Exportação

Exportações do Brasil para a União Europeia crescem US$ 3 bilhões no primeiro semestre de 2026

As exportações brasileiras para a União Europeia (UE) registraram forte crescimento nos primeiros meses após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) mostram que, somente em maio e junho de 2026, as vendas brasileiras ao bloco aumentaram US$ 2 bilhões, um avanço de 26% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os dois meses correspondem ao início da aplicação provisória do acordo, que passou a valer em 1º de maio e prevê a redução ou eliminação de tarifas para diversos produtos comercializados entre os dois blocos.

Primeiro semestre registra alta de 12,8% nas exportações

No acumulado de janeiro a junho de 2026, o Brasil exportou US$ 26,9 bilhões para os países da União Europeia, resultado 12,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Em valores absolutos, o crescimento foi de US$ 3 bilhões. Desse total, cerca de dois terços foram concentrados justamente nos meses de maio e junho, indicando os primeiros efeitos positivos da implementação provisória do acordo comercial.

Acordo ainda aguarda aprovação definitiva

Embora já produza efeitos nas relações comerciais, o acordo Mercosul-UE ainda depende da aprovação do Tribunal de Justiça da União Europeia e do Parlamento Europeu para entrar em vigor de forma definitiva.

Enquanto isso, empresas brasileiras já começam a aproveitar as vantagens proporcionadas pela redução de tarifas em diversos segmentos exportadores.

Sul do Brasil concentra maior potencial de novos exportadores

Além do aumento nas vendas externas, a ApexBrasil mapeou o potencial de expansão das exportações por estado, identificando oportunidades para empresas que ainda podem ingressar no mercado europeu.

A Região Sul aparece como a principal beneficiada pelo acordo, concentrando o maior número de oportunidades para novos negócios.

Os estados com maior potencial identificado são:

  • Santa Catarina: 167 oportunidades;
  • São Paulo: 127;
  • Paraná: 76;
  • Rio Grande do Sul: 74;
  • Ceará: 69;
  • Bahia: 67;
  • Pernambuco: 53;
  • Maranhão: 13;
  • Alagoas: 13;
  • Piauí: 7.

Segundo a ApexBrasil, o levantamento reforça o potencial de ampliação das exportações brasileiras para o mercado europeu, especialmente em estados com forte presença da indústria e do agronegócio.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

Lei da Reciprocidade orienta resposta do Brasil ao tarifaço dos EUA e governo prepara pacote de apoio

O governo federal reforçou que a Lei da Reciprocidade não tem caráter de retaliação aos Estados Unidos, mas representa um mecanismo legal para responder a medidas consideradas prejudiciais ao comércio brasileiro. A declaração foi feita nesta terça-feira (21) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, após reunião com representantes dos setores impactados pelas novas tarifas anunciadas pelo governo norte-americano.

Segundo Alckmin, o objetivo da legislação é restabelecer condições de equilíbrio nas relações comerciais entre os dois países, sem estimular uma escalada de conflitos econômicos. “A ideia não é retaliação. A reciprocidade busca corrigir uma situação em que o Brasil está sendo prejudicado”, afirmou.

A reunião contou também com a participação do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, que apresentou as ações em estudo para reduzir os impactos sobre os exportadores brasileiros.

Governo estrutura resposta em três frentes

A estratégia do Executivo diante do novo tarifaço dos Estados Unidos está baseada em três pilares principais:

  • apoio financeiro às empresas afetadas;
  • ampliação de mercados internacionais para as exportações brasileiras;
  • diálogo permanente com os setores produtivos para avaliar os impactos das medidas.

As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos preveem uma alíquota de 25% sobre produtos brasileiros, com possibilidade de um acréscimo de 12,5% em determinados casos. Caso isso ocorra, aproximadamente 18% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano, equivalentes a cerca de US$ 7,4 bilhões, poderão ser afetadas.

Pacote prevê crédito e flexibilização para exportadores

Entre as iniciativas em análise está a oferta de linhas de financiamento por meio do programa Brasil Soberano, destinadas ao capital de giro e investimentos das empresas prejudicadas pelas novas tarifas. Outra medida avaliada é a flexibilização temporária das regras do drawback, regime que concede isenção, suspensão ou restituição de tributos para insumos utilizados na produção de bens exportados.

A proposta busca garantir mais prazo para que empresas que perderem mercado nos Estados Unidos cumpram seus compromissos de exportação sem perder os benefícios fiscais. O governo também discute ajustes temporários nas exigências relacionadas à manutenção de empregos para empresas que eventualmente recebam apoio emergencial.

Para Márcio Elias Rosa, a prioridade é reduzir os impactos sobre a indústria nacional. “O governo brasileiro precisa agir para socorrer os setores afetados e adotar medidas capazes de amenizar os prejuízos provocados por uma decisão considerada injustificada”, destacou o ministro.

Diversificação de mercados ganha prioridade

Além das medidas internas, a ApexBrasil intensificará as ações para ampliar a presença dos produtos brasileiros em novos mercados internacionais.

Entre os destinos considerados estratégicos estão:

  • Índia;
  • México;
  • Singapura;
  • Japão;
  • países do Sudeste Asiático.

O governo também pretende acelerar as negociações dos acordos comerciais entre Mercosul e União Europeia, Mercosul e EFTA e Mercosul e Singapura, como forma de ampliar oportunidades para os exportadores brasileiros.

A avaliação é que a diversificação dos mercados pode reduzir a dependência das vendas para os Estados Unidos, especialmente em segmentos industriais de maior valor agregado.

Setores mais afetados pelas tarifas

Os segmentos que concentram maior exposição às novas tarifas incluem:

  • eletroeletrônicos;
  • máquinas e equipamentos;
  • autopeças;
  • calçados;
  • outros produtos industriais exportados para o mercado norte-americano.

Segundo o governo, os Estados Unidos são atualmente o principal destino das exportações brasileiras de eletroeletrônicos e respondem por cerca de 25% das vendas externas do setor de máquinas e equipamentos.

Próximos passos

O Executivo trabalha com um cronograma para definir as medidas de resposta. Na próxima sexta-feira, é aguardada uma posição oficial do governo norte-americano sobre a possível aplicação adicional de 12,5% de tarifa em produtos brasileiros ligados a acusações de trabalho forçado. Já no dia 29 de julho, entra em vigor a sobretaxa de 25% para mercadorias brasileiras que já estiverem em trânsito para os Estados Unidos.

Até essa data, o Ministério do Desenvolvimento pretende concluir reuniões com representantes dos setores de plásticos, máquinas, veículos, autopeças, borracha e calçados, consolidando um diagnóstico dos impactos para definir o pacote final de apoio. Também está prevista uma missão comercial à Índia, com foco na abertura de novas oportunidades para fabricantes brasileiros, especialmente da indústria de máquinas e equipamentos.

Fonte: Agência Brasil.

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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Informação

Exportações de minerais críticos do Brasil somam US$ 11,4 bilhões em 2025, aponta ApexBrasil

O Brasil alcançou US$ 11,4 bilhões em exportações da cadeia de minerais críticos em 2025, segundo um estudo técnico divulgado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Desse total, US$ 4,3 bilhões tiveram como destino a União Europeia, que respondeu por 37,6% das exportações brasileiras dos nove minerais analisados.

A publicação, lançada nesta terça-feira (14), apresenta a versão em português do levantamento e destaca oportunidades de cooperação entre Brasil e União Europeia em um segmento considerado estratégico para ambas as economias.

Estudo destaca minerais estratégicos para a transição energética

A análise contempla nove minerais críticos considerados essenciais para o desenvolvimento industrial e tecnológico: cobre, nióbio, silício, níquel, lítio, grafite, terras raras, fosfato e potássio.

Além de avaliar o desempenho das exportações, o estudo também mapeia os fluxos comerciais dessas cadeias produtivas, identifica instrumentos de incentivo governamental e reúne projetos aptos a receber investimentos internacionais.

Brasil amplia papel como fornecedor estratégico

Com reservas expressivas de diversos desses recursos naturais, o Brasil reforça sua posição como fornecedor estratégico para atender ao crescimento da demanda global impulsionada pela transição energética, pela digitalização da economia e pelo fortalecimento das cadeias globais de suprimentos.

O levantamento aponta que a busca da União Europeia por diversificar seus fornecedores cria um ambiente favorável para novas parcerias com o Brasil. Entre os fatores que fortalecem esse cenário estão iniciativas europeias como o Critical Raw Materials Act (CRMA), o programa Global Gateway e a European Raw Materials Alliance (ERMA), além da conclusão do acordo entre Mercosul e União Europeia.

Outro diferencial destacado é a matriz energética renovável brasileira, que aumenta a atratividade do país para investimentos de longo prazo voltados ao desenvolvimento da cadeia de minerais estratégicos.

Investimentos devem impulsionar agregação de valor

O relatório ressalta que as oportunidades vão além da extração mineral. Há potencial para ampliar etapas como processamento, refino, transformação industrial e fabricação de produtos de maior valor agregado dentro do território brasileiro.

Para estimular esses investimentos, o país conta com diferentes mecanismos de financiamento, incluindo linhas de crédito do BNDES, da Finep, debêntures incentivadas e programas ligados à Nova Indústria Brasil (NIB) e ao Novo PAC.

Projetos abrangem diferentes fases da cadeia mineral

Em parceria com o IBRAM, a ApexBrasil estruturou um portfólio de oportunidades voltado a investidores estrangeiros. Os projetos contemplam desde atividades de pesquisa e exploração mineral até etapas de beneficiamento químico e industrial.

Entre os segmentos considerados mais promissores para atração de recursos e transferência de tecnologia estão terras raras, grafite, cobre, níquel, cobalto e potássio, apontados como prioritários para os próximos anos.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vantoen Pereira Jr

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Comércio Internacional

Tarifaço dos EUA reduz participação americana nas exportações brasileiras e fortalece a China

Um ano depois da imposição do tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, anunciada em 9 de julho de 2025 pelo presidente Donald Trump, o comércio exterior do Brasil apresenta uma mudança significativa. A participação norte-americana nas exportações brasileiras caiu ao menor nível desde o início da série histórica da balança comercial, enquanto a China ampliou sua liderança como principal destino dos produtos nacionais.

Levantamento da Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil) mostra que, no primeiro semestre de 2026, a fatia dos Estados Unidos nas exportações do país recuou de 12,1% para 9,4%, uma redução de 2,7 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior.

No sentido contrário, a participação chinesa aumentou de 28,9% para 31,5%, consolidando quase um terço de todas as vendas externas brasileiras.

Exportações para os EUA caem enquanto outros mercados avançam

Os embarques brasileiros destinados aos Estados Unidos somaram US$ 17,4 bilhões entre janeiro e junho de 2026, representando retração de 13% na comparação anual.

O desempenho contrasta com a expansão das exportações para outros mercados relevantes. As vendas para a China cresceram 21,9%, enquanto os embarques destinados à União Europeia avançaram 12,8%. No total, as exportações brasileiras registraram crescimento de 11,5% no período.

Mesmo permanecendo como o segundo maior parceiro comercial do Brasil, os Estados Unidos perderam espaço nas transações internacionais. A Argentina continua na terceira posição, apesar de também registrar redução em sua participação.

Outro dado apontado pelo estudo indica que o Brasil manteve déficit comercial com os Estados Unidos. No semestre, as importações superaram as exportações em aproximadamente US$ 1,5 bilhão.

Além disso, tanto as vendas quanto as compras entre os dois países recuaram 13%, reduzindo a participação norte-americana na corrente total de comércio para 11,1%, o menor índice desde 1997.

Produtos brasileiros ainda enfrentam barreiras tarifárias

Segundo o Painel de Medidas Tarifárias dos EUA, divulgado nesta semana pela ApexBrasil, cerca de 25% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano continuam sujeitas a tarifas entre 12,5% e 25%.

Outros 20% dos produtos permanecem enquadrados na Seção 232, legislação que estabelece restrições para setores considerados estratégicos pelos Estados Unidos, como aço, alumínio, automóveis, autopeças e derivados de cobre.

Entre os segmentos mais impactados estão os de couro e revestimentos cerâmicos, além de produtos com forte dependência do mercado americano, como mel, sebo bovino, filé de tilápia e madeiras de coníferas.

Empresas ampliam presença em novos mercados internacionais

Como resposta às restrições comerciais, a ApexBrasil intensificou ações de promoção internacional.

De acordo com a agência, foram realizadas mais de 80 iniciativas de apoio às exportações ao longo do último ano, permitindo que 72% das empresas atendidas conquistassem pelo menos um novo mercado consumidor.

Além das ações comerciais, setores produtivos receberam treinamento técnico para participar de consultas públicas e apresentar defesas em processos conduzidos pelas autoridades norte-americanas.

A agência também destaca que a dependência brasileira do mercado dos Estados Unidos já vinha diminuindo nas últimas duas décadas. Em 2005, os norte-americanos absorviam 19% das exportações nacionais; em 2025, essa participação havia recuado para 11%.

Nesse mesmo período, a China tornou-se o principal parceiro comercial de 14 estados brasileiros, enquanto os Estados Unidos passaram a liderar as exportações de apenas seis unidades da federação.

Café e frutas buscam recuperar espaço no mercado americano

O café brasileiro foi um dos produtos mais afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. As exportações de café verde registraram queda de 35% no primeiro semestre.

Após negociações, o produto in natura passou a integrar a lista de exceções tarifárias no fim de 2025, enquanto o setor continua buscando o mesmo tratamento para o café solúvel.

Segundo representantes do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), existe expectativa de recuperação das vendas ao mercado americano com o avanço da colheita deste ano e a possibilidade de ampliação da lista de produtos isentos.

Ao mesmo tempo, as exportações de café para a Europa ganharam força. A participação do continente nas vendas do setor subiu de 43% para 54%, com a Alemanha ultrapassando os Estados Unidos como principal comprador.

O segmento de frutas também diversificou seus destinos. Produtores ampliaram negócios com países da Ásia, especialmente Índia e mercados do Sudeste Asiático.

Enquanto a manga obteve isenção das tarifas, as exportações de uva seguem submetidas às sobretaxas impostas pelos Estados Unidos.

Incerteza permanece nas relações comerciais

Dados da Amcham Brasil apontam que os produtos brasileiros sujeitos às tarifas registraram retração de 20,5% nas exportações nos últimos 12 meses.

No primeiro semestre de 2026, as vendas de itens sobretaxados caíram 17%, enquanto os produtos não atingidos pelas medidas tiveram redução de 9%.

Atualmente, permanecem em vigor tarifas adicionais previstas nas Seções 122 e 232 da legislação comercial norte-americana, enquanto investigações conduzidas com base na Seção 301 continuam em andamento, mantendo incertezas sobre a evolução das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

FONTE: O Tempo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mandel Ngan/AFP

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Exportação

Elas Exportam inicia nova edição com 117 empreendedoras e fortalece a internacionalização feminina

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), deu início à sexta edição do Programa Elas Exportam, iniciativa que incentiva a participação de empresas lideradas por mulheres no comércio exterior.

Nesta edição, 117 empreendedoras foram selecionadas para participar de uma jornada de capacitação e mentoria voltada ao desenvolvimento de estratégias para ampliar a presença de seus negócios no mercado internacional.

Mentorias e capacitação impulsionam empresas lideradas por mulheres

Ao longo do programa, cada participante contará com o acompanhamento de uma mentora especializada em exportação e negócios internacionais. A programação reúne conteúdos técnicos, atividades práticas e orientações estratégicas para preparar as empresas para competir em mercados globais.

Segundo a diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, a iniciativa integra uma trilha de desenvolvimento que acompanha as empresas desde a capacitação até a promoção comercial, fortalecendo a inserção dos produtos brasileiros no exterior.

A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, destacou que o programa já se consolidou como uma importante política pública para ampliar a participação feminina no comércio internacional e tornar esse ambiente mais inclusivo.

Nova edição amplia setores atendidos

Entre as novidades deste ano está a expansão da programação, que passa a oferecer mais encontros coletivos, conteúdos voltados ao desenvolvimento socioemocional e à gestão estratégica, além do fortalecimento das parcerias institucionais.

Outra inovação é a criação de vagas específicas para empresas dos setores de tecnologia da informação, audiovisual e games, ampliando o alcance da iniciativa para segmentos de alto potencial de crescimento.

Procura pelo programa cresce em todo o Brasil

O interesse pelo Elas Exportam aumentou significativamente nesta edição. O programa recebeu quase 600 manifestações de interesse de empreendedoras e contabilizou 374 inscrições para o Banco de Mentoras.

As participantes representam todas as regiões do país, sendo que aproximadamente 30% das selecionadas são dos estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, reforçando o compromisso com a diversidade regional.

Programa já beneficiou centenas de empresas

Desenvolvido dentro da Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE), o programa conta com o apoio do Banco do Brasil, Sebrae, INPI e de diversas instituições parceiras que contribuem com mentorias e capacitações.

Desde sua criação, o Elas Exportam já apoiou 219 empresas e reuniu 196 mentoras, formando uma ampla rede de incentivo ao empreendedorismo feminino e à internacionalização de pequenos e médios negócios.

Em 2025, a iniciativa recebeu reconhecimento internacional ao conquistar o Prêmio Igualdade de Gênero no Comércio, concedido pela Organização Mundial do Comércio (OMC), na categoria dedicada às mulheres empreendedoras.

Com o avanço de cada edição, o programa fortalece o ambiente de apoio às empresárias brasileiras, ampliando as oportunidades para que mais negócios liderados por mulheres conquistem espaço no mercado global.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Exportação

Etanol de milho ganha padrão oficial e fortalece exportações brasileiras

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) oficializaram uma portaria conjunta que estabelece, pela primeira vez, critérios nacionais de identidade e qualidade para produtos derivados da biorrefinaria de milho e de outros cereais destinados à alimentação animal.

A medida foi anunciada durante o lançamento do Plano Safra e regulamenta o DDG (grãos secos de destilaria), principal coproduto obtido na fabricação do etanol de milho.

Medida amplia segurança jurídica e incentiva exportações

A nova regulamentação atende a uma antiga demanda da cadeia de biocombustíveis e cria um marco regulatório para o setor.

Com a definição de padrões oficiais de qualidade, a expectativa é ampliar a segurança jurídica para indústrias e produtores, fortalecer a credibilidade dos produtos brasileiros no mercado internacional e facilitar a abertura de novos mercados para exportação.

Além de aumentar a competitividade da cadeia produtiva, a padronização contribui para consolidar o Brasil como fornecedor de derivados do milho com qualidade reconhecida.

Grupo de trabalho avaliará impactos do El Niño no campo

Durante o mesmo evento, o Ministério da Agricultura também anunciou a criação de um grupo de trabalho voltado ao monitoramento dos efeitos do El Niño sobre a produção agropecuária.

O comitê será formado por representantes do Mapa, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Embrapa, com a missão de analisar os impactos climáticos provocados pelo fenômeno e desenvolver estratégias de adaptação para reduzir riscos à produção rural.

A iniciativa busca fortalecer o planejamento do setor agropecuário diante de eventos climáticos extremos e ampliar a capacidade de resposta dos produtores.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Comércio Exterior

Austrália abre 324 oportunidades de exportação para empresas brasileiras, aponta ApexBrasil

Um estudo técnico da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) identificou 324 oportunidades de exportação para empresas brasileiras interessadas em ampliar sua atuação na Austrália. O levantamento, intitulado Perfil de Comércio e Investimentos – Austrália, apresenta um panorama de uma das maiores economias da região, com PIB de US$ 1,8 trilhão e consumo interno estimado em US$ 1,4 trilhão.

Os dados também mostram a relevância da relação comercial entre os dois países. Em 2025, a corrente de comércio alcançou US$ 1,8 bilhão, sendo que as exportações brasileiras responderam por US$ 777,4 milhões desse total.

Café brasileiro lidera as exportações

O principal produto brasileiro vendido ao mercado australiano é o café não torrado, responsável por 24,2% das exportações para o país.

O desempenho é impulsionado pelo perfil de consumo dos australianos, que apresentam forte demanda por cafés do tipo expresso e bebidas preparadas à base de café com leite.

Setor industrial também apresenta potencial de crescimento

Além do agronegócio, o estudo aponta espaço para ampliar a presença de produtos industrializados brasileiros na Austrália. Os investimentos locais em habitação e infraestrutura devem impulsionar a demanda por diferentes segmentos da indústria.

Entre os setores com maior potencial de expansão estão veículos ferroviários e rodoviários, medicamentos, equipamentos para engenharia civil, celulose, materiais de construção, máquinas elétricas, motocicletas e aeronaves.

Benefícios tarifários favorecem empresas brasileiras

Outro fator que fortalece a competitividade dos produtos nacionais é o acesso da Austrália ao Sistema Geral de Preferências (SGP), por meio do Australian System of Tariff Preferences (ASTP).

Como o Brasil está enquadrado na categoria Developing Country Status (DCS), empresas brasileiras podem obter tarifas reduzidas em determinadas linhas de importação, tornando seus produtos mais competitivos no mercado australiano.

Investimentos australianos avançam no Brasil

A relação entre os dois países também cresce na área de investimentos. Em 2024, o estoque de investimento direto da Austrália no Brasil atingiu US$ 7,2 bilhões, colocando o país como a 23ª maior origem de capital estrangeiro na economia brasileira.

Os recursos estão concentrados principalmente em projetos de mineração, transição energética, exploração de minerais estratégicos em Minas Gerais e iniciativas voltadas ao hidrogênio verde e às energias renováveis nos estados do Ceará e do Rio de Janeiro.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul-União Europeia abre uma nova porta para as exportações, mas quem está preparado para atravessá-la?

Evento Conexões Produtivas apresenta oportunidades para Santa Catarina e reforça que preparação será decisiva para transformar o acordo em negócios

Foram 26 anos de negociações até que o acordo entre Mercosul e União Europeia chegasse ao ponto de abrir uma das maiores áreas de livre comércio do mundo. Agora, com um mercado de aproximadamente 450 milhões de consumidores ao alcance das empresas brasileiras, uma nova etapa começa. Com a aplicação provisória do tratado de livre comércio em vigor desde dia 1º de maio de 2026, a grande questão passou a ser: quem está preparado para aproveitar essa oportunidade?

Essa reflexão deu o tom do painel “Oportunidades para a Indústria no Acordo Mercosul-União Europeia”, apresentado durante o Conexões Produtivas, realizado nesta terça-feira (30), no Porto de Itajaí. O evento reuniu representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Sebrae e lideranças do setor produtivo para discutir como transformar o acordo em aumento real das exportações brasileiras. Segundo os especialistas, o maior o desafio a partir de agora está na capacidade, e no interesse, das empresas em atender às exigências técnicas, comerciais e estratégicas impostas pelo novo cenário.

Gustavo Ribeiro – gerente de inteligência de mercado ApexBrasil apresentou dados Painel de Oportunidades para Santa Catarina. (Foto: Daiana Brocardo / ReConecta News)

Santa Catarina tem mais de 800 oportunidades identificadas

Durante o encontro, a ApexBrasil apresentou o Painel de Oportunidades para Santa Catarina, um estudo que identificou 805 oportunidades de exportação para empresas catarinenses. Segundo Gustavo Ribeiro – gerente de inteligência de mercado ApexBrasil,desse total, cerca de 600 oportunidades estão concentradas na indústria, enquanto aproximadamente 150 pertencem ao agronegócio, abrangendo segmentos em que o estado já possui alta competitividade, como máquinas e equipamentos, metalmecânico, móveis, papel e celulose, têxtil, alimentos e fruticultura.

Os números mostram que existe um potencial muito maior e que vai além. Em 2025, Santa Catarina exportou US$ 12,197 bilhões, sendo US$ 1,356 bilhão destinados à União Europeia, desempenho que ainda está abaixo da média nacional de participação desse mercado, indicando espaço significativo para crescimento.

Mais do que redução de tarifas

Grande parte das discussões sobre o acordo está ficado na redução de impostos de importação europeus. Mas os especialistas presentes no evento destacaram que o impacto vai muito além das tarifas. Dos aproximadamente 9.300 produtos contemplados pelo acordo, mais da metade das linhas tarifárias da União Europeia já passam a contar com tarifa zero ou reduzida desde a entrada em vigor provisória do tratado. Outros 25% terão redução gradual entre quatro e sete anos.

Para Gustavo Ribeiro, gerente de inteligência de mercado da ApexBrasil, isso muda a lógica das decisões empresariais. Segundo ele, as empresas passam a reavaliar fatores como localização de fábricas, cadeias produtivas e estratégias de investimento, uma vez que o acesso facilitado ao mercado europeu passa a integrar o cálculo de competitividade das organizações. O Brasil reúne vantagens como estabilidade econômica, inflação controlada e baixo desemprego, fatores que também influenciam esse movimento.

Painel trouxe a experiência de empresas catarinenses nas exportações para a União Europeia.
(Foto: Giovana Santos / ReConecta News)

Preparação será o diferencial

Se o acesso ao mercado europeu ficou mais perto, o mesmo não acontece com as exigências para competir nele. O acordo estabelece regras de origem mais rigorosas, prevê mecanismos de autocertificação, amplia a proteção das indicações geográficas, facilita habilitações sanitárias e cria oportunidades em compras governamentais, serviços e investimentos. Também reforça requisitos relacionados à rastreabilidade, sustentabilidade e conformidade regulatória. Além disso, cada um dos 27 países do bloco europeu tem particularidades regulatórias, tributárias, comerciais e culturais.

Na prática, isso significa que apenas empresas preparadas para atender aos padrões internacionais conseguirão aproveitar os benefícios do tratado. Segundo a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, a própria Secretaria já disponibilizou manuais técnicos para orientar empresários sobre regras de origem, desgravação tarifária e indicações geográficas, demonstrando que conhecimento passa a ser tão importante quanto capacidade produtiva.

Secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, falou sobre as oportunidades e preparação para esse novo momento. (Foto: Daiana Brocardo / ReConecta News)

PEIEX – Programa de Qualificação para Exportação

Uma das iniciativas para ajudar as empresas a aproveitarem essas oportunidades, é o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), oferecido pela ApexBrasil junto com o Sebrae. A iniciativa prepara empresas que desejam começar a exportar ou ampliar sua atuação no mercado internacional. Por meio de consultorias e orientações gratuitas, o programa ajuda empresários a organizar processos, conhecer melhor o mercado externo e se preparar para atender às exigências de compradores de outros países.

Para participar, a empresa deve procurar a unidade do PEIEX responsável por sua região e realizar a inscrição quando houver vagas abertas. O atendimento é gratuito e voltado, principalmente, para micro, pequenas e médias empresas com potencial para exportar.

Conectar empresas para gerar negócios

O diretor de Gestão Corporativa da ApexBrasil, Floriano Pesaro, afirmou que o objetivo do Conexões Produtivas é justamente aproximar empresários dos instrumentos capazes de transformar oportunidades em exportações efetivas. Segundo ele, o acordo abre um novo mercado, reduz barreiras tarifárias e cria condições para ampliar a competitividade da indústria brasileira no exterior. “Nós vamos conectando pessoas, agentes públicos, não governamentais e grandes, pequenos e médios empresários para que possamos todos juntos aproveitar essa janela imensa que se abre com o acordo.”

Pesaro também destacou que Santa Catarina foi escolhida para sediar a segunda edição nacional do evento pela relevância de sua indústria de transformação e pela importância estratégica do complexo portuário de Itajaí para a logística brasileira.

A porta está aberta: próximo passo depende das empresas.

Depois de mais de duas décadas de negociações, o acordo Mercosul-União Europeia deixa de ser apenas uma conquista diplomática para se tornar um desafio empresarial. As barreiras tarifárias começam a cair. Novos mercados passam a ficar mais acessíveis. Instituições públicas oferecem ferramentas, estudos e apoio técnico.

Mas nenhuma dessas iniciativas substitui aquilo que será decisivo nos próximos anos: investimento em inovação, adequação às normas internacionais, inteligência comercial e planejamento estratégico.

A porta para a Europa está aberta.

Agora, a resposta para o questionamento trazido durante o Conexões Produtivas dependerá de cada empresa brasileira: quem, de fato, está preparado para atravessá-la?

TEXTO: ReConecta News

IMAGEM DE CAPA: Porto de Itajaí

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Sustentabilidade

Fundo Amazônia alcança R$ 1,3 bilhão anuais e reforça parceria com ApexBrasil na promoção da bioeconomia

O Fundo Amazônia celebrou um novo ciclo de expansão ao atingir a marca de R$ 1,3 bilhão em projetos aprovados por ano, consolidando sua maior capacidade de investimento desde a criação. O balanço foi apresentado durante a 36ª reunião do Comitê Orientador do Fundo Amazônia (COFA), realizada em Brasília, com participação de representantes do governo federal, sociedade civil e instituições parceiras.

O fundo, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), já soma 153 projetos aprovados e cerca de R$ 5,3 bilhões em doações acumuladas. A iniciativa também ampliou sua atuação para mais de 650 organizações, alcançando 169 Terras Indígenas, 192 Unidades de Conservação e aproximadamente 260 mil pessoas.

Desde 2023, o volume anual de aprovações cresceu de cerca de R$ 300 milhões para R$ 1,3 bilhão, marcando uma fase de fortalecimento das políticas de conservação ambiental, desenvolvimento sustentável e apoio às comunidades da Amazônia.

Parceria com ApexBrasil reforça imagem internacional do Brasil sustentável

A integração entre o Fundo Amazônia e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) tem sido apontada como estratégica para a consolidação da imagem do país no exterior.

Segundo a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, a parceria contribui para posicionar o Brasil como referência em economia verde, inovação e sustentabilidade. A articulação busca integrar a agenda ambiental às ações de promoção internacional da bioeconomia brasileira e dos produtos amazônicos.

Produtos da Amazônia ganham espaço no mercado internacional

A ApexBrasil também desempenha papel direto na internacionalização de iniciativas apoiadas pelo fundo. De acordo com a gerente de Relações Institucionais e Governamentais da agência, Carla Duarte, pelo menos três cooperativas beneficiadas pelo Fundo Amazônia já conseguiram acessar mercados internacionais.

A estratégia inclui ações de dupla via: levar produtos amazônicos ao exterior e, ao mesmo tempo, atrair compradores estrangeiros para conhecer os modelos produtivos da região.

Esse movimento busca demonstrar que a produção sustentável na Amazônia pode ser compatível com a preservação da floresta e gerar novas oportunidades de renda para comunidades locais.

Fundo Amazônia amplia apoio e recebe novos aportes internacionais

Durante a reunião do COFA, foi informado que o Fundo Amazônia conta atualmente com 653 organizações apoiadas direta ou indiretamente, além de nove países doadores, entre eles Alemanha, Estados Unidos, Dinamarca, Suíça, Japão, União Europeia, Reino Unido e Irlanda.

Os três últimos anunciaram novos aportes que somam R$ 600 milhões, reforçando o papel internacional do fundo como instrumento de financiamento climático.

Tereza Campello destacou que o fundo vive um momento de retomada e expansão, após anos de retração, ampliando sua capacidade de investimento e fortalecendo sua atuação em políticas ambientais e sociais.

Novas iniciativas e premiação para projetos sustentáveis

Como parte das ações de incentivo, seguem abertas até 6 de julho as inscrições para o Prêmio Fundo Amazônia – Conhecer e Reconhecer. A iniciativa selecionará 50 projetos, sendo:

  • 15 iniciativas de organizações indígenas
  • 15 de comunidades quilombolas
  • 20 de outros povos e comunidades tradicionais

Cada projeto premiado receberá R$ 50 mil, totalizando R$ 2,5 milhões em repasses.

Fundo Amazônia reforça transparência e governança

O fundo também foi destacado por seu alto nível de controle institucional. Segundo a direção do BNDES, a iniciativa é uma das mais auditadas do país, passando por avaliações do Tribunal de Contas da União, da Controladoria-Geral da União e auditorias independentes.

Os resultados, segundo a gestão, reforçam a efetividade dos projetos e sua relevância tanto no cenário nacional quanto internacional.

Agenda estratégica integra governo, sociedade e organismos internacionais

A reunião contou com representantes de diversos ministérios, incluindo Meio Ambiente e Mudança do Clima, Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Ciência, Tecnologia e Inovação, Justiça e Segurança Pública, além da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e membros da sociedade civil.

Na programação, os participantes também visitaram a exposição “Afluentes: caminhos e histórias do Fundo Amazônia”, em Brasília, em uma agenda que antecedeu o evento comemorativo “Fundo Amazônia 18 Anos: Resultados que Transformam”.

Sustentabilidade e desenvolvimento seguem como eixo central

Com a ampliação dos investimentos e o fortalecimento de parcerias como a da ApexBrasil, o Fundo Amazônia reforça sua posição como um dos principais instrumentos globais de apoio à conservação ambiental, à inclusão social e ao desenvolvimento da bioeconomia na Amazônia.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: apexBrasil

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Comércio Exterior

Comércio Brasil-Argentina movimenta US$ 31 bilhões e amplia oportunidades para exportadores brasileiros

O intercâmbio comercial entre Brasil e Argentina alcançou aproximadamente US$ 31 bilhões em 2025, consolidando o país vizinho como um dos principais parceiros econômicos do Brasil. Os dados fazem parte do novo Perfil de Comércio e Investimentos – Argentina, divulgado pela ApexBrasil, que destaca o fortalecimento da integração regional e o crescimento das oportunidades para empresas brasileiras.

Atualmente, a Argentina ocupa a posição de terceiro maior destino das exportações brasileiras no mundo e segue como o principal parceiro comercial do Brasil dentro do Mercosul.

Economia argentina em recuperação favorece exportações

Segundo o levantamento, a economia argentina registrou crescimento de 4,4% em 2025, impulsionada principalmente pelos setores agropecuário, energético e mineral.

A retomada da atividade econômica tem aumentado a demanda por produtos importados, criando um ambiente favorável para a expansão dos negócios brasileiros no mercado argentino. O cenário fortalece a presença de empresas nacionais que buscam ampliar suas vendas internacionais com vantagens logísticas e tarifárias proporcionadas pela proximidade regional.

Exportações brasileiras crescem mais de 30%

As vendas do Brasil para a Argentina somaram US$ 18,1 bilhões em 2025, representando um avanço de 31,4% em relação ao ano anterior.

O desempenho reforça a posição do Brasil como principal fornecedor do mercado argentino, respondendo por 24,3% das importações do país, à frente de grandes economias globais como China e Estados Unidos.

Setor automotivo lidera a pauta comercial

O segmento automotivo continua sendo o principal elo produtivo entre os dois países e lidera as exportações brasileiras para a Argentina.

Entre os produtos com maior participação estão:

  • Veículos de passeio;
  • Caminhões e veículos de carga;
  • Autopeças;
  • Motores automotivos.

Além do setor automotivo, a indústria brasileira também mantém forte presença em áreas de maior valor agregado, incluindo máquinas industriais, equipamentos elétricos, papel, cartão e maquinário agrícola.

ApexBrasil identifica mais de 1.900 oportunidades de negócios

O estudo aponta um amplo potencial de expansão para empresas brasileiras interessadas no mercado argentino. O Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identificou mais de 1.900 possibilidades comerciais para exportadores nacionais.

As oportunidades estão concentradas em segmentos nos quais o Brasil possui elevada competitividade, como:

  • Produtos químicos;
  • Bens manufaturados;
  • Máquinas e equipamentos;
  • Equipamentos de transporte.

O levantamento também destaca espaço para crescimento em áreas como equipamentos médicos, fertilizantes, instrumentos industriais, insumos produtivos e produtos tecnológicos.

Mercosul garante vantagens competitivas para empresas brasileiras

Um dos principais fatores que favorecem o comércio bilateral é a estrutura institucional do Mercosul.

O bloco assegura benefícios tarifários para grande parte dos produtos brasileiros exportados à Argentina, reduzindo custos e ampliando a competitividade das empresas nacionais. Além disso, diversos produtos industriais operam sob regimes específicos que proporcionam maior previsibilidade e estabilidade nas relações comerciais.

Investimentos bilaterais também avançam

A integração entre os dois países não se limita ao comércio de mercadorias. Os investimentos bilaterais também registram crescimento expressivo.

Em 2024, o estoque de investimentos argentinos no Brasil alcançou US$ 2,2 bilhões, avanço de 155,6% em comparação ao ano anterior. Os recursos estão concentrados principalmente nos setores de varejo, indústria, serviços e cadeias ligadas ao segmento automotivo e agroindustrial.

Por outro lado, o Brasil permanece entre os principais investidores estrangeiros na Argentina, com estoque acumulado de aproximadamente US$ 8,6 bilhões distribuídos em diversos setores produtivos da economia.

Mercado argentino segue estratégico para empresas brasileiras

Com a recuperação econômica da Argentina, a ampliação das exportações e as vantagens proporcionadas pelo Mercosul, o mercado argentino continua sendo uma das principais portas de entrada para empresas brasileiras que desejam expandir sua presença internacional.

A combinação de proximidade geográfica, integração produtiva e acordos comerciais fortalece as perspectivas de crescimento para exportadores, cooperativas e indústrias nacionais nos próximos anos.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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