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Ambev inaugura nova linha de produção de cervejas premium em SC e amplia capacidade em Lages

A Ambev colocou em operação, no sábado (22), uma nova linha de produção de cervejas premium na unidade de Lages (SC), dentro de um plano contínuo de modernização industrial. A ampliação busca acelerar a produção e atender à demanda crescente por cervejas premium e sem álcool, reforçando o papel estratégico de Santa Catarina no segmento.
Com a novidade, a fábrica passa de quatro para cinco linhas de envase, incluindo uma para garrafas, duas para latas e outra dedicada a long necks. A capacidade inclui rótulos como Stella Artois, Stella Pure Gold, Spaten, Corona, Corona Cero e Budweiser 0,0%.

Santa Catarina como polo estratégico da Ambev

Para Valdecir Duarte, vice-presidente de Supply da Ambev, a unidade catarinense é essencial para a operação no Sul:
“A localização estratégica da Cervejaria Santa Catarina nos permite atender diversos estados com agilidade. Os investimentos reforçam nosso compromisso de longo prazo com o estado e com a estratégia de liderar o crescimento das cervejas premium e sem álcool no Brasil”.

A presença da companhia tem forte impacto econômico na região. Desde o início das operações, mais de 14 mil empregos diretos, indiretos e induzidos foram gerados ao longo da cadeia produtiva. Dados do IBGE mostram que cada R$ 1 investido em uma cervejaria movimenta cerca de R$ 2,50 na economia nacional.

Investimentos e rede de distribuição

Santa Catarina ocupa posição estratégica não apenas na produção, mas também na fabricação de embalagens, fornecendo latas e garrafas para oito estados brasileiros. Desde sua inauguração, a unidade recebeu R$ 1,4 bilhão em investimentos.

A Ambev mantém ainda quatro centros de distribuição em Florianópolis, Joinville, Blumenau e Camboriú, além de oito revendedores parceiros no estado. A operação tecnológica também é destaque: o Ambev Tech, em Blumenau, funciona como um hub de inovação com mais de 500 colaboradores que desenvolvem soluções para toda a companhia.

A empresa segue fortalecendo sua presença cultural em Santa Catarina. É a cervejaria oficial da Oktoberfest de Blumenau e prepara o lançamento da Spaten Festbier, criada especialmente para a edição de 2025 do evento.

FONTE: Amanhã
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Amanhã

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América Latina ganha protagonismo global no mercado de data centers

Segundo um estudo da Cushman & Wakefield, empresa global de serviços imobiliários corporativos, várias cidades do continente — especialmente São Paulo, Santiago, Querétaro e Bogotá — consolidam-se como polos estratégicos na nova infraestrutura digital global.

O relatório, que analisa o desempenho do mercado de data centers nas Américas durante o primeiro semestre do ano, destaca que São Paulo, no Brasil, é o principal mercado desse segmento na região e funciona como um ponto central de troca de Internet (IXP), otimizando o tráfego regional e conectando com os Estados Unidos por meio de diversos cabos submarinos instalados desde 2018. Atualmente, opera com 346 MW e tem 254 MW em construção.

Em segundo lugar está Santiago do Chile, que vem se firmando como um centro regional chave com potencial para se tornar um mercado de alcance global. Os projetos de cabos submarinos têm sido fundamentais, como o que liga o Chile a Sydney (Austrália) e o cabo Curie, do Google, que conecta com Los Angeles. Hoje, a cidade possui 182 MW em operação e 95 MW em construção.

“O auge de Santiago começou em 2019 com a estratégia de transformação digital do governo, que avançou ainda mais com o lançamento do Chile Digital 2035 em 2022 e do Plano Nacional de Dados em 2024”, menciona o estudo. “Atualmente, o mercado atende principalmente à demanda local de colocation retail, com exceção do data center construído pelo Google em Quilicura”, detalha a análise da Cushman & Wakefield.

“Os centros de dados em operação são principalmente de colocation e hyperscale, com capacidade projetada para dobrar nos próximos dois anos. Um ponto de destaque é o uso de energias renováveis, que em 2025 atingiram 20%, juntamente com uma notável diversificação energética. Além disso, o Chile está entre os dez países com maior implantação de fibra óptica no mundo. Esses elementos consolidam a posição do país — e da América Latina — como um ator fundamental no ecossistema digital, não só no cenário regional, mas também global”, afirma Rosario Meneses, subgerente de Pesquisa de Mercado da Cushman & Wakefield Chile.

Dados recentes
Enquanto isso, Querétaro, no México, com 114 MW em operação e 81 MW em construção, beneficia-se de sua posição ao longo das linhas de fibra que conectam a Cidade do México a Monterrey e Dallas, o que o coloca diretamente na rota do crescimento digital graças à sua localização estratégica. Isso tem atraído investimentos de grandes players internacionais como Equinix, CloudHQ, AWS e Microsoft.

Por fim, em nível regional, Bogotá, na Colômbia, combina escala crescente, conectividade internacional de alto nível e incentivos governamentais, o que a torna um mercado emergente chave na América Latina, com grande potencial para atrair hyperscalers. Embora sua capacidade operacional ainda seja modesta em comparação com outras cidades, o mercado colombiano apresenta condições favoráveis para desenvolvimentos futuros. Atualmente, conta com 47 MW em operação e 54 MW em construção.

O relatório também destaca que, embora os maiores mercados globais continuem concentrados em polos como Virgínia do Norte, Pequim e Portland, os avanços na América Latina ganham terreno de forma constante, agregando diversidade e capacidade à infraestrutura digital global.

O estudo conclui que a demanda global de hyperscalers (Microsoft, Google, AWS) e operadores de colocation impulsiona uma expansão cuja próxima etapa será a integração de hubs maduros e emergentes, com a América Latina consolidando-se como uma região altamente dinâmica fora do eixo EUA–China.

FONTE: Todo Logistica News
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Dia do Empreendedorismo Feminino: Santa Catarina tem mais de 1,2 milhão de mulheres empreendedoras

Participação de mulheres no quadro societário das empresas aumentou em 2025, fortalecendo o empreendedorismo feminino

O Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino, celebrado nesta quarta-feira, 19, é marcado pelo crescimento da participação de mulheres no comando e no quadro societário de empresas em Santa Catarina. Conforme dados da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc), o estado tem mais de 1,25 milhão de mulheres empreendedoras, número que tem crescido nos últimos anos. 

As mulheres representam 38,2% do total de empreendedores considerando o volume de empresas ativas em Santa Catarina. No entanto, somente entre as empresas abertas em 2025 elas representam 40,8%. Ou seja, a participação de mulheres cresceu, principalmente com micro e pequenas empresas. Apenas neste ano foram quase 140 mil mulheres registradas como proprietárias ou sócias de empresas.  

“O crescimento da participação de mulheres liderando as empresas reflete a força e a capacidade feminina. Elas estão empreendendo mais, inovando e investindo. E o empreendedorismo feminino é uma das prioridades do governador Jorginho Mello e minha. Por isso investimos na criação e manutenção de iniciativas como o Pronampe Mulher e os programas Mulheres+Tec e Mulheres+Pesquisa. Ações essenciais para que as catarinenses tenham mais opções para criar suas empresas, garantindo sua independência e gerando emprego e renda”, destacou a vice-governadora Marilisa Boehm. 

Fonte: Jucesc

Mulheres na indústria, comércio e serviços

Conforme os dados da Jucesc, as mais de 1,25 milhão de empreendedoras catarinenses atuam em diversos setores econômicos. A maior parte empreende no comércio e reparação de veículos, com participação de 343 mil mulheres sócias e proprietárias. Na sequência aparecem os setores de indústria da transformação (158 mil) e atividades administrativas e serviços complementares (101 mil). 

Distribuição pelos principais setores econômicos

Total: 1,25 milhão

  • Comércio e reparação de veículos: 343 mil
  • Indústria da transformação: 158 mil
  • Atividades administrativas e serviços complementares: 101 mil
  • Alojamento e alimentação: 95 mil
  • Atividades profissionais, científicas e técnicas: 91 mil
  • Outras atividades de serviços: 87 mil
  • Saúde humana e serviços sociais: 70 mil
  • Construção: 56 mil
  • Atividades imobiliárias: 54 mil
  • Transporte, armazenagem e correio: 49 mil

Para a vice-presidente da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc), Fabiana Everling, o empreendedorismo feminino gera um ciclo positivo na economia. “Esses números mostram sobretudo um grande empreendedorismo feminino e isso se dá por diversos fatores. A mulher saiu em busca do seu próprio negócio, de legalizar as atividades que eventualmente ela já desenvolvia sem essa formalização. A mulher tem se qualificado cada vez mais e aí ela empreende no seu próprio negócio. E, além de fazer a sua renda, ela gera renda, gera emprego”, destaca.

Empresária de São João Batista comanda indústria calçadista 

Uma das mais de 1,25 milhão de empreendedoras catarinenses é Suzana Santos, líder da fábrica que leva o seu nome e produz calçados femininos em São João Batista. Em todas as plantas da empresa, em Santa Catarina e na Bahia, são mais de 2,5 mil funcionários que trabalham na produção de sandálias, tênis, tamancos e rasteirinhas. 

“Hoje a gente atende em todos os estados e exporta para uma média de 25 países. A gente é uma empresa muito inovadora e pensa muito em evoluir, buscar as mudanças que o mercado pede, então a gente desenvolve os produtos de acordo com as necessidades do consumidor”, explica Suzana Santos. 

A indústria é familiar e hoje é tocada por Suzana e pelo seu irmão. Ela é responsável pela parte comercial, estilo, criativo, bem como marketing. Com o sucesso da marca, a empresa verticalizou a produção e passou a fabricar também parte da matéria-prima. Conforme Suzana, empreender em Santa Catarina tem diversas vantagens.

“Santa Catarina é um estado próspero, é um estado que tem muita oportunidade e mão de obra qualificada. Aqui a parte da logística é muito diferente, temos mais opções. A gente também está próximo da maioria dos clientes, daqueles estados que tem grande potencial de venda”, explica.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Leo Munhoz/SecomGOVSC

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Dívida da Braskem dispara para 14,7 vezes o EBITDA com prejuízo de R$ 26 milhões

A Braskem atravessa uma das fases mais delicadas de sua história. No terceiro trimestre de 2025, a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 26 milhões, uma melhora frente à perda de R$ 592 milhões no mesmo período do ano anterior. O alerta, porém, está no balanço: a dívida líquida saltou para 14,76 vezes o EBITDA recorrente, quase o triplo da relação de um ano antes (5,76x), revelando uma estrutura financeira frágil e insustentável para uma empresa cíclica e de capital intensivo.

O EBITDA recorrente despencou 65% em relação a 2024, para US$ 150 milhões (R$ 818 milhões), enquanto a receita líquida caiu 19%, totalizando R$ 17,3 bilhões — reflexo de preços deprimidos de petroquímicos e alta ociosidade nas plantas. O fluxo de caixa operacional ficou negativo em R$ 334 milhões, e o consumo total de caixa chegou a R$ 2 bilhões, ampliando o desequilíbrio financeiro da companhia.

Margens pressionadas e mercado em retração

A crise é estrutural. O mercado petroquímico global segue com excesso de oferta — o chamado “efeito China” —, o que derrubou as margens de polietileno (PE), polipropileno (PP) e PVC entre 9% e 16% em comparação ao 3º trimestre de 2024. No Brasil, a taxa de utilização dos crackers de etileno caiu de 73% para 65%, afetada por paradas programadas no Rio de Janeiro e pela fraca demanda doméstica.

As vendas de resinas no mercado brasileiro recuaram 9%, somando 787 mil toneladas, enquanto as exportações avançaram na mesma proporção (+9%). Mesmo com ajustes operacionais e créditos tributários do REIQ, o EBITDA do segmento Brasil/América do Sul caiu de US$ 335 milhões para US$ 205 milhões.

Nos Estados Unidos e Europa, o cenário foi ainda pior: o EBITDA reverteu de lucro de US$ 71 milhões para prejuízo de US$ 15 milhões, pressionado por queda de 23% nos preços do PP e pela baixa atividade industrial. No México, a subsidiária Braskem Idesa também inverteu resultados, com EBITDA negativo de US$ 37 milhões, frente a lucro de US$ 80 milhões no ano anterior, devido ao alto custo do etano e à parada de manutenção de grande porte.

O nó financeiro

Com margens comprimidas e fluxo de caixa negativo, a Braskem passou a depender de financiamentos de longo prazo e alto custo. A dívida bruta atingiu US$ 8,4 bilhões em setembro, com prazo médio de nove anos, enquanto a posição de caixa (sem incluir a Idesa) somava US$ 1,3 bilhão. Em outubro, a empresa ainda utilizou uma linha de crédito rotativo internacional de US$ 1 bilhão, mas o balanço segue mostrando erosão de liquidez e da capacidade de investimento.

A administração aposta no Programa de Resiliência e Transformação, voltado ao controle de custos e racionalização de projetos. Um alívio temporário veio da redução da provisão do evento geológico de Alagoas, de R$ 5,57 bilhões em 2024 para R$ 3,8 bilhões, após acordo de R$ 1,2 bilhão com o Estado de Alagoas, que encerrou ações judiciais e quitou indenizações ligadas ao afundamento de solo em Maceió em 2018.

Mesmo assim, a empresa contabilizou encargo de R$ 435 milhões para hibernar sua planta de cloro-soda em Alagoas, no âmbito do plano Transforma Alagoas — medida voltada a tornar a produção de PVC mais sustentável, mas que evidencia uma redução estrutural das operações na região.

Crise setorial e medidas regulatórias

A indústria química brasileira opera com 39% de ociosidade, o maior nível em 30 anos, segundo a Abiquim. Para conter o colapso, o governo tem implementado medidas de proteção, como o Projeto de Lei PRESIQ (PL 892/2025) — já aprovado na Câmara — e a aplicação de tarifas antidumping provisórias sobre as importações de polietileno.

A Braskem considera essas iniciativas fundamentais para equilibrar a concorrência e preservar a produção nacional. O conselho da empresa também aprovou o Projeto Transforma Rio, um investimento de R$ 4,2 bilhões destinado a ampliar a capacidade de etileno e polietileno no Rio de Janeiro e aumentar o uso de etano como matéria-prima.

Tentativa de reversão

A atual gestão tenta reverter um ciclo negativo que não foi corrigido por administrações anteriores — nem mesmo após o boom da pandemia, quando a Braskem atingiu seu pico histórico. Em 2021, o EBITDA alcançou US$ 5,2 bilhões, impulsionado por margens recordes e escassez global de plásticos. Desde então, o ciclo virou: os preços caíram, a demanda enfraqueceu e a lucratividade evaporou. O desafio da nova liderança é restabelecer a estabilidade financeira em um setor que hoje luta pela sobrevivência.

Perspectiva crítica

Com o EBITDA sob pressão, a alavancagem em níveis históricos e a geração de caixa negativa, a Braskem enfrenta um ponto de inflexão. A empresa opera com liquidez apertada, margens reduzidas e um mercado global em retração, enquanto tenta preservar seu grau de crédito e atrair novos investimentos.

O cenário segue de tensão simultânea nos três pilares da petroquímica: demanda, margens e endividamento. Uma eventual recuperação dependerá da recomposição dos preços globais e da eficácia das políticas industriais brasileiras previstas para 2026.

FONTE: Brazil Stock Guide
IMAGEM: Reprodução/Brazil Stock Guide

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Santa Catarina registra recorde histórico com mais de 256 mil novas empresas em 2025

Santa Catarina atingiu um marco inédito no empreendedorismo. Entre janeiro e outubro de 2025, o estado registrou mais de 256 mil empresas abertas, o maior número da série histórica da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc). O resultado reflete o forte crescimento econômico catarinense, que segue acima da média nacional e apresenta o maior índice de formalidade do país.

As micro e pequenas empresas dominam o cenário e representam 95% das novas inscrições de CNPJ. Entre elas estão os Microempreendedores Individuais (MEIs), as microempresas (ME) e as Empresas de Pequeno Porte (EPP). Os setores de comércio, transporte, indústria, construção civil e serviços administrativos lideram a abertura de novos negócios no estado.

O governador Jorginho Mello destacou o desempenho como um reflexo do perfil trabalhador e inovador da população. “São milhares de catarinenses que arregaçaram as mangas e estão realizando o sonho de abrir o próprio negócio. O governo está cumprindo seu papel ao não aumentar impostos e desburocratizar a economia”, afirmou.

Comércio e serviços lideram o crescimento de novos negócios

Dados da Jucesc mostram que o setor de comércio e reparação de veículos lidera a abertura de empresas em 2025, com 45 mil novos CNPJs. Em seguida aparecem transporte (37,8 mil), indústria de transformação (25,5 mil), atividades administrativas (25,5 mil), construção civil (23,1 mil) e atividades profissionais, científicas e técnicas (22,7 mil).

Entre os novos empreendedores está Martinus Freitas, dono de uma cafeteria em Florianópolis inaugurada há sete meses. O espaço oferece cafés especiais, lanches e ambiente para trabalho remoto, além de uma vista privilegiada para a ponte Hercílio Luz. “Já tive outros negócios e nunca deixei de acreditar no empreendedorismo. Trabalhar com pessoas sempre foi a minha motivação”, contou.

Martinus também destacou a importância da gestão profissional. “Contamos com assessoria financeira, contábil e de marketing para saber exatamente onde estamos pisando”, afirmou.

Economia aquecida impulsiona o empreendedorismo catarinense

De acordo com o Banco Central, a atividade econômica de Santa Catarina acumulou alta de 4,9% em 2025, resultado superior à média nacional. O desempenho positivo dos setores de indústria, comércio e serviços tem estimulado o surgimento de novos empreendimentos em todas as regiões do estado.

Para o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, o cenário é resultado da combinação de crescimento econômico e formalização. “Santa Catarina vive um momento muito positivo, com PIB em alta, desemprego em mínima histórica e empreendedorismo crescente. O estado é o mais formalizado do país, o que se reflete na criação de novas empresas e no avanço dos MEIs”, afirmou.

Governo estadual aposta na desburocratização e agilidade

O Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos) e da Jucesc, vem ampliando ações para desburocratizar o ambiente de negócios e estimular a abertura de empresas.

Entre as iniciativas está o Programa de Modernização do Ambiente de Negócios, sancionado em outubro, que amplia a lista de atividades econômicas de baixo risco. Com isso, muitas empresas agora podem iniciar as operações mediante autodeclaração, sem necessidade de licenças prévias, tornando o processo mais rápido e acessível.

Outra ação de destaque é o Programa Descomplica CBMSC, criado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, que reduziu para um dia o tempo de análise de projetos de prevenção e segurança contra incêndios. A medida trouxe mais agilidade, transparência e padronização aos processos em todo o estado.

Ambiente favorável impulsiona novos empreendedores

Com políticas públicas voltadas à simplificação, alta formalização e crescimento econômico consistente, Santa Catarina reforça seu papel de destaque como um dos estados mais empreendedores do Brasil. A combinação de inovação, capacitação e desburocratização vem estimulando o surgimento de novos negócios e consolidando o estado como referência nacional em desenvolvimento.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
TEXTO: Redação
IMAGENS: SecomGOVSC

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Lições do vinho: o que a enologia ensina sobre liderança e paciência no mundo corporativo

Antônio Carlos Matos da Silva transforma sua paixão pelo vinho em metáfora para gestão e tomada de decisão

Com mais de 30 anos de carreira em grandes companhias farmacêuticas, no Brasil e no exterior, o executivo Antônio Carlos Matos da Silva descobriu fora das salas de reunião uma nova forma de compreender a liderança. Ex-CEO para Equador e Chile em uma multinacional da área da saúde, ele encontrou no mundo do vinho uma fonte de inspiração para refletir sobre gestão, equilíbrio e propósito.

O vinho como metáfora da liderança

Em entrevista ao programa Humanamente Possível, do NeoFeed, Silva contou que sua paixão pelo vinho se tornou uma verdadeira escola de liderança. “Quando você visita vinícolas e conversa com quem está à frente do negócio — desde o cultivo até o blend — percebe que tudo tem a ver com o nosso dia a dia”, explicou. “Eu ficava intrigado com o fato de dois produtores vizinhos terem resultados tão diferentes.”

A partir dessa vivência, ele escreveu o livro Equilíbrio, Estrutura e Estratégia: Como a arte do vinho pode inspirar a gestão empresarial. A obra propõe uma reflexão sobre tomada de decisão, risco e liderança equilibrada, usando o processo de produção do vinho como analogia.

“Um enólogo precisa controlar temperatura e fermentação. Se aquece demais, o vinho ‘cozinha’; se esfria, não fermenta. O líder é igual — deve saber calibrar o clima do time, evitando tanto o estresse quanto a complacência”, compara.

Paciência e sensibilidade na gestão moderna

Silva, que hoje atua como conselheiro associado ao Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), defende que a gestão eficaz exige a mesma sensibilidade dos grandes enólogos: observar o ambiente, respeitar os ciclos e agir com propósito. Para ele, a paciência é um elemento essencial tanto na vinificação quanto na construção de empresas sólidas.

“Assim como o vinho precisa de tempo para amadurecer, uma organização consistente se faz com aprendizado contínuo e coerência nas decisões”, afirma.

Inovação inspirada na vinicultura

O executivo também vê na inovação um paralelo direto entre vinhedos e negócios. Ele cita a poda de inverno, técnica criada por um brasileiro que alterou o ciclo natural de colheita no país. “Com essa inovação, estados como São Paulo e Bahia passaram a produzir vinhos de alta qualidade fora do verão”, explicou.

Segundo Silva, essa adaptação ilustra como empresas podem evoluir quando entendem seus ciclos e buscam soluções criativas diante de limitações.

Reputação: o legado mais valioso

Entre todas as lições do mundo dos vinhos, o autor destaca uma em especial: a importância de cultivar uma reputação sólida. “A vida pode te tirar tudo — emprego, dinheiro — mas não a reputação que você constrói. Aquilo que você plantou, como uma videira com raízes firmes, é o que permanece”, conclui.

FONTE: NeoFeed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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WEG anuncia mudanças na diretoria e cria nova vice-presidência para acelerar expansão internacional

A WEG anunciou uma ampla reorganização em sua diretoria executiva, com o objetivo de fortalecer a estratégia de crescimento internacional e impulsionar a inovação tecnológica. As alterações passam a valer a partir de 1º de janeiro de 2026 e incluem a criação de uma nova vice-presidência e ajustes nas atribuições de cargos que se reportam diretamente à presidência.

De acordo com comunicado ao mercado, os atuais diretores executivos que integram o comitê executivo passarão a ter status de vice-presidentes. As mudanças não alteram a estrutura estatutária da administração, mas buscam aprimorar a governança e a eficiência operacional da multinacional catarinense.

Nova vice-presidência de tecnologia

Entre as principais novidades está a criação da Vice-Presidência de Tecnologia, que terá como foco “definir diretrizes estratégicas para o desenvolvimento tecnológico e identificar sinergias entre produtos e soluções”, segundo a WEG.

A nova área será responsável por dar suporte a todas as unidades de negócio da companhia e será liderada por José Bastos Grillo, atual diretor da unidade de Negócio Digital & Sistemas.

Unificação de unidades e reforço na automação

Outra mudança relevante é a unificação das divisões de Automação e Digital & Sistemas, que formarão uma nova unidade de negócio. A liderança ficará a cargo de Manfred Peter Johann, atual diretor da unidade de Automação.

Dentro dessa estrutura, será criada uma nova diretoria de vendas voltada para os segmentos de drives e controles, sob o comando de Elder Jurandir Stringari, profissional com ampla experiência no setor e atualmente diretor da Divisão Internacional.

Novos nomes na liderança internacional

Com a movimentação, Anderson Fernandes assumirá o lugar de Elder na Divisão Internacional. Engenheiro elétrico e colaborador da WEG desde 1997, Fernandes possui trajetória consolidada nas áreas comercial internacional e de máquinas elétricas de grande porte.

Ele também liderou a WEG Electric Machinery, nos Estados Unidos, em 2014, e desde 2019 atua como diretor global de vendas da unidade de Energia, responsável por negócios de motores e geradores de alta tensão.

Estratégia de expansão global

Segundo a WEG, o objetivo das mudanças é “otimizar recursos e estruturas — industriais, comerciais e administrativas — e sustentar o plano de expansão internacional da companhia”. A empresa reforça que as alterações fazem parte de uma estratégia de longo prazo voltada à inovação, competitividade global e crescimento sustentável.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/WEG

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Amazon anuncia demissão de até 30 mil funcionários em nova reestruturação

A Amazon (AMZO34) planeja demitir até 30 mil funcionários a partir desta terça-feira (28), poucos dias antes da divulgação dos resultados do terceiro trimestre. Segundo a agência Reuters, a medida busca reduzir custos e equilibrar o excesso de contratações realizadas durante a pandemia, período de alta demanda por compras online.

As demissões vão afetar diferentes setores da companhia, incluindo logística, pagamentos e a unidade de computação em nuvem (AWS).

Impacto maior em cargos corporativos
Atualmente, a Amazon emprega cerca de 1,5 milhão de pessoas globalmente, a maioria em galpões logísticos e operações de distribuição. Entre eles, aproximadamente 350 mil ocupam cargos corporativos, grupo que deve concentrar a maior parte dos cortes.

Essa será a maior onda de layoffs da empresa desde o final de 2022 e início de 2023, quando 27 mil colaboradores foram dispensados em processos semelhantes. Na época, o CEO Andy Jassy explicou que os cortes eram necessários após um vazamento do plano de demissões à imprensa.

Em comunicado, Jassy reconheceu a dificuldade enfrentada pelos funcionários afetados e garantiu apoio por meio de pacotes de benefícios, incluindo remuneração extra, seguro de saúde temporário e auxílio para recolocação profissional.

Inteligência artificial influencia reestruturação
Há pouco mais de três meses, o CEO já havia indicado a possibilidade de reduzir a equipe. Jassy afirmou que o avanço da inteligência artificial (IA) deve gerar ganhos de eficiência e impactar a necessidade de força de trabalho corporativa nos próximos anos.

“Não é possível prever exatamente como isso se refletirá no futuro, mas esperamos reduzir nosso quadro corporativo à medida que implementamos o uso extensivo de IA em toda a companhia”, disse o executivo.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Brendan McDermid

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Negócios

CMA CGM assina carta de intenção para seis novos navios porta-contêineres de 1.700 TEUs com combustível dual LNG construídos na Índia

O Grupo CMA CGM, um dos principais players globais em soluções marítimas, terrestres, aéreas e logísticas, assinou uma carta de intenção para a construção de seis navios porta-contêineres de última geração movidos a GNL (gás natural liquefeito) no estaleiro Cochin Shipyard Limited (CSL), na Índia. Esse movimento estratégico torna o Grupo o primeiro grande armador estrangeiro a encomendar navios movidos a GNL de um estaleiro indiano. Todos os seis navios serão registrados sob a bandeira da Índia.

Cada novo navio terá capacidade para 1.700 TEUs e poderá operar com GNL, estando preparado para combustíveis de baixo carbono, o que reduzirá significativamente as emissões de gases de efeito estufa — alinhando-se à meta do grupo de atingir emissões líquidas zero até 2050. O projeto no estaleiro Cochin contará também com a cooperação técnica do construtor naval sul-coreano HD Hyundai Heavy Industries.

Essa iniciativa reforça o forte compromisso da CMA CGM com a visão marítima da Índia e suas prioridades estratégicas nacionais, incluindo os programas Make in India¹ e Atmanirbhar Bharat². O grupo está investindo ativamente em toda a cadeia de valor marítima indiana — desde terminais estratégicos e serviços marítimos até a construção naval — e também está reatribuindo embarcações ao registro indiano. Ao mesmo tempo, vem ampliando o emprego marítimo local, com operações de tripulação e gestão na Índia.

A CMA CGM reatribuirá quatro embarcações ao registro indiano em 2025 e pretende recrutar 1.000 marinheiros indianos até o final do ano, além de contratar mais 500 em 2026.

O presidente e CEO do grupo, Rodolphe Saadé, declarou:“Tenho o prazer de ver a CMA CGM como a primeira empresa internacional de transporte marítimo a encomendar navios movidos a GNL construídos na Índia. Este marco reflete a confiança que depositamos nas capacidades industriais e tecnológicas da Índia e apoia a ambição do primeiro-ministro Modi de transformar o país em uma potência global de construção naval. A Índia é estratégica para a CMA CGM — é onde investimos, treinamos e inovamos. Além da construção naval, estamos fortalecendo parcerias em logística, treinamento marítimo e transporte sustentável para apoiar o crescimento da Índia e contribuir para a descarbonização do comércio global.”

A parceria entre a CMA CGM e o Cochin Shipyard reflete um comprometimento mútuo com a inovação, sustentabilidade e excelência marítima global. As entregas dos navios ocorrerão entre 2029 e 2031, em linha com a estratégia do grupo de renovação de frota e transição energética.

O presidente do Cochin Shipyard, Madhu S. Nair, afirmou: “Estamos muito satisfeitos que a CMA CGM tenha escolhido o CSL para fazer parte desta iniciativa histórica. O CSL está comprometido em entregar navios de alta qualidade com soluções sustentáveis que atendam às expectativas futuras do mercado. Este projeto é de grande importância também por envolver a colaboração com o maior grupo de construção naval, o HD KSOE, o que reforça nosso compromisso em oferecer soluções de classe mundial por meio de parcerias globais.”

A Índia representa um mercado estratégico para o grupo CMA CGM, ocupando uma posição central na rede global de agências do grupo. Com 34 anos de presença no país e uma equipe de aproximadamente 17.000 funcionários, a CMA CGM desempenha um papel essencial na conexão da Índia com os mercados globais por meio de 19 serviços marítimos semanais.

Além das operações de transporte marítimo, o grupo investe em infraestrutura portuária, com participações estratégicas em terminais como o Nhava Sheva Freeport Terminal (NSFT), próximo a Mumbai, e o Porto de Mundra.

A CMA CGM também estabeleceu, em Chennai (Tamil Nadu), a sede de sua organização Global Business Services (GBS), que atua como um centro estratégico global de suporte para funções de transporte, logística, finanças, jurídico, atendimento ao cliente e transformação. Com uma equipe de mais de 9.000 colaboradores, o GBS apoia 160 agências em todo o mundo, supervisionando 261 processos e 158 departamentos, sendo responsável por mais de 60% dos principais processos transacionais do grupo.

A subsidiária CEVA Logistics, pertencente à CMA CGM, opera 105 unidades em 31 cidades indianas, gerenciando cerca de 900.000 m² de armazéns. A aquisição da Stellar VCS em 2023 fortaleceu ainda mais a presença da CEVA no setor de logística contratual na Índia, oferecendo soluções inovadoras e expertise global para aumentar a eficiência operacional.

Cochin Shipyard, principal estaleiro da Índia, é pioneiro nos esforços do governo para transformar o país em um hub marítimo global, conforme as visões Maritime India Vision 2030 e Maritime Amrit Kaal Vision 2047 — e este projeto é um exemplo emblemático dessa iniciativa.

¹ Make in India: iniciativa do governo indiano lançada para promover a manufatura local e atrair investimentos, incentivando empresas a produzirem bens no país.
² Atmanirbhar Bharat: programa governamental voltado para tornar a Índia mais autossuficiente, promovendo a produção local, a inovação e a redução da dependência de importações.

FONTE: CMA CGM
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Couro brasileiro: cinco empresas participam da feira ANPIC no México

As exportações de couro brasileiro para o México tiveram um aumento de 26,3% em valor no último ano, consolidando o país como um mercado estratégico para o setor. Reconhecido fornecedor dos Estados Unidos e altamente industrializado, o México é relevante para a produção de calçados, móveis e automóveis, e será o próximo destino do projeto Brazilian Leather, iniciativa do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

De 22 a 24 de outubro, cinco empresas brasileiras participarão da feira ANPIC, em León, apresentando produtos e fortalecendo laços comerciais no país.

Empresas brasileiras expositoras

As companhias que terão estande apoiado pelo Brazilian Leather são: Couros Bom Retiro, Couro e Arte, Curtume Partner, OCM Best Brasil e Pacific Leather. Segundo Letícia Luft, gerente do projeto, “o grupo traz empresas com diferentes tipos de fornecimento, atendendo a variados segmentos e portes de indústria, mostrando o potencial do México para todos os nossos produtos”.

No estande exclusivo do Brazilian Leather, serão apresentadas peles da nova coleção Preview do Couro, reunindo artigos de diferentes curtumes brasileiros, com desenvolvimentos especiais e antecipação de tendências de moda.

Oportunidades de negócios na ANPIC

A feira ANPIC é a maior do segmento no México, reunindo compradores e decisores da indústria calçadista. Para os expositores brasileiros, o evento representa uma oportunidade de expandir contatos, reforçar relações com clientes tradicionais e explorar novos negócios. León, cidade-sede da feira, é o principal polo de produção de calçados do país.

Além de couros, a ANPIC apresenta químicos, máquinas e outros materiais para o setor, com áreas dedicadas a tendências e palestras, atraindo visitantes de mais de 30 países. Segundo dados do Anuário Mundial do Calçado 2024, o México ocupa o 10º lugar na produção mundial, com 214 milhões de pares de calçados por ano, dos quais 36 milhões são exportados, sendo 54% em couro.

Sobre o Brazilian Leather

O Brazilian Leather é um projeto setorial de internacionalização do couro brasileiro, conduzido pelo CICB em parceria com a ApexBrasil. Entre suas estratégias estão a participação de curtumes em feiras internacionais e missões empresariais para fortalecer laços com compradores estrangeiros. Mais informações: www.brazilianleather.com.br.

Sobre a ApexBrasil

A ApexBrasil promove produtos e serviços brasileiros no exterior e atrai investimentos estrangeiros para setores estratégicos. Realiza ações como missões comerciais, rodadas de negócios e apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, fortalecendo a marca Brasil.

Sobre o CICB

O CICB representa as indústrias de couro do Brasil desde 1957, atuando na sustentabilidade, inovação tecnológica, formação de profissionais, promoção comercial, defesa de interesses e qualificação técnica. A entidade também mantém diálogo com órgãos governamentais e grupos de trabalho voltados à rastreabilidade e comunicação no setor.

FONTE: Brazilian Leather
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brazilian Leather

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