Exportação

Exportação de fertilizantes da Indonésia mira Brasil e outros países em meio à demanda global

A exportação de fertilizantes da Indonésia entrou no radar de grandes mercados internacionais. O país asiático negocia o envio de cerca de 1 milhão de toneladas de fertilizantes para Brasil, Índia, Tailândia e Filipinas, conforme informou o secretário de gabinete indonésio.

O volume em discussão se soma a um acordo já concluído para exportação de 250 mil toneladas destinadas à Austrália, ampliando a presença do país no comércio global de insumos agrícolas.

Produção supera demanda interna

Dados oficiais indicam que a Indonésia possui capacidade relevante de produção. A fabricação de ureia no país chega a aproximadamente 7,8 milhões de toneladas, enquanto o consumo doméstico gira em torno de 6,3 milhões de toneladas.

Esse excedente permite ao país atuar como fornecedor estratégico no mercado internacional de fertilizantes, especialmente em um cenário de maior instabilidade global.

Escassez global pressiona mercado

A busca por novos fornecedores ocorre em um contexto de escassez de fertilizantes, agravado por tensões geopolíticas envolvendo o Irã. Países em desenvolvimento têm enfrentado dificuldades para garantir o abastecimento, o que eleva a importância de acordos comerciais como o negociado pela Indonésia.

Especialistas apontam que, apesar de ganhos recentes com a alta dos preços de petróleo e gás, esses benefícios tendem a ser temporários, mantendo o mercado global sob pressão.

Impacto para o agronegócio

Para países como o Brasil, um dos maiores consumidores de insumos agrícolas, a ampliação da oferta internacional pode ajudar a reduzir custos e garantir maior estabilidade no fornecimento. O acesso a novos parceiros comerciais é visto como essencial para sustentar a produtividade do agronegócio.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Forbes

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Logística

Frete de grãos em Mato Grosso sobe com escassez de caminhões

O preço do frete de grãos em Mato Grosso registrou alta nas principais rotas do estado, com reajustes que já ultrapassam 3%. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o aumento está diretamente ligado à redução da oferta de caminhões, já que parte da frota migrou para outras regiões do país em busca de melhores margens.

Principais rotas apresentam aumento acima de 3%

Levantamento semanal indica que o trajeto entre Diamantino e Rondonópolis alcançou média de R$ 155 por tonelada, representando avanço de 3,20%. Já a rota de Querência até Uberlândia (MG) teve alta de 3,28%, com o custo chegando a R$ 333,70 por tonelada.

Mesmo com equilíbrio na oferta de carga, o encarecimento foi puxado essencialmente por fatores logísticos, e não pelo volume de produção.

Custos seguem elevados mesmo após colheita

Tradicionalmente, o fim da colheita da soja tende a reduzir os preços do transporte. No entanto, na safra 2025/26, o cenário tem sido diferente. Segundo o Imea, os valores atuais permanecem acima dos registrados no ano passado, refletindo principalmente o impacto do preço do diesel nos custos operacionais.

Logística pesa na competitividade do agronegócio

A forte dependência da malha rodoviária faz do transporte um dos itens mais relevantes na estrutura de custos do agronegócio em Mato Grosso. O aumento do frete reduz a competitividade do estado frente a regiões com melhor infraestrutura logística ou maior proximidade dos portos.

Além disso, o encarecimento impacta diretamente a rentabilidade do produtor rural, dificultando o equilíbrio financeiro das propriedades.

Eficiência no escoamento é decisiva

Especialistas apontam que a logística agrícola é um fator determinante para a sustentabilidade do setor. A eficiência no transporte e escoamento da produção influencia diretamente os resultados econômicos e a posição do estado no mercado nacional de grãos.

Os dados fazem parte do projeto de Custo de Produção Agropecuário (CPA), desenvolvido pelo Imea em parceria com o Senar Mato Grosso, com o objetivo de apoiar decisões estratégicas no campo.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

China cultiva trigo no deserto com mais de 90% de sucesso e revoluciona agricultura

A China deu um passo significativo na expansão da produção agrícola ao conseguir cultivar trigo no deserto com taxa de sobrevivência superior a 90%. O avanço foi registrado em áreas próximas ao Deserto de Taklamakan, em Xinjiang, e chama atenção pela combinação de alta produtividade com uso intensivo de tecnologia.

Produção agrícola avança em ambiente extremo

O projeto foi desenvolvido na região de Kunyu, onde cerca de 547 hectares de área desértica foram transformados em lavoura produtiva. Mesmo em condições adversas, como baixa umidade e tempestades de areia, o cultivo apresentou excelente desempenho.

O crescimento da iniciativa também impressiona: em dois anos, a área plantada passou de 400 para 547 hectares, evidenciando a viabilidade do modelo em larga escala.

Irrigação automatizada reduz mão de obra

Um dos principais diferenciais do projeto é o uso de irrigação automatizada por aspersores, que permite distribuir água de forma eficiente e controlada. A tecnologia reduziu drasticamente a necessidade de trabalhadores no campo.

Atualmente:

  • apenas 4 pessoas operam o sistema;
  • anteriormente eram necessários cerca de 30 trabalhadores.

A automação garante não só economia de recursos humanos, mas também maior precisão no uso da água — fator essencial em regiões áridas.

Tecnologia e genética impulsionam resultados

O sucesso do cultivo no deserto não depende de um único fator. O modelo combina:

  • sementes adaptadas ao clima seco e frio;
  • manejo eficiente do solo arenoso;
  • fertilização controlada;
  • monitoramento digital das lavouras.

Essas práticas permitem que as plantas resistam a variações extremas de temperatura e escassez hídrica, comuns na região.

Produtividade se aproxima de áreas tradicionais

Os resultados obtidos já rivalizam com regiões agrícolas convencionais. Em áreas experimentais, a produção chegou a cerca de 294 quilos por unidade de medida local (mu), número próximo da média nacional chinesa.

Isso demonstra que o cultivo em áreas desérticas pode ser competitivo, especialmente quando aliado a tecnologia e gestão eficiente.

Modelo pode inspirar países com escassez de água

A experiência chinesa serve como referência para regiões que enfrentam seca, desertificação e limitações hídricas. Técnicas como:

  • irrigação por gotejamento;
  • plantio direto;
  • uso racional da água;

podem ser adaptadas para diferentes contextos, incluindo países da África, Oriente Médio e até regiões semiáridas do Brasil.

Estratégia fortalece segurança alimentar

O avanço também tem implicações estratégicas. Ao transformar áreas improdutivas em zonas agrícolas, a China reduz sua dependência de importações e fortalece a segurança alimentar.

Em um cenário global marcado por instabilidade nas cadeias de suprimento e aumento dos preços de alimentos, ampliar a produção interna se torna um diferencial importante.

Deserto pode se tornar nova fronteira agrícola

O caso do Deserto de Taklamakan mostra que, com inovação e investimento, até ambientes considerados inóspitos podem se tornar produtivos. A combinação de tecnologia, eficiência e planejamento aponta para um novo paradigma na agricultura global.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Agricultura

Estreito de Ormuz eleva custos da soja e milho em Mato Grosso

A crise no Estreito de Ormuz já impacta diretamente o agronegócio brasileiro, com reflexos imediatos no custo de produção em Mato Grosso. A escalada das tensões na região, considerada estratégica para o comércio global, provocou aumento nos preços do petróleo, combustíveis e insumos agrícolas, pressionando o planejamento da safra 2026/27.

Alta do diesel encarece operações no campo

Um dos principais fatores por trás da elevação dos custos é o avanço no preço do óleo diesel, essencial para as atividades mecanizadas. Em Mato Grosso, o valor médio do combustível subiu de R$ 6,35 por litro em fevereiro para R$ 7,21 em março, segundo dados oficiais.

Esse aumento impacta diretamente etapas como preparo do solo, plantio e manejo, tornando a produção mais cara e reduzindo a margem do produtor rural.

Fertilizantes lideram pressão nos custos da soja

O custo de produção da soja registrou alta de 6,98% no último mês, chegando a R$ 4.435,40 por hectare. O principal responsável por esse avanço foi o encarecimento dos fertilizantes, que representam quase metade do custo total da cultura.

Os insumos tiveram aumento de 10,77% no período, atingindo R$ 2.071,87 por hectare — um dos maiores níveis já registrados. A valorização está ligada à menor oferta global de nitrogenados e fosfatados, afetada pelas tensões geopolíticas.

Diante desse cenário, especialistas reforçam a necessidade de planejamento estratégico na compra de insumos, como forma de reduzir riscos e evitar prejuízos.

Milho também sofre com piora na relação de troca

A produção de milho segue a mesma tendência de alta nos custos. Para a safra 2026/27, o valor estimado é de R$ 3.686,80 por hectare, avanço de 3,38%.

Os principais aumentos foram observados em:

  • fertilizantes (+5,67%);
  • corretivos e defensivos (+3,12%).

Com o preço médio do milho em R$ 43,48 por saca, o poder de compra do produtor caiu. A relação de troca piorou significativamente, exigindo mais produto para adquirir insumos básicos como ureia, MAP e KCl.

Produtores reduzem compras diante da incerteza

O ambiente de volatilidade tem levado agricultores a adotar uma postura mais cautelosa. O volume de insumos negociados e as importações de fertilizantes no estado estão abaixo do registrado no ano anterior.

Essa retração indica menor apetite por risco, diante da instabilidade dos preços internacionais e da incerteza sobre os custos futuros.

Algodão também registra aumento no custo de produção

A cultura do algodão, que exige alto investimento tecnológico, também foi impactada. O custo da safra 2026/27 subiu 2,64%, alcançando R$ 10.531,50 por hectare.

Já o custo total da produção atingiu R$ 18.630,38 por hectare, revertendo a tendência de queda observada anteriormente.

Os gastos com fertilizantes e corretivos aumentaram 6,27%, influenciados por:

  • restrições na oferta global;
  • elevação dos custos logísticos;
  • mudanças nas rotas comerciais devido à crise no Oriente Médio.

Gestão de risco se torna essencial

Com a alta generalizada dos custos, a rentabilidade do produtor fica mais pressionada, especialmente em culturas intensivas como o algodão. Especialistas destacam que o cenário exige maior atenção à gestão de risco, acompanhamento constante do mercado e estratégias como a compra antecipada de insumos.

A instabilidade no Estreito de Ormuz reforça como fatores geopolíticos podem afetar diretamente o agronegócio brasileiro, elevando custos e exigindo decisões mais estratégicas no campo.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agricultura

Manejo precoce e sanidade do baixeiro garantem produtividade na soja e milho em Mato Grosso

As últimas safras em Mato Grosso têm sido impactadas por um fator recorrente no campo: o avanço das doenças fúngicas. De progressão rápida e sintomas iniciais pouco visíveis, essas patologias afetam a lavoura logo nos primeiros estágios, muitas vezes antes de serem identificadas pelo produtor.

O resultado é a perda de potencial produtivo ainda no início do ciclo, especialmente em sistemas intensivos do Cerrado. Nesse contexto, o manejo do baixeiro e a atenção à sanidade foliar ganham protagonismo como estratégias para evitar prejuízos acumulados até a colheita.

Perdas começam na base da planta

Especialistas destacam que os danos frequentemente se iniciam na parte inferior das plantas, comprometendo a capacidade de produção de energia necessária ao desenvolvimento inicial das culturas.

Por isso, o manejo antecipado e aplicações preventivas ao longo do ciclo são apontados como essenciais para manter a área fotossintética ativa e garantir o máximo potencial produtivo de culturas como soja, milho e algodão.

Principais doenças afetam soja e milho

O produtor Leonardo Lorenzi, que atua com soja e milho em Mato Grosso, relata que o campo enfrenta uma combinação de doenças que exigem atenção constante. Entre elas estão cercóspora, mancha-alvo, tombamento e anomalias na soja, além de bipolares, diplodia e fusarium no milho.

Segundo ele, os impactos são significativos e, em muitos casos, as perdas não podem ser revertidas. Lorenzi também observa que a soja sofre deterioração na parte inferior no final do ciclo, enquanto no milho a falta de manejo inicial compromete o desenvolvimento e eleva os custos com aplicações posteriores.

Manejo preventivo reduz prejuízos

A engenheira agrônoma Mariana Ferneda Dossin, da Basf, destaca que o sistema agrícola do Cerrado é altamente intensivo e baseado na sucessão de culturas, o que favorece a permanência das doenças ao longo do ciclo produtivo.

Ela reforça que a integridade de cada folha é decisiva para o rendimento final. Em variedades mais modernas, que possuem menor área foliar, cada estrutura da planta tem peso direto na produtividade.

“Cada folha representa uma parcela importante da produção”, explica a especialista, destacando que perdas aparentemente pequenas podem gerar impacto expressivo na colheita.

Baixeiro é ponto crítico de atenção

A pesquisadora da Fundação Rio Verde, Luana Belufi, ressalta que muitas infecções começam no terço inferior das plantas, onde surgem sinais iniciais de doenças como cercóspora e septoria.

Essa região, segundo ela, concentra parte relevante do potencial produtivo da lavoura. Por isso, evitar que as doenças avancem para as partes superiores é um dos principais objetivos do manejo eficiente de sanidade vegetal.

Luana também reforça que a integração entre tecnologias de controle e práticas de campo é fundamental para a proteção da lavoura desde a fase inicial, incluindo o tratamento de sementes.

Tecnologia e manejo elevam eficiência produtiva

No campo tecnológico, especialistas destacam o avanço de soluções voltadas ao controle de doenças desde a germinação. Produtos com maior seletividade e ação direcionada têm contribuído para reduzir impactos fisiológicos nas plantas e ampliar o espectro de controle.

Entre as estratégias adotadas, o uso de soluções voltadas ao controle de manchas foliares e proteção do baixeiro tem sido associado a ganhos de eficiência no ciclo produtivo.

O produtor Leonardo Lorenzi afirma que o foco no manejo preventivo é determinante para o resultado econômico. Em áreas de alta produtividade, pequenas melhorias no controle podem representar ganhos expressivos em sacas por hectare, com retorno superior ao custo investido.

“O manejo preventivo garante resultado e reduz perdas”, resume o agricultor.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canal Rural Mato Grosso

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Informação

Alcooduto de R$ 22 bilhões em Mato Grosso deve ligar Sinop a Paulínia para escoar etanol

O setor de biocombustíveis em Mato Grosso avançou no planejamento de um ambicioso projeto logístico: a construção de um alcooduto de aproximadamente 2,1 mil quilômetros, com investimento estimado em R$ 22 bilhões. A estrutura deverá conectar Sinop, no médio-norte do estado, ao polo industrial de Paulínia (SP).

A proposta foi apresentada durante a 3ª Conferência Internacional UNEM Datagro, realizada em Cuiabá, e é tratada como peça-chave para sustentar o crescimento da produção de etanol de milho no estado.

Mato Grosso lidera produção nacional de etanol de milho

Atualmente, Mato Grosso ocupa a liderança absoluta na produção brasileira do segmento. Na safra 2024/2025, o estado produziu cerca de 5,6 bilhões de litros, o equivalente a 70% de todo o etanol de milho no Brasil.

Com 17 usinas em operação, o desafio do setor passa a ser a logística de escoamento, diante do aumento expressivo da produção. A expectativa é de que a demanda futura alcance 26,8 milhões de toneladas de milho processadas na safra 2026/2027, ampliando ainda mais a pressão sobre o sistema de transporte.

O projeto do alcooduto teria capacidade para movimentar até 13 milhões de metros cúbicos, funcionando como solução estruturante para o fluxo até os grandes centros consumidores.

Projeto atrai interesse público e capital privado

Segundo o ex-senador e CEO do Grupo MC, Cidinho Santos, a iniciativa já desperta interesse do governo federal para inclusão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), além de atrair investidores privados.

Ele afirma que o empreendimento pode nascer com cerca de 70% de ocupação garantida, considerando a produção atual estimada em 8 milhões de metros cúbicos na região.

Integração logística é vista como estratégica

Especialistas apontam que o alcooduto faz parte de um conjunto mais amplo de investimentos em infraestrutura, que inclui a duplicação da BR-163 e a expansão da malha ferroviária.

A avaliação do setor é que a integração entre diferentes modais é essencial para garantir competitividade ao milho processado e seus derivados, como o próprio etanol e o DDGS, coproduto utilizado na nutrição animal.

“Esse projeto ainda será amplamente discutido, mas já sinaliza um novo patamar de competitividade para Mato Grosso quando somado às rodovias duplicadas e às ferrovias em construção”, afirmou Cidinho Santos.

Arco Norte e hidrovias ampliam alternativas de escoamento

Além da rota para o Sudeste, cresce a defesa pela utilização do Arco Norte como alternativa logística para abastecer as regiões Norte e Nordeste.

O diretor-executivo da ADECON, Edeon Vaz, destaca que o escoamento por Miritituba e Barcarena não compete com o alcooduto, mas atua de forma complementar na distribuição do etanol.

“Essas rotas ampliam as possibilidades e ajudam a levar o produto para regiões com déficit de abastecimento”, explicou.

Já no campo hidroviário, o ex-presidente do DNIT, Luiz Antonio Pagot, defende a integração entre Santarém e o Porto do Itaqui como forma de reduzir custos logísticos.

Segundo ele, o uso de balsas para distribuição a partir de um hub fluvial pode tornar o transporte mais eficiente e econômico.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Reprodução
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural

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Exportação

Exportação de carne bovina em Mato Grosso bate recorde no 1º trimestre de 2026

Mato Grosso registrou o maior volume já exportado de carne bovina para um primeiro trimestre, alcançando 251,83 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) entre janeiro e março de 2026. O resultado representa um avanço de 53,39% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com esse desempenho, o estado foi responsável por 26,72% de toda a exportação de carne bovina brasileira no período, consolidando sua relevância no cenário internacional.

Faturamento cresce com valorização do produto

Além do aumento no volume, a receita também apresentou forte expansão. O faturamento atingiu US$ 1,11 bilhão, alta de 74,71% na comparação anual. O crescimento foi impulsionado pela valorização do preço médio da tonelada, que chegou a US$ 4,54 mil.

Esse cenário reforça não apenas o ganho em escala, mas também o avanço no valor agregado da produção.

China lidera compras; EUA ampliam participação

A China permanece como principal destino da carne bovina exportada, concentrando 50,82% dos embarques, o equivalente a 127,97 mil TEC.

Já os Estados Unidos se destacam pelo crescimento acelerado na demanda. Em apenas três meses, o país adquiriu 23,03 mil TEC — volume que corresponde a 9,14% das exportações no período e a mais da metade de tudo o que foi enviado ao mercado norte-americano ao longo de 2025.

Expansão de mercados fortalece pecuária

O avanço nas exportações reflete a abertura de novos mercados e o fortalecimento da pecuária de Mato Grosso. Segundo especialistas do setor, a confiança internacional está diretamente ligada à qualidade e à regularidade do produto ofertado.

Eficiência produtiva e sustentabilidade elevam competitividade

O crescimento do setor também está associado a melhorias na genética bovina, no manejo e no cumprimento de exigências sanitárias e ambientais. Esses fatores contribuem para elevar o padrão da carne e ampliar sua aceitação em mercados mais exigentes.

Além do aumento no volume exportado, o estado também tem avançado na geração de valor, com foco em eficiência produtiva e adoção de práticas sustentáveis — aspectos cada vez mais determinantes no comércio global.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução Assessoria Imac

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Agronegócio

Produtor rural reduz investimentos em Mato Grosso diante de custos elevados e dívidas

O aumento dos custos de produção e as incertezas do mercado estão mudando o comportamento do produtor rural em Mato Grosso. Com margens de lucro apertadas, a estratégia tem sido conter gastos e priorizar apenas o essencial para garantir o próximo ciclo agrícola.

Esse movimento de retração é resultado de uma combinação de fatores, como a queda no preço das commodities agrícolas, o encarecimento dos fertilizantes e o peso das dívidas acumuladas em safras anteriores. O impacto já é percebido além das propriedades rurais, atingindo também as revendas de insumos, que enfrentam uma desaceleração nas negociações.

Produtores priorizam sobrevivência financeira

No dia a dia da lavoura, o cenário é de maior dificuldade. O agricultor Leonardo Lorenzi, que pretende plantar 3.025 hectares de soja, afirma que o momento exige disciplina financeira e foco em práticas de menor custo.

Segundo ele, a nova safra deve ser ainda mais desafiadora que a anterior. Por isso, os investimentos foram limitados à compra de sementes e defensivos agrícolas, enquanto a aquisição de adubo foi adiada na expectativa de melhores պայմաններ de mercado.

Essa mudança revela uma nova mentalidade no campo: mais do que buscar alta produtividade, o objetivo agora é garantir a saúde do caixa e manter a atividade viável.

Rentabilidade passa a ser prioridade

O produtor Flávio Kroling destaca que, após uma safra com retorno praticamente nulo, a preocupação com a rentabilidade agrícola se intensificou. Para ele, produzir mais não significa necessariamente lucrar mais.

A análise do cenário econômico e político se tornou essencial na tomada de decisões, já que qualquer variação pode comprometer os resultados da atividade.

Endividamento pressiona o setor

O alto nível de endividamento rural também limita novos investimentos. De acordo com representantes do setor, muitos produtores ainda lidam com prejuízos de ciclos anteriores, como a safra 2023/24, impactada por fatores climáticos adversos.

Com o aumento dos custos, especialmente de combustíveis, e a baixa nos preços das commodities, a prioridade tem sido reduzir despesas e buscar formas de equilibrar as finanças.

Revendas de insumos sentem desaceleração

A cautela dos produtores já afeta diretamente o comércio de insumos agrícolas. Em regiões como Primavera do Leste, o ritmo de vendas caiu significativamente.

Dados do setor indicam que a comercialização de fertilizantes está bem abaixo da média histórica, reflexo da descapitalização dos produtores e da dificuldade de acesso ao crédito.

Além disso, o custo de produção segue em alta, agravando ainda mais o cenário, principalmente para arrendatários ou agricultores que dependem de financiamento.

Perspectiva é de safra desafiadora

O atual contexto aponta para uma safra marcada por ajustes financeiros e decisões estratégicas mais conservadoras. A busca por eficiência e redução de custos deve guiar o planejamento agrícola nos próximos meses.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Indústria

FIESC na Hannover Messe 2026 reforça inovação e presença industrial brasileira

A participação da FIESC na Hannover Messe 2026 marca o fortalecimento da indústria catarinense em um dos maiores eventos globais de tecnologia. A feira ocorre entre 20 e 24 de abril, na Alemanha, reunindo líderes do setor industrial, inovação e transformação digital.

Missão empresarial amplia visibilidade do Brasil

A Federação das Indústrias de Santa Catarina integra a missão empresarial brasileira coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A ação inclui um estande institucional do Brasil e a apresentação de soluções inovadoras desenvolvidas no país.

Entre os destaques está o nanossatélite Catarina, projeto liderado pelo SENAI/SC, que simboliza o avanço da indústria tecnológica brasileira e o investimento em pesquisa aplicada.

Além disso, representantes de Santa Catarina participam da comitiva oficial, ampliando a inserção do estado em discussões estratégicas sobre o futuro da indústria global.

Nanossatélite Catarina-A2 pronto para lançamento

O nanossatélite Catarina-A2, desenvolvido pelo Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, já superou testes rigorosos que simulam o ambiente espacial. Com isso, o equipamento está preparado para ser lançado.

A tecnologia será utilizada para coleta de dados e comunicação, com aplicações diretas em áreas como meteorologia, defesa civil e agronegócio — setores essenciais para o desenvolvimento econômico.

Brasil ganha protagonismo na indústria global

Nesta edição, o Brasil ocupa a posição de país-parceiro oficial da Hannover Messe, o que amplia sua visibilidade internacional. O evento reúne empresas, governos e instituições para debater temas como inteligência artificial, automação industrial e sustentabilidade.

A feira também abre portas para negócios internacionais e parcerias estratégicas, consolidando o país como um player relevante no cenário da inovação industrial.

Catarinense concorre a prêmio internacional

Santa Catarina também se destaca com a presença da empresária Luciane Fornari, de Concórdia, finalista do Engineer Woman Award 2026. O prêmio reconhece lideranças femininas na engenharia e será entregue no dia 23 de abril durante o evento.

Fornari é fundadora da Fornari Indústria e cofundadora da PlanET Biogás Brasil, com mais de duas décadas de atuação no desenvolvimento de soluções voltadas ao agronegócio e às energias renováveis.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Agronegócio

COFCO investe mais de R$ 2 bilhões para ampliar complexo de soja em Rondonópolis

A multinacional chinesa COFCO anunciou um investimento superior a R$ 2 bilhões para expandir sua unidade industrial em Rondonópolis, um dos principais polos do agronegócio brasileiro. O objetivo é transformar a planta no maior complexo de esmagamento de soja do Brasil.

A confirmação do projeto foi feita pela prefeitura do município, e a previsão é que as obras sejam concluídas no início de 2028.

Capacidade de processamento será ampliada

Atualmente, a unidade possui capacidade para processar cerca de 4,5 mil toneladas de soja por dia. Com a expansão, esse volume deve mais que dobrar, alcançando aproximadamente 10 mil toneladas diárias.

A planta é responsável pela produção de farelo de soja, óleo de soja e biodiesel, itens estratégicos tanto para o mercado interno quanto para exportação.

Logística integrada fortalece operação

A ampliação será realizada em uma área já pertencente à empresa, próxima a um terminal ferroviário. A localização é considerada estratégica para otimizar o escoamento da produção agrícola, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade no mercado global.

Rondonópolis reforça posição no agronegócio

Conhecida como “Capital do Agro”, Rondonópolis se destaca como um dos principais centros de produção e industrialização de soja no país. O município possui a segunda maior economia do estado de Mato Grosso e desempenha papel relevante na cadeia logística do setor.

Apesar do protagonismo, o título oficial de “Capital Nacional do Agronegócio” é atribuído a Sorriso, reconhecida como a maior produtora de soja do Brasil.

Investimento reforça protagonismo do Brasil

O aporte da COFCO evidencia a importância do Brasil no cenário global de produção de soja e reforça o interesse de grandes players internacionais no desenvolvimento da cadeia agroindustrial do país.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cofco

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