Investimento, Portos

Porto de São Francisco do Sul comemora 70 anos com R$ 600 milhões em investimentos

O Porto de São Francisco do Sul completou 70 anos nesta terça-feira (01/07). Durante a cerimônia, o governador Jorginho Mello anunciou novas obras e reforçou o compromisso com o desenvolvimento dos portos catarinenses.

O evento reuniu cerca de 400 pessoas, entre colaboradores, autoridades e convidados. A tradicional Banda Guarani, patrimônio cultural da cidade, animou o público.

Anúncios de peso

No discurso, o governador destacou os avanços recentes. Além disso, revelou novos investimentos para fortalecer a infraestrutura portuária. Ao todo, serão mais R$ 41,5 milhões em obras:

Terceira faixa na BR-280: R$ 12,5 milhões
Recuperação do Berço 201: R$ 18 milhões
Sistema de despoeiramento do Corredor de Exportação: R$ 11 milhões

Enquanto isso, o novo Parque Tecnológico do Porto já foi entregue. A obra recebeu R$ 10 milhões em recursos próprios. Com isso, a modernização do terminal avança em ritmo acelerado.

Distribuição de lucros

Por outro lado, os avanços não se limitam à infraestrutura. Jorginho Mello anunciou o Programa de Participação nos Resultados (PPR). O programa prevê a divisão dos lucros entre todos os colaboradores — de forma igualitária, da diretoria ao servidor com menor salário.

“O Porto vai muito bem. Antes estava largado. Agora tem outra cara”, afirmou o governador, sob aplausos. Portanto, a gestão atual busca valorizar tanto os investimentos quanto as pessoas.

Porto em alta

Segundo o presidente do Porto, Cleverton Vieira, os últimos anos foram marcados por grandes conquistas. Ao fazer um balanço da gestão, ele afirmou que serão R$ 600 milhões em investimentos até o fim do mandato. São recursos públicos e privados que, segundo ele, “transformarão a história de São Francisco do Sul”.

Só em infraestrutura, o Porto já aplicou R$ 200 milhões nos últimos 30 meses. Além disso, a dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga receberá R$ 324 milhões.

Com isso, o terminal se prepara para operar com mais profundidade e eficiência.

Destaque nacional

Atualmente, o Porto de São Francisco está entre os 10 maiores do Brasil em movimentação de carga. Além disso, lidera em Santa Catarina. Segundo Vieira, o complexo responde por 60% do volume de cargas do Estado.

Por consequência, o terminal se tornou referência em gestão pública. É um dos poucos portos públicos certificados pelas normas ISO 9001 e 14001 — que garantem qualidade e responsabilidade ambiental.

“Somos o porto público que mais cresceu no Brasil nos últimos dois anos. Aumentamos em 35% a movimentação de cargas”, afirmou o presidente.

Presença do governo

Vieira também agradeceu o apoio do governador. Segundo ele, Jorginho Mello visitou o terminal três vezes em dois anos e meio. Antes, fazia mais de uma década que um governador não pisava no cais.

Um porto com história

Embora tenha sido oficialmente inaugurado em 1955, o Porto de São Francisco tem raízes muito mais antigas. Desde os tempos coloniais, o local já era utilizado para comércio, primeiro pelos povos indígenas e, depois, por colonizadores.

Ao longo das décadas, o complexo evoluiu, tornando-se um símbolo do desenvolvimento do Norte catarinense. Hoje, é referência mundial na exportação e importação de grãos, fertilizantes e produtos siderúrgicos.

Fonte: Correio SC

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Exportação, Portos

Com 44% da exportação nacional de frango, Porto de Paranaguá é o principal exportador de carnes brasileiras 

Mais de 1,2 milhão de toneladas de carnes de frango, bovina e suína foram embarcadas entre janeiro e maio deste ano 

A Portos do Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras de proteína animal congelada, atingindo 35,1% do total nacional nos cinco primeiros meses de 2025. Com esse desempenho, o porto mantém o título de maior corredor exportador de carnes do Brasil. Entre janeiro e maio, foram embarcadas 1.280.167 toneladas com destino a países como China, Japão, Emirados Árabes e Arábia Saudita, entre outros. 

O volume representa um crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, considerando as remessas de carnes de frango, bovina e suína.

O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango, com destaque para o Paraná, estado líder em produção. O Porto de Paranaguá concentra o maior terminal exportador de aves congeladas do planeta, responsável por 44,1% de toda a produção nacional enviada ao exterior — mais que o dobro da participação do Porto de Santos, que registrou 20,9%. Em 2024, Paranaguá respondeu por 48% das exportações brasileiras de aves de corte.

“Esses resultados são fruto de uma administração dedicada à execução inteligente das operações e a investimentos logísticos consistentes. É um trabalho construído com o apoio de toda a comunidade portuária. O aumento da profundidade do nosso canal, por exemplo, permite embarcar mais carga sem elevar os custos operacionais para quem exporta. É mais por menos”, destacou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

De janeiro a maio deste ano, os embarques de aves congeladas aumentaram 2,5%, mesmo diante das restrições impostas por alguns países em razão de um caso isolado de gripe aviária no Rio Grande do Sul. Foram movimentadas 923.477 toneladas, ante 900.909 toneladas registradas no mesmo período de 2024.

Exportação de carne bovina cresce mais de 50% até maio

Paranaguá também se destaca nas exportações de carne bovina, com a segunda maior movimentação entre os terminais brasileiros. Até maio, houve um crescimento expressivo de 50,9% em relação ao ano anterior, passando de 183.570 toneladas para 276.969 toneladas.

“Somos a principal porta de saída para as carnes de frango, bovina e suína do Brasil. Isso comprova a eficiência dos portos do Paraná. Temos estrutura para diversos tipos de carga, e esses números evidenciam nosso papel como corredor logístico multipropósito. O que o Paraná e o Brasil produzirem, temos capacidade de exportar”, afirmou o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira.

Produção pecuária impulsiona desempenho

O Paraná lidera a produção nacional de proteína animal, com destaque para a carne de frango, responsável por 34,6% da produção brasileira no acumulado de janeiro a março de 2025, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em relação à carne suína, o estado ocupa a segunda posição, com 21,9% do total nacional, no mesmo período. 

Já na pecuária bovina, embora com participação menor, o Paraná apresentou crescimento no primeiro trimestre: foram 354 mil cabeças abatidas entre janeiro e março, um acréscimo de 14,2 mil em relação ao mesmo período de 2024 — equivalente a 3,6% da produção nacional.

De acordo com a Secretaria Estadual da Agricultura do Paraná (SEAB), em 2024 o Paraná abateu mais de 2,2 bilhões de cabeças de frango, 12,4 milhões de cabeças de suínos, quase 629 mil bovinos e produziu mais de 180 mil toneladas de peixes.

Essa capacidade produtiva movimenta intensamente a cadeia industrial. O estado reúne uma das maiores estruturas do país dedicadas ao abate e ao processamento de carnes, com 557 empresas atuando no setor.

“Todo esse complexo produtivo requer um equipamento logístico marítimo eficiente que garanta a entrega com a maior precisão possível”, conclui Garcia.

Fonte: Portos do Paraná

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Logística, Portos

Inédita no país, concessão de dragagem terá edital publicado em julho

Operação do canal de acesso aos portos de Paranaguá e Antonina será privada; Antaq deve aprovar em 11 de julho e Ministério prevê disputa em leilão

O edital definitivo da primeira concessão de dragagem do país, que engloba todo o canal de acesso aquaviário aos portos de Paranaguá (PR) e Antonina (PR), deve ser publicado até o dia 15 de julho.

A informação foi dada pelo secretário nacional de Portos, Alex Ávila, em entrevista à CNN. O edital será analisado em reunião de diretoria da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) no dia 11 de julho.

De acordo com Ávila, o Ministério de Portos e Aeroportos decidiu acatar todas as determinações e recomendações feitas pelo TCU (Tribunal de Contas da União).

Com base em conversas com empresas interessadas, o secretário aposta em pelo menos duas ofertas no certame.

“Nada indica que será leilão de uma [proposta] só. Acreditamos que haverá disputa”, diz Ávila.

O edital vai prever exigência de participação mínima de 15%, nos consórcios, de empresas especializadas em dragagem.

Para o secretário, o mais provável é que se formem consórcios entre empresas de dragagem e operadoras de terminais portuários no Paraná.

Na primeira categoria, ele afirma ter percebido o interessa da brasileira DTA Engenharia, da holandesa Van Oord e da belga Jan de Nul.

Com a publicação do edital, a tendência é realizar efetivamente o leilão entre o fim de agosto e o início de setembro. O ministério conversa com a B3, em São Paulo, sobre possíveis datas.

O segundo bloco de arrendamentos portuários de 2025, com pouco mais de R$ 1 bilhão de investimentos previstos, será oferecido no mesmo leilão.

O bloco contempla os terminais de granéis sólidos VCD29, em Vila do Conde (PA), e POA26, em Porto Alegre; o terminal de apoio logístico offshore RDJ07, no Rio de Janeiro; e o terminal de passageiros TMP, em Maceió.

Ineditismo

A concessão do canal de acesso aquaviário ao complexo portuário de Paranaguá e Antonina será a primeira do gênero no Brasil e na América Latina.

O complexo é o maior do país na movimentação de soja (grãos, farelo e óleo) e responde pela descarga de 33% dos fertilizantes importados pelo Brasil.

Também tem um dos maiores investimentos chineses no setor portuário brasileiro, com a China Merchants, que opera o Terminal de Contêineres de Paranaguá.

A intenção é agilizar uma série de obras e intervenções que costumam se arrastar por anos, em meio à dificuldade com órgãos de controle e recursos judiciais, quando realizadas pelo poder público.

A futura concessionária será responsável pela gestão do ativo por 25 anos e fará investimentos de R$ 1,2 bilhão.

O canal de acesso de um porto é a via pela qual as embarcações trafegam até atracar nos berços para carregar ou descarregar suas mercadorias.

Além da dragagem de manutenção, ela precisará fazer o aprofundamento do calado de 13,5 metros para 15,5 metros. Isso permitirá a chegada de navios maiores aos portos paranaenses.

A futura concessionária também executará investimentos e melhorias em sinalização, balizamento náutico e implantação de um novo sistema de monitoramento e controle de tráfego de embarcações.

Entre os ajustes determinados ou recomendados pelo TCU estão uma mudança no compartilhamento de risco de demanda e o estabelecimento de desconto máximo de 12,79% sobre as tarifas de referência que serão aplicadas sobre as cargas.

No leilão, se um grupo apresentar oferta que alcance esse desconto máximo, o critério de disputa passa a ser o maior de valor de outorga.

Fonte: CNN Brasil


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Portos

Ministério diz que acatará “qualquer decisão” do TCU sobre leilão em Santos

Em entrevista à CNN, secretário nacional de Portos, Alex Ávila, afirma que governo pretende leiloar novo terminal de contêineres em dezembro e, assim, evitar ano eleitoral

governo está preparado para enfrentar a judicialização em torno do Tecon Santos 10 e fará tudo o que for possível para realizar o leilão em dezembro, disse o secretário nacional de Portos, Alex Ávila.

“Se não fizermos neste ano, a própria natureza do ciclo eleitoral pode comprometer um leilão em 2026″, afirma Ávila, que teme a politização do assunto e tem um calendário detalhado para os próximos passos do certame.

Com investimentos superiores a R$ 5 bilhões, o novo superterminal de contêineres aumenta em até 50% a capacidade de movimentar esse tipo de carga no Porto de Santos (SP), que está perto de atingir a saturação.

A modelagem do leilão está agora sob análise do TCU (Tribunal de Contas da União), mas uma das principais interessadas – a multinacional dinamarquesa Maersk – já levou à Justiça as regras definidas pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e chanceladas pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

“Estamos preparados para defender a modelagem técnica e apresentar respostas a todos os questionamentos”, diz Ávila.

Atuais operadoras de terminais de contêineres foram impedidas de participar da primeira fase do leilão. Elas só poderão entrar, numa segunda etapa, caso não haja propostas iniciais. Mesmo assim, em caso de vitória, teriam que se desfazer dos atuais ativos.

O governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo, também entrou na briga e se manifestou formalmente contra qualquer tipo de restrição.

O processo no TCU está a cargo da AudPortoFerrovia, unidade de auditoria especializada em infraestrutura portuária e ferroviária, e depois seguirá para o relator, ministro Antonio Anastasia.

Ávila espera uma deliberação do TCU até o fim de agosto. Haveria mais 30 dias para o ministério se adequar às determinações do tribunal de contas. O edital seria publicado em outubro e o leilão ocorreria na segunda quinzena de dezembro.

O secretário afirma que não há nenhuma intenção, por parte de governo, de contestar eventuais exigências de mudanças pelo TCU nas restrições adotadas pela Antaq.

“Qualquer que seja a decisão do TCU, nós vamos cumprir. O nosso interesse é fazer o leilão”, ressalta Ávila, deixando claro a tendência de não apresentar nenhum recurso ao tribunal de contas.

Judicialização

Na semana passada, a Maersk levou o caso à Justiça Federal da 3ª Região. A empresa pediu um mandado de segurança para a abertura de uma nova consulta pública da Antaq para debater as restrições ao Tecon Santos 10.

Segundo ela, a agência estabeleceu uma regra “que nem sequer havia sido cogitada anteriormente” sem que os interessados pudessem se posicionar. “É evidente que tal brusca alteração deveria ser objeto de nova consulta pública”, argumentou.

O juiz Paulo Cezar Neves Junior, da 21ª Vara Cível Federal de São Paulo, negou o pedido de liminar. Ele ponderou que as restrições ainda não estão em vigência porque a modelagem do leilão ainda está sendo analisada pelo TCU.

“Não se justifica a intervenção do Poder Judiciário numa espécie de controle prévio”, disse o juiz em sua decisão. Ele deu, porém, um prazo de dez dias para a Antaq apresentar explicações. Também pediu manifestação do MPF (Ministério Público Federal).

Junto com a suíça TIL (da empresa de navegação MSC), a Maersk é sócia da BTP (Brasil Terminal Portuário), um dos grandes terminais de contêineres em operação no Porto de Santos.

Os outros dois terminais são Santos Brasil (hoje controlada pela francesa CMA CGM) e DPW (da Dubai Ports).

Uma das principais discussões, nos últimos anos, foi a possibilidade de restringir a participação de armadores (companhias de navegação).

A Antaq acabou não adotando nenhuma restrição nessa linha, mas impôs uma ressalva horizontal – aplicável a todos os atuais operadores de contêineres em Santos.

“A preocupação da Antaq são os aspectos concorrenciais. O ponto não é a verticalização, mas a concentração de mercado”, explica o secretário.

De acordo com parecer da agência reguladora, se a Santos Brasil ou os sócios da BTP ganharem o leilão do Tecon Santos 10, poderiam ter uma participação de até 60% na movimentação de contêineres. A DPW poderia ficar com 48%.

A Maersk e a MSC (sócias na BTP), no entanto, estão rompendo uma aliança para o transporte marítimo e já não cogitavam ir juntas ao leilão do novo terminal.

Interessados

A JBS Terminais, que desde outubro do ano passado opera um terminal de contêineres em Itajaí (SC), é apontada no mercado como uma das principais interessadas no Tecon Santos 10.

Em sete meses, a empresa informou ter movimentado 143 mil TEUs (contêineres-padrão de 20 pés). A Antaq definiu uma experiência prévia na operação de pelo menos 100 mil TEUs anuais para a entrada no leilão do novo superterminal.

A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), que está à frente do Sepetiba Tecon (RJ), também tem sido vista como potencial concorrente.

Ávila afirma que o ministério já recebeu algum tipo de contato ou manifestação de interesse por parte de diversas multinacionais do setor.

Ele cita as chinesas Cosco e China Merchants, a PSA (operadora de Cingapura), a alemã Hapag-LLoyd, a filipina ICTSI, a americana Hudson Ports, a CS Infra/Simpar e os fundos de investimentos BTG e Pátria.

Caso algum fundo arremate o Tecon Santos 10, precisará contratar um operador de contêineres como terceirizado. As mesmas restrições às atuais operadoras são válidas para esse cenário.

Localizado na região do Saboó, na margem direita do porto, o Tecon Santos 10 terá 621 mil metros quadrados e quatro berços de atracação.

Quando atingir sua capacidade máxima, no nono ano de contrato, o terminal poderá movimentar 3,5 milhões de TEUs/ano.

O vencedor do leilão deverá investir R$ 5,6 bilhões e vai operar o Tecon Santos pelo prazo de 25 anos.

Fonte: CNN Brasil


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Notícias, Portos

Após missão à Ásia, projetos para aviação regional e ferroviários terão encaminhamentos em Santa Catarina

O desenvolvimento da logística aérea regional e ferroviária foram foco das agendas do governador Jorginho Mello na China. A comitiva visitou uma das maiores fábricas de aviões do país e a maior fábrica de material para o setor ferroviário do mundo. As agendas na Ásia terão desdobramentos nos próximos meses, com a vinda de representantes da empresa ao Brasil e aceleração na análise dos projetos de aviação regional que vêm sendo apresentados ao Governo do Estado.

A primeira parada na China foi em Harbin, cidade que é sede de uma fábrica de aviões. Estas aeronaves foram indicadas como parte de um dos projetos apresentados pela iniciativa privada e que vem sendo analisados pelo governo catarinense, via Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF).

“O Estado já recebeu duas propostas de projetos para a aviação regional. Um deles trabalha com a possibilidade de utilizar esta aeronave chinesa, que é um modelo para 19 lugares, e que pode ser reconfigurado para transporte de cargas em 30 minutos. Agora vamos passar a realizar discussões mais aprofundadas sobre a viabilidade de cada proposta”, relata o secretário da SPAF, Beto Martins, que integrou o roteiro na China.

Uma ação já definida pelo governador Jorginho Mello foi a criação do Grupo de Trabalho sobre Aviação Regional. Além da SPAF, representantes das Secretarias da Fazenda, Planejamento, InvestSC, e Procuradoria Geral do Estado também fazem parte do GT. O objetivo final é estruturar um plano de trabalho para estudar, avaliar e propor ações para o desenvolvimento da aviação regional no Estado, que deverá conectar alguns dos 24 aeroportos catarinenses com um aeroporto hub (Florianópolis).

Ferrovias

Em Pequim, a comitiva catarinense visitou a CRRC Corporation Limited, maior fornecedora mundial de equipamentos para transporte ferroviário. A empresa tem mais de 180 mil funcionários e busca se expandir no Brasil, incluindo a possibilidade de instalar uma unidade no país.

“Nesta agenda nós discutimos a possibilidade de realizar parcerias para os projetos de ferrovias que nós estamos desenvolvendo em Santa Catarina. Ficou agendada uma vinda dos representantes da CRRC aqui em julho. Neste novo encontro com o governador Jorginho Mello, vamos dar continuidade a isso. Eles vêm conhecer de perto o projeto e as nossas perspectivas para o futuro do setor em Santa Catarina”, completa Martins.

Fonte: Agencia SECON

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Portos

Porto de São Francisco do Sul celebra 70 anos com solenidade e anúncio de obras

Em 1º de julho de 1955 foi inaugurado o Porto de São Francisco do Sul, atualmente o maior de Santa Catarina.

Para celebrar a data acontecerá um evento comemorativo, no terminal portuário, nesta terça-feira, 1º, a partir das 9h30min, que contará com a presença de autoridades estaduais e nacionais.

Durante a cerimônia serão anunciados novos investimentos em obras de infraestrutura, que devem melhorar a eficiência nas operações portuárias no Complexo da Babitonga.

Entre elas, a autorização do Estado para o uso de dividendos para a obra da terceira faixa na BR-280 (R$ 12,5 milhões) e o lançamento o lançamento do edital para a recuperação do Berço 201 (R$ 18 milhões) e do sistema de despoeiramento do Corredor de Exportação (R$ 11 milhões).

Também haverá a inauguração de diversas melhorias, como o novo Parque Tecnológico do Porto, com investimentos de R$ 10 milhões, e a reforma do acesso de pedestres à área operacional do terminal.

Na data, ainda, será assinado um acordo para melhorar a proteção ambiental da Baía da Babitonga. Numa iniciativa inédita no Brasil, os quatro terminais do Complexo Portuário (Porto Público, Tesc, Itapoá e Terminal de Granéis de SC) estão implantando o Programa de Monitoramento Ambiental Integrado (Pmai), que prevê ações conjuntas, em alinhamento com o Ibama.

Até agora, cada terminal tinha um programa ambiental próprio. Mas, a partir deste ano, a iniciativa prevê a cooperação mútua em 17 programas, que incluem a proteção constante da fauna e flora da Baía da Babitonga e o monitoramento da qualidade da água, do ar e dos efluentes líquidos. O Programa de Monitoramento Ambiental prevê um investimento de R$ 17 milhões.

Confira a seguir um histórico da movimentação de contêineres no Porto de São Francisco do Sul a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Movimentação de contêineres no Porto de São Francisco do Sul | Jan 2022 – Abr 2025 | TEUs

Breve história do Porto:

– Embora a estrutura do atual Porto de São Francisco tenha sido inaugurada em 1955, o espaço às margens da Baía da Babitonga já era utilizado há séculos para a comercialização de produtos. Originalmente, pelos indígenas que habitavam a região e, depois, pelos colonizadores.

– No início dos anos 1900, foram construídos os trapiches Santista e Hoepcke, que exportavam principalmente madeira e erva mate produzidas em Santa Catarina, além de importar trigo da Argentina.

– A história do Porto Organizado remonta à década de 1940, quando a União publicou um decreto, em 1941, outorgando a concessão ao Governo de Santa Catarina para a construção e exploração de um porto em São Francisco do Sul.

– Quatro anos depois, em 1945, deu-se início às obras, concluídas dez anos mais tarde.

– Assim, em 1º de julho de 1955 inaugurou-se o que hoje é um dos símbolos do desenvolvimento econômico no Norte de Santa Catarina.

– Com o passar das décadas, o complexo portuário foi se modernizando até alcançar o padrão de excelência de hoje que tornou o Porto de São Francisco numa referência mundial na exportação e importação de grãos, fertilizantes e produtos siderúrgicos.

Dados atuais do Porto:

– Maior porto em movimentação de carga de Santa Catarina.

– Entre os 10 maiores portos públicos do Brasil em movimentação de carga geral.

– Dois recordes históricos seguidos, em movimentação de produtos: 2023 (16,8 milhões de toneladas) e 2024 (17 milhões de toneladas).

– Entre os cinco portos públicos do país com Certificação ISO 9001 e 14001.

– Em 2024, recebeu três prêmios do Ministério dos Porto: pelo aumento da movimentação de cargas e pelos bons índices de gestão.

– Responsável por 42% de todo o aço importado pelo Brasil e por 80% da soja exportada por SC.

Fonte: Datamar News

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Portos

Portos do norte da Europa estariam em crise

Os principais portos do norte da Europa enfrentam um dos congestionamentos mais graves dos últimos anos, segundo a Kuehne+Nagel.

Paolo Montrone, diretor global de comércio logístico marítimo, alertou que a situação pode se estender por vários meses. Os navios não chegam nos horários programados, o que gera acúmulo em terminais já saturados, explicou o executivo.

Greves e insatisfação trabalhista afetaram os cronogramas das alianças marítimas, complicando ainda mais a operação portuária. Além disso, mudanças recentes nas alianças entre transportadoras aumentaram a incerteza quanto à rotação e frequência dos navios.

A logística terrestre também está sob pressão devido a fatores externos, indicou Montrone. O baixo nível do rio Reno afetou as barcaças e forçou o desvio de carga para trens e caminhões.

Essas redes terrestres já operam próximas do limite, o que agrava ainda mais a situação logística na região. Para Montrone, o problema não é conjuntural, mas estrutural, e requer medidas urgentes de planejamento estratégico.

Ele recomenda diversificar os corredores logísticos, mesmo que isso implique custos mais altos, incluindo opções em portos do sul da Europa. Rotas intermodais pelo Adriático e pela Europa Oriental podem oferecer algum alívio no curto e médio prazo.

Também sugere mudar a estratégia de estoques, abandonando o modelo “just-in-time” para cargas críticas. Preparar-se para prazos de entrega mais longos será essencial para evitar maiores interrupções, concluiu. “É hora de agir antes que a disrupção se torne paralisia”, alertou.

A crise atual nos portos do norte reflete uma vulnerabilidade crescente na cadeia logística global que não pode ser ignorada.

Fonte: Todo Logística News

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Portos

Porto de São Sebastião pode receber primeira base offshore permanente do estado de SP

O Porto de São Sebastião deu mais um passo importante para ampliar sua atuação no setor de óleo e gás. Durante o SP Offshore 2025, o diretor-presidente da Companhia Docas de São Sebastião, Ernesto Sampaio, recebeu oficialmente o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para a implantação de uma base de apoio offshore no terminal.

A proposta, apresentada por uma empresa do setor, prevê a construção de uma estrutura dedicada ao suporte logístico de plataformas e equipes embarcadas, funcionando como ponto de apoio para operações offshore no litoral paulista. Atualmente, a Bacia de Santos é majoritariamente atendida por bases offshore localizadas no Rio de Janeiro. Com a nova estrutura, São Paulo poderá oferecer, pela primeira vez, um suporte logístico direto e permanente a essas operações, aliviando a pressão sobre outras estruturas e impulsionando a geração de empregos e a arrecadação para o estado.

O EVTEA avaliou aspectos como infraestrutura existente, acesso terrestre, localização estratégica, custos de implantação e operação, além de uma análise de riscos. A manifestação de interesse está em fase de análise pela equipe técnica e, se aprovada, a instalação da base poderá se concretizar em até três anos. “O recebimento desse estudo representa um avanço concreto no processo de tornar o Porto de São Sebastião ainda mais estratégico para a cadeia logística offshore. Estamos trabalhando para atrair investimentos sustentáveis e gerar novas oportunidades para a região”, destacou Ernesto Sampaio.

“A provocação do setor é fundamental para impulsionar iniciativas como esta por parte do governo. O diálogo constante com a iniciativa privada é o que nos permite avançar em soluções concretas. Além disso, São Paulo tem como característica natural a capacidade de atrair talentos, tecnologia e investimentos, o que cria um ambiente favorável para a consolidação de projetos estratégicos”, destacou Thiago Camargo, diretor de Projetos e Inovação da Invest SP.

A proposta se soma aos projetos de modernização e expansão em andamento no Porto de São Sebastião, reforçando seu papel como alternativa viável e eficiente para operações de grande porte.

Fonte: Datamar News

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Investimento, Portos

Investimento de R$ 589 milhões acelera expansão do Porto de Paranaguá (PR) e eleva capacidade para 2 milhões de toneladas de granéis líquidos por ano

A Liquipar Operações Portuárias oficializou na última terça-feira (24) um investimento de R$ 589 milhões para a expansão do Terminal PAR50, localizado no Porto de Paranaguá (PR). O plano de investimento contempla a construção de um novo píer, dragagem da área de acesso aquaviário, ampliação do parque de tancagem e modernização completa dos sistemas operacionais. Ao término das obras, a capacidade do terminal será ampliada para 2 milhões de toneladas por ano de granéis líquidos, posicionando Paranaguá como um dos principais hubs logísticos do país para o escoamento de combustíveis, produtos químicos, óleos vegetais e insumos agrícolas.

“Este investimento reforça nosso compromisso com o desenvolvimento logístico do Brasil. Estamos gerando empregos, fortalecendo a infraestrutura estadual e contribuindo com a economia regional. Paranaguá se consolida como um polo estratégico nacional para o abastecimento de granéis líquidos”, destacou Juliano Antunes, CEO da Liquipar.

A cerimônia, realizada no próprio terminal, contou com a presença do prefeito de Paranaguá, Adriano Ramos, e do CEO da Liquipar, Juliano Antunes, onde simbolicamente firmaram um compromisso para o início do processo de licenciamento junto ao município.

Geração de empregos e impacto socioeconômico

A expansão deverá gerar cerca de 500 empregos diretos e indiretos durante a fase de obras, além de dezenas de vagas permanentes após o início da nova operação. O impacto vai além da empregabilidade, promovendo o aquecimento da economia local, o fortalecimento de negócios da região e o aumento da arrecadação municipal.

Desde que assumiu a gestão do Terminal PAR50, em março de 2024, a Liquipar já investiu R$ 33,7 milhões na recuperação estrutural da antiga Alcopar, além de melhorias operacionais e reforços na segurança. Também foram pagos R$ 7 milhões em outorgas e tarifas à autoridade portuária. Ainda estão previstos R$ 25 milhões para a modernização do terminal químico, anteriormente operado pela União-Vopak.

Atualmente, a Liquipar já disponibiliza ao mercado 38 mil m³ de capacidade instalada para líquidos inflamáveis e combustíveis. Em breve, entrará em operação uma nova estrutura voltada à armazenagem de líquidos não inflamáveis, com 32 mil m³ adicionais, ampliando a oferta e diversificando o portfólio logístico da companhia.

Ambiente regulatório mais eficiente

Durante a cerimônia, o prefeito Adriano Ramos anunciou oficialmente a extinção do Termo de Anuência Prévia (TAP), medida que reduz a burocracia para novos investimentos no município.

“A retirada da TAP representa um avanço significativo na melhoria do ambiente de negócios. Paranaguá se mostra hoje mais competitiva, segura e atrativa para investidores”, afirmou o prefeito.

Preparação para atender à crescente demanda

O Porto de Paranaguá vem apresentando crescimento contínuo na movimentação de granéis líquidos nos últimos anos. O investimento da Liquipar responde diretamente a essa tendência, com foco em tecnologia, eficiência e segurança.

“Nosso terminal está preparado para atender à crescente demanda nacional por combustíveis, óleos vegetais, químicos e fertilizantes. Atuamos com tecnologia de ponta, processos modernos e rigorosos padrões de segurança operacional”, reforçou Antunes.

Fonte: Datamar News

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