Comércio, Negócios

Brasil e Chile celebram acordo para facilitar comércio no setor de cosméticos

Iniciativa engloba ainda produtos de higiene pessoal e perfumaria e estabelece precedente para futuras negociações regulatórias

Brasil e Chile deram mais um passo no fortalecimento da parceria comercial. Foi assinado em Montevidéu, no Uruguai, a incorporação da Iniciativa Facilitadora de Comércio (IFC) no setor de produtos cosméticos ao Acordo de Livre Comércio Brasil-Chile. É um marco do Acordo de Complementação Econômica nº 35 (ACE 35) entre o Mercosul e o Chile.

A iniciativa representa um marco na convergência regulatória entre os dois países, promovendo maior integração econômica e abertura comercial no setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos.

“A medida tem potencial para tornar o comércio bilateral mais dinâmico, previsível e transparente, promovendo o crescimento dos setores envolvidos e garantindo benefícios diretos aos consumidores dos dois países”, avalia a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres. 

O acordo promove redução de custos e prazos para a disponibilização de produtos, e estimula a produtividade e a inovação no setor, o que deve resultar em ampliação do volume de exportações de cosméticos do Brasil para o Chile, hoje em cerca de US$ 90 milhões por ano.

A negociação desse instrumento foi coordenada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e contou com a participação do setor privado, por meio da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC).

Objetivos

Simplificar regulamentações e evitar barreiras técnicas desnecessárias ao comércio no setor de cosméticos bem como assegurar padrões de qualidade e segurança dos produtos estão entre os principais objetivos da efetivação do acordo. Além disso, poderá também promover a ampliação do acesso recíproco entre os dois mercados e fortalecer a competitividade da indústria nacional.

Entre os compromissos assumidos entre os dois países estão a definição de produtos cosméticos, a não exigência de Certificado de Livre Venda, a redução de exigências sanitárias prévias, a harmonização de rotulagem e de boas práticas de fabricação, e o fortalecimento da vigilância de mercado.

Impactos esperados

Além do impacto econômico, a estimativa é que a iniciativa resulte em maior segurança jurídica nas relações comerciais bilaterais, gerando maior previsibilidade e fluidez nas operações de exportação e importação. Outro aspecto é a questão socioambiental, envolvendo redução de riscos sanitários e maior proteção da saúde pública; transparência regulatória e informação de qualidade ao consumidor e, ainda, estímulo à sustentabilidade ambiental e à qualidade dos produtos.

A IFC para o setor de cosméticos estabelece um precedente para futuras negociações regulatórias para outras áreas junto ao governo chileno e outros países da América Latina. Esse avanço representa a consolidação de um modelo eficaz de cooperação regulatória regional com foco em integração produtiva, desenvolvimento industrial e fortalecimento do comércio bilateral e da região.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Negócios

Engie anuncia mudanças na estrutura organizacional

Alterações reforçam alinhamento ao modelo operacional global do Grupo Engie

A Engie Brasil Energia, que tem sede em Florianópolis, anunciou uma reestruturação em sua composição diretiva. O objetivo é reforçar o alinhamento de sua estrutura organizacional ao modelo operacional global do Grupo Engie e fortalecer o foco estratégico em suas linhas de negócio. As mudanças entram em vigor em 1º de julho.

Entre as principais alterações, destacam-se:

  • Guilherme Ferrari, atual Diretor de Novos Negócios, assume a posição de Diretor de Energias Renováveis e Armazenamento, responsável pelo desenvolvimento, implantação, operação e manutenção dos ativos de geração renovável e sistemas de armazenamento; 
  • Gustavo Labanca, executivo de carreira do Grupo ENGIE, foi nomeado Diretor de Transmissão de Energia, respondendo pelo desenvolvimento, implantação, operação e manutenção dos ativos de transmissão de energia da Companhia; 
  • Sophie Quarré de Verneuil passa a ocupar a posição de Diretora de Recursos Humanos; 
  • Felipe Batista passa a ocupar a posição de Diretor Jurídico e de Ética;
  • Pierre Leblanc foi designado para a posição de Diretor Financeiro e de Relações com Investidores; 
  • As diretorias de Gestão e Comercialização de Energia e de Regulação, Estratégia e Comunicação seguem sob liderança de Marcos Keller Amboni Gabriel Mann dos Santos, respectivamente, conforme comunicado ao mercado em 7 de maio de 2025.
     

Como parte da nova estrutura, as atuais diretorias de Operação e de Implantação deixam de ser estatutárias e passam a se reportar à Diretoria de Energias Renováveis e Armazenamento. José Luis Laydner Paulo Henrique Müller permanecem em suas funções, com escopos ajustados.

A Companhia também comunica a renúncia de Luciana Moura Nabarrete Eduardo Takamori Guiyotoku aos seus cargos atuais de Diretora de Pessoas, Processos e Sustentabilidade e Diretor Financeiro e de Relação com Investidores, respectivamente. Ambos assumirão novos desafios em empresas controladas do Grupo Engie: Luciana como Diretora-Presidente da ESOM, responsável pelos serviços de operação e manutenção dos ativos de transporte de gás da Engie no Brasil, e Takamori como Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Engie Energia Peru.

“Estamos dando mais um passo importante na evolução da Engie Brasil Energia, reforçando nosso compromisso com a excelência operacional e a sustentabilidade. Essa nova estrutura nos permitirá atuar com ainda mais agilidade e foco nas nossas áreas estratégicas, alinhados à visão global do Grupo Engie”, ressalta o diretor-presidente da Engie Brasil Energia, Eduardo Sattamini.

Fonte: FIESC

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Industria, Negócios

Com 100% dos votos, Seleme é eleito presidente da FIESC

Eleição realizada nesta sexta-feira, dia 27, confirmou unidade do setor industrial catarinense; posse será dia 22 de agosto

O industrial Gilberto Seleme será o próximo presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC). Na eleição, realizada nesta sexta-feira, dia 27, a chapa única, liderada pelo empresário, foi eleita com aprovação de 100% dos sindicatos de indústria que votaram. O 1º vice-presidente será o industrial André Odebrecht. A mesa diretora da entidade será composta ainda pelos empresários: Edvaldo Ângelo (diretor 1° secretário), Nivaldo Pinheiro (diretor 2° secretário), Marco Aurélio Alberton (diretor 1° tesoureiro) e Evair Oenning (diretor 2° tesoureiro). A posse da nova diretoria será no dia 22 de agosto, em Florianópolis.

“Tivemos chapa única, construída por consenso de todos os sindicatos filiados à FIESC. Isso mostra uma entidade unida e focada num só objetivo, que é o desenvolvimento de Santa Catarina, porque onde tem indústria tem desenvolvimento”, afirmou Seleme, após a divulgação do resultado.

Aguiar também celebrou a coesão do setor. “O resultado da eleição mostra a nossa indústria unida e reconhece o trabalho da gestão que se encerra em agosto, da qual Gilberto fez parte como 1° vice-presidente”, disse. “Ficamos muito satisfeitos com o apoio dos sindicatos. Com uma indústria unida, Santa Catarina vai avançar cada vez mais”, afirmou o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

Durante o dia, os representantes dos sindicatos industriais também elegeram a nova diretoria do Centro das Indústrias de SC (CIESC).

Confira a diretoria do CIESC eleita.

Perfil: engenheiro civil, formado na PUC do Paraná e bacharel em Administração pela UnC-Caçador, Gilberto Seleme é empresário dos setores de madeira, couro, construção civil e do agronegócio. É o atual 1º vice-presidente da FIESC e tem destacada atuação na área social, empresarial e educacional. Também é diretor e delegado da Confederação Nacional da Indústria (CNI), membro do Conselho Estratégico da FIESC; integrante da diretoria da Associação Empresarial de Caçador (ACIC); membro do Sindicato da Indústria da Madeira de Caçador, do qual foi fundador e primeiro presidente; além de integrar o Conselho Consultivo do Hospital Maicé, de Caçador.

Ao longo de sua trajetória, também foi membro da diretoria da Associação de Serviços Sociais Voluntários de Caçador (Bombeiros Voluntários); vice-presidente para a região Centro-Norte da FIESC; integrante da diretoria da UnC-Caçador; e presidente da Fundação Universidade Alto Vale do Rio do Peixe – FUNIARP, além de presidir seu conselho consultivo e ser membro do conselho curador da instituição.

Fonte: FIESC

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Negócios

Michelin decide encerrar fábrica em Guarulhos neste ano e atribui decisão à concorrência com importados

Unidade emprega 350 pessoas e produz câmaras de ar, pneus industriais e produtos semiacabados.Cerca de 350 funcionários serão afetados pelo encerramento da produção

A Michelin vai encerrar até o fim de 2025 as atividades industriais da fábrica localizada em Guarulhos, na Grande São Paulo. A unidade é responsável pela produção de câmaras de ar para pneus de motos e bicicletas, além de pneus industriais e componentes usados em outras fábricas. A decisão, segundo a companhia, foi tomada após avaliações que apontaram falta de viabilidade econômica para manter a operação diante do avanço de produtos importados, sobretudo da Ásia.

A empresa atribui o fechamento a uma “supercapacidade produtiva” gerada pela presença crescente de importações com preços inferiores ao custo de produção local. A pressão sobre a indústria de câmaras de ar — principal item fabricado na unidade paulista — se intensificou nos últimos anos, levando a companhia a rever sua estratégia.

Cerca de 350 funcionários serão afetados pela decisão. A Michelin afirma que está em negociação com o sindicato da categoria para definir um pacote de desligamento, que incluiria apoio financeiro e orientação profissional. A empresa não detalhou o valor estimado da operação de desligamento nem os impactos financeiros previstos.

Apesar do fechamento, a Michelin reafirmou que manterá suas demais operações no Brasil. A companhia francesa possui oito unidades industriais no país, emprega mais de 8 mil pessoas e atua em toda a cadeia de valor do setor — desde pesquisa em heveicultura até a reciclagem de pneus. As fábricas estão localizadas nos estados do Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Com mais de 130 anos de atuação global, a Michelin tem buscado ampliar sua presença em segmentos além da mobilidade, como construção, energia e saúde, por meio de soluções em compósitos e materiais de alta performance.

Fonte: Transporte Moderno

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Exportação, Negócios

Fábrica da Stellantis no Brasil bate recorde de exportações em junho

O Polo Automotivo Stellantis de Goiana (PE) acaba de atingir um marco importante. De uma só vez, a unidade exportou mais de 4 mil carros. Esse número representa a maior operação de exportação de veículos já realizada pela Stellantis em uma única remessa. Ao todo, 4.006 unidades produzidas na fábrica pernambucana foram embarcadas pelo Porto de Suape com destino à Argentina.

Inaugurada há 10 anos, a fábrica da Stellantis em Goiana produz atualmente os modelos Jeep Renegade, Compass e Commander, além das picapes Fiat Toro e Ram Rampage. A picape Fiat Toro ainda é feita na versão Ram 1000 para exportação. A operação de exportação mobilizou dezenas de trabalhadores ao longo de 48 horas.

Os veículos foram carregados a bordo do navio Dover Highway (K-Line), dedicado exclusivamente à operação da Stellantis. A ação estabelece um novo recorde de exportação de automóveis na história do Porto de Suape, que figura entre os seis portos públicos mais movimentados do Brasil.

O recorde anterior da Stellantis foi registrado em maio de 2023, quando 3 mil veículos produzidos nos polos de Goiana (PE) e Betim (MG) foram exportados em uma única operação para o Porto de Vera Cruz, no México. O volume atual representa um crescimento de aproximadamente 36,7% em relação àquele embarque.

“Esse recorde, somado ao desempenho histórico registrado em maio, confirma o fortalecimento das nossas operações na América do Sul e sinaliza uma retomada importante da demanda para a Argentina, um mercado estratégico para a Stellantis”, afirma Emanuele Cappellano, presidente da Stellantis para a América do Sul.

O Jeep Renegade foi o modelo mais exportado nesta operação, respondendo por 26% do volume total. Em seguida, destacaram-se o Jeep Compass (25%), a Fiat Toro (24%), a Ram Rampage (16%) e o Jeep Commander (9%).

Fonte: Terra

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Economia, Exportação, Importação, Negócios, Notícias, Tributação

Déficit comercial dos EUA cresce em maio com queda nas exportações

O déficit comercial dos EUA em bens aumentou em maio em meio a um declínio nas exportações, mas uma diminuição no fluxo de importações provavelmente posiciona o comércio para fazer uma grande contribuição ao produto interno bruto no segundo trimestre.

O déficit comercial de bens aumentou 11,1%, para US$ 96,6 bilhões no mês passado, informou o Censo do Departamento de Comércio na quinta-feira. As exportações de bens caíram US$ 9,7 bilhões, para US$ 179,2 bilhões. As importações de bens permaneceram praticamente inalteradas, em US$ 275,8 bilhões.

Uma enxurrada de importações, causada pela pressa das empresas em trazer produtos antes das tarifas abrangentes do presidente Donald Trump entrarem em vigor, elevou o déficit comercial de bens a um recorde no primeiro trimestre, sendo responsável por grande parte da taxa anualizada de declínio de 0,5% do PIB durante esse período.

O Federal Reserve de Atlanta prevê uma aceleração do PIB de 3,4% neste trimestre. Dadas as oscilações das importações, economistas alertaram contra a interpretação da recuperação prevista do PIB como um sinal de força econômica.

Dados sobre vendas no varejo, mercado imobiliário e mercado de trabalho sugerem que a atividade econômica está enfraquecendo.

Fonte: Brasil 247

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Internacional, Negócios

Relação entre Brasil e Canadá: oportunidades de negócio e crescimento

relação entre Brasil e Canadá é um exemplo de cooperação bem-sucedida que beneficia empresas de ambas as nacionalidades. Essa parceria estratégica, que ultrapassa as fronteiras geográficas e culturais, se mostra cada vez mais promissora para empresas que buscam expandir suas operações, o que é possível por meio de intercâmbio comercial e investimentos mútuos.

Neste artigo, vamos explorar a história dessa relação e o atual cenário comercial, que constitui um ambiente de negócios seguro nos dois países. 

História da relação entre Brasil e Canadá

A conexão entre Brasil e Canadá é marcada por uma estreita parceria que tem se consolidado ao longo dos anos com base em valores compartilhados e interesses comuns, criando um ecossistema propício ao desenvolvimento econômico e à inovação. 

A prova está em diversos acordos bilaterais firmados, abrangendo áreas como comércio, tecnologia e educação, buscando extrair o máximo potencial dos recursos e competências únicas de cada país.

Um marco importante foi a assinatura do Acordo de Cooperação em Ciência, Tecnologia e Inovação, em 2008, que impulsionou projetos conjuntos em energias renováveis, agricultura sustentável, mineração e Tecnologia da Informação (TI). 

Outros acordos, como o de Acordo de Cooperação Acadêmica e o  Acordo em Assuntos Relativos à Defesa, comprovam a confiança mútua, reduzindo riscos e ampliando a segurança para negócios bilaterais.

Principais pautas comerciais entre Brasil e Canadá

A relação comercial entre Brasil e Canadá é pautada por uma diversidade de setores que se complementam e criam sinergias.  

As principais exportações do Brasil para o Canadá são de produtos agrícolas (como café, açúcar, soja e carne bovina), minérios (ferro, nióbio e ouro) e manufatura (como aeronaves e autopeças).

Por sua vez, as principais exportações do Canadá para o Brasil são fertilizantes (principalmente potássio), tecnologia (principalmente equipamentos médicos e softwares) e energia limpa (soluções para hidrelétricas e energia eólica).  

Em linhas gerais, dentre as pautas comerciais mais relevantes entre os dois países, podemos destacar:

  • Inovação: o intercâmbio entre empresas brasileiras e canadenses fomenta a integração de soluções tecnológicas inovadoras. Startups e grandes empresas se beneficiam desse ambiente colaborativo para desenvolver produtos e serviços que atendam a mercados internacionais.
  • Recursos naturais: a cooperação bilateral engloba investimentos em energias renováveis e na modernização dos processos de extração e manuseio dos recursos naturais. Essa pauta comercial impulsiona a economia de ambos os países e estimula a adoção de práticas sustentáveis.
  • Educação: o intercâmbio educacional e o setor de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) impulsionam parcerias para promover inovações tecnológicas e científicas, o que atrai investimentos de empresas e talentos internacionais. As universidades canadenses, por exemplo, atraem milhares de estudantes brasileiros anualmente, enquanto as empresas de TI brasileiras encontram no Canadá um mercado propício à inovação.

Essas pautas evidenciam que o Brasil e o Canadá têm grande potencial para expandir não somente os negócios, mas também para a transferência de conhecimento.

Crescimento da balança comercial

Um dos indicadores mais positivos dessa parceria internacional é o expressivo crescimento da balança comercial entre os dois países. Nos últimos anos, exportações e importações entre Brasil e Canadá aumentaram de forma consistente, comprovando a força do comércio bilateral.

O Canadá, com sua estabilidade econômica, oferece um ambiente favorável para empresas brasileiras que buscam internacionalização. É um país conectado aos principais mercados do mundo, com crescimento de 1,3% em 2024 e tem previsão de estabilidade até 2026. Soma-se a tudo isso sua inflação controlada de 1,8% em 2024, abaixo dos 2,4% registrados dos Estados Unidos. 

Em 2024, as exportações brasileiras para o Canadá atingiram o recorde de US$ 6,31 bilhões, um crescimento de 9,4% em relação aos US$ 5,77 bilhões de 2023. Esse desempenho resultou em um saldo positivo de US$ 3,53 bilhões na balança comercial com o Canadá: um crescimento de 47,4% em relação ao ano anterior.

Por sua vez, o Brasil, com seu mercado interno aquecido e recursos naturais abundantes, também  atrai companhias canadenses em busca de crescimento. A prova disso é que a CPP Investments, por exemplo, já investe mais de US$ 25 bilhões na América Latina, sendo que quase metade desse montante está no Brasil. Já a Caisse de dépôt et placement du Québec (CDPQ) planeja investir entre US$ 2,94 bilhões a US$ 3,67 bilhões no país até 2027. 

Impactos positivos na bilateralidade dos negócios

Empresas que decidem ingressar nos mercados brasileiro ou canadense se beneficiam de:

  • Segurança jurídica: a clareza na legislação aumenta a confiança dos empresários, protegendo seus direitos e investimentos, reduzindo o risco de disputas legais e arbitrariedades e incentivando-os a expandir seus negócios.
  • Cooperação: o desenvolvimento de projetos conjuntos é impulsionado pela cooperação entre governos e empresas dos dois países. Alguns exemplos de ações conjuntas são: financiamento de projetos de Pesquisa e Desenvolvimento, regulamentação do comércio e rodadas de negócios. 
  • Conhecimento: a interação entre empresas brasileiras e canadenses promove o compartilhamento de tecnologias, práticas de gestão e inovações que podem ser adaptadas a diferentes contextos. Essa troca de conhecimento fortalece a competitividade e o desenvolvimento de novos produtos e serviços.

Por que o Brasil e o Canadá são países ideais para as empresas

Para as empresas de todos os portes, o potencial da relação Brasil-Canadá é imenso. 

Mais do que ganhos comerciais diretos, essa conexão impacta diretamente nas estratégias empresariais e no compromisso com a inovação e a sustentabilidade.

Por isso, é fundamental que as empresas acompanhem as mudanças e tendências do mercado internacional, além de contar com parceiros e consultorias especializadas para orientar o processo de internacionalização.

Fonte: CCBC

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Internacional, Negócios

Missão à Ásia garante avanços nas negociações para a carne catarinense e exportação de grãos

O Estado de Santa Catarina deu um passo importante na consolidação de sua posição de destaque no agronegócio mundial ao encerrar a Missão Oficial à Ásia, liderada pelo governador Jorginho Mello. Com agendas estratégicas ligadas ao agronegócio no Japão e na China, a comitiva catarinense, que contou com a presença do secretário de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR), Carlos Chiodini, da presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Celles Regina de Matos, apresentou os diferenciais de defesa sanitária animal, vegetal e do sistema produtivo que fazem do Estado uma referência nacional e internacional em sanidade.

A missão à Ásia reforça o posicionamento de Santa Catarina como parceiro estratégico em cadeias globais de valor, levando ao mundo produtos agropecuários de excelência, com rastreabilidade, qualidade e respeito aos mais exigentes protocolos internacionais. “Levamos aos mercados asiáticos a mensagem de que Santa Catarina está comprometida com a segurança dos alimentos, inovação e responsabilidade na defesa sanitária. Esses diferenciais nos garantem acesso aos mercados de mais de 150 destinos internacionais e representam cerca de 65% de todo o comércio exterior catarinense”, afirma o secretário.

Governo do Estado reforça pedido ao Japão para abertura de mercado de carne bovina 

No Japão, o Estado pleiteou a abertura do mercado japonês para a carne bovina catarinense, destacando os altos padrões de controles sanitários e o compromisso com a qualidade. Também foram reforçados os laços históricos com a Província de Aomori, que há mais de quatro décadas mantém uma cooperação ativa com Santa Catarina, especialmente no cultivo da maçã. No Japão, também foi assinada carta de intenções para ampliar exportação de grãos e desenvolver infraestrutura logística. 

Na China, além de visitas técnicas e trocas de experiências sobre logística e inovação, a delegação catarinense reforçou o pedido de retomada das exportações de carne de frango do Estado, após a suspensão temporária devido o foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), em granja comercial, no Rio Grande do Sul – atualmente declarado erradicado. Nesse sentido, também foi realizada visita estratégica no escritório da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). 

“A missão fez escalas em dois mercados decisivos para o agro, apresentando o conceito da defesa sanitária praticado por Santa Catarina nos dias atuais: científica, tecnológica, assertiva e disciplinada. Com isso, novos mercados se abrem e acordos bilaterais podem ser flexibilizados, devido à segurança técnica, o que nos deixa sempre na linha de preferência nas mesas de negócios”, avalia a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos.

Diferenciais 

Desde 2007, Santa Catarina é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa) como Zona Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, sendo o 1º Estado a conquistar esse reconhecimento no Brasil. Em 2015, alcançou mais um marco: o reconhecimento como Zona Livre de Peste Suína Clássica (PSC). O Estado catarinense tem a menor prevalência de Brucelose e Tuberculose bovina, no Brasil, e o único com identificação individual (rastreabilidade) de todos os bovinos e bubalinos, além de ser livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) na produção comercial avícola.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Evento, Negócios

Setor metalmecânico apresenta soluções para neoindustrialização na Intermach

Evento em Joinville traz feira, rodadas de negócios e seminários de 15 a 18 de julho; Institutos SENAI e UniSENAI realizam congresso dentro da programação

A cidade de Joinville recebe, entre os dias 15 e 18 de julho, um dos principais eventos do segmento metalmecânico do Brasil, a Intemach – Feira e Congresso de Tecnologia para a Indústria Metalmecânica. O evento reúne soluções para usinagem e engenharia, lançamentos baseados em inteligência artificial e automação industrial em processos industriais cada vez mais autônomos e integrados à indústria 4.0.

Além da exposição de produtos, a Intermach contempla ainda uma Rodada de Negócios, workshops e congressos e seminários. Entre eles está o CINTEC – Congresso de Inovação e Tecnologia, com foco em mecânica e automação, organizado pelos Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia e o UniSENAI.

Na Rodada de Negócios, que será realizada no dia 16 de julho, 25 empresas compradoras selecionadas participarão de reuniões com 55 potenciais fornecedores de matérias-primas, máquinas, equipamentos e serviços relacionados ao setor metalmecânico. Já a área de exposição deve crescer 30% em relação à edição anterior, com a abertura de um novo pavilhão que vai adicionar 4 mil m² de área ao evento.

SERVIÇO:
O que: Intermach 2025 – Feira e Congresso de Tecnologia para a Indústria Metalmecânica
Quando: 15 a 18/07/2025 – das 13h às 20h
Onde: Centro de Convenções e Exposições EXPOVILLE
Credenciamento: intermach.com.br

Fonte: FIESC

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Negócios, Sustentabilidade

Dona de uma Itaipu em geração renovável, Engie vai investir R$ 11,6 bi no Brasil

Nosso país ocupa atualmente a 5ª posição no ranking mundial de capacidade instalada de energia eólica

Principal responsável pelo aumento no volume de fusões e aquisições (M&A) no Brasil em 2025, com participação estimada em 40% do total e movimentação de R$ 120 bilhões, o setor de energia renovável torna-se cada vez mais estratégico para o país.

Uma das empresas atentas a isso é a Engie Brasil Energia. No primeiro trimestre deste ano, a companhia investiu R$ 1,1 bilhão no país. Para o ciclo de 2025 a 2027, já estão empenhados mais R$ 11,6 bilhões em aportes, com os recursos destinados à implantação dos sistemas de transmissão e à expansão do parque de geração – como a finalização de projetos eólicos e fotovoltaicos e a conclusão de compras de ativos na área hidrelétrica.

Uma das principais marcas da Engie no Brasil é o Conjunto Eólico Trairi, localizado no litoral do Ceará. 

A reportagem da EXAME visitou o complexo, que fica a pouco mais de 2 horas da capital Fortaleza. Lançado em 2014, o parque conta com 50 turbinas da Siemens, cada uma medindo 80 metros de altura. Cada pá tem 49 metros de comprimento. Para se ter uma noção, a Torre Eiffel tem 324 metros de altura.

Em 2018, o complexo passou a ser operado remotamente a partir do Centro de Operação da Geração, localizado na sede da Engie em Florianópolis. A empresa tem autorização para explorar comercialmente o espaço até 2041. 

Somado aos conjuntos de Santa Mônica (também no Ceará), Santo Agostinho (no Rio Grande do Norte) e conjuntos eólicos na Bahia, a empresa tem possibilidade de gerar 2,3 GW em energia eólica. Em 116 usinas que possui pelo país, a Engie Brasil tem capacidade própria de 13 GW, o que representa algo em torno de 6% da capacidade nacional – praticamente uma Itaipu de energia limpa.

Fontes renováveis

É natural esse olhar para o país. O Brasil tem uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, com mais de 80% da energia vinda de fontes renováveis. A aprovação de incentivos fiscais vem atraindo o interesse das empresas para, permitindo avanços importantes rumo à meta de 95% de energia renovável até 2030.

A energia eólica tem se consolidado como uma de nossas principais fontes renováveis, contribuindo para essa matriz limpa. O Brasil ocupa atualmente a 5ª posição no ranking mundial de capacidade instalada de energia eólica onshore, segundo o Global Wind Energy Council (GWEC). O modo onshore é aquele em que a energia é gerada por turbinas instaladas em terra, utilizando o vento para movimentar as pás e gerar eletricidade.

Na semana passada, o Congresso aprovou a regulamentação da instalação de equipamentos para energia eólica em alto mar (offshore) no país. Ou seja, mais uma área de oportunidade que se abre.

O Brasil tem avançado de forma consistente na expansão da energia eólica. No ano passado, considerando apenas as novas instalações, o país também se posicionou em 5º lugar em capacidade adicionada, caindo duas posições em relação a 2023 – ficando atrás da Índia, Alemanha, Estados Unidos e China

Atualmente, as fontes eólica e solar representam 35% da capacidade energética nacional, um crescimento expressivo desde 2018, quando essa participação era de apenas 10%.

Mudanças ao longo dos anos

Esse mercado de energia chamou a atenção de grandes empresas. A Engie, por exemplo, chegou ao Brasil em 1996, quando abriu seu primeiro escritório no Rio de Janeiro para prospectar oportunidades nos setores elétrico e de gás.

Em 1998, conquistou o seu primeiro negócio por aqui, que foi a concessão para a construção e operação da hidrelétrica Cana Brava. No mesmo ano, venceu o leilão de venda da Gerasul.

“O grupo sempre acreditou no Brasil tomando decisões de longo prazo. Nossos melhores investimentos são nos momentos onde outros investidores internacionais não estavam acreditando no Brasil, estavam retraindo”, diz Maury Garrett, gerente de Comercialização de Energia da Engie Brasil Energia.

Ao longo dos anos, a Engie vem diversificando seu ramo de atividades por aqui, ingressando na área de comercialização, transmissão de energia e engenharia para empresas e cidades. Segundo informações da empresa, possui a mais extensa malha de transporte de gás natural do Brasil, com 4.500km que atravessam 10 estados.

Investimentos

De 2016 para cá, foram mais de R$ 20 bilhões investidos pela companhia em empreendimentos de energia eólica e solar, além de infraestrutura de transmissão.

No ano passado, a Engie teve o maior volume de investimentos de sua história, totalizando R$ 9,7 bilhões, sendo a maior parte para usinas solares e eólicas, e sistemas de transmissão.

O Ebitda, ao considerar os efeitos do desinvestimento parcial da participação na Transportadora Associada de Gás S.A.– TAG, alcançou R$ 8,7 bilhões, crescimento de 20,2% em comparação a 2023. Já o lucro líquido registrado em 2024 foi de R$ 4,3 bilhões, aumento de 25,5% em comparação com o ano anterior.

No Brasil, 100% renovável

Em 2023, a Engie se desfez da última operação a carvão que tinha no Brasil com a venda da Usina Termelétrica Pampa Sul, em Candiota, Rio Grande do Sul. Com isso, passou a ser uma geradora de energia elétrica 100% renovável.

“As tecnologias de energia renovável estão muito consolidadas – hidrelétrica, solar e eólica. E elas se complementam, porque uma gera quando tem vento, outra gera quando tem sol e a outra gera quando tem água. A grande diferença da hidrelétrica é que ela tem um reservatório, então não precisa necessariamente gerar energia quando está chovendo. O mundo agora está olhando para as baterias BEES (Battery Energy Storage System)”, explica Garrett, fazendo referência aos sistemas que armazenam energia elétrica em baterias para uso posterior, no caso de interrupções no fornecimento ou mesmo para otimizar o consumo. “Essa é uma grande vantagem competitiva para o Brasil: também aproveitar melhor suas hidrelétricas como bateria, trabalhando junto das energias eólicas e solar”, diz o executivo.

Desafios e infraestrutura

Apesar do crescimento acelerado, o setor de energia renovável enfrenta desafios estruturais. A capacidade de transmissão de energia no Nordeste, por exemplo, ainda é insuficiente para escoar toda a produção, levando à prática de “curtailment”, ou seja, a redução forçada da geração de energia. Em 2024, essa limitação resultou em perdas estimadas de R$ 700 milhões para o setor eólico e R$ 50 milhões para o setor solar, segundo dados da Abeeólica, entidade que representa as empresas do setor. Além disso, a falta de planejamento adequado e a burocracia regulatória dificultam novos investimentos e a expansão da infraestrutura.

Esses cortes na geração de energia são decididos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Como as usinas não têm controle sobre isso, elas defendem na Justiça que sejam compensadas por meio do Encargo de Serviços do Sistema, que seria repassado aos consumidores via conta de luz.

Já o ONS argumenta não pode aumentar a geração de energia sem uma demanda correspondente. Com a expansão da capacidade geradora em fontes renováveis, as restrições acabam afetando mais usinas que não têm capacidade de armazenamento – caso das eólicas e solares.

Fonte: Exame

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