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US$ 9,5 trilhões em risco: o possível preço da guerra comercial, segundo a AmCham EU

No documento, a Amcham projeta que o conflito comercial coloca US$ 9,5 trilhões em risco, acima dos US$ 8,7 trilhões do ano passado.

 

A Câmara de Comércio Americana para a União Europeia (AmCham EU) afirma que há uma série de riscos para 2025, incluindo taxas de crescimento desiguais entre a Europa e os EUA, pressões competitivas da China e a perspectiva de uma guerra comercial transatlântica, em novo estudo publicado nesta segunda-feira, 17.

No documento, a Amcham projeta que o conflito comercial coloca US$ 9,5 trilhões em risco, acima dos US$ 8,7 trilhões do ano passado.

“Para empresas de ambos os lados, a economia transatlântica é mais do que apenas uma fonte de lucro. É uma base geoeconômica comum que lhes dá uma vantagem em um mundo ferozmente competitivo”, explica o CEO, Malte Lohan, ao destacar os riscos da deterioração da relação entre EUA e UE.

“Em vez de se envolver em um olho por olho que só prejudica as duas economias, eles deveriam vir à mesa de negociações para descobrir como seria um acordo positivo para a economia transatlântica”, acrescenta.

Fonte: Estadão

US$ 9,5 trilhões em risco: o possível preço da guerra comercial, segundo a AmCham EU

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Receita Federal retém 146 kg de cocaína no Porto de Paranaguá

Receita Federal retém 146 kg de cocaína no Porto de Paranaguá 🚨

A Receita Federal reteve 146,5 kg de cocaína no Porto de Paranaguá (PR). A droga estava escondida em um contêiner com bobinas de papel/celulose e foi inserida sem o conhecimento do exportador, no método conhecido como rip-on/rip-off.

O cão de faro Enzo foi essencial na inspeção, que também contou com o uso de scanner e técnicas de gerenciamento de risco. O destino final da carga era a Arábia Saudita, com transbordo na Espanha.

Balanço 2025: Com essa apreensão, a Receita Federal já reteve 263 kg de cocaína no porto paranaense neste ano. Em 2024, foram 1,3 toneladas de droga interceptadas no local.

A droga foi entregue à polícia judiciária para investigação.

Fonte: Receita Federal
https://www.instagram.com/p/DHWbjTCye6i/?igsh=Ym1lNGFkcHVtb2h2

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Mercado Internacional, Negócios, Notícias, Oportunidade de Mercado

Brasil-Vietnam: possibilidades de expansão da corrente de comércio e investimento, por Mario C. de Carvalho Jr

Há uma meta firmada pelos dois governos de elevar em cinco bilhões de dólares em termos absolutos a corrente de comércio bilateral até 2030

Brasil-Vietnam: possibilidades de expansão da corrente de comércio e investimento

por Mario Cordeiro de Carvalho Junior

Após duas visitas oficiais ao Brasil, em 2023 e 2024, do Primeiro Ministro da República Socialista do Vietnam Pham Minh Chinh, finalmente o Presidente Lula será o primeiro mandatário brasileiro a visitar oficialmente este país. Há uma meta quantitativa firmada pelos dois governos de elevar em cinco bilhões de dólares em termos absolutos a corrente de comércio bilateral até 2030. Do ponto de vista vietnamita o objetivo deles é, de um lado, conseguir firmar um acordo de livre comércio – ALC- entre o Mercosul e o Vietnam, e, do outro lado, obter reconhecimento por parte do Brasil do status de que a economia do Vietnam é uma economia de mercado.

No tocante ao ALC, ainda que os estudos favoráveis que recomendariam a assinatura desse acordo já foram feitos desde o Governo Bolsonaro, e suas conclusões e intenções de política foram mantidos e referendados pelo atual Governo, o fato a destacar é que as divergências em relação ao nível da tarifa externa comum observadas entre os países membros do Mercosul apontam que este ALC poderá não ser assinado ao longo do próximo biênio.

Por sua vez, para o caso de obter status de economia de mercado pelo Vietnã por parte do Brasil – como ocorreu com à China nos anos noventa do século passado – parece que há simpatia do atual governo em firmar esse compromisso, ainda que se recomende prudência em se estabelecer clausulas de salvaguarda como ocorreu com a China seguindo os moldes do GATT/OMC.

Essas salvaguardas devem ser impostas na outorga desse status no caso de haver crescimento acentuado das importações e deslocamento da produção doméstica devido aos diferenciais de competitividade observados entre o Vietnã e o Brasil, sendo isso passível de ocorrer notadamente nos bens e serviços de partes e peças das indústrias de suporte à produção industrial.  Vale lembrar, que o setor de suporte à indústria no Vietnam é um exemplo inspirador de catching up tecnológico que deveria ser visitado, e, sobretudo conhecido por tomadores de decisão do Governo Brasileiro, quanto também por membros das instituições gestores do Programa Brasil Mais Produtivo – notadamente o Senai e o Sebrae -, e das instituições de desenvolvimento estaduais.

Apesar desses riscos e incertezas, a visita do Presidente Lula e sua comitiva ao Vietnam abrirá uma janela de oportunidades para a cooperação econômica e de investimentos mútuos entre os dois países, e, inclusive deveria priorizar o incentivo à formação de joint ventures para a criação e transferência de técnica e tecnologia entre as empresas vietnamitas e as brasileiras. Do ponto de vista brasileiro, esse esforço de promoção para uma maior cooperação empresarial inter-firmas entre o Brasil e o Vietnam poderá ser feito de modo focado nas empresas nacionais que já estão engajadas no esforço nacional da NIB – Nova Indústria Brasil –, e também se deve seguir os princípios da Política de Cultura Exportadora brasileira.

Um primeiro passo é ter um conhecimento mais preciso das bases que vão permitir para que seja dado um salto nas relações de comércio e investimento entre o Brasil e o Vietnam. Há, hoje, cerca de 140 vietnamitas morando e trabalhando no Brasil. E, no, Vietnam, há cerca de 150 profissionais vietnamitas que são fluentes em português – ainda que com acento angolano ou moçambicano – aptos para trabalharem em prol do crescimento das relações bilaterais Brasil e Vietnam.

Por sua vez, jogadores brasileiros de futebol já defenderam as cores da seleção vietnamita, e, inclusive já são cidadãos daquele país. Há ainda morando e trabalhando naquele país, e talvez fazendo remessas de divisas para o Brasil cerca de: a) 50 engenheiros catarinenses que trabalham em empresa vietnamita de ponta de carros elétricos; b) 300 pilotos brasileiros de aviação que trabalham nas diversas companhias áreas – estatais ou privadas – vietnamitas; e c) um pequeno e reduzido de profissionais ligados à indústria criativa de arquitetura e construção civil. Isso é um indicio de potencial de exportação de serviços técnicos especializados do Brasil para o Vietnam.

Há – hoje – presença de investimentos e controle por empresas brasileiras, no Vietnam, nas seguintes atividades: a) de importação e distribuição de álcool exportado do Brasil para consumo humano executado por um braço local de uma grande engarrafadora de bebidas de cerveja brasileira; b) de importação, processamento, distribuição e venda de couros e suas partes oriundos do Brasil por um braço local de um grande frigorífico brasileiro  para serem usados pelas empresas fabricantes de calçados no Vietnam que são muito especializadas para atender o consumidor estrangeiro; e c) em função de ter obtido os primeiros pedidos de compra de uma grande encomenda de aviões comerciais e militares, uma empresa aeronáutica brasileira deverá em breve montar uma warehouse de prestação de serviços e manutenção de aeronaves como uma base de apoio e presença nesse mercado como essa empresa fez no passado nos EUA e na China para firmar sua entrada e presença nesse mercado promissor de aviação.

Considerando que o Vietnam tem um conjunto expressivo de empresas de aviação privada ou pública, está começando a haver demanda por bens e serviços de reparos de aeronaves brasileiras, há comandantes de avião brasileiros pilotando os aviões das companhias de aviação vietnamitas, e, essas empresas ainda não têm linhas regulares de voo entre o Brasil e o Vietnam, então está na hora do governo brasileiro – durante a viagem do Presidente Lula – propor que a empresa estatal vietnamita ou a uma aliança entre as empresas de aviação privada e pública do Vietnam avaliem a possibilidade de montar dois voos semanais com tarifas para low cost tourism entre o Brasil e o Vietnam, e, assim se tornar num hub aéreo para atrair turistas low cost para o Brasil.

Montar uma linha de aviação entre Hanoi/Saigon e Rio de Janeiro/São Paulo incentivaria, de um lado, o turismo receptivo low cost da Asia para o Brasil ( sobretudo para o Rio de Janeiro), e tendo Hanói ou Saigon como aeroportos  Hubs. Isso viabilizaria que houvesse um afluxo expressivo de turistas para o Brasil, tendo como porta de entrada a Cidade Maravilhosa, pois esta já tem uma estrutura de hospitalidade de low cost capaz de atender dois voos semanais com turistas vietnamitas e asiáticos. Com dois vôos semanais, se poderia incentivar a associação ou criação de DMCS ( Destin Management Company) entre os brasileiros e os vietnamitas para atrair grupos de turistas para virem conhecer o Rio de Janeiro com um orçamento e um preço apropriado à renda média e ao padrão asiático e vietnamita.

Por outro lado, com essa linha de aviação se poderia viabilizar o turismo emissivo, principalmente low cost de São Paulo para o Vietnam. Essa mesma DMC poderia montar pacotes para grupos paulistas mostrando que se eles forem ir surfar nas praias de ondas naturais no Vietnam – atual paraíso de surfistas do Vale do Silício na Califórnia – é mais radical e natural que surfar em São Paulo onda mecânica em piscina de condomínio fechado, e, com custo em dólares até menor, e, sobretudo, mais apropriado para viver uma experiência de wellness melhor que em Maresias!

Isso é um indicio do potencial de crescimento da corrente de comércio de turismo entre o Brasil e Vietnam, e, caso a linha de voo regular seja implantada haverá ainda lastro nos porões dessas aeronaves para incentivar as exportações e importações entre os dois países de pequenos volumes de carga área a ser transportada por avião. Em outras palavras, com o crescimento do turismo, haverá uma externalidade no tocante ao transporte internacional entre os dois países. Só falta decisão política para que esse tema entre na agenda governamental, e, vale lembrar que ainda há slots e fingers vazios no Galeão no Rio de Janeiro, que podem atender às demandas da companhia vietnamita para aterrissar e decolar desse aeroporto, apesar do crescimento da quantidade de turistas que transitaram nos últimos meses nesse recinto.

Há máquinas sofisticadas tecnologicamente e/ou conhecimento de biotecnologia com potencial para incrementar o comércio exterior entre os dois países. Em breve, uma missão de produtores e exportadores de café do Espirito Santo irá a uma feira do Vietnam para conhecer porque a produtividade na colheita do café naquele país é superior à do Brasil. Inclusive, o MAPA deveria organizar uma visita técnica de produtores e exportadores de pimenta do Brasil ao Vietnam para entender porque há uma diferença de cerca de 300 dólares por tonelada nas bolsas de mercadoria internacional entre os preços desta commmodity produzida e comercializada no Vietnam vis à vis ao produto nacional. O diferencial de produtividade pode ser creditado basicamente às maquinas made in Vietnam desenvolvidas por empresas estatais que têm como objetivo e missão empresarial criar tecnologia que melhore o processo de limpeza e separação dos grãos de café e de pimenta, e, reduza a presença de microrganismos que podem vir a acelerar a mutação e coloração do produto café ou pimenta de exportação do Vietnam para o mundo. Para que os produtores e exportadores brasileiros tenham acesso a esse maquinário faltará apenas que os bancos vietnamitas junto com os bancos oficiais de desenvolvimento do Brasil celebrem acordos de co-financiamento para a compra e a difusão, aqui no país, desse maquinário único em termos mundiais para melhorar a competitividade e produtividade dos produtores rurais localizados no Brasil de café e pimenta.

Por outro lado, há uma demanda por parte dos produtores rurais do Vietnam em quererem adquirir genética de bovinos premiados em bancos de semem nacionais ou até comprar bovinos em pé para começarem a engordar e reproduzir no Vietnam. Havendo transporte aéreo é provável que a aquisição e o transporte do material genético congelado possam ser montados e estruturados apesar da distância geográfica, e das exigências fitossanitárias associadas. Esse tipo de demanda por conhecimento é um indicio de potencial de exportação de bens especializados a ser ofertados de forma direta por fazendeiros/produtores rurais do Brasil para o Vietnam. E, considerando que os vietnamitas gostariam de ter ainda assistência técnica e estabelecer parceria com os nossos fazendeiros/produtores rurais para aprender o processo de cria, engorda e recria nacional de bovinos se abre espaço para a internacionalização direta a ser feita por uma maior presença dos boiadeiros nacionais que queiram transformar o rural vietnamita, como fizeram no Brasil. De fato, cabe lembrar que essa demanda é fruto direto do aumento da renda média da população local vietnamita, pois o país como um todo está a escapar da armadilha de renda média.

Vale lembrar ainda que a demanda por carnes – bovinos, aves, e porcos – é crescente. Inclusive, há uma demanda excessiva por pés e pescoços de galinha – uma iguaria da culinária local. Atender a essa demanda, quanto de  outras commodities como soja haverá de requerer uma presença maior das empresas brasileiras produtoras desses bens em função tanto dos regulamentos fitossanitários a cumprir, quanto pela exigência ou existência de quotas e critérios de importação a serem atendidos em função de haver ainda forte presença do Estado na importação desses bens. Saudável seria que as empresas exportadoras nacionais desses bens firmassem contratos de representação e distribuição desses seus bens no Vietnam com alguns dos residentes daquele país que falam português, pois assim se aumentaria o volume exportado de forma mais rápida, pois essas empresas nacionais teriam um tipo de agente próprio para comercializar os diversos tipos de carnes brasileiras no Vietnam. E, esses falariam diretos com o Brasil em português  sem passar do vietnamita para o inglês e depois para o português, o que torna um risco e uma incerteza quando o assunto é regulamentos fitossanitários para a exportação de carnes.

Uma característica singular que existe nas casas vietnamitas é o uso de adornos em pedras de ametistas para reverenciar os antepassados. Em função disso, há uma demanda latente por esses bens do Brasil, principalmente das pedras extraídas no Rio Grande do Sul. Há ainda possibilidade de exportação de rochas ornamentais – mármores e granitos – do Brasil para o Vietnam.

Por sua vez, no tocante às importações brasileiras provenientes do Vietnam há três grupos de produtos com grande potencial de serem vendidos no Brasil, a saber: calçados, vestuário e partes e peças da indústria mecânica, metalurgia, elétrica e eletrônica como suporte às indústrias de transformação.  Na área de calçados e de vestuário pode haver um aumento do comércio intra–indústria no setor visto que os produtores do Vietnam se especializaram em fabricar por demanda para a exportação produtos de grifes europeias ou norte-americanas; e vendem para o mercado doméstico um produto bom – não cópia – a um preço que atende ao padrão da população local.
Inclusive, há noticias de que antes da pandemia, algumas redes nacionais de varejo que faziam sourcing na China de vestuário começaram a fazer compras iniciais no Vietnam. Mas, com o advento de plataformas oriundas da China no varejo nacional, esse movimento arrefeceu. Hoje, uma possibilidade para aumentar as compras do Vietnam notadamente de vestuário de melhor qualidade seria incentivar que algumas marcas de luxos brasileiras viessem a iniciar a fazer sourcing naquele país. Contudo, o elevado custo de capital observado no Brasil e dado o tempo para a realização do ciclo de realização  de um sourcing desde a aquisição dos insumos à sua transformação em bens até a sua efetiva venda e recebimento no Brasil faz com que na prática essa estratégia seja descartada pelos detentores das marcas de luxo brasileiras. Demais, a atual fragilidade das redes de varejo nacional decorrência da competição enfrentada contra as plataformas chineses recomendaria que fossem envidados esforços para que as empresas vietnamitas produtoras de calçados e vestuário fossem visitadas pelos compradores das redes de varejo nacionais para identificar se se poderia haver sinergia para que esses novos fornecedores asiáticos pudessem vir a colocar e vender seus produtos nas plataformas ou lojas dessas empresas no Brasil, e, seguissem eventualmente a lógica do remessa on line.

Ainda que somente uma grande empresa de varejo nacional tenha feito um acordo empresarial com uma plataforma chinesa para montar e implantar uma estratégia como a descrita acima, o mais provável é que o consumidor médio nacional possa não ter acesso aos produtos de sapatos e vestuário vietnamitas a preços e qualidade compatível ao padrão de renda brasileira por desinteresse das redes de varejo nacional em explorar esse novo modelo de negócio internacional.

Uma estratégia passível para viabilizar o acesso pelo consumidor brasileiro a esses produtos made in vietnam seria que a associação de empresas produtoras de calçados e vestuário do Vietnam fizessem roadshow presencial e virtual, no Brasil,  para identificar, incentivar, criar, e estruturar que jovens mulheres brasileiras pudessem atuar diretamente em consonância com as empresas vietnamitas produtoras de calçados e vestuários como sendo digital trade promoter, dropshiping, e detentoras de suas lojas de e-commerce em plataformas de vendas e pagamentos nacionais que atendem tanto o Brasil quanto a América Latina.

Inclusive tudo isso poderia ser regulado e operado segundo as normas e regulações determinadas pela receita federal para as operações de pequenos lotes e valores. Essas jovens mulheres poderiam até se regularizar perante o sistema RADAR de importação, como sendo pessoa jurídica ou física. E, ao fazerem isso, o regime fiscal de tributação de importação será o normal – mais racional e com menor valor tributável – que o regime tributação única usada no caso da remessa on line.

Ao estabelecer como política de Governo – pelo lado do Brasil – essa forma de cooperação econômica direta entre as empresas de calçados e vestuários do Vietnam com as jovens mulheres brasileiras de 15 a 29 anos – principalmente aquelas que estiverem no CADUNICO do MDS e pudessem ser objeto do recente programa Acredita desse ministério – haveria oportunidades de se empreender e o melhor é que estas sairiam da linha de pobreza por meio de sua inserção no comércio internacional.

Inclusive se essas jovens mulheres tiverem uma capacitação básica sobre o processo produtivo e as inovações em curso no setor de vestuário e de calçados feito em instituições como o Senai ( nacional e estadual) e a Embrappi têxtil, essas jovens mulheres saberiam aprender a usar nas vendas tanto a manufatura aditiva e os desenhos, quanto a modelagem e a história do mundo fashion  e da moda e do estilo brasileiro para da produção desses bens de consumo. O aprendizado de técnicas de manufatura aditiva e seu desenho em computadores permitirá que se reduzam as idas e vindas de amostras entre comprador e vendedor entre o Brasil e o Vietnam. E, inclusive estimularia que a consumidora brasileira quisesse adquirir produtos exclusivos de vestuário e calçados que poderiam ser desenhados de forma cooperativa entre estilistas brasileiras e vietnamitas e impressos em fab labs no Brasil que tivessem impressores 3 D dedicadas à produção de calçados e vestuário. Esses fab labs poderiam ser montados por essas jovens mulheres desde que essas apresentassem bons planos de negócios internacionais para terem acesso aos recursos de financiamento previstos no Programa Acredita do MDS.

Mais ainda, incentivar essa estratégia de inserção internacional focados em jovens mulheres despertaria o espirito de SER TRADER, de mindset global, e, sobretudo, viabilizaria que o consumidor brasileiro pagasse um preço justo na importação de um bem de calçado e vestuário – recolhendo imposto de importação, imposto de produto industrializado, imposto de circulação de mercadorias, e contribuições e taxas –  mais baixo que o regime de tributação especial das “blusinhas” usados no programa remessa on line conforme. E, até poderia melhorar a avaliação do atual governo visto que um dos fatores da queda de sua popularidade observada no momento presente foi à incidência da taxação injusta na importação do programa remessa conforme criado pela Receita Federal do atual Governo Brasileiro.

Finalmente, o último grupo de produtos potenciais a serem importados do Vietnam é aquele constituído das partes e peças da indústria mecânica, metalurgia, elétrica e eletrônica usadas como suporte às indústrias de transformação. De fato, cabe destacar que são cerca de 300 empresas vietnamitas que fazem parte desse segmento, e apresentam produtividade no chão de fábrica, preços competitivos, tecnologia em linha com a boa prática de fabricação internacional, e, ainda possuem experiência de exportar via sourcing para o Japão, Europa e Estados Unidos. Essas empresas fazem parte de um processo de catching up tecnológico que foi incentivado notadamente por meio de cooperação econômica e técnica entre os governos do Japão e do Vietnam. O Japão, por sua vez, difundiu nesse grupo de atividade econômica suas práticas de Kaizen, TQM, e métodos de produção Toyota por meio da sua agência de promoção JIICA. Concomitantemente ensinou a usar o tool do kaizen como um vetor de desenvolvimento e fez ainda empréstimos em moeda japonesa para ajuste estrutural da economia. De quebra, incentivou o estabelecimento de contratos de transferência de tecnologia ou de formação de joint ventures entre empresas japonesas e vietnamitas. Essa ação vem desde o fim dos anos noventa do século passado, cujo resultado- grosso modo – são que existem cerca de 300 empresas vietnamitas pró-exportadoras e competitivas internacionalmente de partes e peças da indústria mecânica, metalurgia, elétrica e eletrônica.

Cumpre destacar que essas empresas para venderem para o Brasil precisarão fazer uma venda técnica onde o/a trader de preferência localizado no Brasil domine as novas tecnologias de fabricação principalmente por que deverão apresentar às empresas nacionais que compõem a indústria de transformação brasileiras soluções e desenhos em 3D de partes e peças que podem ser fabricadas no Vietnam a partir das especificações, normas e regulamentos nacionais. Além de ter programa e saber usar modelagem em 3D para efetivar a venda técnica o/a trader brasileiro deveria ter um tipo de fab lab hibrido de manufatura aditiva com impressora 3 D para imprimir moldes precisos para  validar os modelos do ponto de vista técnico e de preços que venham a ser processados em largo volume no Vietnam em nome do importador brasileiro. A partir dessa venda técnica se pode de fato incentivar a maior cooperação e eventual formação de joint ventures entre empresas vietnamitas e brasileiras numa área em que o Brasil está bem atrás na fronteira tecnológica de produção.

Importa ressaltar que através do Programa Acredite do MDS se poderia focar nas jovens mulheres para saberem fazer vendas técnicas para o comércio exterior e virarem a ser traders de partes e peças da indústria mecânica, metalurgia, elétrica e eletrônica,  e que sejam  beneficiárias do CADÙNICO se houver acesso aberto aos dados expostos no site https://dados.gov.br/dados/reuso/9. Abertos esses dados, a  seguir, se poderá cruzar esses informações com os dados que constam na base https://www.gov.br/inep/pt-br/acesso-a-informação/dados-abertos em que se pode identificar as jovens mulheres que ao longo da sua vida escolar estão investindo no seu processo de aquisição de capital humano como  beneficiária do CADÚNICO para ser técnica ou futura engenheira.

Desse modo, com um programa de capacitação focado nesse grupo de mulheres – participantes do CADÚNICO  que tenham skills com base em STEAM se terá por meio de qualificação específica um conjunto de profissionais que tanto resolveram problemas de produção e aquisição de partes e peças no chão de fábrica, como saberão identificar aonde produzir esses lotes, tanto no Brasil, e, quiçá no Vietnam.

Por isso, ao final da visita do Presidente Lula deveria ser lançado um programa de cooperação bilateral com vistas a priorizar e incentivar à formação de joint ventures para a criação e transferência de técnica e tecnologia entre as empresas vietnamitas e as brasileiras, notadamente para o setor de indústrias de suporte ao setor de transformação industrial. Do ponto de vista brasileiro, é hora de juntar os esforços do Programa Brasil Mais Produtivo de competência do Sebrae e do Senai, e do Acredita do MDS como os recursos do Programa de Atração de Investimento Externo da APEX. A razão de se sugerir pró-atividade ao Governo e suas agencias especiais é que o empresário vietnamita é hoje comprado via sourcing, e não vende internacionalmente.

Dado que o dragão de querer e poder vender para o exterior ainda não foi despertado e se difundiu na cultura empresarial vietnamita há espaço para se adotar uma negociação ganha-ganha se as sugestões aqui descritas venham a ser adotadas e assim se realizará com facilidade e rapidez as  POSSIBILIDADES DE EXPANSÃO DA CORRENTE DE COMÉRCIO E INVESTIMENTO ENTRE O BRASIL E O VIETNAM.  

Mario Cordeiro de Carvalho Junior  – Professor da FAFUERJ.

Fonte: Jornal GGN
https://jornalggn.com.br/comercio-exterior/mario-de-carvalho-jr-brasil-vietnam-por-comercio-e-investimento/

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Porto de Itajaí tem novo superintendente

A nomeação do superintendente do Porto foi expedida pela Autoridade Portuária de Santos e comunicada oficialmente à prefeitura de Itajaí nesta terça-feira

O advogado João Paulo Tavares foi nomeado nesta terça-feira (18) como o novo superintendente do Porto de Itajaí. A nomeação foi expedida pela Autoridade Portuária de Santos e comunicada oficialmente à prefeitura de Itajaí.

Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Tavares afirmou que sua gestão estará voltada para o fortalecimento do Porto e a geração de renda para o município e o estado de Santa Catarina.

“Agradeço ao presidente Lula e ao ex-deputado federal Décio Lima. Vamos honrar os compromissos com os trabalhadores e com Itajaí. O Porto é uma porta para o mundo e vamos gerar desenvolvimento e renda para o município e para o estado”, declarou o novo superintendente.

Tavares ressaltou que sua nomeação é um reconhecimento pelos serviços prestados ao município e destacou o compromisso do governo federal com o crescimento do Porto de Itajaí.

Ele também recordou que Lula teve papel fundamental na recuperação da estrutura portuária em momentos críticos: em 2006, com a reforma dos molhes; em 2008, com a reconstrução após a enchente; e, recentemente, com a retomada das operações após um período de quase três anos de paralisação. Segundo ele, os resultados já mostram um crescimento de 30% em relação ao mesmo período do ano passado.

O novo superintendente também recebeu apoio de entidades representativas, incluindo a Intersindical dos Sindicatos dos Trabalhadores Avulsos e Vinculados da Orla Portuária de Itajaí, Navegantes, Florianópolis e Região do Varejista de Itajaí.

O Conselho das Entidades de Itajaí, composto por 25 organizações, também manifestou apoio à sua gestão após uma sabatina sobre a importância do Porto para o crescimento da cidade, realizada em fevereiro na sede da Intersindical.

João Paulo e Décio Lima. O presidente do Sebrae foi importante na indicação do novo superintendente do Porto – Foto: Divulgação/NDJoão Paulo e Décio Lima. O presidente do Sebrae foi importante na indicação do novo superintendente do Porto – Foto: Divulgação/ND

A nomeação de João Paulo Tavares como novo superintendente do Porto de Itajaí ocorre após um período de transição e ajustes administrativos na gestão do porto.

Superintendente interino do Porto de Itajaí

Anteriormente, em janeiro de 2025, a Autoridade Portuária de Santos (APS) havia indicado o advogado André Leme da Silva Fleury Bonini como superintendente interino do Porto de Itajaí, durante o processo de federalização e transição administrativa do terminal portuário.

A indicação de Bonini, que atuava como superintendente da chefia de gabinete da APS, foi oficializada pela prefeitura de Itajaí e teve caráter temporário, visando assegurar a continuidade das operações e evitar a paralisação de obras e serviços essenciais durante a transição.

João Paulo Tavares Bastos Gama tem 48 anos de idade e é natural de São Paulo. Em Itajaí desde 1994, João é advogado com MBA em Direito Tributário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele é ex-presidente da OAB de Itajaí e conselheiro Federal da OAB. Já atuou como secretário de Administração, procurador-geral do Município e diretor-presidente do Instituto de Previdência de Itajaí.

FONTE: Nd+
Porto de Itajaí tem novo superintendente

 

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ICMS dos Alimentos: Estado anuncia importante medida, mas depende das empresas; A força de Schiochet em Brasília;

O Governo do Estado tomou uma medida importante ao adotar o ICMS Zero para seis itens da cesta básica, a exemplo do que já haviam feito outros estados.

Produtos como arroz, feijão, farinhas de trigo, milho, mandioca e de arroz terão uma redução dos 7% cobrados de imposto para uma isenção total. Agora, o que realmente tornará a medida eficaz é o acordo feito com os representantes do setor produtivo catarinense para que orientem seus associados a repassarem esse desconto para o preço de venda dos produtos. Ou seja, se as empresas aderirem, aí sim a medida será efetiva, pois reduzirá de fato os preços dos produtos nas gôndolas dos supermercados. Em suma, o governo fez a sua parte, agora caberá à indústria. Isso porque, a cada R$ 1,00 abatido de imposto, em média, apenas R$ 0,13 são descontados do preço final.

No próximo dia 12, a Secretaria de Estado da Fazenda pedirá a adesão de Santa Catarina ao convênio do Confaz e, depois, enviará um projeto de lei para a Assembleia Legislativa, que deverá aprovar a proposta sem dificuldade. Vale lembrar que ovos e hortifrutis já não pagam ICMS. O impacto previsto é de R$ 600 milhões por ano.

Pelas manifestações do setor produtivo, é possível prever que todos farão um esforço para reduzir o preço dos alimentos. O presidente da Fiesc, Mário de Aguiar, destacou que o Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM) orientará as empresas filiadas a repassar integralmente a redução aos consumidores. Por sua vez, o vice-presidente institucional da Associação Catarinense de Supermercados (Acats), José Koch, destacou que o setor recebe a iniciativa com otimismo e reconhece os impactos positivos da isenção.

Reduções

Vale destacar que a decisão do governo de Jorginho Mello (PL) de zerar o ICMS de seis itens da cesta básica faz parte de um movimento que tem sido realizado pelos governos catarinenses há cerca de 30 anos. Desde 1996, Santa Catarina tem reduzido para 7% o ICMS dos alimentos considerados essenciais, estando na lista carnes de aves e suínos, leite longa vida, pão francês e massas.

Força de Schiochet

Schiochet poderá comandar a CCJ ou o Orçamento – Imagem: Divulgação

O presidente estadual do União Brasil, deputado federal Fábio Schiochet, está demonstrando grande força nas articulações para cargos importantes na Câmara dos Deputados. Ele é o principal nome de seu partido para assumir a presidência da Comissão de Constituição e Justiça ou do Conselho de Ética. Se confirmado, Schiochet chegará ao seu sétimo ano na Câmara ocupando espaços de destaque. Já presidiu a Comissão de Comunicação, a de Minas e Energia, Defesa do Consumidor e ocupou a primeira vice-liderança.

Fortes apoios

Ivan Naatz tem recebido importantes apoios – Imagem: Divulgação

O deputado estadual Ivan Naatz (PL) tem conquistado importantes apoios para a próxima vaga do Quinto Constitucional. O governador Jorginho Mello (PL) e o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia (PSD), já anunciaram apoio a Naatz.

O presidente do Sebrae, Décio Lima, se lançou como pré-candidato ao Governo do Estado pelo Partido dos Trabalhadores. Chamou atenção o fato de que, no encontro em que foi anunciado, Lima não compareceu. Agora, corre nos bastidores que o líder petista teria recebido um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que dispute uma das vagas ao Senado por Santa Catarina. A ideia seria construir um apoio de todos os partidos de esquerda a uma única candidatura. Décio tem enfrentado muitas críticas à sua condução no comando do PT no estado. Resta saber se conseguirá reunir todas as tendências do partido em prol de seu projeto.

Pressão no MP?

Fontes afirmam que integrantes do Ministério Público estariam sendo pressionados a dar uma definição nas investigações envolvendo os processos de compras suspeitas do Ciasc. Os relatos indicam que pessoas se dizendo emissárias do Governo do Estado estariam fazendo abordagens. Contratações de empresas como a Thomas Greg, no Detran, entre outros processos suspeitos, estariam sendo defendidas por essas pessoas. Uma fonte afirma que a solução dessas questões, além de dar um encaminhamento comercial de interesse do Ciasc, também abriria as portas para um retorno de Moisés Diersmann ao comando do Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina S.A. Só em relação ao Detran Net, o valor estimado é de R$ 60 milhões para a contratação da Thomas, em processo questionado, inclusive, pela equipe técnica do Ciasc.

Proposta impossível?

Juristas entendem que o governador Jorginho Mello (PL) terá dificuldade para colocar em prática a promessa feita durante a posse do novo presidente da OAB, Juliano Mandelli. Durante o evento, Jorginho disse que vai procurar a entidade para discutir um convênio para que a advocacia dativa faça a defesa de policiais e demais integrantes da segurança pública que responderem a processos por causa de ações durante o trabalho. O entendimento é que o governador fez o anúncio para tentar distensionar a relação com os policiais, que estão insatisfeitos com seu governo.

Entendimento

Juristas entendem que não há brecha na lei que permita ao Estado custear a defesa de agentes de segurança. Para um dos advogados consultados, o governador Jorginho Mello (PL) cria um “falso problema”, já que os policiais ganham acima do valor estabelecido para a defesa de cidadãos carentes, além de já fazerem parte de sindicatos e associações que disponibilizam assistência judiciária integral. Outro jurista destacou que a investigação administrativa e judicial pressupõe um ato ilegal do agente, quando for o caso. “Se for um ato ilegal, o pagamento da defesa pelo próprio Estado seria uma lesão indireta. O sujeito comete um ato ilegal e ainda onera o Estado. Não é possível”, afirmou.

Reforço da Defensoria

Também há a defesa de que o Governo do Estado dê maior atenção à Defensoria Pública, responsável por atender pessoas carentes. De acordo com algumas fontes, a defensoria tem sido negligenciada.

Motim

Fontes afirmam que os motivos para o motim na Penitenciária de Itajaí, na sexta-feira passada, foram a oportunidade gerada por um erro de procedimento e também as más condições da unidade. Há cerca de três dias, faltava água para consumo e também para questões básicas, como higiene dos apenados. “A água estava sendo racionada”, relatou uma fonte, que também destacou problemas com a alimentação. O monitor feito refém estava na cela para realizar o procedimento de revista e, por um erro, as portas foram abertas com ele ainda no local, o que o deixou encurralado entre os presos.

Problemas com a terceirização

Fontes relataram que estão sendo constatados problemas com a terceirização de funcionários para atuar no sistema prisional. Os monitores são contratados por meio de empresas, como no caso do que foi feito refém em Itajaí. O homem tinha apenas 22 dias de trabalho e, por um suposto erro de outros terceirizados, segundo relatos de servidores que trabalham no local, ficou exposto aos detentos. Relatos de policiais penais dão conta de que, em Joinville, quatro monitores terceirizados chegaram a ser afastados por terem sido flagrados levando celulares e drogas para as celas.

Citada

A deputada federal Júlia Zanatta (PL) voltou a ser citada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em uma entrevista de grande repercussão nacional, consolidando seu nome entre os principais quadros do Partido Liberal em Santa Catarina. Na primeira vez que falou, Bolsonaro apontou Júlia, ao lado da deputada federal Caroline de Toni (PL), como possível nome do partido ao Senado.

Em Lisboa

Uma comitiva de Santa Catarina, formada pela secretária de Estado do Turismo, Catiane Seif, e pelos deputados estaduais Napoleão Bernardes (PSD), Rodrigo Minotto (PDT) e Carlos Humberto Silva (PL), esteve em Lisboa para participar da Bolsa de Turismo. O grupo discutiu a vinda para o estado da rede Vila Galé, de hotéis, além da manutenção dos três voos semanais da TAP entre Lisboa e Florianópolis. Uma parceria com a rede portuguesa de televisão TVI/CNN deve ser formalizada para dar maior visibilidade a Santa Catarina.

Confirmado

O Compol 2025, maior evento de comunicação política e institucional do país, já tem data confirmada: será nos dias 24, 25 e 26 de junho, em Florianópolis. Entre as palestras confirmadas, está a do jornalista Maurício Locks, que coordenou o marketing da campanha do prefeito reeleito de São José, Orvino de Ávila (PSD).

FONTE: Scem Pauta
ICMS dos Alimentos: Estado anuncia importante medida, mas depende das empresas; A força de Schiochet em Brasília; Décio Lima na disputa ao Senado – e outros destaques – Sc em Pauta

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Comércio Exterior, Exportação, Informação, Investimento, Logística, Notícias, Sustentabilidade

Brazil economizaria ao modernizar sua logística

Segundo projeção do Observatório do Custo Brasil, o Brasil poderia reduzir os custos de produção em até 224,76 bilhões de realidades anuais com a modernização de sua matriz logística.

Esta estimativa baseia-se na necessidade de expansão da utilização das ferrovias e da cabotagem; ou que aliviaria os gargalos não transporte de cargas.

Atualmente, 71% do transporte de cargas no Brasil é devido às rodovias. O estudo sugere a redistribuição do sistema de transportes, atingindo 54,93% do transporte rodoviário, 33,59% do transporte ferroviário e 11,47% da cabotagem; redução de 12,9% por tonelada transportada. Essa reconfiguração melhoraria a competitividade do setor produtivo, além de gerar benefícios ambientais pela redução das emissões de gases de efeito estufa, já que o transporte ferroviário e costeiro são mais sustentáveis que o rodoviário.

O relatório destaca que a diversificação da matriz logística é a estratégia com maior potencial para a redução de custos operacionais no Brasil. Pelo contrário, dois países membros da OCDE, que equilibraram melhor seus sistemas de transporte; Ou o Brasil continua altamente dependente de estradas, ou limita sua competitividade no não-mercado global.

Para implementar essas mudanças, é necessária uma aceleração das reformas. Na última década, o investimento em infraestrutura logística no Brasil foi inferior a 2% do PIB; enquanto em países com economias com economias ultrapassa 3,5%. O sucesso dessa transformação dependerá de políticas públicas fundamentais, como a consolidação do Marco Legal das Ferrovias e da Cabotagem; e a racionalização das taxas portuárias.

FONTE: Todo dia Logistica News
Brasil pode economizar modernizando sua matriz logística – TodoLOGISTICA NEWS

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Elas na Logística: Vanessa Reiter Pilz, diretora de ESG da Reiter Log

Na 3ª entrevista da série, a executiva contou como venceu desafios no setor e revelou os caminhos que a levaram ao protagonismo em sustentabilidade na logística

Em um setor tradicionalmente dominado por homens, Vanessa Reiter Pilz encontrou seu espaço desbravando caminhos pouco convencionais. Diretora de ESG da Reiter Log, uma das empresas pioneiras em frota sustentável no Brasil, Vanessa começou a trajetória profissional bem longe do ambiente corporativo, atuando ainda adolescente no restaurante da família.

Esse primeiro passo não só formou sua base para compreender o funcionamento de negócios, como também despertou sua curiosidade para transformar desafios em oportunidades. Aos 22 anos, deu uma guinada em sua trajetória ao ingressar na Reiter Log e, ao longo do tempo, passou por diferentes setores, incluindo Qualidade, Atendimento ao Cliente e Comercial, até assumir posições de liderança e se tornar uma referência feminina no setor logístico.

Na Reiter Log desde 2007, Vanessa acumulou experiência suficiente para liderar iniciativas inovadoras, especialmente na área de ESG, implantada em 2021 sob sua gestão direta.

Nesta terceira entrevista da série “Elas na Logística”, a executiva compartilhou como o olhar feminino tem ampliado horizontes no mercado. “Muitas mulheres ainda têm dificuldades em enxergar seu valor. Nós temos qualidades muito importantes, como a empatia, que é extremamente necessária hoje em qualquer ambiente corporativo.”

Leia na íntegra!

MUNDOLOGÍSTICA: Hoje, você está numa posição de destaque em uma empresa muito disruptiva em relação à frota verde. Como foi o início da sua carreira, ou seja, os seus primeiros passos no mundo corporativo?

VANESSA REITER PILZ: Na verdade, comecei de uma forma bem diferente. Comecei a trabalhar com 16 anos em um restaurante da família. Saía da escola e ia para lá. Durante a faculdade, permaneci nesse restaurante e fiquei por sete anos. Na hora de fazer o TCC, pensei: “Vou fazer sobre o negócio da Reiter Log”. Sempre tive curiosidade, mas, ao mesmo tempo, havia aquele preconceito de ser um mundo muito masculino, uma questão que ainda é “normal” quando se pensa nesse setor. Então, acabei vindo para a Reiter Log aos 22 anos e passei por diversas áreas. Comecei na área de Qualidade, passando por todos os setores para entender bem o negócio. Depois, fui para o Atendimento ao Cliente, entendendo as entregas e as exigências de cada um deles. Como tenho um perfil comercial e gosto desse relacionamento com o cliente, acabei migrando para o Comercial, onde me desenvolvi até assumir a diretoria. Em paralelo, começamos a investir em sustentabilidade e percebemos a necessidade de ter uma diretoria específica para ESG, o que ocorreu em 2021.

Você mencionou a questão de o setor ser majoritariamente masculino, algo que ainda é uma realidade na logística. E você tem essa característica interessante de trabalhar em um negócio familiar, o que pode parecer benéfico, mas também traz desafios. Como foi construir sua carreira considerando esses elementos?

Acho que tem seus ônus e bônus, como todo negócio. Ser da família ou ser uma executiva, independentemente do tipo de negócio, traz vantagens e desafios. Precisamos conciliar a vida familiar com a gestão, separando bem as áreas para que cada um tenha suas responsabilidades. Hoje temos executivos de mercado, como nosso CFO, para dar maior governança. Assumo a área Comercial, enquanto o Vinícius, nosso CEO, foca nas operações. Nossa liderança é diversa, com muitas mulheres na equipe, estimulando a diversidade de pensamentos e formas de gestão. Inclusive, tivemos uma situação em que um cliente, por questões culturais, não queria receber uma mulher da equipe comercial. Independentemente de ser homem ou mulher, aqui buscamos promover oportunidades. Recentemente, criamos uma escola para motoristas mulheres, formando 12 profissionais que foram admitidas pela empresa ou seguiram outros caminhos. Então, sim, a questão familiar tem seus ônus e bônus, mas é importante saber como lidar com isso diariamente e separar bem as responsabilidades.

Como mencionado, a área de ESG foi criada em 2021. Você acredita que ser mulher em uma área relativamente nova dá espaço para mais ousadia em relação à diversidade, como no projeto de formação de mulheres caminhoneiras?

Sim, especialmente por ocupar um cargo de liderança. Ainda existem mais homens nessas posições e ser mulher em um cargo de liderança acaba inspirando muitas outras mulheres que estão iniciando ou buscando uma oportunidade. Hoje, a logística é uma área com muitas oportunidades, seja nas transportadoras ou nos próprios embarcadores. Então, é necessário termos mulheres nesses cargos, inclusive como motoristas. A mulher é uma nova fonte de contratação para o setor. Dependendo do segmento, já encontramos muitas mulheres na área, mas ainda existem conversas que ocorrem predominantemente com homens. Por isso, estar nessa posição ajuda muito.

Trabalhando na área comercial, você tem contato com diferentes empresas e pessoas, ampliando sua visão do mercado. Como seu olhar sobre a logística mudou ao longo dos anos?

Acredito que nos últimos anos, especialmente após eventos como a pandemia, as pessoas começaram a perceber a importância do transporte. Absolutamente tudo que consumimos passa por um caminhão. Então, as empresas começaram a enxergar a logística como essencial e como parte do seu negócio. Ainda temos um longo caminho para construir parcerias sustentáveis, mas vejo um reconhecimento cada vez maior do setor logístico como estratégico para o país.

Falando de transporte e ESG, é impossível não mencionar tecnologia. Você acha que a tecnologia também impulsiona a entrada de mais mulheres na logística?

Sim. Hoje, o acesso à informação é muito fácil e dinâmico, o que permite aprender muito mais rapidamente. A tecnologia ajuda a diminuir barreiras, especialmente a do conhecimento, que é fundamental para qualquer área.

O público feminino da MundoLogística cresceu muito nos últimos anos. Qual conselho você daria às mulheres que estão iniciando ou construindo suas carreiras agora?

Acho que o principal é acreditar em si mesma. Muitas mulheres ainda têm dificuldades em enxergar seu valor. Nós temos qualidades muito importantes, como a empatia, que é extremamente necessária hoje em qualquer ambiente corporativo. Quanto mais mulheres houver no ambiente de trabalho, mais podemos fortalecer umas às outras. Meu principal conselho é esse: acreditar realmente em si mesma e no seu valor.

FONTE: Mundo Logistica
Elas na Logística: Vanessa Reiter Pilz, da Reiter Log

 

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China fez raro saque de estoques de petróleo bruto em meio a importações fracas

A China recorreu levemente aos estoques de petróleo bruto nos dois primeiros meses do ano, à medida que as refinarias processaram mais petróleo e as importações permaneceram fracas.

Foi a primeira vez em 18 meses que o processamento das refinarias superou a quantidade de petróleo disponível a partir de importações e produção doméstica.

As refinarias processaram cerca de 30 mil barris por dia (bpd) a mais no período de janeiro-fevereiro do que o total de petróleo disponível, de acordo com cálculos baseados em dados oficiais.

A China não divulga os volumes de petróleo que entram ou saem dos estoques estratégicos e comerciais, mas uma estimativa pode ser feita subtraindo a quantidade de petróleo processada do total disponível a partir de importações e produção interna.

As refinarias processaram o equivalente a 14,74 milhões de bpd nos dois primeiros meses do ano, um aumento de 2,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados divulgados na segunda-feira pelo Escritório Nacional de Estatísticas.

A China combina os dados de importação de janeiro e fevereiro para suavizar o impacto do feriado de uma semana do Ano Novo Lunar, cuja data exata muda a cada ano.

A China, o maior importador mundial de petróleo bruto, viu as chegadas de 10,37 milhões de bpd nos dois primeiros meses do ano e uma produção interna de 4,34 milhões de bpd.

O total combinado de 14,71 milhões de bpd ficou 30 mil bpd abaixo do volume processado, a primeira vez desde setembro de 2023 que o processamento superou o petróleo disponível.

Considerando que é um acontecimento relativamente raro para as refinarias processarem mais petróleo do que o total de importações e produção doméstica, vale a pena perguntar por que isso aconteceu nos dois primeiros meses de 2025.

A principal razão é que as importações de petróleo foram fracas nos dois primeiros meses, caindo 5% em relação ao mesmo período de 2024.

Provavelmente, houve dois principais fatores por trás da queda nas importações. O primeiro foi que as refinarias reduziram as compras de cargueiros da Rússia após o presidente norte-americano Joe Biden, em fim de mandato, impor novas sanções em meados de janeiro a navios que transportavam petróleo russo.

Mas também é importante notar que as refinarias não parecem ter feito muito esforço para substituir o petróleo russo por cargas de outros fornecedores, e a razão mais provável para isso foi a força dos preços globais do petróleo em janeiro e fevereiro.

Os contratos futuros do Brent atingiram seu ponto mais alto até agora este ano, de US$ 82,63 por barril, em 15 de janeiro, tendo subido constantemente de níveis em torno de US$ 70 no início de dezembro.

RECUO DOS PREÇOS

As refinarias chinesas têm um histórico de reduzir importações quando acreditam que os preços do petróleo subiram demais ou rápido demais.

A última vez que elas recorreram aos estoques, em setembro de 2023, ocorreu após os preços do petróleo terem subido fortemente de cerca de US$ 72 por barril em junho daquele ano para atingir uma máxima de 10 meses de US$ 96,26 em 29 de setembro de 2023.

Os preços do petróleo têm recuado desde a alta em janeiro deste ano, com o Brent sendo negociado em torno de US$ 71,00 por barril no comércio asiático na segunda-feira.

A queda nos preços pode ser suficiente para incentivar as refinarias a comprarem mais petróleo, mas isso provavelmente só aparecerá nas importações a partir de abril, dado o intervalo entre a encomenda e a entrega física do petróleo.

Do lado do processamento das refinarias, vale notar que, embora o processamento tenha aumentado 2,1% nos dois primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2024, ainda ficou bem aquém do que costumava ser o nível normal.

O processamento das refinarias da China caiu em 2024 pela primeira vez em mais de duas décadas, caindo para 14,13 milhões de bpd.

A recuperação para 14,74 milhões de bpd no período de janeiro-fevereiro é modesta, especialmente quando vista em comparação com o período de agosto de 2023 até março de 2024, quando os volumes de processamento regularmente ultrapassaram 15 milhões de bpd.

O processamento das refinarias também foi provavelmente impulsionado pelo aumento da demanda por gasolina durante os feriados do Ano Novo Lunar e pelo início das operações de uma unidade de 200 mil bpd na nova refinaria Shandong Yulong Petrochemical.

Texto de Clyde Russell. As opiniões expressas aqui são do autor, colunista da Reuters. Edição de Kate Mayberry

FONTE: Reuters
China fez raro saque de estoques de petróleo bruto em meio a importações fracas – DatamarNews

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Industria, Informação, Notícias

Egito é o maior fornecedor de laranjas para Brasil

O Brasil é conhecido como o maior produtor de laranjas do mundo, e o maior exportador de suco concentrado de laranja, com 75% do mercado mundial.

Para complementar o consumo interno, no entanto, nosso País sempre importou essa fruta, em especial da Espanha, uma especialista em produção de citrus. Nos últimos anos, outro fornecedor vem brigando pela posição de maior vendedor de laranjas para o mercado brasileiro: o Egito. Em 2024, foi o país que mais exportou para o Brasil, com vendas no valor de US$ 16,1 milhão, alta de 113% em relação a 2023

As importações de laranja têm crescido, em especial nos últimos dois anos. Em 2024, praticamente dobraram de tamanho, saindo de 26,9 mil toneladas em 2023 para 51,2 mil toneladas no ano seguinte, um aumento expressivo de 90,3%. A principal razão é a queda na produção nacional, o que faz aumentar a demanda do produto internacionalmente. Para se ter uma ideia, a estimativa da produção da safra 2024/2025 é de 228 milhões de caixas. Na safra anterior, foi 307 milhões de caixas.

A queda na produção, por sua vez, tem duas explicações: o avanço do greening, doença causada por uma bactéria, nas plantações – em especial do estado de São Paulo -, e os fatores climáticos, principalmente o calor extremo.

“Hoje, nosso principal problema é muito mais o calor extremo que o greening”, diz Guilherme Rodriguez, engenheiro-agrônomo e supervisor de Projetos do Fundecitrus, Fundo de Defesa da Citricultura, entidade privada criada em 1977 para promover a produção do parque citrícola do Estado de São Paulo – hoje o chamado “cinturão citrícola” inclui também algumas cidades do sul de Minas Gerais. Guilherme explica: “O greening afeta nossas plantações desde 2004 e causa diversos prejuízos, como a seca de ramos e a queda de frutos. Para combatê-lo, utilizamos diferentes estratégias ao longo dos anos. Já o calor extremo impacta principalmente a fixação dos frutos, reduzindo sua quantidade. Enquanto o greening compromete a saúde da planta, o calor afeta diretamente a produção.”

O próprio Fundecitrus atua há duas décadas no combate ao greening. Também conhecido como huanglongbing e HLB, ele ataca todos os tipos de citros e não há cura para as plantas doentes. Para reforçar o trabalho, em fevereiro o fundo lançou a campanha de conscientização “Para a incidência ser zero, o controle precisa ser dez”, lembrando, entre outras coisas, que a principal arma contra ele é a prevenção, e de forma coletiva. “Hoje, 44% das plantações paulistas têm greening, sendo Limeira a cidade com o maior índice, 78%”, explica Guilherme. “E se um fazendeiro cuida, mas o vizinho não, todos podem ser afetados. O combate só dá certo com o manejo regional”.

Na prática, o que acontece é que as árvores novas afetadas não chegam a produzir e as adultas em produção sofrem uma grande queda prematura de frutos e definham ao longo do tempo. Bactéria originária do Sudoeste Asiático, o greening praticamente dizimou a fruticultura da Flórida, nos Estados Unidos. Mas se a bactéria é um inimigo já conhecido e que vem sendo combatido, o calor extremo é uma novidade dos últimos anos. Uma das estratégias para lidar com ele, no momento, é o aumento da irrigação.

Do outro lado, oportunidade para o importador

Como em toda balança comercial, o que é problema para uns se torna oportunidade para outros. O Brasil importa laranjas do Egito desde 2019, quando foram aprovados os protocolos fitossanitários, mas desde 2017 já existia um acordo de livre comércio do país árabe com o Mercosul, o que elimina um imposto de importação que os países da Europa pagam. Conforme os egípcios foram aprimorando o produto, foram também adentrando no mercado brasileiro, movimento sentido mais nos últimos anos.

A trading 52W, de São Paulo, começou a trazer laranjas egípcias ao Brasil em dezembro de 2024. Fundada há três anos, importando inicialmente maçãs portuguesas e maçãs e peras argentinas, a empresa detectou a oportunidade das laranjas do Egito de forma curiosa. “Fomos passar uma temporada na Espanha para aprender sobre laranja, tangerina e limão. Quando estávamos lá, aconteceu uma greve geral dos produtores espanhóis de laranja contra os produtos de outros países, que estavam chegando com a mesma qualidade e mais baratos, em especial do Egito. Foi quando deu o estalo”, conta Gustavo Fávero, um dos sócios da 52W.

Mostafa Adel é parceiro da 52W no Egito

Ele e os sócios perceberam o tamanho do potencial quando viram que tinha fornecedor que não estava conseguindo entrar no mercado brasileiro. Logo encontraram um parceiro comercial no Cairo, a Dream International e, juntos, começaram a operação para trazer laranjas de mesa dos tipos Navel (aqui vendida como Bahia) e Valência. “Não é uma operação fácil, tudo é avaliado, cor, calibre, nível de acidez e doçura e o parceiro logístico tem que ser de qualidade porque tudo tem que acontecer em 30 dias e o transporte a quatro graus de temperatura”, explica o importador, que se prepara para fazer a mão contrária e exportar produtos brasileiros para o país árabe.

Para Gustavo, a presença maior do produto egípcio se deve mais à substituição do espanhol, com mesma qualidade e melhor preço, que pelas questões da produção brasileira. “O Brasil é um excelente produtor de citrus, mas é normal com toda fruta que ela seja complementada na chamada entressafra por importadas, para que tenha oferta o ano inteiro para o consumidor”. O que torna o Brasil, com ou sem problemas de produção, um ótimo mercado consumidor em qualquer momento.

Cadeia da laranja

Mesmo com todas as adversidades, a cadeia da laranja no Brasil é de suma importância. Além de ainda ser o maior produtor mundial e responder por 75% das vendas globais de suco da fruta, toda a cadeia gera cerca de 200 mil empregos diretos e indiretos, somando U$ 189 milhões em impostos. Nesse cenário, São Paulo ainda se destaca, com 90% do volume exportado pelo País. Apenas em São Paulo, foram geradas 45.112 vagas na safra 2023/2024, uma alta de 10% em comparação com a safra anterior, de acordo com dados da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR).

Para a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, apesar do greening e do clima nada favorável, ainda há muitos motivos para se comemorar o avanço do setor. Além da geração de empregos, a laranja paulista foi responsável por 8,2% de tudo que foi exportado por São Paulo, em um montante de US$ 1,15 bilhão na balança do Estado no ano passado. É um dos cinco principais produtos do agro paulista na balança comercial, segundo levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), órgão vinculado à secretaria.

Fonte: ANBA
Egito é o maior fornecedor de laranjas para Brasil

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Portos gaúchos registram aumento das movimentações no primeiro bimestre de 2025

O complexo portuário do Rio Grande do Sul encerrou o primeiro bimestre de 2025 com uma movimentação de 6.895.687 toneladas, um aumento de 19,11%, em relação ao mesmo período do ano passado.

Em paralelo a isso, o Porto do Rio Grande e seu distrito industrial registraram 6.735.155 toneladas, a melhor movimentação dos últimos dez anos nos primeiros 60 dias do novo ano. Os granéis sólidos respondem por grande parte desse quantitativo, alcançando 57,1%. As cargas gerais são a segunda categoria mais movimentada e representam 35,1%. Já os granéis líquidos somam 7,1%. O número de navios e barcaças que circularam pelas três unidades também aumentou: Rio Grande recebeu no período 515 embarcações, Pelotas 65 e Porto Alegre outras 14.

No Porto do Rio Grande, o aumento de 24,32% nas movimentações foi puxado pela alta de cargas como milho (32.718,04%), sulfatos (715,91%), carnes (63,43%), fosfatos (50,93%), soja em grão (36,57%) e celulose (16,97%). Quanto à movimentação de contêineres, a variação positiva foi de 38,54%, passando de 111.501 TEUs, em 2024, para 154.479 TEUs, em 2025.

O gráfico abaixo revela quais foram as principais cargas de exportação e importação do Porto do Rio Grande nos doze meses de 2024, de acordo com dados do DataLiner. Clique no link abaixo para solicitar uma demonstração.

Principais Cargas em Contêineres do Porto do Rio Grande | 2024 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Em relação à origem das importações, a China é o país que lidera o ranking no período entre janeiro e fevereiro, com 339.240 toneladas. Na sequência aparecem a Argentina (307.207t), os Estados Unidos (71.760t), o Marrocos (71.001t) e o Uruguai (67.204t), nesta ordem. Já as exportações tiveram como destino o Vietnã (642.316t), a China (559.512t), a Indonésia (341.636t), a Arábia Saudita (335.906t) e os Estados Unidos (167.342t), respectivamente.

No Porto de Pelotas, a movimentação total do período foi de 123.130 toneladas. As toras de madeira seguem respondendo pela maioria das operações, alcançando 112.113 toneladas. Já o clínquer, que é o cimento em sua fase bruta de fabricação, registrou 11.017 toneladas.

No Porto de Porto Alegre, as movimentações somaram 37.402 toneladas. Os insumos para a produção de fertilizantes são as principais cargas da unidade e somaram no período 21.352 toneladas. Na sequência aparece o trigo (10.743t), o sal (5.302t) e o clínquer (5t).

FONTE: Datamar News
Portos gaúchos registram aumento das movimentações no primeiro bimestre de 2025 – DatamarNews

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