Exportação

Brasil pode se tornar o maior exportador mundial de alimentos até 2027

O Brasil abriu 700 novos mercados internacionais para produtos agropecuários desde o início de 2023, ampliando sua presença comercial em mais de 100 países. A expansão fortalece a posição do país no comércio global e aumenta as perspectivas de liderança nas exportações mundiais do agronegócio.

O balanço foi divulgado na terça-feira pelo Ministério da Agricultura, durante evento que reuniu representantes do governo federal. Na ocasião, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o Brasil poderá ultrapassar os Estados Unidos e assumir a liderança mundial nas exportações de alimentos ainda em 2026.

Exportações do agronegócio brasileiro se aproximam das americanas

O Brasil está próximo de superar os Estados Unidos como principal exportador mundial de produtos agrícolas. Em 2025, os americanos exportaram US$ 171 bilhões em produtos do setor, enquanto as vendas brasileiras alcançaram US$ 169 bilhões.

Para 2026, as projeções indicam uma possível mudança no ranking internacional. A estimativa do governo americano aponta exportações de US$ 177,5 bilhões, enquanto o Brasil poderá chegar a US$ 180 bilhões caso mantenha o ritmo de crescimento registrado até agora.

De janeiro a setembro deste ano, as exportações do agronegócio brasileiro já ultrapassaram US$ 133,5 bilhões.

O ministro da Agricultura, André de Paula, também anunciou que os Emirados Árabes Unidos serão o mais novo destino de produtos brasileiros. O país começará a importar pescado do Brasil, incluindo espécies provenientes da pesca extrativa e da aquicultura.

Novos mercados já geraram mais de US$ 4 bilhões

A abertura de mercados internacionais começa a produzir resultados concretos para os exportadores brasileiros. Segundo Rafael Requião, secretário interino de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, os novos acessos comerciais já geraram mais de US$ 4 bilhões em negócios.

A expectativa é que esse valor aumente nos próximos anos, à medida que as autorizações sanitárias se convertam em novos contratos e embarques.

Requião explicou que a abertura de cada mercado significa que as autoridades sanitárias do país importador aprovaram a entrada de determinado produto brasileiro. Esse processo, segundo ele, demonstra confiança no sistema nacional de defesa agropecuária.

O secretário também destacou a importância da diversificação comercial em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas, tarifas elevadas e incertezas nas relações comerciais.

Açaí e erva-mate ampliam a diversidade das exportações

A expansão dos mercados não se limita às commodities tradicionais, como soja, milho e carnes. Produtos como açaí e erva-mate também conquistaram novos destinos internacionais, contribuindo para diversificar a pauta exportadora brasileira.

De acordo com Requião, um em cada cinco novos mercados abertos no período envolve produtos considerados não tradicionais.

A estratégia busca ampliar as oportunidades para diferentes segmentos da produção agropecuária, permitindo que mais empresas e cadeias produtivas brasileiras alcancem consumidores estrangeiros.

Outro fator relevante é a atuação dos adidos agrícolas brasileiros no exterior. Países que contam com esses representantes concentram dois terços das aberturas de mercado registradas desde 2023. Atualmente, o Brasil possui 40 adidos agrícolas.

Segundo o secretário, o resultado reflete uma mudança na estratégia de comércio exterior, com atuação mais ativa do governo na busca por oportunidades, em vez de depender apenas de solicitações feitas por outros países.

Brasil pode ampliar exportações em US$ 80 bilhões

O potencial de crescimento das vendas externas também foi destacado por Floriano Pesaro, diretor de Gestão Corporativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Segundo ele, o Brasil tem condições de acrescentar US$ 80 bilhões ao seu potencial exportador ao longo dos próximos quatro anos.

A estimativa reforça as perspectivas de ampliação da presença brasileira no mercado internacional, especialmente em segmentos ligados à produção de alimentos e ao fornecimento de matérias-primas agrícolas.

Abertura de mercados supera resultado de governos anteriores

O Ministério da Agricultura comparou o número de novos mercados conquistados na atual gestão com o resultado do governo de Jair Bolsonaro, período em que foram abertos 241 mercados para produtos agropecuários brasileiros.

O ministro André de Paula afirmou que o total registrado desde o início de 2023 representa quase três vezes o resultado da administração anterior. Segundo ele, o governo também deverá superar a meta estabelecida inicialmente.

Na avaliação do ministro, o avanço do acesso comercial contribui para ampliar as oportunidades de negócios e fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro no exterior.

Agronegócio registra crescimento econômico

Durante o evento, André de Paula também apresentou números sobre o desempenho econômico do setor. Segundo os dados citados pelo ministro, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio cresceu 26% entre 2023 e 2025, com possibilidade de alcançar 29% quando forem incorporados os resultados de 2026.

Para efeito de comparação, o ministro afirmou que o crescimento do setor entre 2019 e 2022, durante o governo Bolsonaro, foi de 3,5%.

O chanceler Mauro Vieira também destacou a conquista dos 700 novos mercados, avaliando que o resultado demonstra a capacidade brasileira de manter o diálogo internacional e construir relações comerciais com diferentes países.

A ampliação dos destinos de exportação, a diversificação dos produtos e o crescimento das vendas externas reforçam a posição do Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de alimentos e sustentam a expectativa de avanço no ranking global do comércio agropecuário.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Agronegócio

Brasil abre 700 mercados internacionais para o agronegócio desde 2023

O Brasil conquistou 700 novos mercados internacionais para produtos agropecuários desde o início de 2023, ampliando as oportunidades de exportação do agronegócio brasileiro. O resultado foi anunciado nesta terça-feira (13), durante cerimônia no Ministério da Agricultura e Pecuária, em meio aos avanços das relações comerciais com diferentes países e blocos econômicos.

Outro destaque é o crescimento das vendas brasileiras para a União Europeia após a entrada em vigor provisória do acordo comercial com o Mercosul. Entre maio e setembro deste ano, as exportações brasileiras para o bloco europeu aumentaram 30,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados apresentados pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

De janeiro a setembro, as exportações do Brasil para a União Europeia totalizaram US$ 44,17 bilhões, alta de 20% em relação aos nove primeiros meses de 2025.

Acordo Mercosul-União Europeia impulsiona exportações brasileiras

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também destacou os resultados do tratado comercial entre os dois blocos. Segundo ele, o intercâmbio comercial entre os países do Mercosul e da União Europeia cresceu mais de US$ 6 bilhões desde a aprovação e a entrada em vigor do acordo.

Vieira afirmou que as exportações brasileiras registraram avanço de 10,4% em 2026 e atribuiu parte desse desempenho à abertura comercial com o mercado europeu, que proporcionou uma expansão próxima de 30% nas vendas desde maio.

O acordo entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio, após quase 27 anos de negociações entre os dois blocos econômicos. A expectativa é que a aproximação comercial amplie as oportunidades para empresas brasileiras e fortaleça a presença do país no mercado internacional.

Comércio exterior avança em meio a tensões internacionais

Durante o evento em Brasília, Márcio Elias Rosa ressaltou que o crescimento das exportações vai além do setor agropecuário. Conforme o ministro, o comércio exterior brasileiro avançou, em média, 10,5%, mesmo diante de tensões geopolíticas e do aumento das barreiras comerciais em diferentes mercados.

Para ele, os resultados refletem a capacidade de expansão das empresas nacionais e as iniciativas governamentais voltadas à promoção das exportações.

O ministro também destacou a importância da agroindústria para a estratégia de reindustrialização do país, defendendo maior integração entre a produção agropecuária e o desenvolvimento industrial.

Ao abordar as relações comerciais com os Estados Unidos, Elias Rosa classificou o momento como delicado, mas reafirmou que o governo pretende manter o diálogo e as negociações diplomáticas.

Brasil amplia presença em 99 destinos internacionais

As 700 aberturas de mercado anunciadas pelo governo ocorreram em 99 destinos, entre países e blocos econômicos. As autorizações sanitárias concedidas permitiram ampliar o acesso de produtos agropecuários brasileiros a novos compradores internacionais.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, comparou o resultado ao registrado na administração anterior. Segundo ele, foram 700 aberturas de mercado desde 2023, contra 241 durante o governo precedente.

O ministro também destacou as perspectivas de crescimento do setor. A estimativa apresentada por ele aponta que a participação do agronegócio no Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário deverá alcançar 29% neste ano. Para a safra 2026/2027, a projeção é de produção de 366 milhões de toneladas.

Exportações para novos mercados podem chegar a US$ 80 bilhões

Dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) indicam que o país já exportou US$ 5,8 bilhões em produtos para os mercados abertos desde 2023.

A agência projeta que as vendas destinadas a esses novos compradores alcancem US$ 80 bilhões nos próximos quatro anos, reforçando a importância da diversificação dos mercados de exportação para o crescimento da economia brasileira.

André de Paula também afirmou que o Brasil pretende terminar o ano como o maior exportador mundial de alimentos. Segundo os números apresentados pelo ministro, as exportações brasileiras do setor somaram US$ 169 bilhões no acumulado do ano, cerca de US$ 2 bilhões abaixo do resultado dos Estados Unidos.

Plano Safra recebe mais de R$ 1 trilhão em quatro anos

O financiamento da produção rural também foi apontado pelo ministro como um dos fatores de apoio à competitividade do agronegócio nacional.

De acordo com André de Paula, o governo federal destinou mais de R$ 610 bilhões ao Plano Safra atual, contemplando a agricultura empresarial e familiar. Considerando os quatro anos do governo Lula, o volume de recursos investidos no programa ultrapassou R$ 1 trilhão, conforme a declaração do ministro.

Os recursos são destinados ao financiamento das atividades rurais e buscam apoiar a produção agropecuária em diferentes segmentos.

China autoriza exportação de miúdos suínos brasileiros

Entre os avanços recentes no comércio agropecuário, André de Paula mencionou a autorização da China para a entrada de miúdos suínos brasileiros.

A medida representa mais uma oportunidade para os produtores nacionais ampliarem as vendas ao mercado chinês. O governo também mantém a expectativa de novas autorizações sanitárias e comerciais para outros produtos brasileiros, com o objetivo de diversificar destinos e fortalecer a posição do país no comércio mundial de alimentos.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Internacional

Vinhos brasileiros podem gerar US$ 2,4 milhões em negócios após rodada internacional em São Paulo

O mercado brasileiro de vinhos, espumantes e sucos de uva deve movimentar aproximadamente US$ 2,4 milhões em negócios imediatos e futuros nos próximos 12 meses. O resultado é fruto de uma iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), realizada entre 6 e 8 de outubro, durante a feira ProWine São Paulo 2026.

A ação integrou o programa Exporta Mais Brasil e contou com a participação de 24 empresas nacionais, que realizaram 140 reuniões comerciais com compradores de sete países. A iniciativa busca ampliar a presença dos produtos brasileiros no exterior, estimular novas parcerias e diversificar os destinos das exportações do setor vitivinícola.

Do total estimado, US$ 900 mil correspondem a negócios imediatos, enquanto outros US$ 1,9 milhão são esperados nos meses seguintes. Os números divulgados pela ApexBrasil reforçam o potencial de expansão da produção brasileira no mercado internacional.

Exporta Mais Brasil conecta produtores brasileiros a sete países

Promovida em parceria com o Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS), a iniciativa faz parte do projeto setorial Wines of Brazil, voltado à promoção internacional dos vinhos e espumantes brasileiros.

Os encontros comerciais reuniram produtores, cooperativas e empresas exportadoras com potenciais parceiros da China, Reino Unido, Países Baixos, Angola, Rússia, México e Paraguai.

A aproximação permitiu apresentar produtos nacionais a compradores estrangeiros, negociar condições comerciais e identificar oportunidades de entrada em novos mercados.

Para Camila Torres Meyer, especialista da Gerência Regional da ApexBrasil, a diversidade e a identidade dos produtos brasileiros são diferenciais importantes para conquistar espaço em um segmento internacional competitivo.

Segundo ela, os resultados da rodada de negócios demonstram o interesse crescente dos compradores estrangeiros pela qualidade e pela variedade da produção nacional. As conexões estabelecidas durante o evento também podem contribuir para ampliar as exportações e gerar novas oportunidades para as empresas brasileiras.

Degustações e visitas aproximam compradores da produção nacional

Além das reuniões comerciais, a programação proporcionou aos compradores internacionais uma experiência mais próxima da vitivinicultura brasileira.

Os participantes puderam visitar vinícolas, degustar produtos, conhecer lançamentos e avaliar as características da produção nacional. A proposta foi apresentar os diferenciais dos vinhos, espumantes e sucos de uva brasileiros e aproximar a oferta local das preferências de diferentes mercados consumidores.

De acordo com Rafaela Albuquerque, especialista da Gerência de Agronegócios da ApexBrasil, o contato direto com os produtores ajuda os compradores a compreender melhor a capacidade de inovação e a diversidade do setor.

A iniciativa também permite identificar demandas específicas de cada mercado, facilitando o desenvolvimento de estratégias comerciais mais adequadas para a internacionalização das empresas.

Exportações de vinhos e espumantes crescem 23,73% em 2026

O desempenho da rodada comercial ocorre em um cenário de expansão das vendas externas do setor.

No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras de vinhos e espumantes somaram aproximadamente US$ 6,79 milhões, alta de 23,73% em relação ao mesmo período de 2025. Os produtos nacionais chegaram a 79 países.

Confira os resultados por categoria:

  • Vinhos: US$ 5,61 milhões em exportações, crescimento de 24,66%.
  • Espumantes: US$ 1,18 milhão em vendas externas, avanço de 19,50%.

Os dados são do projeto Wines of Brazil e indicam o avanço da presença internacional dos produtos brasileiros.

O crescimento das exportações reforça a importância de iniciativas de promoção comercial e de aproximação entre produtores nacionais e compradores estrangeiros, especialmente em um mercado marcado pela concorrência internacional.

Número de vinícolas brasileiras cresce 41,5% em cinco anos

A expansão comercial acompanha o aumento do número de estabelecimentos dedicados à produção de vinhos no país.

Segundo o Anuário do Vinho 2026, publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil passou de 682 vinícolas registradas em 2020 para 965 em 2025, crescimento de 41,5% em cinco anos.

As vinícolas estão distribuídas por 327 municípios brasileiros, com maior concentração na Região Sul e no estado de São Paulo.

Veja a distribuição dos estabelecimentos nos três estados com maior número de vinícolas:

  • Rio Grande do Sul: 600 vinícolas;
  • Santa Catarina: 102 vinícolas;
  • São Paulo: 86 vinícolas.

Os números demonstram a ampliação da base produtiva nacional e a relevância do Rio Grande do Sul para a cadeia vitivinícola. Santa Catarina também se destaca entre os principais polos produtores, enquanto São Paulo mantém presença expressiva no setor.

A expansão dos estabelecimentos pode contribuir para diversificar a oferta de produtos, estimular a inovação e fortalecer a capacidade de atendimento aos mercados interno e externo.

Mercado internacional abre novas oportunidades para o vinho brasileiro

O avanço das exportações, a ampliação do número de vinícolas e os resultados das rodadas comerciais indicam oportunidades para o fortalecimento da indústria brasileira de vinhos e espumantes.

A participação em feiras internacionais e o contato direto com compradores ajudam as empresas a conhecer exigências comerciais, identificar tendências de consumo e desenvolver relações duradouras com parceiros estrangeiros.

Nesse contexto, o programa Exporta Mais Brasil atua como instrumento de promoção das exportações, conectando empresas nacionais a potenciais compradores e contribuindo para a diversificação dos mercados atendidos pela produção brasileira.

A expectativa é que os contatos realizados durante a ProWine São Paulo 2026 se convertam em novos contratos nos próximos meses, ampliando a presença dos produtos nacionais no comércio internacional.

O que é o programa Exporta Mais Brasil?

O Exporta Mais Brasil é uma iniciativa da ApexBrasil destinada a impulsionar as exportações por meio da aproximação entre empresas brasileiras e compradores internacionais.

O programa organiza encontros comerciais voltados a diferentes setores da economia, criando oportunidades para apresentar produtos, estabelecer parcerias e ampliar o acesso a mercados estrangeiros.

No segmento vitivinícola, a iniciativa busca fortalecer a competitividade dos produtores nacionais e aumentar o reconhecimento internacional dos vinhos, espumantes e sucos de uva brasileiros.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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Exportação

Rio de Janeiro registra US$ 45 bilhões em exportações em 2026 e busca ampliar mercados internacionais

O Rio de Janeiro já acumulou US$ 45 bilhões em exportações em 2026 e se aproxima de superar o recorde registrado no ano passado, quando as vendas internacionais do estado alcançaram US$ 49 bilhões. O resultado foi apresentado durante o encontro Conexões Produtivas – Oportunidades para o Desenvolvimento da Indústria Brasileira, realizado no dia 8, na capital fluminense.

O evento reuniu representantes do governo, entidades de apoio ao setor produtivo e empresários para discutir estratégias de comércio exterior, diversificação de mercados e fortalecimento da competitividade da indústria local.

A iniciativa foi promovida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Entre os participantes estavam o ministro em exercício do MDIC, Márcio Elias Rosa; o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller; e o presidente da ABDI, Olavo Noleto, além de representantes da Firjan, do BNDES, do Sebrae/RJ e de empresas fluminenses.

Acordo Mercosul-União Europeia abre oportunidades para exportadores

O Acordo Mercosul-União Europeia esteve entre os principais assuntos debatidos no encontro. Segundo o ministro em exercício do MDIC, Márcio Elias Rosa, a parceria comercial já apresenta resultados positivos para as exportações brasileiras e amplia as possibilidades de acesso ao mercado europeu.

De acordo com o ministro, as vendas do Brasil para a União Europeia cresceram aproximadamente 30% entre maio e setembro de 2026. A redução de tarifas para diversos produtos nacionais representa uma oportunidade para as empresas ampliarem seus negócios no exterior.

Rosa também destacou a importância de diversificar os destinos das exportações brasileiras. Em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e mudanças nas relações comerciais, conquistar novos mercados pode reduzir riscos e contribuir para o aumento da produtividade industrial.

A orientação é que empresas de diferentes portes aproveitem as condições comerciais favoráveis para expandir suas operações internacionais e fortalecer sua presença no mercado europeu.

Exportações do Rio crescem 20% em setores além do petróleo

Embora o petróleo continue sendo o principal produto da pauta exportadora fluminense, outros segmentos industriais também apresentam crescimento expressivo.

Segundo o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, as exportações dos demais setores do estado avançaram 20% em 2026. O valor passou de aproximadamente US$ 7 bilhões para cerca de US$ 9 bilhões.

Entre as áreas com potencial para ampliar a presença internacional estão:

  • Moda e indústria criativa;
  • Metalurgia e setor metalmecânico;
  • Indústria automobilística;
  • Alimentos e bebidas;
  • Vinhos e cachaças.

A diversificação da pauta exportadora é considerada estratégica para reduzir a dependência de um único segmento econômico e ampliar as oportunidades para empresas fluminenses.

A ApexBrasil informou que já atendeu cerca de 1,1 mil empresas no estado. A atuação da agência inclui iniciativas para aproximar os negócios locais das oportunidades do comércio internacional, com atenção especial às pequenas e médias empresas.

ApexBrasil identifica 717 oportunidades de negócios para o estado

Para facilitar o acesso das empresas às oportunidades previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia, a ApexBrasil apresentou o Painel de Oportunidades do Acordo Mercosul-UE, uma ferramenta pública de inteligência comercial.

O recurso foi desenvolvido para transformar as informações técnicas do acordo em dados que auxiliem os exportadores na identificação de mercados, produtos e possibilidades de expansão.

Segundo Gustavo Ribeiro, gerente de Inteligência de Mercado da ApexBrasil, o painel busca tornar as condições comerciais mais acessíveis às empresas e apoiar decisões estratégicas de internacionalização.

No levantamento específico para o Rio de Janeiro, foram identificadas 717 oportunidades de negócios.

O estado exporta aproximadamente US$ 49 bilhões para diferentes mercados internacionais e US$ 10 bilhões para a União Europeia. Atualmente, 567 empresas fluminenses mantêm presença comercial ativa no bloco europeu.

A ferramenta pode auxiliar tanto empresas que já exportam, mas desejam diversificar seus destinos, quanto negócios que pretendem realizar suas primeiras operações internacionais.

Acordos comerciais ampliam a participação brasileira no comércio global

A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, destacou os avanços da política comercial brasileira e a ampliação da rede de acordos internacionais.

Com os entendimentos firmados pelo Mercosul com a União Europeia, Singapura e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, a parcela do comércio exterior brasileiro coberta por acordos preferenciais passou de 12,4% para mais de 31%.

Para o Rio de Janeiro, a União Europeia representa um mercado especialmente relevante. O bloco absorve cerca de 20% das exportações fluminenses, consolidando sua importância para a economia estadual.

Além do comércio de mercadorias, o acordo também pode abrir espaço para a expansão dos serviços brasileiros na Europa. Entre os segmentos com potencial estão tecnologia da informação, engenharia, arquitetura e consultoria.

A ampliação dessas oportunidades depende da capacidade das empresas de identificar demandas, adequar seus serviços às exigências internacionais e estabelecer parcerias comerciais.

Exportações brasileiras para a União Europeia atingem recorde em 2026

As vendas brasileiras para o mercado europeu também registraram resultados expressivos. Entre janeiro e agosto de 2026, as exportações para a União Europeia somaram US$ 37,3 bilhões, o maior valor já registrado para o período e US$ 4,8 bilhões acima do resultado dos mesmos meses de 2025.

O crescimento alcançou diferentes categorias de produtos contempladas pelo acordo comercial.

Confira os principais resultados:

  • Produtos com tarifa zerada imediatamente: aumento de 27,9%, equivalente a US$ 2,9 bilhões adicionais.
  • Produtos sujeitos a cotas: crescimento de 22,8%, com acréscimo de US$ 1,7 bilhão.
  • Produtos sem exportações para o bloco em 2025: geração de US$ 148,3 milhões em novas vendas.

Considerando o período de maio a setembro de 2026, as exportações brasileiras para a União Europeia totalizaram US$ 27,2 bilhões, alta de 30,6% na comparação anual. O avanço correspondeu a US$ 6,4 bilhões adicionais em vendas.

No mesmo intervalo, as importações brasileiras provenientes do bloco alcançaram US$ 22,5 bilhões, crescimento de 3,1%. A corrente de comércio — soma das exportações e importações — chegou a US$ 49,7 bilhões, avanço de 16,6%.

O saldo comercial também apresentou uma mudança significativa: o déficit de US$ 965,9 milhões registrado no mesmo período de 2025 deu lugar a um superávit de US$ 4,7 bilhões em 2026.

Os números reforçam a relevância do mercado europeu para o comércio exterior brasileiro e indicam oportunidades para empresas interessadas em ampliar suas vendas internacionais.

Política industrial busca fortalecer a competitividade das empresas

A expansão das exportações também depende do fortalecimento da produção nacional. Durante o encontro, o presidente da ABDI, Olavo Noleto, ressaltou a importância da Nova Indústria Brasil (NIB) e do Plano Mais Produção para estimular investimentos, inovação e modernização industrial.

Segundo Noleto, a procura do setor privado por recursos levou à ampliação do programa de financiamento. O volume inicialmente anunciado, de R$ 300 bilhões, foi superado pela demanda, e o plano chegou à marca de R$ 800 bilhões.

O acesso a financiamento e o investimento em tecnologia são considerados instrumentos importantes para que as empresas aumentem a produtividade, modernizem suas operações e atendam às exigências dos mercados internacionais.

A combinação entre política industrial, crédito e abertura comercial pode favorecer a criação de produtos de maior valor agregado e ampliar a participação da indústria brasileira nas cadeias globais de produção.

Empresários discutem desafios para internacionalizar a indústria fluminense

A programação do Conexões Produtivas também abriu espaço para o diálogo direto entre representantes do setor público e empresários do estado.

O painel “A Voz da Indústria Fluminense: desafios e oportunidades para competir no mercado internacional” reuniu Alessa Migani, CEO da Alessa, e Henrique Osório, presidente da SACOR, com moderação de Claudine Bichara, do Sebrae/RJ.

Ao longo do evento, especialistas abordaram temas como acordos comerciais, financiamento público, captação de recursos e estratégias para ampliar a inserção das empresas na Nova Indústria Brasil.

Ana Paula Bernardino, do BNDES, participou das discussões sobre recursos e linhas de financiamento à exportação. Luis Felipe Giesteira apresentou questões relacionadas à política industrial, enquanto Thiago Mendes Lima, da ABDI, abordou soluções ligadas à Indústria 4.0.

A programação também incluiu atendimentos individuais a empresas, com orientações destinadas a facilitar o acesso a instrumentos de apoio e oportunidades de internacionalização.

Diversificação de mercados é estratégica para o crescimento do Rio

Com US$ 45 bilhões em exportações acumuladas em 2026, o Rio de Janeiro se aproxima do resultado recorde do ano anterior. Ao mesmo tempo, o crescimento das vendas de produtos não relacionados ao petróleo indica uma ampliação gradual da participação de outros segmentos na pauta exportadora estadual.

A expansão dos negócios com a União Europeia, aliada ao acesso a ferramentas de inteligência comercial, financiamento e programas de desenvolvimento industrial, pode contribuir para fortalecer a presença das empresas fluminenses no exterior.

O desafio será transformar as oportunidades identificadas em contratos, investimentos e novas rotas comerciais, ampliando a competitividade do estado e reduzindo a concentração das exportações em poucos setores.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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Comércio Exterior

ApexBrasil promove missão em Bruxelas para ampliar negócios entre Brasil e União Europeia

A ApexBrasil realiza, de 12 a 16 de outubro de 2026, em Bruxelas, na Bélgica, uma agenda estratégica voltada ao fortalecimento das relações comerciais e industriais entre o Brasil e a União Europeia (UE). Com o tema “Planejamento Setorial Brasil-UE: do acordo ao mercado”, a iniciativa busca transformar as oportunidades previstas no acordo comercial em negócios concretos, investimentos e maior integração entre as cadeias produtivas.

A programação reúne representantes do Governo Federal, entidades setoriais, empresários, especialistas, adidos agrícolas, integrantes dos Setores de Promoção Comercial (SECOMs) e representantes de instituições europeias.

O objetivo é aproximar as discussões sobre o acordo das necessidades reais das empresas e dos mercados, identificando caminhos para ampliar a competitividade dos produtos brasileiros na Europa, com atenção à inovação e à sustentabilidade.

Missão comercial prioriza setores estratégicos da economia brasileira

A agenda organizada pela ApexBrasil está estruturada em três eixos principais: workshops de planejamento setorial, um jantar de relacionamento institucional no Parlamento Europeu e o fórum internacional EU-Brazil Industrial Partnership.

Os workshops serão realizados no Radisson Collection Hotel e funcionarão como espaço técnico para elaborar, discutir e validar estratégias de inserção comercial no mercado europeu.

As atividades contemplam segmentos com potencial de expansão das exportações e oportunidades relacionadas à redução tarifária prevista no acordo entre Brasil e União Europeia.

Entre os setores prioritários estão:

  • Móveis e madeira;
  • Máquinas e equipamentos;
  • Moda;
  • Café;
  • Rochas naturais;
  • Frutas frescas e processadas;
  • Sociobioeconomia;
  • Bioenergia.

Ao longo da semana, os participantes serão distribuídos em plenárias e mesas de discussão setoriais para avaliar oportunidades, desafios comerciais e estratégias capazes de ampliar a presença brasileira no mercado europeu.

Jantar no Parlamento Europeu aborda integração industrial e sustentabilidade

No dia 13 de outubro, a programação inclui o encontro institucional Trusted Industrial Partnership for a Competitive and Sustainable Economy, realizado no Parlamento Europeu.

O jantar tem como foco o diálogo com eurodeputados, executivos e assessores, com o propósito de discutir oportunidades de cooperação econômica e industrial entre os dois mercados.

Entre os temas previstos estão a integração produtiva Brasil-UE, o fornecimento sustentável, a expansão das energias limpas e o desenvolvimento de cadeias produtivas com menor emissão de carbono.

A iniciativa busca fortalecer o relacionamento institucional e ampliar o entendimento sobre caminhos para uma parceria industrial competitiva e alinhada às metas de sustentabilidade.

Fórum Brasil-União Europeia discutirá inovação e cadeias produtivas

Outro destaque da missão será o EU-Brazil Industrial Partnership Forum – Building Competitive, Resilient and Sustainable Value Chains, marcado para 15 de outubro de 2026, das 9h às 13h, no Concert Noble, em Bruxelas.

O encontro será promovido pela ApexBrasil em parceria com a BusinessEurope, principal confederação empresarial europeia.

A programação abordará questões consideradas estratégicas para a competitividade industrial, incluindo:

  • Integração das cadeias globais de valor;
  • Inovação e desenvolvimento tecnológico;
  • Acesso e fornecimento de matérias-primas críticas;
  • Soluções energéticas de baixo carbono;
  • Resiliência e sustentabilidade da produção industrial.

O fórum pretende ampliar o debate sobre as relações comerciais entre Brasil e União Europeia, conectando as oportunidades do acordo a desafios mais abrangentes da economia global.

A discussão também busca identificar possibilidades de cooperação entre empresas brasileiras e europeias, favorecendo cadeias de suprimentos mais eficientes, sustentáveis e preparadas para enfrentar mudanças no cenário internacional.

Acordo comercial pode abrir novas oportunidades para empresas brasileiras

A agenda em Bruxelas faz parte do esforço para aproximar os instrumentos de política comercial das estratégias de atuação das empresas. A proposta é identificar oportunidades por setor, estimular parcerias e preparar os segmentos brasileiros para aproveitar as condições de acesso ao mercado europeu previstas no acordo.

Com a participação de autoridades, lideranças empresariais e interlocutores europeus, a missão pretende contribuir para o fortalecimento das relações econômicas entre as duas regiões e para a ampliação das oportunidades de exportação, investimento e cooperação industrial.

Serviço

  • Evento: Planejamento Setorial Brasil-UE: do acordo ao mercado.
  • Data: 12 a 16 de outubro de 2026.
  • Local: Bruxelas, Bélgica.
  • Organização: ApexBrasil.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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Exportação

PEIEX reúne entidades e empresas em Itajaí para avaliar resultados e ampliar preparação para o mercado internacional

Santa Catarina tem cerca de 1,5 milhão de empresas, mas apenas 0,17% delas exportam atualmente, o equivalente a aproximadamente 2,6 mil empresas. O cenário mostra o potencial ainda existente para ampliar a participação catarinense no comércio exterior e foi um dos contextos discutidos durante a 3ª Reunião do Comitê Consultivo do PEIEX – Núcleo Itajaí, realizada em 30 de setembro, no Giardino Del Porto, em Itajaí.

O encontro reuniu representantes da ApexBrasil, Sebrae/SC, Senai, associações empresariais e empresas participantes do programa para avaliar resultados e discutir estratégias de preparação para o mercado internacional.

Os números apresentados pelo gestor do Núcleo PEIEX Itajaí, Renan Moreira, mostram que 119 empresas da região já participam do programa. Deste total, 77 concluíram a qualificação e 42 estão em atendimento. A meta é incorporar outras 45 empresas até maio de 2027. Em Santa Catarina, o PEIEX já contabiliza 773 empresas atendidas, com previsão de alcançar mais 351 até maio de 2027.

Realizado pela ApexBrasil em parceria com o Sebrae/SC, o Programa de Qualificação para Exportação oferece atendimento gratuito para empresas interessadas em iniciar ou estruturar sua atuação no comércio exterior. O atual ciclo do Núcleo Itajaí começou em junho de 2025 e segue até dezembro de 2027. A meta é atender 150 empresas da região.

Preparação antes de chegar ao mercado internacional

Para o coordenador de Acesso a Mercados do Sebrae/SC, Jefferson Reis Bueno, a preparação para exportar também contribui para melhorar a própria gestão das empresas. “O nível de exigência do mercado internacional faz com que o empresário se prepare melhor, qualifique seus processos e, consequentemente, se torne mais competitivo também no mercado interno,” explica.

Segundo José Mendes, especialista da Coordenação de Competitividade da ApexBrasil, destacou que a internacionalização precisa ser construída por etapas. O processo envolve desde a sensibilização das empresas e a qualificação empresarial até a criação de mecanismos para gerar oportunidades de negócios no exterior. “É preciso ter estratégia e segurança para exportar,” ressalta.

As empresas atendidas pelo Núcleo Itajaí estão distribuídas por 14 setores da economia. Entre os segmentos com maior participação estão moda e vestuário, alimentos e bebidas, serviços e tecnologia, cosméticos, máquinas e equipamentos, economia criativa e moveleiro. Os mercados trabalhados também são diversos, incluindo países da América do Sul, Estados Unidos e União Europeia.

Estado prepara rede para ampliar internacionalização

Durante a reunião, Emerson Luis Pereira, secretário adjunto de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos de Santa Catarina, apresentou ações do Governo do Estado voltadas à ampliação das exportações e à qualificação das empresas.

Uma delas é a Rede Catarinense de Internacionalização, proposta que reúne governo e setor produtivo em uma estratégia integrada, com ações planejadas até 2030. A iniciativa está estruturada em quatro pilares: negócios e internacionalização; certificação e acesso a mercados; competitividade e tecnologia; e serviços e promoção comercial.

Como as empresas podem participar do PEIEX

Empresas interessadas em começar a exportar ou estruturar sua atuação internacional podem procurar o Núcleo PEIEX Itajaí. O atendimento é gratuito e busca identificar o nível de preparação da empresa, apontar oportunidades de melhoria e orientar a construção de uma estratégia para o mercado internacional.

Texto: ReConecta News

Imagens: ReConecta News / Giovana Santos

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Comércio Exterior

Apex Mais Perto oferece consultoria gratuita para empresas que querem exportar

Empresas brasileiras interessadas em começar ou ampliar a atuação no exterior terão acesso a uma nova ferramenta de apoio à internacionalização de empresas. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançará, em outubro, o Apex Mais Perto, serviço que oferece consultoria individual, gratuita e totalmente online com especialistas em comércio exterior.

O programa disponibiliza até três horas de atendimento por empresa, permitindo que cada negócio apresente suas dúvidas e receba orientações direcionadas aos próprios desafios. A iniciativa foi criada para aproximar o conhecimento técnico das necessidades práticas de empresas que desejam ingressar ou avançar no mercado internacional.

Consultoria gratuita para exportação

A decisão de exportar envolve uma série de questões. Entre elas estão a escolha dos mercados de destino, a definição do preço de exportação, os procedimentos necessários para vender ao exterior, a organização da logística internacional e a definição de estratégias para conquistar e diversificar mercados.

O Apex Mais Perto pretende auxiliar justamente nesses pontos. O atendimento poderá tratar de temas como:

  • Diversificação de mercados;
  • oportunidades relacionadas a acordos comerciais;
  • estratégias de acesso a mercados internacionais;
  • formação de preços para exportação;
  • logística e procedimentos aduaneiros;
  • contratos internacionais;
  • riscos e garantias;
  • marketing internacional.

De acordo com Clarissa Furtado, gerente de Competitividade da ApexBrasil, a iniciativa surgiu da identificação de uma necessidade comum entre empresas que possuem potencial para atuar internacionalmente, mas ainda enfrentam dúvidas específicas para transformar esse potencial em ações.

“Muitas empresas sabem que têm potencial para vender para outros países, mas ainda têm dúvidas sobre como avançar.”

Segundo a executiva, o objetivo é aproximar essas empresas de especialistas em comércio exterior e oferecer uma orientação adaptada aos desafios de cada negócio, ajudando a transformar questões sobre mercados, preços, logística, contratos e estratégias internacionais em próximos passos.

Atendimento personalizado para cada empresa

Um dos diferenciais do Apex Mais Perto é a possibilidade de direcionar a consultoria para o problema específico enfrentado pela empresa. O serviço não segue um formato único de atendimento: antes de agendar a conversa, a empresa poderá escolher o tema de interesse e consultar os perfis dos especialistas disponíveis.

As três horas de consultoria podem ser utilizadas em uma única sessão ou distribuídas em mais de um encontro. Assim, uma empresa que esteja analisando novos destinos para seus produtos pode concentrar o atendimento em diversificação de mercados, enquanto outra pode buscar orientação sobre preços, logística ou contratos internacionais.

Quem pode utilizar o Apex Mais Perto

O serviço é destinado a empresas brasileiras produtoras de bens que tenham CNPJ ativo e estrutura suficiente para iniciar ou ampliar suas atividades de exportação.

A proposta contempla tanto negócios que estão começando no comércio exterior quanto empresas que já exportam e precisam esclarecer questões específicas para expandir ou diversificar sua presença em outros países.

A consultoria possui caráter orientativo. Os especialistas fornecem informações e boas práticas de mercado para ajudar a empresa a compreender aspectos relevantes da estratégia de internacionalização. As decisões e a execução das ações continuam sob responsabilidade de cada negócio.

Como solicitar a consultoria da ApexBrasil

O acesso ao Apex Mais Perto será realizado pelo portal da ApexBrasil. Para participar, a empresa deverá fazer um cadastro e preencher um diagnóstico com informações sobre seu perfil e suas necessidades.

Após analisar se a empresa atende aos critérios do público elegível e concluir a adesão ao serviço, a ApexBrasil liberará o acesso ao sistema de agendamento.

A partir dessa etapa, a empresa poderá:

  • escolher o tema que deseja discutir;
  • consultar os especialistas disponíveis;
  • selecionar o horário do atendimento;
  • realizar a consultoria de forma 100% online.

Cada empresa terá direito a até três horas de consultoria a cada seis meses, sem cobrança.

Apoio para empresas que querem conquistar novos mercados

Com o novo serviço, a ApexBrasil amplia as alternativas de atendimento oferecidas às empresas brasileiras que buscam exportar produtos e desenvolver sua presença internacional.

A proposta é oferecer uma solução rápida para dúvidas pontuais que podem influenciar decisões relacionadas à entrada em novos mercados, formação de preços, logística e demais etapas da internacionalização empresarial.

Empresas interessadas poderão realizar o cadastro na página do Apex Mais Perto no portal da ApexBrasil e solicitar a consultoria gratuita.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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Comércio Exterior

Estudo da ApexBrasil aponta mais de 400 oportunidades de negócios para exportadores brasileiros na França

A França destaca-se como um mercado altamente estratégico para o Brasil, concentrando mais de 400 oportunidades comerciais para empresas nacionais. É o que aponta o estudo Perfil de Comércio e Investimentos – França, lançado recentemente pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Com uma economia robusta — PIB de US$ 3,4 trilhões e população de 66,7 milhões de habitantes —, o país europeu importou cerca de US$ 799 bilhões em 2025, figurando como o quinto maior importador do mundo. Em termos de comércio bilateral, a relação movimentou US$ 10,3 bilhões no mesmo ano, com as exportações brasileiras alcançando US$ 3,1 bilhões, impulsionadas por itens tradicionais como farelo de soja, petróleo bruto, café e celulose.

Diversificação e setores em alta no mercado francês

O mapeamento da ApexBrasil revela que as oportunidades estão concentradas em segmentos como alimentos, maquinário, combustíveis e produtos químicos. No entanto, há um espaço expressivo para mercadorias de maior valor agregado alinhadas às demandas de sofisticação e sustentabilidade do consumidor europeu.

Alguns nichos já vêm apresentando forte ritmo de crescimento entre 2021 e 2025:

  • Café não torrado: Crescimento médio de 32,2% ao ano nas vendas externas.
  • Setor aeronáutico: Avanço de 17,9% ao ano na exportação de aeronaves e componentes.
  • Novos nichos: Oportunidades latentes em frutas frescas, óleos essenciais, preparações alimentícias e insumos industriais.

Impacto do Acordo Mercosul–União Europeia

A entrada em vigor provisória do Acordo Mercosul–União Europeia, em maio de 2026, inaugurou um cenário promissor para as exportações brasileiras. Dados preliminares entre maio e agosto de 2026 apontam um crescimento de aproximadamente 17,9% nas vendas para o território francês em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Enquanto commodities como celulose e petróleo já entravam com tarifa zero, produtos industrializados e especialidades — a exemplo do café solúvel — passaram a se beneficiar do cronograma de desgravação tarifária, elevando a competitividade do comércio exterior do Brasil.

França lidera investimentos estrangeiros no Brasil

Além do intercâmbio comercial, os laços econômicos bilaterais são marcados por fortes aportes financeiros. Em 2024, o estoque de investimento direto francês no Brasil atingiu US$ 80,3 bilhões, consolidando a França como o terceiro maior investidor estrangeiro em solo nacional.

Entre 2016 e 2026, foram contabilizados centenas de projetos de investimento e operações de fusão e aquisição nas áreas de energia, infraestrutura, tecnologia e agronegócio, evidenciando uma parceria econômica sólida e de longo prazo.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Exportação

Setor de mel e própolis do Brasil movimenta US$ 10,25 milhões em rodadas internacionais no Ceará

A apicultura nacional deu um passo importante rumo à expansão global durante a edição especial do programa Exporta Mais Brasil, focada em mel e própolis. O evento, promovido pela ApexBrasil na sede da FIEC, em Fortaleza, reuniu 22 empresas do país e 11 compradores estrangeiros em um total de 157 rodadas de negócios.

Os resultados financeiros superaram as expectativas: o evento gerou US$ 4,5 milhões em negócios fechados de forma imediata, com uma projeção total de US$ 10,25 milhões em acordos futuros.

Imersão no Ceará e valorização da apicultura familiar

Antes dos encontros comerciais na capital cearense, a comitiva internacional participou de uma imersão técnica no interior do estado. O roteiro incluiu passagens por Juazeiro do Norte e visitas ao Apiário Arneiroz, onde os importadores acompanharam o manejo sustentável das colmeias e a extração do mel da Caatinga.

A iniciativa permitiu evidenciar o impacto socioeconômico da apicultura familiar, pilar essencial para o desenvolvimento do semiárido e para a garantia de um produto com alto padrão de pureza.

Competitividade global e diversificação de mercados

O Brasil se destaca mundialmente como o maior produtor de mel orgânico certificado, sendo responsável por fornecer cerca de 81,2% de todo o insumo orgânico importado pelos Estados Unidos.

A diversificação de clientes também tem avançado: compradores de dez países — incluindo Alemanha, China, Arábia Saudita, Polônia, Suíça e Japão — participaram das negociações. O desempenho reflete o vigor do setor, que registrou alta de 9% nas exportações entre janeiro e julho, somando US$ 80,8 milhões no período.

Investidores estrangeiros destacaram a excelência do portfólio nacional, ressaltando o potencial de variedades exclusivas, como o mel de Aroeira, para conquistar novos nichos de consumo na Europa e no Oriente Médio.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Evento

Marcas brasileiras movimentam US$ 2,5 milhões na Coterie New York 2026

A moda brasileira destacou-se no cenário internacional durante a edição de 2026 da Coterie New York, realizada entre os dias 9 e 11 de setembro nos Estados Unidos. Considerada uma das principais plataformas de negócios do setor no mundo, a feira reuniu criadores, varejistas, influenciadores e compradores globais.

Com o suporte do Texbrasil — programa fruto da parceria entre a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) e a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) —, 34 empresas nacionais apresentaram suas novas coleções ao mercado norte-americano.

Desempenho comercial e projeções de exportação

Durante os três dias de evento, as marcas do país puderam estreitar laços com parceiros estratégicos e divulgar seus diferenciais competitivos. A participação coletiva resultou em uma movimentação expressiva: foram gerados US$ 2,5 milhões em negócios, somando os contratos fechados durante a feira e as expectativas comerciais projetadas para os próximos 12 meses.

Empresas de destaque nacional marcaram presença no evento, incluindo nomes como:

  • Colcci e Open (representadas pelo Grupo AMC Têxtil)
  • Osklen, Schutz/Arezzo e Beira Rio/Vizzano
  • Água de Coco, Colcci, Carrano e Cristina Sabatini

Duas décadas de consolidação nos Estados Unidos

A presença estruturada do Brasil na Coterie completa 20 anos de história por meio do Texbrasil. Para Gabriella Sampaulo, coordenadora de promoção comercial do programa, essa trajetória de longo prazo é o pilar que permite às marcas nacionais ganharem autoridade, visibilidade e tracionarem vendas no disputado mercado dos EUA.

O sucesso da missão comercial reforça o potencial e a resiliência da indústria têxtil e de confecção do Brasil, provando que a criatividade, a qualificação profissional e a força da cadeia produtiva nacional encontram excelente receptividade no exterior.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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