Transporte

Estados alertam para riscos na execução da Malha Sul diante da Política de Concessão Ferroviária do governo federal

Os governadores dos estados que compõem o Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), SC, RS, PR e MS, assinaram um documento contrário à Política Nacional de Concessões Ferroviárias do Ministério dos Transportes. Em ofício, encaminhado ao Ministério, expõem o posicionamento divergente ao Governo Federal que propõe a fragmentação da Malha Sul, à falta de diálogo e à necessidade de participação no processo, apresentando as demandas dos estados, que juntos representam 18,3% do PIB brasileiro.

O documento é assinado pelos governadores Ratinho Junior (PR), que preside o Codesul, Jorginho Mello (SC), Eduardo Leite (RS) e Eduardo Riedel (MS), e pelos presidentes das Federações das Indústrias, da Agricultura, das Associações Empresariais e das Organizações das Cooperativas do PR, MS, SC e RS.

O ofício do Codesul contesta ainda a Carteira de Projetos 2026, apresentada pelo Ministério dos Transportes, que prevê a realização de oito leilões, entre eles, três que fragmentam a atual Malha Sul, em Corredor PR/SC, Corredor Mercosul e Corredor Rio Grande. O entendimento do Grupo de Trabalho do Codesul, com membros designados pelos governadores do PR, SC, RS e MS, é de que este formato não atende às expectativas necessárias para a recuperação do modal ferroviário no Sul do Brasil.

No documento os estados “registram sua inconformidade com o tratamento conferido ao processo até o presente momento, uma vez que a condução das definições tem ocorrido sem a participação efetiva dos entes federativos diretamente afetados, mantendo-os à margem das decisões estruturantes relativas à futura concessão.”

“Soma-se a esse quadro a ausência de compartilhamento com os estados dos estudos técnicos da Malha Sul, conduzidos pela Infra S.A., circunstância que restringe o diálogo institucional e inviabiliza a análise técnica e a apresentação de contribuições qualificadas pela referida Comissão. Tal situação não se compatibiliza com os princípios da cooperação federativa, os quais exigem transparência, coordenação intergovernamental e participação efetiva dos entes subnacionais, especialmente, na estruturação de projetos de infraestrutura de caráter estratégico e de ampla repercussão regional e nacional”, manifesta o ofício.

Os membros do Codesul sugerem ainda que o Ministério dê atenção à estruturação da nova concessão em bloco para a Malha Sul, como alternativa mais adequada para assegurar coerência logística, eficiência operacional, escala econômica e atratividade ao investimento privado; que sejam disponibilização aos Estados dos estudos técnicos elaborados pela Infra S.A., de modo a permitir análise qualificada e contribuição efetiva dos Estados no processo decisório; ao equacionamento dos passivos da concessão vigente, com a recuperação de trechos abandonados, degradados ou inoperantes, assegurando condições mínimas de funcionalidade antes da nova licitação; e garantia de continuidade operacional dos trechos em atividade, com adequada transição entre o término da concessão atual e o novo contrato.

Os Estados do Codesul informam ainda ao MT que contratarão estudo técnico complementar, com o objetivo de contribuir para o aprimoramento do modelo de política pública e da estrutura contratual da futura concessão.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Gustavo Rotta/PSFS

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Transporte

Déficit de motoristas preocupa transportadoras e ameaça logística no Brasil

A crescente falta de motoristas profissionais já provoca impactos diretos no setor de transporte rodoviário de cargas no Brasil. Com caminhões parados, dificuldade para preencher vagas e aumento da pressão operacional, transportadoras começam a enfrentar obstáculos para expandir suas atividades em um mercado cada vez mais dependente da logística.

Responsável por aproximadamente 65% da movimentação de cargas no país, o transporte rodoviário vive um cenário considerado estrutural por entidades do setor.

Escassez de caminhoneiros pressiona operações

Levantamento divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2025 mostra que a categoria está envelhecendo rapidamente. A idade média dos caminhoneiros brasileiros chegou a 45,3 anos.

Os dados revelam ainda que:

  • Apenas 9,5% dos motoristas têm menos de 30 anos;
  • 12,9% já ultrapassaram os 60 anos;
  • A maior parcela da categoria está entre 40 e 49 anos, faixa que representa 32,6% dos profissionais.

Ao mesmo tempo, o setor enfrenta um déficit estimado em cerca de 120 mil motoristas. Pesquisa da NTC&Logística aponta que 88% das transportadoras relatam dificuldades para contratar profissionais e motoristas agregados.

Frota cresce enquanto número de motoristas diminui

O problema se agrava diante do crescimento acelerado da frota nacional. Dados da Senatran, compilados pelo Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), indicam que o Brasil perdeu aproximadamente 1,2 milhão de condutores habilitados para caminhões na última década — uma retração próxima de 22%.

No mesmo período, a frota de caminhões aumentou cerca de 50%, saltando de 5,3 milhões para 8 milhões de veículos.

O desequilíbrio entre oferta de profissionais e crescimento da demanda já afeta operações logísticas em diferentes regiões do país. Empresas relatam dificuldades para manter escalas completas, ampliar rotas e assumir novos contratos, especialmente em viagens de longa distância.

Jovens demonstram menor interesse pela profissão

A baixa adesão das novas gerações à carreira também contribui para a crise no setor. Pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres aponta que 70% dos entrevistados associam o afastamento dos jovens ao preconceito em relação à profissão.

Outros fatores citados incluem:

  • Baixa remuneração (58%);
  • Condições de trabalho consideradas desfavoráveis (51%);
  • Longas jornadas;
  • Insegurança nas estradas;
  • Longos períodos longe da família.

Especialistas apontam que esse cenário entra em conflito com as prioridades da Geração Z, que busca maior equilíbrio entre vida pessoal e carreira.

Segundo Carlos Panzan, presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (Fetcesp), ainda existe uma percepção ultrapassada sobre o setor de transporte rodoviário.

De acordo com ele, muitas operações já utilizam recursos como telemetria, rastreamento em tempo real, conectividade embarcada e sistemas digitais de gestão logística. O desafio, porém, é tornar essa modernização mais atrativa para os jovens profissionais.

Tecnologia mudou o perfil do motorista profissional

A digitalização do transporte rodoviário também transformou as exigências do mercado. Hoje, motoristas operam caminhões equipados com sensores, softwares de monitoramento, aplicativos logísticos e plataformas inteligentes de roteirização.

Em operações ligadas ao e-commerce e cargas de maior valor agregado, o profissional passou a desempenhar funções próximas às de um operador de sistemas tecnológicos embarcados.

Essa evolução aumentou a necessidade de capacitação técnica justamente em um momento de escassez de mão de obra qualificada.

Além disso, os custos para ingresso na profissão continuam elevados. A obtenção das categorias C, D e E exige:

  • Cursos específicos;
  • Exames médicos;
  • Testes toxicológicos;
  • Investimento financeiro para formação.

Representantes do setor afirmam que a renovação da categoria dependerá não apenas da formação profissional, mas também de melhorias estruturais nas rodovias, segurança, infraestrutura de apoio e redução das jornadas excessivas.

Falta de motoristas é desafio mundial

A crise de mão de obra no transporte rodoviário não se limita ao Brasil. Segundo a International Road Transport Union (IRU), o déficit global de caminhoneiros já ultrapassa 3,6 milhões de profissionais.

O levantamento mostra ainda que:

  • Apenas 6,5% dos motoristas têm menos de 25 anos;
  • Quase um terço possui mais de 55 anos;
  • Mulheres representam menos de 7% dos profissionais do setor nos países monitorados pela entidade.

O cenário reforça a preocupação das empresas de logística em relação à renovação da categoria. Sem a entrada de novos profissionais, o setor pode enfrentar aumento da frota ociosa e dificuldades para atender ao crescimento da demanda nos próximos anos.

FONTE: Agência Transporte
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Transporte

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Transporte

Trilhos elevados em Criciúma avançam após acordo firmado em Brasília

O projeto de elevação da linha férrea em Criciúma deu um novo passo nesta terça-feira (19) durante agenda oficial em Brasília. A Prefeitura e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) oficializaram o primeiro termo de cooperação técnica para dar andamento aos estudos da obra, estimada em R$ 260 milhões.

A iniciativa prevê mudanças estruturais importantes na cidade e integra um plano de longo prazo voltado à mobilidade urbana, segurança e desenvolvimento econômico da região.

Acordo marca início de nova fase do projeto

Com a assinatura do documento, técnicos do DNIT, da Prefeitura de Criciúma e da empresa responsável pelo projeto devem iniciar uma série de reuniões para aprofundar os estudos de engenharia necessários para a execução da obra.

O prefeito Vagner Espindola destacou que o projeto foi pensado para atender demandas futuras da cidade e não apenas objetivos de uma gestão específica.

Segundo ele, a proposta busca preparar Criciúma para o crescimento urbano e melhorar a circulação em áreas impactadas pela ferrovia.

Projeto prevê elevar linha férrea em até sete metros

O plano apresentado prevê a elevação dos trilhos no trecho entre o Rio Maina e a Avenida Centenário, no bairro Pinheirinho. A estrutura poderá alcançar até sete metros de altura ao longo do percurso.

A prefeitura já iniciou levantamentos técnicos e análises do solo para elaboração do projeto de engenharia, cuja conclusão está prevista para ainda este ano.

Entre os principais objetivos da obra estão:

  • reduzir os impactos da ferrovia na área urbana;
  • melhorar o fluxo da mobilidade em Criciúma;
  • criar novas conexões viárias;
  • ampliar a segurança nas proximidades dos trilhos.

Projeto inclui mudanças urbanísticas e realocação de famílias

Além das intervenções na linha férrea, o projeto também prevê ações de reorganização urbana. A administração municipal avalia a transferência de famílias que vivem próximas aos trilhos para outras áreas da cidade.

As regiões estudadas para receber os moradores incluem pontos do bairro Pinheirinho e também o Cristo Redentor.

Prefeitura quer avançar para futura licitação

A expectativa do município é acelerar as etapas técnicas para viabilizar a futura licitação da obra ainda durante o atual mandato. A proposta é considerada estratégica para modernizar a infraestrutura urbana e reduzir gargalos históricos causados pela ferrovia no município.

FONTE: 4oito
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/4oito

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Transporte

Frete rodoviário entra em nova disputa e caminhoneiros ameaçam paralisação nacional

O setor de transporte rodoviário de cargas volta a viver um clima de tensão no Brasil. O dia 24 de maio é apontado como decisivo para a relação entre caminhoneiros, governo federal e empresas do setor, em meio ao debate sobre o cumprimento do piso mínimo do frete.

A data marca o fim do prazo definido entre a União e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para a implantação do chamado “travamento do CIOT”, mecanismo que impedirá o registro de operações realizadas abaixo do valor mínimo estabelecido para o frete.

Travamento do CIOT muda regras do frete

A medida foi prevista na Resolução nº 6.078/2026 e ganhou reforço após a publicação da Medida Provisória nº 1.343/2026, conhecida no setor como “MP do Frete”. O texto amplia a fiscalização sobre o cumprimento do piso e endurece as penalidades para empresas reincidentes.

O CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) é um registro eletrônico obrigatório nas operações de frete rodoviário. Com o novo sistema, plataformas homologadas pela ANTT não poderão validar viagens contratadas abaixo do piso mínimo. Sem o código ativo, o transporte não poderá ser concluído oficialmente.

Para entidades que representam os caminhoneiros autônomos, a mudança é considerada um avanço histórico por tornar o piso mínimo mais efetivo e reduzir práticas de concorrência desleal no setor.

Caminhoneiros intensificam pressão em Brasília

Com a aproximação do prazo, lideranças da categoria ampliaram a mobilização na capital federal. Associações planejam manifestações para pressionar deputados e senadores pela continuidade da tramitação da MP, que ainda depende da instalação de uma comissão mista no Congresso.

Em publicação nas redes sociais, o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), Carlos Alberto Litti Dahmer, convocou caminhoneiros de todo o país para acompanhar as discussões em Brasília e defender a manutenção do travamento do CIOT.

Segundo representantes da categoria, a medida atende uma reivindicação antiga dos transportadores desde a criação da política de piso mínimo após a greve nacional de 2018.

Entidades como a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e o Sindicato dos Transportadores Rodoviários de Santos (Sindicam) também defendem o mecanismo. As lideranças afirmam que a iniciativa é essencial para garantir renda mínima aos profissionais autônomos diante da alta nos custos operacionais, especialmente com combustíveis, manutenção e despesas logísticas.

O presidente da Abrava, Wallace Landim, conhecido como Chorão, chegou a cobrar publicamente do presidente da Câmara, Hugo Motta, a indicação urgente de um relator para a medida provisória. O temor é que o texto perca validade antes da votação no Congresso.

Empresários criticam medida e alertam para custos

Enquanto caminhoneiros defendem regras mais rígidas, representantes da indústria, agronegócio e empresas de logística demonstram forte resistência à proposta.

Entidades empresariais alegam que a MP aumenta a insegurança jurídica, eleva os custos do frete rodoviário e pode gerar impactos operacionais para transportadoras e embarcadores.

Um dos pontos mais questionados são as multas previstas para empresas reincidentes no descumprimento do piso mínimo, que podem variar entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões. O setor também questiona a constitucionalidade das novas regras e pede a suspensão das penalidades previstas para entrar em vigor ainda neste mês.

Nos bastidores políticos, parlamentares admitem que o tema se transformou em mais um foco de tensão entre o governo federal e o setor produtivo. Apesar disso, o Executivo sinaliza apoio à manutenção das medidas. O ministro dos Transportes, George Santoro, já se posicionou favoravelmente às mudanças e rebateu críticas feitas por entidades empresariais.

Possibilidade de greve volta a preocupar

O aumento da pressão por parte das lideranças dos caminhoneiros recolocou no radar o risco de uma nova paralisação nacional.

Representantes da Abrava e do Sindicam afirmam que, caso a MP perca validade ou o travamento do CIOT seja suspenso, a categoria poderá organizar movimentos de paralisação em diferentes regiões do país.

A ameaça revive o cenário da greve dos caminhoneiros de 2018, que durou 11 dias e provocou desabastecimento, interrupções na produção industrial e impactos econômicos em diversos segmentos. Embora o contexto atual seja diferente, o avanço das mobilizações vem sendo acompanhado de perto pelo governo devido à sensibilidade do tema entre os transportadores autônomos.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images | BNDES

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Transporte

Rodovia inteligente em São Paulo terá Wi-Fi, recarga elétrica e suporte para carros autônomos

O estado de São Paulo vai receber a primeira rodovia inteligente do país. A modernização da Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123) prevê conexão Wi-Fi, pontos de recarga para carros elétricos e infraestrutura preparada para a circulação de veículos autônomos.

O trecho contempla mais de 45 quilômetros entre Taubaté e Campos do Jordão, transformando a estrada em um corredor tecnológico e sustentável.

Estrutura terá suporte para veículos autônomos

Um dos diferenciais do projeto será a implantação de recursos específicos para atender veículos autônomos, tecnologia ainda inédita em rodovias brasileiras.

Esse tipo de automóvel utiliza sensores, inteligência artificial e dados em tempo real para trafegar sem a necessidade de intervenção humana direta. Para isso, a via contará com sinalização inteligente e infraestrutura adaptada para comunicação e monitoramento.

A ordem de serviço para início das obras foi assinada recentemente pelo Governo de São Paulo. A expectativa é que os trabalhos comecem na primeira quinzena de abril e sejam concluídos em até 18 meses.

Investimento de R$ 192 milhões moderniza corredor turístico

O projeto contará com investimento de R$ 192 milhões em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). As obras serão executadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP).

Além da modernização tecnológica, a iniciativa atende uma demanda antiga da região e deve beneficiar mais de 600 mil moradores dos municípios de:

  • Taubaté
  • Pindamonhangaba
  • Tremembé
  • Campos do Jordão
  • Santo Antônio do Pinhal

Ciclovia e faixas adicionais reforçam segurança

As intervenções também incluem melhorias na mobilidade e segurança viária. O projeto prevê implantação de faixas adicionais e cerca de 11,8 quilômetros de ciclovia no trecho de planície da rodovia.

Além disso, serão construídas passagens inferiores e superiores destinadas a ciclistas e pedestres, aumentando a segurança dos usuários ao longo do trajeto.

Asfalto ecológico e reflorestamento fazem parte do projeto

Outro destaque da obra é o foco em sustentabilidade. A pavimentação da SP-123 utilizará asfalto ecológico, produzido com materiais recicláveis, incluindo borracha de pneus reutilizados.

Como medida de compensação ambiental, o DER-SP também pretende reflorestar aproximadamente 30 hectares ao longo da rodovia. A ação busca reduzir processos erosivos e contribuir para a captura de carbono gerado pelas obras.

FONTE: A Tarde
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

Frete mínimo ganha peso regulatório e impulsiona digitalização no transporte de cargas

O frete mínimo no transporte rodoviário passou a ocupar papel central na gestão logística após a entrada em vigor da Medida Provisória nº 1.343/2026. A norma amplia a responsabilidade dos embarcadores e eleva o nível de exigência regulatória, impactando diretamente contratos e operações em todo o setor.

Com a mudança, a conformidade deixa de ser apenas um aspecto operacional e passa a integrar a estratégia das empresas, diante de um ambiente mais rigoroso e sujeito a penalidades.

Fiscalização digital aumenta complexidade operacional

O novo cenário é marcado por uma fiscalização digital no transporte mais intensa, com validações em larga escala. Isso exige maior controle sobre operações que envolvem diferentes agentes da cadeia logística.

Outro ponto relevante é a obrigatoriedade do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) em todas as operações remuneradas a partir de maio de 2026. A medida amplia o risco de inconsistências na documentação e exige maior atenção na formalização dos processos.

Tecnologia fortalece governança do frete

Diante desse contexto, cresce a adoção de soluções voltadas à gestão digital de frete e à governança logística. Sistemas integrados têm sido utilizados para automatizar validações, reduzir erros e garantir conformidade com a legislação.

Ferramentas que conectam planejamento, execução e pagamento permitem verificar, ainda na origem, o cumprimento do piso mínimo, além de integrar a emissão de documentos como CT-e, CIOT e MDF-e. A estratégia contribui para maior controle, rastreabilidade e eficiência operacional.

Empresas aceleram adaptação ao novo modelo

Organizações de setores como agronegócio, indústria e varejo já iniciaram ajustes em seus processos, com foco na automação e validação prévia das regras. O movimento tem reduzido retrabalho e aumentado a previsibilidade em um ambiente de maior rigor regulatório.

A aplicação de tecnologia em larga escala também tem permitido testar modelos mais robustos de controle, especialmente em operações com grande volume de transações.

Gestão logística entra em nova fase

Especialistas apontam que o frete mínimo deixa de ser apenas um custo operacional para se tornar um elemento estratégico de governança. A capacidade de monitorar, validar e auditar operações em tempo real passa a ser determinante para a competitividade das empresas.

Com o avanço da digitalização e da integração de dados, a tendência é de consolidação de um novo padrão na logística de transporte rodoviário, baseado em tecnologia, conformidade e eficiência.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Transporte

Move Brasil 2: CMN regulamenta programa com R$ 21,2 bilhões para crédito de ônibus e caminhões

O Conselho Monetário Nacional (CMN) oficializou a regulamentação da Medida Provisória nº 1.353/2026, que inaugura a nova etapa do Move Brasil 2, programa voltado ao financiamento de ônibus e caminhões. A iniciativa contará com R$ 21,2 bilhões, somando R$ 14,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Desse total, R$ 2 bilhões serão destinados exclusivamente a caminhoneiros autônomos, enquanto outros R$ 2 bilhões serão aplicados em linhas de ônibus.

Objetivo: modernização da frota e eficiência logística

De acordo com o Ministério da Fazenda, o programa busca facilitar o acesso ao crédito com condições favorecidas para transportadores autônomos, cooperativas, empresários individuais e empresas do setor. A proposta também visa impulsionar a modernização da frota, aumentar a eficiência logística e reduzir a emissão de poluentes.

As operações de financiamento ocorrerão de forma indireta, por meio de instituições financeiras credenciadas pelo BNDES, que assumirão o risco das concessões.

Quem pode participar do Move Brasil 2

A nova fase contempla diferentes perfis do setor de transporte:

  • Transportadores autônomos de carga e pessoas físicas vinculadas a cooperativas
  • Empresários individuais
  • Empresas de transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros

Taxas de juros variam conforme perfil e sustentabilidade

As taxas de financiamento foram definidas de acordo com o perfil do tomador e critérios ambientais:

  • 1% ao ano: autônomos que comprarem veículos novos ou seminovos com comprovação de sucateamento
  • 2% ao ano: autônomos que adquirirem seminovos sem contrapartida ambiental
  • 3% ao ano: empresas que comprarem veículos novos com sucateamento comprovado
  • 5,5% ao ano: empresas sem exigência ambiental

Já as taxas das instituições financeiras seguem estes limites:

  • até 8,8% ao ano para autônomos
  • até 3% ao ano para empresas
  • até 1,25% ao ano para o BNDES

Prazos e limites de financiamento

Os prazos foram ajustados para atender demandas do setor:

  • até 120 meses, com carência de até 12 meses, para transportadores autônomos
  • até 60 meses, com até 6 meses de carência, para empresas

O valor máximo de financiamento permanece em R$ 50 milhões por beneficiário.

Critérios ambientais e exigências técnicas

O programa reforça a adoção de critérios de sustentabilidade, com destaque para o descarte adequado de veículos antigos, o que garante taxas mais baixas. Também serão exigidos:

  • uso de conteúdo nacional nos veículos financiados
  • conformidade com padrões de emissão do Proconve

Segundo a Fazenda, a iniciativa integra a estratégia federal de fortalecimento do setor de transporte, promovendo maior resiliência econômica, redução de custos operacionais e avanço na sustentabilidade ambiental.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística, Transporte

Investimentos em transportes e logística atingem recorde em 11 anos no Brasil

O Brasil registra um avanço significativo nos investimentos em transportes e logística, consolidando um novo ciclo de expansão na infraestrutura nacional. De acordo com dados da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), divulgados no Livro Azul da Infraestrutura, os aportes públicos e privados somaram cerca de R$ 76,5 bilhões em 2025 — o maior volume desde 2015 e um dos mais expressivos da série histórica.

Crescimento acelera nos últimos anos

A evolução recente evidencia uma mudança consistente no ritmo de investimentos. Entre 2019 e 2022, o setor acumulou pouco mais de R$ 138 bilhões, com média anual próxima de R$ 33 bilhões. Já no período de 2023 a 2025, os números praticamente dobraram: foram mais de R$ 200 bilhões investidos, com média superior a R$ 65 bilhões por ano.

Esse avanço reflete um ambiente mais estável e propício ao planejamento de longo prazo. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o cenário atual favorece a ampliação de projetos estruturados e a maior participação do capital privado, contribuindo para a modernização da infraestrutura e o aumento da eficiência logística no país.

Setor privado lidera aportes

Um dos principais motores desse crescimento é o protagonismo da iniciativa privada. Em 2025, cerca de R$ 53,6 bilhões — a maior parte dos investimentos — vieram de empresas privadas, reforçando o modelo baseado em concessões e parcerias público-privadas (PPPs).

O Governo Federal também tem atuado como facilitador desse movimento. Apenas no setor portuário, foram viabilizados R$ 7,8 bilhões em contratos e autorizações em 2025. No acumulado entre 2023 e 2025, o montante chegou a R$ 38,8 bilhões — um salto superior a 400% em relação ao ciclo anterior.

Além disso, os investimentos públicos em portos cresceram 120% no mesmo período, totalizando R$ 3,1 bilhões.

Aviação e hidrovias ganham destaque

Na aviação civil, o crescimento segue consistente, com R$ 8,7 bilhões aplicados pela iniciativa privada entre 2023 e 2025. Projetos voltados à infraestrutura aeroportuária regional, como o Programa AmpliAR, também impulsionam o setor — só o primeiro leilão garantiu cerca de R$ 731 milhões para aeroportos regionais.

Já as hidrovias, consideradas estratégicas para reduzir custos e ampliar a integração logística, receberam cerca de R$ 1,3 bilhão no período, fortalecendo esse modal no transporte nacional.

Impactos positivos na economia

O aumento dos investimentos já se reflete diretamente na atividade econômica. Em 2025, a movimentação nos portos brasileiros alcançou aproximadamente 1,35 bilhão de toneladas — o melhor resultado dos últimos sete anos.

No transporte aéreo, o país atingiu um recorde histórico de cerca de 130 milhões de passageiros, impulsionado por uma expansão contínua — foram 30 milhões de passageiros a mais entre 2023 e 2025.

O transporte hidroviário também apresentou desempenho recorde. A movimentação de cargas pelos rios chegou a 140 milhões de toneladas em 2025, enquanto a cabotagem registrou 223 milhões de toneladas, indicando maior uso desse modal e ganhos de escala na logística nacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Terra

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Transporte

China entrega maior navio Ro-Ro do mundo e redefine transporte marítimo de veículos

A China colocou em operação o primeiro navio Ro-Ro (roll-on/roll-off) do mundo com capacidade superior a 10 mil veículos, estabelecendo um novo padrão para o transporte marítimo de automóveis. A embarcação foi entregue em 28 de abril e surge em um momento de forte crescimento das exportações asiáticas, especialmente no setor automotivo.

Batizado de Glovis Leader, o navio faz parte de uma nova geração de cargueiros do tipo pure car and truck carrier (PCTC), projetados para ampliar a eficiência logística e atender à crescente demanda global.

Estrutura robusta e tecnologia avançada

Construído pelo estaleiro Guangzhou Shipyard International (GSI), o Glovis Leader possui 230 metros de comprimento, 40 metros de largura e 14 conveses destinados ao transporte de carga. A capacidade total chega a 10.800 veículos, incluindo modelos elétricos, movidos a hidrogênio e caminhões pesados.

A embarcação se destaca ainda pelo uso de tecnologia sustentável, com motores bicombustível que operam com gás natural liquefeito (GNL) ou combustíveis tradicionais. O navio também conta com geradores de eixo e sistema de energia em terra, reduzindo emissões durante operações portuárias. Sua velocidade de cruzeiro é de 19 nós.

Estratégia global e expansão de mercado

O projeto integra a estratégia da sul-coreana HMM de diversificar suas operações além do transporte de contêineres. Os navios serão operados em contratos de longo prazo com a Hyundai Glovis, que pretende expandir sua frota para 128 embarcações até 2030.

A meta da empresa é aumentar sua capacidade anual de transporte de 3,4 milhões para 5 milhões de veículos, o que pode representar cerca de 20% do volume global de logística automotiva marítima.

Crescimento da demanda impulsiona navios maiores

A ampliação do porte dos navios reflete a alta demanda por exportações de veículos, especialmente a partir do Extremo Oriente. Nos últimos anos, embarcações desse segmento têm se tornado cada vez maiores para atender ao aumento do fluxo global.

Como referência recente, navios com capacidade entre 9.200 e 9.500 veículos já haviam sido considerados os maiores do mundo. Agora, projetos ainda mais ambiciosos estão em andamento, com previsão de unidades capazes de transportar até 11.700 veículos.

Construção em série e avanço da indústria chinesa

A Guangzhou Shipyard International destaca que a construção de navios desse tipo envolve alto nível de complexidade técnica, incluindo sistemas de segurança contra incêndio, estruturas multicamadas e requisitos rigorosos de estabilidade.

O estaleiro já acumula pedidos para 40 embarcações desse segmento, das quais 26 já foram entregues. A adoção de processos de construção em série tem permitido ganhos de eficiência e redução nos prazos de produção, fortalecendo a posição da China na indústria naval de alto valor agregado.

Rotas globais e alívio na capacidade logística

A Hyundai Glovis pretende utilizar os novos navios em rotas internacionais de forma rotativa, contribuindo para reduzir a escassez de capacidade no transporte marítimo global.

O avanço desse tipo de embarcação sinaliza uma transformação no setor logístico, com ganhos em escala, eficiência e sustentabilidade para o comércio internacional de veículos.

FONTE: Maritime Executive
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Transporte

Estrada Boa: programa avança e chega a 90% das rodovias de Santa Catarina

Por onde anda em Santa Catarina, o cidadão encontra obras do programa Estrada Boa. Implementado pelo governador Jorginho Mello, em 2023, a ação tem por objetivo recuperar as vias estaduais e mudar a situação, que na época era considerada precária. E o trabalho tem dado resultado: atualmente 90% da malha viária está recuperada, com situação considerada boa ou ótima. E a projeção é de que até o final de 2026, as melhorias alcancem 100% das estradas catarinenses.

“Quando assumimos, passamos as contas do Estado a limpo e demos atenção total a alguns setores. As nossas rodovias estavam abandonadas e por isso criamos o Estrada Boa, um programa que é sucesso absoluto. Eu não estou tendo tempo na agenda para inaugurar tanta obra, tem umas que só digo pro prefeito liberar o tráfego e pregar a placa inaugural. Isso porque nossa equipe vem se dedicando e trabalhando muito para conseguir melhorar a vida e a segurança dos catarinenses que passam pelas nossas rodovias, seja para passear ou viajar, seja para trabalhar, transportando a nossa produção”, analisou o governador Jorginho Mello.

No começo de 2023 apenas pouco mais de 26% das SCs estavam em ótimas ou boas condições, segundo levantamento da Fetrancesc. A realidade mudou e além das entregas já realizadas, outras obras estão prestes a serem inauguradas, com destaque para a restauração com aumento da capacidade da SC-305 em pavimento rígido (concreto), de Campo Ere, a São Lourenço Oeste, que vai custar quase R$ 120 milhões e a SC-492, de Romelândia a São Miguel da Boa Vista, ao custo de R$ 43,5 milhões.

“Temos de Macieira a Arroio Trinta, temos em Ituporanga. Iremos em julho liberar o tráfego da Serra do Faxinal, a Serra do Corvo Branco. Afinal, a gente tem muita coisa ainda para inaugurar e muita coisa para autorizar”, projeta o secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando.

Além das restaurações, o Governo do Estado também trabalha com as implementações de novas estradas. Ao todo, são mais de 100 frentes de trabalho, contemplando mais de três mil quilômetros de rodovias 

“Lógico que é um desafio, porque todo dia aparece uma nova demanda, o trânsito de Santa Catarina só aumenta. As necessidades e os investimentos são cada vez maiores, mas nós vamos entregar no final desse governo 100% da malha viária recuperada em estágio regular, bom e ótimo. Então, esse é um avanço extraordinário para Santa Catarina”, explica Grando.

Somando obras estruturantes, revitalizações, serviços de conservação e manutenção, o Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE), está investindo mais de R$ 5,15 bilhões no programa Estrada Boa.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Leo Munhoz/SecomGOVSC

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