Portos

Dragagem reforça capacidade de atracação no Porto de São Sebastião

A dragagem de manutenção foi intensificada no Porto de São Sebastião, no Litoral Norte. Os serviços, que começaram há duas semanas, estão concentrados no berço 101. O trabalho é fundamental para a continuidade e eficiência das operações portuárias.

A intervenção vai remover 57 mil metros cúbicos (m3) de sedimentos acumulados na bacia de manobra e no berço de atracação, restabelecendo a profundidade operacional mínima de 10 metros.

A dragagem é realizada pela Companhia Docas de São Sebastião (CDSS), com autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O Porto é vinculado à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).

Segundo o presidente da CDSS, Ernesto Sampaio, o início da obra representa um avanço estratégico. “Com a dragagem, ampliamos a segurança e a previsibilidade das operações, mantendo o Porto em plenas condições de atender à demanda com eficiência e responsabilidade ambiental”, afirmou.

Os sedimentos retirados serão depositados no Dique de Contenção, área interna ao Porto destinada exclusivamente para esse tipo de material. “Trata-se de uma solução sustentável, já que o local recebe apenas sedimentos de boa qualidade, sem contaminação, que podem ser reaproveitados de forma benéfica”, informa a Semil.

Outro diferencial da obra, diz a secretaria, é o monitoramento constante da fauna marinha. “Durante toda a dragagem, um profissional especializado, com apoio de drones, realiza o acompanhamento da área para detectar a presença de baleias e tartarugas. Caso algum animal se aproxime, os trabalhos são imediatamente suspensos até que o afastamento seguro seja confirmado”.

O Porto de São Sebastião possui um dos canais mais profundos do País, com até 42 metros, e é considerado estratégico para o escoamento de cargas do Litoral Norte. A dragagem de manutenção é necessária devido ao assoreamento natural causado por chuvas, ventos, correntes marítimas e movimentação de navios.

Fonte: A Tribuna

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Portos

Novo porto seco de R$ 500 milhões pode tornar município brasileiro o centro logístico mais importante do país, com capacidade para 2 mil caminhões por dia e 250 empregos diretos

Com investimento de R$ 500 milhões e capacidade para receber até 2 mil caminhões por dia, o novo Porto Seco de Foz do Iguaçu promete transformar a cidade paranaense no centro logístico mais importante do Brasil. Anunciado oficialmente no dia 4 de agosto de 2025, o projeto, liderado pela Multilog e apoiado pelo Governo do Paraná e pela Receita Federal, será o maior porto seco da América Latina e simboliza uma revolução na infraestrutura alfandegária da Tríplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

A construção da nova estrutura não só aumentará em 30% a capacidade operacional da atual unidade como também gerará 250 empregos diretos, fortalecendo a economia local e regional. Com previsão de entrega para dezembro de 2026, a obra é considerada um marco logístico e comercial para o país.

Novo porto seco em Foz do Iguaçu: investimento e estrutura de ponta

O investimento bilionário da Multilog, uma das maiores operadoras logísticas do país, foi impulsionado pela necessidade de ampliar a capacidade de escoamento de cargas e otimizar o controle alfandegário na Tríplice Fronteira. Com área total de 550 mil metros quadrados, o novo complexo contará com:

  • 197 mil m² de pátios de manobra e estacionamento para caminhões
  • 7,2 mil m² de área coberta para armazenagem e vistoria
  • 600 m² de câmaras frias com docas exclusivas para produtos perecíveis
  • Sistemas automatizados de pesagem, identificação de veículos e acesso
  • Tecnologia de vigilância com câmeras e scanners de inspeção não invasiva

A estrutura também foi projetada com foco no conforto dos motoristas, oferecendo áreas de descanso, sanitários e espaços para permanência segura, algo raramente priorizado em grandes centros logísticos.

Foz do Iguaçu como centro logístico mais importante do Brasil

Segundo o presidente da Multilog, Djalma Vilela, o novo porto seco é três vezes maior do que a estrutura atual e “representa uma nova fronteira logística para Foz do Iguaçu”, projetada para atender não apenas à demanda brasileira, mas também para atrair parte da carga do Paraguai, que atualmente utiliza o Porto de Montevidéu (Uruguai).

Com a construção de um terminal de contêineres, Foz do Iguaçu poderá redirecionar o fluxo de mercadorias paraguaias para o Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná. Isso representa uma redução de 400 km em relação à rota tradicional até Montevidéu, aumentando a competitividade regional e consolidando a cidade como um hub logístico estratégico do Mercosul.

Porto Seco, logística e desenvolvimento regional

O projeto do Porto Seco está integrado a um amplo pacote de obras de infraestrutura promovido pelo Governo do Paraná para transformar a mobilidade na região Oeste do estado. Entre as iniciativas estão:

  • Duplicação da Rodovia das Cataratas
  • Construção da Perimetral Leste, que desvia o tráfego pesado da área urbana
  • Nova Ponte da Integração Brasil-Paraguai, já em fase final
  • Concessões rodoviárias estratégicas para atrair mais investimentos

Segundo o governador Ratinho Junior, a obra “vai trazer muito mais tranquilidade e eficiência no escoamento e na entrada de cargas no Paraná, facilitando o comércio exterior e a fiscalização na Tríplice Fronteira”.

Multilog aposta em hub logístico do Mercosul

Com atuação em 35 unidades pelo país, 2,2 milhões de metros quadrados de áreas de armazenagem e presença consolidada no Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul, a Multilog tem se posicionado como a principal operadora de recintos alfandegados do Brasil.]

A empresa detém a certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA), o que lhe permite atuar com agilidade e segurança nos principais centros logísticos industriais e aduaneiros.

Com o novo Porto Seco de Foz do Iguaçu, a Multilog dá mais um passo em seu plano de consolidação como líder na logística de fronteira e comércio exterior, mirando também o crescimento das exportações e importações no Cone Sul.

Impacto econômico: movimentação e faturamento devem dobrar

Em 2024, o Porto Seco atual de Foz do Iguaçu movimentou 8,6 milhões de toneladas de carga, gerando um faturamento de US$ 8,6 bilhões (R$ 47,4 bilhões). Com o novo terminal, a expectativa é duplicar essa capacidade, atraindo novos fluxos comerciais e dinamizando a cadeia de abastecimento da região.

O empreendimento também deve desafogar o trânsito urbano na cidade, visto que a nova estrutura está localizada fora do centro, às margens da BR-277, um dos principais corredores logísticos do Sul do Brasil.

A licença de operação para o início das obras foi concedida pelo Instituto Água e Terra (IAT), que garantiu que o processo seguiu todos os trâmites técnicos e ambientais. A construção será dividida em duas fases, com a primeira concentrando R$ 240 milhões na implantação do pátio de caminhões e área de armazenagem.

Segundo o diretor-presidente do IAT, Everton Souza, o desenvolvimento econômico precisa estar aliado ao cumprimento rigoroso das regras ambientais. O licenciamento ágil, mas técnico, foi uma das prioridades para viabilizar a obra sem atrasos.

Foz do Iguaçu no centro da nova geografia logística do Brasil

A construção do maior porto seco da América Latina em Foz do Iguaçu representa uma mudança estrutural na logística brasileira.

Com investimentos pesados, tecnologia de ponta, localização estratégica e apoio estatal, o projeto não apenas moderniza o sistema alfandegário da Tríplice Fronteira, como reposiciona Foz do Iguaçu como o epicentro logístico do Brasil e do Mercosul.

Além dos ganhos econômicos diretos, como os 250 empregos gerados e o crescimento da arrecadação, o novo Porto Seco promete transformar a cidade em um polo de comércio exterior, conectando de forma mais eficiente os fluxos logísticos entre Brasil, Paraguai, Argentina e outros mercados internacionais.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Portos

Com a saída do último navio antes do tarifaço nesta terça, o que esperar das rotas do Porto do Pecém

Atualmente, o Porto do Pecém conta com quatro rotas de longo curso de contêineres

O último navio do Porto do Pecém, no Ceará, com destino aos Estados Unidos antes da entrada em vigor do tarifaço de 50% sobre os produtos brasileiros, parte nesta terça-feira (5). Diante dos impactos da medida na economia cearense, questiona-se se as rotas marítimas que incluem a plataforma também serão afetadas devido à possível queda nas exportações.

Augusto Fernandes, CEO da JM Negócios Aduaneiros, empresa especializada em despacho aduaneiro e frete internacional, teme que um possível impacto futuro do tarifaço seja a redução da rota.

“O fluxo de carga nos possibilita que os navios encostem aqui. Perdendo esse fluxo, como os armadores manteriam a rota para os Estados Unidos, se não há demanda? Isso custa muito para todo o ecossistema do comércio internacional; levam anos para conseguir isso”, avalia.

Contudo, o Porto do Pecém descarta a possibilidade de descontinuidade da linha. Já outra especialista avalia que ainda é prematuro considerar uma possível redução (veja análise completa abaixo).

Como estão as rotas atuais do Pecém

Atualmente, o Porto do Pecém conta com quatro rotas (serviços) de longo curso de contêineres, sendo duas para a Europa, uma para a Ásia e outra para os Estados Unidos. 

Chamada “Serviço Tango”, a rota para os Estados Unidos não é operada por um navio fixo e ocorre, em média, uma vez por semana, segundo o Porto do Pecém.

Os dias em que as viagens são realizadas também variam de acordo com marés e programação dos portos, entre outros fatores.

Especialista avalia que rotas devem ser mantidas após exclusão do aço 

Para Ana Rita Freitas, coordenadora do curso de Comércio Exterior da Universidade de Fortaleza (Unifor), é cedo para pensar em uma possível redução na frequência de viagens entre Estados Unidos e Porto do Pecém. “Considerando o aço, o cenário de junho continua. Considerando os porta-contêineres, os armadores estão preocupados porque, no curto prazo, pelo menos, deve ter uma redução por conta da incerteza”, avalia.

“Mas ainda é cedo, ainda estão na mesa de negociação todos esses pontos. Mas a preocupação dos embarcadores é válida”, afirma Ana Rita.

Ela destaca que, em junho, os EUA já haviam anunciado uma taxa para o aço do mundo todo, exceto do Reino Unido. “Com essa isenção de agora, nosso aço segue competitivo dentro do mercado e, de fato, é o nosso principal produto exportado”, avalia.

Além disso, ela lembra ser necessário considerar que o Ceará também importa produtos dos Estados Unidos por meio dessa rota.

“O tarifaço ainda está na mesa de negociação; ainda há questões a serem analisadas”, reforça Ana Rita, destacando também que, paralelamente, é importante olhar para outros mercados que podem surgir nesse contexto.

“A gente pode e deve verificar outros países de destino para os nossos produtos”, enfatiza.

Ana Rita Freitas destaca ainda que os navios que fazem transporte de contêineres são diferentes dos navios que transportam aço (graneleiros). “

Próximos navios 

No último dia 27, partiu do equipamento cearense o navio de contêiner Wieland, de bandeira portuguesa, transportando produtos cearenses. A previsão de chegada ao Porto de Nova York é esta terça-feira (5).

Na quarta-feira (6), por sua vez, deve chegar ao Porto do Pecém o navio Monte Linzor (bandeira singapurense), vindo do Rio de Janeiro e, após parar no Pecém, seguirá para os Estados Unidos. Essa será a última embarcação a partir do Ceará antes do tarifaço, que deve entrar em vigor no dia 7 de agosto.

Apesar do trânsito de nove dias entre Pecém e o Porto de Nova York, conforme o decreto de Donald Trump, produtos embarcados em até sete dias após o decreto ficam isentos, mesmo que cheguem após 7 de agosto.

Entre os produtos que a embarcação levará para os EUA estão peixe, água de coco, castanha de caju, couro bovino, calçados, inhame, lagosta, manga, acerola, melão, mel, entre outros.

Fonte: Diário do Nordeste

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Portos

Draga do porto estaria operando até Cordeiros

Trabalho ainda não é parte do projeto de hidrovia em estudo pelo estado

A draga Njord, que faz a manutenção do canal portuário no rio Itajaí-açu, está operando em trecho do rio acima do complexo Portuário de Itajaí. O trabalho, porém, ainda não faz parte do projeto do governo estadual de implantação da hidrovia a montante do porto até a BR 101.

A dragagem atenderia aos TUPs [Terminais de Uso Privado] que estão acima do porto. A draga tem sido vista indo até o trecho do parque náutico Odílio Garcia, no bairro Cordeiros. A Superintendência do Porto não deu detalhes das operações.

O rio Itajaí-açu está ganhando melhorias na sinalização náutica do canal portuário, com investimento em conservação de boias luminosas, faróis, reparos metálicos e fornecimento de peças. O contrato tem duração de 20 meses, com serviços pra modernização da sinalização e segurança da navegação.

Estudo para hidrovia

O projeto pra implantação da hidrovia no rio Itajaí-açu segue em estudos técnicos e de viabilidade pelo governo de SC. Os levantamentos hidrográficos, entre batimetria, sondagem e sísmica, já foram concluídos, e agora está na fase de modelagem e hidrodinâmica, e projeto de dragagem. A conclusão deve levar mais de 90 dias, segundo a secretaria estadual de Portos. Os estudos farão um diagnóstico da situação do rio, apontando as ações e investimentos necessários, entre eles o aprofundamento do canal navegável.

A hidrovia abrange o trecho do rio acima do porto até a ponte da BR 101, entre Itajaí e Navegantes, somando cerca de 10 quilômetros que poderiam ser usados pra transporte de cargas e passageiros. O projeto melhoraria o acesso aos TUPs e estaleiros da região. A obra ajudaria na prevenção de enchentes, pois a dragagem aumentaria a capacidade de vazão do rio.

Fonte: Diarinho

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Portos

Porto de SC tem movimentação de mais de 500 mil contêineres no ano

Resultado supera desempenho do ano passado, no mesmo período

O Porto Itapoá ultrapassou a marca de 500 mil contêineres movimentados no ano, em dados até o final de julho. Somente no mês passado, foram 73 mil unidades, na segunda maior movimentação mensal. O desempenho deste ano supera em 33% o resultado do mesmo período do ano passado, em índice acima da média nacional do setor. Em operação desde 2011, o Porto Itapoá é um terminal de uso privado (TUP). A cidade terá outro TUP, a ser instalado pela Coamo Agroindustrial Cooperativa, empreendimento em fase de licenciamento.

O resultado de 2025 aponta movimentação acima de 2,3 mil contêineres por dia, em média, pelo Porto Itapoá. No total, foram 501,6 mil contêineres. São em torno de 60 navios operados por mês, levando em conta o resultado de julho – são 17% a mais na comparação com o mesmo período do ano passado. No mês passado, houve recorde na movimentação dos gates do porto, com mais de 57 mil transações.

Na avaliação do CEO do Porto Itapoá, Ricardo Arten, os resultados demonstram a consolidação do terminal em eficiência e inovação. “Temos investido constantemente em infraestrutura e tecnologia, mas, acima de tudo, em pessoas. O desempenho que alcançamos é fruto de um trabalho conjunto de excelência operacional, atenção ao cliente e foco em soluções logísticas inteligentes”, afirmou Arten.

Fonte: NSC Total

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Portos

Porto do Itaqui atinge melhor mês da sua história

Foram 3,76 milhões de toneladas movimentadas e 112 navios atracados

O Porto do Itaqui, no Maranhão, alcançou mais uma conquista em julho de 2025, registrando a maior movimentação mensal de sua história: 3,76 milhões de toneladas. Além disso, o mês também atingiu outro marco inédito: o maior número de atracações já atendidas em um único mês, com 112 navios. No acumulado do ano, o Itaqui já soma mais de 21 milhões de toneladas movimentadas.  

Uma das motivações que justifica o alto desempenho é a intensificação das operações Ship-to-Ship (StS), principalmente após o início desse tipo de operação no berço 108. “A STS movimentou cerca de 415 mil toneladas, o dobro do planejado para o mês e o dobro do volume registrado em julho de 2024. Só em julho deste ano, foram 11 navios atendidos a contrabordo, representando um terço do total de 2025 até agora e 65% de todo o ano anterior”, destacou o gerente de logística do Itaqui, Gervásio Reis.  

No acumulado de janeiro a julho, o porto ultrapassou a marca de 21 milhões de toneladas, totalizando 21,042 milhões. O crescimento foi registrado em todos os segmentos: granéis sólidos (+8%), granéis líquidos (+11%) e carga geral (+3%). Entre os produtos com maior destaque no ano estão: soja (+7%), fertilizantes (+25%), cobre (+12%), derivados de petróleo para o mercado interno (+6%), transbordo de derivados de petróleo (+19%), sebo bovino (+34%), celulose (+2%) e trilhos (+69%).

“São resultados que reforçam o impacto positivo dos investimentos realizados pelo Porto do Itaqui em relação à ampliação da capacidade operacional, à melhoria contínua dos processos e ao fortalecimento da infraestrutura portuária para atender à crescente demanda do setor logístico no Maranhão e no Brasil”, explicou a presidente em exercício do Porto do Itaqui, Isa Mary Mendonça. 

A movimentação de celulose também se destacou, com crescimento de 13% em relação ao planejado e 46% em comparação a julho de 2024. Com operações cada vez mais eficientes e diversificadas, o porto reafirma seu papel como o maior porto público do Arco Norte e um dos principais corredores de exportação e importação do Brasil, contribuindo diretamente para o desenvolvimento econômico da região.

Fonte: Modais em Foco

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Aeroportos, ANVISA, Portos

Publicada instrução normativa para medidas de saúde em portos e aeroportos

Instrumento permite atualizar as medidas tão logo o Ministério da Saúde indique sua aplicação e seja verificada sua pertinência técnica para o setor.

Foi aprovada na 11ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada (Dicol), realizada na última segunda-feira (28/7), a Instrução Normativa Anvisa – IN 389, de 29 de julho de 2025, que dispõe sobre as medidas de saúde temporárias a serem adotadas por portos e aeroportos frente ao atual cenário epidemiológico. A norma é resultado do Relatório de Análise de Impacto Regulatório sobre o controle sanitário de viajantes em portos, aeroportos e passagens de fronteira, sendo um instrumento regulatório que complementa a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 932/2024 e que requer atualização regular.

De acordo com o diretor Daniel Pereira, relator da matéria, “a aprovação de uma instrução normativa de atualização periódica com medidas de saúde temporárias para portos e aeroportos é um legado da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) relacionada à Covid-19, quando foram necessárias diferentes resoluções requerendo exames, máscaras faciais e outras medidas para reduzir a transmissão da doença em portos e aeroportos. Agora a Agência implementa um instrumento ágil, que permite atualizar essas medidas tão logo o Ministério da Saúde indique sua aplicação e seja verificada sua pertinência técnica para o setor.” A IN busca ativar previsões já dispostas na RDC 932/2024 e que o setor deve desenvolver em planos de contingência locais.

O cenário epidemiológico é atualizado regularmente, com base em diretrizes do Comitê de Monitoramento de Eventos de Saúde Pública (CME) do Ministério da Saúde, dos Centros de Operação de Emergência em Saúde (COEs) ativos, bem como em orientações técnicas e normativas emitidas pelo Ministério da Saúde. Os dados da análise técnica sobre as diferentes doenças e síndromes relacionadas à vigilância epidemiológica em portos e aeroportos são atualizados no link https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/paf/vigilancia-epidemiologica/alertas-epidemiologicos.

A partir de agora, aquelas doenças e agravos que se configurem em ESPII, Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) ou Evento de Saúde Pública (ESP) com medidas de saúde para portos e aeroportos indicarão a atualização da IN.

Esta primeira IN traz em seu anexo a lista de doenças que atualmente representam uma ESPII, (poliomielite e Mpox), indicando que não há no momento medidas de saúde relacionadas a viajantes ou meios de transporte para essas doenças. Também indica medidas de divulgação de materiais informativos para Mpox, banners nas áreas de desembarque internacional de portos e aeroportos, e em relação ao sarampo, aviso sonoro a bordo de aeronaves, conforme arte e texto disponíveis em https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/paf/vigilancia-epidemiologica/materiais-informativos.

Ações nas fronteiras

A RDC 932/2024 reforçou o papel da Anvisa na fronteiras e, diante do atual surto de sarampo na Bolívia, a Coordenação de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos e Fronteiras do Acre (CVPAF/AC) tem apoiado as ações de vigilância e a ampliação da cobertura vacinal nas passagens de fronteira de Epitaciolândia e Assis Brasil, reforçando o chamado para que a população atualize a carteira de vacinação e contribua para evitar a reintrodução da doença no estado e no país. 

Fonte: ANVISA

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Aeroportos, Portos

Portos e aeroportos terão de expor materiais informativos sobre mpox

Em aeronaves é obrigatório aviso sonoro sobre sarampo

Portos e aeroportos deverão expor materiais informativos sobre sintomas e medidas de prevenção à mpox. Os cartazes deverão ser colocados nas áreas de desembarque internacional, enquanto durar a Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional para a doença.

Da mesma forma, as empresas aéreas deverão emitir um aviso sonoro sobre o sarampo a bordo das aeronaves, enquanto durar o processo de eliminação da doença no Brasil.

Em voos internacionais, a mensagem com orientações sobre a doença deve ser anunciada também em espanhol e inglês. A doença está declarada como um Evento de Saúde Pública no Brasil.

As medidas foram determinadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e fazem parte da nova instrução normativa do órgão, que trata das ações temporárias de saúde a serem adotadas em portos, aeroportos e por operadores de meios de transporte, diante do cenário epidemiológico no país.

O documento foi aprovado pela diretora colegiada da Anvisa na última segunda-feira (28/07).

Os materiais informativos e medidas de saúde serão adotados para as doenças declaradas como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) e Evento de Saúde Pública (ESP).

Para mpox e sarampo são necessárias apenas as medidas de divulgação dos materiais informativos, não havendo nenhuma recomendação de medidas de saúde específica relacionadas a viajantes ou meios de transporte.

Além das duas doenças, a poliomielite também está na lista de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, mas nenhuma medida de saúde ou material informativo precisa ser adotado.

A instrução normativa é atualizada periodicamente com base nos alertas epidemiológicos de eventos nacionais e internacionais de saúde pública. Já o cenário epidemiológico é atualizado regularmente, com base em diretrizes do Comitê de Monitoramento de Eventos de Saúde Pública (CME) do Ministério da Saúde, dos Centros de Operação de Emergência em Saúde (COEs) ativos, bem como em orientações técnicas e normativas emitidas pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a Anvisa, a aprovação da norma é um legado da pandemia de covid-19, quando foram necessárias diferentes resoluções requerendo exames, máscaras faciais e outras medidas para reduzir a transmissão da doença em portos e aeroportos.

“Agora a Agência implementa um instrumento ágil, que permite atualizar essas medidas tão logo o Ministério da Saúde indique sua aplicação e seja verificada sua pertinência técnica para o setor.”

Doenças

A mpox é causada pelo vírus Monkeypox e pode se espalhar entre pessoas e, ocasionalmente, do ambiente para pessoas, por meio de objetos e superfícies que foram tocados por um paciente infectado.

Seu sintoma mais comum é a erupção na pele, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O alerta vigente para mpox está relacionado à nova cepa 1b do vírus que está circulando na África foi identificada no Brasil em março.

Já o sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, causada pelo paramixovírus que é transmitido pelo ar de forma direta, por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar, e pode permanecer em ambientes por duas horas.

A infecção pode levar a complicações sérias, como otite média, pneumonia, infertilidade em indivíduos do sexo masculino e encefalite. O alerta em vigor foi emitido após novos casos e surtos de sarampo de circulação internacional e de casos isolados no Brasil identificados mesmo após a certificação de eliminação da doença no país.

A poliomielite também é causada por um vírus que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes e, em casos graves, é capaz de invadir o sistema nervoso central e causar paralisia nos membros inferiores.

A Organização Mundial da Saúde avalia que ainda há o risco de propagação internacional do poliovírus.

As vacinas contra a poliomielite e contra o sarampo estão disponíveis na rede pública de saúde.

Já para a mpox, em 2023, durante a primeira emergência global, a Anvisa autorizou o uso emergencial da vacina Jynneos, para um público específico.

O desenvolvimento de um imunizante nacional é prioridade da Rede Vírus, comitê de especialistas em virologia criado para o desenvolvimento de diagnósticos, tratamentos, vacinas e produção de conteúdo sobre vírus emergentes no Brasil.

Fonte: Agência Brasil

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Portos

Porto de Santos se prepara para navios gigantes com obras para ampliar a profundidade do canal

Autoridade Portuária de Santos publicou um edital de dragagem para aprofundar canal do cais santista de 15 para 16 metros. A obra terá prazo de cinco anos após a assinatura do contrato.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) abriu licitação para contratar uma empresa ou consórcio de empresas para fazer a dragagem de aprofundamento do canal de navegação do porto, dos atuais 15 para 16 metros. O objetivo é ampliar a capacidade do complexo portuário, adequando a infraestrutura para receber navios de maior porte.

O edital foi publicado na quarta-feira (23), no Diário Oficial da União, e os interessados poderão participar da concorrência conforme os termos do edital. A abertura das propostas está marcada para o dia 26 de setembro.

A empresa vencedora será a que fizer a proposta com o menor valor para a execução da dragagem, que terá prazo de 60 meses (5 anos), a partir da assinatura da ordem de serviço.

O aprofundamento do canal está previsto para ocorrer ao longo dos 24,6 quilômetros de extensão do canal do porto. A última obra semelhante, que permitiu o canal chegar aos 15 metros de profundidade aconteceu há 13 anos.

Margem de segurança: dragagem de 16,30 a 16,70

Apesar da profundidade projetada de 16 metros, o edital prevê dragagem até 16,30 m, com tolerância que pode alcançar 16,70 m em trechos pontuais. Essa margem extra é comum e garante segurança à navegação diante de variações do leito e restrições operacionais.

Regime de contratação integrada

A modalidade permite à APS pública contratar uma única empresa ou consórcio para realizar todas as etapas de uma obra. O que, no caso da dragagem, contempla: licenciamento ambiental, elaboração dos projetos básico e executivo, execução da dragagem e serviços complementares.

O contrato também prevê que a empresa atue para manter a profundidade do canal em 16 metros por dois anos após a conclusão das obras.

Classe de navios

Futuro: 17 metros de profundidade

A APS informou que a dragagem para 16 metros é um passo inicial. Em futuras concessões, há previsão de novos investimentos que podem levar o canal a atingir 17 metros, ampliando ainda mais o potencial logístico do Porto de Santos.

Fonte: G1

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Portos

Porto de Itajaí fatura R$ 100 milhões no 1º semestre

Resultado histórico marca nova fase da gestão federal e impulsiona a economia de Santa Catarina

O Porto de Itajaí alcançou um feito inédito em sua trajetória: R$ 100 milhões em faturamento no primeiro semestre de 2025. O resultado, registrado entre janeiro e julho, coincide com o período em que o Governo Federal reassumiu a administração da estrutura, marcando uma nova etapa para o setor portuário catarinense.

De acordo com a superintendência, o desempenho financeiro reflete uma gestão eficiente, aliada ao planejamento estratégico e ao comprometimento das equipes. A movimentação de cargas segue em ritmo estável, consolidando Itajaí como um dos pilares da logística nacional e referência na economia do Sul do país.

“O faturamento recorde não é só um número — representa geração de empregos, aumento da arrecadação municipal e novas oportunidades para a população”, destacou o superintendente João Paulo Tavares Bastos. Para ele, o porto vive uma fase promissora que já impacta positivamente o desenvolvimento da cidade e de Santa Catarina.

A marca reforça a importância do Porto de Itajaí como ativo estratégico do estado, com efeitos diretos sobre a arrecadação de ISS, o dinamismo dos setores produtivos locais e a competitividade da região em mercados nacionais e internacionais.

Fonte: SC Todo Dia

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