Informação

Concessão do Cais Mauá é revogada e governo prepara novo edital

O governo do Rio Grande do Sul oficializou a revogação do leilão de concessão do Cais Mauá, encerrando a segunda tentativa de transferência da área à iniciativa privada. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (12).

O consórcio Pulsa RS havia vencido o processo licitatório, mas o contrato não será firmado após o governo alegar descumprimento de exigências previstas no edital.

Governo aponta pendências no processo de concessão

Na última semana, o Palácio Piratini já havia sinalizado que não daria continuidade à assinatura do contrato. Segundo o Executivo estadual, apenas duas das dez condições estabelecidas para conclusão da concessão foram atendidas, sendo uma delas parcialmente cumprida.

Diante da decisão, o consórcio apresentou um pedido de reconsideração nesta segunda-feira, defendendo que fatores externos impactaram diretamente o andamento do projeto.

Consórcio cita enchentes e mudanças no Embarcadero

Em manifestação oficial, o grupo empresarial afirmou que os efeitos das enchentes registradas em 2024 e alterações promovidas pelo próprio governo na área do Embarcadero justificariam o adiamento solicitado para assinatura do contrato.

O consórcio também contestou a interpretação do governo sobre uma suposta incapacidade operacional para assumir a concessão.

Segundo o grupo, as mudanças contratuais comunicadas pela administração estadual em janeiro deste ano alteraram parâmetros técnicos e operacionais que precisavam ser reavaliados antes da formalização definitiva do acordo.

Disputa judicial pode marcar nova fase do impasse

Com a revogação oficial do leilão, o caso pode evoluir para uma disputa judicial. O consórcio Pulsa RS já havia indicado anteriormente que adotaria medidas judiciais caso o contrato não fosse assinado pelo governo estadual.

O impasse amplia as incertezas sobre o futuro da revitalização do Cais Mauá, considerado um dos principais projetos urbanos e de infraestrutura da capital gaúcha.

Governo busca novo modelo de concessão

Após cancelar o processo atual, o governo estadual voltará a contar com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para estruturar um novo edital de concessão.

A expectativa é que o próximo modelo apresente mudanças em relação à proposta anterior, incluindo ajustes nas condições operacionais, jurídicas e financeiras do empreendimento.

O projeto de revitalização do Cais Mauá é tratado como estratégico para o desenvolvimento urbano, turístico e econômico de Porto Alegre.

FONTE: Gaúcha ZH
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

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Informação

Agenda ConectAR impulsiona debate sobre futuro da aviação civil no Brasil

A construção do novo planejamento estratégico da Agência Nacional de Aviação Civil para o período de 2027 a 2030 começou a ser debatida nesta semana durante o evento “Desafios da Aviação Civil para os próximos 5 anos”. O encontro reuniu representantes do governo, órgãos de controle e instituições financeiras para discutir os rumos da aviação civil brasileira.

Entre os participantes esteve Daniel Longo, secretário nacional de Aviação Civil do Ministério de Portos e Aeroportos, que destacou a importância da Agenda ConectAR como eixo central para a modernização do setor.

Agenda ConectAR prevê medidas para fortalecer a aviação

Segundo Daniel Longo, a Agenda ConectAR reúne 38 iniciativas voltadas ao crescimento sustentável da aviação brasileira. O programa inclui ações para redução de custos operacionais, ampliação da conectividade aérea, incentivo à concorrência e fortalecimento da segurança jurídica no setor.

De acordo com o secretário, os próximos anos exigirão maior competitividade e um ambiente economicamente mais sustentável para as empresas aéreas.

“O setor aéreo brasileiro precisa de um ambiente mais competitivo e economicamente sustentável”, afirmou.

Governo quer ampliar diálogo com a sociedade

Durante o painel, o secretário também ressaltou a necessidade de aproximar o setor da população. A proposta é ampliar o entendimento sobre o funcionamento da aviação civil, reduzindo a judicialização e qualificando o debate público sobre os desafios enfrentados pelas companhias e operadores aeroportuários.

Outro ponto abordado foi a adaptação da Anac às políticas públicas definidas pelo Governo Federal, mantendo ao mesmo tempo sua autonomia técnica e administrativa.

Como exemplo, Longo mencionou o programa AmpliAR, voltado ao estímulo de investimentos privados em aeroportos regionais, além das discussões sobre flexibilização das regras para aeroportos autorizados operarem voos regulares.

BNDES destaca desafios no financiamento da aviação regional

Representando o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Maurício Henriques afirmou que a expansão da aviação regional depende da criação de mecanismos de financiamento mais adequados à realidade do segmento.

Segundo ele, embora o banco já financie aeronaves fabricadas no Brasil, ainda existem dificuldades para apoiar a compra de aviões menores e usados, bastante comuns em operações regionais.

Henriques também destacou que temas como descarbonização da aviação e eletrificação já fazem parte do planejamento estratégico da instituição.

“A eletrificação da aviação é um caminho longo, mas precisamos começar a construí-lo agora”, declarou.

TCU reforça importância da estabilidade regulatória

O auditor do Tribunal de Contas da União, Carlos Modena, afirmou que a credibilidade institucional da Anac é um dos principais ativos da aviação civil no país.

Para ele, a manutenção de um ambiente regulatório estável será decisiva para ampliar o acesso da população ao transporte aéreo e garantir o crescimento sustentável do setor.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Transporte

Move Brasil 2: CMN regulamenta programa com R$ 21,2 bilhões para crédito de ônibus e caminhões

O Conselho Monetário Nacional (CMN) oficializou a regulamentação da Medida Provisória nº 1.353/2026, que inaugura a nova etapa do Move Brasil 2, programa voltado ao financiamento de ônibus e caminhões. A iniciativa contará com R$ 21,2 bilhões, somando R$ 14,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Desse total, R$ 2 bilhões serão destinados exclusivamente a caminhoneiros autônomos, enquanto outros R$ 2 bilhões serão aplicados em linhas de ônibus.

Objetivo: modernização da frota e eficiência logística

De acordo com o Ministério da Fazenda, o programa busca facilitar o acesso ao crédito com condições favorecidas para transportadores autônomos, cooperativas, empresários individuais e empresas do setor. A proposta também visa impulsionar a modernização da frota, aumentar a eficiência logística e reduzir a emissão de poluentes.

As operações de financiamento ocorrerão de forma indireta, por meio de instituições financeiras credenciadas pelo BNDES, que assumirão o risco das concessões.

Quem pode participar do Move Brasil 2

A nova fase contempla diferentes perfis do setor de transporte:

  • Transportadores autônomos de carga e pessoas físicas vinculadas a cooperativas
  • Empresários individuais
  • Empresas de transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros

Taxas de juros variam conforme perfil e sustentabilidade

As taxas de financiamento foram definidas de acordo com o perfil do tomador e critérios ambientais:

  • 1% ao ano: autônomos que comprarem veículos novos ou seminovos com comprovação de sucateamento
  • 2% ao ano: autônomos que adquirirem seminovos sem contrapartida ambiental
  • 3% ao ano: empresas que comprarem veículos novos com sucateamento comprovado
  • 5,5% ao ano: empresas sem exigência ambiental

Já as taxas das instituições financeiras seguem estes limites:

  • até 8,8% ao ano para autônomos
  • até 3% ao ano para empresas
  • até 1,25% ao ano para o BNDES

Prazos e limites de financiamento

Os prazos foram ajustados para atender demandas do setor:

  • até 120 meses, com carência de até 12 meses, para transportadores autônomos
  • até 60 meses, com até 6 meses de carência, para empresas

O valor máximo de financiamento permanece em R$ 50 milhões por beneficiário.

Critérios ambientais e exigências técnicas

O programa reforça a adoção de critérios de sustentabilidade, com destaque para o descarte adequado de veículos antigos, o que garante taxas mais baixas. Também serão exigidos:

  • uso de conteúdo nacional nos veículos financiados
  • conformidade com padrões de emissão do Proconve

Segundo a Fazenda, a iniciativa integra a estratégia federal de fortalecimento do setor de transporte, promovendo maior resiliência econômica, redução de custos operacionais e avanço na sustentabilidade ambiental.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

Ferrovia de Mato Grosso avança e lidera obras com investimento bilionário no Brasil

A Ferrovia de Mato Grosso (FTM), considerada a principal obra ferroviária em execução no país, já alcançou cerca de 73% de avanço físico. O projeto mantém um ritmo elevado, com média de aproximadamente 1 km de trilhos por dia, consolidando-se como destaque na expansão da infraestrutura logística brasileira.

Operada pela Rumo Logística, a ferrovia tem como objetivo melhorar o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste, reduzindo gargalos históricos no transporte.

Projeto bilionário e início parcial previsto para 2026

Com extensão total planejada de 743 quilômetros, a obra já soma investimentos próximos de R$ 5 bilhões. A previsão é que um primeiro trecho de 162 km entre em operação entre julho e setembro de 2026, marcando a fase inicial do empreendimento.

A iniciativa é estratégica para diminuir a dependência do transporte rodoviário, ainda predominante na região, especialmente em áreas com forte produção de grãos.

Integração com corredores de exportação

O traçado da ferrovia parte de Rondonópolis (MT) e avança em direção à BR-070, conectando regiões agrícolas a importantes rotas de exportação. A proposta inclui ligação com portos como Porto de Santos e Porto de Paranaguá, além de estruturas do Arco Norte.

A expectativa é reduzir custos logísticos em uma região onde cerca de 60% do transporte ainda depende de caminhões. Em polos produtivos próximos a Gaúcha do Norte, por exemplo, milhões de toneladas de grãos são escoadas exclusivamente por rodovias.

Financiamento e novos aportes previstos

Até o momento, aproximadamente R$ 2 bilhões já foram aplicados na obra. Para 2026, está prevista a injeção de mais R$ 1 bilhão, completando o pacote de investimentos no primeiro trecho.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aprovou financiamento de R$ 2 bilhões para viabilizar a construção inicial. A Rumo também projeta ampliar seus investimentos totais, podendo chegar a R$ 6,1 bilhões, com a FTM como principal foco de expansão.

Conexão com novos projetos ferroviários

A ferrovia integra um conjunto maior de iniciativas para o Centro-Oeste, incluindo a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste. Com previsão de 888 km, a FICO ligará Goiás a Mato Grosso, mas ainda apresenta estágio inicial de execução.

A expectativa é que, no futuro, FTM e FICO formem um corredor contínuo conectado à Ferrovia Norte-Sul, ampliando a eficiência do transporte de cargas no país.

Prazo total e desafios do projeto

Apesar do avanço acelerado, a conclusão integral da ferrovia ainda depende de etapas regulatórias e ambientais. As estimativas indicam que os 743 km devem ser finalizados até 2030.

Mesmo com o cronograma de longo prazo, o ritmo atual da obra é considerado acima da média nacional, especialmente em um setor historicamente marcado por atrasos. A operação prevista para 2026 representa apenas a primeira fase, mas já deve trazer impactos relevantes para o agronegócio brasileiro.

FONTE: Correio 24 Horas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Correio 24 Horas

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Exportação

Crédito de R$ 15 bilhões para MPMEs impulsiona exportações e acesso a novos mercados

O governo federal anunciou, no fim de março de 2026, a liberação de R$ 15 bilhões em crédito para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) exportadoras. A iniciativa, chamada Brasil Soberano 2.0, foi formalizada por Medida Provisória e tem como objetivo apoiar empresas impactadas pela instabilidade externa e pela reorganização das cadeias globais.

Além de oferecer alívio financeiro, a medida tende a estimular mudanças estratégicas, incentivando a adoção de certificações internacionais, que são essenciais para acessar novos mercados e aumentar a competitividade global.

Certificações internacionais se tornam diferencial

Especialistas destacam que o crédito não deve ser usado apenas para capital de giro, mas também para adaptação às exigências de rastreabilidade e conformidade internacionais. Para Vinícius Lages, do Sebrae, a obtenção de certificações é agora um requisito estratégico para exportar para mercados exigentes, como Europa e países árabes.

No caso do Oriente Médio, a certificação Halal Logístico garante que produtos e processos estejam em conformidade com normas islâmicas, facilitando o acesso a portos e cadeias de distribuição. Para a União Europeia, normas como o Regulamento de Desmatamento da UE (EUDR) e o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM) condicionam a entrada de produtos ao cumprimento de critérios ambientais e de sustentabilidade.

Estratégia foca inovação e aumento do valor agregado

A Medida Provisória permite que os recursos sejam aplicados em capital de giro, ampliação da capacidade produtiva e inovação tecnológica. Segundo Lages, essa orientação garante que os fundos fortaleçam a competitividade, incluindo investimentos em rastreabilidade, descarbonização e processos que aumentem o valor agregado, indo além da simples exportação de commodities.

Pequenas e médias empresas podem se destacar em nichos de mercado, como produtos artesanais, café especial, mel orgânico, tecnologia de startups, móveis e calçados de design. “O crédito permite que MPMEs integrem cadeias internacionais por meio de cooperativas, tradings e empresas âncoras, ampliando escala e acesso a novos mercados”, afirma Lages.

Liquidez reforça capacidade de enfrentamento da instabilidade

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que a injeção de crédito ajudará a mitigar os efeitos da instabilidade geopolítica e das altas taxas de juros, preservando empregos e a produção industrial.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), detalhou que R$ 10 bilhões do total serão destinados a bens de capital, incluindo modernização de fábricas, sendo R$ 3 bilhões para máquinas verdes, que promovem eficiência energética. O programa também atende MPMEs afetadas por conflitos geopolíticos, medidas tarifárias dos EUA e empresas fornecedoras de insumos para exportadores, incluindo setores como aço, alumínio e cobre.

Recursos do Fundo de Garantia à Exportação (FGE)

O financiamento terá como fonte o superávit financeiro do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), administrado pelo BNDES. O fundo cobre riscos comerciais, políticos e extraordinários das exportações brasileiras de bens e serviços.

Os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) ainda regulamentarão os critérios de elegibilidade para as MPMEs que poderão acessar essas linhas de crédito, garantindo que os recursos sejam aplicados de forma estratégica para expansão internacional e inovação.

FONTE: Correio Braziliense
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Mdic

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Informação

Combustível de aviação: governo anuncia medidas para conter alta do QAv

O governo federal anunciou um conjunto de ações para enfrentar a alta do combustível de aviação (QAv) e seus efeitos sobre o setor aéreo. As medidas, divulgadas na segunda-feira (6), foram elaboradas pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a área econômica, com foco em preservar a oferta de voos e conter o aumento das passagens aéreas.

A iniciativa surge em meio à elevação global dos preços do QAv, que pressiona os custos das companhias e pode afetar a conectividade aérea no país.

Estratégia busca equilíbrio fiscal e apoio ao setor

Segundo o Ministério da Fazenda, o pacote foi estruturado para gerar impacto direto no setor sem comprometer o equilíbrio das contas públicas. Já o Ministério de Portos e Aeroportos destacou que o objetivo central é evitar o repasse integral dos custos ao consumidor.

A preocupação do governo é manter o ritmo de crescimento do transporte aéreo, que recentemente registrou aumento na demanda por passageiros.

Linhas de crédito e financiamento para companhias aéreas

Entre as principais medidas está a criação de uma linha de financiamento via Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), destinada à compra de combustível. Cada empresa poderá acessar até R$ 2,5 bilhões, com operacionalização pelo BNDES e risco assumido pelas próprias companhias.

Também foi anunciada uma linha de crédito adicional de R$ 1 bilhão para capital de giro, cujas regras serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com garantia da União.

Redução de impostos sobre o querosene de aviação

Outra medida relevante é a desoneração tributária. O governo editará decreto para zerar as alíquotas de PIS/Cofins sobre o QAv, o que deve reduzir o preço do combustível em cerca de R$ 0,07 por litro.

A iniciativa busca aliviar custos operacionais e contribuir para a estabilidade das tarifas aéreas.

Flexibilização de pagamentos e apoio da Petrobras

O pacote inclui ainda a possibilidade de adiamento no pagamento das tarifas de navegação aérea ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Os valores referentes aos meses de abril a junho poderão ser quitados apenas em dezembro de 2026.

Além disso, a Petrobras anunciou recentemente um modelo de transição para o reajuste do QAv. A proposta permite que distribuidoras repassem inicialmente 18% do aumento, com o restante parcelado em seis vezes a partir de julho.

Medidas tentam conter pressão sobre passagens aéreas

Combinadas, as ações buscam reduzir a pressão sobre os custos das companhias e evitar aumentos expressivos nas tarifas aéreas. O governo aposta que o pacote ajudará a sustentar a expansão do setor e garantir maior previsibilidade ao mercado.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ministério de Portos e Aeroportos

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Exportação

Governo avalia medidas para apoiar exportadores afetados pela guerra no Oriente Médio

O governo federal estuda criar um pacote de apoio voltado a exportadores impactados pela guerra no Oriente Médio. A proposta em análise prevê a adoção de medidas semelhantes às do Plano Brasil Soberano, utilizado anteriormente para socorrer empresas afetadas por barreiras comerciais internacionais.

As discussões envolvem diferentes áreas da equipe econômica, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por operacionalizar linhas de financiamento. Há a possibilidade de utilização de recursos remanescentes, estimados em cerca de R$ 6 bilhões.

Modelo segue experiência de apoio a empresas exportadoras

A ideia do novo programa é replicar mecanismos já aplicados, como linhas de crédito com juros reduzidos, ampliação de devolução de tributos e estímulo às compras públicas. Em iniciativas anteriores, uma das exigências para adesão foi a preservação de empregos.

O objetivo agora é mitigar os efeitos de fatores externos sobre a logística internacional e garantir maior estabilidade às empresas que dependem do comércio exterior.

Setores produtivos pressionam por medidas urgentes

Nas últimas semanas, representantes de diversos segmentos intensificaram pedidos de apoio ao governo. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), por exemplo, solicitou medidas voltadas ao financiamento de exportações e ao capital de giro para empresas afetadas.

No documento encaminhado à equipe econômica, a entidade defende a criação de instrumentos emergenciais para reduzir impactos logísticos decorrentes de instabilidades geopolíticas.

Agronegócio pede redução de custos logísticos e de insumos

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também apresentou demandas. Entre elas, está a proposta de zerar taxas incidentes sobre o frete marítimo, como forma de conter o aumento dos custos.

Segundo a entidade, a escalada do conflito internacional tem pressionado os preços de insumos estratégicos, especialmente fertilizantes. Produtos nitrogenados, como a ureia, já registram alta acumulada de cerca de 35%, impactando diretamente o agronegócio brasileiro.

Conflito pressiona cadeias globais e exportações brasileiras

O cenário internacional tem gerado efeitos sobre cadeias logísticas e custos de produção, afetando a competitividade das empresas nacionais. Diante disso, o governo busca alternativas para proteger o fluxo de exportações brasileiras e reduzir impactos sobre setores estratégicos da economia.

A eventual criação de um novo programa emergencial deve ser definida após a consolidação das demandas e a avaliação da viabilidade fiscal das medidas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Aeroportos

Governo Federal e Aena anunciam R$ 9,2 bilhões para modernizar aeroportos no Brasil

O Governo Federal e a Aena Brasil anunciaram, nesta quarta-feira (11), um pacote de R$ 9,2 bilhões em investimentos em aeroportos voltado à modernização da infraestrutura aeroportuária nacional. O anúncio foi feito em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e do presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, entre outras autoridades.

O plano contempla aeroportos localizados em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará e Minas Gerais e reforça a estratégia de ampliação da capacidade operacional e melhoria dos serviços em terminais considerados estratégicos para a aviação civil.

Bloco de 11 aeroportos concentra R$ 5,7 bilhões

O eixo central do anúncio é o bloco de 11 aeroportos concedido à Aena na mais recente rodada de concessões, que receberá R$ 5,7 bilhões em aportes. Desse montante, R$ 4,7 bilhões serão financiados pelo BNDES, cerca de R$ 1 bilhão virá do Grupo Santander, e o valor restante será investido ao longo do contrato de concessão.

A proposta busca enfrentar gargalos históricos da aviação brasileira, com foco tanto na saturação do Aeroporto de Congonhas quanto na ampliação da conectividade aérea em regiões fora dos grandes centros.

Aviação regional ganha protagonismo

O ministro Silvio Costa Filho afirmou que o país vive o maior ciclo de investimentos em aviação regional já registrado. Segundo ele, além das melhorias em aeroportos centrais, a prioridade do governo é levar desenvolvimento ao interior e ampliar a integração entre regiões.

Para o ministro, os novos investimentos fortalecem a interiorização da aviação, conectando cidades médias e regiões estratégicas aos principais polos econômicos do país.

BNDES destaca novo ciclo de expansão da infraestrutura

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou o papel do banco público como indutor do crescimento da infraestrutura aeroportuária. Ele destacou que as novas modalidades de financiamento têm ampliado a capacidade de execução dos projetos, com impacto direto na geração de empregos e na atração de investimentos privados.

Mercadante também atribuiu os resultados positivos ao ambiente institucional e à condução econômica do governo federal, que tem garantido previsibilidade e confiança ao mercado.

Entenda o valor total dos aportes

O montante de R$ 9,2 bilhões anunciado pela Aena engloba tanto os investimentos em obras e ampliações (Capex) quanto os custos operacionais obrigatórios (Opex) ao longo do contrato. Além dos recursos destinados ao novo bloco de aeroportos, a concessionária também aplica R$ 3,1 bilhões nos terminais que já administra no Nordeste.

Com isso, a Aena consolida uma carteira de investimentos compatível com sua relevância no setor, já que responde por cerca de 20% do tráfego aéreo nacional.

Congonhas lidera pacote de obras

O maior investimento individual do programa será realizado no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que receberá R$ 2,6 bilhões. O projeto prevê a ampliação do terminal de passageiros para 135 mil metros quadrados, aumento do número de pontes de embarque de 12 para 19, expansão dos pátios operacionais e reforço da área comercial. A conclusão das obras está prevista para junho de 2028.

Aeroportos regionais ampliam capacidade até 2026

Também serão beneficiados, com obras previstas para conclusão em 2026, os aeroportos de Uberlândia, Uberaba e Montes Claros (MG); Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá (MS); e Santarém, Marabá, Carajás e Altamira (PA).

Com os investimentos em andamento, esse conjunto de terminais deverá elevar sua capacidade anual de 29 milhões para mais de 40 milhões de passageiros, fortalecendo a malha aérea regional.

Aena reforça compromisso com o Brasil

O diretor-presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, classificou o anúncio como um marco para a aviação civil. Segundo ele, trata-se da maior operação de financiamento já realizada para infraestrutura aeroportuária no país.

Para o executivo, os investimentos demonstram a confiança da companhia no crescimento do Brasil e no papel dos aeroportos como vetores de integração nacional e conexão com o mercado internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Logística

Brasil se consolida como hub de logística global, afirma secretário do Ministério de Portos e Aeroportos

O Brasil avança na consolidação como hub de logística global, impulsionado por um modelo regulatório baseado em agências independentes e técnicas e pela ampliação do número de concessões de infraestrutura. A avaliação é do secretário-executivo do Ministério de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.

Segundo ele, o ambiente institucional e regulatório tem favorecido a atração de investimentos e o fortalecimento da logística nacional.

Modelo regulatório e diálogo institucional

Durante sua participação no seminário “Superciclo de Investimentos em Infraestrutura – Avanços e Desafios”, realizado na sede do BNDES, Franca destacou que o diálogo constante com o Tribunal de Contas da União (TCU) tem sido decisivo para o crescimento do setor.

De acordo com o secretário, a atuação coordenada entre governo e órgãos de controle contribui para dar previsibilidade aos projetos e acelerar o desenvolvimento da infraestrutura logística brasileira.

Estabilidade institucional como pilar dos investimentos

Ao tratar dos entraves e oportunidades do setor, Tomé Franca elencou cinco desafios centrais para ampliar os investimentos em infraestrutura no país. O primeiro deles é a estabilidade institucional.

“Quem investe em infraestrutura trabalha com prazos longos e valores elevados. Para isso, é essencial ter regras claras e segurança jurídica”, afirmou.

Planejamento de longo prazo e inovação

Outro ponto ressaltado foi a importância do planejamento permanente de longo prazo, atribuição que, segundo ele, cabe ao governo. Franca destacou que o planejamento funciona como um norte estratégico, especialmente diante de demandas de prefeitos e parlamentares.

Além disso, o secretário citou a necessidade de financiamentos estruturados, inovação contínua e compromisso socioambiental como fatores decisivos para sustentar o crescimento dos investimentos em infraestrutura.

Evento reuniu autoridades do setor

O seminário no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social reuniu autoridades e especialistas para discutir os rumos do investimento em infraestrutura no país. Entre os participantes esteve o ministro das Cidades, Jader Filho, além de representantes do setor público e privado.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Jorge Silva

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Transporte

Move Brasil libera quase R$ 2 bilhões para renovação da frota de caminhões

O programa Move Brasil já liberou cerca de R$ 2 bilhões em financiamentos para a renovação da frota de caminhões apenas no primeiro mês de operação. A informação foi confirmada neste domingo (8), durante evento realizado em Guarulhos (SP), pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

A iniciativa tem como foco a substituição de caminhões antigos por modelos mais novos, eficientes e ambientalmente adequados, além de estimular a retomada das vendas no setor, que registrou retração ao longo de 2025.

Queda nas vendas motivou criação do programa

De acordo com dados apresentados no evento, o mercado de caminhões encerrou 2025 com queda de 9,2% nas vendas, cenário ainda mais crítico entre os modelos pesados, utilizados no transporte de longas distâncias, que tiveram retração de 20,5% em comparação a 2024.

Informações da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apontam que o setor iniciou 2026 em ritmo negativo, com redução de 34,67% nas vendas em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Juros elevados impactaram o setor

Para Alckmin, o principal fator que freou as vendas foi a alta taxa de juros no país. Segundo o ministro, mesmo diante de recordes na safra agrícola e no volume de exportações, o custo do crédito dificultou a aquisição de bens de alto valor, como caminhões.

“Esse tipo de compra normalmente é financiada. Com juros na casa de 22% ou 23% ao ano, o mercado sentiu. Com o Move Brasil, a resposta foi positiva já no início, com aproximadamente R$ 1,9 bilhão liberado”, afirmou.

Empresas apostam na economia e na eficiência

O empresário Orlando Boaventura, dono de uma transportadora em Santa Isabel (SP), está entre os beneficiados pelo programa. Com mais de 20 anos de atuação e 30 funcionários, a empresa adquiriu o 29º caminhão por meio do financiamento.

Segundo ele, os ganhos vão além da renovação da frota. “Um caminhão novo pode gerar economia de até R$ 200 em combustível em uma única viagem entre São Paulo e Rio de Janeiro. A taxa de juros é adequada e o momento foi oportuno”, relatou. A expectativa é contratar mais cinco colaboradores ainda neste ano.

Impacto social e ambiental

Representando os trabalhadores, Wellington Damasceno, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, destacou que o programa é resultado de um esforço conjunto entre governo, empresas e sindicatos. O objetivo, segundo ele, é preservar empregos, reduzir emissões de carbono e acelerar a transição para um modelo de logística mais sustentável.

A indústria também defendeu a continuidade do programa como ferramenta para reaquecer o mercado. Para o CEO da Scania, Christopher Polgorski, a sinalização de possível redução da taxa Selic pelo Banco Central pode ajudar o setor, mas o Move Brasil já cumpre um papel estratégico ao antecipar expectativas positivas. Ele ressaltou ainda que cada emprego direto mantido gera outros seis postos indiretos.

Programa não tem prazo definido

Alckmin informou que o Move Brasil não possui prazo fixo para encerramento e que o teto de recursos seguirá em R$ 10 bilhões. Segundo ele, o programa pode durar alguns meses, até que o volume disponível seja totalmente utilizado. Após esse período, novas avaliações serão feitas.

Como funciona o Move Brasil

O programa oferece crédito, via BNDES, para a compra de caminhões novos e seminovos fabricados a partir de 2012, desde que atendam a critérios ambientais. O financiamento contempla caminhoneiros autônomos, cooperativas e empresas de transporte.

Somente em janeiro, o eixo Renovação da Frota realizou 1.152 operações em 532 municípios, com valor médio de R$ 1,1 milhão por contrato. Do total de recursos previstos, R$ 1 bilhão é exclusivo para caminhoneiros autônomos e cooperados.

As taxas de juros variam entre 13% e 14% ao ano, com condições ainda mais vantajosas para quem destinar veículos antigos para desmonte. O limite de financiamento é de até R$ 50 milhões por usuário, com prazo máximo de cinco anos e carência de até seis meses.

Todas as operações contam com cobertura do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), que assegura até 80% do valor financiado.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

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