Portos

Canal do Porto de Santos será aprofundado após 13 anos

A Autoridade Portuária de Santos (APS) abriu licitação para aumentar para 16 metros a profundidade do canal de navegação do Porto. Será a primeira obra do gênero nessa rota em 13 anos. O aviso de concorrência pública foi publicado na edição de quinta-feira do Diário Oficial da União, e as propostas das participantes serão abertas em 26 de setembro. Estima-se custo de R$ 324,1 milhões.

O diretor-presidente da APS, Anderson Pomini, diz se tratar de “uma necessidade do mercado internacional” e o “primeiro passo para, na sequência, buscarmos uma concessão para o aprofundamento para 17 metros e manutenção do canal por 25 anos ou mais”.

A empresa ou o consórcio vencedor terá de fazer a dragagem de manutenção da profundidade por dois anos. Deverão ser removidos cerca de 6,2 milhões de metros cúbicos (m³) de sedimentos por ano, 38% a mais do que o necessário para manter o gabarito atual em 15 metros.

O prazo do contrato é de cinco anos. Inclui elaboração de Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) para licenciamento ambiental (um ano e nove meses), elaboração e entrega do projeto básico (quatro meses após a emissão da ordem de serviço) e do projeto executivo para o trabalho (dois meses depois da ordem para esta tarefa).

Depois de se lançar a ordem para o serviço de dragagem de aprofundamento, os trabalhos deverão começar em 30 dias e, englobando o prazo de início, acabar em seis meses. O canal tem extensão de 25 quilômetros.

Confira a seguir um histórico da movimentação de contêineres no Porto de Santos a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaboração com dados do DataLiner:

Movimentação de contêineres no Porto de Santos | Jan 2022 a Maio 2025 | TEU

Estudos

Para a elaboração do edital, o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias, vinculado ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), preparou o anteprojeto de dragagem.

Por parte da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), estudaram-se as taxas anuais de acúmulo de sedimentos no canal.

Fonte: A Tribuna

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Portos

Perto do sétimo porto entrar em operação, SC busca investimentos nos acessos

Desafio é ampliar capacidade de rodovias e ferrovias

Em diferentes frentes, Santa Catarina busca ampliar a capacidade de acessos aos portos, seja por rodovias, ferrovias ou mesmo pelo mar. Em entrevista à CBN Joinville, o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, citou o desafio da mobilidade por causa do aumento da movimentação de cargas nos terminais. “No que diz respeito aos portos, as notícias são muito alvissareiras. Mas se não resolvermos a multimodalidade (logística), se não dermos condições de rodovias e ferrovias para escoamento dos portos, Santa Catarina poderá ter problema”, alegou o secretário. Beto Martins lamentou o que considera “falta de planejamento” multimodal nos últimos anos, principalmente em ferrovias.

O sétimo porto a entrar em operação em Santa Catarina, citado pelo secretário, é o Terminal de Granéis de Santa Catarina (TGSC). O terminal privado está em fase de testes em São Francisco, com plena operação a iniciar ainda no segundo semestre. O porto terá capacidade de movimentar até 6 milhões de toneladas por ano, com foco na exportação de grãos.

O oitavo porto de Santa Catarina será em Itapoá, a ser instalado pela Coamo Agroindustrial Cooperativa. O terminal, para atuação em exportação de grãos, importação de fertilizantes e movimentação de combustíveis, está fase de licenciamento. Há mais empreendimentos em preparação. Os portos em operação no Estado estão em São Francisco do Sul, Itajaí, Navegantes, Itapoá, Imbituba e Laguna (pesqueiro).

No acesso ao mar, o aprofundamento do canal externo de acesso à baía da Babitonga, usado pelos portos de São Francisco do Sul, está na fase final de licitação, com início das obras ainda neste ano. O aumento do calado vai permitir cargueiros de até 366 metros de extensão, em investimento em torno de R$ 300 milhões.

As rodovias são o desafio mais urgentes. Há projetos em andamento para duplicar as estradas estaduais SC-416 e SC-417, de acesso à região portuária de Itapoá. As vias fazem a ligação com a BR-101. Em São Francisco do Sul, o segmento de 36 km da ligação do porto com a BR-101 está com obras de duplicação paradas desde o final de 2022, para revisão do projeto. O DNIT quer contratar a retomada parcial dos trabalhos ainda em 2025. A BR-470, um dos acessos aos terminais de Itajaí e Navegantes, está em fase final de duplicação de 75 km.

A BR-101, principal rodovia do Estado, com traçado litorâneo, está em fase de otimização do contrato de concessão do segmento Norte. O governo do Estado que construir estrada paralela, a Via Mar, com 145 km entre Joinville e a Grande Florianópolis. O plano é de iniciar um dos lotes até o final de 2026. Na entrevista na CBN Joinville, o secretário Beto Martins abordou a avaliação de juntar os traçados da Via Mar com a futura ferrovia entre os portos de São Francisco do Sul (via Araquari) e Itajaí/Navegantes.

“Se conseguirmos unir as construir as duas linhas juntas, teremos um só espaço para desapropriações, para licenças ambientais, será um ganho de escala maravilhoso”, afirmou Beto Martins. O secretário citou que apenas 6% das cargas movimentadas pelos portos de Santa Catarina são por meio de ferrovias.

Fonte: NSC Total

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Portos

Portos do Nordeste mantêm trajetória de crescimento em 2025

Destaques são os portos de Itaqui (MA), Salvador (BA) e Natal (RN)

A movimentação portuária no Nordeste manteve ritmo de crescimento em 2025. De janeiro a maio, os portos da região movimentaram, juntos, mais de 33,5 milhões de toneladas, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O desempenho reflete a força da infraestrutura regional e foi impulsionado, principalmente, pelos portos de Itaqui (MA), Salvador (BA) e Natal (RN), que registraram crescimento expressivo em diferentes frentes logísticas.

No Maranhão, o Porto de Itaqui apresentou crescimento de 12,28% no acumulado do ano, revertendo a queda de 8,4% registrada no mesmo período de 2024. A retomada foi puxada por três cadeias relevantes: adubos e fertilizantes (+35,69%), petróleo (+15,05%) e soja (+11,05%), todas com desempenho negativo no ano anterior. Os dados confirmam a recuperação das operações e a consolidação do porto como um dos principais corredores de exportação da região Norte-Nordeste.

Na Bahia, o Porto de Salvador manteve desempenho positivo, com alta de 1,52% em 2025. Embora inferior aos 55,98% registrados em 2024, o crescimento reforça a estabilidade do terminal, cuja operação é fortemente baseada na cabotagem — que respondeu por 86,1% da movimentação. Entre as cargas com melhor desempenho estão reatores, caldeiras e máquinas, que cresceram 39,10% após forte queda no ano anterior, além dos containers (+8,74%) e do trigo (+5,04%).

O destaque mais expressivo, no entanto, veio do Porto de Natal. Após uma queda acentuada de 37,2% em 2024, o terminal potiguar registrou crescimento de 2,86% nos cinco primeiros meses de 2025. Esse avanço foi impulsionado pela retomada das exportações de frutas, especialmente melões, melancias e mamões, que cresceram 920,69% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A explicação está no comportamento da safra. Em 2024, o escoamento foi prejudicado por fortes chuvas na região produtora, o que inviabilizou os embarques no início do ano. Já em 2025, os carregamentos ocorreram de forma plena, com embarques regulares em janeiro e fevereiro. O volume total exportado passou de 46,4 mil toneladas na safra 2023/2024 para 131,5 mil toneladas na safra 2024/2025. Além de melões e melancias, o porto também embarcou mangas, uvas e limões, ampliando a diversidade da pauta exportadora potiguar.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os resultados refletem o esforço do Governo Federal para fortalecer a logística em todas as regiões. Segundo ele, o crescimento dos portos nordestinos confirma o potencial da região e reforça a importância de ampliar os investimentos em infraestrutura. “O crescimento nos portos do Nordeste confirma o potencial logístico da região e a importância de continuarmos investindo em infraestrutura para garantir competitividade, integração e geração de empregos. O Governo Federal, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos, segue comprometido em fortalecer os corredores logísticos em todas as regiões do país — com atenção especial ao Nordeste, que tem papel estratégico no escoamento da produção e na ampliação das exportações brasileiras.”

Os portos do Nordeste são essenciais para o escoamento de produtos como grãos (soja e milho), minérios, frutas tropicais, petróleo e derivados, que representam uma parcela significativa das exportações brasileiras. A posição estratégica da região também é um diferencial, com menor distância até a Europa e América do Norte, reduzindo custos e tempo de transporte. A presença de refinarias e a produção offshore no litoral nordestino também consolidam os portos como ativos logísticos fundamentais para o setor energético.

Fonte: Modais em Foco

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Comércio Exterior, Portos

Porto de Paranaguá registra movimento extraordinário de mais de 2,5 mil caminhões no Pátio de Triagem

Pela primeira vez na história, o Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá recebeu, ao longo de 24 horas, 2.523 caminhões carregados de grãos e farelos. A movimentação registrada entre os dias 21 e 22 de julho é 4% maior que o último recorde, registrado em julho de 2023, quando 2.456 veículos acessaram o local.

Desde o dia 1º de julho até ontem, 38.494 caminhões entraram no Pátio. O volume já é maior que os registrados nos meses de junho e maio, e deverá superar também o mês de abril, que fechou com 38.615 veículos. No primeiro semestre deste ano, 254.338 caminhões entraram no Pátio, um aumento de 13,3% em relação ao mesmo período de 2024.

“Essa movimentação comprova que estamos preparados e prontos para atender às necessidades dos produtores rurais, indústrias, exportadores e importadores. Fazemos isso aplicando inteligência logística e a infraestrutura, que está constantemente recebendo investimentos”, destaca o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

O recorde registrado na tarde desta terça-feira supera, com sucesso, a projeção de atendimento do local, que é de 2.500 caminhões. O Pátio possui ainda 1.000 vagas estáticas para estacionamento. “Mais uma vez, o sistema Carga Online se mostrou eficiente e não permitiu a formação de filas nas vias de acesso ao Pátio de Triagem”, explicou o assessor especialista da da diretoria de operações da Portos do Paraná, Alessandro Conforto.

O Carga Online é responsável pelo planejamento que garante a eficiência e a organização da recepção de cargas rodoviárias. É por esse sistema que as empresas, assim que solicitam o envio das mercadorias, ficam sabendo exatamente o dia e a janela de horário em que o caminhão pode acessar a triagem.

Da mesma forma, as equipes que fazem o receptivo se programam e se preparam para atuar com a maior agilidade possível. Foi o que aconteceu nas últimas horas, com o aumento de pessoal para a classificação dos produtos.

Uma vez ordenado o cronograma de entrada no Pátio de Triagem, também é possível controlar a destinação dos veículos para os terminais exportadores, evitando filas e minimizando os impactos no trânsito na região portuária.

O benefício do Carga Online é mútuo. Além de garantir a fluidez do tráfego, o motorista não corre o risco de ficar ocioso, perdendo tempo em fila e impedido de realizar outros fretes.

“Mesmo com esse recorde, a operação ocorreu dentro dos parâmetros de controle, mantendo o rigor na verificação da qualidade das cargas recebidas. Isso reforça o compromisso com o padrão de excelência do Porto de Paranaguá”, aponta o coordenador do Pátio de Triagem, Bruno Guimarães.

Alto volume de cargas

De acordo com a diretoria de operações portuárias, o Porto de Paranaguá está vivenciando um período de alta demanda nas exportações. Diante disso, as equipes estão focadas em todas as frentes para atender os operadores que atuam no corredor de exportação com a maior eficiência possível.

Confira abaixo um histórico da movimentação de contêineres no Porto de Paranaguá a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Movimentação de contêineres via Porto de Paranaguá | Jan 2022 – Maio 2025 | TEU

Nos últimos dias, praticamente todos os berços do cais de Paranaguá estão ocupados por grandes embarcações, chegando a ter até 20 navios atracados, incluindo o terminal de líquidos.

A expectativa é de que a Portos do Paraná novamente supere o volume de movimentação de cargas. Em 2024, a empresa atingiu 66,7 milhões de toneladas. Para este ano, a estimativa é chegar a 70 milhões. Somente no primeiro semestre de 2025, os portos de Paranaguá e Antonina chegaram a 34,2 milhões de toneladas de cargas embarcadas e desembarcadas — a maior movimentação já registrada em um único semestre.

Fonte: Portos de Paraná

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Investimento, Portos

Terminal Marítimo Luíz Fogliatto (RS) recebe R$ 93 milhões em investimentos privado

Ampliação do Terminal deve gerar mais de 10 mil empregos e reforçar competitividade logística

O Terminal Marítimo Luiz Fogliato (Termasa), na cidade de Rio Grande (RS), será ampliado com um investimento de R$ 93 milhões da iniciativa privada. As obras, que envolvem as fases de construção e operação, devem gerar mais de 10 mil empregos diretos e indiretos. A iniciativa faz parte de um pacote de R$ 4,7 bilhões, anunciado pelo ministro Silvio Costa Filho, e destinado à implantação e ampliação de nove terminais privados em seis estados brasileiros, em parceria com o setor produtivo.

Para Silvio Costa Filho, a ampliação consolida a importância do terminal para o desenvolvimento da região. “Esse investimento fortalece a infraestrutura portuária do Rio Grande do Sul, amplia a capacidade operacional da unidade e contribui diretamente para o crescimento econômico da região, com geração de emprego e renda”, ressaltou o ministro de Portos e Aeroportos.

Já o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou a importância da parceria entre setor público e privado na modernização do setor. “Investimentos como este são fundamentais para ampliar a eficiência logística do país e garantir que o Brasil continue competitivo no comércio global, além de gerar oportunidades reais de emprego e desenvolvimento regional.”

Portos privados em crescimento
Em 2024, os portos privados brasileiros movimentaram 846,9 milhões de toneladas de cargas, impulsionados principalmente pelo minério de ferro, petróleo e derivados, além dos grãos, com destaque para a soja. Entre janeiro e maio de 2025, a movimentação alcançou 341,4 milhões de toneladas, crescimento de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em maio deste ano, o aumento foi ainda mais expressivo, com salto de 8% na movimentação, totalizando 76,1 milhões de toneladas ante 70,4 milhões em maio de 2024. O minério de ferro, petróleo, derivados e soja permanecem como os principais vetores desse avanço.

Fonte: Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Comércio, Portos

Portos públicos da região Sul movimentam 9,9 milhões de toneladas em maio

Crescimento na movimentação é de mais de 8% em relação ao mesmo mês do ano passado; cabotagem na região também teve alta expressiva

Os portos públicos da região Sul movimentaram 9,9 milhões de toneladas de cargas em maio de 2025, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O volume representa um crescimento de 8,27% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram registradas 9,1 milhões de toneladas. O desempenho confirma a relevância logística do Sul do Brasil e o dinamismo dos terminais localizados nos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

Entre os portos da região, Paranaguá (PR) liderou a movimentação, com 4,7 milhões de toneladas no mês. O Porto de Rio Grande (RS) aparece em seguida, com 2,5 milhões de toneladas, enquanto São Francisco do Sul (SC) respondeu por 1,6 milhão de toneladas. Outros destaques foram Imbituba (SC), com 629 mil toneladas, e Itajaí (SC), com 216 mil toneladas.

A movimentação de contêineres alcançou 2,4 milhões de toneladas, superando em 20% o registrado em maio de 2024. A exportação de soja se manteve forte, somando 2,1 milhões de toneladas. O segmento de fertilizantes também apresentou avanço significativo, com 1,8 milhão de toneladas, frente a 1,2 milhão no ano anterior.

Outro produto de peso foram os resíduos da extração do óleo de soja, conhecidos como bagaço, com 628 mil toneladas; insumo valorizado na produção de ração animal, biodiesel e outros setores. Já o açúcar fechou o mês com 618 mil toneladas movimentadas.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números refletem os investimentos do atual governo no setor. “A movimentação nos portos do Sul ocorre em um cenário de grandes investimentos para modernização e aumento da competitividade nos terminais brasileiros, acompanhando tendências nacionais de crescimento e diversificação dos produtos transportados”, disse.

Crescimento da cabotagem
A movimentação de cargas por cabotagem (transporte marítimo entre portos nacionais) registrou 571 mil toneladas em maio, alta de 21,3% em relação a 2024. O avanço reflete a ampliação do uso desse modal no escoamento de cargas; neste caso específico, em rotas que conectam o Sul a outros portos do país.

O crescimento ocorre em um momento estratégico para o setor: em evento realizado neste mês com a participação do Ministério de Portos e Aeroportos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que regulamenta o programa BR do Mar, iniciativa federal voltada a estimular a cabotagem. A expectativa é que o novo marco regulatório amplie ainda mais a participação desse modal na matriz logística nacional, impulsionando a integração entre portos e reduzindo custos no transporte de cargas.

Fonte: Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Comércio, Comércio Exterior, Portos

Novo recorde na movimentação de contêineres no Porto de Santos

Volume total movimentado no primeiro semestre foi de 88,3 milhões de toneladas, um aumento de 7,8%

O Porto de Santos alcançou um novo recorde histórico na movimentação de contêineres no primeiro semestre de 2025. Ao todo, foram movimentados 2,8 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), o que representa um crescimento de 7,8% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados 2,6 milhões de TEUs. Além do desempenho expressivo, o Porto também ampliou sua participação na corrente comercial brasileira, atingindo 29,9% em junho, o maior percentual dos últimos quatro anos. Na sequência, aparecem o Porto de Paranaguá (7,7%), o Porto de Itaguaí (5%) e o Aeroporto de Guarulhos.

O volume total movimentado no primeiro semestre foi de 88,3 milhões de toneladas, desempenho próximo ao recorde histórico de 89,1 milhões registrado em 2022. O resultado representa o segundo melhor da história do Porto de Santos. No detalhamento por tipo de operação, os desembarques alcançaram 22,84 milhões de toneladas, com crescimento de 1,2% em relação ao mesmo período de 2024. Já os embarques somaram 65,49 milhões de toneladas.

O mês de junho também registrou recorde mensal de contêineres: 511,2 mil TEUs, alta de 16,3% em relação ao mesmo mês de 2024. No total, foram movimentadas 16,04 milhões de toneladas, sendo o segundo melhor resultado para o mês. O fluxo de importações e cabotagem cresceu 3%, com 4,19 milhões de toneladas, enquanto os embarques somaram 11,84 milhões.

A soja (grãos e farelo) é a principal carga movimentada no porto, com 29,61 milhões de toneladas, alta de 2,6%. Em seguida, aparecem o açúcar (8,83 milhões) e a celulose, que vem crescendo de forma consistente (4,71 milhões, com um aumento de 21,4%).

Fonte: Modais em Foco

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Portos

Tarifaço de Trump pode afetar exportações via Porto de Itajaí e reduzir embarques para os EUA

A estimativa inicial do porto é de uma redução superior a 30% nos embarques com destino aos EUA

O anúncio do novo tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou preocupações entre exportadores de Santa Catarina. A medida, com previsão de entrar em vigor a partir de 1º de agosto, impõe uma tarifa de até 50% sobre produtos importados do Brasil, o que classifica o país com a maior taxa até o momento. Nesse sentido, a medida internacional pode afetar as operações logísticas do Porto de Itajaí.

Conforme nota enviada ao NSC Total nesta semana pela Superintendência do Porto de Itajaí, ainda não há registro de embarques embargados ou cancelamentos diretos motivados pela nova tarifa. Porém, o eventual aumento deve atingir setores estratégicos, como móveis, madeira serrada, molduras e compensados, produtos com forte presença na região, com o mercado norte-americano como destino tradicional.

A estimativa inicial do porto é de uma redução superior a 30% nos embarques com destino aos EUA nos próximos meses. Para minimizar o impacto, empresas já avaliam alternativas, como o redirecionamento de cargas para outros destinos, incluindo países da Europa, Oriente Médio e América do Sul.

No entanto, o cenário ainda é acompanhado de perto, tendo em vista que o Brasil não chegou a firmar um novo acordo com os Estados Unidos. Países como Reino Unido, Vietnã e China já fecharam acordos e conseguiram aplicar estratégias para amenizar ou suspender as tarifas.

“O Porto de Itajaí reforça que o Brasil tratará a questão no campo diplomático e comercial, e que o governo federal deve intensificar políticas de incentivo à exportação e à diversificação de mercados, fortalecendo a posição brasileira no comércio exterior”, destaca a Superintendência do Porto de Itajaí.

Confira a nota na íntegra

O Porto de Itajaí informa que, até o momento, não há registro de embarques embargados ou cancelamentos diretos em decorrência das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. No entanto, a elevação tarifária de 50% sobre os produtos do Brasil — a mais alta entre os países afetados — tende a impactar setores relevantes da pauta exportadora de Santa Catarina, como móveis, madeira serrada, molduras e compensados, com forte presença nos estados de SC e PR.

A estimativa inicial é de redução superior a 30% nas exportações destinadas ao mercado norte-americano, ainda que os efeitos práticos estejam em fase de avaliação pelas empresas e entidades do setor.

Exportadores já vêm adotando ajustes estratégicos, como o redirecionamento de cargas para mercados alternativos, incluindo Europa, Oriente Médio e América do Sul, preservando sua competitividade internacional.

O Porto de Itajaí reforça que o Brasil tratará a questão no campo diplomático e comercial, e que o governo federal deve intensificar políticas de incentivo à exportação e à diversificação de mercados, fortalecendo a posição brasileira no comércio exterior.

Fonte: NSC Total

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Portos

Maersk tem pedido liminar negado na Justiça após questionar leilão do Tecon Santos 10

A primeira instância da Justiça Federal indeferiu o pedido da Maersk Brasil para retroceder o processo do megaterminal de contêineres Tecon Santos 10, no Porto de Santos (SP), que atualmente tramita no TCU (Tribunal de Contas da União). Segundo o juiz Paulo Cezar Neves Júnior, da 21ª Vara Cível Federal de São Paulo, a questão concorrencial do leilão – proposto para ocorrer em duas fases – foi previamente analisada pela ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários). Para o magistrado, não há necessidade de nova audiência pública, uma vez que duas já foram realizadas.

A empresa contestou as regras do leilão aprovado pelo órgão regulador e solicitou que a Justiça Federal suspendesse liminarmente a determinação da ANTAQ que estruturou o modelo da licitação em duas etapas. Na decisão sobre a liminar, o juiz lembrou que, em 2022, foi realizada uma consulta pública sobre o tema, ocasião em que a discussão sobre a questão concorrencial do leilão foi tratada. 

De acordo com o magistrado, o tema também foi analisado e debatido por meio de um GT (Grupo de Trabalho) da ANTAQ, criado para estudar e elaborar um parecer sobre os aspectos concorrenciais do projeto. “Os achados do GT, materializados no Parecer Técnico nº 1 (Anexo 7 – SEI 2609560), dão dimensão da intensidade com que a questão concorrencial relativa ao mercado relevante do projeto foi debatida”, destacou.

O juiz também lembrou que, em janeiro deste ano, o poder concedente “informou acerca da revisão dos estudos do arrendamento do Tecon Santos 10 e de sua aptidão para nova audiência pública, assim como solicitou expressamente que fosse realizada nova análise concorrencial”, conforme consta na decisão.

A resposta do Judiciário ao pedido de liminar da Maersk, publicada nesta terça-feira (21), já era esperada pelos interessados no certame do Tecon Santos 10. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, vem reafirmando publicamente que respeita o entendimento da ANTAQ e aguarda decisão técnica do TCU sobre o tema.

Até o momento, não há qualquer análise apresentada pelos técnicos do tribunal de contas no processo que avalia os atuais estudos apresentados pelo governo para a licitação do terminal de contêiner.

O governo federal e a agência reguladora se tornaram alvo de críticas por vedarem na primeira fase do certame – conforme proposto no projeto – a participação de grandes empresas que já operam terminais de contêineres no Porto de Santos. O TCU realizará no dia 31 de julho, das 13h30 às 18h, um painel de referência sobre a concessão do terminal de contêineres.

Fonte: Agência Infra

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Comércio Exterior, Economia, Portos

Impulsionados pelas exportações, portos de SC crescem na movimentação de cargas

Porto de Itajaí, por exemplo, registrou um crescimento histórico em comparação com 2024, após volta da gestão federal no início deste ano.

Os portos de Santa Catarina registraram um avanço significativo na movimentação de cargas no primeiro semestre de 2025. Só o Porto de Itajaí, por exemplo, registrou um crescimento histórico, passando de 104 mil toneladas em 2024 para 1.859 milhão em 2025, o que representa um aumento de 1.686%. As informações são da NSC TV.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o avanço é resultado da volta da gestão federal, no início do ano, e de um pacote de R$ 844 milhões em investimentos, que promete modernizar o terminal e torná-lo mais eficiente. O porto teve as atividades interrompidas em 2022, durante uma tentativa de privatização.

No Norte do Estado, o Porto de São Francisco do Sul também se destaca. Foram 8,8 milhões de toneladas movimentadas entre janeiro e junho, quase 100 mil a mais que no mesmo período do ano passado.

As exportações puxam esse resultado, com destaque pros grãos, como soja e milho. Já as importações vêm, principalmente, da China e do Oriente Médio com produtos de ferro, aço e fertilizantes.

O Porto de São Francisco é o maior de Santa Catarina em volume e já figura entre os 10 principais públicos do país.

O Porto de Imbituba, no Sul do Estado, registrou 162 atracações de janeiro a junho deste ano, com mais de 3,6 milhões de toneladas de cargas movimentadas. O desempenho positivo ocorre por conta do crescimento equilibrado de todos os moais de transporte marítimo: exportação, importação, cabotagem e transbordo.

A importação lidera com 1,68 milhões de toneladas movimentadas no acumulado de 2025. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Governo Federal), as operações de importação e exportação no terminal movimentaram mais de 800 milhões de dólares no primeiro semestre deste ano.

Fonte: NSC Total

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