Logística, Sustentabilidade

BNDES Renovação de Frota libera R$ 10 bilhões para caminhões com menor impacto ambiental

O programa BNDES Renovação de Frota foi lançado nesta terça-feira (23) com o objetivo de acelerar a modernização do transporte rodoviário no Brasil. A iniciativa prevê a liberação de R$ 10 bilhões em crédito para a compra de caminhões novos e seminovos, com foco em eficiência energética, redução de emissões e ganhos logísticos.

As operações contarão com taxas de juros entre 13% e 14% ao ano e prazo de pagamento de até 60 meses, ampliando o acesso ao financiamento em toda a cadeia do transporte.

Crédito voltado à descarbonização e eficiência logística

O novo programa está alinhado à estratégia nacional de descarbonização, modernização da logística e inclusão produtiva. Segundo o BNDES, os recursos poderão ser utilizados na aquisição de veículos novos previamente credenciados e também de caminhões seminovos fabricados a partir de 2012, desde que atendam às exigências ambientais do Proconve 7.

A prioridade será para modelos com menor impacto ambiental, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa no transporte de cargas.

Quem pode acessar o financiamento

O acesso ao crédito do BNDES Renovação de Frota será feito por meio da rede de instituições financeiras credenciadas pelo banco. Poderão contratar o financiamento:

  • Caminhoneiros autônomos;
  • Cooperativas de transporte;
  • Empresas de transporte rodoviário de cargas.

A medida amplia o alcance do programa e busca fortalecer diferentes perfis de transportadores em todo o país.

Transporte rodoviário segue como eixo estratégico

Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a renovação da frota é fundamental para o desenvolvimento econômico. O transporte rodoviário responde por cerca de 68% da matriz de transporte brasileira, o que reforça a necessidade de investimentos contínuos em segurança, produtividade e sustentabilidade.

Estrutura dos recursos e condições financeiras

Do total de R$ 10 bilhões, R$ 6 bilhões terão origem no Tesouro Nacional, enquanto R$ 4 bilhões serão captados pelo próprio BNDES a taxas de mercado. Essa combinação viabiliza as condições financeiras do programa.

As regras foram definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O financiamento poderá ter:

  • Prazo total de até 60 meses;
  • Carência de até seis meses;
  • Limite de R$ 50 milhões por beneficiário.

Além disso, R$ 1 bilhão será reservado exclusivamente para transportadores autônomos e pessoas físicas vinculadas a cooperativas, reforçando o viés social da política pública.

Base legal do programa

A autorização para o uso de recursos do Tesouro Nacional nas linhas de financiamento foi formalizada por meio da Medida Provisória nº 1.328, publicada na última quarta-feira (17).

Fonte: Com informações da BNDS.
Texto: Redação

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Investimento

Brasil mapeia R$ 148 bilhões em leilões de infraestrutura previstos para 2026

O Brasil deve manter o ritmo elevado de leilões de infraestrutura em 2026, mesmo com o calendário marcado por eleições nacionais. Levantamento elaborado pelo Santander aponta que pelo menos 40 grandes projetos já estão em estágio avançado e podem ir a leilão no próximo ano, com previsão de R$ 148 bilhões em investimentos.

Projetos maduros concentram maior volume

O estudo considera apenas projetos de grande porte que já avançaram para fases como consulta pública, abrangendo tanto novas concessões quanto renegociações contratuais. O valor total, no entanto, pode sofrer alterações, dependendo da evolução de iniciativas ainda em análise — especialmente no setor ferroviário — ou de entraves em projetos mais maduros.

Um dos exemplos citados é o megaterminal de contêineres Tecon 10, no Porto de Santos, que enfrenta disputas entre agentes do setor sobre as regras do edital, segundo Igor Fonseca, responsável por project finance no Santander e coordenador do estudo.

Energia pode elevar ainda mais o volume

O cálculo não inclui os leilões de reserva de capacidade de energia elétrica, previstos para o início de 2026. De acordo com Fonseca, ainda não há estimativas consolidadas, mas esses certames podem adicionar dezenas de bilhões de reais ao volume total de investimentos.

Ciclo histórico de leilões no país

O setor de infraestrutura brasileira vive um ciclo considerado sem precedentes. Apenas em 2025, os leilões de energia, rodovias e saneamento somaram cerca de R$ 156 bilhões em projetos contratados.

Na última quinta-feira (18), dois leilões de saneamento em Pernambuco garantiram compromissos de investimento de R$ 19 bilhões. Os contratos foram vencidos por um consórcio formado por BRK Ambiental e a espanhola Acciona, responsável pelo maior lote, que abrange 151 municípios, incluindo a capital, e pela Pátria Investimentos, que ingressou no setor ao vencer o bloco do Sertão, com 24 cidades. As outorgas totalizaram R$ 4,25 bilhões, a serem divididas entre o estado e os municípios.

Rodovias lideram a carteira de projetos

O segmento de rodovias segue como o principal motor da atual onda de leilões. Em 2025, novas concessões e contratos repactuados somaram R$ 97,5 bilhões em investimentos. Para 2026, o estudo do Santander identifica um pipeline adicional de ao menos R$ 72,5 bilhões em projetos rodoviários.

Outros dois setores também se destacam: mobilidade urbana, com potencial de R$ 30,9 bilhões, e água e saneamento, com R$ 20,5 bilhões, sem considerar a possível privatização da Copasa, ainda em fase de estruturação.

Eleições não preocupam investidores

Analistas avaliam que o cenário eleitoral não representa um risco relevante para o setor. Para Rafael Vanzella, sócio do escritório Machado Meyer, o mercado amadureceu. Segundo ele, há confiança de que contratos serão respeitados e que as agências reguladoras continuarão atuando de forma autônoma, independentemente do resultado das urnas.

Frederico Barreto, economista-chefe da ABDIB, acredita que as eleições podem até antecipar leilões para o início do ano, antes do agravamento do calendário político.

Incertezas afetam precificação dos ativos

Apesar do otimismo, Igor Fonseca alerta que o ambiente eleitoral pode dificultar a precificação dos projetos. Segundo ele, os investimentos se materializam anos após os leilões, e o fator decisivo é o custo futuro da dívida, influenciado por expectativas fiscais e de juros de longo prazo.

Mesmo com juros elevados, a competitividade dos leilões não foi afetada, avalia Luciene Machado, superintendente do BNDES, instituição responsável pela modelagem de diversos projetos recentes. Para ela, investidores apostam em melhora do cenário macroeconômico e são atraídos por contratos bem estruturados e apoio político consistente.

Desafio é manter o pipeline no longo prazo

Com a consolidação do calendário de 2026, o setor já começa a olhar além do curto prazo. Roberto Guimarães, diretor da ABDIB, afirma que o grande desafio será manter uma carteira robusta de projetos nos próximos 10 a 15 anos.

Segundo ele, áreas como mobilidade urbana e ferrovias tendem a exigir cada vez mais recursos públicos para viabilização, por meio de parcerias público-privadas (PPPs). No caso das ferrovias, embora não haja projetos maduros atualmente, ao menos um leilão é esperado para 2026, impulsionado pelo interesse do governo federal.

Fonseca observa que projetos ferroviários demandam retornos maiores devido aos riscos e ao elevado volume de capital. Ainda assim, o segmento é visto como estratégico. De acordo com a ABDIB, apenas os projetos ferroviários federais somam cerca de R$ 140 bilhões em investimentos potenciais.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fernando Martinho/Valor

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Exportação

BNDES libera R$ 2,26 bilhões para empresas de Santa Catarina impactadas pelo tarifaço dos EUA

O BNDES aprovou R$ 2,26 bilhões em crédito para empresas de Santa Catarina afetadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Os recursos foram liberados por meio de 189 operações, contemplando diferentes linhas de financiamento voltadas à manutenção das atividades, expansão de mercados e apoio às exportações.

Do total aprovado, R$ 1 bilhão foi destinado à linha Giro Diversificação, criada para auxiliar empresas na busca por novos mercados internacionais. Outros R$ 1 bilhão atenderam demandas de capital de giro, enquanto R$ 13 milhões foram direcionados à linha de Bens de Capital e R$ 163 milhões ao apoio direto à exportação.

Santa Catarina é o segundo estado com maior volume contratado

O montante liberado corresponde a 100% dos pedidos de crédito apresentados por empresas catarinenses ao banco desde 18 de setembro. Com isso, Santa Catarina se consolidou como o segundo estado com maior volume de contratações no programa, ficando atrás apenas de São Paulo.

Em âmbito nacional, o BNDES aprovou R$ 16,18 bilhões para exportadores e fornecedores afetados pelo tarifaço, o que representa 99,75% das solicitações encaminhadas à instituição em todo o país.

Agilidade na análise e foco na preservação de empregos

O presidente do banco, Aloizio Mercadante, ressaltou a rapidez no processo de análise e liberação dos recursos. Segundo ele, o prazo médio de aprovação no programa Brasil Soberano foi de 26 dias, desempenho considerado sete vezes mais rápido do que a média histórica da instituição.

De acordo com Mercadante, a atuação célere foi essencial para preservar empregos, garantir a continuidade das operações e reduzir os impactos econômicos provocados pelas barreiras comerciais.

Micro e pequenas empresas concentram maior número de contratos

Ao todo, foram realizadas 1.131 operações com empresas de todos os portes, com destaque para 810 contratos firmados com micro, pequenas e médias empresas, reforçando o caráter distributivo da política de crédito.

Em relação aos setores atendidos, a maior parte dos recursos foi destinada à indústria de transformação, que recebeu R$ 12,4 bilhões. O comércio e serviços foram contemplados com R$ 2 bilhões, a agropecuária com R$ 1 bilhão e a indústria extrativa com R$ 203 milhões.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo/João Batista

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Aeroportos

BNDES aprova financiamento para infraestrutura aeroportuária com foco em modernização e ampliação

O BNDES aprovou R$ 4,64 bilhões em financiamento para o plano de ampliação, modernização e manutenção de 11 aeroportos administrados pela concessionária Aena Brasil, incluindo o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A operação, estruturada no modelo project finance non-recourse, é uma das maiores já direcionadas ao setor aeroportuário no país e prevê que o pagamento seja feito com as receitas geradas pelos próprios projetos.

Investimentos fortalecem infraestrutura e aviação regional
Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o apoio reforça o compromisso do governo federal em modernizar a infraestrutura do setor aéreo. Segundo ele, ampliar a capacidade operacional e melhorar o conforto dos passageiros estimula o turismo, impulsiona a economia e gera novos empregos.

O pacote financeiro inclui R$ 4,24 bilhões em debêntures e R$ 400 milhões via linha Finem, além de uma oferta pública de debêntures coordenada pelo BNDES e Banco Santander. Ao todo, o montante destinado à Aena chega a R$ 5,7 bilhões. Os investimentos contemplam aeroportos nos estados de SP, MS, PA, MG e no interior do país, reforçando a aviação regional.

Obras devem ser concluídas até 2028
A iniciativa viabiliza a execução da Fase I-B dos contratos de concessão, que reúne os principais investimentos estruturais, como ampliação de áreas operacionais e adequação de infraestrutura. As obras devem ser finalizadas até junho de 2028 no Aeroporto de Congonhas e até junho de 2026 nos demais terminais. A expectativa é de geração de mais de 2 mil empregos durante a implantação e cerca de 700 vagas permanentes após a conclusão.

Congonhas receberá o maior volume de recursos
O Aeroporto de Congonhas receberá aproximadamente R$ 3,3 bilhões. O projeto inclui a expansão do terminal de passageiros de 61 mil m² para 134 mil m², a instalação de sete novas pontes de embarque, melhorias no embarque remoto e o aumento das áreas comerciais para 43 mil m².

Demanda crescente reforça necessidade de expansão
De acordo com Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, os aportes acompanham a expansão do transporte aéreo no país. Em 2024, os 11 aeroportos administrados pela Aena movimentaram 27,5 milhões de passageiros, representando 12,8% do tráfego nacional e superando em 3% o nível pré-pandemia.

O mecanismo financeiro desenvolvido pelo BNDES permitirá que a Aena refinancie sua dívida futuramente com condições mais competitivas, reduzindo custos e o risco de rolagem. A operação recebeu rating AAA.br da Moody’s Local Brasil, o mais alto nível na escala nacional.

Além desses 11 terminais, a Aena também administra outros seis aeroportos no Nordeste que já receberam apoio do banco em operações anteriores.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Sustentabilidade

BNDES amplia apoio ao combustível sustentável para aviação e navegação

A transição para energias renováveis avança em diversas frentes, impulsionada pela necessidade global de reduzir emissões. Tecnologias como energia eólica, solar e o etanol brasileiro já atingiram maturidade comercial. Outras alternativas, porém, seguem como grandes desafios, entre elas o combustível sustentável de aviação (SAF).

Segundo a consultoria Market and Markets, o mercado global de SAF, hoje estimado em US$ 2,06 bilhões, deve saltar para US$ 25,62 bilhões nos próximos cinco anos, refletindo a crescente demanda por soluções de descarbonização no setor aéreo.

Aviação e navegação sob pressão ambiental

O transporte aéreo é essencial para a economia, mas responde por parcela significativa das emissões globais. A navegação, responsável por mais de 80% do comércio internacional, segue o mesmo caminho. Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a pressão global por emissões menores representa também uma oportunidade estratégica para o Brasil.

O diretor de Desenvolvimento Produtivo do BNDES, José Luis Gordon, destaca que aviação e navegação concentram cerca de 5% das emissões mundiais. No transporte como um todo, 20% da poluição vem desses modais. O uso de combustíveis renováveis e derivados de biomassa, resíduos e matérias-primas limpas pode reduzir essas emissões em mais de 90%. O Brasil, afirma ele, reúne condições para liderar essa transição graças ao histórico de desenvolvimento em biocombustíveis.

Papel estratégico do BNDES

Fiel à sua missão desde os anos 1950, o BNDES passou a intensificar sua atuação na agenda ambiental. Após décadas impulsionando indústria, exportações, privatizações e pequenos negócios, a instituição agora dedica parte significativa de seus esforços ao avanço da infraestrutura verde.

Chamada pública mobiliza o setor

Em 2024, o BNDES e a Finep lançaram uma chamada pública para seleção de planos de negócios voltados a combustíveis sustentáveis para aviação e navegação. A iniciativa disponibilizou R$ 6 bilhões em recursos conjuntos para empresas produtoras ou desenvolvedoras de tecnologias limpas.

O edital recebeu 76 propostas, somando potencial de R$ 167 bilhões em investimentos. Do total, 43 projetos focavam em SAF e representaram R$ 120 bilhões, enquanto 33 tinham como objetivo combustíveis marítimos, especialmente o e-metanol, somando R$ 47 bilhões. Após análise, 42 propostas foram enquadradas, prevendo R$ 133 bilhões em investimentos futuros.

Para Gordon, a iniciativa permite acelerar decisões, integrar instrumentos financeiros e incentivar fusões de projetos complementares. Ele destaca ainda o impacto econômico: a cadeia da bioenergia pode gerar até seis vezes mais empregos do que a indústria do petróleo, considerando a quantidade de energia produzida.

Brasil na dianteira da bioenergia

Para Evaristo Pinheiro, presidente da Refina Brasil, o país tem potencial para liderar o mercado global de biocombustíveis, não apenas para consumo interno. Segundo ele, o setor já nasce competitivo e internacionalizado, mas depende de três pilares: reconhecimento internacional da qualidade dos produtos, avanços na regulamentação doméstica e acesso a financiamentos competitivos.

Pinheiro afirma que o apoio do BNDES tem sido decisivo e defende que o país mantenha senso de urgência para assegurar protagonismo no setor.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Stock

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Exportação

Governo amplia acesso ao crédito do Plano Brasil Soberano e inclui mais empresas exportadoras e fornecedoras

O Ministério da Fazenda (MF) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) anunciaram mudanças na regulamentação do Plano Brasil Soberano, criado pela Medida Provisória nº 1.309, de 13 de agosto de 2025. As alterações ampliam o acesso das empresas às linhas de crédito emergenciais e reforçam o apoio à cadeia exportadora nacional.

Critério de exportação reduzido e inclusão de fornecedores

A nova Portaria Conjunta MF/MDIC diminui de 5% para 1% o percentual mínimo de faturamento vinculado às exportações exigido para que empresas afetadas pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos tenham prioridade no programa.

Além disso, o texto inclui fornecedores de exportadores impactados, desde que possuam ao menos 1% do faturamento proveniente de vendas para empresas com 5% ou mais da receita ligada às exportações afetadas. Segundo o governo, o ajuste não gera impacto orçamentário adicional, pois apenas redefine critérios de acesso, sem aumentar despesas.

Apoio ampliado a pequenas e médias empresas

Com a atualização, o Governo Federal fortalece a rede de proteção e liquidez da cadeia exportadora, permitindo que micro, pequenas e médias empresas de setores indiretamente atingidos também possam acessar os instrumentos de apoio financeiro. O objetivo é preservar a capacidade produtiva, os empregos e a competitividade internacional da indústria brasileira.

Linhas de financiamento e garantias

As ações do Plano Brasil Soberano envolvem linhas de financiamento lastreadas pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e garantias do PEAC-FGI Solidário, voltadas principalmente para pequenos e médios negócios.

Para que as novas condições entrem em vigor, será necessária a aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN), que definirá as condições financeiras das operações com recursos do FGE. Também está em andamento a atualização dos sistemas e bases de dados responsáveis pela execução das medidas.

Fortalecimento da indústria nacional

Instituído para mitigar os impactos das tarifas dos EUA sobre as exportações brasileiras, o Plano Brasil Soberano busca assegurar crédito, liquidez e competitividade às empresas afetadas, além de fortalecer a indústria nacional diante de restrições comerciais externas.

FONTE: Ministério da Fazenda
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Governo amplia acesso ao crédito do Plano Brasil Soberano e inclui empresas fornecedoras

O governo federal anunciou uma atualização nas regras do Plano Brasil Soberano, permitindo que um número maior de empresas afetadas pelas tarifas adicionais dos Estados Unidos tenha acesso às linhas de crédito do programa. A medida busca fortalecer o setor produtivo nacional e reduzir os impactos das sanções comerciais impostas ao país.

Critérios de faturamento mais flexíveis

A nova portaria conjunta, assinada pelos ministros Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e Fernando Haddad (Fazenda), diminui o limite mínimo de exportações exigido para acesso ao crédito. Agora, empresas com faturamento de exportações para os EUA acima de 1% do total já podem recorrer às linhas de R$ 30 bilhões oferecidas pelo Plano — antes, o percentual mínimo era de 5%.

Os recursos são provenientes do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e estão sendo operados pelo BNDES, que será responsável pela liberação dos financiamentos.

Apoio ampliado ao setor produtivo

Segundo Alckmin, o governo mantém o diálogo com os Estados Unidos, mas continua atento às demandas internas. “Enquanto negocia com os EUA, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue cuidando das necessidades do setor produtivo. Ampliamos o critério de faturamento e incluímos novos segmentos, como os fornecedores”, destacou o ministro.

Fornecedores também serão beneficiados

A nova portaria também reconhece o impacto indireto das tarifas americanas sobre a cadeia produtiva. Por isso, o governo decidiu estender o benefício às empresas fornecedoras que comprovarem o envio de bens — entre julho de 2024 e junho de 2025 — a companhias exportadoras afetadas pelas taxas. Para se enquadrar, essas fornecedoras devem atender a empresas com faturamento de exportações para os EUA igual ou superior a 5% do faturamento total.

Confira a lista de produtos brasileiros afetados pela imposição de tarifas adicionais pelo governo dos EUA.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Agência Brasil EBC

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Sustentabilidade

BID, BNDES e Ministério do Meio Ambiente anunciam investimento de R$ 2,7 bilhões no Fundo Clima

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmaram uma carta de intenções para viabilizar um aporte de R$ 2,7 bilhões (US$ 500 milhões) ao Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC).

A iniciativa tem como meta fortalecer o financiamento de projetos sustentáveis no Brasil e ampliar a capacidade do Fundo Clima de atender à crescente demanda por recursos voltados à transição ecológica e à redução dos impactos das mudanças climáticas.

Fundo Clima ganha reforço histórico

Durante cerimônia realizada na COP30, o acordo foi assinado pelo presidente do Grupo BID, Ilan Goldfajn; pelo secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco; e pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

“Estamos fortalecendo o Fundo Clima para que o financiamento chegue a quem mais precisa — especialmente pequenas e médias empresas e projetos locais. Com mais escala, governança e novos parceiros, vamos ampliar nosso impacto”, destacou Goldfajn.

Capobianco ressaltou que o FNMC cumpre o papel para o qual foi criado: “um mecanismo financeiro capaz de impulsionar a transformação ecológica que o Brasil precisa. O novo aporte permitirá ampliar as ações de combate às mudanças climáticas em diversas frentes, beneficiando toda a população.”

Brasil na liderança da agenda verde global

Segundo Aloizio Mercadante, o acordo reforça o compromisso do Brasil com a sustentabilidade e o enfrentamento da emergência climática. “Ao unir esforços, governo, BNDES e BID fortalecem o Fundo Clima como um instrumento estratégico para o desenvolvimento sustentável, colocando o país na vanguarda da agenda ambiental global”, afirmou.

O Fundo Nacional sobre Mudança do Clima é administrado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e implementado pelo BNDES, com foco no financiamento de projetos resilientes, pesquisas e avaliações ambientais em todo o território nacional.

Próximos passos do investimento

Antes de ser efetivado, o aporte de R$ 2,7 bilhões passará por análises e aprovações internas das instituições envolvidas e pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. O MMA apresentará o projeto à Comissão de Financiamento Externo (Cofiex), órgão responsável por autorizar iniciativas com recursos internacionais garantidos pela União.

Com o aporte, o Brasil reforça seu papel de liderança na agenda climática global, ao priorizar investimentos em inovação, energia limpa e infraestrutura sustentável.

FONTE: IADB
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/VIVA

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Portos

Porto de Salvador vai dobrar capacidade com investimento de R$ 848 milhões do BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 848 milhões para a expansão e modernização do Terminal de Contêineres do Porto de Salvador, operado pela Tecon Salvador, subsidiária da Wilson Sons. Os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM), vinculado ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPor).

O projeto, autorizado durante a 56ª reunião do Conselho Diretor do FMM, permitirá ampliar o pátio de armazenagem, adquirir novos equipamentos portuários e implementar obras de infraestrutura e tecnologia. Com isso, o terminal deve dobrar sua capacidade de movimentação, passando de 553 mil para mais de 1 milhão de TEUs por ano (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés).

Impacto econômico e logístico

Com as melhorias, o Porto de Salvador se consolida como um dos principais terminais de contêineres do Nordeste, fortalecendo a logística portuária brasileira e impulsionando a geração de empregos e renda na Bahia. O número de movimentos de carga no cais também deve crescer significativamente, de 70 para mais de 100 contêineres por hora.

“A expansão do terminal de Salvador ajudará a reduzir gargalos logísticos e a integrar economicamente as regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Norte, conectando Estados como Bahia, Minas Gerais, Goiás e Tocantins aos mercados internacionais”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Papel estratégico do governo federal

O empreendimento reforça o papel do governo federal na modernização da infraestrutura portuária, associando desenvolvimento regional e sustentabilidade ambiental. A iniciativa integra as políticas coordenadas pelo Ministério de Portos e Aeroportos, voltadas à expansão do transporte aquaviário e ao fortalecimento da competitividade brasileira no comércio exterior.

Fundo da Marinha Mercante

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) é administrado pelo MPor e operado por bancos públicos como o BNDES. O fundo financia construção, modernização e ampliação de embarcações, estaleiros e terminais portuários, promovendo a inovação e o crescimento do setor naval no país.

Em 2024, o Tecon Salvador foi priorizado pelo Conselho Diretor do FMM, o que garantiu o direito de solicitar o crédito ao BNDES. Após análise técnica e financeira, o banco aprovou a operação em 2025, dando início à execução efetiva do projeto.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Portos

BNDES libera R$ 848 milhões para ampliar o Porto de Salvador

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 848 milhões para a Tecon Salvador, subsidiária da Wilson Sons, com o objetivo de modernizar e expandir o terminal de contêineres do Porto de Salvador, na Bahia. O aporte prevê a ampliação do pátio de armazenagem e a aquisição de equipamentos de alta tecnologia, elevando a eficiência logística e a capacidade operacional do porto.

De acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM) e integram a estratégia do banco de reforçar a infraestrutura logística nacional. A fase de implantação deve gerar cerca de 1.400 empregos diretos e indiretos, estimulando a economia baiana e impulsionando o setor portuário do Nordeste.

Porto de Salvador dobrará capacidade de movimentação

Com a conclusão das obras, o Tecon Salvador passará a movimentar mais de 1 milhão de TEUs (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés), mais que o dobro da capacidade atual, de 553 mil TEUs. A expansão consolida o porto como um polo logístico estratégico para o escoamento de exportações e importações brasileiras.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou o impacto nacional do projeto. “A ampliação do terminal de Salvador vai reduzir gargalos logísticos, ampliar a integração comercial entre estados das regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Norte e fortalecer a competitividade das exportações nacionais”, afirmou.

Mercadante destacou ainda que a iniciativa está alinhada à política do governo federal, que busca estimular exportações de produtos com maior valor agregado e fomentar o desenvolvimento regional.

Desenvolvimento regional e compromisso com o futuro

Para o diretor financeiro da Wilson Sons, Michael Connell, o investimento reforça o compromisso da companhia com o crescimento sustentável da infraestrutura portuária brasileira. “O contrato firmado com o BNDES reflete nossa visão de longo prazo. Os investimentos no Tecon Salvador aumentarão a capacidade operacional, gerarão empregos e impulsionarão o desenvolvimento econômico da Bahia”, declarou.

A ampliação do Porto de Salvador é considerada essencial para o futuro da logística nacional, fortalecendo a competitividade do Nordeste e promovendo eficiência nas operações portuárias, com impacto direto na cadeia produtiva regional.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ABr

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