Economia, Gestão, Notícias, Tributação

Orçamento de 2025 é aprovado pelo Congresso Nacional

Norma prevê superávit primário de R$ 15 bilhões nas contas públicas

 

Senadores e deputados federais aprovaram, em votação simbólica, na tarde desta quinta-feira (20), o relatório final do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2025. O texto já havia passado, mais cedo, pela Comissão Mista do Orçamento (CMO).

A aprovação do Orçamento encerra um impasse que durou cerca de três meses, já que a medida deveria ter sido aprovada no fim do ano passado, mas foi postergada em meio a crise sobre a liberação de emendas parlamentares e a votação do pacote fiscal que havia dominado a agenda legislativa em dezembro.

Agora, o texto da Lei Orçamentária Anual segue para sanção presidencial. A norma prevê superávit primário de R$ 15 bilhões nas contas públicas para este ano. Além disso, estão previstos R$ 50,4 bilhões para emendas parlamentares.

Esse resultado, se confirmado, cumpre a regra de meta fiscal primária zero, conforme determina o arcabouço fiscal em vigor que limita as despesas da União. Os gastos primários são aqueles que excluem o valor gasto com a dívida pública.

Ao todo, o substitutivo do relator prevê R$ 5,8 trilhões em despesas para 2025, sendo R$ 1,6 trilhão apenas para o refinanciamento da dívida pública, com pagamento de juros e amortizações. Já a Seguridade Social deve custar R$ 1,8 trilhão, segundo o relatório.

Outros 2,2 trilhões são para o chamado orçamento fiscal, usado para financiar todos os poderes da República, o que abrange os três poderes, seus fundos, órgãos, autarquias, inclusive as fundações mantidas pelo Poder Público. Do total dos R$ 5,8 trilhões previstos no relatório, R$ 166 bilhões são para investimentos, como compra de equipamentos e obras.

Com relação aos programas do governo, houve diminuição de recursos para o Bolsa Família, para R$ 160 bilhões (R$ 9 bilhões a menos que em 2024) e aumento para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que terá R$ 60 bilhões disponíveis (R$ 13,1 bilhões a mais. Também foram assegurados recursos para programas como o Vale-Gás (R$ 3,6 bilhões) e Farmácia Popular (R$ 4,2 bilhões).

O governo fez um acordo com o relator do Orçamento, o senador Ângelo Coronel (PSD-BA) para a inclusão do programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação (MEC) na lei orçamentária.

Pelo acordo, o Poder Executivo se comprometeu a enviar novo projeto com verbas para financiar o programa que paga uma mesada de R$ 200 a mais de 3,9 milhões de estudantes de baixa renda no ensino médio, para que se mantenham na escola.

FONTE: Agencia Brasil
Orçamento de 2025 é aprovado pelo Congresso Nacional | Agência Brasil

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Comércio Exterior, Informação, Logística, Notícias

Direção Nacional se reúne com presidente do Senado e pede apoio à pauta dos Auditores

O presidente do Sindifisco Nacional, Auditor-Fiscal Dão Real, e o diretor de Assuntos Parlamentares do sindicato, Auditor-Fiscal Floriano de Sá Neto, tiveram uma audiência na manhã desta quinta-feira (20), com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para tratar da pauta do reajuste no vencimento básico da categoria e para pedir ao parlamentar que intercedesse junto ao governo em favor dos pleitos dos Auditores.

A reunião, que ocorreu na residência oficial da Presidência do Senado, também contou com a participação do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Dão Real explicou a Alcolumbre que a categoria está em greve há 114 dias por causa da intransigência do Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) em cumprir acordo firmado com os Auditores-Fiscais para negociar o reajuste do vencimento básico. O presidente do Senado se comprometeu a levar as reivindicações dos Auditores à ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, com quem teria uma reunião ainda na manhã de quinta.

“Apresentamos a nossa pauta ao senador, pontuamos as nossas preocupações, falamos sobre a resistência do governo em atender essa pauta e fizemos um histórico da nossa remuneração”, disse Dão Real. O presidente do sindicato explicou a Alcolumbre que é improcedente a justificativa do MGI de que a negociação salarial da categoria teria se dado no âmbito das negociações relativas à regulamentação do bônus de eficiência dos Auditores.

À exceção dos 9% negociados em 2023 na Mesa Nacional de Negociação Permanente, a categoria está desde 2016 sem qualquer reajuste no salário e a negociação do vencimento básico foi compromisso assumido pelo governo federal com os Auditores.

FONTE: Sindifisco Nacional
Direção Nacional se reúne com presidente do Senado e pede apoio à pauta dos Auditores – Sindifisco Nacional

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Brasil se Prepara para Maior Demanda Chinesa e Alta nos Preços dos Alimentos em Meio à Guerra Comercial EUA-China

A guerra comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com a China dará aos exportadores agrícolas brasileiros a oportunidade de conquistar uma fatia ainda maior do mercado chinês às custas dos agricultores americanos.

No entanto, isso também pode impulsionar a já elevada inflação dos alimentos no Brasil. Nesta semana, a China reagiu rapidamente às novas tarifas dos EUA anunciadas por Trump, impondo aumentos de 10% e 15% sobre US$ 21 bilhões em produtos agrícolas americanos, incluindo carne e soja.

O Brasil, maior exportador mundial de soja, algodão, carne bovina e carne de frango, deve aumentar seus embarques para a China, já que os importadores chineses buscarão alternativas livres de tarifas. Durante o primeiro mandato de Trump, a guerra comercial que ele iniciou com a China fez os agricultores americanos perderem parte do mercado para o Brasil, especialmente no caso da soja, um produto essencial para os chineses.

Os EUA nunca recuperaram essa fatia de mercado da soja. A China continua comprando mais produtos agrícolas do Brasil do que antes da primeira guerra comercial, e essa tendência deve se intensificar com a nova rodada de tarifas.

“Os crescentes atritos entre EUA e China provavelmente levarão Pequim a buscar mais grãos e proteínas no Brasil, o que pode reduzir a demanda por commodities e, consequentemente, os preços nos EUA, enquanto aumenta a demanda e os preços no Brasil”, disseram analistas do Santander.

Os preços da soja brasileira já estão subindo. O prêmio nos portos locais atingiu o maior nível da temporada nesta semana, segundo Eduardo Vanin, analista da Agrinvest.

“Qualquer demanda adicional da China pode resultar em exportações mais fortes do Brasil a preços mais atrativos”, afirmaram analistas do Itaú BBA em nota aos clientes.

Isso beneficiaria empresas agrícolas brasileiras como SLC Agrícola e BrasilAgro. No entanto, mais exportações significam menor oferta no mercado interno, aumentando os custos dos grãos usados na alimentação de animais para frigoríficos locais como JBS e BRF.

PRESSÃO SEVERA

Um aumento nos preços dos alimentos, porém, seria uma má notícia para o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, cuja popularidade tem caído nos últimos meses, principalmente devido ao alto custo dos alimentos.

Os preços de alimentos e bebidas subiram cerca de 8% em 2024, de acordo com o IBGE, e em janeiro registraram alta de quase 1%, marcando o quinto mês consecutivo de aumento. Os dados de fevereiro serão divulgados na próxima semana.

O Banco Central do Brasil, que tem elevado as taxas de juros, afirmou que o aumento nos preços da carne foi um fator-chave para a alta significativa nos custos dos alimentos e descreveu um cenário adverso no curto prazo.

A inflação também subiu em 2018-2019, quando o Brasil exportou mais produtos agrícolas para a China. O índice de preços ao consumidor fechou 2018 em 3,75% e acelerou para 4,31% no final do ano seguinte.

VOLTA AO FUTURO

O Santander destacou que, embora menos severas do que as tarifas de 2018, as novas medidas anunciadas por Pequim devem acelerar a diversificação de longo prazo da China em relação ao fornecimento dos EUA.

A demanda crescente da China impulsionará ainda mais as perspectivas positivas do agronegócio brasileiro, que prevê produção recorde de produtos-chave neste ano.

O Brasil deve colher uma safra recorde de soja de cerca de 170 milhões de toneladas em 2024/25, com exportações superando 100 milhões de toneladas. As indústrias de carne bovina, frango e suína também devem registrar recordes de produção e embarques este ano.

O gráfico abaixo mostra as exportações de carne bovina do Brasil para a China entre janeiro de 2021 e janeiro de 2024. Os dados vêm do DataLiner.

Exportações de carne bovina para a China | Jan 2021 – Jan 2025 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

“A China buscará obter o máximo possível do Brasil”, disse Carlos Cogo, da consultoria agropecuária Cogo, acrescentando que as novas tarifas tornarão os produtos americanos ainda menos competitivos em relação aos brasileiros.

CARNE DE PRIMEIRA

Representantes da indústria de carnes do Brasil disseram que a mudança no comércio global deve ser positiva para o país sul-americano.

“O Brasil acabará se beneficiando, especialmente em termos de preços e rentabilidade”, afirmou Ricardo Santin, presidente da ABPA, associação do setor de carnes, à Reuters.

As ações de frigoríficos e produtores de grãos brasileiros operaram estáveis na quinta-feira, após subirem significativamente na sessão anterior.

Santin afirmou que os ganhos com o aumento das exportações para a China, que já é um dos principais compradores de carne brasileira, provavelmente compensarão os custos mais altos da alimentação animal.

Reportagem de Roberto Samora e Gabriel Araujo
Edição de Ana Mano, Simon Webb e Marguerita Choy

Fonte: Reuters
Brazil braces for more Chinese demand, higher food prices amid US trade war | Reuters

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Agronegócio, Comércio Exterior, Exportação, Investimento, Negócios, Notícias

Brasil assume a liderança global na exportação de commodities do agronegócio

O Brasil alcançou um marco histórico ao se tornar o maior exportador mundial de commodities do agronegócio, ultrapassando os Estados Unidos.

Segundo estudo da Insper Agro Global, o país registrou US$ 137,7 bilhões em exportações no setor em 2024, superando em US$ 14,4 bilhões o volume exportado pelos norte-americanos.

O crescimento das exportações brasileiras está atrelado às safras recordes de grãos e à guerra comercial entre EUA e China, que fortaleceu o Brasil como principal fornecedor de produtos agropecuários para os chineses. “O Brasil é referência global em exportações do agronegócio e tem aumentado sua produtividade por hectare, o que impulsiona a expansão do mercado internacional”, destaca Sandro Marin, diretor da Tek Trade, empresa catarinense que atua no ramo de importação e exportação no Brasil.

O gráfico abaixo apresenta dados derivados da ferramenta DataLiner da Datamar. Ele mostra o volume mensal de exportação de soja entre janeiro de 2021 e janeiro de 2025.

Exportações de soja | Brasil | Jan 2021 – Jan 2025 | WTMT

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) mostram que o agro brasileiro exportou US$ 11 bilhões em janeiro, o segundo maior valor da série histórica. No mesmo período, o Brasil abriu 24 novos mercados, com destaque para Paquistão, Bangladesh e Turquia. Produtos como carnes, celulose, suco de laranja e cacau contribuíram para esse avanço.

Marin ressalta que, apesar das oportunidades, o setor precisa lidar com desafios como oscilações cambiais e barreiras comerciais. “Manter a liderança exige visão estratégica, investimentos em infraestrutura e agregação de valor aos produtos, pois nas exportações totais do agro ainda ficamos atrás dos EUA”, conclui o especialista.

Fonte: Transporte Moderno
Brasil assume a liderança global na exportação de commodities do agronegócio – Transporte Moderno

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Com mudanças climáticas, Brasil se torna segundo maior produtor de ar-condicionado do mundo

País fica atrás somente da China. Governo apresentou números de 2024 da indústria.

O setor eletroeletrônico brasileiro teve um crescimento expressivo de 29% em 2024, consolidando o Brasil como o segundo maior produtor mundial de ar-condicionado, atrás apenas da China. Os números foram divulgados pelo governo nesta segunda-feira (17).

O resultado foi impulsionado por dois fatores principais: o aquecimento da economia e o aumento das temperaturas, que elevaram a demanda por produtos de climatização.

Números da indústria em 2024:

Ar-condicionado: produção recorde de 5,9 milhões de unidades, um crescimento de 38% em relação a 2023;

Linha Marrom (televisores e afins): 13,5 milhões de unidades produzidas, o maior volume em 10 anos (+22% em relação a 2023);

Linha Branca (geladeiras, fogões, máquinas de lavar, etc.): crescimento de 17%, retomando os níveis pré-pandemia.

Fatores que impulsionaram o crescimento

De acordo com José Jorge do Nascimento Júnior, presidente-executivo da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), dois fatores explicam o avanço do setor:

1. Economia aquecida

“Nós tivemos aumento na geração de empregos, controle da inflação no primeiro semestre do ano passado, redução dos juros e políticas de distribuição de renda eficazes. O programa Desenrola foi muito positivo. Isso impactou diretamente na aquisição de produtos, já que a maioria das compras são parceladas.”

2. Mudanças climáticas e aumento das temperaturas

 “A elevação das temperaturas fez com que a população buscasse conforto e bem-estar, adquirindo ar-condicionado, ventiladores, produtos de linha branca, filtros, bebedouros, adegas e frigobares.”

FONTE: G1.com
Com mudanças climáticas, Brasil se torna segundo maior produtor de ar-condicionado do mundo | Economia | G1

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Lançado Guia de Propriedade Intelectual para Exportadores com foco em quem busca internacionalizar suas atividades

Lançamento ocorreu durante o Fórum de Propriedade Intelectual: Impulsionando a inovação e a sustentabilidade em uma economia circular

Com vistas a auxiliar empresários e empreendedores interessados em acessar o mercado exterior foi lançado nesta quinta-feira (20) o Guia de Propriedade Intelectual para Exportadores, elaborado pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

A intenção do novo material é ajudar exportadores brasileiros a protegerem seus ativos de PI, nos países para os quais desejam exportar e mostrar a importância da Propriedade Intelectual (PI) no processo de internacionalização de suas atividades e diversificação de mercados.

É importante destacar que cada país possui regras próprias relativas ao sistema de PI, que abordam vários temas como marcas, patentes, desenhos industriais indicações geográficas, novas variedades vegetais e direitos de autor.

Tendo isso em mente, até o momento foram elaborados guias com orientações para exportadores que desejem acessar os mercados dos seguintes países: Argentina, Coreia do Sul, China, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Índia, Portugal e Singapura.

O guia pode ser baixado por meio do seguinte link.

O lançamento ocorreu durante o Fórum de Propriedade Intelectual: Impulsionando a inovação e a sustentabilidade em uma economia circular, nesta quinta-feira (20), realizado na sede do INPI no Rio de Janeiro, e contou com a participação da Diretora de Política de Propriedade Intelectual e Infraestrutura da Qualidade do MDIC. O evento teve como objetivo debater o papel da PI na para inovação e a sustentabilidade no Brasil e no mundo.

FONTE: MDIC.gov
Lançado Guia de Propriedade Intelectual para Exportadores com foco em quem busca internacionalizar suas atividades — Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Daryl Lee: “Estamos no negócio, não no culto à criatividade”

CEO do McCann Worldgroup comenta sobre a fusão do Omnicom e IPG, opina sobre uso da IA na criatividade e discorre sobre práticas de DE&I na empresa, entre outros

Após um 2024 de redefinição e fortalecimento para o McCann Worldgroup, os próximos anos podem trazer oportunidades inéditas para o grupo – graças à união de forças proporcionada pela fusão entre o Omnicom e o Interpublic Group. Para Daryl Lee, CEO do McCann Worldgroup, o negócio – uma vez finalizado – pode ser traduzido em mais ferramentas para atender às demandas dos clientes.

Lee assumiu a presidência do grupo em 2022, após ocupar a cadeira de CEO global da IPG Mediabrands em 2019. Além disso, já respondeu por CSO global da McCann Erickson e CEO global da Universal McCann.

Em passagem ao Brasil, o executivo traça suas perspectivas para a fusão, comenta sobre o status atual do uso da inteligência artificial no grupo, novas áreas que estão sendo exploradas, como a do marketing de influência, entre outros.

Acordo Omnicom-IPG

“Fazer parte de uma holding líder nos proporciona mais recursos, mais investimento, mais tecnologia, mais ferramentas e mais acesso a pessoas do entretenimento, da cultura e do esporte. Isso significa que podemos oferecer ainda mais para nossos clientes. Isso me entusiasma porque, todas as manhãs, acordamos na McCann e no McCann Worldgroup pensando em como podemos ajudar as marcas a fazerem coisas maiores, que as tornem únicas e duradouras no mundo. E um campo de jogo maior significa mais possibilidades. Estou muito animado com isso, e todos os nossos clientes nos perguntam: ‘O que isso significa para a McCann?’. Minha resposta é que teremos mais ferramentas para trabalhar, e eles acham isso ótimo.Comissão pede mais informações sobre acordo entre Omnicom e IPG

À medida que nos aproximamos da colaboração com o Omnicom, tudo isso se tornará mais concreto. Teremos acesso a tecnologias inovadoras em produção, dados e audiência, o que é muito empolgante, mas ainda não sabemos exatamente quais serão essas tecnologias”.

A IA no dia a dia

“Acho a IA extremamente interessante. Ela pode nos ajudar a criar mundos que antes nem imaginávamos. Há muito poder nessa nova ferramenta para a criatividade, mas antes de usá-la, é preciso que as pessoas valorizem a criatividade. A IA não pode substituí-la.

As marcas que realmente valem a pena proteger nesta indústria são aquelas que sinalizam ao mundo que somos sobre criatividade. Estamos no negócio, não no culto à criatividade. Não somos uma ONG, nem uma comunidade de artistas. Não fazemos isso apenas pelo amor à estética. Usamos arte para vender. Criamos marcas que atraem consumidores e os fazem comprar mais produtos, para que essas marcas possam reinvestir em novos produtos – e nós possamos vendê-los”.

Mídia no Brasil

“Tenho visto muita evolução. Acho que este é um mercado extremamente criativo – e digo isso em todos os sentidos da palavra. Acredito que a mídia tem liderado a inovação em performance. Antes, a mídia oferecia muitas métricas, mas nem sempre agregava valor real. Havia muitas métricas de eficiência, muitos dados digitais, mas nem sempre uma visão clara do impacto.

O que tenho observado – e especialmente o que vi neste escritório – é uma abordagem diferente: enxergar a mídia como uma ferramenta para alcançar públicos de crescimento. Como usamos ciência, dados primários, nossos próprios dados e informações de propriedades de mídia para construir uma visão de onde o crescimento da marca virá? Não apenas da mídia em si, mas do público. E a partir disso, como encontramos esse público nos canais de mídia certos?

O aspecto mais empolgante desse momento é a conexão da mídia com o comércio. Falamos muito sobre social commerce, mas eu gosto de chamar de brand commerce. Somos sobre a verdade, não sobre tendências passageiras. No fim das contas, comércio é comércio – o lugar onde a compra acontece não importa tanto quanto o ecossistema que nos permite entender quem é o consumidor, como ele interage com a marca, quais produtos busca, o que compra e o que recompra. Antes, esse tipo de inteligência era fragmentada, baseada em pesquisas, modelos e suposições. Agora, conseguimos medir tudo isso de forma integrada”.

“O McCann Worldgroup sempre foi sobre inclusão consciente, essa é uma afirmação muito poderosa, porque trata-se de criar um ambiente de trabalho onde todos se sintam incluídos. Não há um grupo de dentro e nem um grupo de fora. Não é sobre ‘homens brancos heterossexuais estão dentro e todo o resto está fora’ ou o contrário. Todos estão inclusos.

E essa inclusão não acontece por acaso – é um processo consciente. Não é fácil. Todos carregamos bagagens e vieses. Naturalmente, buscamos pessoas parecidas conosco. Às vezes isso se manifesta pela orientação sexual, gênero ou raça, mas também pode ser pelo jeito de se vestir, pelo modo de falar, pela cidade de onde viemos ou se viemos do interior. Somos seres humanos, e a verdade é que seres humanos têm preconceitos. Mas o importante é reconhecê-los e explorá-los conscientemente, promovendo conversas abertas.

Não vamos parar de fazer isso, porque a inclusão consciente também é um bom negócio. Isso significa que conseguimos as melhores ideias das melhores pessoas, independentemente de quem elas sejam. E como estamos no ramo das ideias, precisamos das melhores – ou estamos fora do mercado”.

Foco em criadores

“O McCann Content Studios é uma iniciativa muito interessante e inovadora dentro da agência, pois combina a experiência em estratégia de marca da McCann com a criatividade e a agilidade dos influenciadores e criadores de conteúdo. Essa abordagem de cocriação, em que as campanhas são desenvolvidas em parceria com os próprios criadores, não só acelera o processo de produção, mas também torna a campanha mais autêntica e relevante para o público-alvo.

Esse modelo híbrido, que mescla o tradicional trabalho de branding com a rapidez e a flexibilidade do ecossistema de criadores, é um diferencial importante que a McCann soube aproveitar, resultando em um crescimento impressionante e novas oportunidades no cenário global”.

FONTE: Meio e Mensagem
Daryl Lee: “Estamos no negócio, não no culto à…

 

 

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Atuação da Aurora em Shangai fará cooperativa mudar de patamar na China

Cooperativa de Chapecó terá um leque maior de relações institucionais e comerciais necessários à abertura de mercados locais e regionais

Depois de 12 anos exportando carnes suína e de frango para a China, a Cooperativa Central Aurora Alimentos (Aurora Coop) se instalará em Shanghai neste primeiro semestre, e participará com estande no Salão Internacional de Alimentos (SIAL) na mesma cidade, de 19 a 21 de maio. Essas duas ações na China, confirmadas por Neivor Canton, presidente da Aurora Coop, em entrevista na segunda-feira (17) ao Blog “Conexão Ásia”, da revista e portal AMANHÃ, são parte essencial da estratégia da Cooperativa Central – terceiro maior grupo agroindustrial brasileiro de proteína animal – de crescer no mercado mundial.

Ousadia, ingressar na China para disputar lá dentro o mercado de carnes suína com a Espanha e outros países da Europa, mais Estados Unidos e Canadá. Mercado que teria consumido 58 milhões de toneladas de carne suína em 2024, pouco mais do que a produção anunciada, de 57 milhões. Essas grandezas se revezam, ano após ano, obrigando a China a importar pelo menos um milhão de toneladas anualmente, para suprir o abastecimento e ainda exportar a diferença. Em 2025, estima-se que a China importará 1,3 milhão de toneladas de carne suína. Em 2023 foram 1,5 milhão, a um custo de US$ 6 bilhões, dos quais a Espanha ficou com US$ 1,5 bilhão.

Com 452,6 milhões de cabeças de suínos em 2023, das quais 40 milhões matrizes, a China continua detentora de praticamente metade do rebanho mundial. Conseguiu recuperar-se da epidemia de Peste Suína Africana (PSA), em 2018 e 2019, que teria levado ao abate sanitário de dezenas de milhões de animais, à queda na produção (41,1 milhões de toneladas em 2020) e à importação recorde de carnes em 2020: 9,9 milhões de toneladas, das quais 4,3 milhões de toneladas de carne suína. Analistas chineses consideram que o mercado para carne suína em 2025 será no máximo “mais do mesmo” em relação ao ano anterior. Isso porque a demanda teria caído, em decorrência do desemprego juvenil continuar elevado, a população seguir diminuindo, e a carne suína sofrer cada vez mais a concorrência do peixe e das carnes bovina, de frango e ovina.

Evidente que em um mercado tão grande (em 2024, o total de abates chegou a 702 milhões de cabeças), no qual a carne suína lidera o consumo chinês de carnes, com 41 quilos per capita, há espaço de sobra para a Aurora Coop crescer e se consolidar, disputando taco a taco com os produtos dos concorrentes em qualidade e preço. Ainda mais porque com a “Aurora Coop Shanghai” este ano, ela mudará de patamar no trabalho com a China, aproximando-se dos clientes atuais e tendo um leque maior de relações institucionais e comerciais necessários à abertura de mercados locais e regionais.

Traduzindo: a Aurora Coop tem sete vezes o mercado brasileiro para dar conta.Henan, a província-irmã de Santa Catarina, tinha 99 milhões de habitantes em 2020. Shandong, a província vizinha, outros 101 milhões. Somadas, equivalem a um Brasil. Ambas se urbanizaram em grande escala nas últimas três décadas, diminuindo muito as áreas para produção de alimentos. As duas províncias ainda são grandes produtoras de alimentos, mas precisam comprar cada vez mais carnes. E ir de Shanghai até Jinan, capital de Shandong, leva três a cinco horas, dependendo do trem rápido que se escolher.

FONTE: Grupo Amanhã
Atuação da Aurora em Shangai fará cooperativa mudar de patamar na China – Grupo Amanhã

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Fluxo cambial total em 2025, até 14 de março, é negativo em US$ 10,649 bi, mostra BC

O canal comercial soma importações de US$ 45,875 bilhões e exportações de US$ 48,869 bilhões

O fluxo cambial do Brasil é negativo em US$ 10,649 bilhões em 2025, até o dia 14 de março, segundo dados preliminares divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira, 19. O canal financeiro acumula saídas líquidas de US$ 13,643 bilhões. O comercial tem entrada líquida de US$ 2,995 bilhões.

O segmento financeiro tem compras de US$ 109,094 bilhões e vendas de US$ 122,738 bilhões no acumulado deste ano. Esse canal inclui investimentos diretos e em carteira, remessas de lucro, pagamento de juros e outras operações.

O canal comercial soma importações de US$ 45,875 bilhões e exportações de US$ 48,869 bilhões. Nas exportações, estão incluídos US$ 5,420 bilhões em adiantamento de contrato de câmbio (ACC), US$ 13,518 bilhões em pagamento antecipado (PA) e US$ 29,932 bilhões em outras operações.

Mensal
De acordo com os dados preliminares divulgados pelo Banco Central, o fluxo cambial do Brasil é negativo em US$ 3,101 bilhões no acumulado de março, até o dia 14. O canal financeiro tem saída líquida de US$ 3,316 bilhões no período. O canal comercial, entrada líquida de US$ 215 milhões.

O segmento financeiro teve compras de US$ 20,235 bilhões e vendas de US$ 23,551 bilhões no período.

O canal comercial teve importações de US$ 7,087 bilhões e exportações de US$ 7,302 bilhões. Nas exportações, estão inclusos US$ 949 milhões em adiantamento de contrato de câmbio, US$ 2,079 bilhões em pagamento antecipado e US$ 4,274 bilhões em outras operações.

Semanal
O fluxo cambial do Brasil foi negativo em US$ 2,318 bilhões na semana passada, segundo dados preliminares divulgados pelo Banco Central. O canal financeiro teve saída líquida de US$ 2,222 bilhões entre 10 e 14 de março. O comercial, saldo negativo de US$ 96 milhões.

O segmento financeiro teve compras de US$ 11,475 bilhões e vendas de US$ 13,697 bilhões no período.

O canal comercial teve importações de US$ 4,302 bilhões e exportações de US$ 4,205 bilhões. Nas exportações, estão inclusos US$ 527 milhões em adiantamento de contrato de câmbio, US$ 1,143 bilhão em pagamento antecipado e US$ 2,535 bilhões em outras operações.

FONTE: FOLHA DE PERNAMBUCO
Fluxo cambial total em 2025, até 14 de março, é negativo em US$ 10,649 bi, mostra BC – Folha PE

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Receita de Exportações de Genética Avícola Cresce 5,4 em Fevereiro

As exportações brasileiras de genética avícola (ovos férteis e pintos de 01 dia) geraram receita 5,4% maior em fevereiro deste ano, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), com US$ 20,4 milhões registrados no segundo mês deste ano, contra US$ 19,4 milhões no ano passado.

Os volumes embarcados em fevereiro totalizaram 1.753 toneladas, número 33,8% menor em relação ao ano anterior, com 2.646 toneladas. No bimestre, a receita de exportações chegou a US$ 39,9 milhões, saldo 2,3% maior que o registrado no ano passado, com US$ 38,7 milhões.  Foram exportadas 3.891 toneladas, volume 23,9% menor em relação ao mesmo período do ano passado, com 5.116 toneladas.

Principal destino das exportações de fevereiro, o México importou 863 toneladas, 0,2% menor em relação ao mesmo período do ano passado.  Em seguida estão Venezuela, com 243 toneladas (+356,7%), Paraguai, com 218 toneladas (-23,9%), Senegal, com 187 toneladas (-70%) e Costa do Marfim, com 64 toneladas (+611,4%).

“As exportações deste mês foram marcadas por países que estão investindo na recomposição ou incremento da avicultura local.  É o caso, em especial, da Venezuela, que tem registrado altas nas importações dos últimos meses”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Fonte: ABPA
RECEITA DE EXPORTAÇÕES DE GENÉTICA AVÍCOLA CRESCE 5,4% EM FEVEREIRO – ABPA

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