Exportação

Exportações de arroz da Índia crescem 19% e pressionam preços no mercado asiático

As exportações de arroz da Índia registraram forte avanço no último ano, com crescimento de 19,4%, totalizando 21,55 milhões de toneladas, após o governo indiano suspender todas as restrições remanescentes às vendas externas. As informações foram confirmadas por autoridades governamentais.

Com esse desempenho, os embarques se aproximaram do recorde histórico de 22,3 milhões de toneladas, alcançado em 2022, e consolidaram a Índia como maior exportador mundial de arroz.

Recuperação rápida após medidas para conter inflação

Segundo representantes do governo, a retomada das exportações ocorreu logo após Nova Déli retirar as limitações impostas entre 2022 e 2023, quando o objetivo era proteger o abastecimento interno e conter a inflação dos alimentos.

De acordo com um funcionário que falou sob condição de anonimato, as remessas ganharam força imediatamente após a suspensão das restrições, anunciada em março, refletindo a elevada competitividade do arroz indiano no mercado global.

Impacto nos preços e no comércio internacional

O retorno expressivo do arroz indiano aos mercados internacionais alterou o fluxo comercial na Ásia e na África. A maior oferta reduziu o espaço de exportadores concorrentes, como Tailândia e Vietnã, e contribuiu para que os preços do arroz asiático atingissem os níveis mais baixos em quase dez anos.

A queda dos preços trouxe alívio para consumidores de regiões sensíveis ao custo dos alimentos, especialmente na África e em partes da Ásia, onde o arroz segue como item essencial da dieta.

Crescimento liderado pelo arroz não basmati

Dados oficiais indicam que as exportações de arroz não basmati avançaram 25%, somando 15,15 milhões de toneladas, impulsionadas pela forte demanda por produtos mais acessíveis. Já as vendas externas de arroz basmati cresceram 8%, alcançando o recorde de 6,4 milhões de toneladas, sustentadas pelo interesse contínuo de mercados considerados premium.

Os embarques de arroz não basmati aumentaram de forma significativa para Bangladesh e para países africanos como Benim, Camarões, Costa do Marfim e Djibuti. No segmento basmati, houve maior demanda de destinos como Irã, Emirados Árabes Unidos e Grã-Bretanha.

África mantém papel estratégico para a Índia

A África segue como um dos principais destinos do arroz indiano, favorecida pelo crescimento populacional, pela urbanização acelerada e pela capacidade limitada de produção local em diversos países importadores.

Tradicionalmente, a Índia exporta mais arroz do que a soma de Tailândia, Vietnã e Paquistão, o que lhe garante forte influência sobre os preços globais do arroz.

“O arroz indiano é altamente competitivo frente ao fornecimento de outros exportadores, e os preços mais baixos estão ajudando o país a recuperar participação de mercado”, afirmou Nitin Gupta, vice-presidente sênior da Olam Agri India, durante a Cúpula Internacional do Arroz da Índia.

Tailândia sente efeitos da concorrência indiana

O impacto da maior presença indiana foi mais evidente na Tailândia, tradicionalmente entre os maiores exportadores globais. O Ministério do Comércio tailandês projeta que as exportações do país recuem para cerca de 7 milhões de toneladas neste ano, frente à estimativa de 8 milhões de toneladas em 2025.

Nos primeiros 11 meses de 2025, as exportações tailandesas de arroz caíram 21% em volume, totalizando 7,3 milhões de toneladas, enquanto o valor exportado recuou 30,3%. Em 2024, o país havia embarcado quase 10 milhões de toneladas.

FONTE: Planeta Arroz
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Planeta Arroz

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Exportação

Peru autoriza 36 novas unidades do Brasil para exportação de material genético animal

O Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa) oficializou a habilitação de 36 novas unidades brasileiras para a exportação de material genético animal. Do total, 31 estabelecimentos atuam com genética avícola e cinco são especializados em material genético bovino.

Além das novas autorizações, o órgão peruano também renovou as licenças de todas as unidades brasileiras já habilitadas, estendendo a validade dos registros até dezembro de 2028.

Avicultura dobra número de unidades autorizadas

Com a decisão, o setor avícola brasileiro praticamente dobra o número de estabelecimentos aptos a exportar material genético para o Peru. A ampliação fortalece a presença do Brasil em um mercado estratégico da América do Sul.

Genética bovina registra crescimento expressivo

No segmento de genética bovina, a inclusão de cinco novas unidades representa um aumento de 83% no número de estabelecimentos habilitados. A medida atende tanto a pecuária de corte quanto a pecuária leiteira, ampliando as oportunidades comerciais.

Validade estendida traz previsibilidade ao comércio

A prorrogação das autorizações até 2028 tem como objetivo garantir maior previsibilidade e segurança jurídica às operações de exportação, favorecendo o planejamento de médio e longo prazo entre empresas brasileiras e importadores peruanos.

Reconhecimento sanitário reforça confiança no Brasil

A decisão do Senasa foi baseada em critérios técnicos rigorosos e reforça o reconhecimento internacional do controle sanitário e das medidas de biosseguridade adotadas pelo Brasil na produção e exportação de material genético animal.

Peru amplia compras do agro brasileiro

No último ano, o Peru importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para produtos florestais, carnes, cereais, farinhas e preparações alimentícias, consolidando o país como um importante parceiro comercial do Brasil.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio

Colheita da soja impulsiona comercialização em Mato Grosso, aponta Imea

O início da colheita da soja estimulou o avanço da comercialização da safra 2025/26 em Mato Grosso. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), até dezembro, 44,14% da produção prevista já havia sido negociada, representando um crescimento de 5,73 pontos percentuais em relação a novembro.

Condições das lavouras favorecem negócios

De acordo com o Imea, o desempenho positivo está diretamente ligado ao começo da colheita do grão e às boas condições das lavouras em grande parte do estado. Esse cenário trouxe maior segurança aos produtores, favorecendo o ritmo das vendas.

Preços limitam avanço maior da comercialização

Apesar do estímulo gerado pela colheita, os preços da soja impediram um avanço ainda mais expressivo nas negociações. Em dezembro, a saca de 60 quilos foi comercializada, em média, a R$ 108,41 em Mato Grosso, o que representa uma queda de 2,09% em comparação ao mês anterior.

Produtores já negociam a safra 2026/27

Paralelamente à venda da soja 2025/26, os produtores mato-grossenses começaram a fechar contratos antecipados da safra 2026/27. O levantamento do Imea indica que 0,76% da produção futura já está comercializada.

Volume supera o registrado no ciclo anterior

O percentual negociado da soja 2026/27 é 0,50 ponto percentual superior ao observado no mesmo período da safra 2025/26, sinalizando maior interesse dos produtores em antecipar vendas e garantir margens futuras.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Comércio Exterior

Exporta Mais Cooperativas gera R$ 38,9 milhões em expectativas de negócios, aponta ApexBrasil

A ApexBrasil registrou R$ 38,9 milhões em expectativas de negócios durante a edição especial Exporta Mais Cooperativas, realizada em Salvador (BA). A iniciativa integrou o programa Exporta Mais Brasil e marcou o lançamento do Cooperar para Exportar, voltado à ampliação da presença das cooperativas brasileiras no comércio exterior, com foco na agricultura familiar.

Considerada a maior edição já promovida pelo programa, a ação reuniu quase 200 cooperativas, entre rodadas de negócios e atividades de qualificação, consolidando um novo avanço na estratégia de internacionalização do cooperativismo nacional.

Rodadas de negócios conectam cooperativas a compradores internacionais

Nos dias 11 e 12 de dezembro, cerca de 150 cooperativas brasileiras participaram de rodadas de negócios com 30 compradores internacionais, oriundos de 21 países, entre eles Estados Unidos, Canadá, China, França, Itália, Portugal, México, Índia, Argentina e Chile.

Segundo a ApexBrasil, as negociações resultaram em US$ 7,2 milhões em expectativas comerciais, valor equivalente a R$ 38,9 milhões, com projeção de alcançar até R$ 40 milhões.

Internacionalização fortalece renda e desenvolvimento regional

Para o gerente regional da ApexBrasil, Igor Celeste, a edição dedicada às cooperativas teve um papel estratégico. Ele destacou que a internacionalização amplia renda, agrega valor à produção e fortalece o desenvolvimento regional.

“Quando uma cooperativa acessa o mercado internacional, ela leva junto trabalho, inclusão produtiva e sustentabilidade”, afirmou.

Parcerias institucionais ampliam alcance da iniciativa

O evento foi realizado em parceria com o Sebrae e contou com apoio do Governo da Bahia, além de instituições como o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), UNICAFES, OCB, CAR, Unicrab, Unisol e o Consórcio Nordeste.

Cooperar para Exportar amplia apoio às cooperativas

Durante a abertura do evento, a ApexBrasil lançou oficialmente o programa Cooperar para Exportar, desenvolvido em parceria com o Sebrae. A iniciativa prevê ações estruturadas de capacitação, qualificação para exportação e acesso a mercados internacionais, por meio de feiras, missões empresariais e rodadas de negócios promovidas pela Agência.

A expectativa é atender 450 cooperativas em 2026, fortalecendo a base exportadora do cooperativismo brasileiro, especialmente da agricultura familiar.

Programa terá foco em qualificação e promoção comercial

Segundo o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, do total de cooperativas previstas, 200 participarão do Qualifica Exportação, programa de preparação para o comércio exterior. Outras 250 cooperativas terão acesso direto a feiras, eventos internacionais e rodadas de negócios organizadas pela Agência.

“É uma proposta clara, construída coletivamente, para ampliar a presença das cooperativas brasileiras no mercado internacional”, destacou.

Exporta Mais Brasil amplia conexão com o comércio exterior

Criado pela ApexBrasil, o Exporta Mais Brasil tem como objetivo aproximar empreendedores de todas as regiões do país do comércio exterior, conectando produtores brasileiros a compradores estrangeiros.

Desde 2023, o programa já realizou 41 edições, envolvendo 1.413 empresas, sendo 45% lideradas por mulheres, e conectando-as a 441 compradores internacionais de 118 países. Ao todo, foram registradas mais de 8.387 reuniões de negócios, com R$ 901,27 milhões em expectativas comerciais, número que ainda não inclui os resultados da edição dedicada às cooperativas.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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Indústria

Mato Grosso lidera produção industrial no país com alta de 7,2% em novembro

Mato Grosso alcançou o maior crescimento da produção industrial do Brasil em novembro de 2025, com avanço de 7,2%, conforme dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE. O resultado colocou o estado na liderança entre as 15 regiões analisadas e ficou bem acima da média nacional, que permaneceu estável no período.

O desempenho expressivo é atribuído, principalmente, à força da indústria ligada ao agronegócio e reforça a posição do estado como um polo relevante da indústria de transformação. A expectativa é de que o cenário positivo ganhe ainda mais impulso em 2026, com a entrada em vigor de novas regras tributárias.

Crescimento supera outros polos industriais

Na comparação com outubro, o avanço de Mato Grosso superou estados como Espírito Santo (4,4%) e Paraná (1,1%). O resultado se destaca ainda mais diante da retração registrada em importantes centros industriais do país, como Goiás (-6,4%), Amazonas (-2,8%) e Rio de Janeiro (-1,9%).

Esse contraste evidencia a resiliência da indústria mato-grossense, fortemente baseada no processamento de matérias-primas e na agregação de valor à produção local.

Agronegócio sustenta avanço industrial

De acordo com o Observatório de Mato Grosso, do Sistema Fiemt, o crescimento foi sustentado por segmentos diretamente ligados ao agronegócio. A indústria química, com destaque para a produção de fertilizantes, e o setor de alimentos, especialmente o processamento de carne bovina, foram os principais motores do resultado positivo.

A indústria de bebidas também teve contribuição relevante para o desempenho do mês, reforçando a diversidade do parque industrial estadual.

Ambiente favorável e segurança jurídica

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), César Miranda, os números refletem um ambiente marcado por segurança jurídica, incentivos estruturados e diálogo constante com o setor produtivo.

Segundo ele, o fortalecimento da indústria é estratégico para o desenvolvimento econômico. “A indústria gera empregos de melhor remuneração, diversifica a economia e reduz a dependência da exportação de produtos in natura”, afirma.

Integração logística impulsiona resultados

O presidente do Sistema Fiemt, Silvio Rangel, avalia que o crescimento de 7,2% confirma a capacidade de reação da indústria local e a importância da integração entre logística e mercado consumidor.

Ele destaca o papel do setor de alimentos, com ênfase no processamento de carnes bovinas frescas, refrigeradas e congeladas, além da indústria de bebidas, especialmente na produção de cervejas e chope.

Rangel ressalta ainda a relevância da indústria química. “A produção de fertilizantes minerais e químicos, como as fórmulas NPK, é fundamental para o agronegócio e para a segurança alimentar, o que explica o peso desse segmento no resultado”, pontua.

Novas regras tributárias devem impulsionar setor de bebidas

O cenário favorável tende a se intensificar em 2026 com a nova legislação tributária para microcervejarias artesanais. A partir de 1º de janeiro, serão enquadradas como microcervejarias as empresas com produção anual de até 5 milhões de litros, eliminando interpretações que geravam insegurança jurídica.

A mudança deve estimular a ampliação de plantas industriais, a modernização de equipamentos e novos investimentos, impulsionados também pelo crescimento do turismo gastronômico e pela valorização de produtos regionais.

Previsibilidade estimula investimentos e empregos

Segundo o governo estadual, a nova regra traz previsibilidade ao empresário e incentiva a formalização. Para César Miranda, critérios claros permitem o planejamento de expansões com mais segurança, impactando positivamente toda a cadeia produtiva.

“Isso se traduz em aumento da produção, geração de empregos e fortalecimento da indústria de transformação, especialmente a partir de 2026, quando esses projetos começam a maturar”, conclui o secretário.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sistema Fiemt/Divulgação

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Agronegócio

China deve seguir importando carne bovina brasileira em 2026, aponta Santander

Mesmo com a adoção de cotas e tarifas sobre a carne bovina importada, a China deve continuar recorrendo ao mercado externo nos próximos anos. A avaliação é do banco Santander, que vê um cenário estruturalmente favorável às exportações — especialmente para a carne bovina brasileira, que mantém forte competitividade internacional.

A análise consta em relatório assinado pelos analistas Guilherme Palhares e Laura Hirata, divulgado nesta quarta-feira (14).

Rebanho menor e consumo em alta pressionam oferta interna

Segundo o Santander, o rebanho bovino chinês vem diminuindo de forma estrutural. O movimento é atribuído ao aumento do abate de fêmeas, fator que compromete a reposição dos animais e limita a produção local.

Em paralelo, o consumo de carne bovina na China segue em trajetória de crescimento, ampliando a necessidade de importações para equilibrar o mercado.

“Mesmo com tarifas, o diferencial de preços entre o mercado doméstico e os fornecedores externos tende a sustentar a demanda por carne importada”, destacam os analistas.

Cotas de importação não alteram cenário-base

No fim de 2025, a China anunciou a aplicação de tarifas adicionais de 55% sobre importações de carne bovina de países como Brasil, Austrália e Estados Unidos, caso os volumes ultrapassem os limites estabelecidos.

De acordo com o Ministério do Comércio da China (MOFCOM), a cota total prevista para 2026 será de 2,7 milhões de toneladas. O Brasil, principal fornecedor do produto ao país asiático, ficará com 41,1% desse volume, o equivalente a 1,1 milhão de toneladas.

Para o Santander, a medida não altera a perspectiva de demanda chinesa firme ao longo de 2026.

Preço competitivo favorece carne bovina brasileira

Um dos principais diferenciais do Brasil está no custo da arroba, estimado em cerca de US$ 4 por quilo. O valor é inferior ao observado nos Estados Unidos e na Austrália, onde gira em torno de US$ 5/kg, além de ficar abaixo do preço médio de importação da China (US$ 5,5/kg) e do valor praticado no atacado chinês (US$ 9/kg).

Esse cenário beneficia exportadores sul-americanos mais competitivos, como Brasil, Argentina e Austrália.

China lidera compras de carne bovina do Brasil

Em 2025, a China manteve a posição de principal destino da carne bovina brasileira, com 1,7 milhão de toneladas importadas e movimentação financeira de US$ 8,90 bilhões. Os números representam altas de 25,5% em volume e 48,3% em valor na comparação com 2024.

Minerva Foods segue bem posicionada

Dentro desse contexto, empresas com forte exposição ao mercado chinês, como a Minerva Foods, tendem a continuar se beneficiando, segundo o relatório.

A companhia é citada como um dos principais fornecedores de carne bovina para a China, apoiada por sua presença diversificada na América do Sul.

Ações da Minerva: avaliação do Santander

O Santander manteve recomendação neutra para as ações da Minerva, com preço-alvo de R$ 6,80, o que representa potencial de valorização de 26,8% frente à cotação de R$ 5,36 registrada em 13 de janeiro de 2026.

De acordo com o banco, o papel negocia a 5,2 vezes o EV/EBITDA projetado para 2026, nível considerado justo diante da visibilidade limitada para expansão de margens e dos riscos regulatórios e sanitários.

Riscos e perspectivas para o setor

Os analistas apontam dois fatores de atenção para a Minerva:

  • Incertezas na alocação das cotas chinesas de importação;
  • Possibilidade de sanções sanitárias que afetem plantas brasileiras habilitadas.

Ainda assim, o relatório ressalta que a carne bovina representa uma fatia relativamente pequena do consumo total de proteínas na China, mercado amplamente dominado pela carne suína. Esse espaço abre oportunidades de crescimento, impulsionadas pela sofisticação do consumo urbano e por mudanças nos hábitos alimentares da população.

Mesmo diante dos desafios, a Minerva segue vista como uma empresa altamente competitiva no mercado global, com maior resiliência a choques pontuais graças à sua diversificação geográfica.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Freepik

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Comércio Exterior

Comércio Brasil–China bate recorde em 2025 e supera em mais do que o dobro as trocas com os EUA

A corrente de comércio entre Brasil e China atingiu um novo recorde histórico em 2025, somando US$ 171 bilhões (cerca de R$ 918,2 bilhões), segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). O resultado representa uma alta de 8,2% em relação ao ano anterior e consolida a China como o principal parceiro comercial do país.

O volume negociado com o mercado chinês foi mais que o dobro do registrado com os Estados Unidos, que movimentaram US$ 83 bilhões (R$ 445,7 bilhões) no mesmo período.

Superávit com a China completa 17 anos consecutivos

O Brasil mantém superávits comerciais consecutivos com a China há 17 anos. Em 2025, o saldo positivo chegou a US$ 29,1 bilhões (R$ 156,2 bilhões), equivalente a 43% de todo o superávit brasileiro com o comércio global.

As exportações brasileiras para a China totalizaram US$ 100 bilhões (R$ 537 bilhões), impulsionadas principalmente pelo agronegócio e pela indústria extrativa.

Soja, petróleo e café lideram exportações

A pauta exportadora segue concentrada em soja e petróleo, que continuam como os principais pilares da relação bilateral. A China respondeu por 45% de todo o petróleo exportado pelo Brasil em 2025.

Um dos destaques do ano foi o avanço do café não torrado, cujas exportações dobraram de valor e alcançaram US$ 459 milhões (R$ 2,4 bilhões). Com isso, a China passou a ocupar a posição de segundo maior mercado asiático para o café brasileiro.

Carne bovina cresce, enquanto frango perde espaço

No segmento de proteínas animais, as exportações de carne bovina para a China atingiram um recorde histórico de US$ 8,8 bilhões (R$ 47,2 bilhões), com crescimento próximo de 48%.
Já as vendas de carne de frango recuaram, e a Arábia Saudita assumiu a liderança como principal destino desse produto.

Importações chinesas também atingem patamar histórico

As importações brasileiras da China somaram US$ 70,9 bilhões (R$ 380,7 bilhões), avanço de 11,5% em relação a 2024. O desempenho foi impulsionado, principalmente, pela aquisição de um navio-plataforma de petróleo, avaliado em US$ 2,66 bilhões, e pela forte demanda por veículos híbridos, que totalizaram US$ 1,87 bilhão.

O setor farmacêutico também ganhou destaque, com as importações de insulina crescendo 64 vezes, alcançando US$ 135 milhões.

Comércio com os EUA enfrenta entraves

Enquanto o comércio com a China avança, a relação com os Estados Unidos enfrentou dificuldades em 2025. As sobretaxas impostas durante o governo Trump impactaram cerca de 22% das exportações brasileiras para o mercado americano, o equivalente a US$ 8,9 bilhões sujeitos a tarifas adicionais.

Especialistas avaliam que, embora o Brasil busque diversificar seus parceiros comerciais, o eixo asiático tende a permanecer como destino prioritário da produção nacional. A expectativa é de continuidade da forte dependência chinesa, acompanhada por esforços para ampliar o comércio com países como Argentina e Índia.

Fonte: Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) e Times Brasil

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO TIMES BRASIL

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Portos

Porto de São Francisco do Sul registra novo recorde de movimentação de cargas em 2025

O Porto de São Francisco do Sul alcançou, pelo terceiro ano consecutivo, um novo recorde de movimentação de cargas em 2025. Ao longo do ano, o terminal movimentou 17,5 milhões de toneladas, o maior volume já registrado em seus 70 anos de operação. O desempenho consolida o porto como o principal de Santa Catarina nas operações de exportação, importação e cabotagem.

Nos últimos três anos, o crescimento acumulado da movimentação chegou a 39%. Em 2022, o porto havia registrado 12,6 milhões de toneladas. Em 2023, o volume subiu para 16,8 milhões e, em 2024, alcançou 17 milhões de toneladas.

Exportações puxam resultados e grãos lideram operações

Do total movimentado em 2025, as exportações representaram 55%, somando 9,6 milhões de toneladas. Os grãos foram os principais responsáveis por esse desempenho, com destaque para a soja, que respondeu por 6,2 milhões de toneladas, seguida pelo milho, com 2,9 milhões.

As importações e cargas de entrada totalizaram 7,9 milhões de toneladas, o equivalente a 45% da movimentação anual. Nesse volume estão incluídos os produtos siderúrgicos transportados por cabotagem pela empresa Tesc, que opera em área arrendada dentro do porto público, além do aço importado, que juntos somaram 4,3 milhões de toneladas. Os fertilizantes também tiveram participação relevante, com 3,1 milhões de toneladas movimentadas no período.

Investimentos estruturantes impulsionam competitividade

O governador Jorginho Mello destacou que os resultados refletem a crescente demanda internacional pelos produtos catarinenses e os investimentos realizados na infraestrutura portuária. Segundo ele, desde 2023 o Porto de São Francisco do Sul se consolidou como o maior do estado e deve ampliar ainda mais sua capacidade com obras estratégicas, como a retirada de uma formação rochosa que limitava a atracação de navios maiores há décadas e a dragagem do canal de acesso, que beneficia tanto o porto público quanto os terminais privados da região.

O secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, reforça que o crescimento consistente é fruto de planejamento e investimentos estruturantes, com foco na manutenção e modernização contínua da infraestrutura.

Modernização da infraestrutura terrestre e aquaviária

De acordo com o presidente do Porto, Cleverton Vieira, o planejamento adotado desde 2023 priorizou melhorias na infraestrutura terrestre, como a instalação de novas balanças, reforço na segurança e investimentos em tecnologia da informação, além de ações na infraestrutura aquaviária, com dragagens de manutenção e aprofundamento do canal. Também foram realizadas reformas em equipamentos de movimentação de cargas.

Segundo Vieira, o trabalho integrado com operadores portuários e trabalhadores avulsos foi decisivo para garantir maior competitividade logística ao terminal, resultando no expressivo crescimento registrado nos últimos três anos.

Destaques nacionais do Porto de São Francisco do Sul

O Porto de São Francisco do Sul é atualmente o maior de Santa Catarina em movimentação de cargas, está entre os dez maiores portos públicos do Brasil em carga geral e figura entre os três portos públicos do país com certificações ISO 9001 e ISO 14001. Em 2024 e 2025, recebeu quatro prêmios do Ministério dos Portos pelo aumento da movimentação e pelos indicadores de gestão. O terminal é responsável por cerca de 50% do aço importado pelo Brasil e por aproximadamente 80% da soja exportada por Santa Catarina.

FONTE: Porto São Francisco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de São Francisco

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Economia

Acordo Mercosul-União Europeia pode impulsionar exportações do Brasil em até US$ 7 bilhões, projeta Apex.

Agro lidera ganhos com tratado comercial entre os blocos, segundo a agência.

A possível ratificação do acordo Mercosul-União Europeia deve gerar um incremento de até US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras para o mercado europeu. A projeção é da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), que avalia impactos positivos sobre o agronegócio, a indústria e as cadeias de valor do comércio exterior do país.

Após 26 anos de negociações, o tratado tende a consolidar um dos maiores mercados integrados do planeta, reunindo mais de 700 milhões de consumidores e um PIB combinado próximo de US$ 22 trilhões, atrás apenas da economia norte-americana.

União Europeia já é parceiro-chave do Brasil

Atualmente, a União Europeia ocupa a posição de segundo maior parceiro comercial do Brasil, ficando atrás somente da China. O intercâmbio é considerado equilibrado, com volumes semelhantes de exportações e importações.

De acordo com a Apex, mesmo antes da ratificação do acordo, as exportações brasileiras para a Europa cresceram 4%, reflexo da reorganização das cadeias globais e da busca por novos mercados diante do aumento de barreiras comerciais em outras regiões.

Indústria ganha espaço com produtos de maior valor agregado

Os dados da agência mostram que mais de um terço das exportações brasileiras ao bloco europeu é composto por bens industrializados, o que reforça o potencial de expansão em segmentos de maior valor agregado.

No campo industrial, o acordo prevê redução imediata de tarifas para itens como máquinas, equipamentos de transporte, motores, geradores de energia, autopeças e aeronaves. Também devem surgir novas oportunidades para couro, peles, pedras de cantaria, facas, lâminas e produtos químicos.

Agronegócio é o principal beneficiado

No agronegócio, a expectativa é de redução gradual das tarifas, chegando à alíquota zero para diversas commodities, respeitando cotas previamente definidas. Entre os principais produtos brasileiros exportados para a União Europeia estão carne de aves, carne bovina e etanol, setores que tendem a ampliar participação no mercado europeu.

Complementaridade fortalece integração econômica

Para a ApexBrasil, a complementaridade entre as economias é um dos principais trunfos do acordo. Enquanto o Mercosul oferece produção agrícola contínua, a União Europeia reúne alto poder de consumo e demanda industrial sofisticada.

Essa combinação deve estimular o comércio bilateral, aprofundar a integração das cadeias produtivas e gerar efeitos positivos sobre investimentos, competitividade e geração de renda no Brasil.

Fonte: ApexBrasil
Fonte: Redação

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Exportação

Exportação de carne suína: Brasil ultrapassa o Canadá e vira o 3º maior exportador do mundo

O Brasil alcançou um novo patamar na exportação de carne suína e passou a ocupar a terceira posição no ranking mundial do setor. Dados divulgados nesta quarta-feira (7) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que o país embarcou 1,510 milhão de toneladas em 2025, volume recorde que representa crescimento de 11,6% em relação ao ano anterior.

Com esse desempenho, a suinocultura brasileira superou o Canadá e, pela primeira vez, conquistou o posto de terceiro maior exportador global da proteína.

Dezembro impulsiona recorde anual de embarques

O resultado expressivo foi puxado principalmente pelo desempenho do último mês do ano. Em dezembro, as exportações de carne suína brasileira avançaram 25,8%, com embarques de 137,8 mil toneladas, consolidando o ritmo acelerado do setor em 2025.

A receita acompanhou o crescimento do volume exportado. No acumulado do ano, o faturamento somou US$ 3,619 bilhões, alta de 19,3%, indicando não apenas maior quantidade vendida, mas também melhor remuneração no mercado internacional.

Preço médio sobe e reflete valorização do produto brasileiro

A diferença entre o crescimento da receita e o aumento do volume exportado evidencia uma valorização do preço médio da tonelada de carne suína. Enquanto os embarques cresceram 11,6%, o faturamento avançou quase o dobro desse percentual.

Segundo a ABPA, esse movimento está diretamente ligado à credibilidade sanitária do Brasil, que se manteve fora das grandes crises de Peste Suína Africana (PSA) registradas em países da Europa e da Ásia. O cenário reforçou a imagem do país como fornecedor confiável, com regularidade e segurança alimentar.

Filipinas assumem liderança entre os destinos

Um dos pontos mais relevantes do balanço de 2025 foi a mudança no perfil dos principais compradores. As Filipinas passaram a ser o maior destino da carne suína brasileira, com importações de 392,9 mil toneladas, crescimento expressivo de 54,5%.

Com isso, o país asiático superou a China, que reduziu suas compras em 33,9%, totalizando 159,2 mil toneladas no período.

Diversificação de mercados fortalece o setor

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o novo cenário confirma o sucesso da estratégia de diversificação de mercados. Segundo ele, o Brasil reduziu a dependência do mercado chinês e ampliou presença em destinos considerados estratégicos.

Entre os destaques estão o Japão, com aumento de 22,4% nas importações, e o Chile, que registrou crescimento de 4,9%. A ampliação do leque de compradores contribui para maior estabilidade e previsibilidade ao setor exportador.

FONTE: Agrimídia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrimídia

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