Transporte

Frota de portacontêineres atinge mínima histórica de inatividade e pressiona fretes globais

A frota de portacontêineres mundial continua operando próxima ao limite no início de abril, mantendo níveis historicamente baixos de inatividade. De acordo com relatório da consultoria Alphaliner, houve um leve aumento de apenas 40 mil TEUs na capacidade ociosa.

O ajuste está relacionado à entrada temporária de dois grandes navios, que juntos somam cerca de 25 mil TEUs. Apesar disso, o cenário geral permanece de alta utilização, com pouca margem disponível para embarcadores no transporte marítimo internacional.

Atualmente, apenas 72 embarcações estão fora de operação comercial, totalizando cerca de 325 mil TEUs — um número considerado extremamente baixo para os padrões globais.

Crise no Oriente Médio afeta rotas e disponibilidade

A crise no Oriente Médio tem impacto direto na logística marítima, embora nem sempre apareça nas estatísticas tradicionais. Pelo menos 63 navios foram desviados de suas rotas originais, retirando aproximadamente 340 mil TEUs da operação regular.

Além disso, medidas de segurança, como desligamento de sistemas de rastreamento AIS e redirecionamento de rotas, reduzem ainda mais a capacidade efetiva do sistema. Esse cenário contribui para a elevação dos fretes marítimos, já que a oferta de espaço permanece limitada.

Mesmo assim, parte das embarcações anteriormente inativas já começou a retornar às operações após a divulgação dos dados.

Manutenção não alivia pressão no setor

Outro fator relevante é a capacidade destinada à manutenção. Atualmente, cerca de 2,4% da frota global está em dique seco, o equivalente a mais de 805 mil TEUs. Esse percentual se mantém estável, sem impacto significativo na redução da pressão sobre o mercado.

Com isso, empresas de navegação precisam adotar um planejamento rigoroso das rotas e operações para garantir eficiência.

Demanda elevada mantém mercado pressionado

A combinação de baixa inatividade e manutenção programada exige decisões estratégicas das companhias, que priorizam a operação contínua para atender à forte demanda nos principais corredores marítimos.

Diante desse cenário, a tendência é que o setor de logística internacional siga operando com capacidade restrita e pouca flexibilidade ao longo dos próximos meses, mantendo a pressão sobre custos e prazos.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Transporte

MSC alcança 1.000 navios e consolida liderança no transporte marítimo global

A gigante do transporte marítimo Mediterranean Shipping Company (MSC) atingiu um marco histórico ao se tornar a primeira empresa do mundo a operar uma frota de 1.000 navios porta-contêineres. A informação foi divulgada pela consultoria asiática Linerlytica, especializada no setor.

Entrega de novo navio garante recorde

O feito foi possível após a entrega do navio MSC Migsan, com capacidade para 11.480 TEUs, construído pelo estaleiro Zhoushan Changhong Shipyard. A incorporação da embarcação elevou a frota da companhia ao patamar inédito de quatro dígitos na indústria de contêineres.

Expansão acelerada e liderança global

Empresa privada e maior armadora de contêineres do planeta, a MSC ultrapassou a dinamarquesa Maersk há cerca de cinco anos, consolidando sua posição no topo do ranking mundial. Atualmente, sua frota é cerca de 57% maior que a da principal concorrente.

Com capacidade total de aproximadamente 7,3 milhões de TEUs, a companhia alcança um volume equivalente à soma das frotas de outras grandes operadoras globais, como Hapag-Lloyd, Ocean Network Express, Evergreen Marine e HMM.

Crescimento impulsionado pelo mercado

Segundo especialistas, o avanço da empresa coincide com o período de maior valorização já registrado no mercado de transporte de contêineres, especialmente a partir de 2020. O diferencial da MSC está no fato de ter ampliado sua presença global majoritariamente por meio de crescimento orgânico, sem depender de grandes aquisições.

Sucessão familiar e legado

A companhia também anunciou recentemente mudanças em sua estrutura de comando. O fundador Gianluigi Aponte, de 85 anos, transferiu o controle do grupo para seus filhos, Diego Aponte e Alexa Aponte.

“Essa transição reflete não apenas o comprometimento e as conquistas deles, mas também a continuidade da tradição marítima da nossa família”, afirmou o empresário.

Natural de Nápoles, Aponte fundou a MSC em 1970 e transformou a companhia em um dos maiores conglomerados do setor, com forte atuação também no mercado de cruzeiros.

Fortuna e relevância global

A família Aponte figura entre as mais ricas do mundo, aparecendo regularmente na lista de bilionários da Forbes e sendo frequentemente apontada como a mais rica da Suíça.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Zhoushan Changhong International Shipyard

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Transporte

Ferrovias abandonadas somam 7.400 km com potencial de reativação no Brasil

Um levantamento recente indica que cerca de 7.400 km de ferrovias abandonadas no Brasil podem voltar a operar, mas dependem de forte aporte financeiro do setor público. A estimativa é de que sejam necessários ao menos R$ 75 bilhões para viabilizar a reconstrução e a retomada das operações.

O estudo foi financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em parceria com a Infra S.A., vinculada ao Ministério dos Transportes, e deve orientar o planejamento da infraestrutura ferroviária brasileira nos próximos anos.

Maioria da malha pode ser recuperada

O relatório analisou 9.845 quilômetros de trilhos, distribuídos em 61 trechos pelo país. Desse total:

  • 7.412 km (37 trechos) são considerados viáveis para reativação
  • 2.433 km (24 trechos) foram classificados como inviáveis, mesmo com investimento público

Um ponto relevante é que nenhum dos trechos avaliados apresenta viabilidade econômica apenas com recursos privados.

Dependência de subsídios é predominante

Entre os trechos considerados viáveis, apenas 1.310 km demandariam investimentos iniciais para recuperação da infraestrutura. Já a maior parte — cerca de 6.102 km — necessitaria também de subsídios operacionais contínuos para se manter em funcionamento.

Isso reforça o desafio de tornar o transporte ferroviário sustentável do ponto de vista financeiro.

Transporte de cargas deve ser prioridade

A maior parte da malha recuperável tem vocação para o transporte de cargas. Dos trechos viáveis:

  • Aproximadamente 5.900 km seriam voltados principalmente à movimentação de mercadorias
  • Cerca de 1.200 km poderiam operar em modelo misto (cargas e passageiros)
  • Apenas 300 km seriam destinados exclusivamente ao transporte de passageiros

Distribuição regional das ferrovias analisadas

O estudo divide a malha em três grandes regiões:

Malha Nordeste

Com 2.984 km, conecta estados como Pernambuco, Ceará e Paraíba, ligando áreas produtivas a portos estratégicos. Um dos trechos promissores é o corredor entre Recife e Caruaru.

Malha Centro-Leste

Totalizando 3.577 km, abrange estados como Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Um dos destaques é a ligação entre o interior fluminense e o Espírito Santo.

Malha Sul

Com 3.284 km, inclui Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Trechos como o que conecta cidades do interior paulista ao Paraná aparecem como viáveis.

Linhas de passageiros são minoria

Apenas alguns trechos próximos a grandes centros urbanos apresentam potencial para o transporte ferroviário de passageiros, somando cerca de 300 km. Mesmo nesses casos, a operação dependeria de subsídios permanentes.

Desafios econômicos e estruturais

Especialistas apontam que o setor ferroviário exige investimentos elevados e tem retorno financeiro limitado, o que dificulta a atração de capital privado sem apoio estatal.

Além da reconstrução dos trilhos, é necessário investir em equipamentos, tecnologia e logística para garantir eficiência e competitividade frente a outros modais.

Modelo híbrido pode viabilizar projetos

Uma das alternativas discutidas é o uso de modelos como o Viability Gap Funding, no qual o poder público cobre parte dos custos para tornar os projetos viáveis.

Esse tipo de solução já é considerado em projetos estratégicos, como novas concessões ferroviárias voltadas à integração logística e ao escoamento de produção.

Reativação depende de política pública estruturada

O estudo reforça que a recuperação das ferrovias abandonadas no Brasil exige planejamento de longo prazo, integração entre setores público e privado e políticas de incentivo que garantam sustentabilidade econômica.

FONTE: Folha de S. Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Transporte

Eletrificação de caminhões pesados avança lentamente e enfrenta desafios globais

A eletrificação de caminhões pesados ainda progride em ritmo abaixo do esperado no cenário internacional. É o que aponta o relatório “Behind the Curve”, elaborado pela coalizão Idle Giants, que analisa a evolução da transição energética no transporte de carga.

Produção limitada e custos elevados travam expansão

De acordo com o estudo, apesar dos avanços tecnológicos, a fabricação de caminhões elétricos segue restrita e com preços elevados. Esse cenário limita o acesso principalmente para pequenas e médias transportadoras, mantendo a demanda reprimida.

O relatório também alerta que a lentidão na adoção pode abrir espaço para novos concorrentes globais, com destaque para fabricantes chineses, que já operam com maior escala e custos mais competitivos em determinados mercados.

Brasil avança com alternativas, mas ainda de forma gradual

No Brasil, a descarbonização do transporte rodoviário ocorre de maneira progressiva e ainda está concentrada no uso de biocombustíveis, gás natural e melhorias na eficiência do diesel.

Mesmo assim, especialistas apontam que o país possui condições favoráveis para ampliar o uso de veículos elétricos pesados, especialmente devido à matriz energética predominantemente renovável.

Energia renovável é vantagem competitiva

Segundo Clemente Gauer, diretor da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), o Brasil tem diferenciais importantes para acelerar essa transição.

O executivo destaca a disponibilidade de energia renovável, com crescimento da geração solar e eólica, além de momentos de excedente no sistema elétrico — fatores que podem impulsionar a adoção dos caminhões elétricos.

Economia operacional pode acelerar adoção

Outro ponto relevante é o custo. De acordo com Gauer, o uso de veículos elétricos no transporte de carga pode reduzir em até 80% o custo por quilômetro rodado.

A maior eficiência energética em relação ao diesel, que perde parte significativa da energia em calor e emissões, torna o modelo elétrico mais competitivo no longo prazo.

Infraestrutura de recarga ainda é desafio

A infraestrutura de recarga segue como um dos principais entraves. No entanto, a expectativa é de que esse sistema evolua gradualmente, acompanhando o crescimento da demanda — de forma semelhante ao que ocorreu historicamente com a rede de abastecimento de combustíveis fósseis.

Perfil das rotas favorece eletrificação

Estudos indicam que cerca de 80% do transporte rodoviário no Brasil ocorre em trajetos de até 300 quilômetros. Esse perfil operacional favorece o uso de caminhões elétricos, especialmente em rotas regionais, onde a tecnologia atual já é considerada viável.

Múltiplas soluções para reduzir emissões

Embora os biocombustíveis tenham papel importante na redução de emissões, especialistas avaliam que eles não devem ser a única alternativa. A eletrificação tende a oferecer maior eficiência ambiental no longo prazo.

O relatório conclui que o avanço da mobilidade elétrica no transporte pesado dependerá da combinação entre redução de custos, aumento de escala produtiva e expansão da infraestrutura — fatores decisivos para o ritmo dessa transformação nos próximos anos.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rodolfo Buhrer/La Image / Volvo

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Transporte

Trem Intercidades será o mais rápido do Brasil e ligará 11 cidades em São Paulo

O projeto do trem mais rápido do Brasil avança em São Paulo com o início das obras do Trem Intercidades (TIC) Eixo Norte. A iniciativa promete conectar 11 municípios e beneficiar cerca de 15 milhões de pessoas, marcando a retomada do transporte ferroviário de passageiros no estado.

Obras começam entre Campinas e Jundiaí

As intervenções iniciais tiveram início no fim de março e estão concentradas no trecho entre Campinas e Jundiaí. Nesta fase, os trabalhos incluem:

  • Implantação de canteiros e áreas de apoio
  • Preparação do solo e terraplenagem
  • Construção de contenções
  • Instalação de passagem inferior para veículos
  • Remoção de interferências na via

A etapa representa o primeiro avanço concreto do projeto, considerado estratégico para a mobilidade regional.

Projeto reúne três sistemas integrados

Com investimento estimado em R$ 14,2 bilhões, o plano contempla três frentes principais de infraestrutura ferroviária:

  • Trem Intercidades (TIC): serviço expresso entre São Paulo e Campinas
  • Trem Intermetropolitano (TIM): conexão com paradas entre Jundiaí e Campinas
  • Modernização da Linha 7-Rubi: integração com a malha metropolitana

A proposta é integrar diferentes modalidades e ampliar a eficiência do transporte sobre trilhos no estado.

Trem mais rápido do Brasil terá viagem de 64 minutos

O Trem Intercidades será o primeiro modelo de média velocidade do país, com capacidade para aproximadamente 860 passageiros por viagem.

Entre os destaques do projeto:

  • Velocidade de até 140 km/h
  • Percurso de 101 km entre São Paulo e Campinas
  • Tempo estimado de viagem de 64 minutos
  • Início de operação previsto para 2031

Já o Trem Intermetropolitano deve começar a operar em 2029, com trajeto de 44 km e paradas em Louveira, Vinhedo e Valinhos, além de tempo médio de 33 minutos.

Impacto na mobilidade e na economia regional

O projeto deve transformar a mobilidade urbana em São Paulo, oferecendo uma alternativa mais rápida e eficiente ao transporte rodoviário.

Além disso, a iniciativa deve gerar mais de 10 mil empregos diretos e indiretos durante sua implantação, estimulando a economia local.

Atualmente, o trajeto entre São Paulo e Campinas é realizado principalmente por carro, ônibus ou combinações de transporte. Com o novo sistema, a expectativa é reduzir o tempo de deslocamento e melhorar a qualidade das viagens.

Expansão ferroviária mira demandas futuras

A modernização da Linha 7-Rubi será fundamental para sustentar a operação dos novos serviços, garantindo integração com a rede existente.

Paralelamente, a concessionária responsável e a fabricante dos trens já iniciaram o planejamento para a produção das composições que irão operar no sistema.

O projeto reforça a retomada dos investimentos em transporte ferroviário e posiciona São Paulo como referência em mobilidade sobre trilhos no Brasil.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ND+

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Transporte

Transporte de carga ganha inovação com projetos na Suíça e Turquia e inspira o Brasil

O avanço do transporte de carga em países como Suíça e Turquia tem mostrado como a combinação de tecnologia avançada e infraestrutura logística pode transformar cadeias de suprimento. Essas iniciativas vêm sendo apontadas como referência para o Brasil, que enfrenta desafios históricos no setor e busca maior competitividade no comércio internacional.

Sistema subterrâneo suíço aposta em eficiência

Na Suíça, o projeto Cargo Sous Terrain (CST) propõe um modelo inovador de logística subterrânea, com veículos elétricos autônomos circulando por túneis que podem chegar a 500 quilômetros de extensão.

A solução reduz a circulação de caminhões nas rodovias, diminui congestionamentos e pode cortar custos de construção em até 30%. Além disso, o sistema contribui para a sustentabilidade no transporte, ao reduzir emissões e otimizar o uso do espaço em áreas urbanas densas.

Turquia investe em ferrovia de alta capacidade

Já a Turquia aposta em escala com o projeto INRAIL, uma nova linha ferroviária de 127 quilômetros que promete ampliar significativamente a capacidade de transporte de cargas — de 3 milhões para até 50 milhões de toneladas por ano.

A iniciativa conta com financiamento do Banco Mundial e busca consolidar o país como um importante hub logístico entre Europa, Ásia e Oriente Médio. Além disso, a expectativa é de geração de centenas de milhares de empregos, impulsionando a economia regional.

Brasil enfrenta desafios logísticos históricos

No Brasil, o transporte rodoviário de cargas ainda domina, respondendo por mais de 60% da movimentação. Essa dependência eleva custos e reduz a competitividade, especialmente diante de gargalos na infraestrutura ferroviária.

Projetos como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) e a Ferrogrão indicam esforços para modernizar o setor, conectando regiões produtoras a portos estratégicos. No entanto, obstáculos como financiamento irregular e questões ambientais ainda dificultam a execução dessas obras.

Inovação e integração são caminhos para o futuro

As experiências internacionais mostram que investir em logística ferroviária, automação e soluções sustentáveis pode gerar ganhos expressivos. A adoção de tecnologias como veículos autônomos e sistemas integrados pode reduzir custos, emissões e acidentes, além de aumentar a eficiência operacional.

Outro ponto estratégico é a integração regional. Projetos como o Corredor Bioceânico podem ampliar a conectividade do Brasil com países vizinhos, fortalecendo sua posição como eixo logístico na América do Sul.

Modernização é essencial para competitividade

A transformação do transporte de carga no Brasil passa pela combinação de investimentos, inovação e planejamento de longo prazo. Os exemplos da Suíça e da Turquia reforçam que a modernização não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para países que buscam crescimento sustentável e inserção nas cadeias globais.

Ao adaptar essas experiências à realidade nacional, o Brasil pode avançar rumo a um sistema logístico mais eficiente, competitivo e alinhado às demandas ambientais.

FONTE: O Cafezinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Cafezinho

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Transporte

Hidrogênio verde a bordo: barco brasileiro quer revolucionar a propulsão naval

O Brasil avança em inovação no setor naval com o desenvolvimento do JAQ H2, um barco de aproximadamente 50 metros projetado para produzir o próprio combustível durante a navegação. A proposta inédita utiliza hidrogênio verde gerado por eletrólise da água, permitindo maior autonomia energética em alto-mar.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Grupo Náutica e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), responsável pela validação técnica do sistema em condições reais de operação.

Como funciona a produção de combustível no mar

O conceito central do projeto é a geração de hidrogênio verde a bordo. Por meio da eletrólise, a água é separada em hidrogênio e oxigênio com o uso de energia elétrica.

O hidrogênio produzido pode ser:

  • Armazenado para uso posterior
  • Utilizado em células de combustível
  • Integrado a sistemas híbridos de propulsão

Essa tecnologia reduz a dependência de abastecimento em portos e representa uma mudança relevante na logística marítima tradicional.

Autonomia energética tem limites técnicos

Apesar do avanço, o sistema não é totalmente independente. A eletrólise exige energia elétrica, que precisa ser gerada ou armazenada previamente no próprio barco.

Isso significa que o modelo funciona como um sistema de conversão energética, e não de geração espontânea. Fontes como painéis solares ou অন্যান্য sistemas embarcados podem complementar o fornecimento de energia.

Hidrogênio verde ganha espaço na descarbonização naval

O uso de combustíveis limpos é uma tendência global no transporte marítimo. O hidrogênio verde se destaca por não emitir dióxido de carbono durante sua utilização, liberando apenas vapor d’água.

Essa característica o posiciona como uma alternativa promissora ao diesel, especialmente em um setor que busca reduzir a emissão de gases de efeito estufa.

Escala do projeto indica fase experimental

Com cerca de 50 metros de comprimento, o JAQ H2 possui porte intermediário, adequado para testes e validações tecnológicas. Projetos desse tipo geralmente começam em menor escala antes de serem adaptados para grandes embarcações.

A estratégia permite avaliar eficiência, segurança e viabilidade operacional sem os altos custos de navios de grande porte.

Desafios incluem armazenamento e eficiência energética

Apesar do potencial, o uso do hidrogênio apresenta limitações técnicas importantes. Entre os principais desafios estão:

  • Armazenamento sob alta pressão ou em forma líquida
  • Baixa densidade energética por volume
  • Perdas de energia no processo de eletrólise

Esses fatores impactam diretamente a eficiência energética do sistema e ainda exigem avanços tecnológicos.

Projeto brasileiro acompanha tendência global

Diversos países e empresas têm investido em soluções para tornar o transporte marítimo mais sustentável. O projeto brasileiro se insere nesse movimento, com foco na produção de combustível diretamente no mar.

A proposta rompe com o modelo tradicional, baseado no abastecimento em portos, e abre caminho para novas formas de operação na navegação marítima.

Nova lógica pode transformar o setor

A possibilidade de gerar combustível durante a viagem pode alterar significativamente a dinâmica do transporte marítimo, trazendo benefícios como:

  • Maior flexibilidade de rotas
  • Redução da dependência logística
  • Aumento da segurança energética

Se validada em larga escala, a tecnologia pode redefinir a forma como embarcações operam globalmente.

Tecnologia ainda está em desenvolvimento

Apesar do avanço, o projeto ainda está em fase de testes e validação. Questões como custo, eficiência e escalabilidade precisam ser resolvidas antes de uma aplicação comercial ampla.

Ainda assim, o desenvolvimento do JAQ H2 aponta para um futuro em que inovação tecnológica e sustentabilidade serão pilares centrais da indústria naval.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Transporte

MSC Irina: maior navio do mundo redefine logística marítima global

O setor de transporte marítimo global atingiu um novo marco com a entrada em operação do MSC Irina, atualmente o maior navio do mundo. Com 399,9 metros de comprimento e capacidade para mais de 24.346 contêineres (TEU), a embarcação inaugura uma nova era de escala e eficiência na logística internacional.

Com dimensões equivalentes a quatro campos de futebol, o navio simboliza o avanço dos mega porta-contêineres e seu papel estratégico na integração econômica entre continentes.

Da padronização ao gigantismo: a evolução do transporte marítimo

Para compreender o impacto do MSC Irina, é necessário revisitar a origem da conteinerização. Em 1956, o navio Ideal X realizou uma viagem histórica transportando apenas 58 contêineres entre Nova Jersey e Texas.

A iniciativa foi liderada pelo empresário Malcolm McLean, que introduziu o conceito de padronização de cargas — inovação que revolucionou o comércio global ao reduzir custos e acelerar operações.

Desde então, a indústria evoluiu rapidamente. Navios que antes transportavam cerca de 1.000 TEU deram lugar a embarcações cada vez maiores, passando pelo padrão Panamax nos anos 1980 até chegar aos atuais gigantes dos oceanos.

Corrida por escala culmina em novo recorde mundial

A busca por eficiência levou a uma escalada no tamanho dos navios. Em 2017, o OOCL Hong Kong ultrapassou 21 mil TEU, seguido por modelos como o MOL Triumph e o Madrid Maersk.

Em 2023, o OOCL Spain estabeleceu novo recorde com 24.188 TEU — rapidamente superado pelo MSC Irina, que assumiu o topo do ranking global.

A capacidade do navio impressiona: seria equivalente a uma fila de mais de 24 mil caminhões, ocupando cerca de 340 quilômetros de extensão.

Engenharia avançada e tecnologia de ponta

Construído pelo estaleiro Yangzijiang Shipbuilding, o MSC Irina representa um salto em engenharia naval. A estrutura utiliza aço de alta resistência, com placas de até 110 mm de espessura, garantindo robustez em alto-mar.

O navio também incorpora soluções tecnológicas que permitem empilhar contêineres em até 26 níveis, maximizando o uso de espaço e aumentando a eficiência operacional.

Apesar do alto consumo — cerca de 300 toneladas de combustível por dia — a embarcação apresenta melhorias ambientais, reduzindo entre 3% e 4% as emissões de carbono em comparação com modelos anteriores.

Riscos do gigantismo entram no radar do setor

O crescimento dos navios também levanta desafios. Um exemplo foi o incidente com o Ever Given, que interrompeu o tráfego no Canal de Suez em 2021 durante seis dias.

O episódio evidenciou a vulnerabilidade das cadeias globais, com prejuízos estimados em bilhões de dólares por dia. Assim, embora tragam ganhos de escala, esses navios ampliam riscos em rotas estratégicas.

Estratégia global da MSC impulsiona expansão

O MSC Irina faz parte da estratégia da Mediterranean Shipping Company, uma das maiores operadoras do mundo. Fundada por Gianluigi Aponte, a empresa controla atualmente cerca de 20% da capacidade global de transporte marítimo.

Com mais de 600 navios em operação e centenas em construção, a companhia aposta na expansão da frota para atender à crescente demanda do comércio internacional.

Uma transformação contínua na economia global

A evolução do transporte marítimo, dos 58 contêineres do Ideal X aos mais de 24 mil do MSC Irina, reflete uma transformação profunda na economia mundial.

Esses gigantes seguem sendo essenciais para a cadeia logística global, garantindo o fluxo de mercadorias que sustenta mercados e conecta países.

Mais do que um recorde, o MSC Irina representa a combinação de inovação tecnológica, escala e eficiência — fatores que continuam moldando o futuro do comércio internacional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Transporte

Frete aéreo internacional dispara até 95% com impacto da guerra no Irã

As tarifas de frete aéreo internacional registraram forte alta entre fevereiro e março de 2026, com aumentos de até 95%, impulsionados pela redução de capacidade e pela elevação dos custos de combustível após a Guerra no Irã.

Os dados são da consultoria Drewry, que aponta um cenário de pressão crescente sobre o transporte global de cargas.

Rotas internacionais registram aumentos expressivos

Um dos principais destaques foi a rota entre Xangai e Dubai, onde os preços saltaram 95%, atingindo US$ 8,60 por quilo.

Segundo a Drewry, os valores podem superar o recorde histórico registrado durante a pandemia, de US$ 9,40/kg, caso os sobretaxas de combustível continuem avançando.

Custos operacionais disparam com combustível e segurança

O aumento não foi uniforme e afetou diferentes rotas de forma específica:

  • Entre Cingapura e Londres, as taxas de combustível subiram 290% em março
  • Nas rotas de Dubai e Abu Dhabi para Amsterdã, as taxas de segurança cresceram 44%
  • De Mumbai e Delhi para Madri, os preços totais avançaram 27%, com alta de 21% no combustível

Esses reajustes refletem o impacto direto da instabilidade geopolítica sobre a logística aérea.

Companhias aéreas reduzem operações no Oriente Médio

Grandes empresas do setor, como Qatar Airways, Emirates e Etihad Airways, tiveram suas operações parcialmente reduzidas devido ao conflito.

Além disso, companhias que utilizam rotas pelo Oriente Médio também diminuíram voos, afetando diretamente a capacidade global de carga aérea.

A região é estratégica: rotas conectadas ao Oriente Médio representam cerca de 15,6% do tráfego global de carga aérea e 18,2% da capacidade disponível.

Alta de preços atinge metade das rotas monitoradas

Levantamento da Drewry indica que aproximadamente metade das rotas internacionais apresentou aumento de pelo menos 20% nos preços em março.

Para Philip Damas, chefe da área de logística da consultoria, o setor enfrenta um cenário crítico:

O mercado de frete aéreo sofre com um duplo impacto: menor capacidade disponível e custos de combustível mais elevados.

Cenário pressiona cadeia logística global

A combinação de redução de voos, aumento de custos operacionais e instabilidade geopolítica tende a manter os preços elevados no curto prazo.

Especialistas alertam que, se o conflito persistir, o mercado de transporte aéreo de cargas pode enfrentar novos recordes de preços, com reflexos diretos no comércio internacional.

FONTE: Container News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Container News

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Economia, Transporte

Subvenção ao diesel: governo deve anunciar decisão dos estados nesta terça (31)

O governo federal deve divulgar nesta terça-feira (31) a posição dos estados sobre a adesão a uma nova proposta de subvenção ao diesel. A medida busca conter os impactos da alta dos combustíveis e depende do aval das unidades federativas para entrar em vigor.

Proposta prevê divisão de custos entre União e estados

Apresentada na última semana durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), a proposta estabelece uma subvenção total de R$ 1,20 por litro de óleo diesel. Pelo modelo sugerido, o custo seria dividido igualmente entre a União e os estados, com R$ 0,60 arcados por cada parte.

A iniciativa surge após resistência à proposta anterior, que previa zerar o ICMS sobre a importação do combustível — medida rejeitada pela maioria dos estados.

Estados ainda avaliam adesão à subvenção

De acordo com o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), parte dos estados sinalizou apoio à nova proposta logo após sua apresentação. Outros, no entanto, solicitaram mais tempo para analisar o tema junto aos governadores. A expectativa do Ministério da Fazenda é consolidar essas decisões e anunciar oficialmente o cenário nesta terça-feira.

Caso não haja consenso entre todas as unidades federativas, a equipe econômica avalia seguir com a subvenção apenas nos estados que aceitarem aderir ao programa. Nesse cenário, a União subsidiaria sua parte exclusivamente para os participantes da estratégia.

A medida é considerada uma tentativa de amenizar os efeitos do cenário internacional, especialmente diante das tensões envolvendo o Irã, que influenciam diretamente os preços dos combustíveis.

São Paulo deve aderir à proposta

Entre os estados com maior peso econômico, São Paulo já sinalizou que deve integrar o programa. Segundo interlocutores do governo paulista, a adesão está praticamente definida, restando apenas a formalização por meio de medida provisória do governo federal.

Se confirmada, a expectativa é que uma nova MP seja publicada com os detalhes da subvenção e os critérios para participação dos estados.

Fonte: CNN Brasil

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Freepik

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