Internacional

Couro brasileiro marca presença na Itália na feira Lineapelle 2026

O couro brasileiro estará em destaque na Itália durante a 107ª edição da Lineapelle, considerada a principal feira internacional da indústria do couro. O evento acontece entre os dias 11 e 13 de fevereiro, em Milão, e contará com a participação de cinco curtumes do Brasil, todos com estandes individuais.

A presença nacional é viabilizada pelo projeto Brazilian Leather, uma iniciativa conjunta do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) e da ApexBrasil, voltada à promoção das exportações brasileiras de couro em mercados estratégicos.

Empresas brasileiras apresentam tendências para o Verão 2027

Os curtumes Couro e Arte, Courovale, Curtume Bolzano, Fuga Couros e Nova Kaeru representam o Brasil na feira. As empresas levam a Milão desenvolvimentos exclusivos para as coleções de moda do Verão 2027, alinhados às diretrizes do comitê de tendências da Lineapelle.

Nesta edição, os expositores foram convidados a priorizar materiais naturais, autenticidade e uma forte experiência sensorial, características que ampliam o potencial criativo do couro e reforçam o posicionamento do produto brasileiro no mercado internacional.

Lineapelle reúne compradores globais e dita tendências

Reconhecida como lançadora de tendências e referência mundial para negócios, a Lineapelle costuma atrair um público altamente qualificado. Em fevereiro de 2025, o evento recebeu quase 25 mil visitantes, sendo 18,8 mil compradores, número que deve se repetir na edição de 2026.

A Itália ocupa papel estratégico no setor coureiro global, atuando como polo de pesquisa, inovação e design, além de ser a maior exportadora mundial de couros.

Itália amplia compras de couro brasileiro com maior valor agregado

No ranking de importadores de couro do Brasil, a Itália ocupa a terceira posição, atrás apenas de China e Hong Kong e dos Estados Unidos. Cerca de 45% do couro exportado ao mercado italiano é classificado como acabado ou semiacabado, produtos com maior valor agregado.

Para fortalecer ainda mais essa relação comercial, o Brazilian Leather promoverá ações de comunicação e marketing durante a Lineapelle, além de divulgar o Fórum CICB de Sustentabilidade, que será realizado em 4 de março, em Novo Hamburgo (RS), durante a Fimec.

Projeto fortalece imagem internacional do couro nacional

O Brazilian Leather atua na consolidação do couro brasileiro nos principais mercados globais, incentivando a participação em feiras internacionais, promovendo missões empresariais e aproximando fornecedores nacionais de compradores estrangeiros.

Já o CICB, fundado em 1957, representa a indústria coureira brasileira e tem a sustentabilidade como eixo central de atuação, com projetos voltados à tecnologia, qualificação profissional, rastreabilidade, promoção comercial e fortalecimento da imagem do setor.

FONTE: Brazilian Leather
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brazilian Leather

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Comércio Exterior

Empresas apoiadas pela ApexBrasil respondem por 44% das exportações brasileiras em 2025

A Agênca Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) divulgou o balanço de 2025 com números recordes e consolidou sua relevância na estratégia de inserção internacional das empresas brasileiras. Ao longo do ano, a instituição apoiou 23.386 empresas, volume 13,5% superior ao registrado em 2024. Desse total, 51,7% são micro e pequenas empresas (MPEs), reforçando o foco na base produtiva nacional.

Do conjunto de empresas atendidas em 2025, 4.859 efetivamente exportaram, movimentando US$ 153,2 bilhões — valor equivalente a 44% de tudo o que o Brasil exportou no ano. O país fechou 2025 com US$ 348,7 bilhões em exportações, dentro de uma corrente de comércio histórica de US$ 629,1 bilhões, com superávit de US$ 68,3 bilhões.

Segundo o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, os resultados refletem o alcance da política de promoção comercial. “A estratégia está chegando a mais empresas, em mais regiões, com impacto direto na competitividade da economia brasileira”, afirmou.

Mais inclusão e ampliação regional

Em 2025, 12.828 empresas participaram de ações da ApexBrasil como novos clientes, representando 54,9% do total atendido no ano. Entre as micro e pequenas empresas, 12.084 foram apoiadas, crescimento de 8,2% em relação a 2024.

A agenda de inclusão também avançou de forma consistente. O número de empresas lideradas por mulheres chegou a 5.244, alta de 29,4%, impulsionada pelo programa Mulheres e Negócios Internacionais (MNI). Já a política de interiorização ampliou o alcance da Agência nas regiões Norte e Nordeste, que concentraram 4.892 empresas apoiadas, o equivalente a 20,9% do total.

Para a diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Paula Repezza, os dados comprovam a efetividade da estratégia institucional. “Ao apoiar mais de 23 mil empresas e contribuir para quase metade das exportações do país, a Agência reforça seu papel como parceira estratégica do setor produtivo”, destacou.

Programa Exporta Mais Brasil impulsiona negócios

O Exporta Mais Brasil foi um dos destaques de 2025. O programa realizou 14 edições em todas as regiões do país, conectando 688 empresas brasileiras a 166 compradores internacionais, provenientes de 52 países. A expectativa de negócios gerada alcançou R$ 386,7 milhões.

Desde 2023, o programa soma 42 edições, com a participação de 1.563 empresas e 471 compradores de 76 países, acumulando mais de R$ 940 milhões em expectativas comerciais. Para 2026, a previsão é realizar 85 novas edições, ampliando o modelo que traz compradores internacionais ao Brasil para negociações diretas com produtores locais.

Presença em feiras internacionais estratégicas

Ao longo de 2025, a ApexBrasil viabilizou a participação de empresas brasileiras em 32 feiras internacionais, consideradas estratégicas para diversos setores. Mais de 380 exportadoras marcaram presença em eventos globais, especialmente nas áreas de agronegócio, alimentos e bebidas.

As ações possibilitaram o contato com 3.605 compradores internacionais, de 113 países, em articulação com os escritórios e representações da Agência no exterior, ampliando oportunidades comerciais e abrindo novos mercados.

Expansão da presença nacional e internacional

A estrutura da ApexBrasil também foi ampliada. No Brasil, a Agência passou de 5 para 8 escritórios, com a inauguração de novas unidades em Mato Grosso (MT) e Bahia (BA), além de uma nova estrutura em São Paulo. Para 2026, está prevista a abertura de um espaço em Minas Gerais (MG).

No exterior, a presença avançou de 10 para 19 escritórios. Em 2025, foram inauguradas unidades em Nova York, Washington, Lisboa, ASEAN, Nigéria, África Oriental e Shenzhen. Estão em processo de abertura escritórios em Nova Deli e na região da América Central e Caribe.

De acordo com o diretor de Gestão Corporativa, Floriano Pesaro, o desempenho recorde reflete a evolução da governança, da gestão de recursos e do uso de tecnologia. “Esses avanços criam uma base sólida para que a ApexBrasil esteja ainda mais preparada para os desafios de 2026”, avaliou.

Missões internacionais fortalecem a imagem do Brasil

Entre 2023 e 2025, a ApexBrasil participou da organização de 19 missões presidenciais e 5 vice-presidenciais, reunindo mais de 8 mil empresários em fóruns e encontros bilaterais. As agendas passaram por países da América Latina, América do Norte, Ásia, Europa, Oriente Médio e África.

Como resultado, foram assinados mais de 30 instrumentos de cooperação e anunciados R$ 237 bilhões em investimentos. Somente em 2025, ocorreram 10 missões, incluindo visitas a países como Japão, China, Vietnã, França, Nigéria, México, Indonésia, Malásia e Moçambique, reforçando a imagem do Brasil como parceiro confiável e aberto à cooperação internacional.

Na frente de investimentos, a ApexBrasil apoiou 69 projetos em 2025, que somaram US$ 9,92 bilhões em anúncios. Os principais setores atendidos foram serviços financeiros, infraestrutura, energia renovável, petróleo e gás e agronegócio. Ao longo do ano, 365 investidores receberam atendimento, número 30% acima da meta prevista.

Perspectivas da ApexBrasil para 2026

Para 2026, a ApexBrasil projeta ampliar sua atuação, consolidando os avanços obtidos e abrindo novas oportunidades para as empresas brasileiras no comércio internacional. A Agência seguirá fortalecendo ações de qualificação, promoção comercial e atração de investimentos, com foco na diversificação de mercados e no aprofundamento da presença internacional do Brasil.

O objetivo permanece claro: capacitar, orientar e conectar empresas brasileiras a compradores internacionais, promovendo uma inserção externa cada vez mais competitiva, sustentável e inclusiva.

Fonte: ApexBrasil

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: APEX BRASIL

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Comércio Internacional

ApexBrasil vê aumento de riscos para o acordo Mercosul-União Europeia diante de resistência política no bloco

A ApexBrasil avalia que o acordo Mercosul-União Europeia enfrenta um cenário de maior incerteza, impulsionado pelo avanço de resistências políticas dentro do bloco europeu e por um ambiente crescente de escrutínio jurídico. A análise foi apresentada pelo presidente da agência, Jorge Viana, ao comentar o tema em Brasília.

Segundo ele, embora o tratado siga sendo considerado estratégico para as duas regiões, a combinação de oposição política e dúvidas institucionais na Europa pode atrasar ou dificultar sua tramitação.

Um acordo trilionário sob pressão política

De acordo com Viana, o acordo conecta dois blocos que, juntos, somam cerca de US$ 22 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB). Essa magnitude ajuda a explicar a intensidade das disputas internas na União Europeia, especialmente em setores protegidos e em grupos políticos que enxergam riscos competitivos para suas economias nacionais.

O presidente da ApexBrasil destacou que o texto do tratado inclui mecanismos de salvaguarda, criados justamente para reduzir impactos abruptos e evitar distorções de mercado. A intenção, segundo ele, foi construir um acordo equilibrado, capaz de acomodar interesses distintos.

Ainda assim, a resistência política na Europa permanece elevada e cria um ambiente de instabilidade que pode comprometer o avanço da ratificação.

Senado brasileiro promete prioridade em 2026

No plano doméstico, Viana afirmou ter discutido o tema com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em reunião realizada no dia 21 de janeiro. Segundo ele, o compromisso é tratar a aprovação do acordo como prioridade legislativa em 2026.

A sinalização indica uma tentativa de acelerar a tramitação interna e demonstrar engajamento político do Brasil. De acordo com o relato, Alcolumbre teria indicado que o acordo será colocado no topo da pauta quando o Congresso retomar os trabalhos após o recesso.

Coordenação regional como forma de pressão diplomática

Viana também mencionou a possibilidade de articulação com os parlamentos dos demais países do Mercosul para avançar de forma coordenada na aprovação do tratado. Na avaliação da ApexBrasil, esse movimento poderia elevar o custo político de uma demora excessiva do lado europeu.

A estratégia, segundo o dirigente, funcionaria como uma pressão indireta e diplomática, ao demonstrar que a América do Sul estaria pronta para cumprir suas etapas institucionais.

Alinhamento com Alckmin e foco na ratificação interna

O presidente da ApexBrasil afirmou que sua leitura está alinhada à do vice-presidente Geraldo Alckmin, no sentido de acelerar a ratificação interna do acordo. O objetivo seria reduzir incertezas domésticas e reforçar a previsibilidade institucional do Brasil.

Para o governo e para setores exportadores, a priorização legislativa também serve como sinal político de compromisso com a ampliação do comércio e da integração internacional.

Resistência europeia une extremos políticos

Um dos pontos mais sensíveis destacados por Viana é o caráter transversal da oposição ao acordo dentro da União Europeia. Segundo ele, a resistência atravessa diferentes espectros ideológicos.

Setores mais extremos à esquerda e mais extremos à direita acabaram se unindo contra o acordo”, afirmou. Essa convergência amplia o número de atores capazes de bloquear ou retardar decisões, tornando o processo mais imprevisível.

As críticas envolvem temas como agricultura, meio ambiente, indústria, soberania regulatória e protecionismo, o que dificulta a formação de consensos.

Conselho Europeu e revisão jurídica entram no radar

Viana lembrou que o Conselho Europeu era aguardado para se posicionar sobre os próximos passos do acordo, indicando que o tema entrou em uma fase sensível da tramitação europeia. Ele ressaltou que revisões jurídicas são comuns em acordos comerciais do bloco, citando como exemplo o tratado entre União Europeia e Canadá.

Esses processos, no entanto, podem tanto fazer parte do rito institucional quanto funcionar como instrumentos de adiamento diante de pressões políticas internas.

Limites da atuação brasileira

O presidente da ApexBrasil enfatizou que o Brasil não tem como interferir em decisões de cortes europeias nem em eventuais iniciativas de implementação provisória do acordo. Segundo ele, essas definições cabem exclusivamente às instituições da União Europeia.

Nesse sentido, o principal foco de incerteza permanece concentrado na dinâmica política e jurídica do bloco europeu.

O que está em jogo para Mercosul e União Europeia

As declarações de Jorge Viana desenham um cenário em que o Brasil busca avançar internamente para demonstrar compromisso com o acordo Mercosul-União Europeia, enquanto reconhece que o maior obstáculo está do outro lado do Atlântico.

A aposta brasileira em priorizar a tramitação em 2026 tenta reduzir ruídos internos e reforçar a credibilidade do país. Ainda assim, a oposição europeia e o escrutínio jurídico indicam que o caminho até a entrada em vigor do tratado tende a ser mais longo e incerto, condicionado a disputas políticas que fogem ao controle do Mercosul.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Comércio Exterior

Exporta Mais Cooperativas gera R$ 38,9 milhões em expectativas de negócios, aponta ApexBrasil

A ApexBrasil registrou R$ 38,9 milhões em expectativas de negócios durante a edição especial Exporta Mais Cooperativas, realizada em Salvador (BA). A iniciativa integrou o programa Exporta Mais Brasil e marcou o lançamento do Cooperar para Exportar, voltado à ampliação da presença das cooperativas brasileiras no comércio exterior, com foco na agricultura familiar.

Considerada a maior edição já promovida pelo programa, a ação reuniu quase 200 cooperativas, entre rodadas de negócios e atividades de qualificação, consolidando um novo avanço na estratégia de internacionalização do cooperativismo nacional.

Rodadas de negócios conectam cooperativas a compradores internacionais

Nos dias 11 e 12 de dezembro, cerca de 150 cooperativas brasileiras participaram de rodadas de negócios com 30 compradores internacionais, oriundos de 21 países, entre eles Estados Unidos, Canadá, China, França, Itália, Portugal, México, Índia, Argentina e Chile.

Segundo a ApexBrasil, as negociações resultaram em US$ 7,2 milhões em expectativas comerciais, valor equivalente a R$ 38,9 milhões, com projeção de alcançar até R$ 40 milhões.

Internacionalização fortalece renda e desenvolvimento regional

Para o gerente regional da ApexBrasil, Igor Celeste, a edição dedicada às cooperativas teve um papel estratégico. Ele destacou que a internacionalização amplia renda, agrega valor à produção e fortalece o desenvolvimento regional.

“Quando uma cooperativa acessa o mercado internacional, ela leva junto trabalho, inclusão produtiva e sustentabilidade”, afirmou.

Parcerias institucionais ampliam alcance da iniciativa

O evento foi realizado em parceria com o Sebrae e contou com apoio do Governo da Bahia, além de instituições como o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), UNICAFES, OCB, CAR, Unicrab, Unisol e o Consórcio Nordeste.

Cooperar para Exportar amplia apoio às cooperativas

Durante a abertura do evento, a ApexBrasil lançou oficialmente o programa Cooperar para Exportar, desenvolvido em parceria com o Sebrae. A iniciativa prevê ações estruturadas de capacitação, qualificação para exportação e acesso a mercados internacionais, por meio de feiras, missões empresariais e rodadas de negócios promovidas pela Agência.

A expectativa é atender 450 cooperativas em 2026, fortalecendo a base exportadora do cooperativismo brasileiro, especialmente da agricultura familiar.

Programa terá foco em qualificação e promoção comercial

Segundo o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, do total de cooperativas previstas, 200 participarão do Qualifica Exportação, programa de preparação para o comércio exterior. Outras 250 cooperativas terão acesso direto a feiras, eventos internacionais e rodadas de negócios organizadas pela Agência.

“É uma proposta clara, construída coletivamente, para ampliar a presença das cooperativas brasileiras no mercado internacional”, destacou.

Exporta Mais Brasil amplia conexão com o comércio exterior

Criado pela ApexBrasil, o Exporta Mais Brasil tem como objetivo aproximar empreendedores de todas as regiões do país do comércio exterior, conectando produtores brasileiros a compradores estrangeiros.

Desde 2023, o programa já realizou 41 edições, envolvendo 1.413 empresas, sendo 45% lideradas por mulheres, e conectando-as a 441 compradores internacionais de 118 países. Ao todo, foram registradas mais de 8.387 reuniões de negócios, com R$ 901,27 milhões em expectativas comerciais, número que ainda não inclui os resultados da edição dedicada às cooperativas.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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Economia

Acordo Mercosul-União Europeia pode impulsionar exportações do Brasil em até US$ 7 bilhões, projeta Apex.

Agro lidera ganhos com tratado comercial entre os blocos, segundo a agência.

A possível ratificação do acordo Mercosul-União Europeia deve gerar um incremento de até US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras para o mercado europeu. A projeção é da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), que avalia impactos positivos sobre o agronegócio, a indústria e as cadeias de valor do comércio exterior do país.

Após 26 anos de negociações, o tratado tende a consolidar um dos maiores mercados integrados do planeta, reunindo mais de 700 milhões de consumidores e um PIB combinado próximo de US$ 22 trilhões, atrás apenas da economia norte-americana.

União Europeia já é parceiro-chave do Brasil

Atualmente, a União Europeia ocupa a posição de segundo maior parceiro comercial do Brasil, ficando atrás somente da China. O intercâmbio é considerado equilibrado, com volumes semelhantes de exportações e importações.

De acordo com a Apex, mesmo antes da ratificação do acordo, as exportações brasileiras para a Europa cresceram 4%, reflexo da reorganização das cadeias globais e da busca por novos mercados diante do aumento de barreiras comerciais em outras regiões.

Indústria ganha espaço com produtos de maior valor agregado

Os dados da agência mostram que mais de um terço das exportações brasileiras ao bloco europeu é composto por bens industrializados, o que reforça o potencial de expansão em segmentos de maior valor agregado.

No campo industrial, o acordo prevê redução imediata de tarifas para itens como máquinas, equipamentos de transporte, motores, geradores de energia, autopeças e aeronaves. Também devem surgir novas oportunidades para couro, peles, pedras de cantaria, facas, lâminas e produtos químicos.

Agronegócio é o principal beneficiado

No agronegócio, a expectativa é de redução gradual das tarifas, chegando à alíquota zero para diversas commodities, respeitando cotas previamente definidas. Entre os principais produtos brasileiros exportados para a União Europeia estão carne de aves, carne bovina e etanol, setores que tendem a ampliar participação no mercado europeu.

Complementaridade fortalece integração econômica

Para a ApexBrasil, a complementaridade entre as economias é um dos principais trunfos do acordo. Enquanto o Mercosul oferece produção agrícola contínua, a União Europeia reúne alto poder de consumo e demanda industrial sofisticada.

Essa combinação deve estimular o comércio bilateral, aprofundar a integração das cadeias produtivas e gerar efeitos positivos sobre investimentos, competitividade e geração de renda no Brasil.

Fonte: ApexBrasil
Fonte: Redação

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Exportação

Abertura de 500 mercados internacionais impulsiona exportações da agropecuária brasileira

A abertura de mercados internacionais para produtos agropecuários brasileiros alcançou um marco expressivo entre 2023 e 2025. Nesse período, mais de 500 novos mercados foram habilitados, resultado do trabalho integrado do governo federal, da diplomacia brasileira e da competitividade da produção nacional. A expansão já representa US$ 3,4 bilhões em exportações efetivadas.

O anúncio foi feito durante a inauguração da sede própria da ApexBrasil, em Brasília, evento que também simbolizou o avanço da promoção comercial brasileira no exterior e a ampliação do acesso do país a novos destinos comerciais.

Estratégia integrada de expansão comercial

A política de abertura de mercados para o agronegócio é coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com a ApexBrasil, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços, além de forte articulação com o setor privado.

O foco está na capacidade do Brasil de atender simultaneamente o mercado interno e o mercado externo, mantendo padrões elevados de qualidade, regularidade e escala produtiva. Essa combinação tem sido determinante para ampliar a presença brasileira no comércio global.

Potencial bilionário em mais de 80 países

Segundo estimativas do Mapa, os 500 mercados abertos em mais de 80 países têm potencial para gerar US$ 37,5 bilhões por ano em exportações. Cada país pode absorver diferentes tipos de produtos, o que amplia as oportunidades comerciais.

Entre os principais itens habilitados estão carnes, algodão, frutas e pescados, segmentos que concentram alta demanda internacional e forte competitividade brasileira.

Reconhecimento sanitário fortalece acesso externo

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a expansão é considerada um feito histórico, sustentado pela boa diplomacia comercial e pela evolução sanitária do país. Ele destacou que, em 2025, o Brasil obteve o reconhecimento internacional como país livre de febre aftosa, após mais de sete décadas de combate à doença.

Esse avanço elevou a confiança internacional nos produtos brasileiros e ampliou o alcance do trabalho dos adidos agrícolas, que passaram de 29 para 40 representantes no exterior, atuando diretamente na prospecção de novos negócios.

Novos mercados devem se converter em negócios contínuos

De acordo com o Mapa, a abertura de mercados é apenas o primeiro passo. A expectativa é que, gradualmente, esses acessos se transformem em relações comerciais duradouras, à medida que compradores internacionais testem e ampliem suas encomendas, consolidando o Brasil como fornecedor confiável e capaz de atender grandes demandas.

Promoção comercial e apoio às empresas brasileiras

Dados da ApexBrasil mostram que, entre 2023 e 2025, foram realizadas mais de 170 ações internacionais em 42 países, com US$ 18 bilhões em negócios projetados e atendimento a mais de três mil empresas brasileiras. No período, ocorreram 19 missões presidenciais e cinco vice-presidenciais.

A agência mantém 52 convênios com setores da economia, dividindo investimentos com entidades privadas para garantir a presença do Brasil em cerca de mil eventos internacionais por ano, estratégia considerada essencial para ampliar a visibilidade dos produtos nacionais.

Criada em 2003, a ApexBrasil registrou, até outubro de 2025, 20.754 empresas apoiadas no ano, sendo 66% micro, pequenas e médias, com prioridade para as regiões Norte e Nordeste, dentro de uma política de descentralização da promoção comercial.

Comércio exterior em ritmo recorde

O vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil deve alcançar recorde histórico de exportações, mesmo em um cenário global de crescimento mais moderado. A projeção é de US$ 345 bilhões em exportações e US$ 629 bilhões na corrente de comércio.

Segundo ele, a abertura ao comércio internacional é fator decisivo para um crescimento econômico sustentável e consistente.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Comércio Exterior

ApexBrasil lança iniciativa para fortalecer exportações de cooperativas

Programa Cooperar para Exportar amplia oportunidades para cooperativas brasileiras.

A ApexBrasil lançou, nesta quinta-feira (11), em Salvador, o Programa Cooperar para Exportar, criado para ampliar a presença das cooperativas brasileiras — especialmente as da agricultura familiar — no mercado internacional. A meta é atender 450 cooperativas até 2026, oferecendo capacitação, qualificação em comércio exterior e participação em feiras, missões e rodadas internacionais.

A ação é desenvolvida em parceria com o Sebrae, reforçando o apoio estruturado às pequenas e médias organizações do setor.

Capacitação e acesso a mercados internacionais

De acordo com o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o programa terá duas frentes principais:

  • 200 cooperativas serão incluídas no Qualifica Exportação, etapa de habilitação para operações internacionais;
  • 250 cooperativas participarão de feiras globais, eventos e rodadas de negócios organizadas pela agência.

Lançamento na Bahia reforça simbolismo do cooperativismo

O anúncio ocorreu durante a abertura do Exporta Mais Brasil – Cooperativas, no Centro de Cultura Cristã da Bahia (CECBA). O evento reuniu Viana, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, além de lideranças do cooperativismo.

Viana destacou o significado do lançamento no estado:
A ApexBrasil trouxe 30 compradores de 22 países para encontros com cooperativas locais. “Normalmente, os primeiros contratos já surgem nesses encontros”, afirmou.

Agricultura familiar e transição agroecológica em foco

O ministro Paulo Teixeira reforçou o compromisso do governo com uma produção mais sustentável. Segundo ele, o país avança na construção de um sistema alimentar saudável, guiado pela agroecologia. “Queremos uma nova agricultura e vamos acelerar os instrumentos necessários para essa transição”, disse.

Exporta Mais Brasil – Cooperativas reúne mais de 200 organizações

O lançamento do novo programa integrou a maior edição já realizada do Exporta Mais Brasil – Cooperativas, que acontece entre os dias 10 e 12. O encontro reúne mais de 200 cooperativas de todos os estados e 31 compradores internacionais de 22 países, entre eles Portugal, Bélgica, França, Itália, México, Canadá, EUA, Emirados Árabes e China.

As atividades incluem rodadas de negócios, mentorias e ações de qualificação. Participam cooperativas de segmentos como café, cacau e chocolate, castanha, frutas, mel, proteína animal, açaí, artesanato, entre outros.

Rede de parceiros fortalece o programa

O Exporta Mais Brasil é realizado pela ApexBrasil em parceria com o Sebrae e, nesta edição, conta com apoio do Governo da Bahia, MAPA, MDA, UNICAFES, OCB, CAR, UNICRAB, UNISOL e Consórcio Nordeste.

Sobre o Exporta Mais Brasil

Criado pela ApexBrasil, o programa conecta empreendedores brasileiros a compradores internacionais, ampliando oportunidades de exportação e estimulando novos negócios para diversos setores produtivos.
Fonte: Com informações da ApexBrasil.
Texto: Redação

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Comércio Exterior

Abertura de 500 novos mercados internacionais impulsiona exportações do Brasil

O Brasil atingiu um marco inédito ao abrir 500 novos mercados internacionais em mais de 80 países entre 2023 e 2025. A conquista, liderada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), contou com apoio da ApexBrasil, do Itamaraty e do MDIC, e já se traduz em US$ 3,4 bilhões adicionais em exportações.

Mesmo em um cenário global instável, a diplomacia presidencial foi determinante para superar barreiras comerciais e ampliar o acesso de produtos brasileiros ao exterior. Segundo o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o resultado é fruto de uma ação coordenada entre governo e setor privado, que mapeou oportunidades e conectou empresas a novos compradores.

Impacto direto para o agronegócio e a indústria

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirma que o avanço reforça a competitividade do Brasil no comércio internacional. Ele destaca que a meta inicial do governo era abrir 200 mercados em 2023, mas o esforço conjunto triplicou o resultado. Para Fávaro, o reconhecimento internacional do padrão sanitário brasileiro foi decisivo para ampliar as oportunidades.

O MAPA estima que os novos mercados tenham potencial para gerar US$ 37,5 bilhões por ano, com destaque para setores como carnes, algodão, frutas e pescados. Cada país pode habilitar diferentes produtos, o que amplia a diversificação da pauta exportadora.

Diplomacia ativa e geração de oportunidades

Entre 2023 e 2025, foram realizadas mais de 170 ações internacionais em 42 países, incluindo missões presidenciais e vice-presidenciais. As iniciativas projetaram cerca de US$ 18 bilhões em negócios e envolveram mais de 3 mil empresas brasileiras.

Para a ApexBrasil, os números comprovam que o país está preparado para ampliar sua presença global e gerar oportunidades para empreendedores de todas as regiões, especialmente Norte e Nordeste.

Inauguração da sede própria da ApexBrasil

A celebração do marco das aberturas internacionais ocorrerá junto à inauguração oficial da nova sede própria da ApexBrasil, em 15 de dezembro, com presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de autoridades de vários ministérios.

Jorge Viana ressalta que o momento representa uma “dupla comemoração”: a expansão inédita dos mercados e a consolidação de um espaço próprio para a Agência, após mais de duas décadas em imóveis alugados. O novo edifício, o Lotus 903, tem arquitetura contemporânea, paisagismo de Burle Marx e foi construído com foco em sustentabilidade e eficiência energética.

A sede também foi planejada para ser integrada à cidade, com áreas destinadas a atividades culturais, educativas e à promoção internacional de produtos brasileiros.

Ano de recordes para a ApexBrasil

Criada em 2003, a ApexBrasil encerra 2025 com números expressivos. Até outubro, a instituição registrou 20.754 empresas apoiadas, o maior volume de sua história. Do total, 66% são micro, pequenas e médias empresas, reforçando a estratégia de descentralizar ações de promoção comercial e apoiar negócios emergentes em diferentes regiões do país.

FONTE: ApexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ApexBrasil

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Agronegócio

Adidos agrícolas ganham destaque na estratégia para ampliar exportações do agro brasileiro

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou nesta quarta-feira (26) da abertura do Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas, promovido pelo Mapa em parceria com a ApexBrasil, em Brasília. Com o tema “Parcerias que vão Além”, o evento reúne 54 adidos agrícolas, sendo 40 em missão e 14 recém-designados, além de equipes dos escritórios internacionais da ApexBrasil em Bogotá, Miami, Bruxelas, Moscou, Dubai, Lisboa e Pequim.

Reconstrução da credibilidade internacional do Brasil
Durante a cerimônia, Fávaro destacou a diretriz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reposicionar o Brasil no cenário global. Segundo o ministro, a recomposição da credibilidade internacional exigiu escolha estratégica das equipes no Mapa, na ApexBrasil, no MRE e no MDIC. Ele reforçou que essas decisões têm sido fundamentais para ampliar o alcance do país no comércio exterior.

Papel estratégico dos adidos agrícolas
Fávaro também ressaltou a importância dos adidos agrícolas no processo de abertura e expansão de mercados. Para ele, cada nova habilitação comercial representa geração de empregos, desenvolvimento regional e oportunidades para o setor produtivo. “Os adidos agrícolas são peças-chave na construção desse crescimento. São eles que abrem portas e viabilizam negociações essenciais para o agro brasileiro”, afirmou.

Resultados expressivos e novas metas para 2026
O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, destacou que as parcerias institucionais foram determinantes para as conquistas recentes. Dos 491 mercados abertos e mais de 200 ampliações alcançadas, grande parte conta com o trabalho dos adidos, das embaixadas e da promoção comercial da ApexBrasil. Ele reforçou que o setor precisa manter diretrizes claras para avançar ainda mais em 2026, em um ambiente internacional que sofre mudanças constantes.

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, também apresentou números que refletem o fortalecimento da presença internacional do país: os investimentos estrangeiros diretos já somam US$ 74 bilhões em 2025, o maior volume em mais de dez anos. De acordo com Viana, esse avanço está diretamente ligado à recuperação da credibilidade do Brasil e ao esforço integrado das equipes no Brasil e no exterior.

Novas aberturas de mercado fortalecem o agro
Ao abordar os impactos econômicos, Fávaro destacou que as negociações sanitárias e a abertura de mercados realizadas pelo Mapa e pelos adidos já resultaram em US$ 3 bilhões em novos negócios, com projeção de mais US$ 33 bilhões. Ele reforçou que os efeitos desse trabalho se estendem para toda a sociedade brasileira, impulsionando renda e desenvolvimento.

A mesa de abertura também contou com a presença da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, e do embaixador especial da FAO para o Cooperativismo, Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura.

Encontro Nacional do Agro segue até 2 de dezembro
O evento, realizado entre 24 de novembro e 2 de dezembro, tem como objetivo aproximar instituições governamentais, adidos agrícolas, equipes técnicas e representantes do setor produtivo. A intenção é fortalecer a promoção comercial, ampliar o acesso a mercados internacionais e aprimorar estratégias de parcerias estratégicas.

A programação inclui reuniões individuais entre entidades do agro, adidos e escritórios da ApexBrasil, com foco em abertura de mercados, melhorias de acesso, acordos e inovação. Também está prevista uma visita técnica ao Complexo Industrial do Paraná, permitindo observar de perto o potencial produtivo do setor.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio

ApexBrasil inaugura escritório em Mato Grosso para ampliar exportações do agronegócio

Mato Grosso, líder nacional em exportações do agronegócio, ganhou nesta segunda-feira (24/11) um escritório da ApexBrasil em Cuiabá. A nova unidade marca a ampliação da atuação da Agência no Centro-Oeste e reforça o suporte às empresas e produtores interessados em acessar novos mercados internacionais. A abertura integrou uma agenda de eventos realizada em parceria com o MAPA, reunindo autoridades federais, empresários, adidos agrícolas e representantes de entidades setoriais.

Durante a cerimônia, foram detalhados novos investimentos, ações de inteligência comercial e programas de qualificação que visam aumentar a presença dos produtos mato-grossenses no exterior.

Protagonismo internacional e presença ampliada

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou que o Brasil volta a ter papel de destaque global, o que impulsiona as iniciativas de promoção comercial. Segundo ele, a Agência expandiu o número de representações no exterior e agora avança também na interiorização dentro do país.

Viana frisou que é impossível fortalecer o agronegócio brasileiro sem olhar para Mato Grosso, responsável por cerca de um terço do saldo positivo da balança comercial do país. Ele ressaltou que o novo escritório começa a operar de imediato e, a partir de janeiro, iniciará a implementação de programas voltados ao setor exportador.

Cooperação diplomática e abertura de mercados

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que a atuação conjunta entre o governo federal e a ApexBrasil já está gerando resultados concretos. Segundo ele, a integração entre a Apex, o MAPA, o MDIC e o Itamaraty contribuiu para a abertura de 500 novos mercados para produtos da agropecuária brasileira.

Fávaro lembrou que Mato Grosso não se destaca apenas em soja, milho e algodão, mas também em novos segmentos como DDG, etanol de milho e gergelim, que vêm ganhando força nas exportações. Atualmente, 61 estabelecimentos brasileiros estão habilitados a vender gergelim para a China — 31 deles no estado.

Reuniões estratégicas com adidos agrícolas

Um dos pontos altos do evento foram as reuniões que aproximaram 54 adidos agrícolas brasileiros de cerca de 200 representantes do setor produtivo estadual. O encontro, realizado em Cuiabá, proporcionou diálogo direto sobre abertura de mercados e superação de barreiras comerciais.

Luis Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do MAPA, reforçou que a iniciativa busca tornar o Brasil cada vez mais conectado e competitivo no comércio exterior.

Investimentos em promoção internacional

A ApexBrasil firmou convênios com três entidades do agronegócio: ABRAPA, UNEM e IBRAFE, totalizando mais de R$ 42 milhões em investimentos. Os recursos serão direcionados a ações de promoção internacional, inteligência de mercado e ampliação da presença do algodão, do etanol de milho, dos feijões e dos pulses em mercados estratégicos.

O presidente executivo da UNEM, Guilherme Nolasco, destacou que a parceria com a Agência vem permitindo a expansão internacional do setor de etanol de milho, fortalecendo sua presença em diferentes países e em mais de 40 embaixadas brasileiras.

Programas de qualificação para empresas

Dois programas foram anunciados para apoiar o desenvolvimento exportador no estado. O Qualifica Exportação, executado pela própria ApexBrasil, oferecerá consultoria especializada para empresas em estágio mais avançado. Já o PEIEX, em parceria com o Sebrae-MT, capacitará gratuitamente micro e pequenas empresas que iniciam sua jornada exportadora.

No total, 150 empresas mato-grossenses receberão apoio, com investimento superior a R$ 2,5 milhões.

Perspectivas para as exportações de Mato Grosso

Um estudo divulgado pela ApexBrasil, intitulado Oportunidades de Exportação e Investimentos – Mato Grosso, destaca que o estado registrou US$ 27,6 bilhões em exportações em 2024, mantendo-se como principal exportador do Centro-Oeste e ocupando a oitava posição nacional. A China segue como o maior destino, com 32,7% das vendas externas.

O levantamento aponta 1.235 oportunidades tradicionais de exportação distribuídas em 21 setores e envolvendo 32 produtos. Entre elas, carne bovina, soja, milho, farelos, algodão e óleos vegetais, com forte demanda em países como China, Chile, Egito, Emirados Árabes, Vietnã e Portugal.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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