Exportação

PEIEX reúne entidades e empresas em Itajaí para avaliar resultados e ampliar preparação para o mercado internacional

Santa Catarina tem cerca de 1,5 milhão de empresas, mas apenas 0,17% delas exportam atualmente, o equivalente a aproximadamente 2,6 mil empresas. O cenário mostra o potencial ainda existente para ampliar a participação catarinense no comércio exterior e foi um dos contextos discutidos durante a 3ª Reunião do Comitê Consultivo do PEIEX – Núcleo Itajaí, realizada em 30 de setembro, no Giardino Del Porto, em Itajaí.

O encontro reuniu representantes da ApexBrasil, Sebrae/SC, Senai, associações empresariais e empresas participantes do programa para avaliar resultados e discutir estratégias de preparação para o mercado internacional.

Os números apresentados pelo gestor do Núcleo PEIEX Itajaí, Renan Moreira, mostram que 119 empresas da região já participam do programa. Deste total, 77 concluíram a qualificação e 42 estão em atendimento. A meta é incorporar outras 45 empresas até maio de 2027. Em Santa Catarina, o PEIEX já contabiliza 773 empresas atendidas, com previsão de alcançar mais 351 até maio de 2027.

Realizado pela ApexBrasil em parceria com o Sebrae/SC, o Programa de Qualificação para Exportação oferece atendimento gratuito para empresas interessadas em iniciar ou estruturar sua atuação no comércio exterior. O atual ciclo do Núcleo Itajaí começou em junho de 2025 e segue até dezembro de 2027. A meta é atender 150 empresas da região.

Preparação antes de chegar ao mercado internacional

Para o coordenador de Acesso a Mercados do Sebrae/SC, Jefferson Reis Bueno, a preparação para exportar também contribui para melhorar a própria gestão das empresas. “O nível de exigência do mercado internacional faz com que o empresário se prepare melhor, qualifique seus processos e, consequentemente, se torne mais competitivo também no mercado interno,” explica.

Segundo José Mendes, especialista da Coordenação de Competitividade da ApexBrasil, destacou que a internacionalização precisa ser construída por etapas. O processo envolve desde a sensibilização das empresas e a qualificação empresarial até a criação de mecanismos para gerar oportunidades de negócios no exterior. “É preciso ter estratégia e segurança para exportar,” ressalta.

As empresas atendidas pelo Núcleo Itajaí estão distribuídas por 14 setores da economia. Entre os segmentos com maior participação estão moda e vestuário, alimentos e bebidas, serviços e tecnologia, cosméticos, máquinas e equipamentos, economia criativa e moveleiro. Os mercados trabalhados também são diversos, incluindo países da América do Sul, Estados Unidos e União Europeia.

Estado prepara rede para ampliar internacionalização

Durante a reunião, Emerson Luis Pereira, secretário adjunto de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos de Santa Catarina, apresentou ações do Governo do Estado voltadas à ampliação das exportações e à qualificação das empresas.

Uma delas é a Rede Catarinense de Internacionalização, proposta que reúne governo e setor produtivo em uma estratégia integrada, com ações planejadas até 2030. A iniciativa está estruturada em quatro pilares: negócios e internacionalização; certificação e acesso a mercados; competitividade e tecnologia; e serviços e promoção comercial.

Como as empresas podem participar do PEIEX

Empresas interessadas em começar a exportar ou estruturar sua atuação internacional podem procurar o Núcleo PEIEX Itajaí. O atendimento é gratuito e busca identificar o nível de preparação da empresa, apontar oportunidades de melhoria e orientar a construção de uma estratégia para o mercado internacional.

Texto: ReConecta News

Imagens: ReConecta News / Giovana Santos

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Comércio Exterior

Apex Mais Perto oferece consultoria gratuita para empresas que querem exportar

Empresas brasileiras interessadas em começar ou ampliar a atuação no exterior terão acesso a uma nova ferramenta de apoio à internacionalização de empresas. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançará, em outubro, o Apex Mais Perto, serviço que oferece consultoria individual, gratuita e totalmente online com especialistas em comércio exterior.

O programa disponibiliza até três horas de atendimento por empresa, permitindo que cada negócio apresente suas dúvidas e receba orientações direcionadas aos próprios desafios. A iniciativa foi criada para aproximar o conhecimento técnico das necessidades práticas de empresas que desejam ingressar ou avançar no mercado internacional.

Consultoria gratuita para exportação

A decisão de exportar envolve uma série de questões. Entre elas estão a escolha dos mercados de destino, a definição do preço de exportação, os procedimentos necessários para vender ao exterior, a organização da logística internacional e a definição de estratégias para conquistar e diversificar mercados.

O Apex Mais Perto pretende auxiliar justamente nesses pontos. O atendimento poderá tratar de temas como:

  • Diversificação de mercados;
  • oportunidades relacionadas a acordos comerciais;
  • estratégias de acesso a mercados internacionais;
  • formação de preços para exportação;
  • logística e procedimentos aduaneiros;
  • contratos internacionais;
  • riscos e garantias;
  • marketing internacional.

De acordo com Clarissa Furtado, gerente de Competitividade da ApexBrasil, a iniciativa surgiu da identificação de uma necessidade comum entre empresas que possuem potencial para atuar internacionalmente, mas ainda enfrentam dúvidas específicas para transformar esse potencial em ações.

“Muitas empresas sabem que têm potencial para vender para outros países, mas ainda têm dúvidas sobre como avançar.”

Segundo a executiva, o objetivo é aproximar essas empresas de especialistas em comércio exterior e oferecer uma orientação adaptada aos desafios de cada negócio, ajudando a transformar questões sobre mercados, preços, logística, contratos e estratégias internacionais em próximos passos.

Atendimento personalizado para cada empresa

Um dos diferenciais do Apex Mais Perto é a possibilidade de direcionar a consultoria para o problema específico enfrentado pela empresa. O serviço não segue um formato único de atendimento: antes de agendar a conversa, a empresa poderá escolher o tema de interesse e consultar os perfis dos especialistas disponíveis.

As três horas de consultoria podem ser utilizadas em uma única sessão ou distribuídas em mais de um encontro. Assim, uma empresa que esteja analisando novos destinos para seus produtos pode concentrar o atendimento em diversificação de mercados, enquanto outra pode buscar orientação sobre preços, logística ou contratos internacionais.

Quem pode utilizar o Apex Mais Perto

O serviço é destinado a empresas brasileiras produtoras de bens que tenham CNPJ ativo e estrutura suficiente para iniciar ou ampliar suas atividades de exportação.

A proposta contempla tanto negócios que estão começando no comércio exterior quanto empresas que já exportam e precisam esclarecer questões específicas para expandir ou diversificar sua presença em outros países.

A consultoria possui caráter orientativo. Os especialistas fornecem informações e boas práticas de mercado para ajudar a empresa a compreender aspectos relevantes da estratégia de internacionalização. As decisões e a execução das ações continuam sob responsabilidade de cada negócio.

Como solicitar a consultoria da ApexBrasil

O acesso ao Apex Mais Perto será realizado pelo portal da ApexBrasil. Para participar, a empresa deverá fazer um cadastro e preencher um diagnóstico com informações sobre seu perfil e suas necessidades.

Após analisar se a empresa atende aos critérios do público elegível e concluir a adesão ao serviço, a ApexBrasil liberará o acesso ao sistema de agendamento.

A partir dessa etapa, a empresa poderá:

  • escolher o tema que deseja discutir;
  • consultar os especialistas disponíveis;
  • selecionar o horário do atendimento;
  • realizar a consultoria de forma 100% online.

Cada empresa terá direito a até três horas de consultoria a cada seis meses, sem cobrança.

Apoio para empresas que querem conquistar novos mercados

Com o novo serviço, a ApexBrasil amplia as alternativas de atendimento oferecidas às empresas brasileiras que buscam exportar produtos e desenvolver sua presença internacional.

A proposta é oferecer uma solução rápida para dúvidas pontuais que podem influenciar decisões relacionadas à entrada em novos mercados, formação de preços, logística e demais etapas da internacionalização empresarial.

Empresas interessadas poderão realizar o cadastro na página do Apex Mais Perto no portal da ApexBrasil e solicitar a consultoria gratuita.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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Comércio Exterior

Estudo da ApexBrasil aponta mais de 400 oportunidades de negócios para exportadores brasileiros na França

A França destaca-se como um mercado altamente estratégico para o Brasil, concentrando mais de 400 oportunidades comerciais para empresas nacionais. É o que aponta o estudo Perfil de Comércio e Investimentos – França, lançado recentemente pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Com uma economia robusta — PIB de US$ 3,4 trilhões e população de 66,7 milhões de habitantes —, o país europeu importou cerca de US$ 799 bilhões em 2025, figurando como o quinto maior importador do mundo. Em termos de comércio bilateral, a relação movimentou US$ 10,3 bilhões no mesmo ano, com as exportações brasileiras alcançando US$ 3,1 bilhões, impulsionadas por itens tradicionais como farelo de soja, petróleo bruto, café e celulose.

Diversificação e setores em alta no mercado francês

O mapeamento da ApexBrasil revela que as oportunidades estão concentradas em segmentos como alimentos, maquinário, combustíveis e produtos químicos. No entanto, há um espaço expressivo para mercadorias de maior valor agregado alinhadas às demandas de sofisticação e sustentabilidade do consumidor europeu.

Alguns nichos já vêm apresentando forte ritmo de crescimento entre 2021 e 2025:

  • Café não torrado: Crescimento médio de 32,2% ao ano nas vendas externas.
  • Setor aeronáutico: Avanço de 17,9% ao ano na exportação de aeronaves e componentes.
  • Novos nichos: Oportunidades latentes em frutas frescas, óleos essenciais, preparações alimentícias e insumos industriais.

Impacto do Acordo Mercosul–União Europeia

A entrada em vigor provisória do Acordo Mercosul–União Europeia, em maio de 2026, inaugurou um cenário promissor para as exportações brasileiras. Dados preliminares entre maio e agosto de 2026 apontam um crescimento de aproximadamente 17,9% nas vendas para o território francês em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Enquanto commodities como celulose e petróleo já entravam com tarifa zero, produtos industrializados e especialidades — a exemplo do café solúvel — passaram a se beneficiar do cronograma de desgravação tarifária, elevando a competitividade do comércio exterior do Brasil.

França lidera investimentos estrangeiros no Brasil

Além do intercâmbio comercial, os laços econômicos bilaterais são marcados por fortes aportes financeiros. Em 2024, o estoque de investimento direto francês no Brasil atingiu US$ 80,3 bilhões, consolidando a França como o terceiro maior investidor estrangeiro em solo nacional.

Entre 2016 e 2026, foram contabilizados centenas de projetos de investimento e operações de fusão e aquisição nas áreas de energia, infraestrutura, tecnologia e agronegócio, evidenciando uma parceria econômica sólida e de longo prazo.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Exportação

Setor de mel e própolis do Brasil movimenta US$ 10,25 milhões em rodadas internacionais no Ceará

A apicultura nacional deu um passo importante rumo à expansão global durante a edição especial do programa Exporta Mais Brasil, focada em mel e própolis. O evento, promovido pela ApexBrasil na sede da FIEC, em Fortaleza, reuniu 22 empresas do país e 11 compradores estrangeiros em um total de 157 rodadas de negócios.

Os resultados financeiros superaram as expectativas: o evento gerou US$ 4,5 milhões em negócios fechados de forma imediata, com uma projeção total de US$ 10,25 milhões em acordos futuros.

Imersão no Ceará e valorização da apicultura familiar

Antes dos encontros comerciais na capital cearense, a comitiva internacional participou de uma imersão técnica no interior do estado. O roteiro incluiu passagens por Juazeiro do Norte e visitas ao Apiário Arneiroz, onde os importadores acompanharam o manejo sustentável das colmeias e a extração do mel da Caatinga.

A iniciativa permitiu evidenciar o impacto socioeconômico da apicultura familiar, pilar essencial para o desenvolvimento do semiárido e para a garantia de um produto com alto padrão de pureza.

Competitividade global e diversificação de mercados

O Brasil se destaca mundialmente como o maior produtor de mel orgânico certificado, sendo responsável por fornecer cerca de 81,2% de todo o insumo orgânico importado pelos Estados Unidos.

A diversificação de clientes também tem avançado: compradores de dez países — incluindo Alemanha, China, Arábia Saudita, Polônia, Suíça e Japão — participaram das negociações. O desempenho reflete o vigor do setor, que registrou alta de 9% nas exportações entre janeiro e julho, somando US$ 80,8 milhões no período.

Investidores estrangeiros destacaram a excelência do portfólio nacional, ressaltando o potencial de variedades exclusivas, como o mel de Aroeira, para conquistar novos nichos de consumo na Europa e no Oriente Médio.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Evento

Marcas brasileiras movimentam US$ 2,5 milhões na Coterie New York 2026

A moda brasileira destacou-se no cenário internacional durante a edição de 2026 da Coterie New York, realizada entre os dias 9 e 11 de setembro nos Estados Unidos. Considerada uma das principais plataformas de negócios do setor no mundo, a feira reuniu criadores, varejistas, influenciadores e compradores globais.

Com o suporte do Texbrasil — programa fruto da parceria entre a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) e a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) —, 34 empresas nacionais apresentaram suas novas coleções ao mercado norte-americano.

Desempenho comercial e projeções de exportação

Durante os três dias de evento, as marcas do país puderam estreitar laços com parceiros estratégicos e divulgar seus diferenciais competitivos. A participação coletiva resultou em uma movimentação expressiva: foram gerados US$ 2,5 milhões em negócios, somando os contratos fechados durante a feira e as expectativas comerciais projetadas para os próximos 12 meses.

Empresas de destaque nacional marcaram presença no evento, incluindo nomes como:

  • Colcci e Open (representadas pelo Grupo AMC Têxtil)
  • Osklen, Schutz/Arezzo e Beira Rio/Vizzano
  • Água de Coco, Colcci, Carrano e Cristina Sabatini

Duas décadas de consolidação nos Estados Unidos

A presença estruturada do Brasil na Coterie completa 20 anos de história por meio do Texbrasil. Para Gabriella Sampaulo, coordenadora de promoção comercial do programa, essa trajetória de longo prazo é o pilar que permite às marcas nacionais ganharem autoridade, visibilidade e tracionarem vendas no disputado mercado dos EUA.

O sucesso da missão comercial reforça o potencial e a resiliência da indústria têxtil e de confecção do Brasil, provando que a criatividade, a qualificação profissional e a força da cadeia produtiva nacional encontram excelente receptividade no exterior.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Economia

Brasil apresenta iniciativas de economia circular na OMC para impulsionar competitividade e inclusão

Durante o Fórum Público da Organização Mundial do Comércio (OMC), a ApexBrasil e a Missão Permanente do Brasil promoveram um painel dedicado a debater o papel da sustentabilidade no comércio internacional. Com o tema “Circular Services for an Inclusive Circular Economy”, o evento reuniu especialistas para demonstrar como soluções sustentáveis e o reaproveitamento de materiais podem gerar valor econômico, inovação e empregos.

Casos práticos e inovação na cadeia produtiva

O debate evidenciou que a transição ecológica vai muito além de uma pauta puramente ambiental, conectando-se diretamente à resiliência industrial e às oportunidades de negócios. Entre os cases de destaque apresentados no painel, focado integralmente na liderança feminina:

  • Logística reversa de calçados: Iniciativas como o programa da Alpargatas com as sandálias Havaianas já recolheram centenas de toneladas de material usado, transformando resíduos em novos produtos como pisos e mobiliário.
  • Tecnologia e rastreabilidade: Plataformas digitais apresentadas por especialistas ajudam a mapear o retorno de materiais para a indústria, garantindo transparência e eficiência.
  • Créditos e financiamento: Debates sobre mecanismos financeiros para apoiar a infraestrutura de reciclagem e a recuperação de recursos, especialmente em países em desenvolvimento.

O papel estratégico dos serviços e da cooperação internacional

Especialistas ressaltaram que escalar a sustentabilidade empresarial exige adaptar modelos operacionais às realidades locais, sem perder de vista os princípios globais de preservação. Além disso, foi enfatizada a urgência de uma responsabilidade compartilhada entre o Norte e o Sul Global no gerenciamento adequado de resíduos.

A mensagem central do encontro reforça que nenhum setor ou nação consegue caminhar sozinho rumo a um modelo produtivo regenerativo. A cooperação internacional, alinhada a políticas comerciais eficientes, funciona como a chave mestra para manter materiais em circulação e fortalecer a economia global.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Evento

Moda brasileira ganha destaque na Semana de Moda de Milão com foco em sustentabilidade e inovação

A ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) marca presença na Semana de Moda de Milão para impulsionar a internacionalização da moda brasileira no mercado europeu. Sob o conceito “Criatividade é nossa matéria-prima inesgotável”, a estratégia busca converter a diversidade cultural e o design nacional em valor econômico e competitividade global.

O evento, que ocorre entre 22 e 27 de setembro, reúne dezenas de marcas do país em desfiles, showrooms e rodadas de negócios, conectando confecções locais a compradores, formadores de opinião e profissionais da indústria internacional.

Parcerias estratégicas e ações em Milão

A presença do Brasil na capital italiana é estruturada por meio de duas frentes principais em colaboração com entidades setoriais:

  • Texbrasil (com ABIT e Abrimos): De 22 a 24 de setembro, dez marcas focadas em atributos de sustentabilidade participam de apresentações de coleções e exibições comerciais voltadas à expansão global.
  • Fashion Label Brasil (com ABEST): Entre 24 e 27 de setembro, 23 empresas de diversos segmentos — incluindo vestuário, moda praia, calçados, joias e acessórios — expõem suas criações na WHITE Milano.

Essa atuação conjunta reforça o compromisso de consolidar o setor têxtil e de confecção do país por meio da inovação, do saber-fazer artesanal e do uso de materiais sustentáveis.

O peso da Itália no comércio exterior do setor

Para a diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, o mercado italiano funciona como um trampolim para o restante da Europa. Em 2025, a Itália concentrou 16,9% das exportações brasileiras do complexo da moda para a União Europeia, posicionando-se como o segundo principal destino comercial do bloco.

O objetivo central das iniciativas é elevar a percepção internacional dos produtos nacionais, mostrando que a indústria brasileira vai além do vestuário tradicional, entregando alto valor agregado, responsabilidade ambiental e identidade cultural marcante.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Indústria

Nova parceria entre ApexBrasil e CNI investe R$ 7,1 milhões para impulsionar a internacionalização da indústria brasileira

A ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e a CNI (Confederação Nacional da Indústria) firmaram um novo convênio no valor de R$ 7,1 milhões para expandir a presença de produtos nacionais no exterior. A assinatura ocorreu em Brasília, com a participação de lideranças industriais e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Com vigência de 12 meses, o acordo prevê o atendimento a 400 empresas brasileiras por meio de oito ações estratégicas voltadas a mercados na América Latina, Caribe, Europa, Ásia e África. O aporte financeiro será dividido igualmente entre as duas instituições, somando R$ 3,551 milhões de cada parte.

Estratégia de expansão e mercados alternativos

A iniciativa faz parte do Plano de Diversificação de Exportações e ganha ainda mais relevância diante de barreiras comerciais e tarifas impostas pelos Estados Unidos. O objetivo é mitigar impactos sobre o setor produtivo nacional, aproximando marcas brasileiras de novos compradores internacionais.

Além do convênio comercial, a cerimônia marcou a oficialização de um Acordo de Cooperação Técnica entre o MDIC e a CNI, focado no aumento da competitividade global das empresas locais.

Foco em inovação, bioeconomia e quatro frentes estratégicas

Durante o evento, os dirigentes destacaram que a meta vai além do envio tradicional de mercadorias. A proposta é consolidar o valor agregado do Brasil no exterior, destacando pilares como:

  • Bioeconomia e sustentabilidade ambiental;
  • Inteligência tecnológica e transformação digital da indústria;
  • Aproveitamento inteligente de acordos comerciais vigentes;
  • Estímulo à participação de mulheres na indústria.

A execução do projeto contará com a capilaridade da Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), articulando recursos das federações estaduais e de entidades como SESI, SENAI e IEL.

Histórico de sucesso na promoção comercial

A cooperação mútua entre a ApexBrasil e a CNI não é recente: iniciada em 2008, a aliança já acumula cerca de 200 ações executadas, beneficiando mais de 7 mil companhias e gerando bilhões de dólares em expectativas de negócios ao longo dos anos.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Comércio Internacional

Brasil e Índia ampliam diálogo para fortalecer comércio e investimentos

Brasil e Índia deram mais um passo para aprofundar a parceria econômica e comercial entre os dois países. O avanço ocorreu durante a 8ª Reunião do Mecanismo de Monitoramento de Comércio Bilateral Brasil–Índia (TMM), realizada na última sexta-feira (28/08), na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Entre os principais assuntos discutidos estiveram a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial (ACP) MERCOSUL–Índia, abertura de mercados, redução de barreiras comerciais, diversificação das exportações e estímulo a novos investimentos bilaterais.

A delegação brasileira foi liderada pela secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres. Pelo lado indiano, a representação ficou a cargo do secretário de Comércio da Índia, Rajesh Agrawal.

Cooperação entre empresas ganha força

A reunião ocorreu na sequência de uma série de iniciativas voltadas ao fortalecimento das relações entre Brasil e Índia. No início de agosto, o ministro Márcio Elias Rosa esteve em missão oficial na Índia.

Na quinta-feira (27/08), o ministro participou, na ApexBrasil, da assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) com a Confederação das Indústrias Indianas (CII). O acordo pretende ampliar a cooperação comercial e a atuação conjunta de empresas dos dois países.

A iniciativa também busca abrir espaço para a diversificação das exportações brasileiras, estimular a internacionalização de pequenas e médias empresas e favorecer a atração de capital indiano para o Brasil.

Acesso a mercados está entre as prioridades

Durante o encontro do TMM, Brasil e Índia analisaram medidas para melhorar o acesso a mercados e solucionar obstáculos comerciais em setores como produtos agrícolas e calçados.

Também foram avaliadas oportunidades de diversificação da pauta comercial, promoção de investimentos e formação de parcerias estratégicas. Nesse cenário, ganhou destaque a presença da ApexBrasil e da Embraer, que mantêm escritórios em Nova Delhi.

As delegações ainda registraram avanços na utilização dos Certificados Eletrônicos de Origem (eCoOs) e na implementação do Memorando de Entendimento voltado à cooperação em micro, pequenas e médias empresas, empreendedorismo e artesanato, sob coordenação do Ministério do Empreendedorismo.

No âmbito internacional, as conversas também envolveram temas relacionados ao BRICS, G20, Organização Mundial do Comércio (OMC) e à Organização Marítima Internacional (IMO).

Relação comercial ganha ritmo

Para a secretária Tatiana Prazeres, o encontro ocorre em um período de maior aproximação entre os governos e de participação crescente da iniciativa privada.

Segundo ela, desde a reunião anterior, realizada em outubro de 2025, a relação bilateral passou por uma intensificação da agenda de contatos e ampliou a participação empresarial.

A secretária destacou ainda o caráter operacional do mecanismo bilateral, especialmente na identificação de entraves e novas possibilidades para o comércio. Entre os pontos considerados prioritários estão barreiras regulatórias, acesso a mercados, diversificação das exportações, investimentos e a ampliação do acordo comercial entre o MERCOSUL e a Índia.

Prazeres também citou a agenda de alto nível desenvolvida ao longo de agosto. A participação do ministro Márcio Elias Rosa na reunião de ministros de Comércio do BRICS, em Jaipur, o encontro com o ministro indiano Piyush Goyal e o acordo firmado com a CII foram apontados como sinais do esforço para estreitar a relação econômica.

Comércio entre Brasil e Índia cresce

Em 2025, o comércio bilateral entre Brasil e Índia movimentou US$ 15,2 bilhões, resultado 25,4% superior ao registrado no ano anterior.

As exportações brasileiras alcançaram US$ 6,86 bilhões, uma alta de 30,2%. Já nos primeiros sete meses de 2026, a corrente de comércio chegou a US$ 10,1 bilhões, crescimento de 32,9%.

No mesmo período, as exportações brasileiras somaram US$ 5,89 bilhões, avanço de 82,1% em comparação com os primeiros sete meses do ano anterior.

Petróleo e minério estão entre os principais produtos

A pauta de exportações do Brasil para a Índia tem participação relevante de petróleo, óleos vegetais, minério de ferro, açúcares e algodão.

Outros segmentos também vêm ampliando sua presença no mercado indiano. Em 2025, 33 produtos tiveram crescimento nas vendas brasileiras, com destaque para produtos hortícolas, matérias plásticas, bombas, centrífugas, compressores de ar, máquinas não elétricas e itens de perfumaria.

Do lado das importações, o Brasil compra da Índia principalmente compostos organo-inorgânicos, medicamentos, agroquímicos, defensivos agrícolas e peças para veículos automotores.

Acordos fortalecem ambiente para investimentos

O relacionamento econômico também conta com instrumentos destinados a dar mais segurança às empresas. O Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI), assinado em 2020, foi aprovado pelo Congresso brasileiro e promulgado em outubro de 2025.

Também foi concluída a etapa brasileira para a entrada em vigor do protocolo que modifica o acordo para evitar a dupla tributação entre os países. No Brasil, as novas regras passaram a ser aplicadas a partir de janeiro de 2026.

Na área de transporte aéreo, o Acordo de Serviços Aéreos (ASA), promulgado em fevereiro de 2025, ampliou a segurança jurídica para as operações entre os dois países e criou condições para o aumento da conectividade aérea entre Brasil e Índia.

Mecanismo bilateral existe desde 2008

Criado em 2008 e posteriormente reforçado pelo Plano de Ação da Parceria Estratégica Brasil–Índia, em 2020, o Mecanismo de Monitoramento de Comércio (TMM) é o principal fórum bilateral dedicado à discussão do comércio de bens e à identificação de oportunidades para ampliar as relações econômicas.

A 7ª reunião do mecanismo ocorreu em outubro de 2025, em Nova Delhi.

A representação brasileira nesta edição reuniu integrantes da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), da Assessoria Internacional e da Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços (SDIC) do MDIC. Também participaram representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), do Ministério do Empreendedorismo e da ApexBrasil.

Pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), participaram o embaixador Philip Fox-Drummond Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros (SEAF), e integrantes da equipe do ministério.

A delegação indiana foi chefiada por Rajesh Agrawal e incluiu Vimal Anand, secretário adjunto; Monica Gaur, diretora; Samarth Nayar, associado do CTIL; além do embaixador Dinesh Bhatia, da Embaixada da Índia em Brasília, Sandip Kumar Kujur, Murugaraj Dhamodaran e Manoj Kumar.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Agro2

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Informação

Missão da ApexBrasil em Angola busca diversificar mercados e ampliar negócios

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) deu início, nesta segunda-feira (24), em Luanda, à Missão Empresarial África Austral 2026. A primeira etapa da agenda tem como objetivo aproximar empresas brasileiras de compradores e potenciais parceiros angolanos, além de ampliar as oportunidades de comércio exterior, investimentos e cooperação empresarial.

A iniciativa faz parte da estratégia brasileira de diversificação de mercados e procura abrir novos caminhos para as exportações nacionais, fortalecendo a presença de empresas brasileiras em mercados com potencial de crescimento.

Brasil e Angola têm espaço para ampliar o comércio

A relação econômica entre Brasil e Angola é construída há décadas e apresenta oportunidades para ampliar e diversificar os negócios. Em 2025, as exportações brasileiras destinadas ao país africano movimentaram aproximadamente US$ 592 milhões.

Entre os principais produtos exportados estão alimentos, máquinas e equipamentos, artigos manufaturados e veículos. O agronegócio também tem participação expressiva na pauta comercial, especialmente com açúcar, carnes, álcool e sementes.

Durante a programação em Luanda, porém, a ApexBrasil pretende identificar oportunidades que vão além dos segmentos tradicionalmente presentes nas exportações brasileiras.

Missão aproxima empresas e potenciais parceiros

A agenda empresarial foi estruturada para promover encontros entre empresários brasileiros, compradores e representantes de empresas angolanas. A intenção é estimular não apenas a comercialização de produtos, mas também a formação de parcerias empresariais, atração de investimentos e desenvolvimento de novos negócios.

Para André Queiroz, representante da ApexBrasil para a Bahia e líder da iniciativa durante a missão, a diversificação dos mercados deve ser encarada como uma estratégia de longo prazo.

“Diversificar significa ampliar nossa presença em mercados com os quais temos complementaridades econômicas, relações históricas e perspectivas de crescimento de longo prazo. E Angola ocupa uma posição muito importante nessa estratégia”, afirma.

Segundo Queiroz, a relação comercial entre os dois países já possui uma base consolidada e pode avançar para novas áreas. A corrente de comércio entre Brasil e Angola chegou a ultrapassar US$ 4 bilhões em 2008, antes de registrar retração. Nos últimos anos, entretanto, os negócios voltaram a apresentar trajetória de crescimento.

A expectativa da missão é contribuir para uma relação comercial mais ampla, que não se limite à compra e venda de mercadorias e passe a incorporar investimentos, acordos empresariais e novas oportunidades de negócios.

África ganha importância na diversificação das exportações

O continente africano ocupa posição estratégica na agenda brasileira de promoção de exportações. Em 2025, o comércio entre o Brasil e os países africanos atingiu US$ 23,7 bilhões.

Além disso, o Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identificou mais de 5 mil possibilidades para produtos brasileiros na África. As oportunidades abrangem segmentos como máquinas e equipamentos, produtos químicos, manufaturados e alimentos.

Os dados reforçam o potencial do continente para empresas que buscam novos destinos para suas exportações e mercados com demanda crescente.

Missão segue para África do Sul, Zâmbia e Moçambique

Depois de Luanda, a Missão Empresarial África Austral 2026 terá novas etapas na África do Sul, na Zâmbia e em Moçambique. A programação inclui rodadas de negócios, reuniões empresariais, visitas técnicas e outras ações de promoção comercial.

Em Maputo, a agenda terá ainda um momento de destaque com a participação do Brasil como País de Honra da FACIM 2026. A iniciativa deve ampliar a exposição das empresas brasileiras e facilitar novas conexões com compradores e parceiros do mercado africano.

Ao longo da missão, a ApexBrasil pretende apresentar diferentes possibilidades de entrada e expansão no continente, estimulando relações comerciais capazes de gerar negócios de longo prazo para empresas brasileiras.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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