Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Venezuela quis vir ao Brics e driblar calote com Brasil antes de parar negociação

A quatro dias da Cúpula de Líderes no Rio, o ditador Nicolás Maduro ficou de fora da lista de convidados especiais de Lula

Antes de suspender as negociações da dívida bilionária com o Brasil, a ditadura da Venezuela sugeriu ao governo brasileiro pagar os débitos de mais de US$ 1,7 bilhão ( R$ 9,8 bilhões) com “lucros” obtidos por novos investimentos brasileiros no país.

Em paralelo, a ditadura chavista voltou a manifestar o desejo de participar das atividades do Brics, grupo do qual tentou fazer parte, mas foi barrado no ano passado por objeção política do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

A quatro dias da Cúpula de Líderes no Rio, o ditador Nicolás Maduro ficou de fora da lista de convidados especiais de Lula. O evento é o principal do calendário do Brics neste ano, mas o País segue no comando até dezembro, quando passa a presidência do bloco para a Índia.

A vontade da Venezuela foi comunicada à Coordenação-Geral do Brics. Mas o Estadão/Broadcast apurou que o governo Lula jamais considerou convidar Maduro ou membros de sua equipe. Interlocutores dizem que, se o fizesse, Lula passaria por uma “humilhação” depois do que ocorreu na eleição passada, quando a ditadura chavista fraudou abertamente o pleito.

Como presidente do Brics até dezembro, o Brasil tem o poder de sugerir uma pauta ao bloco e estender convites a países aliados da própria região ou de nações relevantes do Sul Global – essas reuniões costumam ser chamadas de Brics+ e Brics Outreach. Para a cúpula, o governo convidou México, Uruguai, Colômbia, Chile, Angola e Turquia, além de dois outros não revelados pelo Itamaraty.

Um telegrama obtido pelo Estadão revela que a Venezuela fez sugestões diplomáticas e mantinha vivo o desejo de participar do Brics durante a presidência brasileira do grupo. A ofensiva ocorreu a despeito do veto exercido pelo Brasil contra Maduro em 2024. O argumento foi que somente países com relações políticas amigáveis com todos os membros seriam aceitos.

Na cúpula anterior, em Kazan, a Venezuela tinha tanta certeza de que seria admitida como “parceira do Brics”, uma nova categoria de associação criada na época, que Maduro viajou para a Rússia de surpresa. No entanto, saiu de lá frustrado e furioso com o governo Lula e o Itamaraty, a quem acusou de lhe “apunhalar pelas costas”. O bloqueio deteriorou ainda mais as relações entre os antigos aliados de esquerda.

O veto foi motivado pelo fato de o Brasil não ter reconhecido a alegada e não comprovada reeleição de Maduro na eleição presidencial marcada por fraudes do chavismo e restrições e perseguição à oposição, em julho do ano passado. Lula gastara prestígio político para tentar reabilitar o chavista e mediar a realização de eleições transparentes e livres. Mas se viu enganado e ignorado pela ditadura, ao passar meses cobrando a divulgação de documentos que atestassem a suposta vitória de Maduro.

Lula, por sua vez, deixou de atender telefonemas de Maduro e determinou um esfriamento das relações políticas, enquanto o chavismo o acusava de ingerência externa e de atuar como “agente imperialista dos Estados Unidos”, entre outras provocações e ofensas.

Mesmo com as rusgas, a Venezuela voltou à carga, depois de o governo brasileiro retomar laços discretos e explicitar que não romperia relações diplomáticas. Em 5 de março, a embaixadora brasileira em Caracas, Glivânia Maria de Oliveira, reportou ao Itamaraty um encontro com a ministra do Comércio Exterior, Coromoto Godoy.

Na conversa, ocorrida em 28 de fevereiro, a embaixadora brasileira deixou claro à ditadura que “uma grande barreira para o maior adensamento do comércio bilateral seria a dívida venezuelana, referente às operações de financiamento às exportações de bens e serviços por empresas brasileiras”.

Segundo a diplomata brasileira, a ministra venezuelana respondeu de forma vaga e logo compartilhou sua “expectativa” de participar do Brics. A ministra venezuelana sugeriu que um convite fosse feito pelo governo brasileiro a algum representante da ditadura chavista.

“Minha interlocutora disse estar ciente da questão da dívida e manifestou, em tom vago, a expectativa de que esse entrave possa ser equacionado entre os dois países. Adicionou que o distanciamento não gerou benefícios para nenhum país e que um dos caminhos para a retomada do desenvolvimento da Venezuela seria a aproximação com o Brics. Nesse contexto, fez um apelo a que o Brasil considerasse convidar representante venezuelano para participar de eventuais atividades que possam contribuir para estreitar laços com o grupamento”, reportou Glivânia.

Fonte: InfoMoney

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Economia, Internacional, Negócios

Ibovespa Futuro cai com feriado nos EUA e foco em tarifas de Trump e cenário interno

As atenções estão voltadas para declarações do presidente Lula e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad

O Ibovespa Futuro opera em baixa nas primeiras negociações desta sexta-feira (4), em um dia sem a referência dos Estados Unidos, com os mercados fechados devido ao feriado do Dia da Independência. Com isso, as atenções se voltam para o cenário doméstico, com destaque para declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e para a divulgação de dados econômicos.

Por volta das 09h03 (horário de Brasília), o Ibovespa Futuro com vencimento em agosto tinha queda de 0,29%, cotado aos 141.005 pontos.

Lula e o ministro Fernando Haddad participarão de evento do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) pela manhã no Rio de Janeiro. Mais tarde, o presidente ainda estará presente na cerimônia de retomada de grandes investimentos da Petrobras PETR4.SA na Reduc, em Duque de Caxias, às 11h30.

Na agenda de dados do dia, o mercado avaliará números de inflação ao produtor para maio, divulgado pelo IBGE às 9h, e sobre a balança comercial brasileira em junho, às 15h.

No cenário externo, as negociações tendem a ser mais calmas por conta do feriado nos EUA, mas os agentes financeiros seguem de olho nas discussões comerciais do país com seus parceiros, conforme se aproxima o prazo de 9 de julho para os países evitarem a imposição de tarifas mais altas.

Na véspera, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que Washington começará a enviar cartas aos países nesta sexta especificando as taxas tarifárias que eles terão de pagar sobre as exportações, uma clara mudança em relação às promessas anteriores de fechar dezenas de acordos individuais.

Já nesta sexta, Trump disse que as tarifas que constarem nas cartas entrarão em vigor a partir do dia 1º de agosto e podem chegar a 70% em alguns casos. “Até o dia 9, todos estarão totalmente cobertos”, disse, referindo-se ao prazo de 9 de julho, que marca o fim da pausa das tarifas recíprocas e, consequentemente, do período estabelecido para que parceiros comerciais chegassem a acordos com os EUA e evitassem as tarifas de importação mais altas.

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro caía 0,53%, o S&P Futuro recuava 0,62% e o Nasdaq Futuro tinha desvalorização de 0,60%.

Ibovespa, dólar e mercado externo

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,11%, aos 5.454 pontos.

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam sem direção única nesta sexta-feira (4), com investidores à espera de novos detalhes sobre os acordos comerciais dos Estados Unidos. A atenção se volta para o prazo final estabelecido pelo presidente Donald Trump para a imposição de tarifas mais altas, previsto para a próxima semana.

Os mercados europeus operam em baixa nesta quinta-feira (4), em meio ao aumento das tensões diplomáticas e comerciais entre China e União Europeia. Segundo fontes, o governo chinês pretende cancelar parte de uma cúpula de dois dias com líderes europeus prevista para o fim deste mês.

Além disso, Pequim impôs tarifas antidumping sobre o conhaque europeu por um período de cinco anos. As ações da Remy Cointreau SA e da Pernod Ricard SA chegaram a cair após o anúncio, mas depois amenizaram as perdas.

Os preços do petróleo operam em baixa, antes da reunião da OPEP+, que deve resultar em outro aumento na produção. A decisão pode ampliar ainda mais o excedente de oferta previsto para o final do ano, elevando a preocupação dos mercados com um possível desequilíbrio entre oferta e demanda.

As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta pela segunda semana consecutiva, com promessa de Pequim de reprimir guerras de preços.

Fonte: InfoMoney

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Comércio Exterior, Negócios

Mercosul fecha acordo comercial com EFTA

O Mercosul anunciou ontem a conclusão de um acordo de livre-comércio com a EFTA – bloco de países formado por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. Este é o segundo acordo comercial do Mercosul desde dezembro do ano passado. A aliança anterior foi fechada com a União Europeia, fator que, segundo as fontes, também contribuiu para que as tratativas com a EFTA ganhassem força política.

O anúncio foi feito durante a 66ª cúpula do bloco sul-americano, que acontece em Buenos Aires. O Valor já havia antecipado, há alguns meses, que o acordo com os quatro países europeus era aguardado para este mês de julho.

Segundo o Itamaraty, o tratado vai facilitar o comércio para cerca de 97% dos produtos que já são exportados entre os dois blocos. “Ambas as partes se beneficiarão de melhoras em acesso a mercado para mais de 97% de suas exportações, o que aumentará o comércio bilateral e beneficiará empresas e cidadãos”, explicou o Ministério das Relações Exteriores (MRE) em comunicado à imprensa.

Na prática, o acordo resultará na criação de uma zona de livre-comércio com quase 300 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de mais de US$ 4,3 trilhões. A efetividade dessa zona de livre-comércio ainda depende, entretanto, de um plebiscito popular a ser realizado pelos suíços – uma particulariedade do país.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) também divulgou uma nota na qual afirma que, com a finalização desses acordos, e a assinatura de um tratado com Cingapura, em 2023, o bloco sul-americano aumentará em 1,5 vez a corrente de comércio brasileira coberta por acordos de livre-comércio, passando de US$ 73,1 bilhões para US$ 184,5 bilhões.

“Essas negociações integram a estratégia brasileira de diversificação das parcerias comerciais. É um tratado muito abrangente, cobrindo desde comércio de bens e serviços até investimentos, propriedade intelectual e sustentabilidade. Significará mais previsibilidade e segurança jurídica para o nosso comércio”, explicou o vice-presidente e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, que está na Argentina.

Pressões
Os termos do acordo ainda não são conhecidos, mas o Valor apurou que o Brasil não cedeu à pressão dos suíços para que fossem adotadas cláusulas extras no campo de propriedade intelectual. Os pedidos da Suíça se devem à força da indústria farmacêutica do país, que manifestou um temor quanto à possível quebra compulsória de patentes por parte dos sul-americanos.

Outro assunto que ainda estava travando a conclusão das negociações são as chamadas regras de origem, um conjunto de normas que determina se um produto pode ser considerado originário de uma região ou não. O assunto é sensível para a EFTA devido às características geográficas dos países que integram o bloco. Muitas vezes os produtos fabricados na Suíça ou Noruega podem ter uma etapa de sua produção realizada em nações vizinhas, o que poderia afetar o conceito de regras de origem.

O acordo anunciado ontem abre 724 oportunidades comerciais para o Brasil exportar 495 produtos, segundo avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a entidade, cada oportunidade de exportação é contada por produto e por país. Como a EFTA tem quatro países, o mesmo produto pode ter mais de uma chance de exportação.

Fonte: Valor Econômico 

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Mercado Internacional, Negócios

Acordo do Mercosul com bloco europeu elimina imposto sobre chocolate suíço

Bloco sul-americano fez acordo de livre comércio com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), composta por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein

Os países do Mercosul anunciaram nesta quarta-feira conclusão das negociações para um acordo de livre comércio com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), composta por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein.

Entre os benefícios para os consumidores do Mercosul está a redução de tarifas, como a eliminação do imposto sobre o chocolate suíço, que atualmente paga 20% para entrar nos países do bloco sul-americano.

Por outro lado, a carne bovina brasileira terá maior acesso ao mercado suíço, com uma cota anual de 3 mil toneladas com imposto zerado, um aumento significativo em relação ao volume exportado atualmente.

O pacto prevê a eliminação total das tarifas de importação para os setores industrial e pesqueiro no momento da entrada em vigor, além de concessões parciais para produtos agrícolas, como aves, milho, café e frutas.

O acordo, que estava em negociação desde 2017, deve criar um mercado conjunto de cerca de 290 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 4,3 trilhões.

O Brasil liberalizará cerca de 97% do comércio com a EFTA em regime de livre comércio, com o restante sujeito a desonerações graduais ao longo dos próximos anos.

Além das questões tarifárias, o entendimento inclui capítulos sobre compras governamentais, propriedade intelectual, investimentos e resolução de controvérsias, alinhando-se a padrões internacionais de comércio.

O acordo ainda passará por processos jurídicos e políticos antes de sua assinatura oficial, prevista para o final deste ano.

Fonte: InfoMoney

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Mercado de trabalho, Negócios

Microsoft demitirá cerca de 9 mil empregados em seu maior corte em 2 anos

Companhia fala em “mudanças organizacionais necessárias para melhor posicionar a empresa e as equipes para o sucesso em um mercado dinâmico”

A Microsoft está demitindo milhares de funcionários, sua terceira rodada de cortes nos últimos meses, confirmou a empresa na quarta-feira (2).

A redução de pessoal afetará menos de 4% da força de trabalho total da empresa, ou cerca de 9.000 trabalhadores, de acordo com um porta-voz da companhia.

Isso marca as maiores demissões da gigante da tecnologia desde que cortou 10.000 funcionários em 2023 e ocorre em meio a cortes de pessoal em outras áreas do setor de tecnologia.

As ações da Microsoft permaneceram inalteradas após o anúncio.

“Continuamos a implementar as mudanças organizacionais necessárias para melhor posicionar a empresa e as equipes para o sucesso em um mercado dinâmico”, disse um porta-voz da Microsoft em comunicado, acrescentando que a empresa está reduzindo os níveis gerenciais e tornando os funcionários mais produtivos com novas tecnologias.

A redução de pessoal também ocorre porque empresas de tecnologia, incluindo a Microsoft, estão usando IA (inteligência artificial) para tornar sua força de trabalho mais eficiente.

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, afirmou no início deste ano que 20% a 30% do código da empresa estava sendo gerado por IA, e a empresa está investindo bilhões em investimentos em infraestrutura para a tecnologia.

Não está claro se a IA contribuiu diretamente para os cortes de quarta-feira e quais divisões da Microsoft serão afetadas. O The Verge noticiou que o líder do Xbox, Phil Spencer, enviou uma nota interna informando que sua equipe seria impactada.

A Bloomberg também noticiou anteriormente que as demissões planejadas para julho teriam como alvo as equipes de vendas e do Xbox.

Os cortes de quarta-feira ocorrem depois que a Microsoft demitiu 3% de sua equipe, cerca de 7.000 funcionários, em maio.

Em julho de 2024, a última vez que a Microsoft divulgou formalmente seu quadro total de funcionários, a empresa contava com 228.000 trabalhadores.

Outras empresas de tecnologia também realizaram demissões neste ano, incluindo a Meta e a Bumble. O CEO da Amazon, Andy Jassy, ​​também alertou sua equipe no mês passado que a IA acabaria ajudando a empresa a reduzir o número de funcionários.

Em abril, a Microsoft anunciou que seus lucros trimestrais aumentaram 18%, para US$ 25,8 bilhões, durante o trimestre encerrado em 31 de março, impulsionados pelo forte desempenho de seus negócios em nuvem e serviços de IA. A empresa deve divulgar os resultados do quarto trimestre fiscal ainda este mês.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Mercosul e bloco de Suíça e Noruega chegam a acordo de livre comércio

Tratado removerá ou reduzirá os impostos sobre mais de 95% das mercadorias negociadas pelos países do bloco sul-americano e pelo EFTA, que inclui ainda Liechtenstein e Islândia

O Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), composta por Suíça, Noruega, Liechtenstein e Islândia, concluíram as negociações de um acordo de livre comércio, em um esforço para aumentar as negociações transatlânticas.

O tratado “removerá ou reduzirá os impostos sobre mais de 95% das mercadorias atualmente exportadas para o Mercosul pelas empresas da EFTA” em um período de 15 anos, disse a EFTA em um comunicado na quarta-feira (2). O acordo entrará em vigor três meses depois que todos os países membros tiverem ratificado o pacto.

Assim que isso acontecer, “os Estados da EFTA abolirão todos os direitos alfandegários sobre as importações de produtos industriais, incluindo peixes e outros produtos marinhos, originários do Mercosul”, disse o grupo europeu.

“O Mercosul eliminará ou reduzirá gradualmente os direitos alfandegários sobre a maioria dos produtos industriais, incluindo peixes e outros produtos marinhos, originários de um dos estados da EFTA.”

“Esse acordo é uma prioridade total para os países da EFTA e agora intensificamos as negociações”, disse Helene Budliger, a principal diplomata comercial da Suíça. Falando durante uma coletiva de imprensa em Buenos Aires, ela acrescentou que é difícil dizer quando o acordo entrará em vigor.

O Brasil espera ratificar o pacto durante sua presidência do Mercosul, disse o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, acrescentando que o bloco sul-americano também espera ratificar um tratado União Europeia-Mercosul no segundo semestre do ano. A Argentina passará a presidência pro tempore ao Brasil na quinta-feira, quando os chefes de Estado deverão se reunir.

O acordo com o Mercosul abre um mercado de 270 milhões de consumidores para os países europeus. Ele segue um acordo de livre comércio da EFTA com a Índia no ano passado e dois acordos menores com a Tailândia e a Malásia mais recentemente, à medida que o grupo amplia seus laços comerciais.

As negociações com o grupo do Mercosul estavam em andamento desde 2017, mas enfrentaram um revés em 2019 devido a divergências ambientais.

A UE e o Mercosul fecharam um acordo comercial há muito procurado no final do ano passado, apesar das objeções da França, que se comprometeu a liderar uma ação para obstruir sua ratificação.

Fonte: Bloomberg Línea

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Negócios

Mercosul fecha acordo de livre comércio com bloco europeu Efta

As negociações com o Efta avançaram em paralelo com a UE, e tomaram impulso depois da eleição de Donald Trump para presidência dos Estados Unidos

O Mercosul concluiu as negociações de um acordo de livre comércio com o bloco europeu Efta, formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, afirmaram os dois blocos em declaração conjunta divulgada nesta quarta-feira durante reunião de cúpula do bloco sul-americano que está sendo realizada em Buenos Aires.

O acordo vinha sendo negociado desde 2017 e chegou a ser anunciado em 2019. No entanto, da mesma forma que com as negociações entre Mercosul e União Europeia, os quatro países reverteram suas posições e pediram mais garantias ambientais, em meio ao crescimento exponencial do desmatamento no Brasil durante o governo de Jair Bolsonaro. 

“O Acordo de Livre Comércio Mercosul-Efta criará uma zona de livre comércio com quase 300 milhões de pessoas e um PIB combinado de mais de US$4,3 trilhões. Ambas as partes se beneficiarão de melhoras em acesso a mercado para mais de 97% de suas exportações, o que aumentará o comércio bilateral e beneficiará empresas e cidadãos”, afirma a declaração conjunta.

“Diante dos avanços obtidos, o Mercosul e os Estados da Efta compartilham o compromisso de dar os passos necessários para garantir a assinatura do Acordo de Livre Comércio nos próximos meses de 2025.”

As negociações com o Efta avançaram em paralelo com a UE, e tomaram impulso depois da eleição de Donald Trump para presidência dos Estados Unidos. Assim como os líderes da UE, os chefes de Estado dos quatro países consideraram o momento uma oportunidade para ampliar mercados em meio às políticas protecionistas do novo governo norte-americano.  

O vice-presidente da Suíça, Guy Parmelin, responsável pelas negociações comerciais do Efta, chegou na terça a Buenos Aires para o anúncio do acordo. A assinatura final, no entanto, deve demorar alguns meses, já que o texto precisa ser aprovado pelos Parlamentos de todos os países. 

Ao contrário do acordo Mercosul-UE, no entanto, não se espera resistências dos europeus. Enquanto na UE a França, principalmente, e também outros países são contrários ao acordo, os quatro países do Efta são todos favoráveis. “É uma negociação muito mais simples”, disse uma fonte com conhecimento do assunto.     A conclusão do acordo havia sido antecipada na véspera à Reuters por fontes com conhecimento do assunto.

O acordo Mercosul-UE foi finalizado e anunciado em dezembro de 2024, durante a cúpula de Montevidéu. No entanto, ainda precisa passar pela aprovação do Parlamento e do Conselho Europeu, o que se espera para o segundo semestre deste ano. 

A intenção do governo brasileiro e da UE é que a assinatura aconteça em dezembro, durante a presidência do Brasil no Mercosul.

Fonte: InfoMoney


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Negócios

Google fecha acordo para comprar energia de fusão da Commonwealth, derivada do MIT

O Google, da Alphabet, disse nesta segunda-feira que fechou um acordo para comprar energia de um projeto na Virgínia, nos Estados Unidos, alimentado por fusão, a reação que alimenta o Sol e as estrelas, mas que ainda não é comercial na Terra.

O Google assinou o que chamou de primeiro contrato corporativo direto de compra de energia (PPA) da tecnologia com a Commonwealth Fusion Systems (CFS), empresa derivada do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), fundada em 2018.

O acordo prevê a compra de 200 megawatts (MW) de energia do projeto ARC da CFS, que terá capacidade total de 400 MW. A empresa está desenvolvendo o projeto na Virgínia, onde fica o maior polo de data centers do mundo. Os detalhes financeiros do acordo não foram divulgados.

Físicos de laboratórios nacionais e empresas têm trabalhado por décadas tentando usar lasers ou, no caso da CFS, grandes ímãs para viabilizar reações de fusão, nas quais átomos leves se fundem, liberando grandes quantidades de energia.

Em 2022, o Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia, obteve um breve ganho líquido de energia em um experimento de fusão usando lasers.

Mas a obtenção do chamado “equilíbrio de engenharia”, em que mais energia é gerada pela reação do que a energia total que é consumida em uma usina de fusão para dar início a uma reação, tem sido difícil. E para que uma usina gere energia a partir da fusão, as reações devem ser constantes, não raras.

“Sim, há alguns desafios sérios de física e engenharia que ainda temos que superar para torná-la comercialmente viável e escalável”, disse Michael Terrell, chefe de energia avançada do Google, a repórteres em uma entrevista coletiva. “Mas é algo em que queremos investir agora para concretizar esse futuro.”

À medida que a inteligência artificial e os data centers aumentam a demanda energética no mundo, o interesse na fusão cresce. Diferente da fissão nuclear, que divide átomos e gera grandes quantidades de resíduos radioativos, a fusão não produz esse tipo de resíduo e, se bem-sucedida, pode ajudar a combater as mudanças climáticas.

A CFS pretende gerar energia a partir do projeto ARC no início da década de 2030, mas ainda precisa superar alguns obstáculos científicos.

O Google também anunciou nesta segunda que está aumentando seu investimento na CFS, sem revelar o montante. O Google foi um dos investidores que aplicaram um total de US$1,8 bilhão na empresa em 2021.

Fonte: Terra

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Comércio, Negócios

Buscam comprador para o navio petroleiro Eva Perón

O sindicalista Francisco Banegas antecipou que o navio já está em condições de ser entregue.

O Estaleiro Río Santiago (ARS) atravessa uma fase de transição marcada por desafios econômicos, trabalhistas e regulatórios. Em um contexto em que o governo nacional promove mudanças que impactam a indústria naval, os trabalhadores do ARS ativam uma agenda de mobilizações e apresentam propostas para garantir a continuidade operacional e preservar os empregos.

Francisco “Pancho” Banegas, secretário-geral da ATE Ensenada e trabalhador do estaleiro há quatro décadas, afirmou à Ser Industria Radio que a planta industrial tem plena capacidade de construção. Ele revelou ainda que o navio petroleiro Eva Perón “está pronto, pode ser lançado ao mar, mas questões geopolíticas impedem que a Venezuela o leve”.

Esse navio, junto com o Juana Azurduy — que está com cerca de 50% da construção concluída — representa um dos maiores desafios dos últimos anos para o estaleiro público. “Está sendo avaliada a possibilidade de rescindir o contrato com a Venezuela de forma consensual e buscar outra empresa interessada na compra desses navios. Estamos falando de cerca de 34 milhões de dólares, entregando os dois concluídos”, explicou o dirigente sindical, ao mesmo tempo em que confirmou que “estão procurando compradores, tanto no país quanto no exterior”.

A situação do ARS faz parte de um contexto mais amplo que ameaça toda a indústria naval argentina e a Marinha Mercante, duramente atingidas pelos decretos 273/2025 e 340/2025, que, segundo Banegas, “desregulam completamente o setor, permitindo a compra de navios usados no exterior e autorizando a contratação de trabalhadores estrangeiros”.

“Não pode ser que, em um país com tanto desemprego e pobreza, tenham que vir trabalhadores de fora. Estamos esperando com ansiedade a chance de reativar a indústria naval”, afirmou com ênfase. Além disso, destacou que essas medidas não são novidade: “Já conhecemos isso. Vivemos isso com Martínez de Hoz, com o golpe de 76 e nos anos 90. A história se repete”.

Nessa linha, ele lembra que o objetivo de fundo sempre foi o mesmo: fechar o estaleiro estatal. “O estaleiro tem muitos inimigos. O objetivo foi, é e será fechá-lo. Tentaram fazer isso durante a ditadura, nos anos 90 com as privatizações, e depois o Macri quis simplesmente nos destruir.”

Resistir com propostas
Longe de se limitar à denúncia, Banegas destaca o papel propositivo do movimento operário do ARS. Desde que assumiu como secretário-geral em 2015, a estratégia foi clara: gerar trabalho e produção. “Trabalho que entra, é feito. Apesar dos baixos salários e do fato de não termos tarefas para todos, o trabalho é feito. É a única maneira de limpar a imagem do estaleiro, que foi muito atacado”, afirmou.

Atualmente, o ARS está construindo um dique flutuante com financiamento da província de Buenos Aires e realiza trabalhos para estações de tratamento de água em Tapalqué e Berisso, além de serviços para a Copetro. No entanto, o horizonte mais promissor está nas patrulheiras OPV (Offshore Patrol Vessel) destinadas à Prefectura Naval Argentina (PNA).

“Está visitando um estaleiro francês para avançar em um possível contrato. Seriam três navios e, se esse contrato for assinado, teremos cinco anos de trabalho”, detalhou. Ele lembrou que “as OPVs compradas durante o governo de Mauricio Macri custaram 374 milhões de euros. Isso foi trabalho para os franceses. Depois, Patricia Bullrich comprou cinco patrulheiras por 50 milhões de dólares, quando poderiam ter sido feitas dez aqui. Quem disse isso foi a FINA, não nós”.

Diante dos discursos que falam em “excesso de pessoal”, Banegas foi categórico ao afirmar: “Não sobra gente, falta trabalho no ARS. Já nos disseram que o estaleiro se mantém com 500 trabalhadores”. Atualmente, o estaleiro emprega 2.800 pessoas, mas já houve épocas em que a planta chegou a ter 8.500 operários.

“A mão de obra naval não se forma da noite para o dia”, afirmou o titular da ATE Ensenada. “Por isso pedimos a reposição dos companheiros que se aposentam. É uma planta que, com trabalho, gera muito emprego e dinamiza as pequenas e médias empresas da região.”

Um novo modelo de gestão

Um dos principais obstáculos enfrentados pelo ARS é a estrutura burocrática, que dificulta a assinatura ágil de contratos. “Atualmente, o estaleiro funciona como um ministério. Você assina um contrato e ele pode levar até oito meses circulando entre os órgãos de controle. Isso atrasa tudo. E ninguém vai contratar se o trabalho só começa dois anos depois”, explicou Banegas.

Por isso, o sindicato está trabalhando em um projeto para transformar o ARS em uma empresa produtiva estatal com autonomia de gestão. “Não somos só protesto — também temos propostas para reativar o estaleiro. Vamos apresentar essa iniciativa em uma assembleia geral de trabalhadores”, adiantou.

A proposta de transformar o ARS em uma sociedade do Estado foi engavetada com a entrada em vigor do DNU do governo nacional. “Nosso novo projeto busca permitir que possamos agilizar compras, firmar contratos diretamente e evitar as amarras burocráticas que estão nos sufocando”, enfatizou.

A defesa do trabalho argentino e da soberania nacional são eixos constantes no discurso de Banegas. “O Canal Magdalena, o petróleo offshore, o GNL — são desenvolvimentos estratégicos que exigem uma frota própria, navios que nós podemos construir”, afirmou.

Ele recordou que, em 2017, foi possível articular trabalhadores, estaleiros públicos e privados, e câmaras empresariais para impulsionar uma Lei da Indústria Naval, que incluía o artigo 15 — o qual proibia organismos do Estado de comprar navios no exterior se pudessem ser construídos no país.

“Com os decretos 273 e 340, esse artigo foi eliminado. Hoje é possível comprar fora sem restrições. É uma destruição total da indústria naval argentina”, alertou. “Perdemos de 7.000 a 8.000 milhões de dólares por ano com fretes, além do que se paga pelo dragado a empresas estrangeiras. É dinheiro que poderia ficar no país, gerando emprego local”, ressaltou.

Apesar do panorama adverso, Banegas insiste na importância de fortalecer a organização sindical e a unidade do movimento operário. “Isso pode ser revertido pelo lado dos trabalhadores, mas precisamos nos unificar. Ninguém se salva sozinho. Se não se constroem navios, não haverá estaleiros — nem públicos nem privados.”

Nessa linha, criticou o modelo de trabalho precarizado promovido por plataformas digitais, que estimula o individualismo. “Hoje se trabalha por meio de um aplicativo e não importa o que acontece com o outro. A juventude vive isso e isso nos tira empregos. Você vê nos pedágios, nos bancos — agora quem te atende é uma máquina.”

Banegas contou que participou de um Congresso Mundial sobre Emprego e Tecnologia, onde representantes de países como Alemanha e Estados Unidos debatiam sobre o avanço tecnológico e seu impacto na perda de postos de trabalho. “A luta também está aí: como preservar empregos em um mundo cada vez mais automatizado”, concluiu o dirigente sindical.

Fonte: Ser Industria

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Comércio Exterior, Informação, Logística, Negócios

Tensões no Oriente Médio e os reflexos no transporte e seguro de cargas 

Os recentes episódios de instabilidade no Oriente Médio, com destaque para os conflitos envolvendo o Irã e países vizinhos, reacenderam um sinal de alerta para o setor logístico mundial. Embora o epicentro das tensões esteja geograficamente distante do Brasil, os efeitos dessa crise são imediatos e atingem diretamente a cadeia de transporte nacional, com impacto nos preços dos combustíveis, no planejamento de rotas e na exposição a riscos operacionais e econômicos. 

O Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e Omã, é um corredor estratégico por onde circula aproximadamente 20% de todo o petróleo comercializado globalmente. Qualquer ameaça de bloqueio ou limitação no tráfego marítimo nessa região repercute diretamente no valor do barril, desencadeando oscilações nos mercados e reajustes nos preços dos combustíveis em diversos países. No Brasil, país com forte dependência do transporte rodoviário, o aumento do diesel representa um desafio significativo para transportadoras, embarcadores e operadores logísticos. 

O diesel, que compõe uma parcela relevante do custo fixo das operações de transporte, quando sofre reajustes sucessivos, pressiona toda a estrutura financeira das empresas do setor. Muitas vezes, diante da tentativa de compensar a alta nos custos, observa-se uma redução dos investimentos em segurança, manutenção de frota e gerenciamento de risco, o que, por consequência, eleva a exposição a sinistros. 

Momento de atenção 

Além do impacto direto nos custos operacionais, a instabilidade internacional também influencia o comportamento do mercado segurador. A percepção de risco aumenta, especialmente em operações de exportação, cabotagem e transporte de mercadorias com origem ou destino em zonas consideradas sensíveis. Segundo Carla Kuhn, Partner & Business Development Director da BWin Tech, esse cenário exige uma reavaliação criteriosa das condições contratuais das apólices, com atenção especial às cláusulas de exclusão de guerra, atos políticos e terrorismo, que podem limitar a cobertura em situações críticas. “Em momentos como este, torna-se ainda mais evidente a importância de um programa de seguros de transporte bem estruturado, com respaldo técnico, conhecimento setorial e atualização constante diante das mudanças do cenário global”, enfatiza Carla Kuhn. 

De acordo com ela, a equipe da BWin Tech Seguros acompanha de perto a movimentação dos mercados internacionais e os reflexos diretos na logística brasileira, oferecendo aos clientes suporte técnico completo, com foco em soluções personalizadas, prevenção de perdas e continuidade operacional. 

Estratégia e gerenciamento de riscos 

Ainda segundo Carla, a imprevisibilidade do contexto geopolítico atual exige que o seguro de transporte seja tratado como parte estratégica do planejamento logístico, e não como um item secundário. “Operações sem cobertura adequada ou sem um modelo de gerenciamento de risco compatível com o atual nível de exposição podem comprometer severamente o resultado financeiro das empresas, especialmente em um ambiente de margens reduzidas e alta competitividade”, afirma. 

Diante desse cenário, a recomendação é clara: reavaliar rotas, revisar as condições contratuais das apólices e buscar orientação especializada. “O mercado de seguros evoluiu, e hoje existem soluções técnicas adaptáveis a diferentes perfis de risco, inclusive com coberturas específicas para operações em áreas de conflito ou instabilidade política”, finaliza Carla. 

Sobre a BWin Tech Seguros 

Com mais de 14 anos de atuação e mais de 25 anos de experiência no setor, a BWin Tech Seguros se destaca por sua abordagem inovadora em seguros para transporte de carga, gestão de riscos e soluções financeiras voltadas à logística. Sua plataforma 100% digital otimiza processos, reduz custos e garante eficiência operacional para transportadores, embarcadores e empresas do comércio exterior. A empresa conta com uma equipe técnica altamente capacitada para orientar e proteger os negócios diante dos novos desafios logísticos, combinando experiência, tecnologia e inteligência de dados para garantir a tranquilidade de quem movimenta o país, mesmo em tempos incertos. 

Saiba mais sobre a BWin Tech: https://bwintech.com.br/  

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