Comércio Internacional

Acordos de livre comércio do Mercosul com Singapura e EFTA ampliam oportunidades para exportações brasileiras

O Senado Federal aprovou, em caráter de urgência, dois importantes acordos de livre comércio do Mercosul, ampliando o acesso de empresas brasileiras a mercados de alto poder aquisitivo na Ásia e na Europa. As medidas envolvem uma parceria com Singapura e outra com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Os projetos já haviam recebido aval da Câmara dos Deputados e agora seguem para promulgação pelo Congresso Nacional, consolidando um novo passo na estratégia de expansão internacional do bloco sul-americano.

Singapura se torna ponte para novos negócios na Ásia-Pacífico

O acordo firmado entre o Mercosul e Singapura marca a primeira grande parceria comercial do bloco com um país da região Ásia-Pacífico, considerada uma das mais dinâmicas da economia global.

Pelas regras aprovadas, Singapura eliminará imediatamente as tarifas de importação para todos os produtos exportados pelos países do Mercosul. Em contrapartida, o bloco promoverá uma abertura gradual de seu mercado, removendo tarifas sobre a maior parte dos produtos singapurianos ao longo de até 15 anos.

Alguns setores considerados estratégicos para a indústria regional, como máquinas, equipamentos elétricos, plásticos e instrumentos ópticos, permanecerão protegidos, preservando a competitividade das empresas locais.

A expectativa é que o tratado fortaleça a inserção do Brasil em cadeias globais de valor, além de ampliar o acesso a um dos principais centros internacionais de inovação, tecnologia e logística.

Acordo com a EFTA amplia acesso a mercados europeus

Além da parceria asiática, o Mercosul avançou nas negociações com a EFTA, bloco europeu composto por países que não integram a União Europeia, mas possuem elevados níveis de renda e forte participação no comércio internacional.

O tratado abrange não apenas o intercâmbio de mercadorias, mas também áreas como serviços, investimentos, compras governamentais, propriedade intelectual e desenvolvimento sustentável.

Com a entrada em vigor do acordo, os países da EFTA eliminarão imediatamente as tarifas de importação para produtos industriais e pesqueiros brasileiros. Considerando os setores agrícola e industrial, o acesso em condições de livre comércio abrangerá praticamente a totalidade do valor exportado pelo Brasil para esses mercados.

Agronegócio brasileiro conquista novas cotas de exportação

O acordo também cria oportunidades relevantes para o agronegócio brasileiro, com a concessão de cotas preferenciais por parte da Suíça, Noruega e Liechtenstein.

Entre os produtos beneficiados estão carne bovina, carne de aves, milho, farinha de milho, mel e óleos vegetais, segmentos que poderão ampliar sua presença em mercados reconhecidos pelo alto valor agregado e exigência de qualidade.

Em contrapartida, o Brasil concederá isenção tarifária para a maior parte das importações oriundas da EFTA, mantendo mecanismos de proteção para setores considerados sensíveis, como alguns produtos lácteos e chocolates europeus.

Empresas brasileiras terão mais oportunidades de internacionalização

A aprovação simultânea dos dois acordos abre novas perspectivas para empresas de diferentes portes, incluindo cooperativas, pequenas indústrias e produtores rurais que buscam ampliar sua atuação internacional.

Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), os tratados oferecem maior previsibilidade comercial, redução de custos e melhores condições de acesso a mercados estratégicos.

ApexBrasil prepara ações para orientar exportadores

Com a promulgação dos acordos prevista para os próximos meses, a ApexBrasil pretende reforçar programas de inteligência de mercado, capacitação e orientação técnica para empresas interessadas em aproveitar as novas oportunidades.

As ações incluirão informações sobre regras de origem, exigências regulatórias, padrões técnicos e identificação de oportunidades comerciais nos mercados europeu e asiático, facilitando a adaptação dos exportadores brasileiros ao novo cenário internacional.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

Ler Mais
Pessoas

Inclusão racial no comércio exterior: governo premia empresas que promovem diversidade e inovação

O Governo Federal anunciou os vencedores da segunda edição do Prêmio de Inclusão e Diversidade Racial no Comércio Exterior, iniciativa realizada pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR), Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

O resultado foi divulgado em 12 de junho de 2026 e reconhece empresas que transformam a igualdade racial em parte de sua estratégia de crescimento, contribuindo para um ambiente corporativo mais diverso e para o fortalecimento da competitividade brasileira nos mercados internacionais.

Diversidade e competitividade caminham juntas

Durante o anúncio, a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, reforçou o compromisso do governo com a redução das desigualdades e o aumento da representatividade negra em setores estratégicos da economia.

Segundo a ministra, ainda persistem desafios relacionados à diferença salarial e à baixa presença de pessoas negras em cargos formais e posições de liderança. Por isso, políticas voltadas à justiça racial, inclusão produtiva e desenvolvimento econômico fazem parte da estratégia nacional para promover crescimento com mais equidade.

A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, destacou que as empresas premiadas demonstram, na prática, que diversidade corporativa e desempenho empresarial são fatores complementares. De acordo com ela, organizações mais inclusivas tendem a ampliar sua capacidade de inovação e competitividade no cenário internacional.

Empresas premiadas recebem incentivo à internacionalização

Além do certificado oficial de reconhecimento, as empresas selecionadas poderão escolher entre duas modalidades de apoio oferecidas pela ApexBrasil:

  • Agenda de negócios personalizada em mercado internacional;
  • Participação em ações de promoção comercial organizadas pela agência.

A iniciativa busca incentivar a adoção de práticas voltadas à inclusão racial nas empresas, ampliando oportunidades para profissionais negros e fortalecendo a presença da diversidade em cargos estratégicos.

Conheça as empresas reconhecidas em 2026

Engenho Chapadão de Minas

Com sede em Uberaba (MG), a empresa atua na produção de cachaça artesanal, valorizando métodos tradicionais e foco na qualidade do produto.

Scooto LTDA

Localizada em São Paulo (SP), desenvolve soluções voltadas ao atendimento ao cliente e suporte a vendas no setor de serviços.

SPVI Books Editora

A editora paulista trabalha na produção e comercialização de livros e conteúdos voltados ao mercado editorial.

Dani Embalagens Plásticas

Instalada no Rio de Janeiro (RJ), atua na fabricação e comercialização de embalagens plásticas para diferentes segmentos da economia.

Bicipr3ta

Com atuação em Salvador (BA), desenvolve projetos voltados à mobilidade urbana, especialmente na área de ciclomobilidade e iniciativas direcionadas à população negra.

The Class Professional

A empresa carioca atua nos segmentos de cosméticos e capacitação profissional, com foco em produtos e formação voltados para cabelos cacheados e crespos.

LUDO Thinking

Sediada em Vila Velha (ES), desenvolve soluções em jogos corporativos e gamificação aplicadas a treinamentos e programas de engajamento organizacional.

Setor privado amplia compromisso com a equidade racial

As iniciativas apresentadas pelas empresas vencedoras refletem o crescente engajamento do setor privado na promoção da equidade racial, demonstrando que inclusão e desenvolvimento econômico podem avançar de forma integrada.

Segundo os organizadores, ambientes corporativos mais diversos contribuem para a inovação, aumentam a competitividade e fortalecem a sustentabilidade dos negócios.

Programa Raízes Comex busca ampliar participação de negros no setor

O prêmio integra as ações do Programa Raízes Comex, criado pelo MDIC após estudo da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) que apontou desafios relacionados à representatividade racial no mercado de trabalho ligado ao comércio exterior.

A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso de pessoas negras, jovens e estudantes da rede pública às oportunidades do setor, por meio de qualificação profissional, inclusão produtiva e geração de empregos em uma das áreas mais estratégicas da economia brasileira.

FONTE: Ministério da Igualdade Racial
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

Ler Mais
Exportação

Acordo Mercosul–União Europeia amplia oportunidades para exportações brasileiras, mas desafios permanecem

A entrada em vigor do acordo Mercosul–União Europeia promete abrir novas frentes para as exportações brasileiras, especialmente no setor industrial. Levantamento da ApexBrasil aponta que a redução de tarifas deve impulsionar a competitividade dos produtos nacionais no mercado europeu.

Indústria concentra maior potencial de crescimento

O estudo identificou 543 oportunidades comerciais em produtos que passam a ter tarifa de importação zerada já neste início de vigência. Esses itens já são exportados pelo Brasil de forma competitiva, mas ainda têm baixa participação nas compras europeias.

Entre 2020 e 2024, a Europa importou, em média, US$ 43,9 bilhões por ano desses produtos. No entanto, apenas 2,6% desse total teve origem brasileira, evidenciando espaço para expansão.

Com o acordo, tarifas que variavam entre 6,5% e 7% serão eliminadas, fator considerado decisivo em um mercado altamente competitivo como o europeu.

Exportações devem crescer no curto prazo

A ApexBrasil estima que as exportações para a União Europeia aumentem cerca de US$ 1 bilhão já no primeiro ano de vigência.

O presidente da agência, Laudemir Müller, destacou que a longa negociação — que durou cerca de 25 anos — gerou ceticismo no setor empresarial, mas garantiu que a redução tarifária será efetiva.

Máquinas e manufaturados lideram oportunidades

O segmento de máquinas e equipamentos de transporte concentra o maior número de oportunidades, com 305 produtos identificados. Esse grupo representa cerca de US$ 27,4 bilhões em importações europeias anuais, mas conta com apenas 1,5% de participação brasileira.

Outro destaque são os produtos manufaturados diversos, com 59 oportunidades mapeadas, incluindo itens como componentes industriais e acessórios. Nesse segmento, o mercado europeu movimenta cerca de US$ 6,7 bilhões por ano, com presença brasileira ainda limitada.

Há também potencial em setores como:

  • bens industriais (pneus, eletrodos, produtos minerais);
  • produtos químicos (proteínas lácteas, óleos essenciais);
  • matérias-primas (madeira, cortiça, sementes);
  • alimentos processados (como leveduras).

Impacto econômico e geração de empregos

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, cada R$ 1 bilhão exportado para a União Europeia gerou, em 2024:

  • 21,8 mil empregos;
  • R$ 441,7 milhões em salários;
  • R$ 3,2 bilhões em produção.

A entidade destaca que mais de 80% das exportações brasileiras para o bloco europeu terão tarifa zero com o acordo.

Setores sensíveis e barreiras ainda preocupam

Apesar das perspectivas positivas, o acordo não é consenso. Segmentos como lácteos e vinhos defenderam maior proteção durante as negociações.

Além disso, a abertura do mercado europeu para produtos agrícolas deve ocorrer de forma mais lenta. Há também preocupação com possíveis barreiras ambientais, que podem resultar em novas tarifas ou restrições.

Regras e exigências podem limitar benefícios

Especialistas apontam que o impacto do acordo será variado entre as empresas. Segundo Bernardo Leite, um dos pontos críticos é a regra de origem, que define se o produto pode se beneficiar da tarifa zero.

Empresas que utilizam grande volume de insumos importados de países fora do acordo, como a China, podem enfrentar limitações.

Já Brunno Morette destaca que exigências contratuais devem se intensificar, com foco em critérios de ESG, rastreabilidade, proteção de dados e propriedade intelectual.

Preparação do Brasil ainda é desafio

A Confederação Nacional da Indústria reconhece que o Brasil ainda precisa avançar em políticas internas para melhorar competitividade, produtividade e qualificação da mão de obra.

Acordo cria um dos maiores mercados do mundo

O tratado entre Mercosul e União Europeia forma uma das maiores áreas de livre comércio do planeta, abrangendo cerca de 720 milhões de pessoas e aproximadamente 25% do PIB global, equivalente a mais de US$ 22 trilhões.

O avanço ocorre em um cenário internacional marcado pelo aumento do protecionismo, especialmente liderado pelos Estados Unidos.

Formalização discreta marca momento histórico

Apesar da relevância econômica e geopolítica, a formalização do acordo ocorreu de maneira discreta. A cerimônia foi realizada no palácio presidencial, sem acesso da imprensa e com participação restrita a autoridades e parlamentares.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Senado Federal

Ler Mais
Exportação

Uva terá tarifa zerada na Europa com acordo Mercosul-UE a partir de maio

A partir de 1º de maio, a exportação de uva brasileira para a Europa passará a contar com tarifa zerada, eliminando a alíquota de 11% atualmente aplicada. A medida entra em vigor com o início do acordo provisório entre Mercosul e União Europeia, já confirmado pelo Governo Federal.

A uva se destaca entre os produtos beneficiados por reduções tarifárias progressivas, sendo um dos poucos itens com isenção imediata dentro do acordo.

Acordo amplia competitividade do Brasil no mercado europeu

O tratado comercial entre os blocos gera expectativa positiva no setor de fruticultura brasileira, principalmente pela redução de tarifas que variam entre 4% e 14% para diversos produtos nacionais.

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), a medida traz mais previsibilidade e fortalece a posição do Brasil no mercado internacional.

A redução deve aumentar a competitividade das frutas brasileiras, especialmente frente a países como Peru, Chile e África do Sul, que já possuem condições tarifárias mais favoráveis para exportação à Europa.

Diversificação de mercados segue como estratégia

Além do avanço no mercado europeu, o Brasil vem ampliando sua presença global. Recentemente, a uva brasileira conquistou espaço no mercado asiático, com abertura comercial para a China.

A estratégia de diversificação, liderada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), busca reduzir a dependência de mercados específicos e ampliar o alcance das exportações.

A entidade destaca que ações para abertura de novos destinos vêm sendo realizadas há anos, incluindo negociações para exportação de outras frutas, como citros para a Índia.

Exportações de frutas batem recorde em 2025

O setor de exportação de frutas registrou desempenho histórico em 2025, alcançando US$ 1,45 bilhão em faturamento — crescimento de 12% em valor e 19,6% em volume na comparação com 2024.

As vendas para a Europa tiveram destaque, com aumento de 12,8% em valor e 19,1% em volume para frutas como manga, melão, limão, melancia, uva e mamão.

No total, essas frutas geraram US$ 967 milhões em receita. O volume exportado ao continente europeu chegou a 949 mil toneladas, superando as 796,6 mil toneladas registradas no ano anterior.

Projeções indicam crescimento contínuo do setor

A ApexBrasil projeta que o faturamento da fruticultura nacional cresça cerca de 40% até 2029, podendo atingir US$ 1,8 bilhão.

Em 2025, o Brasil exportou aproximadamente 1,2 milhão de toneladas de frutas frescas, com receita próxima de US$ 1,3 bilhão, consolidando o país como um dos principais players globais do setor.

A expectativa é que acordos comerciais como o entre Mercosul e União Europeia continuem impulsionando o crescimento e a diversificação das exportações brasileiras.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

Ler Mais
Exportação

Programa Elas Exportam amplia vagas e inclui setor de serviços na 6ª edição

O Programa Elas Exportam chega à sexta edição com novidades. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos anunciaram nesta segunda-feira (2/3) a abertura do edital 2025, que marca a expansão da iniciativa e passa a incluir empresas do setor de serviços. As inscrições seguem abertas até 31 de março.

Criado para fortalecer a presença de mulheres no comércio exterior, o programa agora terá edições anuais e ofertará 120 vagas para empresas mentoradas.

Expansão para TI, audiovisual e games

A principal novidade desta edição é a inclusão de 30 vagas destinadas a negócios dos segmentos de Tecnologia da Informação (TI), audiovisual e games, refletindo o crescimento dos serviços digitais na pauta exportadora brasileira.

Segundo a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, a ampliação acompanha a transformação do comércio global, em que áreas criativas e tecnológicas ganham protagonismo e ampliam oportunidades de internacionalização para empresas lideradas por mulheres.

Dados recentes mostram que, em 2025, as exportações brasileiras de serviços atingiram o recorde de US$ 51,8 bilhões, sendo 65% referentes a serviços entregues digitalmente. A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico aponta ainda que os serviços representam cerca de 40% do valor agregado das exportações de manufaturados do Brasil.

A iniciativa também dialoga com ações como o painel interativo ComexVis Serviços, lançado pelo MDIC para dar transparência aos números do setor.

Como participar do Elas Exportam 2025

As inscrições estão abertas em duas frentes:

• Seleção de empresas mentoradas
• Banco de Mentoras

Podem se candidatar como mentoradas empreendedoras e líderes de empresas formalizadas e em operação no mercado nacional, que ainda não tenham experiência relevante em exportação, mas desejem se preparar para acessar o mercado internacional.

Para atuar como mentoras, é necessário ter experiência comprovada em comércio exterior, negócios internacionais ou internacionalização de empresas, além de vínculo profissional ativo com organização pública ou privada.

O Banco de Mentoras, regulamentado por edital publicado no Diário Oficial da União em fevereiro de 2025, continua válido. As integrantes atuais serão consultadas sobre a permanência no programa.

Capacitação e política pública

O Programa Elas Exportam integra a Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE) e o Programa Mulheres e Negócios Internacionais da ApexBrasil. A proposta é desenvolver competências técnicas e socioemocionais voltadas à internacionalização, por meio de mentorias individualizadas e capacitações especializadas.

A diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Repezza, destaca que a iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla para ampliar a presença de empresas lideradas por mulheres no comércio exterior brasileiro.

O programa conta com apoio do Banco do Brasil e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, além de parcerias com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e a ICC Brasil, no âmbito da Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual. A avaliação de impacto é conduzida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Resultados e reconhecimento internacional

Desde a criação, o programa já contemplou 219 empresas mentoradas e envolveu 196 mentoras em todas as regiões do país. Em 2025, a iniciativa recebeu o Prêmio Igualdade de Gênero no Comércio, concedido pela Organização Mundial do Comércio, na categoria Mulheres Empreendedoras.

Entre os casos de sucesso estão a Ôdecasa Bordados, que realizou sua primeira exportação para a Itália; a Wecare Skin, que passou a vender para a Suíça; e a Eri Candle, que estruturou uma linha voltada ao mercado internacional e institucional.

Com a ampliação para o setor de serviços e a consolidação como política pública, o Elas Exportam reforça a estratégia de diversificação da base exportadora e de promoção da equidade de gênero no comércio exterior.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

Ler Mais
Comércio Exterior

Protecionismo comercial é atraso, afirma Jorge Viana ao defender acordo Mercosul-UE

O debate sobre protecionismo comercial voltou ao centro das discussões após declarações de Jorge Viana, presidente da ApexBrasil. Em entrevista ao InfoMoney, ele afirmou que o Brasil não deve temer a ampliação do fluxo de produtos europeus com a possível assinatura do acordo Mercosul-UE.

Para Viana, o excesso de barreiras comerciais pode ser comparado ao chamado “complexo de vira-lata”, expressão criada por Nelson Rodrigues para definir um sentimento de inferioridade nacional. Segundo ele, proteger setores estratégicos é legítimo, mas exageros podem comprometer o desenvolvimento econômico no longo prazo.

Brasil como potência comercial

Na avaliação do presidente da Apex, o Brasil ocupa posição de destaque no cenário global. Ele cita as reservas internacionais próximas de US$ 350 bilhões, resultado de sucessivos superávits na balança comercial brasileira.

De acordo com Viana, o país tem registrado saldos anuais superiores a US$ 60 bilhões, além de ampliar relações comerciais com mercados asiáticos. O volume de negócios com o Vietnã, por exemplo, já supera o intercâmbio com a França. A Indonésia, que desponta como futura quarta maior economia mundial, também foi mencionada como parceiro estratégico.

Para ele, esse cenário demonstra que o Brasil não deve recear a ampliação de acordos comerciais, inclusive com a Europa.

Acordo Mercosul-UE e resistência francesa

Sobre a resistência da França ao acordo, Viana afirma que é possível compreender os interesses do parceiro europeu, mas considera a oposição equivocada. Ele argumenta que o modelo agrícola brasileiro, com produção em larga escala e perfil tropical, difere do padrão europeu, marcado por propriedades menores e custos mais elevados.

Na visão do dirigente, transformar essas diferenças em obstáculo para um acordo mais amplo não faz sentido. Ele sustenta que a Europa também tende a se beneficiar, especialmente diante da perda gradual de protagonismo econômico desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi citado como defensor de uma postura pragmática nas negociações comerciais.

Mudanças globais e oportunidades para o Brasil

Viana destacou ainda que o mundo enfrenta desafios estruturais, como a crise demográfica, a crise climática e a transição energética. Nesse contexto, o Brasil e os países do Cone Sul teriam papel relevante na oferta de soluções e na ampliação do comércio internacional.

Para ele, manter o foco apenas no mercado interno pode representar atraso em um cenário global em transformação.

Incentivo à exportação e apoio da ApexBrasil

Ao aconselhar empresários interessados em expandir mercados, Viana defendeu coragem e perseverança. Segundo ele, grandes corporações globais começaram a partir de iniciativas individuais.

Ele citou o exemplo de uma empreendedora paulista que, durante a pandemia, iniciou a produção de embalagens para guardanapos e hoje exporta inclusive para os Estados Unidos.

Entre as iniciativas de apoio, o presidente da Apex destacou o programa Qualifica Exportação, que já atendeu mais de 20 mil empresas em todo o país. A iniciativa oferece mentoria, capacitação e certificação para empresas interessadas em ingressar no mercado internacional. Apenas em São Paulo, mais de 2,6 mil companhias participam do programa, que está presente nos 27 estados brasileiros.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

Ler Mais
Portos

Porto de Itajaí participa do Fórum Empresarial Índia–Brasil e do lançamento do escritório da ApexBrasil em Nova Déli

O Porto de Itajaí integra a missão oficial brasileira à Índia e participa, nesta sexta-feira (20), do Fórum Empresarial Índia–Brasil e do lançamento do escritório da ApexBrasil em Nova Déli.

O evento reúne mais de 300 empresas brasileiras e autoridades dos dois países, com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa reforça a estratégia de ampliação das relações comerciais entre Brasil e Índia em um cenário global de transformação econômica e tecnológica.

Na pauta do Fórum estão setores estratégicos para o desenvolvimento dos dois países, como minerais e insumos críticos, transição energética, saúde e indústria farmacêutica, segurança ambiental, agricultura familiar e inovação marinha. As agendas são consideradas complementares e abrem espaço para novas parcerias comerciais, tecnológicas e industriais.

A abertura do escritório da ApexBrasil em Nova Déli representa um passo relevante para fortalecer a presença institucional do Brasil na Ásia, ampliando oportunidades de exportação, atração de investimentos e cooperação empresarial.

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, destaca que a participação na missão internacional consolida o posicionamento do complexo portuário como infraestrutura estratégica para a inserção do Brasil em novos mercados.

“Estar presente neste momento é reafirmar que o Porto de Itajaí está preparado para ampliar conexões comerciais com a Ásia. A instalação do escritório da ApexBrasil na Índia fortalece a previsibilidade e a confiança necessárias para que novos negócios se concretizem. Nosso papel é garantir segurança logística e competitividade para Itajaí, Santa Catarina e o Brasil.”

A participação do Porto de Itajaí na agenda internacional tem como objetivo apresentar o complexo portuário como porta de entrada e saída para operações comerciais de alto valor agregado, alinhando infraestrutura, sustentabilidade e diplomacia econômica

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

Ler Mais
Exportação

ApexBrasil abre atendimento em Cuiabá e fortalece exportações de Mato Grosso

A ApexBrasil iniciou oficialmente os atendimentos presenciais em Cuiabá, ampliando o suporte a produtores rurais, cooperativas e empresários interessados em acessar o mercado global. O balcão funciona no AgriHub, dentro da sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), e oferece orientação direta para quem busca exportar produtos brasileiros.

A proposta é reduzir a distância entre o setor produtivo local e compradores estrangeiros, com apoio técnico voltado à internacionalização de empresas, cumprimento de exigências sanitárias e obtenção de certificações necessárias para o comércio exterior.

Suporte técnico e acesso a feiras e rodadas de negócios

Diferentemente do atendimento remoto, a presença física permite respostas mais rápidas e personalizadas. A equipe da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos atua na preparação de empresas para feiras internacionais, rodadas de negócios e ações de promoção comercial, além de facilitar o contato com adidos agrícolas do Ministério da Agricultura em outros países.

O foco inicial está em pequenos e médios produtores, que antes precisavam recorrer a Brasília para acessar esse tipo de suporte. Com a nova estrutura, passam a contar com inteligência de mercado e ferramentas estratégicas diretamente na capital mato-grossense.

“Estamos prontos para apoiar os setores produtivos do estado e ampliar a presença do Mato Grosso no comércio internacional”, afirma Jurandy Júnior, representante regional da ApexBrasil.

Inauguração reúne lideranças do agro e investidores

O escritório físico foi inaugurado em 24 de novembro, durante uma agenda que reuniu mais de 50 adidos agrícolas, além de lideranças do agronegócio e empresários interessados em ampliar a inserção internacional de produtos mato-grossenses.

Investimentos em cadeias produtivas estratégicas

Com o início das atividades, a agência passa a administrar um aporte de R$ 42,62 milhões voltado a cadeias consideradas estratégicas. Os recursos serão aplicados em estudos de mercado, ações de imagem e campanhas internacionais para setores como algodão, etanol de milho e feijões, ampliando a visibilidade do estado no exterior.

A atuação vai além das commodities tradicionais. A equipe técnica também identifica oportunidades para produtos de maior valor agregado, como mel, cafés especiais e manejo florestal, segmento que gerou expectativas de negócios acima de R$ 30 milhões em 2024.

“A ApexBrasil trabalha com mais de 55 setores econômicos no país. Nosso objetivo é diversificar a base exportadora e atrair novos investimentos para Mato Grosso”, destaca Jurandy Júnior.

Parceria institucional acelera acesso ao comércio exterior

Para o setor produtivo, a presença local representa ganho de eficiência. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, avalia que o escritório elimina barreiras geográficas. “Os produtores passam a ter acesso direto a ferramentas que antes estavam concentradas em Brasília, aproximando o agro mato-grossense das oportunidades globais”, afirma.

Vinculada ao Governo Federal, a ApexBrasil em Mato Grosso atua em parceria com os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento. A integração permite que Cuiabá funcione como um centro de inteligência comercial, usando dados atualizados para identificar mercados e acelerar a entrada de produtos locais no comércio exterior.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sistema Famato/Divulgação

Ler Mais
Internacional

Couro brasileiro marca presença na Itália na feira Lineapelle 2026

O couro brasileiro estará em destaque na Itália durante a 107ª edição da Lineapelle, considerada a principal feira internacional da indústria do couro. O evento acontece entre os dias 11 e 13 de fevereiro, em Milão, e contará com a participação de cinco curtumes do Brasil, todos com estandes individuais.

A presença nacional é viabilizada pelo projeto Brazilian Leather, uma iniciativa conjunta do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) e da ApexBrasil, voltada à promoção das exportações brasileiras de couro em mercados estratégicos.

Empresas brasileiras apresentam tendências para o Verão 2027

Os curtumes Couro e Arte, Courovale, Curtume Bolzano, Fuga Couros e Nova Kaeru representam o Brasil na feira. As empresas levam a Milão desenvolvimentos exclusivos para as coleções de moda do Verão 2027, alinhados às diretrizes do comitê de tendências da Lineapelle.

Nesta edição, os expositores foram convidados a priorizar materiais naturais, autenticidade e uma forte experiência sensorial, características que ampliam o potencial criativo do couro e reforçam o posicionamento do produto brasileiro no mercado internacional.

Lineapelle reúne compradores globais e dita tendências

Reconhecida como lançadora de tendências e referência mundial para negócios, a Lineapelle costuma atrair um público altamente qualificado. Em fevereiro de 2025, o evento recebeu quase 25 mil visitantes, sendo 18,8 mil compradores, número que deve se repetir na edição de 2026.

A Itália ocupa papel estratégico no setor coureiro global, atuando como polo de pesquisa, inovação e design, além de ser a maior exportadora mundial de couros.

Itália amplia compras de couro brasileiro com maior valor agregado

No ranking de importadores de couro do Brasil, a Itália ocupa a terceira posição, atrás apenas de China e Hong Kong e dos Estados Unidos. Cerca de 45% do couro exportado ao mercado italiano é classificado como acabado ou semiacabado, produtos com maior valor agregado.

Para fortalecer ainda mais essa relação comercial, o Brazilian Leather promoverá ações de comunicação e marketing durante a Lineapelle, além de divulgar o Fórum CICB de Sustentabilidade, que será realizado em 4 de março, em Novo Hamburgo (RS), durante a Fimec.

Projeto fortalece imagem internacional do couro nacional

O Brazilian Leather atua na consolidação do couro brasileiro nos principais mercados globais, incentivando a participação em feiras internacionais, promovendo missões empresariais e aproximando fornecedores nacionais de compradores estrangeiros.

Já o CICB, fundado em 1957, representa a indústria coureira brasileira e tem a sustentabilidade como eixo central de atuação, com projetos voltados à tecnologia, qualificação profissional, rastreabilidade, promoção comercial e fortalecimento da imagem do setor.

FONTE: Brazilian Leather
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brazilian Leather

Ler Mais
Comércio Exterior

Empresas apoiadas pela ApexBrasil respondem por 44% das exportações brasileiras em 2025

A Agênca Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) divulgou o balanço de 2025 com números recordes e consolidou sua relevância na estratégia de inserção internacional das empresas brasileiras. Ao longo do ano, a instituição apoiou 23.386 empresas, volume 13,5% superior ao registrado em 2024. Desse total, 51,7% são micro e pequenas empresas (MPEs), reforçando o foco na base produtiva nacional.

Do conjunto de empresas atendidas em 2025, 4.859 efetivamente exportaram, movimentando US$ 153,2 bilhões — valor equivalente a 44% de tudo o que o Brasil exportou no ano. O país fechou 2025 com US$ 348,7 bilhões em exportações, dentro de uma corrente de comércio histórica de US$ 629,1 bilhões, com superávit de US$ 68,3 bilhões.

Segundo o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, os resultados refletem o alcance da política de promoção comercial. “A estratégia está chegando a mais empresas, em mais regiões, com impacto direto na competitividade da economia brasileira”, afirmou.

Mais inclusão e ampliação regional

Em 2025, 12.828 empresas participaram de ações da ApexBrasil como novos clientes, representando 54,9% do total atendido no ano. Entre as micro e pequenas empresas, 12.084 foram apoiadas, crescimento de 8,2% em relação a 2024.

A agenda de inclusão também avançou de forma consistente. O número de empresas lideradas por mulheres chegou a 5.244, alta de 29,4%, impulsionada pelo programa Mulheres e Negócios Internacionais (MNI). Já a política de interiorização ampliou o alcance da Agência nas regiões Norte e Nordeste, que concentraram 4.892 empresas apoiadas, o equivalente a 20,9% do total.

Para a diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Paula Repezza, os dados comprovam a efetividade da estratégia institucional. “Ao apoiar mais de 23 mil empresas e contribuir para quase metade das exportações do país, a Agência reforça seu papel como parceira estratégica do setor produtivo”, destacou.

Programa Exporta Mais Brasil impulsiona negócios

O Exporta Mais Brasil foi um dos destaques de 2025. O programa realizou 14 edições em todas as regiões do país, conectando 688 empresas brasileiras a 166 compradores internacionais, provenientes de 52 países. A expectativa de negócios gerada alcançou R$ 386,7 milhões.

Desde 2023, o programa soma 42 edições, com a participação de 1.563 empresas e 471 compradores de 76 países, acumulando mais de R$ 940 milhões em expectativas comerciais. Para 2026, a previsão é realizar 85 novas edições, ampliando o modelo que traz compradores internacionais ao Brasil para negociações diretas com produtores locais.

Presença em feiras internacionais estratégicas

Ao longo de 2025, a ApexBrasil viabilizou a participação de empresas brasileiras em 32 feiras internacionais, consideradas estratégicas para diversos setores. Mais de 380 exportadoras marcaram presença em eventos globais, especialmente nas áreas de agronegócio, alimentos e bebidas.

As ações possibilitaram o contato com 3.605 compradores internacionais, de 113 países, em articulação com os escritórios e representações da Agência no exterior, ampliando oportunidades comerciais e abrindo novos mercados.

Expansão da presença nacional e internacional

A estrutura da ApexBrasil também foi ampliada. No Brasil, a Agência passou de 5 para 8 escritórios, com a inauguração de novas unidades em Mato Grosso (MT) e Bahia (BA), além de uma nova estrutura em São Paulo. Para 2026, está prevista a abertura de um espaço em Minas Gerais (MG).

No exterior, a presença avançou de 10 para 19 escritórios. Em 2025, foram inauguradas unidades em Nova York, Washington, Lisboa, ASEAN, Nigéria, África Oriental e Shenzhen. Estão em processo de abertura escritórios em Nova Deli e na região da América Central e Caribe.

De acordo com o diretor de Gestão Corporativa, Floriano Pesaro, o desempenho recorde reflete a evolução da governança, da gestão de recursos e do uso de tecnologia. “Esses avanços criam uma base sólida para que a ApexBrasil esteja ainda mais preparada para os desafios de 2026”, avaliou.

Missões internacionais fortalecem a imagem do Brasil

Entre 2023 e 2025, a ApexBrasil participou da organização de 19 missões presidenciais e 5 vice-presidenciais, reunindo mais de 8 mil empresários em fóruns e encontros bilaterais. As agendas passaram por países da América Latina, América do Norte, Ásia, Europa, Oriente Médio e África.

Como resultado, foram assinados mais de 30 instrumentos de cooperação e anunciados R$ 237 bilhões em investimentos. Somente em 2025, ocorreram 10 missões, incluindo visitas a países como Japão, China, Vietnã, França, Nigéria, México, Indonésia, Malásia e Moçambique, reforçando a imagem do Brasil como parceiro confiável e aberto à cooperação internacional.

Na frente de investimentos, a ApexBrasil apoiou 69 projetos em 2025, que somaram US$ 9,92 bilhões em anúncios. Os principais setores atendidos foram serviços financeiros, infraestrutura, energia renovável, petróleo e gás e agronegócio. Ao longo do ano, 365 investidores receberam atendimento, número 30% acima da meta prevista.

Perspectivas da ApexBrasil para 2026

Para 2026, a ApexBrasil projeta ampliar sua atuação, consolidando os avanços obtidos e abrindo novas oportunidades para as empresas brasileiras no comércio internacional. A Agência seguirá fortalecendo ações de qualificação, promoção comercial e atração de investimentos, com foco na diversificação de mercados e no aprofundamento da presença internacional do Brasil.

O objetivo permanece claro: capacitar, orientar e conectar empresas brasileiras a compradores internacionais, promovendo uma inserção externa cada vez mais competitiva, sustentável e inclusiva.

Fonte: ApexBrasil

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: APEX BRASIL

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook