Transporte

Grupo BID reúne governos e investidores para impulsionar US$ 65 bilhões em projetos de transporte

O Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (Grupo BID) reuniu representantes de governos e do setor privado de 17 países da América Latina e do Caribe durante o LAC Transport Forum 2026. O encontro apresentou mais de 110 projetos de investimento em infraestrutura de transporte, que somam mais de US$ 65 bilhões para os próximos 18 meses.

O valor corresponde, aproximadamente, ao total investido anualmente pela região em infraestrutura de transporte. O fórum teve como foco ampliar a participação de capital, melhorar a estruturação dos projetos e aumentar a qualidade e o impacto dos investimentos.

América Latina precisa ampliar investimentos em infraestrutura

Segundo estimativas do BID, os países da América Latina e do Caribe precisam direcionar cerca de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) por ano até 2030 para reduzir o déficit de infraestrutura. A necessidade supera US$ 1,6 trilhão, dos quais mais de US$ 630 bilhões estão relacionados ao setor de transporte.

Outro desafio apontado pela instituição são as ineficiências nos processos de investimento. De acordo com o BID, a região perde aproximadamente um de cada dois dólares destinados à infraestrutura em razão dessas falhas.

Durante a abertura do evento, o presidente do Grupo BID, Ilan Goldfajn, destacou a possibilidade de ampliar os resultados sem necessariamente elevar os gastos públicos.

“Podemos aumentar em até 35% os resultados dos investimentos em infraestrutura sem aumentar o gasto público. O objetivo é alcançar mais e melhor infraestrutura e maior impacto para as pessoas”, afirmou.

Fórum aproxima governos e empresas

Para acelerar a execução de novos projetos, o LAC Transport Forum 2026 promoveu uma ampla rodada de encontros entre representantes governamentais e empresas.

Participaram delegações de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Suriname.

A edição deste ano também marcou a primeira realização do fórum em parceria com a Federação Internacional de Engenheiros Consultores (FIDIC), organização internacional voltada ao desenvolvimento de padrões para o setor de infraestrutura.

Transport Delivers busca melhorar investimentos em transporte

Durante o evento, o Grupo BID lançou a Transport Delivers, uma plataforma regional voltada ao aprimoramento da qualidade, transparência e competitividade dos processos de investimento em infraestrutura de transporte.

A iniciativa pretende ampliar a aplicação das reformas desenvolvidas pelo programa Procure+, do BID, em projetos de infraestrutura de diferentes países da região. A proposta é tornar os investimentos mais eficientes e aumentar seus benefícios para a população.

A plataforma também deverá apoiar melhorias em etapas como planejamento, licitação e contratação de obras, estimulando a concorrência e buscando melhores resultados nos projetos de transporte.

Concorrência pode reduzir custos de projetos

Dados apresentados pelo BID indicam que o aumento da concorrência nas licitações pode gerar economia nos investimentos. Cada novo concorrente em uma disputa reduz, em média, os preços entre 2% e 8%.

A instituição também aponta que considerar critérios de qualidade, além do preço, pode diminuir entre 5% e 20% o custo total dos ativos de infraestrutura durante sua vida útil.

Iniciativa prevê mobilização de novos recursos

A Transport Delivers recebeu contribuições da Espanha e do Japão que totalizam US$ 2,5 bilhões. A expectativa é mobilizar outros US$ 10 bilhões junto a doadores nos próximos cinco anos.

Com esses recursos, a iniciativa pretende criar condições para viabilizar aproximadamente US$ 20 bilhões em novos investimentos em transporte.

A plataforma integra as ações do BID for the Americas, programa que busca ampliar a participação do setor privado em projetos apoiados pelo Grupo BID.

Miami terá papel na conexão com investidores

O escritório do Grupo BID em Miami também atua na promoção de iniciativas como o LAC Transport Forum, com o objetivo de aproximar governos, empresas e investidores interessados no desenvolvimento da infraestrutura na América Latina e no Caribe.

A estratégia busca fortalecer a conexão entre os diferentes participantes do mercado e facilitar a estruturação de projetos capazes de ampliar a conectividade, a competitividade e a integração regional.

FONTE: IADB
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/IADB

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Transporte

Transporte aéreo de órgãos: como a aviação ajuda a salvar vidas no Brasil

Um órgão destinado a transplante pode precisar atravessar centenas ou até milhares de quilômetros antes de chegar ao paciente compatível. Nesse percurso, cada minuto é importante. Para garantir que a doação se transforme em uma nova chance de vida, uma ampla estrutura reúne profissionais de saúde, companhias aéreas, aeroportos, órgãos públicos e equipes de controle do espaço aéreo.

No Brasil, o transporte aéreo de órgãos é realizado de forma gratuita e prioritária, seguindo uma operação coordenada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), por meio da Central Nacional de Transplantes (CNT).

Como funciona o transporte de órgãos para transplantes

A estrutura começou a ser organizada em 2013, com um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) envolvendo instituições públicas e privadas. A iniciativa foi consolidada posteriormente pela legislação brasileira.

A Lei nº 14.858, de 21 de maio de 2024, determinou a gratuidade e a prioridade no transporte de órgãos, tecidos e partes do corpo humano destinados a transplantes. A regra também contempla as equipes envolvidas nas etapas de captação e distribuição.

No setor aéreo, participam da operação o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), por meio da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A atuação conjunta busca garantir que a infraestrutura aeroportuária e a operação dos voos estejam preparadas para uma logística na qual tempo, segurança e precisão são essenciais.

Mais de 54 mil itens já foram transportados

Desde 2014, mais de 54 mil itens foram transportados dentro do acordo. O total inclui órgãos sólidos, tecidos, equipes médicas responsáveis pela captação e pelo transplante, além de caixas e outros materiais utilizados nos procedimentos cirúrgicos.

Entre os órgãos sólidos transportados estão coração, pulmão, pâncreas, rins e fígado.

Quase 19 mil órgãos foram levados por via aérea até os respectivos receptores. Desse total, aproximadamente 16 mil seguiram em voos comerciais, enquanto cerca de 2,5 mil foram transportados em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB).

Uma operação contra o relógio

A extensão territorial do Brasil faz da aviação uma ferramenta essencial para a logística de transplantes. Um órgão captado em determinada cidade pode precisar percorrer uma longa distância para chegar ao paciente compatível.

Além da disponibilidade de aeronaves, a operação depende de aeroportos capazes de receber voos e equipes médicas em diferentes regiões do país. Por isso, a infraestrutura aeroportuária regional também desempenha papel importante.

Nesse cenário, o Programa AmpliAR, iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos voltada a aeroportos regionais, busca ampliar investimentos privados e melhorar a infraestrutura e a gestão dessas unidades, especialmente em localidades onde a conectividade aérea é estratégica.

A existência de aeroportos preparados pode facilitar conexões e dar suporte a operações emergenciais que exigem deslocamentos rápidos e seguros.

Tempo é fator decisivo para o transplante

Depois que um órgão é retirado do doador, existe um período limitado para que ele permaneça em condições adequadas até o transplante. Por isso, a logística precisa ser planejada para reduzir atrasos e garantir a segurança durante todo o trajeto.

Quando um potencial doador é identificado e a Central Nacional de Transplantes determina o destino do órgão, diferentes equipes entram em ação.

O Sistema Nacional de Transplantes aciona o Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e as companhias aéreas. A partir daí, são avaliadas as condições da malha aérea para definir a alternativa mais adequada de voo, trecho e rota.

O planejamento leva em conta as particularidades de cada operação. Se houver um voo comercial compatível, o órgão pode ser transportado pela malha regular. Quando essa alternativa não atende às necessidades da missão, a estrutura da Força Aérea Brasileira pode ser acionada.

Uma rede que envolve diferentes profissionais

Por trás de cada órgão transportado existe uma cadeia de trabalho que começa com a doação de órgãos e envolve familiares, equipes médicas, centrais de transplantes, profissionais de logística, companhias aéreas, aeroportos, órgãos públicos e equipes responsáveis pelo controle do espaço aéreo.

Cada etapa precisa ocorrer de maneira coordenada para que o órgão percorra a distância necessária dentro do período adequado.

O transporte aéreo, portanto, é apenas uma parte de uma operação muito maior, que conecta o local da captação ao hospital onde o paciente aguarda pelo transplante.

Doação de órgãos começa com uma conversa

Antes de toda essa estrutura logística entrar em funcionamento, existe uma decisão fundamental: a autorização para a doação de órgãos.

No Brasil, não é necessário registrar em cartório a intenção de ser doador, carregar um documento específico ou realizar um cadastro. O principal é comunicar essa vontade aos familiares.

Após a morte, cabe à família autorizar a doação. Por isso, conversar sobre o assunto enquanto a pessoa está viva é uma etapa fundamental para que sua vontade seja conhecida.

Com a autorização, começa uma operação que pode envolver equipes médicas, centrais de transplantes, profissionais de logística, empresas aéreas, aeroportos, órgãos públicos e estruturas de controle do espaço aéreo.

Dia Nacional da Doação de Órgãos reforça importância da conscientização

Celebrado ontem, no dia 27 de setembro, o Dia Nacional da Doação de Órgãos chama atenção para a importância da doação e para toda a estrutura necessária para levar órgãos até os pacientes que aguardam por um transplante.

Há mais de uma década, voos comerciais e aeronaves militares participam dessa logística no Brasil, ajudando a conectar diferentes regiões em uma operação na qual o tempo é um dos elementos centrais.

A cadeia começa com uma decisão individual, mas depende de uma rede inteira para chegar ao destino.

Converse com sua família sobre doação de órgãos e deixe clara a sua vontade.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: FAB

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Transporte

CMA CGM anuncia aumento de tarifas para cargas da Ásia à América Latina

A CMA CGM anunciou um reajuste nas tarifas de transporte marítimo para cargas embarcadas em portos asiáticos com destino à América Latina. A nova cobrança será aplicada a partir de 15 de outubro de 2026, considerando a data de carregamento.

Reajuste alcança diferentes regiões da Ásia e da América Latina

O aumento abrangerá embarques realizados a partir de todos os portos da Ásia, incluindo instalações marítimas localizadas no Japão, no Sudeste Asiático e em Bangladesh.

No destino, a medida alcançará diferentes mercados da região, contemplando portos da costa oeste e da costa leste da América do Sul, além de América Central, Caribe e México.

Adicional será de US$ 1 mil por contêiner

Segundo a companhia francesa, o novo valor representará um acréscimo de US$ 1.000 por unidade conteinerizada.

O reajuste será aplicado a diferentes tipos de carga, incluindo cargas secas, refrigeradas, sobredimensionadas e contêineres vazios com frete pago.

A mudança afetará, portanto, uma ampla variedade de operações de transporte marítimo entre Ásia e América Latina, com impacto sobre os custos dos embarques realizados a partir da data estabelecida pela empresa.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Transporte

ANTAQ debate transbordo de granel sólido em webinário

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) promoveu, na quarta-feira (23), um webinário sobre as operações de transbordo de granel sólido, conhecidas internacionalmente como barge to ship. O tema corresponde ao Item 1.3 da Agenda Regulatória 2025/2028 e está em fase de recebimento de contribuições.

Os interessados podem participar da tomada de subsídios até as 23h59 de 15 de outubro. O encontro contou com a participação do diretor Alber Vasconcelos, do superintendente de Regulação, José Renato Filho, e do gerente de Regulação da Navegação, Michel Weber.

ANTAQ apresenta análise sobre transbordo de granel

Durante a transmissão, a Agência apresentou os principais aspectos do Relatório Preliminar de Análise de Impacto Regulatório (AIR) referente ao Tema 1.3.

Entre os pontos abordados estão o problema regulatório identificado, suas possíveis causas e as alternativas avaliadas para lidar com a questão.

O webinário também teve como finalidade esclarecer dúvidas dos participantes e estimular o envio de contribuições técnicas que possam aprimorar o estudo desenvolvido pela ANTAQ.

Crescimento das operações impulsionou estudo

Durante o evento, o diretor Alber Vasconcelos destacou o trabalho realizado pela equipe técnica da Agência. Segundo ele, a análise surgiu de uma demanda apresentada pelo próprio setor regulado.

A inclusão do tema na Agenda Regulatória 2025/2028 ocorreu em um cenário de crescimento das operações de transbordo de cargas a granel, especialmente na Região Norte.

O diretor também convidou os interessados a apresentarem contribuições para aperfeiçoar o documento e auxiliar na evolução das normas regulatórias relacionadas à atividade.

Como funciona o transbordo barge to ship

O transbordo entre embarcações ocorre quando uma carga é transferida diretamente de um navio para outro, sem passar por uma operação de desembarque em terra.

No modelo barge to ship, especificamente, a transferência acontece entre uma barcaça (barge) e um navio (ship). A operação integra a cadeia logística utilizada para movimentar diferentes tipos de cargas.

Esse procedimento pode ocorrer em diferentes ambientes e condições operacionais. A modalidade tem ganhado relevância no escoamento de cargas, principalmente em locais onde a infraestrutura portuária é limitada ou existem restrições relacionadas à profundidade.

Regras regulatórias estão em análise

A variedade de condições em que o transbordo de granel sólido pode ser realizado está entre os aspectos avaliados pela ANTAQ no AIR Preliminar.

O estudo procura verificar se as regras regulatórias atualmente existentes são adequadas às diferentes formas de execução desse tipo de operação.

A etapa de tomada de subsídios permite que empresas, profissionais e demais interessados apresentem informações e contribuições que possam auxiliar na avaliação da atividade.

ANTAQ prepara novo webinário sobre sobrestadia de contêineres

A programação de discussões da Agenda Regulatória 2025/2028 terá continuidade em 29 de setembro, quando a ANTAQ realizará um novo webinário.

Desta vez, o encontro será dedicado ao Tema 2.6 – Sobrestadia de contêiner, também submetido à tomada de subsídios.

A transmissão será realizada pelo canal oficial da ANTAQ no YouTube. Durante a videoconferência, os participantes poderão enviar dúvidas pelo WhatsApp, no número (61) 2029-6515.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Transporte

Tomada de subsídios da ANTAQ recebe contribuições sobre sobrestadia de contêineres

A ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) está recebendo contribuições para a análise sobre a sobrestadia de contêineres no transporte aquaviário. A Tomada de Subsídios Pública SRG nº 03/2026 reúne sugestões e informações sobre o relatório preliminar de Análise de Impacto Regulatório (AIR) relacionado ao Tema 2.6 da Agenda Regulatória 2025/2028.

O tema é denominado “Sobrestadia de contêiner – Resolução ANTAQ nº 62/2021” e está aberto à participação de usuários, agentes do setor aquaviário e demais interessados.

O prazo para envio das manifestações termina às 23h59 de 20 de outubro de 2026.

Contribuições devem ser enviadas pela internet

Os interessados deverão encaminhar suas manifestações exclusivamente por meio do formulário eletrônico da Tomada de Subsídios SRG nº 03/2026 disponibilizado pela ANTAQ.

A tomada de subsídios é um instrumento de participação utilizado para reunir dados, informações e sugestões que possam contribuir para a análise de determinado tema e para a elaboração de futuras propostas regulatórias.

No caso da ANTAQ, o mecanismo permite que empresas, usuários e demais participantes do setor apresentem suas contribuições por escrito.

Materiais complementares podem ser enviados por e-mail

Além do preenchimento do formulário, os participantes poderão encaminhar arquivos digitais, como mapas, plantas e fotografias.

Esses materiais deverão ser enviados para o endereço eletrônico srg@antaq.gov.br dentro do prazo estabelecido e com a devida identificação do participante.

A Agência ressalta, porém, que o conteúdo principal da manifestação deverá obrigatoriamente ser registrado nos campos específicos do formulário eletrônico. O envio de documentos por e-mail não substitui essa etapa.

Após o encerramento da consulta, as contribuições recebidas serão disponibilizadas no site da ANTAQ.

Webinário sobre sobrestadia de contêineres será realizado em setembro

Como parte da programação relacionada ao tema, a ANTAQ promoverá um webinário sobre a sobrestadia de contêineres em 29 de setembro, a partir das 10h.

O encontro terá como objetivo apresentar o assunto aos interessados e discutir aspectos do relatório preliminar de Análise de Impacto Regulatório. A atividade também permitirá ampliar o conhecimento sobre a matéria e esclarecer dúvidas relacionadas ao estudo.

A transmissão será realizada pelo canal oficial da ANTAQ no YouTube.

Durante a videoconferência, os participantes poderão encaminhar perguntas e dúvidas pelo WhatsApp, por meio do número (61) 2029-6515.

Participação no processo regulatório

A iniciativa permite que diferentes representantes do setor aquaviário brasileiro contribuam com informações e percepções sobre a regulamentação da sobrestadia de contêineres.

As manifestações recebidas pela Agência serão utilizadas como subsídios para o desenvolvimento dos estudos e das próximas etapas relacionadas ao tema na Agenda Regulatória 2025/2028.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Transporte

Dia Marítimo Mundial destacou profissionais que mantêm o comércio e o transporte em movimento

O café produzido no Brasil e consumido no exterior, o combustível utilizado no abastecimento de veículos e até peças de aparelhos eletrônicos podem percorrer milhares de quilômetros pelo mar antes de chegar ao consumidor. Por trás desse percurso está uma complexa estrutura de transporte marítimo, formada por navios, portos e, principalmente, profissionais que atuam em terra e no mar.

Celebrado em 24 de setembro, o Dia Marítimo Mundial chama atenção para a importância dessa atividade no cotidiano e para o trabalho de quem garante o funcionamento das rotas marítimas. A data é promovida pela Organização Marítima Internacional (IMO), agência especializada das Nações Unidas, e reforça a relevância da navegação para o comércio internacional, o abastecimento e a proteção dos oceanos.

Transporte marítimo sustenta o comércio mundial

Segundo a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), mais de 80% do volume do comércio mundial de mercadorias é movimentado por navios.

A dimensão desse número ajuda a explicar a importância da atividade, mas uma operação marítima depende de uma extensa cadeia de profissionais. Nos portos, equipes recebem, movimentam e organizam cargas, acompanham embarques e coordenam diferentes etapas da operação.

Já a bordo, as tripulações são responsáveis pela condução das embarcações, pelo acompanhamento dos equipamentos e pela segurança durante as viagens. Também participam desse processo profissionais envolvidos no planejamento de rotas e no controle da navegação.

Navios transportam alimentos, combustíveis e matérias-primas

Uma única embarcação pode carregar milhares de contêineres com produtos dos mais variados tipos, incluindo alimentos, roupas, medicamentos, máquinas e equipamentos eletrônicos.

Outros tipos de navios são projetados para transportar grandes quantidades de grãos, minérios, combustíveis e matérias-primas utilizadas pela indústria. Essa capacidade faz do transporte marítimo uma peça central da cadeia de abastecimento global.

Quando uma rota marítima é afetada por conflitos, acidentes ou eventos climáticos extremos, os impactos podem ultrapassar as regiões diretamente envolvidas. Problemas na navegação podem provocar atrasos nas entregas, dificuldades de abastecimento e aumento dos custos de transporte.

No Brasil, os portos também têm papel estratégico. Eles respondem por mais de 95% do comércio exterior brasileiro, tornando a infraestrutura portuária fundamental para a economia e para o abastecimento do país.

Segurança começa antes de o navio zarpar

A segurança da navegação não depende apenas das condições encontradas durante a viagem. Os procedimentos começam ainda no porto, com a verificação das condições da embarcação, a preparação da tripulação e o planejamento da rota.

Informações atualizadas sobre condições meteorológicas e de navegação, além do uso de sinalização e cartas náuticas, contribuem para reduzir riscos de colisões, encalhes e outros acidentes.

Esses cuidados protegem não apenas os profissionais que estão a bordo, mas também as equipes portuárias, as cargas e o meio ambiente.

Como os navios circulam por águas sob jurisdição de diferentes países, a cooperação internacional é outro componente essencial da segurança marítima. Regras e padrões compartilhados estabelecem requisitos para construção e operação das embarcações, proteção das tripulações e prevenção da poluição dos mares.

Navegação precisa reduzir impactos ambientais

Além de garantir o fluxo de mercadorias, o setor marítimo enfrenta o desafio de preservar os mares e oceanos por onde as embarcações circulam.

Os oceanos abrigam ecossistemas fundamentais, fornecem alimentos e desempenham funções importantes na regulação do clima. Por isso, reduzir os impactos provocados pela atividade marítima está entre as prioridades do setor.

Entre as medidas adotadas estão a prevenção de derramamentos, o gerenciamento adequado de resíduos e a redução das emissões das embarcações.

Também estão em desenvolvimento soluções como navios mais eficientes, combustíveis com menor emissão, sistemas de propulsão híbrida, planejamento otimizado de rotas e corredores marítimos voltados à descarbonização.

Ministério atua no desenvolvimento do setor portuário

No Brasil, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) participa da formulação e coordenação de políticas públicas destinadas ao desenvolvimento do setor portuário e da navegação.

A atuação envolve iniciativas relacionadas à modernização da infraestrutura, à melhoria das condições de operação dos portos e ao fortalecimento da navegação. Também inclui a adoção de soluções voltadas para segurança, eficiência e sustentabilidade.

Essa estrutura permite manter uma rede logística que conecta o Brasil a diferentes mercados e regiões do mundo. Por meio dela, alimentos, combustíveis, medicamentos, máquinas e diversos outros produtos conseguem chegar aos seus destinos.

O Dia Marítimo Mundial, portanto, também é uma oportunidade para reconhecer o trabalho dos profissionais que atuam nessa cadeia — tanto em terra quanto no mar — e que ajudam a manter em funcionamento uma das principais vias do comércio e do abastecimento global.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Marinha do Brasil

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Investimento, Transporte

BID reúne investidores em Miami para ampliar investimentos em transporte na América Latina

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) promove, em Miami, nos Estados Unidos, o LAC Transport Forum 2026, evento voltado à apresentação de oportunidades de investimento em infraestrutura de transporte na América Latina e no Caribe.

Realizado em parceria com a Federação Internacional de Engenheiros Consultores (FIDIC), o fórum ocorre nos dias 29 e 30 de setembro e reunirá autoridades públicas, representantes do setor privado, organizações internacionais, instituições financeiras e investidores.

Países apresentarão projetos de infraestrutura

A programação terá a participação de Ilan Goldfajn, presidente do Grupo BID, além de ministros, vice-ministros e outras autoridades de 16 países da América Latina e do Caribe.

Durante o encontro, os representantes governamentais deverão apresentar oportunidades concretas de investimento em projetos relacionados ao setor de transportes.

A proposta é aproximar governos, empresas responsáveis pelo desenvolvimento de projetos, instituições financeiras e investidores internacionais, criando condições para novas parcerias e para a expansão dos investimentos em infraestrutura de transporte.

Fórum busca ampliar participação do setor privado

Com o tema “Ampliando o impacto do setor de transportes: os setores público e privado gerando resultados”, o LAC Transport Forum 2026 terá como um dos principais focos o fortalecimento da capacidade institucional para transformar investimentos em projetos mais eficientes.

A agenda também discutirá formas de aumentar o impacto dos investimentos sobre o desenvolvimento econômico e social, além de ampliar a participação do setor privado na infraestrutura de transportes da região.

Segundo a organização, o encontro pretende contribuir para projetos mais sustentáveis, resilientes e inclusivos na América Latina e no Caribe.

Acordo com a Espanha está entre os anúncios previstos

Entre os anúncios esperados durante o fórum está a assinatura de um acordo de cooperação entre o BID e o Ministério dos Transportes e da Mobilidade Sustentável da Espanha.

A iniciativa integra a agenda de aproximação entre governos e instituições voltada ao desenvolvimento de soluções e investimentos para o setor de transportes.

Coletiva de imprensa com Ilan Goldfajn

O presidente do Grupo BID, Ilan Goldfajn, participará de uma coletiva de imprensa no primeiro dia do evento.

A atividade será realizada no Hotel Four Seasons Miami, antes da programação principal do fórum.

Serviço:

  • Evento: LAC Transport Forum 2026
  • Data: 29 e 30 de setembro de 2026
  • Coletiva de imprensa: 29 de setembro, às 8h30
  • Local: Hotel Four Seasons Miami
  • Tema: investimentos e desenvolvimento da infraestrutura de transporte na América Latina e no Caribe

FONTE: IADB
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wikipédia

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Transporte

Confiabilidade do transporte marítimo cai na Costa Leste da América do Sul

A confiabilidade dos serviços marítimos de contêineres na Costa Leste da América do Sul (ECSA) caiu 12 pontos percentuais em agosto, chegando a 34%. No mesmo período, o atraso médio das embarcações dobrou, alcançando 5,4 dias, segundo levantamento da consultoria Xeneta.

O desempenho foi afetado, em parte, por uma paralisação de três dias dos práticos nos portos argentinos no início de agosto. A interrupção acrescentou 1,6 dia ao tempo médio de atraso nas operações de atracação em portos como Buenos Aires.

Diante do impacto da paralisação, algumas companhias marítimas redirecionaram cargas para terminais próximos, incluindo Montevidéu, no Uruguai, e Itajaí, no Brasil.

Paralisação ocorreu em período estratégico

De acordo com a Xeneta, o momento da paralisação contribuiu para ampliar seus efeitos sobre a logística marítima regional.

O movimento ocorreu no último mês da principal temporada de exportação da Argentina e pouco antes do início da temporada de maior movimentação de cargas do Brasil.

Mesmo com a queda em agosto, a ECSA permaneceu próxima do desempenho registrado na Costa Oeste da América do Sul. A região Oeste apresentou índice de confiabilidade de 37%.

Com o resultado, a ECSA continuou entre as três rotas marítimas com melhor desempenho global, embora tenha registrado uma deterioração significativa nos indicadores de pontualidade.

Atrasos aumentam antes da temporada de exportações do Brasil

A Xeneta destacou que o aumento do atraso médio para 5,4 dias e a redução da pontualidade para 34% diminuem a margem de segurança do setor diante de novas interrupções.

A consultoria também avalia que as restrições de calado no Canal do Panamá representam uma ameaça relativamente menor para as operações da ECSA. Isso ocorre porque, com exceção de um serviço, as rotas provenientes da Ásia utilizam atualmente o caminho pelo Cabo da Boa Esperança.

Outro fator considerado pela análise é a temporada de tempestades no Atlântico. Apesar de setembro marcar o período de maior atividade, as condições permaneceram relativamente tranquilas até o momento analisado.

Confiabilidade global recua pelo terceiro mês seguido

No cenário internacional, o índice de confiabilidade do transporte marítimo caiu pelo terceiro mês consecutivo em agosto.

O indicador global recuou quatro pontos percentuais em relação a julho, para 29%. Esse foi o segundo pior resultado dos 12 meses anteriores e praticamente anulou a recuperação observada após o mínimo de 27% registrado em fevereiro.

O atraso médio das embarcações também aumentou. O indicador passou de 4,2 dias em julho para 5,1 dias em agosto.

Segundo a Xeneta, a combinação entre atrasos mais longos e maior frequência de chegadas fora do horário previsto torna mais difícil recuperar a regularidade das operações.

Rotas registram queda de pontualidade

Entre as regiões com maior deterioração do desempenho está a África, onde a confiabilidade caiu 15 pontos percentuais, para 21%.

A Costa Leste da América do Sul teve queda de 12 pontos, enquanto a rota entre o Extremo Oriente e a Europa recuou dez pontos percentuais.

Nesta última, apenas 6% das embarcações chegaram dentro do prazo previsto, com atraso médio de 8,2 dias.

Maersk mantém maior índice entre grandes armadores

Entre as principais companhias marítimas, dez das 12 maiores registraram queda de desempenho em agosto.

A Maersk apresentou índice de confiabilidade de 51%, seguida pela Hapag-Lloyd, com 46%. Apesar de liderarem o indicador entre as empresas citadas, ambas tiveram redução em relação ao mês anterior: seis e sete pontos percentuais, respectivamente.

A CMA CGM caiu sete pontos, para 33%, enquanto a Cosco registrou redução de seis pontos e chegou a 22%.

A Xeneta avalia que a diferença de desempenho entre as companhias, que chegou a 45 pontos percentuais, mantém a escolha do armador como um dos principais fatores sob controle dos embarcadores para buscar maior previsibilidade logística durante a temporada de contratação de serviços.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mundo Marítimo

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Transporte

ANTT pode suspender empresas que descumprem piso mínimo do frete

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) iniciou a análise de medidas contra empresas que descumprem de forma recorrente o piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas.

A agência avalia a possibilidade de suspender o RNTRC (Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas) de companhias que acumularem mais de quatro autuações pelo descumprimento das regras em um período de seis meses.

Suspensão do RNTRC pode chegar a 30 dias

A medida poderá ser aplicada quando houver indícios de que as irregularidades podem voltar a ocorrer ou quando a conduta representar risco para a fiscalização do transporte rodoviário de cargas.

Caso a suspensão seja determinada, o RNTRC poderá ficar suspenso por um período entre cinco e 30 dias. A penalidade começará a produzir efeitos 72 horas depois da publicação da decisão no Diário Oficial da União (DOU).

Reincidência pode aumentar as penalidades

A situação pode se agravar em caso de reincidência após uma decisão administrativa definitiva. Nessa hipótese, o período de suspensão poderá chegar a 45 dias.

A repetição das infrações também pode levar ao cancelamento do RNTRC pelo prazo de até dois anos.

Além das medidas relacionadas ao registro, as empresas reincidentes poderão estar sujeitas a multa de até R$ 1 milhão, conforme as regras aplicáveis ao descumprimento do piso mínimo do frete.

Medida mira cumprimento do piso do frete

A iniciativa da ANTT busca reforçar o cumprimento das regras que estabelecem o frete mínimo para transporte rodoviário de cargas, especialmente nos casos em que as infrações são registradas de maneira reiterada.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Transporte

Transnordestina conclui lote 6 e prevê mais 70 km de ferrovia até o fim de 2026

A Transnordestina concluiu ontem (21) as obras do lote 6 da ferrovia, com a entrega de um trecho de 50 quilômetros entre Quixeramobim e Quixadá, no Ceará. A conclusão amplia o avanço físico da primeira fase do projeto e mantém a previsão de novas entregas ainda em 2026.

A expectativa é colocar em operação mais 70 quilômetros da Ferrovia Transnordestina até o fim deste ano. Estão incluídos nessa etapa o lote 7, entre Quixadá e Itapiúna, e o lote 11, que contempla o trecho entre Caucaia e o Porto do Pecém.

Transnordestina chega a 84% de execução

Com a conclusão do lote 6, a primeira fase da ferrovia alcança 832 quilômetros executados de um total previsto de 1.053 quilômetros. Isso representa 84% de avanço físico da obra.

Os 221 quilômetros restantes continuam em construção, com trabalhos de infraestrutura e superestrutura. A previsão é concluir essa etapa da obra da Transnordestina até o final de 2027.

Segundo Ismael Trinks, diretor-presidente da Transnordestina Logística S.A. (TLSA), a meta é entregar 120 quilômetros de ferrovia em 2026. Desse total, 50 quilômetros correspondem ao lote 6, enquanto os demais trechos serão distribuídos entre os lotes 7 e 11.

A estratégia inclui iniciar os trabalhos a partir do trecho próximo ao Pecém para acelerar o avanço da ferrovia e permitir que as frentes de obras se encontrem ao longo do trajeto.

Trecho entre Quixeramobim e Quixadá

De acordo com informações da Marquise Infraestrutura divulgadas pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), o trecho recém-entregue entre Quixeramobim e Quixadá conta com seis pontes e viadutos.

A construção mobilizou 590 trabalhadores e utilizou 181 equipamentos e máquinas pesadas durante a execução dos serviços.

A Transnordestina foi projetada para conectar Eliseu Martins, no Piauí, ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no Ceará. A ferrovia deverá formar um importante corredor para o transporte de cargas entre regiões produtoras do interior e o litoral cearense.

Ferrovia deve estimular novos investimentos no Sertão Central

Durante a entrega do lote 6, o secretário de Desenvolvimento Econômico do Ceará, Fábio Feijó, ressaltou a integração entre os sistemas ferroviário, rodoviário e portuário como fator para a atração de empresas e a criação de empregos e renda.

A estrutura logística prevista para Quixadá também inclui áreas destinadas à carga e descarga e ao armazenamento de produtos. A expectativa é que, a partir desse centro logístico, seja desenvolvida uma área industrial capaz de impulsionar a economia do Sertão Central.

O prefeito de Quixadá, Ricardo Silveira, afirmou que o terminal logístico de Quixadá, instalado em uma área pública de 90 hectares, deve avançar em breve.

Segundo ele, a linha ferroviária já foi desviada para viabilizar a implantação do terminal. As articulações para o projeto devem começar nos próximos dias ou meses, paralelamente às iniciativas para atrair indústrias para o município e a região.

Transnordestina pode ampliar operação até Quixadá

Além das obras de expansão, a Transnordestina Logística informou que solicitou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a inclusão de mais 150 quilômetros na licença de operação atualmente vigente.

Hoje, a ferrovia já possui operação parcial no interior do Ceará, conectando Bela Vista do Piauí a Iguatu. Com a ampliação da autorização ambiental, a operação comercial poderá avançar até Quixadá.

De acordo com Ismael Trinks, a extensão da licença permitirá a operação comercial de mais 150 quilômetros. A região de Quixadá é considerada estratégica para a instalação de terminais de carga, com potencial para movimentar produtos como grãos, calcário e minério.

A expectativa é que a ampliação da operação contribua para a movimentação de cargas e para a geração de emprego e renda no município e no Ceará, além de fortalecer a própria atividade ferroviária.

FONTE: Diário do Nordeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Tiago Stille

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