Importação

Brasil busca ampliar importação de gás da Bolívia e reforçar parceria energética

A cooperação energética entre Brasil e Bolívia ganhou novo impulso com a sinalização de aumento na produção e no fornecimento de gás natural ao mercado brasileiro. A iniciativa ocorre em meio a um cenário internacional de incertezas no abastecimento de combustíveis, o que reforça a importância de parcerias regionais estratégicas.

Parceria energética ganha força

Durante encontro oficial em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o interesse brasileiro em ampliar tanto a produção quanto a importação de gás natural boliviano, considerado um recurso essencial para a segurança energética do país.

Segundo o presidente, a Bolívia segue como um fornecedor confiável, mesmo diante de crises globais que afetam o setor. Ele também mencionou a possibilidade de novos investimentos para expandir a oferta do insumo ao Brasil.

A atuação da Petrobras ao longo das últimas décadas foi apontada como fundamental para a integração energética entre os dois países. Atualmente, a estatal responde por cerca de 25% da produção de gás na Bolívia — número inferior aos 60% registrados anteriormente, mas ainda relevante.

Gasoduto e integração regional

O Gasoduto Brasil–Bolívia continua sendo uma peça-chave para o desenvolvimento industrial brasileiro e para o setor de hidrocarbonetos boliviano. A expectativa é que a estrutura seja utilizada de forma mais ampla, promovendo a integração dos mercados de gás no Cone Sul.

Além disso, há potencial de uso do gasoduto para abastecer projetos industriais, como uma possível fábrica de fertilizantes na região de Puerto Quijaro.

Interligação elétrica e energia renovável

Outro avanço importante foi o acordo para interconexão dos sistemas elétricos entre os dois países. O projeto prevê a construção de uma linha de transmissão entre a província de Germán Busch, na Bolívia, e o município de Corumbá (MS).

A proposta busca otimizar o uso de recursos energéticos e ampliar o acesso à eletricidade em áreas ainda dependentes de diesel. O Brasil também demonstrou interesse em colaborar com a Bolívia no desenvolvimento de biocombustíveis e outras fontes renováveis, fortalecendo a diversificação da matriz energética e contribuindo para a descarbonização.

Mineração e cooperação ampliada

O presidente boliviano, Rodrigo Paz, ressaltou o potencial de cooperação no setor de mineração, destacando a diversidade e abundância de recursos minerais no país.

Além da energia, os dois governos discutiram temas como integração física, combate a crimes transnacionais, comércio, investimentos e questões migratórias. Também foram firmados acordos nas áreas de turismo e segurança, com foco no enfrentamento ao crime organizado.

Comércio bilateral e novos investimentos

Apesar de o Brasil ser o segundo maior parceiro comercial da Bolívia, o volume de trocas entre os países vem diminuindo. Em 2013, a balança comercial atingiu US$ 5,5 bilhões, enquanto em 2025 caiu para US$ 2,6 bilhões.

Ainda assim, há expectativa de retomada, com oportunidades em setores como agronegócio, alimentos, sementes, frutas, algodão, cana-de-açúcar e soja, além de avanços em biotecnologia com apoio da Embrapa.

Infraestrutura e integração logística

A construção de uma nova ponte sobre o Rio Mamoré, ligando Guajará-Mirim (RO) a Guayarámerin, deve facilitar o fluxo comercial entre os países. A obra integra as Rotas de Integração Sul-Americana e tem início previsto para 2027.

O projeto permitirá melhor acesso aos portos do Chile e do Peru, ampliando a conexão com mercados asiáticos por meio do Oceano Pacífico.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Agência Petrobras/Divulgação)

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Internacional

Biocombustíveis ganham importância estratégica para o Brasil em meio à guerra no Oriente Médio

A escalada do conflito no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, colocou novamente a segurança energética no centro das discussões globais. Nesse cenário, os biocombustíveis brasileiros passaram a assumir um papel mais amplo do que apenas o de alternativa sustentável.

Tradicionalmente associados à descarbonização e à agenda ambiental, etanol e biodiesel começam a ser vistos também como instrumentos estratégicos capazes de reduzir a vulnerabilidade do país a oscilações no mercado internacional de petróleo.

A mudança ocorre em um momento de forte instabilidade no setor energético global, impulsionada pela alta do petróleo Brent e pelos riscos de interrupção no fluxo de petróleo em áreas estratégicas, como o Estreito de Ormuz.

Dependência de combustíveis fósseis aumenta vulnerabilidade global

A elevação do preço do petróleo reacendeu um debate antigo: a dependência excessiva de combustíveis fósseis importados pode deixar economias mais expostas a crises internacionais.

Quando conflitos armados atingem regiões produtoras ou rotas logísticas relevantes, como ocorre atualmente no Oriente Médio, o impacto rapidamente se espalha pelo mercado global de energia, pressionando preços de combustíveis, fretes marítimos e cadeias de abastecimento.

Nesse contexto, países que possuem fontes internas de energia renovável conseguem reduzir parte dessa exposição.

Mistura obrigatória fortalece a matriz energética brasileira

O Brasil ocupa uma posição diferenciada nesse cenário por conta de sua política de mistura obrigatória de biocombustíveis nos combustíveis fósseis.

Desde agosto de 2025, a gasolina comum e aditivada passou a conter 30% de etanol anidro, enquanto o diesel é comercializado com 15% de biodiesel.

Essa estrutura regulatória não elimina os impactos de uma crise internacional, mas cria uma espécie de proteção parcial. Com maior participação de energia renovável produzida internamente, o país reduz a necessidade de importação de derivados de petróleo.

Etanol se destaca como amortecedor de preços

Entre os biocombustíveis, o etanol é o que mais aparece diretamente para o consumidor.

Dados recentes da Agência Nacional do Petróleo (ANP) indicam preços médios próximos de R$ 6,30 por litro para a gasolina, R$ 4,60 para o etanol hidratado e cerca de R$ 6,15 para o diesel S10.

Esses valores mostram que o etanol entra no atual cenário internacional em uma posição relativamente competitiva. Caso a pressão sobre o petróleo continue, o biocombustível pode ganhar ainda mais espaço, principalmente entre os veículos flex, funcionando como um mecanismo de amortecimento de preços.

Mistura na gasolina reforça autonomia energética

Além do preço nas bombas, o etanol possui um papel estrutural dentro da matriz energética brasileira.

A presença obrigatória do combustível na gasolina faz com que parte do consumo nacional seja automaticamente atendida por produção renovável doméstica.

Em períodos de estabilidade econômica, essa política é vista sobretudo como instrumento ambiental. Em momentos de crise internacional, porém, ela também passa a ser considerada uma ferramenta de resiliência econômica.

Quanto maior a proporção de etanol anidro na gasolina, menor é a necessidade de gasolina de origem fóssil para abastecer o mercado interno.

Biodiesel também tem papel estratégico na logística

No caso do biodiesel, o impacto é menos perceptível para o consumidor final, mas igualmente relevante para a economia.

O diesel é o principal combustível da logística brasileira, utilizado no transporte rodoviário de cargas, no agronegócio e em diversos setores produtivos.

Por isso, em um cenário de aumento dos preços internacionais do petróleo, cada ponto percentual de mistura obrigatória de biodiesel ajuda a reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados.

Biocombustíveis passam a integrar estratégia econômica

A atual crise energética global também altera a forma como os biocombustíveis são discutidos no debate político e econômico.

Em condições normais, etanol e biodiesel costumam aparecer ligados à transição energética e à redução de emissões de carbono. No contexto de tensões geopolíticas, porém, passam a ser vistos também como instrumentos de soberania energética.

Isso não significa que o Brasil esteja imune aos efeitos da volatilidade internacional. O país continua exposto às oscilações do preço do petróleo, do diesel e do frete global.

A diferença é que a presença consolidada dos biocombustíveis na matriz energética oferece mecanismos capazes de amenizar parte desses impactos.

Nova centralidade dos biocombustíveis na política energética

A crise atual tende a reorganizar as prioridades do debate energético no Brasil. A pauta ambiental continua relevante, mas deixa de ser o único fator de análise.

Com a instabilidade no mercado internacional de energia, etanol e biodiesel passam a ocupar um papel mais amplo: reduzir vulnerabilidades externas e fortalecer a autonomia energética brasileira.

Em um cenário global em que o petróleo voltou a carregar forte peso geopolítico, os biocombustíveis ganham status de componente estratégico da infraestrutura energética do país.

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Informação

Índia acelera etanol automotivo e coloca Brasil como parceiro estratégico

A Índia praticamente antecipou sua meta de 20% de mistura de etanol na gasolina (E20) e transformou o programa em um eixo central de sua política energética e agrícola. O avanço redesenha a matriz de combustíveis do país e reposiciona o setor sucroenergético, com reflexos que ultrapassam fronteiras e abrem espaço para cooperação com o Brasil.

O que começou como iniciativa de diversificação energética evoluiu para uma estratégia de substituição de importações, redução da vulnerabilidade cambial e fortalecimento da renda no campo.

Meta E20 muda lógica do setor energético

O programa Ethanol Blended Petrol (EBP), acelerado a partir de 2020, elevou a mistura média de etanol de menos de 5% para cerca de 20% em poucos anos.

Para um país que importa mais de 80% do petróleo que consome, cada ponto percentual adicional de etanol na gasolina reduz a exposição a oscilações externas, melhora o déficit energético e cria demanda interna previsível para o agronegócio.

A política deixou de ser apenas ambiental e passou a integrar a estratégia macroeconômica do governo indiano.

Cana lidera, mas milho ganha espaço

A base da produção de etanol indiano continua sendo a cana-de-açúcar. No entanto, eventos recentes de restrição hídrica e preocupações com a oferta de açúcar levaram o governo a incentivar também o etanol produzido a partir de grãos, especialmente o milho.

A diversificação funciona como mecanismo de equilíbrio: reduz a dependência exclusiva da cana e oferece flexibilidade em anos de safra menor ou quando os preços internacionais do açúcar sobem.

Atualmente, a capacidade instalada de produção se aproxima de 20 bilhões de litros por ano, impulsionada por investimentos em destilarias anexas a usinas e em plantas dedicadas ao processamento de grãos.

Política industrial com preços administrados

Diferentemente de modelos baseados em livre mercado, o sistema indiano opera com forte coordenação estatal. O governo define preços diferenciados de compra do etanol conforme a matéria-prima utilizada — melaço, caldo de cana ou milho.

Essa política garante margem mínima aos produtores e previsibilidade às distribuidoras, consolidando o programa como instrumento de política industrial.

Os impactos macroeconômicos são claros: menor gasto com importação de combustíveis fósseis, melhora no balanço externo e redução da exposição a choques geopolíticos. Ao mesmo tempo, há transferência de renda para regiões agrícolas e maior estabilidade financeira no setor sucroenergético.

Brasil entra como parceiro tecnológico

É nesse cenário que o Brasil surge como parceiro estratégico. A Índia não pretende depender estruturalmente de importações de etanol, mas pode aproveitar a experiência brasileira acumulada em décadas de mistura elevada e motores flex.

O país domina tecnologias de produção integrada de etanol de cana, cogeração de bioeletricidade e desenvolvimento de etanol de segunda geração. Essa expertise pode ser compartilhada por meio de engenharia industrial, fornecimento de equipamentos, certificações de sustentabilidade e apoio regulatório.

Desafios estruturais e equilíbrio alimentar

O avanço do E20, contudo, não está livre de tensões. Monções irregulares e ondas de calor têm afetado a produtividade da cana, elevando custos. Em períodos de preços elevados do açúcar no mercado internacional, cresce o incentivo às exportações, o que pode reduzir a oferta para produção de etanol.

Há também questionamentos de parte dos consumidores sobre eficiência e autonomia dos veículos adaptados ao E20, apesar da adequação promovida pelas montadoras.

Além disso, permanece o debate clássico dos biocombustíveis: como equilibrar segurança energética e segurança alimentar.

Consolidação como padrão estrutural

A tendência é de consolidação do E20 como novo padrão estrutural do mercado indiano, com ajustes graduais na participação do milho e aprimoramentos no sistema de preços administrados.

A Índia constrói um modelo próprio, distinto dos sistemas brasileiro e americano, com forte coordenação estatal e foco na redução de vulnerabilidades externas. Nesse contexto, o papel do Brasil não é substituir a produção local, mas agregar eficiência e tecnologia ao sistema.

O etanol na Índia deixou de ser apenas política ambiental. Tornou-se ferramenta de gestão macroeconômica e oportunidade estratégica para um Brasil que detém uma das tecnologias mais maduras do mundo em biocombustíveis.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Sustentabilidade

Brasil avança na produção de combustível sustentável de aviação e mira atendimento da demanda até 2029

O Brasil encerra o ano com avanços significativos na consolidação do combustível sustentável de aviação (SAF), fortalecendo sua posição na agenda global de descarbonização do transporte aéreo. O país já reúne condições técnicas, produtivas e regulatórias para atender, até 2029, a demanda nacional por esse tipo de combustível, considerado essencial para a redução das emissões do setor.

Um dos principais marcos desse processo foi o anúncio da Petrobras sobre as primeiras entregas de SAF 100% produzido no Brasil, resultado de investimentos voltados ao desenvolvimento de novos biocombustíveis. A iniciativa integra as políticas públicas conduzidas pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para estruturar uma cadeia produtiva nacional voltada à aviação sustentável.

Estratégia nacional fortalece a transição energética

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o avanço do SAF é estratégico para posicionar o Brasil como referência internacional na transição energética do setor aéreo. “Estamos estruturando um novo mercado com planejamento, segurança regulatória e investimentos que geram previsibilidade. A produção nacional de SAF impulsiona a indústria, cria oportunidades econômicas e permite o crescimento sustentável da aviação”, afirmou.

O MPor atua como articulador da política pública voltada ao tema, promovendo a integração entre governo, setor produtivo e investidores. A estratégia está alinhada à Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024), que estabelece diretrizes para estimular a produção e o uso de combustíveis sustentáveis no país.

Fórum impulsiona políticas para o SAF

Como parte desse esforço, foi criado o Fórum de Transição Energética na Aviação Civil (Fotea), em parceria com o Ministério de Minas e Energia. O colegiado reúne representantes do governo e do setor produtivo com a missão de propor políticas públicas, coordenar ações e acompanhar a implementação do programa nacional de SAF.

A atuação integrada busca garantir segurança jurídica, previsibilidade regulatória e estímulo aos investimentos necessários para consolidar o novo mercado.

Combustível sustentável é peça-chave da descarbonização

O SAF é considerado um dos principais vetores para a redução das emissões de gases de efeito estufa na aviação civil. Sua utilização permite diminuir significativamente a pegada de carbono dos voos, sem a necessidade de alterações na infraestrutura aeronáutica existente.

No Brasil, o avanço desse mercado é favorecido pela capacidade instalada do parque de refino, pela experiência consolidada em biocombustíveis e pela ampla oferta de matérias-primas renováveis, como óleos vegetais. Esses fatores colocam o país em posição estratégica para atender às exigências ambientais internacionais.

Segundo a Petrobras, a fração renovável presente no SAF pode reduzir em até 87% as emissões líquidas de CO₂, quando comparada ao querosene de aviação tradicional.

Caminho aberto para uma aviação de baixo carbono

O desenvolvimento do SAF está alinhado ao Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação, que busca ampliar a capacidade produtiva, atrair investimentos e garantir estabilidade regulatória. A atuação coordenada entre governo e empresas do setor cria um ambiente favorável à consolidação dessa nova cadeia produtiva.

Com políticas públicas estruturadas, investimentos estratégicos e fortalecimento do marco regulatório, o Brasil avança de forma consistente rumo a uma aviação mais limpa, competitiva e sustentável, contribuindo para a transição energética e para uma economia de baixo carbono.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Importação

Brasil avança para encerrar impasse sobre importação de biocombustíveis dos EUA

O governo brasileiro considera que as pendências envolvendo a importação de biocombustíveis dos Estados Unidos estão praticamente solucionadas. A avaliação foi feita pelo vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, que apontou avanços nas negociações, embora sem detalhar as medidas adotadas.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as declarações de Alckmin se referem à flexibilização de regras do RenovaBio, política que estimula o uso de etanol, biodiesel e outros biocombustíveis para reduzir emissões e ampliar a descarbonização do setor de transportes.

Mudanças no RenovaBio reduzem pressão dos EUA
O governo norte-americano vinha classificando o RenovaBio como uma barreira não tarifária. No relatório anual de barreiras ao comércio, a gestão Donald Trump afirmou que as exigências brasileiras colocavam produtores dos EUA em desvantagem e pediu ajustes regulatórios.

Até junho, exportadores estrangeiros dependiam de um intermediário brasileiro para obter certificação e emitir créditos de descarbonização dentro do programa. Com a nova resolução da ANP, publicada em meados daquele mês, empresas internacionais passaram a poder se certificar diretamente. De acordo com o ministério, a mudança já equiparou as condições de participação dos exportadores norte-americanos no mercado brasileiro.

Negociações bilaterais incluem temas tecnológicos
Durante evento da Câmara Americana de Comércio (Amcham), Alckmin destacou que as discussões entre Brasil e Estados Unidos também envolvem outras questões não tarifárias, como regras para data centers, acesso a terras raras e demandas de grandes empresas de tecnologia. Ele afirmou ainda que o Brasil segue engajado no diálogo após Washington isentar mais de 200 produtos da tarifa adicional de 50% aplicada anteriormente.

No mesmo encontro, o diretor de política comercial do Itamaraty, Fernando Pimentel, disse que ainda não houve pedidos formais dos EUA no âmbito das negociações. O Brasil aguarda consultas previstas na investigação da Seção 301, aberta no início do ano para analisar políticas brasileiras relacionadas ao Pix, ao mercado de etanol, ao combate ao desmatamento ilegal e à proteção da propriedade intelectual.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado

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Sustentabilidade

BNDES amplia apoio ao combustível sustentável para aviação e navegação

A transição para energias renováveis avança em diversas frentes, impulsionada pela necessidade global de reduzir emissões. Tecnologias como energia eólica, solar e o etanol brasileiro já atingiram maturidade comercial. Outras alternativas, porém, seguem como grandes desafios, entre elas o combustível sustentável de aviação (SAF).

Segundo a consultoria Market and Markets, o mercado global de SAF, hoje estimado em US$ 2,06 bilhões, deve saltar para US$ 25,62 bilhões nos próximos cinco anos, refletindo a crescente demanda por soluções de descarbonização no setor aéreo.

Aviação e navegação sob pressão ambiental

O transporte aéreo é essencial para a economia, mas responde por parcela significativa das emissões globais. A navegação, responsável por mais de 80% do comércio internacional, segue o mesmo caminho. Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a pressão global por emissões menores representa também uma oportunidade estratégica para o Brasil.

O diretor de Desenvolvimento Produtivo do BNDES, José Luis Gordon, destaca que aviação e navegação concentram cerca de 5% das emissões mundiais. No transporte como um todo, 20% da poluição vem desses modais. O uso de combustíveis renováveis e derivados de biomassa, resíduos e matérias-primas limpas pode reduzir essas emissões em mais de 90%. O Brasil, afirma ele, reúne condições para liderar essa transição graças ao histórico de desenvolvimento em biocombustíveis.

Papel estratégico do BNDES

Fiel à sua missão desde os anos 1950, o BNDES passou a intensificar sua atuação na agenda ambiental. Após décadas impulsionando indústria, exportações, privatizações e pequenos negócios, a instituição agora dedica parte significativa de seus esforços ao avanço da infraestrutura verde.

Chamada pública mobiliza o setor

Em 2024, o BNDES e a Finep lançaram uma chamada pública para seleção de planos de negócios voltados a combustíveis sustentáveis para aviação e navegação. A iniciativa disponibilizou R$ 6 bilhões em recursos conjuntos para empresas produtoras ou desenvolvedoras de tecnologias limpas.

O edital recebeu 76 propostas, somando potencial de R$ 167 bilhões em investimentos. Do total, 43 projetos focavam em SAF e representaram R$ 120 bilhões, enquanto 33 tinham como objetivo combustíveis marítimos, especialmente o e-metanol, somando R$ 47 bilhões. Após análise, 42 propostas foram enquadradas, prevendo R$ 133 bilhões em investimentos futuros.

Para Gordon, a iniciativa permite acelerar decisões, integrar instrumentos financeiros e incentivar fusões de projetos complementares. Ele destaca ainda o impacto econômico: a cadeia da bioenergia pode gerar até seis vezes mais empregos do que a indústria do petróleo, considerando a quantidade de energia produzida.

Brasil na dianteira da bioenergia

Para Evaristo Pinheiro, presidente da Refina Brasil, o país tem potencial para liderar o mercado global de biocombustíveis, não apenas para consumo interno. Segundo ele, o setor já nasce competitivo e internacionalizado, mas depende de três pilares: reconhecimento internacional da qualidade dos produtos, avanços na regulamentação doméstica e acesso a financiamentos competitivos.

Pinheiro afirma que o apoio do BNDES tem sido decisivo e defende que o país mantenha senso de urgência para assegurar protagonismo no setor.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Stock

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Sustentabilidade

Setor de navegação intensifica investimentos em sustentabilidade e ESG

O setor hidroviário brasileiro tem ampliado seus esforços em sustentabilidade, ações sociais e boas práticas de governança. É o que revela o Diagnóstico de Sustentabilidade, elaborado pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP). O estudo, baseado em 20 empresas de navegação marítima e fluvial, aponta que, entre 2023 e 2024, foram aplicados R$ 71,9 milhões em iniciativas ESG (ambientais, sociais e de governança).

Governança lidera investimentos

Segundo o levantamento, a governança corporativa recebeu o maior aporte financeiro: cerca de R$ 40 milhões foram destinados à implementação de setores de compliance, auditorias externas e políticas de transparência. A área ambiental contou com R$ 17,8 milhões investidos em mitigação de impactos, uso de biocombustíveis e controle de efluentes. Já o eixo social registrou R$ 14,1 milhões aplicados em capacitação profissional, diversidade e apoio a comunidades ribeirinhas.

Avanços ambientais e metas de descarbonização

O estudo destaca que a média de adesão aos indicadores ambientais do setor foi de 56,4%, considerada positiva, e mostra tendência de crescimento diante das metas da Organização Marítima Internacional (IMO) para descarbonização até 2050. A adoção de tecnologias mais limpas e a substituição gradual de combustíveis fósseis devem fortalecer a sustentabilidade da navegação brasileira nos próximos anos.

Papel estratégico do transporte hidroviário

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o diagnóstico evidencia o avanço da transição ecológica no setor e reforça sua importância na redução de emissões e na logística nacional. “O transporte hidroviário é um ativo estratégico para o Brasil e uma das bases da nossa economia verde. Esse diagnóstico mostra que estamos avançando com mais inovação, sustentabilidade e eficiência na movimentação de cargas e passageiros”, destacou.

Consolidação da agenda ESG

O Diagnóstico de Sustentabilidade integra ações do Ministério de Portos e Aeroportos para fortalecer a agenda ESG na infraestrutura nacional, seguindo a Política Nacional de Sustentabilidade e o Pacto pela Sustentabilidade, lançados em 2024. Essas iniciativas estabelecem metas e incentivos para ampliar o engajamento de empresas públicas e privadas em práticas ambientais, sociais e de governança.

Reconhecimento e estímulo a boas práticas

Durante a COP30, em Belém, o ministério concederá os primeiros selos de reconhecimento às empresas e entidades que aderiram ao Pacto, valorizando iniciativas já implementadas e incentivando novas ações no setor hidroviário brasileiro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Exportação

Brasil busca ampliar número de frigoríficos habilitados para exportar carne à Indonésia

O Brasil está em movimento para fortalecer sua presença no mercado asiático e ampliar a lista de frigoríficos autorizados a exportar carne bovina para a Indonésia. Uma missão com mais de 30 empresários brasileiros do setor está em Jacarta, capital do país, para negociar a habilitação de 40 novas plantas frigoríficas, o que pode dobrar o número atual de unidades aptas a vender para o mercado indonésio.

Expansão do mercado e aumento nas exportações

Atualmente, 38 frigoríficos brasileiros estão habilitados a exportar para a Indonésia, todos certificados dentro dos padrões halal, conforme a lei islâmica. O número representa um avanço expressivo desde 2019, quando apenas 11 plantas tinham autorização.

As exportações de carne bovina também refletem esse crescimento. Entre janeiro e setembro de 2025, o Brasil enviou 16,7 mil toneladas ao país asiático, superando o total dos dois anos anteriores somados. O volume rendeu mais de US$ 76 milhões em negócios e consolidou o Brasil como o terceiro maior fornecedor da Indonésia, atrás apenas de Austrália e Índia.

Novas oportunidades comerciais e produtos com maior valor agregado

A recente abertura do mercado indonésio para carne com osso, miúdos e produtos industrializados amplia as perspectivas de exportação. Uma nova missão técnica deve ser enviada ainda em 2025 para auditoria e validação das plantas frigoríficas, acelerando o processo de habilitação.

A Indonésia, maior nação muçulmana do mundo com 270 milhões de habitantes, é vista pelo setor como um parceiro estratégico. O aumento da renda e do consumo de proteína animal no país impulsiona a demanda por carnes premium e processadas, segmento em que o Brasil busca se consolidar.

No entanto, o setor ainda enfrenta barreiras, como a tarifa de 30% sobre produtos industrializados, tripas e derivados bovinos — percentual que os empresários esperam ver reduzido em futuras negociações. Para carnes sem osso, com osso e miúdos, a taxa é de 5%.

Investimentos e parcerias estratégicas

Além das exportações, a Indonésia representa novas oportunidades de investimento. A JBS firmou um Memorando de Entendimento (MoU) com o fundo Danantara Indonesia, com o objetivo de criar uma plataforma local de produção sustentável de alimentos, voltada principalmente para proteínas. A iniciativa pretende transformar o país em um polo regional de referência global no setor alimentício.

Acordos bilaterais e cooperação internacional

Durante encontro oficial entre Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente indonésio Prabowo Subianto, foram assinados memorandos de entendimento voltados à cooperação em medidas sanitárias, fitossanitárias e certificação agrícola.

No Fórum Empresarial Brasil–Indonésia, Lula destacou o interesse em construir uma parceria equilibrada e duradoura.

“O Brasil não quer apenas vender para a Indonésia. Apostamos em uma parceria mutuamente benéfica. Como dois dos maiores produtores de bioenergia do mundo, podemos juntos criar um mercado global de biocombustíveis”, afirmou o presidente.

Com o cenário favorável e o interesse mútuo em ampliar as relações comerciais, o Brasil reforça sua posição como fornecedor estratégico de carne bovina e parceiro de longo prazo no mercado do sudeste asiático.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Agronegócio

Proteínas e biocombustíveis devem impulsionar o agro brasileiro, diz pesquisa

Estudo da Bain & Company apresentado no “Vozes do Agro” mostra que o setor enfrenta desafios globais e locais, mas tem oportunidade crescente na demanda por carnes e combustíveis renováveis

O agronegócio brasileiro tem dois fatores que devem promover sua capacidade competitiva no cenário global: a alta demanda por proteínas e a expansão dos biocombustíveis. Essa é a conclusão de estudo da consultoria Bain & Company que foi apresentado durante o evento “Vozes do Agro”, realizado pela Globo Rural e Valor nesta terça-feira (16/9) em São Paulo.

O documento, explicado por Arián Krakov e Felipe Cammarata, sócios da Bain, destacou que o Brasil se posiciona como uma potência agrícola mundial, com um papel crucial para alimentar o mundo, liderar a transição energética e fornecer créditos de carbono.

No entanto, no caminho para ganhar maior destaque, o agro brasileiro enfrenta desafios globais e locais. Entre os obstáculos do cenário global estão as mudanças climáticas, a necessidade de redução de emissões de carbono, o impacto de tarifas e políticas de governos estrangeiros e a pressão social regulatória crescente sobre insumos agrícolas.

Em nível nacional, o documento destaca as dificuldades causadas pela queda de rentabilidade dos produtores nos últimos anos, a necessidade de melhor infraestrutura logística e a restrição de crédito e financiamentos.

O agronegócio brasileiro já demonstrou sua grande capacidade de produção. Agora temos saber aproveitar as oportunidades de crescimento que existem”

— Arián Krakov.

Oportunidades

Uma das oportunidades é a demanda crescente por proteínas no mundo, especialmente entre os jovens. Segundo uma pesquisa global realizada pela Bain, entre a geração Z (pessoas nascidas entre a segunda metade da década de 1990 até o início dos anos 2010), 59% dos entrevistados afirmou que queria consumir mais proteínas. Para Krakov, o mercado global de proteínas em expansão reforça o papel do Brasil como fornecedor-chave desse produtor.

Outro fator destacado é a expansão dos biocombustíveis. A transição energética amplia o espaço para etanol, biodiesel, SAF e matérias-primas para essas fontes de energia, criando novas avenidas de crescimento para o agro. Cammerata lembrou que a demanda de biodiesel deve crescer 8% ao ano até 2030. Além disso, destacou que o Brasil possui 29 usinas de etanol de milho em projeto ou construção. “Na última safra, 17% do etanol produzido foi originado por milho, volume que já é o dobro de 2020/21”, apontou.

O documento da Bain destaca ainda que o agronegócio brasileiro ainda possui grande potencial para expansão do cultivo de matérias-primas. Segundo Cammeratta, apenas 50% das áreas agrícolas brasileiras possuem alguma atividade de segunda safra. “Respeitando as condições de cada local, praticamente metade das terras do páis poderia ser explorada duas vezes ao ano”, afirmou.

Fonte: Globo Rural

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Economia, Industria, Logística, Sustentabilidade

Produção industrial em SC teve maior alta do País entre novembro e dezembro

O setor de máquinas e equipamentos foi um dos que impulsionaram o desempenho da indústria catarinense em 2024

A produção industrial nacional teve queda de 0,3% na passagem de novembro para dezembro, com recuos em sete dos 15 locais pesquisados. Contrariando a tendência nacional, Santa Catarina foi o estado que apresentou maior alta, com 7,7%. Com o resultado do último mês do ano, 2024 terminou com crescimento de 3,1% em relação a 2023 no País. Além disso, apresentou taxas positivas em 17 dos 18 locais analisados. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgada nesta terça-feira (11), pelo IBGE.

Abaixo do líder Santa Catarina aparecem entre as maiores altas o Rio Grande do Norte (7,4%) e Ceará (6,9%). Em SC, o crescimento advém das atividades de máquinas, aparelhos e materiais elétricos. Além disso, máquinas e equipamentos, confecção de artigos do vestuário e acessórios, e produtos alimentícios.

No RN, o índice positivo da produção industrial ocorreu devido a produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel). E no Ceará a alta derivou de artefatos do couro, artigos de viagem e calçados, confecção de artigos do vestuário e acessórios, e produtos têxteis.

Da mesma forma, Pará (5,7%), Mato Grosso (5,4%), Pernambuco (4,6%), Paraná (4,2%), Amazonas (3,6%) e Mato Grosso do Sul (3,5%) foram outras localidades que mostraram taxas positivas acima da média nacional (3,1%).

Ganho de ritmo na indústria

“Em 2024, o avanço verificado na indústria nacional aconteceu tendo uma baixa base de comparação em 2023, o que favorece o crescimento nesse tipo de avaliação. Além disso, regionalmente, houve um ganho de ritmo na indústria, com expansão em quase todos os locais pesquisados”, destaca Bernardo Almeida, analista da pesquisa.

São Paulo exerceu a principal influência no acumulado do ano, com um crescimento de 3,1%. “Esse resultado pode ser explicado pelo desempenho dos setores de veículos automotores (produção de autopeças, automóveis, caminhão-trator para reboques, semirreboques e caminhões) e de outros produtos químicos (produção de fungicidas para uso na agricultura, e de preparações capilares)”, explica Bernardo. Ele lembra que a indústria paulista teve comportamento semelhante ao observado no cenário nacional, ou seja, com moderação.

Da mesma forma, Bahia (2,7%), Goiás (2,6%), Região Nordeste (2,5%), Maranhão (2,5%), Minas Gerais (2,5%), Rio Grande do Sul (0,6%) e Rio de Janeiro (0,1%) também registraram crescimento na produção no índice acumulado em 2024.

Com um recuo de 1,6%, o Espírito Santo foi o único local que apresentou resultado negativo no índice acumulado no ano. Isso ocorreu, principalmente, devido ao desempenho das atividades de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo) e de celulose, papel e produtos de papel (celulose).

Quedas expressivas

Na comparação com o mês anterior, em dezembro de 2024 a produção industrial teve variação de -0,3%, com sete dos 15 locais pesquisados mostrando resultados negativos. Trata-se do terceiro resultado negativo em sequência, causando uma perda acumulada de 1,2%. As quedas mais expressivas vieram do Pará (-8,8%) e do Ceará (-6,8%). A indústria paraense eliminou parte do ganho de 14,7% acumulado nos meses de outubro e novembro de 2024. Já o Ceará registrou perda de 8,0% em dois meses consecutivos de queda na produção.

Mato Grosso (-4,7%), Paraná (-4,1%) e Rio de Janeiro (-1,1%) também tiveram taxas negativas mais intensas do que a média nacional (-0,3%). São Paulo (-0,2%) e Minas Gerais (-0,1%) completaram a lista de locais com índices negativos em dezembro de 2024.

A variação negativa em São Paulo foi provocada, em grande parte, pelos setores de alimentos, veículos automotores e produtos químicos. Com isso, a indústria paulista está 1,6% abaixo de seu patamar pré-pandemia e 23,6% abaixo de seu nível mais alto, alcançado em março de 2011.

“O aumento da inflação e da taxa de juros mitigaram os efeitos positivos da melhora no mercado de trabalho, predominando, dessa forma, a cautela na produção industrial em dezembro”, observa Bernardo.

No sentido oposto, Amazonas (4,3%), Espírito Santo (4,0%) e Pernambuco (3,9%) foram responsáveis pelas expansões mais intensas no último mês do ano, com o primeiro local intensificando o avanço observado em novembro último (3,2%), o segundo interrompendo dois meses seguidos de queda na produção, período em que acumulou perda de 9,1%, e o terceiro acumulando ganho de 5,9% em dois meses consecutivos de crescimento. Bahia (2,8%), Região Nordeste (1,4%), Goiás (0,8%), Rio Grande do Sul (0,7%) e Santa Catarina (0,5%) mostraram os demais resultados positivos em dezembro.

Em relação a dezembro de 2023, nove locais tiveram alta

No confronto entre os números de dezembro de 2024 e dezembro de 2023, o setor industrial cresceu 1,6%, com nove dos 18 locais pesquisados obtendo resultados positivos. É importante lembrar que dezembro de 2024 (21 dias) teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior (20).

Amazonas (11,0%) e Pernambuco (10,1%) cresceram em nível superior a dois dígitos, sendo os mais intensos. Mato Grosso (8,5%), Santa Catarina (7,2%), Região Nordeste (4,8%), Bahia (4,2%), Rio Grande do Sul (3,8%), Pará (2,9%) e Paraná (2,5%) completaram o conjunto de locais com crescimento na produção no índice mensal de dezembro de 2024.

Por outro lado, Rio Grande do Norte (-21,1%) e Mato Grosso do Sul (-10,9%) tiveram as quedas mais acentuadas. Espírito Santo (-9,2%), Ceará (-8,2%), Rio de Janeiro (-5,1%), Maranhão (-3,9%), Goiás (-2,8%), Minas Gerais (-1,8%) e São Paulo (-1,5%) apresentaram os demais resultados negativos em dezembro.

Mais sobre a pesquisa

A PIM Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativas e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 17 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 0,5% no total do valor da transformação industrial nacional e para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste.

Os resultados da pesquisa também podem ser consultados no Sidra, o banco de dados do IBGE. A próxima divulgação da PIM Regional, relativa a janeiro de 2025, será em 18 de março.

FONTE: Guararema News
Produção industrial em SC teve maior alta do País entre novembro e dezembro – Guararema News

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