercial dos EUA ficou em US$ 61,6 bilhões em abril – melhor do que o esperado –, quando Trump anunciou suas tarifas do “Dia da Libertação” e anunciou uma pausa de 90 dias para permitir negociações, mantendo uma taxa mínima de 10% sobre todas as importações para os EUA.

Os temores de que os EUA serão os principais prejudicados da guerra comercial de Trump têm gerado a fraqueza do dólar no exterior, com a moeda norte-americana rondando os menores patamares em vários anos e impulsionando divisas de países emergentes.

O foco dos mercados estará agora em torno da divulgação do relatório de emprego do governo, na sexta-feira.

O índice do dólar – que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas – caía 0,15%, a 98,653.

Também estava no radar a mais recente decisão de política monetário do Banco Central Europeu, que voltou a reduzir a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para 2,0%.

Cenário nacional

No Brasil, entretanto, os ganhos potenciais do real têm sido contidos com novas preocupações sobre o cenário fiscal brasileiro, conforme governo e Congresso discutem alternativas para o decreto do Executivo que elevou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que propostas serão apresentadas para lideranças partidárias em reunião no domingo.

Pesquisas recentes que reforçam a tendência de aumento da desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda têm levantado temores de que o governo possa apostar em medidas de impulso fiscal para melhorar a imagem do governante.

“A queda na aprovação cria um pequeno temor no mercado de que isso possa ser acompanhado com medidas que aumentam os gastos”, disse Matheus Massote, especialista em câmbio da One Investimentos. “Mas hoje o dia tende a ser mais tranquilo.”

Fonte: CNN Brasil

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Comércio, Comércio Exterior

Nova rota marítima direta passando pelo Pacífico facilita comércio entre China e Brasil

Uma nova rota marítima direta para a China foi inaugurada no Porto do Pecém, no Estado do Ceará, no nordeste do Brasil, em abril de 2025, reduzindo em 30 dias o tempo de viagem das mercadorias entre os dois países. Como o mais movimentado terminal portuário da região nordeste, o rendimento anual do porto totalizou cerca de 20 milhões de toneladas.

Uma nova rota marítima direta para a China foi inaugurada no Porto do Pecém, no Estado do Ceará, no nordeste do Brasil, em abril de 2025, reduzindo em 30 dias o tempo de viagem das mercadorias entre os dois países. Como o mais movimentado terminal portuário da região nordeste, o rendimento anual do porto totalizou cerca de 20 milhões de toneladas.

Em comparação à rota anterior, que passava pelo Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, e pelo Porto de Santos, no sul do Brasil, essa nova rota liga diretamente os portos da China a Pecém, cruzando o Pacífico e atravessando o Canal do Panamá, reduzindo o tempo de viagem e os custos, afirmou Maximiliano Quintino, presidente do Complexo do Pecém.

Graças à inauguração dessa nova rota, o tempo de transporte de mercadorias do Estado do Ceará para a China foi reduzido em 14 dias, em média, e o volume de comércio entre a China e o nordeste do Brasil aumentou consideravelmente, disse Quintino.

O navio cargueiro Qingdao, da Mediterranean Shipping Company, atracou no Porto do Pecém, em 7 de abril, marcando o início das operações oficiais dessa rota e aumentando o número de rotas internacionais do porto de três para quatro.

André Magalhães, diretor comercial do Complexo do Pecém, informou que a movimentação de contêineres no porto cresceu 37% em termos anuais nos primeiros quatro meses deste ano devido à nova rota, batendo um recorde, e o rendimento total atingiu 6,667 milhões de toneladas de janeiro a abril, subindo 12,4% ante o mesmo período do ano passado.

Com escalas nos portos chineses de Yantian, Ningbo, Shanghai e Qingdao, a operação dessa rota é, sem dúvida, uma boa notícia para as empresas de logística brasileiras que importam cada vez mais produtos da China.

Ficamos muito satisfeitos com essa nova rota pelo Pacífico, que reduz o transbordo e evita possíveis atrasos causados por congestionamentos ou interrupções nos portos, observou Thiago Abreu, diretor executivo da CTI Fracht, acrescentando que a empresa de logística continuará utilizando a rota para expandir as importações e exportações no norte e nordeste do Brasil e aumentar a participação da indústria regional.

Agora, o Complexo do Pecém é composto por três grandes frentes: a Área Industrial, o Porto do Pecém e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) Ceará, e se destacará com projetos de hidrogênio verde.

Segundo Quintino, a região nordeste do Brasil possui vantagens em novas energias e, até 2032, a produção de hidrogênio verde do complexo deverá atingir 1 milhão de toneladas por ano.

Quintino espera que as empresas chinesas participem da construção do porto no futuro, tornando a rota mais eficiente e oferecendo melhores serviços para a troca de mercadorias entre a China e o Brasil.

Fonte: Monitor Mercantil

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Inovação, Tecnologia

Maior marca chinesa de celulares estreia no mercado brasileiro

A marca chinesa Jovi está ampliando sua presença global com o lançamento de seus novos smartphones no Brasil. A partir deste domingo, os modelos JOVI V50 5G e JOVI V50 Lite 5G estarão disponíveis para os consumidores brasileiros, marcando um novo capítulo na estratégia de expansão da empresa.

Esta entrada no mercado brasileiro é resultado de uma parceria estratégica com a GBR, que será responsável pela produção local dos dispositivos na Zona Franca de Manaus. Além disso, a Jovi mantém sua colaboração com a Zeiss, renomada empresa de óptica, para oferecer recursos avançados de imagem em seus produtos.

O que motivou a Jovi a investir no Brasil?

A decisão da Jovi de entrar no mercado brasileiro foi cuidadosamente planejada. Segundo Allan Feng, CEO da Jovi, a empresa passou anos estudando o mercado local, identificando as preferências dos consumidores e estabelecendo parcerias essenciais. Em 2024, a Jovi formalizou sua presença no Brasil e, em 2025, iniciou a produção de smartphones no país.

Para garantir a qualidade dos produtos, a Jovi importou tecnologia de produção da China, assegurando que os dispositivos fabricados no Brasil mantenham o padrão de excelência que caracteriza a marca.

Quais são as características dos modelos JOVI V50 5G e V50 Lite 5G?

O JOVI V50 5G é projetado para usuários que buscam um dispositivo com recursos de fotografia profissional. Desenvolvido em parceria com a Zeiss, o smartphone oferece um design sofisticado, bateria de longa duração e tecnologia de carregamento rápido.

O JOVI V50 Lite 5G, por sua vez, é ideal para quem procura um aparelho elegante e funcional para o dia a dia. Com uma bateria que dura o dia inteiro e uma câmera de alta qualidade, este modelo atende às necessidades de consumidores que valorizam tanto o estilo quanto a funcionalidade.

Quais são as inovações tecnológicas dos novos smartphones?

Os novos dispositivos da Jovi vêm equipados com funcionalidades avançadas de inteligência artificial, cortesia da Plataforma Google Gemini. Entre os recursos, destacam-se ferramentas como o Circule para Pesquisar e o Apagador de Objetos, que aprimoram a experiência do usuário.

Além disso, o V50 5G inclui o Aura Light, um ring light exclusivo que permite ajustar a iluminação para capturar fotos e vídeos de alta qualidade em condições de pouca luz.

Qual é o impacto da parceria com a Zeiss?

A colaboração com a Zeiss permite que a Jovi ofereça aos consumidores brasileiros recursos de imagem de nível profissional em seus smartphones. Marisa Weis, responsável pelos negócios de celulares da Zeiss, destaca que essa parceria facilita o acesso a tecnologias avançadas de fotografia, permitindo que os usuários capturem momentos importantes com clareza e criatividade.

Com essa estratégia, a Jovi reafirma seu compromisso em proporcionar produtos inovadores e de alta qualidade, atendendo às expectativas dos consumidores mais exigentes.

Fonte: Terra Brasil

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Internacional, Investimento, Negócios

Viagem de Jorginho Mello à Ásia pode ter anúncio de investimento chinês em SC

Governo catarinense vai ao Japão e à China buscar melhor interlocução em defesa do agro, falar sobre atração de investimentos e intercâmbio tecnológico para produção de maçã

Após o êxito da viagem do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, aos Estados Unidos há poucos dias – de 12 a 16 de maio -, o secretário de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos do estado, Paulo Bornhausen, avança na agenda da próxima missão internacional do governo, que será de 13 a 22 de junho para a Ásia, ao Japão e à China. As prioridades serão contatos para favorecer o agronegócio e atração de investimentos. Um ponto alto da missão deverá ser a oficialização de um relevante investimento de empresa chinesa em Santa Catarina.

– Vamos fazer contatos visando apoio à agroindústria catarinense que é grande vendedora para o Japão e para a China. Precisamos cuidar disso de perto, porque outros estados e países disputam esse mercado, onde Santa Catarina tem grande tradição. A presença do governador do estado e de empresários é importante. Além disso, o governador Jorginho Mello tem projetos de infraestrutura muito ambiciosos para rodovias e ferrovias. Precisamos apresentar esses projetos com profundidade para atrair investidores e parceiros – explica Bornhausen.

Nessa viagem à China, o governador deve aproveitar para consolidar um investimento chinês que está em fase avançada de negociações com o suporte da Invest SC, a agência de investimentos do estado.

– Pode ser que nessa missão seja possível anunciar a instalação de mais uma filial de indústria chinesa no Estado. Estamos em fase avançada de negociações com três ou quatro empresas. Em meados do ano passado, a TP-Link, grande fabricante chinesa de produtos para redes domésticas de computadores, anunciou unidade em Joinville. Ela já contratou 800 pessoas e planeja dobrar de tamanho por causa das novas tarifas dos Estados Unidos – afirmou o presidente da Invest SC, Renato Lacerda, sem revelar quais são essas empresas chinesas estudam projetos no estado.  

Nessa viagem, o governo catarinense vai tentar conseguir uma interlocução com a China e o Japão para que deem maior atenção ao agro catarinense, em especial às proteínas, para que liberem as importações mais rápido quando ocorrem suspensões de compras em função de algum problema sanitário. O desejo de SC é que logo após a solução do problema sanitário, as compras sejam retomadas rapidamente. Em função do caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul em 16 deste mês, que já foi erradicado, as vendas de SC a esses dois mercados e a outros, estão temporariamente suspendas.

Uma das razões da viagem à Ásia agora, apenas um mês após a missão aos EUA, é para levar essa pauta do agro. Outra é atender a um convite feito ao governador Jorginho Mello pelo embaixador do Japão no Brasil, Teiji Hayashi, para ampliar a cooperação entre SC e a província japonesa de Aomori, de onde vieram as mudas e a cultura da maçã na Serra Catarinense. A intenção e ampliar a troca de informações técnicas sobre a cultura da maçã.

Para o secretário de Articulação Internacional, é importante Santa Catarina fazer mais conexões internacionais, apresentar sua economia e suas oportunidades de investimentos nessa fase de guerra de tarifas internacionais em que o Brasil é um dos países mais bem posicionados para a atração de capital.

Na missão aos EUA, o governo de SC apresentaram a economia do estado e setores para investidores globais em Nova York. Em Washington, o governo falou sobre projetos em andamento no Banco Mundial, apresentou novos projetos e também pediu apoio à embaixadora do Brasil nos EUA, Maria Luiza Viotti, para trabalhar pela retomada rápida das exportações de proteína de franto à Ásia, depois do caso no Rio Grande do Sul.

Fonte: NSC Total

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Comércio Exterior, Importação, Mercado Internacional

China bane importação de toda carne de frango e derivados do Brasil

Autoridades chinesas também determinaram que todos os resíduos animais e vegetais que chegarem em navios do Brasil deverão ser analisados pela supervisão aduaneira. O país é o maior exportador de frango para a China e exportou cerca de US$ 10 bilhões em carne de frango para todo o mundo em 2024, o equivalente a 35% do comércio global, segundo a Reuters.

Casos são investigados em estados do Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul

Ministério da Agricultura registra investigações em sete estados. Há uma suspeita em uma planta comercial em Anta Gorda (RS), sete suspeitas envolvendo aves de subsistência nos estados de Ceará, Bahia, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul e ainda cinco suspeitas envolvendo aves silvestres em São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal.

Governo de Minas Gerais decretou estado de emergência sanitária animal. Em Mateus Leme, foram encontradas mortas em 16 de maio três espécies de aves: ganso, pavão-comum e cisne-negro. Os animais estavam em propriedade particular, segundo o prefeito de Matheus Leme, Renilton Ribeiro Coelho.

Notificação dos casos é obrigatória. Sistema do Ministério da Agricultura registra todas as suspeitas, que são casos nos quais ainda estão sendo realizados exames para confirmar ou não a doença.

O Brasil já realizou mais de 2.500 investigações de suspeitas de gripe aviária desde maio de 2023, quando houve a primeira ocorrência em ave silvestre, segundo o Ministério da Agricultura. O único caso confirmado em granja comercial ocorreu neste ano em Montenegro, no Rio Grande do SulA China proibiu toda a importação de carne de frango e derivados do Brasil devido aos casos de gripe aviária identificados no país, segundo comunicado da Administração Geral de Alfândegas da China.

O que aconteceu

Decisão representa uma ampliação do embargo às carnes brasileiras. Governo brasileiro esperava que fosse realizado um embargo total desde que veio à tona o primeiro caso identificado de gripe aviária em uma granja comercial do Rio Grande do Sul, mas pediu à China que fosse restrito apenas ao município onde foi identificado o caso.

Proibição total faz parte dos protocolos sanitários adotados entre os países. Atualmente, o governo brasileiro tem 13 investigações abertas para identificar casos de gripe aviária no país, sendo apenas uma delas envolvendo uma granja comercial.

No total, o País já registrou 170 casos da doença. Deste total, 166 casos foram em animais silvestres, de três focos em produção de subsistência, de criação doméstica, e um em produção comercial.

Humanos podem pegar? Tire suas dúvidas sobre a gripe aviária

A gripe aviária é causada pelo vírus influenza, em especial pelo subtipo A (H5N1), altamente agressivo para aves. Esse vírus já provocou surtos globais e costuma circular entre aves selvagens, migratórias e de criação, podendo afetar mamíferos como porcos, vacas e até mesmo animais domésticos, como gatos e cachorros.

A doença é altamente contagiosa entre aves e seu principal sinal é a morte súbita. A mortalidade em lote pode ultrapassar 60%, chegando a 100% em casos mais agressivos, segundo a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Outros sinais incluem tosse, muco nasal, queda na produção de ovos, hemorragias, inchaço em articulações e alterações na coloração da crista.

Humanos podem pegar, mas o risco de contaminação é baixo. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), casos em humanos são raros e ocorrem quase exclusivamente por contato direto e desprotegido com aves contaminadas.

A doença geralmente atinge profissionais da linha de frente, como tratadores, granjeiros ou veterinários. Por isso, eles devem usar equipamentos de proteção, como máscaras e luvas. Criações domésticas também exigem atenção: mortes repentinas devem ser comunicadas imediatamente às autoridades sanitárias.

Mesmo sendo rara a contaminação, a doença preocupa por causa da alta taxa de mortalidade. Entre o início de 2003 e abril de 2024, a OMS registrou 889 casos de gripe aviária em humanos, espalhados por 23 países. Destes, 463 culminaram em morte, o que representa uma taxa de mortalidade de 52%.

Fonte: UOL

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Exportação, Internacional, Mercado Internacional

EUA suspendem exportação de semicondutores à China

O governo dos Estados Unidos determinou que empresas norte-americanas de software para design de semicondutores interrompam a venda de seus serviços a grupos chineses. A decisão, conduzida pelo Departamento de Comércio dos EUA, foi comunicada por meio de cartas enviadas a empresas de automação de design eletrônico (EDA), como Cadence, Synopsys e Siemens.

De acordo com fontes ouvidas pelo Financial Times na última quarta-feira, 28, a ordem foi expedida pelo Bureau of Industry and Security (BIS), órgão responsável pelos controles de exportação dentro do Departamento de Comércio norte-americano. Não está claro se todas as empresas do setor receberam a notificação.

O movimento representa um novo esforço do governo norte-americano para limitar a capacidade da China de desenvolver chips avançados, particularmente voltados para aplicações de inteligência artificial. Em abril, Washington já havia restringido a exportação dos chips de IA desenvolvidos pela Nvidia especificamente para o mercado chinês.

Durante teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre, o diretor executivo da Synopsys, Sassine Ghazi, comunicou ter recebido a carta do governo e anunciou a suspensão de sua previsão financeira para o ano fiscal.

Um porta-voz do Departamento de Comércio afirmou que o governo está “revisando exportações de importância estratégica para a China”. Segundo ele, “em alguns casos, [o departamento] suspendeu licenças de exportação existentes ou impôs requisitos adicionais de licença enquanto a revisão está pendente”.

A iniciativa ocorre em meio a um período de trégua comercial entre os dois países. Depois de negociações em Genebra, China e EUA acordaram uma pausa de 90 dias nas tarifas impostas mutuamente.

No entanto, segundo o ex-analista da CIA Christopher Johnson, os novos controles demonstram a “fragilidade inata” da trégua. “Com ambos os lados querendo manter e continuar demonstrando a potência de suas respectivas capacidades de estrangulamento, o risco de que o cessar-fogo se desfaça mesmo dentro da pausa de 90 dias é onipresente”, avalia.

Johnson, atualmente à frente da consultoria China Strategies Group, acrescentou que a China utilizou com sucesso seu domínio sobre o fornecimento de terras raras para levar os EUA à mesa de negociações, o que “deixou os chefes da administração Trump em relação à China ansiosos para demonstrar que suas armas de controle de exportação ainda têm eficácia.”

Fonte: Revista Oeste

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Comércio Exterior, Internacional, Tributação

Na guerra de tarifas, Brasil ainda bate os EUA em vendas à China

Em estudo, Insper Agro Global avaliou os seis itens agrícolas que chineses mais compram

A guerra comercial entre Estados Unidos e China confere ao Brasil uma vantagem competitiva temporária. Mas o governo e o setor produtivo devem ficar atentos porque essa vantagem pode ser usada nas próximas semanas como moeda de troca para por fim à disputa de tarifas entre os dois países. O alerta é do professor Marcos Jank, do Insper Agro Global.

Um estudo realizado por Jank e pelos pesquisadores Leandro Gilio e Victor Cardoso, do Insper Agro Global, mostra que as tarifas impostas pela China a produtos americanos reduzem a competitividade dos EUA em relação a outros fornecedores, como o Brasil. A pesquisa considerou os seis produtos agropecuários que a China mais importa dos dois países: soja em grão (92% é comprada de EUA e Brasil), milho (66%), algodão (76%), carne bovina (55%), carne suína (31%) e carne de aves (64%).

Em abril, os Estados Unidos e a China intensificaram a escalada tarifária, com o governo americano anunciando tarifas de até 145% e a China respondendo com tarifas de até 125% sobre produtos americanos. Em 12 de maio, os países anunciaram uma trégua de 90 dias, com redução de 115 pontos percentuais sobre as tarifas de abril, o que deveria resultar em tarifas finais de 30% (cobrado da China pelos EUA) e 10% (sobre produtos americanos que vão para a China).

Na prática, no entanto, as tarifas impostas pela China aos produtos americanos continuam acima desse patamar de 10% e acima das tarifas impostas aos produtos brasileiros, aponta Jank. As tarifas chinesas sobre a soja em grão americana são de 23%, contra 3% para o Brasil. Para milho e algodão, as tarifas são de 26% para EUA e 1% para o Brasil. Para a carne bovina, a China cobra 12% do Brasil e 32% dos EUA. O caso mais extremo é da carne suína. Os EUA são taxados em 57%, e o Brasil é tarifado em 12%.

Embora o cenário pareça favorável para o Brasil no curto prazo, é preciso ter cautela, na visão do especialista. “Entendo que essas tarifas que estão sendo praticadas hoje vão ser usadas como instrumento de negociação para pressionar os Estados Unidos a reduzir a tarifa média de 30% que querem aplicar sobre os produtos chineses”, afirma Jank.

Medidas pontuais

O professor observa que a China tem adotado medidas pontuais, atingindo segmentos que são importantes politicamente para o presidente Donald Trump, como os produtores de grãos do meio oeste americano. “A China também tem feito um negócio perigoso, que é escolher a empresa que terá direito de enviar produtos ao país”, diz Jank.

No caso do milho, por exemplo, a China tem uma cota de importação de 7,7 milhões de toneladas dos EUA ao ano e concedeu o direito para a chinesa Cofco embarcar 4,4 milhões de toneladas. “Não duvido que, no futuro, o país possa retaliar o embarque de empresas americanas, como Bunge e Cargill”, pondera o professor.

Para o Brasil, a situação no momento é favorável, mas Jank considera relevante tanto o governo quanto o setor produtivo acompanharem as mudanças de perto. “O que é hoje um benefício para o Brasil pode virar moeda de negociação. A China busca negociar tarifas mais baixas para exportar aos EUA. E os Estados Unidos, que têm um déficit comercial de US$ 300 bilhões com a China, também vão tentar construir um acordo para exportar mais ao país”, diz Jank.

Fonte: Globo Rural

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Exportação, Internacional, Negócios

Argentina está prestes a fechar acordo para exportação de miúdos bovinos à China

Autoridades chinesas têm visita marcada ao país sul-americano em 8 de junho de 2025 para novas rodadas de diálogo, segundo informações da Reuters

A Argentina está cada vez mais próxima de fechar um acordo com a China que permitirá a exportação de subprodutos de carne bovina ao país asiático, conforme revelou uma reportagem da agência Reuters, enviada de Pequim.

Fontes com conhecimento direto das negociações relataram que os dois países estão em fase final de acertos técnicos, com o governo chinês mostrando pressa em diversificar suas fontes de importação alimentar em meio a um cenário global incerto.

Segundo Georges Breitschmitt, presidente do Instituto de Promoção da Carne Bovina da Argentina (IPCVA), a conclusão das negociações parece iminente. “Estamos nos aproximando do encerramento das conversas entre os dois governos. Restam apenas ajustes técnicos específicos”, afirmou ele em entrevista concedida à Reuters durante visita à capital chinesa.

Breitschmitt destacou ainda que o ritmo das conversas se intensificou, embora não haja uma data oficial definida para a assinatura do acordo. Uma segunda fonte consultada pela agência também indicou que a conclusão deve ocorrer “muito em breve”.

Conforme apurou a Reuters, autoridades chinesas têm visita marcada à Argentina no próximo dia 8 de junho para dar continuidade às discussões técnicas e avançar rumo à formalização do pacto.

Esse movimento acontece em um momento estratégico, com a China ampliando seus canais de fornecimento agrícola diante das tensões comerciais persistentes com os Estados Unidos. Buenos Aires e Brasília despontam como parceiros relevantes nesse novo arranjo comercial impulsionado por Pequim.

Atualmente, a China já representa o principal destino da carne bovina argentina, absorvendo cerca de dois terços das exportações do setor, que somam aproximadamente 30% da produção total do país. No entanto, quando se trata de subprodutos — como miúdos, peles e ossos — o fluxo comercial segue outra lógica, com maior presença em mercados diversos e consumo doméstico reduzido.

A reportagem da Reuters observou que nem as autoridades chinesas nem a embaixada argentina em Pequim responderam aos pedidos de comentário sobre o tema. A agência também informou que tentativas de contato por telefone não foram atendidas.

Fonte: Compre Rural

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