Portos

Porto de Açu planeja terminal exclusivo de grãos até 2028

Investimento previsto é de R$ 500 milhões e estratégia envolve alinhamento com importação de fertilizantes

O Porto de Açu, no Rio de Janeiro, conhecido como maior exportador de petróleo e gás do Brasil, quer começar uma nova fase de olho no agronegócio, aumentando a participação no embarque de fertilizantes e grãos. 

Inaugurado em 2015 e atuando no agro desde 2020, em 2024 o porto transportou cerca de 550 mil toneladas de grãos, incluindo soja, milho, café e trigo. A expectativa para 2025 é atingir 1 milhão de toneladas. 

Para isso, o porto está com uma estratégia que envolve um acordo de intenções com o governo de Goiás e a inauguração de um terminal exclusivo para grãos até 2028. Com investimento de R$ 500 milhões, a expectativa é que ele movimente 1,8 milhão de toneladas no primeiro ano e tenha potencial para atingir 3 milhões de toneladas usando apenas o modal rodoviário. 

O diretor comercial e de terminais do Porto de Açu, João Braz, falou sobre as estratégias do porto para ganhar terreno no agronegócio. 

Tudo começou com os fertilizantes

Inicialmente, a estratégia do Porto focou na importação de fertilizantes, buscando ser uma alternativa ao Porto de Vitória, que historicamente sofre com longas filas de navios e custos de demurrage, que se refere às taxas cobradas pelo atraso na devolução de contêineres após o período de tempo livre estabelecido no contrato de transporte marítimo. O Açu se posicionou como uma solução para esses períodos de gargalo.

“Para viabilizar o frete rodoviário dos fertilizantes, que se tornava muito oneroso se fosse apenas importação, buscamos a exportação de grãos como contrapartida. O grão é o produto que melhor ‘casa’ com o fertilizante para otimizar os custos logísticos”, afirmou Braz. 

Atualmente todas as saídas de grãos e de fertilizantes do porto partem do chamado TMult.

Foco em milho GMO Free

Um dos principais produtos exportados no porto é o milho GMO-Free, que não é geneticamente modificado e feito para consumo humano, utilizado na produção de cereais matinais, por exemplo. Braz explica que Açu se destaca nessa movimentação porque ele não pode ter contato com outros milhos. 

“Esse milho não é geneticamente modificado, então ele é movimentado no porto porque exige uma separação. Ele não vai tocar na ferrovia, por exemplo, porque não pode ter risco de contaminação com outro milho. Ele precisa ser movimentado via rodovias mesmo”, explicou, reforçando que esse milho vem 100% de Goiás. 

Confira os produtos do agro mais transportados pelo porto

De 2023 até agora (em toneladas)

  • Soja – 242.939
  • Milho – 134.037
  • Trigo – 32.546
  • Café- 15.549

O terminal tem capacidade para receber os navios Panamax, que são embarcações de 60.000 toneladas, e são considerados o lote padrão para a movimentação de soja. Em 2023, o TMult movimentou 2,1 milhões de toneladas, um aumento de 33% em relação ao mesmo período em 2022.

Expectativa pela ferrovia

O projeto da ferrovia EF 118, que vai ligar Vitória (ES) ao Rio de Janeiro (RJ) é a grande aposta de Açu para se consolidar no transporte de grãos. O projeto da ferrovia está na fase final de estudo. O estudo de engenharia foi entregue à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), no final de julho. 

A expectativa é que a ferrovia esteja em pleno funcionamento até 2033. Com isso, Braz conta que Açu pode atingir o volume de 8 milhões de toneladas de grãos por ano. 

“A meta é que o agronegócio atinja entre 8 a 9 milhões de toneladas de movimentação no porto em 10 anos”, encerrou.  

Porto é projeto ‘faraônico’ de Eike Batista

O Porto do Açu, localizado em São João da Barra, no norte do estado do Rio de Janeiro, foi concebido pelo empresário Eike Batista em 2007. Inicialmente, o projeto era ambicioso, visando o maior porto do país, o maior estaleiro das Américas e um polo industrial. Atualmente, ele é o maior complexo portuário industrial da América Latina, abrigando 28 empresas e 11 terminais de classe mundial.

As obras foram iniciadas em novembro de 2007, e as operações portuárias começaram em outubro de 2014, com o primeiro carregamento de minério de ferro. O custo total da obra até a entrada em operação foi de R$ 9 bilhões, superando a previsão inicial em R$ 1,4 bilhão e com um atraso de quatro anos em relação ao cronograma original.

O controle do porto foi assumido pela gestora americana EIG em dezembro de 2013, que fez um aporte de R$ 1,1 bilhão e obteve 53% da então LLX, rebatizada para Prumo Logística. Atualmente, a Prumo Logística Global S.A. é controlada pela EIG Management Company LLC (93,1%) e pelo fundo soberano de Abu Dhabi, Mubadala Development Company (6,9%).

Fonte: IstoÉ Dinheiro

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Investimento, Portos

Porto de Itajaí arrecada mais de R$ 2 milhões em ISS e investe em cultura e esporte na cidade

O Porto de Itajaí segue impulsionando o desenvolvimento econômico e social do município. Apenas no primeiro semestre de 2025, a arrecadação com o Imposto Sobre Serviços (ISS) ultrapassou a marca de R$ 2 milhões.

“Esse porto movimentado é resultado da federalização, que já trouxe mais de R$ 2 milhões em ISS para o município e gerou um faturamento de R$ 105 milhões. Isso representa pão na mesa do trabalhador e investimentos diretos na nossa cidade. É um movimento para a economia local, enquanto o país enfrenta um verdadeiro atentado estrangeiro. O Porto segue firme”, afirmou o superintendente João Paulo Tavares Bastos. 

Parte desse montante está sendo direcionada para iniciativas esportivas e culturais da cidade, por meio da Lei Municipal nº 6.825/2017 (Incentivo ao Esporte) e da Lei Municipal nº 6.637/2015 (Incentivo à Cultura). Isso permite que empresas contribuintes do ISS repassem até 30% do valor devido para apoiar projetos aprovados pelas fundações competentes.

Além de movimentar a economia e gerar empregos, o Porto de Itajaí também colabora para o fortalecimento da cidadania, contribuindo com investimentos que impactam positivamente a vida da população.

Fonte: Porto de Itajaí

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Portos

Tarifaço dos EUA impulsiona recorde histórico de movimentação de cargas no maior porto do Brasil

Levantamento preliminar apontou o melhor desempenho mensal da história do Porto de Santos, com 17 milhões de toneladas no mês de julho.

O Porto de Santos, no litoral de São Paulo, registrou um novo recorde de movimentação de cargas no mês de julho. Segundo apurado pelo g1, um levantamento preliminar apontou o melhor desempenho mensal da história do cais santista, com 17 milhões de toneladas. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a marca inédita foi impulsionada, principalmente, pelo aumento das exportações após o anúncio de Donald Trump sobre a aplicação de tarifas de 50% para a entrada de produtos brasileiros nos Estados Unidos.

“A medida levou empresas a anteciparem os embarques, o que gerou um intenso fluxo de navios rumo à Europa e aos EUA, com destaque para cargas agrícolas e industriais”, afirmou o ministério, por meio de nota.

O órgão federal acrescentou que o complexo portuário conseguiu manter as operações sem impactos logísticos, apesar das condições climáticas adversas no mês de julho.

De acordo com a Autoridade Portuária de Santos (APS), a consolidação dos dados ainda está em andamento, uma vez que o cais santista conta com mais de 50 terminais e eles têm um prazo — não especificado — para enviar as informações à empresa administradora. Ainda assim, o monitoramento operacional já confirma o recorde histórico de movimentação no mês de julho deste ano.

Levantamento preliminar

Conforme divulgado pela APS, houve um aumento de 10% no embarque de granéis sólidos (grãos diversos), com 900 mil toneladas. A movimentação de contêineres cresceu 4% e chegou a 200 mil toneladas, enquanto as cargas soltas tiveram alta de 9%, com 85 mil toneladas.

A autoridade portuária afirmou que os granéis líquidos (combustíveis, solventes, entre outros) ainda não foram contabilizados, mas a expectativa é de um aumento de 10%.

Em nota, o presidente da APS, Anderson Pomini, afirmou que os dados confirmam um aumento expressivo dos embarques no cais santista, o que já havia sido constatado na primeira quinzena do mês de julho.

“São dados preliminares, mas este ‘recorde dos recordes’ demonstra a importância de Santos em momentos decisivos da história, como este”, destacou Pomini. “É um recorde absoluto que atesta a resiliência e a eficiência do Porto de Santos. Mesmo com crises externas e fechamento do canal devido a condições climáticas, houve crescimento sem gerar qualquer ocorrência nas vias de acesso”.

Também por meio de nota, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, explicou que o crescimento no volume de cargas demonstra que a infraestrutura dos portos brasileiros é capaz de suportar os aumentos.

“O Ministério de Portos e Aeroportos está trabalhando para ampliar a capacidade e eficiência operacional dos portos com os leilões que estamos preparando para este ano, como o do canal de acesso ao Porto de Santos e o do terminal de contêineres, Tecon Santos 10”, afirmou o ministro.

Fonte: G1

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Portos

Neblina paralisa operações no Porto de Santos por mais de três horas

A neblina forte na manhã desta quinta-feira (7) reduziu a visibilidade no canal do Porto de Santos, suspendendo as manobras de navios cargueiros por mais de três horas

A manhã desta quinta-feira (7) começou com forte neblina sobre a Baixada Santista, o que comprometeu a visibilidade no canal de navegação e resultou na suspensão temporária das operações no Porto de Santos. A paralisação começou por volta das 4h30, afetando especialmente a entrada e saída de navios cargueiros que dependem de manobras com o auxílio de práticos.

Segundo nota atualizada da Autoridade Portuária de Santos (APS), a navegação foi liberada às 8h10, com a retomada das manobras ocorrendo cerca de 50 minutos depois, por volta das 9h. O canal permaneceu fechado por mais de três horas devido às condições climáticas adversas.

Durante o período de suspensão, a travessia de balsas e embarcações de pequeno porte continuou operando normalmente. De acordo com a Capitania dos Portos, essas embarcações possuem gerência e autonomia operacional próprias, o que permite manter as atividades mesmo em situações de baixa visibilidade.

A APS e a Capitania dos Portos seguiram monitorando as condições do tempo durante toda a manhã para garantir a segurança das operações portuárias.

Fonte: Portal BE News

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Portos

Portonave conquista selo Ouro no Programa Brasileiro GHG Protocol

Reconhecimento máximo é concedido às organizações que demonstram transparência nas emissões de gases de efeito estufa

Com excelência, aonde for. Mais do que contêineres, a excelência do Terminal Portuário também está presente na responsabilidade com a transparência nos processos e as mudanças climáticas. Pelo segundo ano consecutivo, a Portonave, localizada em Navegantes, Santa Catarina, recebeu o selo Ouro no Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHG), realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), devido à publicação do Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE) completo. O reconhecimento foi anunciado durante o Evento Anual do Programa Brasileiro GHG Protocol – Ciclo 2025, em São Paulo, nesta terça-feira (5).

Desde o ano passado, a empresa passou a aderir anualmente ao Registro Público de Emissões (RPE), plataforma que disponibiliza de forma transparente as emissões de GEE. Há 15 anos, realiza anualmente o inventário de emissões de GEE, elaborado com base na metodologia internacional do GHG Protocol, e divulga por meio dos relatórios de sustentabilidade anuais. O GHG Protocol é uma referência mundial na verificação e qualificação de organizações nas emissões de GEE. Confira na íntegra o Inventário de Emissões de GEE 2024 da Companhia

Para conquistar o selo Ouro do PBGHG, a Portonave divulgou informações sobre as fontes do Escopo 1 (emissões liberadas como resultado direto das operações), Escopo 2 (emissões indiretas provenientes da energia elétrica adquirida) e, de modo proativo e transparente, também as emissões do Escopo 3 (emissões indiretas de fontes sobre as quais não há controle direto) – opcional para o reconhecimento. Além disso, a empresa também foi auditada por um Organismo de Verificação (OV) de inventários de GEE acreditado pelo Inmetro. O inventário foi verificado com o nível máximo de confiança pelo OV.

A iniciativa, além de proporcionar transparência aos processos, incentiva a adoção de práticas sustentáveis. Para reduzir as emissões de GEE em suas operações, a Companhia realiza investimentos constantes em infraestrutura moderna e ecológica, com menor impacto na emissão de gases poluentes.

Infraestrutura sustentável
O foco da Portonave está na redução das emissões diretas (Escopo 1), assim como das emissões indiretas (Escopo 2) que, desde 2022, são 100% provenientes de fontes renováveis. Devido aos investimentos em equipamentos que emitem menos GEE, a Companhia registrou uma redução de 63% nas emissões totais entre 2015 e 2024 – cerca de 79.874,13 tCO₂e (toneladas de carbono equivalente) emissões evitadas.

O investimento mais significativo foi a eletrificação dos 18 Rubber Tyred Gantries (RTGs) – guindastes de movimentação de contêineres antes operados a diesel. Após, esses equipamentos apresentaram redução de 96,5% na emissão de gases poluentes.

Mais 14 RTGs eletrificados foram adquiridos e têm chegada prevista para o próximo ano, assim como 2 Ship-to-Shore (STS) Cranes, guindastes para movimentação de contêineres nos navios, que são 100% elétricos. Recentemente, a operação da primeira Reach Stacker elétrica, empilhadeira para movimentação de cargas, teve início – com zero emissões diretas de dióxido de carbono (CO₂), óxidos de nitrogênio (NOx) e de enxofre (SOx). Esses equipamentos fazem parte de um investimento de R$ 439 milhões da empresa.

Em 2024, a Companhia iniciou as operações da primeira Eco Reach Stacker da América Latina, com redução de 40% das emissões de GEE, e também do primeiro Terminal Tractor Elétrico do Sul do país, ambos para movimentação de contêineres. Esses equipamentos elétricos e ecológicos são testados para avaliar a viabilidade da substituição da frota de veículos.

Há cinco anos, a autoprodução de energia renovável passou a integrar as iniciativas para a descarbonização de sua matriz energética. No acumulado de 2020 a 2024, deixou de emitir 10,73 tCO₂e na atmosfera.

Neutralização das emissões indiretas até 2027
Outra prática da Portonave, alinhada aos seus compromissos com o desenvolvimento sustentável e com a pauta climática, é a compensação das emissões. De 2022 a 2024, foram adquiridos certificados de energia renovável (I-REC), que, somados, correspondem a 199.744 MWh (unidade de energia), com a compensação das emissões totais referentes à compra de energia elétrica (Escopo 2). Para os próximos anos, a Companhia já fechou contratos de compra de energia renovável certificada, o que assegura a compensação das emissões do escopo até 2027.

Desempenho por TEU movimentado
O Terminal Portuário possui um indicador próprio para avaliar seu desempenho em relação às emissões, o Indicador de Pegada de Carbono, que considera as toneladas de carbono equivalente (tCO₂e) por TEU (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentado. No ano passado, a empresa alcançou seu menor índice (0,003 tCO₂e/TEU), uma redução de 80% em relação a 2015 (0,016 tCO₂e/TEU).

Parcerias pelo futuro
A Portonave é membro da Aliança Brasileira para Descarbonização de Portos, iniciativa que surgiu de uma parceria entre o Porto de Itaqui e o Valencia Ports, com o objetivo de buscar soluções integradas por meio da colaboração de diversos atores nacionais e internacionais, como outros portos, empresas e sindicatos. Também no último ano, a Companhia iniciou um levantamento sobre os riscos das mudanças climáticas na infraestrutura portuária, que inclui a elaboração de um plano de ação, em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali). A publicação do estudo está prevista para este segundo semestre.

Sobre o Programa Brasileiro GHG Protocol
Realizado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGVces), o Programa Brasileiro GHG Protocol é responsável pela adaptação do método GHG Protocol ao contexto brasileiro e pelo desenvolvimento de ferramentas de cálculo para estimativas de emissões de gases do efeito estufa corporativas.

Seu principal objetivo é estimular a cultura corporativa de inventário de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) no Brasil, proporcionando aos participantes acesso a instrumentos e padrões de qualidade internacional para contabilização das emissões e publicação dos inventários no Registro Público de Emissões. O PBGHG também atua na capacitação de organizações-membro para elaboração de inventários organizacionais de GEE, oferecendo treinamentos sobre o método do GHG Protocol.

Sobre a qualificação dos inventários
Para promover o aprimoramento contínuo dos inventários de Gases de Efeito Estufa (GEE), o Programa Brasileiro GHG Protocol desenvolveu a seguinte política de qualificação:

🥇Selo Ouro: indica a publicação de um inventário completo e verificado por um Organismo de Verificação (OV) de inventários de GEE acreditado pelo Inmetro.

🥈Selo Prata: indica a publicação de um inventário de GEE completo, isto é, que inclui todas as fontes de emissão de Escopo 1 (diretas) e Escopo 2 (indiretas) aplicáveis à organização.

🥉Selo Bronze: indica a publicação de um inventário de GEE parcial, isto é, que não contabiliza todas as fontes de emissão de Escopo 1 (diretas) e Escopo 2 (indiretas) existentes na organização.

Sobre a Portonave 🚢
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

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Portos

Justiça multa terminal por reter contêineres indevidamente; juiz afirma que não são embalagens

A Justiça de Santos, no litoral de São Paulo, multou o terminal alfandegado Eudmarco S/A em R$ 15 mil pelo atraso na devolução de dois contêineres que ficaram retidos no local por quase um ano devido a irregularidades nas cargas transportadas. O Judiciário considerou que a unidade de transporte (contêiner) não tem relação jurídica com a mercadoria transportada.

A decisão foi tomada na última quinta-feira (31), e o juiz Frederico dos Santos Messias, do Núcleo Especializado de Direito Marítimo, considerou que a retenção dos equipamentos ocorreu de forma irregular pelo terminal. Ainda cabe recurso.

De acordo com o pedido feito pela empresa proprietária dos contêineres, as mercadorias chegaram ao terminal em julho e agosto de 2024, e não foram liberadas pelo terminal após a empresa alegar que elas se encontravam em situação de perdimento — acontece quando a carga é apreendida pela Receita Federal por alguma irregularidade prevista na legislação aduaneira.

“O contêiner é um instrumento de transporte, um equipamento logístico, e não uma embalagem ou um bem acessório à mercadoria […] A situação de “perdimento” ou abandono da mercadoria, ainda que sob fiscalização da Receita Federal, não confere ao terminal alfandegado o direito de reter a unidade de carga”, disse o magistrado.

O terminal foi notificado sobre a obrigatoriedade em restituir os contêineres em 27 de junho, sendo que a ação deveria ocorrer dentro de 48 horas, sob pena de R$ 5 mi a R$ 15 mil. A devolução, no entanto, só ocorreu em 1 de julho.

Contêineres
Segundo a dona dos contêineres, as cargas chegaram ao Brasil e foram levadas ao terminal para passar pelos trâmites da Receita Federal. No entanto, os importadores não deram sequência aos procedimentos exigidos para liberar a mercadoria e trazê-la legalmente para o país (nacionalização), fazendo com que ela permanecesse retida no terminal.

Apesar das tentativas extrajudiciais e da autorização da Receita Federal para a desunitização (retirada) das cargas e liberação dos contêineres à requerente, eles permaneceram retidos.

Em março de 2025, a empresa entrou com uma ação judicial. No processo, a Justiça ainda considerou que “cabe aos recintos alfandegados disponibilizar instalações exclusivas para guarda de mercadorias apreendidas, além de áreas para contêineres, nos termos da Portaria RFB nº 143/2022”.

“É essencial fazer a distinção jurídica entre a unidade de carga (o contêiner) e a mercadoria (a carga) que ela contém. Esta distinção é fundamental e encontra respaldo expresso na legislação pátria”, disse Messias.

Fonte: G1

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Portos

Porto de Açu quer expandir atuação e planeja terminal exclusivo de grãos até 2028

O Porto de Açu, no Rio de Janeiro, conhecido como maior exportador de petróleo e gás do Brasil, quer começar uma nova fase de olho no agronegócio, aumentando a participação no embarque de fertilizantes e grãos.

Inaugurado em 2015 e atuando no agro desde 2020, em 2024 o porto transportou cerca de 550 mil toneladas de grãos, incluindo soja, milho, café e trigo. A expectativa para 2025 é atingir 1 milhão de toneladas.

Para isso, o porto está com uma estratégia que envolve um acordo de intenções com o governo de Goiás e a inauguração de um terminal exclusivo para grãos até 2028. Com investimento de R$ 500 milhões, a expectativa é que ele movimente 1,8 milhão de toneladas no primeiro ano e tenha potencial para atingir 3 milhões de toneladas usando apenas o modal rodoviário.

O diretor comercial e de terminais do Porto de Açu, João Braz, falou com a reportagem sobre as estratégias do porto para ganhar terreno no agronegócio.

Tudo começou com os fertilizantes
Inicialmente, a estratégia do Porto focou na importação de fertilizantes, buscando ser uma alternativa ao Porto de Vitória, que historicamente sofre com longas filas de navios e custos de demurrage, que se refere às taxas cobradas pelo atraso na devolução de contêineres após o período de tempo livre estabelecido no contrato de transporte marítimo. O Açu se posicionou como uma solução para esses períodos de gargalo.

“Para viabilizar o frete rodoviário dos fertilizantes, que se tornava muito oneroso se fosse apenas importação, buscamos a exportação de grãos como contrapartida. O grão é o produto que melhor ‘casa’ com o fertilizante para otimizar os custos logísticos”, afirmou Braz.

Atualmente todas as saídas de grãos e de fertilizantes do porto partem do chamado TMult.

Foco em milho GMO Free
Um dos principais produtos exportados no porto é o milho GMO-Free, que não é geneticamente modificado e feito para consumo humano, utilizado na produção de cereais matinais, por exemplo. Braz explica que Açu se destaca nessa movimentação porque ele não pode ter contato com outros milhos.

“Esse milho não é geneticamente modificado, então ele é movimentado no porto porque exige uma separação. Ele não vai tocar na ferrovia, por exemplo, porque não pode ter risco de contaminação com outro milho. Ele precisa ser movimentado via rodovias mesmo”, explicou, reforçando que esse milho vem 100% de Goiás.

Confira os produtos do agro mais transportados pelo porto de 2023 até agora (em toneladas)

Soja – 242.939
Milho – 134.037
Trigo – 32.546
Café- 15.549

O terminal tem capacidade para receber os navios Panamax, que são embarcações de 60.000 toneladas, e são considerados o lote padrão para a movimentação de soja. Em 2023, o TMult movimentou 2,1 milhões de toneladas, um aumento de 33% em relação ao mesmo período em 2022.

Expectativa pela ferrovia
O projeto da ferrovia EF 118, que vai ligar Vitória (ES) ao Rio de Janeiro (RJ) é a grande aposta de Açu para se consolidar no transporte de grãos. O projeto da ferrovia está na fase final de estudo. O estudo de engenharia foi entregue à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), no final de julho.

A expectativa é que a ferrovia esteja em pleno funcionamento até 2033. Com isso, Braz conta que Açu pode atingir o volume de 8 milhões de toneladas de grãos por ano.

“A meta é que o agronegócio atinja entre 8 a 9 milhões de toneladas de movimentação no porto em 10 anos”, encerrou.

Porto é projeto ‘faraônico’ de Eike Batista
O Porto do Açu, localizado em São João da Barra, no norte do estado do Rio de Janeiro, foi concebido pelo empresário Eike Batista em 2007. Inicialmente, o projeto era ambicioso, visando o maior porto do país, o maior estaleiro das Américas e um polo industrial. Atualmente, ele é o maior complexo portuário industrial da América Latina, abrigando 28 empresas e 11 terminais de classe mundial.

As obras foram iniciadas em novembro de 2007, e as operações portuárias começaram em outubro de 2014, com o primeiro carregamento de minério de ferro. O custo total da obra até a entrada em operação foi de R$ 9 bilhões, superando a previsão inicial em R$ 1,4 bilhão e com um atraso de quatro anos em relação ao cronograma original.

O controle do porto foi assumido pela gestora americana EIG em dezembro de 2013, que fez um aporte de R$ 1,1 bilhão e obteve 53% da então LLX, rebatizada para Prumo Logística. Atualmente, a Prumo Logística Global S.A. é controlada pela EIG Management Company LLC (80,2%) e pelo fundo soberano de Abu Dhabi, Mubadala Development Company (6,9%).

Fonte: Isto é Dinheiro

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Comércio Exterior, Portos

Santos Brasil movimenta 135 mil contêineres no Tecon Santos em julho e bate novo recorde histórico

A Santos Brasil registrou em julho mais um marco histórico: 135 mil contêineres movimentados no Tecon Santos, o maior volume já alcançado em um único mês por um terminal de contêineres em toda a América do Sul. O número supera o recorde anterior, de junho, quando o terminal localizado no Porto de Santos operou 129.282 mil unidades. Também no mês passado, o Tecon realizou a maior operação portuária da história no País em uma única escala de navio, com 7.996 movimentos.

As sucessivas quebras de recorde corroboram os investimentos contínuos da Companhia na modernização e expansão do Tecon Santos — maior terminal de contêineres da América do Sul e um dos mais eficientes da América Latina. Entre 2019 e 2031, a empresa destinará cerca de R$ 2,6 bilhões ao Tecon Santos, dos quais R$ 1,6 bilhão já investido até maio de 2025. Dentre os investimentos de destaque estão o aprofundamento do cais e sua ampliação em 220 metros, totalizando 1.510 metros e tornando o terminal o único da América do Sul capaz de receber simultaneamente até três navios New Panamax, de 366 metros, além de um navio no TEV (Terminal de Veículos), que tem 310 metros de cais.

Atualmente, o foco dos investimentos está na ampliação do pátio, que já elevou a capacidade de 2,4 milhões para 2,7 milhões de TEUs/ano com a demolição de um prédio administrativo em 2024, entre outras medidas. Até o fim deste ano, a demolição de um segundo prédio permitirá ao terminal alcançar 3 milhões de TEUs/ano em 2026. TEU é a unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés.

Nos próximos seis anos, a Companhia seguirá investindo em equipamentos, otimização de fluxos operacionais, sistemas, descarbonização e tecnologia. No início de 2026, o terminal receberá oito novos RTGs (guindastes de pátio) elétricos e dois portêineres (guindastes de cais) de operação remota, ampliando a inovação iniciada, pioneiramente no País, com os oito RTGs elétricos já em operação. Até 2031, os 39 RTGs movidos a diesel serão substituídos por modelos elétricos, evitando a emissão de 713 toneladas de CO2 por mês e resultando em uma redução de 97% nas emissões desses equipamentos no terminal.

Para Bruno Stupello, diretor de Operações de Terminais Portuários da Santos Brasil, os resultados refletem os investimentos em infraestrutura, processos e pessoas. “Temos uma equipe diferenciada, comprometida e um terminal de ponta. Tudo para que exportadores, importadores e armadores tenham assegurados o espaço para suas cargas, com um elevado nível de serviço, que é marca da Santos Brasil”, diz.

No primeiro semestre de 2025, o Tecon Santos movimentou 1.223.426 de TEUs, alta de 12,7% sobre o mesmo período de 2024 e desempenho acima do próprio Porto de Santos, que somou 2,8 milhões de TEUs no semestre (+7,8% comparado com os primeiros seis meses do ano anterior). Já o market share do terminal no porto santista neste semestre foi de 43%, contra 41% no mesmo período de 2024.

Fonte: Datamar News

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Portos

Novo Porto Seco de Foz do Iguaçu ampliará em 30% a capacidade de operação

Com um investimento de R$ 500 milhões, unidade movimentará até dois mil caminhões por dia

A Multilog lançou a pedra fundamental do Novo Porto Seco de Foz do Iguaçu. Com um investimento de R$ 500 milhões, a unidade ampliará em 30% a capacidade de operação, com previsão de movimentar até dois mil caminhões por dia e gerar cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos.

De acordo com o presidente da Multilog, Djalma Vilela, embora a concessãopara administrar o Porto Seco de Foz do Iguaçu seja de 25 anos, podendo ser prorrogada por mais dez anos, a empresa está construindo um terminal preparado para atender a Tríplice Fronteira por um período mais longo. “Quando fizemos o plano, olhamos as demandas atuais e as futuras, inclusive o crescimento dos países vizinhos, nossos parceiros comerciais”, disse.

Segundo Vilela, na área de 550 mil m² será construído o Porto Seco tradicional. A expectativa é consolidar a região como o maior porto seco da América Latina e um dos maiores do mundo. Também está prevista a construção de um terminal de contêineres.

O NOVO PORTO SECO

As obras da nova unidade serão divididas em duas fases. Nesta primeira, serão investidos R$ 240 milhões na área de pátio destinada aos caminhões. De acordo com a empresa, a área de armazenagem e vistoria terá área coberta fechada, incluindo câmara fria, com docas exclusivas para o armazenamento de produtos que necessitam de temperaturas controladas.

A estrutura incluirá balanças de precisão, scanner e câmeras de vigilância para monitoramento interno e externo. Os acessos terão gates de entrada e saída para diferentes tipos de carga, incluindo veículos com dimensões excedentes. A identificação e pesagem de veículos será feita por sistemas automatizados. O projeto também prevê uma área de apoio para motoristas.

Fonte: Logística do Futuro

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Portos

Portonave estreia primeira empilhadeira elétrica adquirida do país

Equipamento não emite Gases de Efeito Estufa (GEE), como dióxido de carbono (CO₂), óxido de nitrogênio (NOx) ou óxido de enxofre (SOx)

Com o objetivo de manter a eficiência, impulsionar operações e contribuir para o desenvolvimento sustentável do segmento portuário, a Portonave, primeiro terminal privado de contêineres do país, iniciou as operações de uma Reach Stacker (empilhadeira para movimentação de contêineres) 100% elétrica – a primeira adquirida do Brasil. A máquina faz parte de um pacote de investimento de R$ 439 milhões de novos equipamentos, anunciado em abril deste ano pela empresa.

A aquisição foi realizada por meio do regime tributário “Reporto”, que incentiva o desenvolvimento e a modernização dos portos nacionais. Segundo o dado mais recente da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), o Terminal Portuário é o mais eficiente entre todos os portos brasileiros; resultado de uma infraestrutura moderna e profissionais qualificados. O novo equipamento também oferece maior segurança e bem-estar, com recursos tecnológicos.

Integrante do plano de descarbonização da Portonave, a Reach Stacker 100% elétrica não emite, diretamente, dióxido de carbono (CO₂), gás de efeito estufa, e outros poluentes atmosféricos, como óxido de nitrogênio (NOx) e óxido de enxofre (SOx). O investimento foi de R$ 3,8 milhões, com aquisição realizada em outubro de 2024 e início das operações em julho deste ano. Entre os recursos de segurança estão câmeras 360°, sistema de detecção de obstáculos, bafômetro obrigatório para liberação do equipamento e redução significativa de ruído.

Fabricada pela Shanghai Zhenhua Heavy Industries (ZPCM), da China, a máquina possui capacidade de empilhar até seis contêineres de 45 toneladas. A bateria tem autonomia de operação por oito horas contínuas. Ao atingir 20% de bateria, o sistema alerta o operador, que dirige até a base de recarga, onde a empilhadeira é recarregada por cerca de 1 hora e 20 minutos.

Antes de iniciar as operações, a Reach Stacker passou pelo “Endurance Test”, um teste de 84h em operação contínua – com parada apenas para carregamento – sem apresentar falhas. A empilhadeira opera no depot da Iceport, câmara frigorífica, onde os contêineres reefer são armazenados – cargas com temperatura controlada.

A performance do novo equipamento será analisada para avaliar futuras aquisições e renovar a frota. Com a nova empilhadeira, a empresa passa a contar com sete Reach Stackers. Em 2022, a Portonave adquiriu a primeira Reach Stacker ecológica da América Latina e foi o primeiro terminal do Sul do Brasil a adotar um Terminal Tractor (TT) 100% elétrico. Além disso, a Companhia possui 318 placas solares.

Mais equipamentos previstos
Em breve, está previsto o início das operações de dois novos Scanners para inspeção de contêineres na Portonave. Além disso, no próximo ano, está prevista a chegada de dois guindastes Ship-to-Shore (STS) Cranes destinados a fazer o embarque e desembarque de contêineres nos navios, 14 guindastes Rubber Tyred Gantry (RTG), que realizam a movimentação no pátio. Com isso, quando a Portonave concluir a obra de adequação do cais, contará com infraestrutura preparada para atender navios de até 400 metros de comprimento.

Reporto
Criado por lei em 2004, o Reporto garante isenção de tributos federais para que empresas dos setores portuário e ferroviário possam adquirir seus equipamentos sem ter de recolher os tributos de importação, como o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), o Imposto de Importação (II), a contribuição PIS e a Cofins-Importação.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

Com o objetivo de manter a eficiência, impulsionar operações e contribuir para o desenvolvimento sustentável do segmento portuário, a Portonave, primeiro terminal privado de contêineres do país, iniciou as operações de uma Reach Stacker (empilhadeira para movimentação de contêineres) 100% elétrica – a primeira adquirida do Brasil. A máquina faz parte de um pacote de investimento de R$ 439 milhões de novos equipamentos, anunciado em abril deste ano pela empresa.

A aquisição foi realizada por meio do regime tributário “Reporto”, que incentiva o desenvolvimento e a modernização dos portos nacionais. Segundo o dado mais recente da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), o Terminal Portuário é o mais eficiente entre todos os portos brasileiros; resultado de uma infraestrutura moderna e profissionais qualificados. O novo equipamento também oferece maior segurança e bem-estar, com recursos tecnológicos.

Integrante do plano de descarbonização da Portonave, a Reach Stacker 100% elétrica não emite, diretamente, dióxido de carbono (CO₂), gás de efeito estufa, e outros poluentes atmosféricos, como óxido de nitrogênio (NOx) e óxido de enxofre (SOx). O investimento foi de R$ 3,8 milhões, com aquisição realizada em outubro de 2024 e início das operações em julho deste ano. Entre os recursos de segurança estão câmeras 360°, sistema de detecção de obstáculos, bafômetro obrigatório para liberação do equipamento e redução significativa de ruído.

Fabricada pela Shanghai Zhenhua Heavy Industries (ZPCM), da China, a máquina possui capacidade de empilhar até seis contêineres de 45 toneladas. A bateria tem autonomia de operação por oito horas contínuas. Ao atingir 20% de bateria, o sistema alerta o operador, que dirige até a base de recarga, onde a empilhadeira é recarregada por cerca de 1 hora e 20 minutos.

Antes de iniciar as operações, a Reach Stacker passou pelo “Endurance Test”, um teste de 84h em operação contínua – com parada apenas para carregamento – sem apresentar falhas. A empilhadeira opera no depot da Iceport, câmara frigorífica, onde os contêineres reefer são armazenados – cargas com temperatura controlada.

A performance do novo equipamento será analisada para avaliar futuras aquisições e renovar a frota. Com a nova empilhadeira, a empresa passa a contar com sete Reach Stackers. Em 2022, a Portonave adquiriu a primeira Reach Stacker ecológica da América Latina e foi o primeiro terminal do Sul do Brasil a adotar um Terminal Tractor (TT) 100% elétrico. Além disso, a Companhia possui 318 placas solares.

Mais equipamentos previstos
Em breve, está previsto o início das operações de dois novos Scanners para inspeção de contêineres na Portonave. Além disso, no próximo ano, está prevista a chegada de dois guindastes Ship-to-Shore (STS) Cranes destinados a fazer o embarque e desembarque de contêineres nos navios, 14 guindastes Rubber Tyred Gantry (RTG), que realizam a movimentação no pátio. Com isso, quando a Portonave concluir a obra de adequação do cais, contará com infraestrutura preparada para atender navios de até 400 metros de comprimento.

Reporto
Criado por lei em 2004, o Reporto garante isenção de tributos federais para que empresas dos setores portuário e ferroviário possam adquirir seus equipamentos sem ter de recolher os tributos de importação, como o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), o Imposto de Importação (II), a contribuição PIS e a Cofins-Importação.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Portonave

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