Comércio, Internacional, Negócios

Premiê da China pede que nações trabalhem em conjunto para resolver disputa comercial

Li Qiang disse ainda que o número de barreiras comerciais passou de 1,2 mil em 2024, seis vezes a mais do que existia em 2020

O premiê da China, Li Qiang, sugeriu que as nações trabalhem em conjunto para resolver disputas comerciais, em busca de benefícios mútuos.

“Quando a economia internacional enfrenta dificuldades, o que precisamos não é da lei da selva, onde os fortes atacam os fracos, mas sim da cooperação e do sucesso mútuo para resultados vantajosos para todos”, afirmou Li, durante evento do Fórum Econômico Mundial em Tianjin, na China.

Li disse ainda que o número de barreiras comerciais passou de 1,2 mil em 2024, seis vezes a mais do que existia em 2020, enquanto o investimento transfronteiriço diminuiu nos últimos três anos, com o crescente protecionismo comercial global.

O premiê chinês também declarou que os países devem se opor à dissociação e às interrupções na cadeia de suprimentos, evitando politizar questões econômicas e comerciais. A economia chinesa continua a apresentar bom desempenho neste ano e manterá um crescimento “relativamente rápido” no futuro, segundo Li.

Fonte: Dow Jones Newswires

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Comércio Exterior, Portos, Tecnologia

Porto de Paranaguá é o 1º a receber veículos elétricos fabricados por gigante chinesa que retoma vendas no Brasil

O fabricante chinês de veículos elétricos Geely realizou seu primeiro desembarque de automóveis no Brasil após nove anos fora do país. O navio San Martin, procedente do Porto de Xangai, trouxe centenas de carros elétricos em operação realizada no Porto de Paranaguá. A marca retorna ao mercado nacional por meio de parceria com uma montadora já instalada no Brasil.

A operação foi realizada no berço 219, estrutura projetada especialmente para receber navios do tipo Ro-Ro (roll-on/roll-off), próprios para cargas rolantes — ou com rodas. O píer permite que embarcações desse tipo atraquem na posição perpendicular ao cais, diferentemente das demais, que atracam em paralelo.

“É uma honra para a Portos do Paraná ser a porta de entrada de veículos de alta tecnologia. Isso demonstra que estamos sempre preparados para atender com eficiência o mercado automobilístico”, afirmou o diretor-presidente da empresa pública, Luiz Fernando Garcia.

Paraná em destaque na indústria automobilística

Além da importação, o Paraná também se consolida como grande fabricante e exportador de automóveis. As vendas de carros produzidos no estado para outros países cresceram 73,7% entre janeiro e maio deste ano, na comparação com o mesmo período de 2024. Em valores absolutos, as exportações saltaram de US$ 172 milhões para US$ 299 milhões.

Os dados, divulgados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O crescimento está diretamente relacionado à ampliação das vendas para o mercado sul-americano, especialmente para a Argentina, que registrou um aumento de 464% nas compras de veículos paranaenses. As exportações para o país vizinho subiram de US$ 32 milhões para US$ 182 milhões. Também houve aumentos expressivos nas vendas para a Colômbia (49%), Uruguai (38%) e Chile (28%).

Fonte: Datamar News

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

China lidera queda do superávit da balança comercial, aponta ICOMEX

ICOMEX aponta que acordo EUA-China reduz tarifas, mas incertezas e riscos geopolíticos ainda impactam o comércio global

O acordo firmado em 10 de junho entre China e Estados Unidos amenizou tarifas comerciais, mas não dissipou as incertezas globais, apontam dados do Indicador de Comércio Exterior (ICOMEX), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE). As tarifas de 125% e 145% caíram para 10% e 55%, respectivamente, mas o presidente norte-americano enfatizou que se trata apenas de uma trégua. O prazo para que outros parceiros negociem acordos com os EUA termina em julho.

Além das tarifas, o cenário incluiu ameaças da China de restringir exportações de terras raras e, pelo lado norte-americano, a revogação de vistos para estudantes chineses nos EUA. A tensão aumentou com o conflito entre Israel e Irã, ampliando os riscos geopolíticos.

No caso brasileiro, preocupam as tarifas de 10% sobre importações e de 50% para produtos siderúrgicos e de alumínio. A reversão dependerá de negociações bilaterais e da pressão da indústria americana.

De acordo com o ICOMEX, as exportações brasileiras para os EUA cresceram 1,2% até maio, enquanto para a China houve retração de 0,3%. A balança comercial acumulada registrou superávit de US$ 24,4 bilhões — queda significativa frente aos US$ 35,2 bilhões do mesmo período de 2024.

As exportações de commodities apresentaram retração, ao passo que as de não commodities avançaram, com destaque para automóveis. A indústria de transformação respondeu por 94% das importações brasileiras. Entre os principais itens estão fertilizantes, combustíveis e veículos.

A queda no superávit foi liderada pela redução no saldo com a China, de US$ 18,6 bilhões para US$ 8,3 bilhões. Argentina e União Europeia apresentaram saldo positivo no mesmo período.

Fonte: FGV Notícias.

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Comércio Exterior, Exportação, Importação

Comércio entre China e países de língua portuguesa movimenta quase US$ 61 bilhões em quatro meses 

As trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa alcançaram US$ 60,99 bilhões entre janeiro e abril de 2025. Apesar do montante expressivo, os dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China indicam uma retração de 15,48% em comparação com o mesmo período do ano anterior. 

O volume de importações da China oriundas dos países de língua portuguesa totalizou US$ 34,29 bilhões — uma queda de 26,01% no comparativo anual. Já as exportações chinesas para esses países apresentaram crescimento de 3,4%, somando US$ 26,71 bilhões no mesmo período. 

Em abril, o comércio exterior entre China e esses países atingiu US$ 16,78 bilhões, o que representa uma redução de 6,5% em relação a abril de 2024. As importações chinesas somaram US$ 9,76 bilhões (queda de 14,07%), enquanto as exportações da China para esses mercados cresceram 6,55%, atingindo US$ 7,02 bilhões. 

O Brasil permanece como o principal parceiro comercial da China – entre os países de língua portuguesa, respondendo por US$ 48,61 bilhões do total movimentado no quadrimestre. Desse valor, US$ 21,51 bilhões referem-se a exportações chinesas para o Brasil, enquanto US$ 27,10 bilhões foram importações de produtos brasileiros pela China

A relação econômica entre China e países de língua portuguesa — que inclui, além do Brasil, nações como Angola, Portugal e Moçambique — segue estratégica para o fortalecimento do comércio internacional e o desenvolvimento das trocas bilaterais no contexto global. 

TEXTO: REDAÇÃO 

FOTO: Ricardo Stuckert/Presidência da República 

FONTES:  

poder360.com.br/ 

www.br-cn.com/  

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Internacional, Investimento

Líderes de gigantes chineses vêm conhecer projetos da Via Mar, ferrovias e data center

Um dos principais resultados da missão de SC à Ásia é a confirmação da visita de executivos de grandes grupos empresariais chineses em julho para avaliar investimentos em SC

Um dos resultados da missão de Santa Catarina à China é a confirmação da visita de líderes de grupos empresariais gigantes chineses para conhecer projetos potenciais para investimentos no estado. Eles confirmaram à comitiva de SC, que tem à frente o governador Jorginho Mello, que virão em cerca de 30 dias, o que significa visita na segunda quinzena de julho. O foco serão os projetos da Via Mar, instalação de um data center potente para facilitar o uso de inteligência artificial, investimentos em ferrovias e aeronaves para a aviação estadual e regional.

De acordo com o secretário de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos, Paulo Bornhausen, virão executivos dos grupos PowerChina, Inspur e CRRC. Quem virá pela PowerChina será o diretor e gerente geral Tang Yuhua. A empresa tem potencial para assumir a concessão da futura Via Mar, rodovia de 145 quilômetros para ligar de Joinville ao Contorno Viário da Grande Florianópolis.

Fonte: NSC

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Comércio Exterior, Importação, Mercado Internacional

A grande mudança na alimentação da China para reduzir importações de soja pressiona pequenos agricultores

A iniciativa da China de reduzir o uso de farelo de soja na alimentação animal para diminuir a dependência de importações é viável, mas será cara e tecnicamente desafiadora para os pequenos agricultores, que respondem por um terço da produção de carne suína do país, segundo especialistas do setor.

Em abril, a China anunciou um plano para reduzir o teor de farelo de soja nas rações animais para 10% até 2030, abaixo dos 13% registrados em 2023, à medida que a guerra comercial contínua com os EUA aumenta a urgência de Pequim em reforçar a segurança alimentar. Em 2017, o farelo de soja representava 17,9% da alimentação animal na China, segundo o Ministério da Agricultura do país.

Se for bem-sucedida, a China poderá reduzir as importações anuais de soja em cerca de 10 milhões de toneladas métricas — o equivalente à metade dos US$ 12 bilhões em compras de soja dos EUA realizadas pelo país em 2024 — segundo cálculos da Reuters e estimativas de dois analistas, o que deve diminuir a demanda dos agricultores nos EUA e do principal fornecedor, o Brasil.

Embora os principais criadores de suínos da China já tenham reduzido o uso de farelo de soja e possam fazer cortes adicionais utilizando fontes alternativas de proteína, os pequenos produtores provavelmente enfrentarão dificuldades devido a restrições de custo e maior sensibilidade a impactos no crescimento dos animais, afirmaram agricultores, nutricionistas e analistas.

A China abriga metade dos porcos do mundo.

“Existe uma preferência habitual significativa entre os pequenos produtores por formulações tradicionais à base de farelo de soja, em grande parte devido à familiaridade, confiança e percepção de confiabilidade”, disse Matthew Nicol, analista sênior da empresa de pesquisa China Policy.

“As grandes empresas vão se adaptar rapidamente, enquanto os pequenos produtores podem ficar para trás ou até enfrentar retrocessos”, afirmou ele.

Na China, os grãos de soja são processados para produzir óleo de cozinha e farelo — um ingrediente relativamente barato e rico em proteínas, usado para engordar porcos, aves e bovinos. O farelo de soja é valorizado na alimentação animal por seu perfil ideal de aminoácidos e pela compatibilidade com grãos ricos em energia, como milho e trigo.

A China, de longe o maior importador mundial de soja, reduziu sua dependência dos suprimentos dos EUA desde o início da guerra comercial durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump. Atualmente, a China compra cerca de 20% da sua soja dos EUA, uma queda em relação aos 41% registrados em 2016, mas ainda representa quase metade das exportações americanas da oleaginosa.

REDUÇÕES NO USO DE FARELO DE SOJA

Atualmente, o uso de farelo de soja na China já é menor do que em algumas outras regiões.

As rações para suínos nos Estados Unidos contêm, em média, entre 15% e 25% de farelo de soja, estimam especialistas, já que fontes alternativas de proteína — como o subproduto da produção de etanol de milho (distillers grain) e aminoácidos sintéticos — têm substituído o farelo de soja em certos períodos, segundo Hans Stein, nutricionista de suínos da Universidade de Illinois.

No Sudeste Asiático, a inclusão média é de cerca de 25% para aves e 20% para suínos, afirmou Basilisa Reas, diretora técnica regional com sede em Manila do U.S. Soybean Export Council.

Em comparação, a maior produtora de suínos da China, a Muyuan Foods (002714.SZ), reduziu o uso de farelo de soja para 5,7% da composição da ração em 2023, ante 7,3% em 2022. Já a Wens Foodstuff (300498.SZ) relatou uma média de 7,4% de inclusão de farelo de soja em sua ração composta em 2021, de acordo com comunicados da empresa e documentos do governo.

NO ENTANTO, PEQUENOS PRODUTORES ENFRENTAM DIFICULDADES

Pequenos produtores chineses, que criam 32% dos porcos, 63% do gado de corte e 12% dos frangos de corte do país, geralmente não têm capital, conhecimento técnico ou acesso a ferramentas de formulação de ração de precisão para reduzir o uso de farelo de soja, segundo analistas e nutricionistas.

Dados da plataforma de criação de suínos Zhue.com.cn mostram que fazendas familiares chinesas normalmente utilizam entre 15% e 20% de farelo de soja nas rações.

Um criador veterano, de sobrenome Wang, que cria de 200 a 300 porcos na província de Shanxi, no norte da China, utiliza 18% de farelo de soja na alimentação das porcas matrizes e acredita que uma dieta com menos farelo de soja desaceleraria o ganho de peso e prolongaria o ciclo de produção.

“Com dietas ricas em farelo de soja, posso alimentar menos,” disse ele. “Com rações com pouco farelo, preciso alimentar mais — ou os porcos ficam muito magros.”

ALTERNATIVAS CARAS E AINDA EM DESENVOLVIMENTO

As substituições do farelo de soja geralmente envolvem uma mistura de fontes alternativas de proteína, como farelo de colza, farelo de palmiste, farelo de arroz, farinha de peixe, além de suplementos de aminoácidos sintéticos, segundo Basilisa Reas.

No anúncio de abril, o Ministério da Agricultura da China incentivou o uso de alternativas como aminoácidos sintéticos, palha fermentada, milho de alto teor proteico e proteínas não derivadas de grãos, como proteína microbiana, proteína de insetos e resíduos alimentares. A meta é alcançar mais de 10 milhões de toneladas de produção de proteína não derivada de grãos até 2030.

Desde a guerra comercial iniciada no governo Trump, a China também vem promovendo a chamada “tecnologia de ração com baixo teor de proteína”, que reduz a dependência de farelo de soja ao complementar a dieta animal com aminoácidos sintéticos, especialmente entre grandes empresas do setor.

A Muyuan, por exemplo, está colaborando com a Universidade de Westlake, em Hangzhou, em pesquisas de biologia sintética voltadas para uma produção suína “zero-soja”.

No entanto, especialistas da indústria alertam que os aminoácidos sintéticos só conseguem substituir parcialmente as proteínas naturais e não atendem totalmente às exigências digestivas dos animais.

Pequim também apoia o cultivo de milho com alto teor de proteína — cerca de 667 mil hectares já foram plantados. Essa variedade contém mais de 10% de proteína, em comparação com os 8% do milho convencional.

A proteína de inseto também está ganhando espaço: fazendas de mosca soldado negra nas províncias de Shandong e Guangdong produzem 100 mil toneladas de ração por ano, atualmente em fase de testes para alimentação de aves, suínos e aquicultura, segundo a Guide to Chinese Poultry, uma revista apoiada pelo ministério da agricultura.

Contudo, a maioria dessas alternativas ainda é mais cara ou está em estágios iniciais de desenvolvimento.

No fim de maio, o farelo de soja no leste da China custava 66 yuans (US$ 9,19) por unidade de proteína — mais barato que a lisina (um aminoácido sintético), a 79 yuans por unidade, e que a proteína de milho, a 69 yuans, segundo um trader de Xangai.

“As operações agrícolas chinesas, no fim das contas, vão priorizar a lucratividade,” disse Even Rogers Pay, analista agrícola da Trivium China.
“Enquanto o farelo de soja continuar sendo a melhor opção em termos de custo e desempenho dos animais, continuará mantendo participação no mercado.”

Fonte: Reuters

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Internacional, Mercado Internacional

Produção de algodão na China pode superar 7 mi/t pelo segundo ano consecutivo

Consumo da fibra segue incerto diante das altas taxas de juros, tensões geopolíticas, tarifas e demanda fraca por fios

As previsões para a produção de algodão no Brasil e na Austrália seguem elevadas, assim como para a China, onde espera-se uma safra superior a sete milhões de toneladas pelo segundo ano consecutivo.

Ao mesmo tempo, as incertezas em torno do consumo permanecem diante das altas taxas de juros, tensões geopolíticas, conflitos armados, incerteza sobre tarifas e demanda fraca por fios.

As informações constam no Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa desta sexta-feira (20).

Confira os destaques trazidos pelo Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa:

Algodão em NY – O contrato Jul/25 fechou nesta quarta-feira, 18/jun, cotado a 64,84 U$c/lp (-0,5% vs. 12/jun). O contrato Dez/25 fechou em 66,67 U$c/lp (-1,2% vs. 12/jun).

Basis Ásia – Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 991 pts para embarque Jun/Jul-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 18/jun/25).

Baixistas 1 – O contrato Dez/25 atingiu o menor patamar desde abril, pressionado por oferta abundante e demanda fraca.

Baixistas 2 – A produção no Brasil e Austrália permanece elevada. Na China, espera-se safra maior que 7 milhões de tons pelo segundo ano consecutivo.

Baixistas 3 – O consumo segue incerto diante de altas taxas de juros, tensões geopolíticas, conflitos armados, incerteza sobre tarifas e demanda fraca por fios.

Altistas 1 – Embora o USDA esteja projetando produção de 14 milhões de fardos este ano nos EUA, muitos analistas acreditam que essa previsão ainda está superestimada, especialmente diante das condições atuais de área e clima.

Missão Ásia 1 – A Abrapa encerrou com sucesso a missão na Ásia. Na segunda (16), o seminário Cotton Brazil Outlook reuniu os principais industriais têxteis da Coreia do Sul em Seul. O evento foi realizado em parceria com a SWAK, principal entidade do setor têxtil Coreano.

Missão Ásia 2 – governador de MT, Mauro Mendes, prestigiou o evento com sua comitiva, assim como a embaixadora do Brasil na Coreia do Sul, Márcia Donner.

Missão Ásia 3 – A missão faz parte do programa Cotton Brazil, realizado pela Abrapa em parceria com a ApexBrasil e apoio da Anea. Antes de Seul, a comitiva brasileira composta por produtores e traders brasileiros esteve no Congresso Chinês de Algodão em Guangzhou (China), e em Taipei (Taiwan).

Better Cotton Conference 1 – A Abrapa destacou durante a Better Cotton Conference a contribuição do cotonicultor brasileiro para o desenvolvimento sustentável do Brasil.

Better Cotton Conference 2 – O tema foi abordado pelo diretor da Abrapa, Marcelo Duarte, durante sua palestra no evento, que ocorreu nesta semana em Izmir, Turquia.

Better Cotton Conference 3 – diretor da SLC Roberto Acauan participou de importante painel na plenária principal do evento. Roberto apresentou as ações do grupo para mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Better Cotton Conference 4 – delegação brasileira que participou do evento, com representantes da Abrapa e da Anea, ainda realizou importantes reuniões para nosso setor durante o evento na Turquia.

Better Cotton Conference 5 – A Better Cotton anunciou que se tornará um padrão regenerativo nos próximos 12 meses, atualizando seus Princípios e Critérios, implementando uma estrutura de relatórios baseada em resultados socioambientais.

Better Cotton Conference 6 – Nick Weatherill foi apresentado como novo CEO da Better Cotton, substituindo Alan McClay após 10 anos. Ex-diretor executivo da International Cocoa Initiative, Weatherill traz ampla experiência em sustentabilidade.

Better Cotton Conference 7 – O primeiro compromisso internacional de Nick como CEO será uma viagem ao Brasil em Julho, em parceria com Abrapa e Anea.

EUA – O plantio nos EUA está chegando ao fim. O trabalho está quase concluído em seis dos 15 principais estados produtores e 85% da área estimada foi plantada até 15/jun (5 p.p. a menos que a média de cinco anos).

China 1 – As importações de algodão pela China em maio somaram cerca de 40 mil tons. Desde Out/16 os números não eram menores que 50 mil tons. O volume acumulado em 2024/25 é de 1,05 milhão de tons (contra 2,9 milhões tons da temporada passada).

China 2 – Importações de fios de algodão pela China atingiram 100 mil tons em maio (-7% X abr/25 e abaixo também de mai/2024). No acumulado da temporada, o total é de 1,06 milhão tons (contra 1,3 milhão em 2023/24).

China 3 – Observadores locais continuam prevendo um aumento na produção chinesa de algodão este ano, mesmo com o clima mais quente em Xinjiang.

Paquistão 1 – plantio já foi concluído em muitos distritos paquistaneses.

Paquistão 2 – Entra em vigor em 1º de julho o imposto de 18% sobre fios importados. Fiações paquistanesas já preveem aumento de preços no mercado interno.

Brasil – Exportações – As exportações brasileiras de algodão somaram 71,9 mil tons na primeira semana de maio. A média diária de embarque é 10,3% menor que no mesmo mês em 2024.

Brasil – Colheita 2024/25 – Até ontem (19/06), foram colhidos no estado da BA (6%), GO (30,55%), MG (25%), MS (2,25%), PI (9%), PR (75%) e SP (76,5%). Total Brasil: 2,42%.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Rússia espera que Brasil ocupe lacunas de mercado em complemento à China após saída de empresas ocidentais

As empresas brasileiras podem preencher algumas das lacunas nos mercados russos deixadas pela saída de empresas ocidentais e apenas parcialmente ocupadas pelas companhias chinesas, disse nesta quarta-feira o vice-ministro da Economia da Rússia, Vladimir Ilyichev.

A saída abrupta de dezenas de empresas ocidentais da Rússia devido ao conflito na Ucrânia levou à fuga de capitais e à desaceleração econômica. Moscou agora se concentra na produção local e na cooperação com os chamados países “amigos” que não impuseram sanções, particularmente os membros do Brics: Brasil, Índia, China e África do Sul.

Qualquer empresa ocidental que tente retornar para a Rússia enfrenta barreiras, e alguns setores, como o de telecomunicações, parecem estar totalmente fora dos limites.

Empresas locais preencheram alguns nichos deixados pelas companhias ocidentais, enquanto outros setores, particularmente a indústria automobilística, agora são dominados pelos chineses.

Ilyichev, falando no painel Brasil-Rússia no fórum econômico russo em São Petersburgo, sugeriu que empresas brasileiras poderiam estabelecer operações na Rússia para fornecer produtos de engenharia e bens relacionados às indústrias de consumo.

“Acreditamos que as empresas brasileiras podem ocupar alguns dos nichos que ficaram vagos em nosso mercado, após a saída de empresas ocidentais, e que ainda não foram totalmente preenchidos por nossos colegas chineses”, disse Ilyichev.

O comércio bilateral de bens como fertilizantes, derivados de petróleo, alimentos e metais entre a Rússia e o Brasil atingiu o recorde de US$12,4 bilhões em 2024, embora as exportações brasileiras estejam bem abaixo das russas.

Ilyichev disse estar esperançoso com uma cooperação mais ampla, inclusive em termos de energia nuclear.

Em um painel separado, o presidente-executivo da Rostelecom, Mikhail Oseevskiy, disse: “(Empresas) europeias, empresas americanas, desenvolvedores de software e hardware não devem ser autorizados a entrar. A estrada deve ser fechada. Eles saíram, batendo a porta, abandonando tudo: não há confiança.”

Os comentários ecoaram os do presidente-executivo do conglomerado industrial Rostec, uma peça crucial da indústria de defesa da Rússia.

“Os vários parceiros ocidentais que tínhamos antes de 2022 falharam conosco”, disse o chefe da Rostec, Sergei Chemezov, em uma entrevista na semana passada à Razvedchik, uma revista publicada pelo SVR, o serviço de inteligência estrangeira da Rússia.

Fonte: Investing

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Internacional, Mercado Internacional

A China está desencadeando um novo choque de exportações no mundo

Com as tarifas do presidente Trump fechando o mercado dos EUA, os produtos chineses estão inundando países do Sudeste Asiático à Europa e à América Latina

Há duas décadas, a China surpreendeu os Estados Unidos com sua capacidade de produzir e exportar rapidamente, em grande escala e a baixo custo — algo nunca visto antes. O consequente aumento nas exportações remodelou a economia e a política dos EUA.

Hoje, um novo “choque da China” está se espalhando pelo mundo, de países como Indonésia à Alemanha e ao Brasil.

À medida que as tarifas impostas pelo presidente Trump começam a excluir a China dos Estados Unidos — seu maior mercado — as fábricas chinesas estão enviando brinquedos, carros e sapatos para outros países em um ritmo que está transformando economias e a geopolítica global.

Neste ano, até agora, o superávit comercial da China com o mundo já chega a quase 500 bilhões de dólares — um aumento de mais de 40% em relação ao mesmo período do ano passado.

Enquanto as duas superpotências travam uma disputa comercial, o restante do mundo se prepara para um choque ainda maior vindo da China.

“A China tem uma enorme quantidade de produtos que precisa exportar, e independentemente de os EUA aplicarem tarifas ou não, é praticamente impossível impedir essas mudanças nos fluxos comerciais”, disse Leah Fahy, economista especializada em China na Capital Economics.

A worker wearing a short-sleeve button-up shirt and glasses fixing a car. There is a of China Communist Party symbol on the wall behind him.

A enxurrada de exportações da China é consequência de políticas governamentais e de uma economia doméstica em desaceleração. Para amenizar os impactos de uma crise imobiliária que reduziu a riqueza de milhões de famílias, Pequim tem, há vários anos, injetado dinheiro em seus setores manufatureiros — que agora produzem muito mais do que a demanda interna comporta.

Segundo uma análise de Leah Fahy, a participação da China no mercado global em todas as categorias de bens aumentou significativamente. Essa tendência deve continuar apesar das tarifas, pois é improvável que Pequim mude o rumo de suas políticas voltadas para a exportação.

Ao redirecionar o fluxo de seus produtos para o Sudeste Asiático, América Latina e Europa, a China já conseguiu suavizar os efeitos econômicos da queda na demanda dos Estados Unidos. No entanto, isso a coloca em potencial conflito com parceiros comerciais que também estão sob pressão de Washington.

O presidente Trump está ameaçando impor tarifas pesadas justamente aos países que estão sendo inundados com mais produtos chineses, como Vietnã, Camboja e Indonésia. Essas tarifas, por enquanto, foram suspensas para permitir negociações. Alguns desses países têm se beneficiado com o aumento de investimentos por parte de empresas estrangeiras que estão tentando transferir sua produção da China o mais rápido possível.

Outros países também conseguiram reexportar alguns produtos chineses para os Estados Unidos. Mas, se não conseguirem negociar tarifas significativamente mais baixas, empresas locais em países do Sudeste Asiático e de outras regiões que enfrentam tarifas severas dos EUA podem ser esmagadas pela concorrência das companhias chinesas.

Embora Trump tenha causado grandes rupturas no comércio com níveis de tarifas não vistos em um século, a mudança drástica nas exportações da China já estava em curso muito antes de ele assumir o cargo em janeiro.

A crise imobiliária da China — com excesso de oferta de moradias, queda acentuada nos preços e falências generalizadas — começou a repercutir na economia em 2021. Os formuladores de políticas em Pequim não perderam tempo: desviaram rapidamente empréstimos baratos dos incorporadores imobiliários para os setores de exportação e manufatura. Essa estratégia acabou compensando o colapso no setor de construção civil, que em seu auge chegou a representar um terço do crescimento econômico do país.

Para Pequim, foi uma estratégia já conhecida: jogar dinheiro no problema.

“Eles costumam investir demais para atingir escala primeiro, e depois o processo é impulsionado por políticas governamentais”, disse Tommy Wu, economista do Commerzbank. “Isso ajuda a explicar por que estamos enfrentando esse problema hoje.”

A China já havia iniciado uma política industrial interna em 2015, conhecida como Made in China 2025, com o objetivo de produzir bens mais qualificados e de maior valor agregado, como chips de computador sofisticados e veículos elétricos. Essa iniciativa levou os Estados Unidos e a Europa a aumentarem tarifas sobre carros elétricos, painéis solares e outros produtos de alta tecnologia.

Mas o esforço da China para impulsionar a manufatura desde o colapso do mercado imobiliário foi muito além disso. Mesmo com a produção de produtos mais avançados, os fabricantes chineses reforçaram a fabricação de tchotchkes — aquelas bugigangas e itens baratos nos quais a China se destacou há duas décadas. A China reescreveu o manual, deixando os economistas perplexos.

“A China não está se desenvolvendo da forma como a teoria econômica sugere, e agora estamos diante de um novo modelo”, disse Priyanka Kishore, economista em Cingapura, referindo-se à trajetória tradicional das economias, que costumam se afastar da manufatura de baixo valor à medida que amadurecem e se desenvolvem.

“Isso é um desafio porque agrava as pressões sobre o restante do mundo”, afirmou Kishore.

Com as tarifas começando a realinhar os fluxos comerciais e as cadeias de suprimentos, os efeitos econômicos já começam a aparecer.

Na Alemanha, onde as importações de produtos chineses aumentaram 20% no mês passado em comparação com o mesmo período do ano anterior, empresas têm manifestado preocupação a Tommy Wu, economista do Commerzbank. As montadoras de automóveis sentem isso de forma especialmente intensa.

A China produziu 45% mais veículos elétricos este ano, mesmo com as empresas enfrentando uma guerra de preços brutal no mercado interno devido à queda no apetite dos consumidores. As exportações de veículos elétricos dispararam 64,6% neste ano, segundo a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis.

Países que sofreram os maiores impactos com o aumento das importações chinesas também registraram quedas acentuadas na própria produção industrial, resultando em perdas de empregos e falências.

Na Indonésia, fábricas de vestuário estão fechando, alegando não conseguir competir com as roupas mais baratas vindas da China. Cerca de 250 mil pessoas perderam seus empregos na indústria têxtil entre 2023 e 2024, segundo Redma Gita Wirawasta, presidente da Associação Indonésia de Produtores de Fios e Fibras de Filamento. Fabricantes de autopeças na Tailândia fecharam por causa da concorrência com veículos elétricos chineses. Montadoras brasileiras pediram ao governo que iniciasse uma investigação antidumping contra os carros chineses vendidos no país.

Para a maioria dos países, há duas opções. A primeira é não fazer nada e assistir à desindustrialização, segundo Sonal Varma, economista-chefe para a Ásia (com exceção do Japão) no banco japonês Nomura.

A outra opção é aumentar tarifas e adotar medidas protecionistas em setores específicos, como os Estados Unidos fizeram com a China. Isso, no entanto, corre o risco de provocar a ira da própria China — que usa o comércio e os investimentos como instrumentos de influência diplomática — ou dos Estados Unidos.

“As cadeias de suprimentos estão se dividindo ao longo de linhas geopolíticas”, disse Varma. “Está muito mais difícil para os países decidirem: com quem você vai se alinhar?”

Fonte: The New York Times

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Exportação, Tecnologia

Exportações de veículos batem recorde, mas produção despenca com avanço chinês

Maio teve o melhor resultado desde agosto de 2018

Mais de um milhão de unidades foram vendidas nos cinco primeiros meses de 2025 no Brasil, e as exportações registraram em maio o melhor resultado desde agosto de 2018.

Ainda assim, esses números não se refletiram na produção do mês, que caiu 5,9% em relação a abril, encerrando com 214,7 mil veículos produzidos, considerando carros de passeio, comerciais leves, caminhões e ônibus.

Houve bons resultados de exportações, impulsionados pelo aquecimento do mercado argentino. O recuo na produção, porém, indica perda de participação de vendas para os importados.

Há um saudável aumento do fluxo comercial com a Argentina, mas, no caso dos modelos vindos da China, há uma entrada atípica.

“Ela é beneficiada por uma taxação bem inferior à que vemos em outros países produtores, gerando uma perigosa distorção no mercado”, avaliou Igor Calvet, novo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Fonte: Gazeta SP

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