Comércio, Mercado Internacional, Negócios

Fábrica chinesa produz 1,7 mi de células de placas solares por dia

Unidade da Chint em Wenzhou opera 24 horas por dia e é quase toda automatizada; Chint abrirá duas fábricas no Brasil

Localizada na cidade de Wenzhou, a fábrica da Astronergy –braço da gigante Chint na produção de painéis solares– é capaz de produzir 1,7 milhão de células de placas fotovoltaicas por dia. A instalação é quase completamente automatizada e os robôs que trabalham na linha de produção funcionam 24 horas por dia.

Executivos da Chint informaram ao Poder360, durante visita ao empreendimento, que a empresa estuda a instalação de duas fábricas no Brasil, mas não de produção de painéis solares. Uma unidade será inaugurada em Manaus em julho e produzirá medidores elétricos, enquanto a outra será voltada para a fabricação de quadros de distribuição de média e alta tensão. 

A Chint planeja a instalação dessa 2ª unidade que produzirá um equipamento considerado mais complexo para até 2029. O local ainda não está definido, mas até o momento o Estado favorito para a instalação do empreendimento é Minas Gerais.

Além da quantidade de células solares –dispositivos que vão compor os painéis solares a partir da quantidade determinada pelo cliente–, a companhia chinesa também alcançou um padrão de qualidade elevado.

Cerca de 98,5% das células produzidas são classificadas como de qualidade A, a mais alta; 1,4%é considerada de qualidade B, enquanto apenas 0,1% são classificadas como C. As de qualidade inferior também podem ser comercializadas.

O número de placas que são perdidas durante o processo de fabricação –quebradas ou danificadas– representam apenas 0,01% das células.

O número total de trabalhadores humanos na fábrica é de aproximadamente 300 pessoas. Esses trabalhadores se dedicam à manutenção das máquinas e não interferem no processo de fabricação das células solares. Os robôs fazem todo o trabalho.

Ao Poder360, o gerente de uma das etapas de fabricação do produto informou que antes da automação, cerca de 1.000 pessoas trabalhavam apenas na verificação de danos nas células. O processo consistia em olhar as células prontas e avaliar se estavam em boas condições. Hoje esse processo é feito em cerca de 1 segundo por um sensor.

Em 2024, a Chint alcançou uma receita de US$ 25 bilhões, um valor 15% superior ao do ano anterior. O lucro total no período foi de US$ 2 bilhões.

A companhia, que atua em diversos segmentos do setor elétrico, está presente em mais de 140 países e é a maior exportadora de painéis solares do mundo. Também é a empresa com mais equipamentos fotovoltaicos instalados em casas e edifícios residenciais do planeta.

Fonte: Poder 360

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Economia, Negócios

JBS nada contra a maré negativa das bolsas globais na sexta-feira 13 e estreia com alta em Nova York

Mesmo em um dia de perdas nos mercados internacionais, papeis da companhia se valorizaram no primeiro pregão da dupla listagem. Próxima meta é a “reprecificação”, para ser avaliada como a concorrência

Sexta-feira, 13, e uma onda negativa nas bolsas globais nesta sexta-feira. Nada disso estragou o “churrasco brasileiro” da JBS em sua estreia americana.

No primeiro dia oficialmente negociando ações na NYSE (New York Stock Exchange), a maior bolsa de valores do mundo, a ação da companhia da família Batista chegou a subir mais de 2% e no fim do dia fechou cotada a US$ 13,87, com alta de 0,22.

A empresa destacou, entretanto, o volume de negociações, que superou os US$ 285 milhões em volume, somando o pregão dda NYSE e os BDRs, na B3, valor correspondente a 4,5 vezes a média diária dos últimos 12 meses na bolsa brasileira.

A ação iniciou o pregão na manhã cotada a US$ 13,65 cada, dando um valor de mercado à empresa de US$ 15 bilhões.

Ao mesmo tempo, os mercados globais caíam em uníssono, refletindo as tensões vindas do Oriente Médio após um bombardeio de Israel na cidade de Teerã, capital do Irã.

Nos Estados Unidos, os índices Nasdaq, S&P 500, Dow Jones e o Russell Index recuavam, respectivamente,1,2%, 1,1%, 1,8% e 1,8%. O próprio NYSE Composite desvalorizava 1,25%. Na Europa, o Euro Stoxx 50 havia registrado queda de 1,31%.

Se encerra a saga pela dupla listagem, que se arrasta já há alguns anos, a estreia em NY inicia outra: a reprecificação da JBS perante os pares internacionais, principalmente a Tyson Foods. Hoje, o market cap da concorrente da JBS é de US$ 19 bilhões.

Um relatório do banco BTG Pactual, assinado por Thiago Duarte, afirmou que essa aproximação deve acontecer lentamente nos próximos anos. Hoje, o desconto entre as empresas é de 3,9 vezes, segundo Duarte.

“Considerando nossa expectativa de Ebit (lucro antes de juros e impostos) de R$ 22 bilhões, fechar a lacuna com a Tyson implicaria em um adicional de R$ 86 bilhões em valor patrimonial, ou seja, quase 100% de valorização”, disse.

O preço de US$ 13,65 na estreia confirma o início do movimento de reprecificação mencionado no relatório. Mas, segundo o BTG, há ainda espaço para a ação dobrar de valor se o mercado passar a ver a JBS como vê a Tyson, especialmente em termos de múltiplos e estabilidade de lucros.

Essa trajetória deve ser sustentada, segundo o analista, pela inclusão da JBS nos principais índices de ações nos EUA. O primeiro deve ser o Russell, algo que pode acontecer ainda em 2026.

Wesley Batista, um dos controladores da empresa, já sinalizou que a meta é integrar o S&P 500, índice que reúne um clube restrito das maiores empresas dos Estados Unidos.

“O S&P 500 é um marco. É lógico que tem um processo a ser feito, mas acreditamos que vamos estar lá e vamos celebrar muito”, disse o empresário, acionista e membro do conselho da JBS, em uma entrevista recente à CNN Money.

“Hoje tem um volume muito grande de dinheiro de fundos que, se você não estiver lá, você não acessa”, acrescentou.

Em um comunicado enviado à imprensa pela JBS, Guilherme Cavalcanti, CFO da companhia, destacou a importância estratégica da operação, e disse que a presença na NYSE é um “passo fundamental para otimizar a estrutura de capital e diversificar a base de investidores”.

“Estamos preparados para este novo capítulo, com uma gestão financeira sólida e um plano estratégico claro para continuar crescendo de forma sustentável e rentável”, disse Cavalcanti no documento.

Outro fator que pode destravar esse valor, segundo Thiago Duarte, do BTG, é a própria operação da JBS, na medida em que a companhia cresce suas linhas de alimentos processados.

Ele relembra que a Tyson, por exemplo, viu suas ações subirem de forma significativa após a aquisição da Hillshire, em 2014, quando dobrou sua exposição a esse tipo de linha de negócio.

“Os investidores geralmente estão dispostos a pagar múltiplos mais altos para empresas com maior exposição a alimentos preparados, pois oferecem poder de precificação e margens maiores e mais estáveis. Os resultados da Tyson validam essa lógica”, resumiu Duarte, do BTG. Nos últimos seis anos, esse segmento foi responsável por 19% da receita da Tyson, mas 37% do seu Ebit.

Por mais que a JBS não divulgue esses números na vírgula, o analista do BTG Pactual calcula que essa divisão represente hoje de 10% a 15% da receita total, um pouco abaixo da Tyson, por enquanto.

“Apesar de ter uma participação menor em produtos processados, a JBS conseguiu gerar lucratividade e estabilidade de lucros comparáveis, provavelmente graças à sua diversificação global mais ampla”, finalizou o analista.

A ação da Tyson Foods, por sua vez, recuava mais de 1% nesta sexta-feira, 13.

Fonte: AG Feed

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Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Trump diz ter expectativa de que acordos comerciais sejam feitos no G7

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (15) a repórteres na Casa Branca que ele tem expectativa de que acordos comerciais sejam feitos na Cúpula do G7, no Canadá.

“Eu acho que nós vamos ter alguns novos acordos comerciais”, disse Trump a um repórter, que questionou sobre a possibilidade durante a Cúpula do G7.

A declaração foi feita antes de o presidente embarcar no helicóptero Marine One, partindo da Casa Branca a caminho da Cúpula do G7 no Canadá.

Fonte: Band

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Negócios, Notícias

Refinaria Abreu e Lima se tornará a segunda maior da Petrobras com construção do Trem 2

Com a construção do Trem 2, a Refinaria Abreu e Lima, localizada no Complexo Industrial de Suape, em Pernambuco, deve se tornar a segunda maior refinaria da Petrobras em capacidade de processamento no Brasil.

Na última quinta-feira, 12 de junho, a governadora Raquel Lyra visitou as instalações da refinaria para acompanhar de perto o andamento dos projetos.

Ao lado da vice-governadora Priscila Krause, Raquel se reuniu com dirigentes da Petrobras para conhecer os detalhes dos investimentos que integram o novo ciclo de retomada da estatal.

A obra do Trem 2 marca uma etapa decisiva na retomada dos grandes investimentos da Petrobras no Nordeste. Anunciado em janeiro de 2024, durante cerimônia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o projeto tem o objetivo de dobrar a capacidade da refinaria, que passará a processar até 260 mil barris de petróleo por dia após a conclusão da nova unidade.

O impacto econômico da obra também é significativo. Segundo estimativas preliminares, a construção do novo trem vai gerar cerca de 30 mil empregos, entre postos diretos e indiretos. A previsão é que o projeto movimente diversos setores da economia pernambucana, como engenharia, construção civil, transporte e alimentação.

A conclusão total do Trem 2 está prevista para 2029. No entanto, a Petrobras anunciou que pretende antecipar parte da produção. A previsão é que, já em 2026, a nova estrutura comece a operar com capacidade inicial de 180 mil barris por dia. Essa antecipação deve acelerar os efeitos econômicos do projeto, tanto no mercado de trabalho quanto na arrecadação do estado.

O canteiro de obras contará com empresas locais e nacionais, o que deve atrair novos contratos e abrir oportunidades para trabalhadores de diversas áreas. A movimentação também fortalece o porto de Suape, que será um dos principais pontos de entrada de equipamentos e insumos para o projeto.

A construção do Trem 2 é acompanhada de perto por técnicos e engenheiros da Petrobras. A estatal também iniciou programas de qualificação profissional na região, preparando a mão de obra local para atuar nos serviços exigidos durante a ampliação.

Fonte: Portal da Prefeitura 

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Negócios

Brasil impulsiona sua liderança no setor offshore com US$ 316 milhões em negócios na OTC 2025

Empresas brasileiras reforçaram a competitividade do país na cadeia global de petróleo e gás.

Apoiadas pelo projeto Brazil Machinery Solutions, 31 empresas brasileiras participaram da OTC 2025, o maior evento mundial do setor offshore, e geraram negócios no valor de 316 milhões de dólares, incluindo acordos fechados e estimativas para os próximos 12 meses.

A Offshore Technology Conference (OTC), realizada de 5 a 8 de maio em Houston, nos Estados Unidos, consolidou-se mais uma vez como o principal ponto de encontro global para o setor de petróleo e gás, e foi palco do fortalecimento da indústria brasileira no cenário internacional. As 31 empresas que viajaram ao Texas representaram uma amostra do dinamismo e da diversidade da cadeia de valor do petróleo e gás do Brasil.

A participação foi possível graças ao projeto Brazil Machinery Solutions (BMS), uma iniciativa conjunta da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). As empresas participantes incluíram Açoforja, Altave, Altus, Cladtek, Cognittiv, Conexled, CSL Ropes, Delp, DLC, Engemasa, Flexprin Marine, Gascat, Gavea Group, HBR, Inovaren Partners, L.C.D. Engenharia, Maxepoxy, MB Group, MI Electric Brasil, MRM Logistics, Natec, Neptune Marine, Qualitech, Shape Digital, Supplylog, TechnoFink, Technomar, TGS, The Insight, Vanasa Multigas e WEB Nordeste.

Participação estratégica
O pavilhão brasileiro atraiu visitantes de 30 países, entre eles Estados Unidos, Nigéria, Argentina, Arábia Saudita e Países Baixos. “Essa participação marca um momento estratégico para a indústria brasileira e um projeto sem precedentes para o nosso setor”, afirmou Patrícia Gomes, Diretora Executiva de Mercados Externos da ABIMAQ.

“Estar presente em um dos maiores palcos mundiais da tecnologia offshore é ao mesmo tempo um desafio e uma grande oportunidade de posicionamento internacional”, destacou. “A feira é reconhecida mundialmente como um dos principais pontos de encontro do setor de óleo e gás – mais do que os Estados Unidos, há atores do mundo todo atentos às inovações e soluções apresentadas no evento”, acrescentou.

“Levamos uma amostra representativa e interessante de empresas para representar o nosso país — desde fabricantes de máquinas e equipamentos, prestadores de serviços de engenharia e logística, até empresas que desenvolvem software e inteligência artificial para o setor — o que demonstra a força e diversidade de toda a nossa cadeia de petróleo e gás”, ressaltou Gomes.

Além disso, ela destacou que esse passo “reforça nosso compromisso de apresentar soluções cada vez mais integradas e alinhadas com as transformações globais do setor. E, mais do que nunca, queremos evidenciar o papel que a indústria brasileira pode desempenhar na transição energética. Acreditamos que o setor de petróleo e gás tem um papel importante a cumprir, especialmente quando guiado por práticas ESG responsáveis e pela inovação sustentável”.

Crescimento das exportações
As empresas presentes na OTC 2025 fazem parte de um mercado que, em 2024, já havia registrado exportações de 920 milhões de dólares — um crescimento de 10% em relação ao ano anterior. Estados Unidos (18,3%), Catar (14,9%) e Arábia Saudita (12,5%), além de outros 47 países, foram os principais destinos desses produtos.

Entre os produtos mais exportados pelo Brasil, destacaram-se os tubos de aço ligado sem revestimento nem solda para revestimento de poços (49%), os tubos soldados longitudinalmente por arco submerso utilizados em oleodutos e gasodutos de grande diâmetro (17%) e outros tubos de aço para poços (14%).

Organizada anualmente desde 1969 em Houston, e realizada também em edições regionais no Brasil e na Ásia, a Offshore Technology Conference é o evento mais influente do setor. Em 2025, a feira reuniu mais de 1.200 expositores, distribuídos em 252 mil metros quadrados, e foi visitada por mais de 30 mil profissionais dos Estados Unidos e de outros 107 países.

O Brasil teve uma das delegações internacionais mais destacadas, com mais de mil participantes e três espaços de exposição: o Pavilhão da ABIMAQ/BMS, um estande da Petrobras e um pavilhão institucional coordenado pela ApexBrasil.

Este último contou com a participação de 11 parceiros estratégicos, incluindo o Conselho de Petróleo e Gás da ABIMAQ, a ABEMI (Associação Brasileira de Engenharia Industrial), o Consulado do Brasil em Houston, a EPE (Empresa de Pesquisa Energética), a FIEPA, a FIRJAN, o IBP, a ONIP, o Porto de Suape, a Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA) e o Sebrae-RJ.

Além de ser uma plataforma comercial, a feira ofereceu mais de 450 palestras técnicas, focadas em temas-chave para a inovação e o desenvolvimento sustentável no setor offshore. As discussões abrangeram desde novos processos de exploração e produção em águas profundas até a transformação digital e a integração de critérios ambientais, sociais e de governança (ESG).

Fonte: Ser Industria



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Logística, Negócios, Portos

Antaq vê potencial de disputa acirrada por superterminal em Santos

Pelo menos quatro operadoras estrangeiras, dois grupos nacionais e dois investidores financeiros já manifestaram interesse pelo leilão do Tecon 10

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) já foi procurada por seis a oito grupos privados com interesse em participar do leilão do novo superterminal de contêineres no Porto de Santos (SP).

Segundo relatos feitos à CNN por autoridades diretamente envolvidas com os preparativos do leilão, isso demonstra que as restrições impostas pela Antaq não devem prejudicar a disputa pelo projeto.

Pelo menos quatro grandes operadoras estrangeiras já procuraram o governo brasileiro e a Antaq para falar sobre o Tecon Santos 10: a empresa chinesa de navegação Cosco; a também chinesa China Merchants, que opera um terminal de contêineres em Paranaguá (PR); a PSA, autoridade portuária de Cingapura e uma das maiores do planeta; e a filipina ICTSI, que já atua em Suape (PE) e no Rio de Janeiro.

Dois grupos brasileiros também manifestaram interesse: a JBS Terminais e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A JBS assumiu, no ano passado, a operação do Porto de Itajaí (SC). A CSN está à frente do terminal de contêineres de Itaguaí (RJ), com o Sepetiba Tecon.

Além delas, autoridades relataram à CNN o interesse de dois investidores do mercado financeiro: o BTG e o Pátria Investimentos. Se eventualmente participarem e vencerem o leilão, no entanto, eles precisarão contratar um operador.

Seja como parte da sociedade ou como operador contratado, a Antaq já decidiu vetar a participação – pelo menos na primeira etapa do leilão – de quem já movimenta contêineres em Santos.

Essa regra tira da disputa a francesa CMA CGM (dona da Santos Brasil), a suíça MSC e a dinamarquesa Maersk (controladoras da BTP) e a DPW (dos Emirados Árabes).

Em uma segunda etapa, se não houver lances na primeira fase, o leilão ficaria aberto para atuais operadores em Santos. Eles só poderiam assumir o Tecon Santos 10, porém, depois de se desfazer dos atuais ativos – exigência que também é objeto de críticas das empresas.

A Antaq definiu um pré-requisito: o operador do novo superterminal precisa de experiência prévia na movimentação de 100 mil contêineres por ano.

O Tecon Santos 10, quando estiver plenamente operacional, movimentará 3,5 milhões de contêineres anuais e ampliará em cerca de 50% a capacidade do maior porto da América Latina. O investimento esperado é de quase R$ 6 bilhões.

No despacho em que avaliza a modelagem aprovada pela Antaq, o secretário nacional de Portos, Alex Avila, afirma: “O Tecon Santos 10 deverá proporcionar ao mercado o melhor modelo de leilão para ampliação de capacidade do maior ativo portuário do país, em especial permitindo que proporcionalidades concorrenciais sejam tratadas de forma isonômica, buscando sempre a coerente e adequada aplicação das políticas públicas que dão lastro para a condução da expansão do setor”.

A modelagem seguiu para o Tribunal de Contas da União (TCU), onde está sendo analisada.

Fonte: CNN Brasil


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Internacional, Negócios, Portos

China inicia negociação para compra de 70% de terminal do Porto do Açu; valores ultrapassam US$ 714 milhões

A concretização do negócio ainda depende da aprovação de órgãos reguladores

Buscando consolidar sua presença na infraestrutura portuária da América do Sul, a China iniciou uma negociação para adquirir uma participação relevante (70%) na empresa Vast Infraestrutura, responsável por um dos terminais mais estratégicos do Brasil para exportação de petróleo. Segundo o jornalista Lauro Jardim, a negociação gira em torno US$ 714 milhões, convertendo para reais, as cifras quase alcançam os 4 bilhões.

A operação acontece por meio da China Merchants Port Holdings (CMPORT), braço do grupo estatal China Merchants Group (CMG). No nal de fevereiro, a CMPORT anunciou a assinatura de um contrato para adquirir uma participação na Vast Infraestrutura, empresa controlada pela Prumo Logística, holding responsável pelo desenvolvimento do Porto do Açu.

A negociação ainda depende da aprovação de órgãos reguladores, mas já provoca repercussão. O motivo é simples: o terminal operado pela Vast é o único da América do Sul capaz de receber navios do tipo VLCC (Very Large Crude Carrier), essenciais para escoar grandes volumes de petróleo.

Atualmente, o Porto de Açu movimenta cerca de 560 mil barris por dia, com capacidade licenciada para até 1,2 milhão de barris diários. Embora a Vast seja apenas uma das empresas do complexo, ela desempenha um papel estratégico dentro da infraestrutura de exportação de petróleo nacional.

Em contato com o Manchete RJ, a Prumo Logística conrmou a conclusão da negociação na fase de termos e condições, mas ressaltou que a transação com a China Merchants Port ainda não foi concluída.

“A Prumo Logística esclarece que, diferentemente do que foi publicado em alguns veículos de notícia, ainda não concluiu a transação com a China Merchants Port para uma potencial venda de participação societária na Vast Infraestrutura, subsidiária da Prumo e proprietária do terminal de petróleo do Porto do Açu. Como já divulgado no início do ano, a Prumo concluiu a negociação de termos e condições para a operação, que segue o cronograma previsto e está sujeita ao cumprimento de condições precedentes. A iniciativa está em linha com a estratégia da Prumo de estabelecer parcerias com players globais para o desenvolvimento conjunto de negócios no Porto do Açu. Subsidiária do China Merchants Group, a China Merchants Port é uma desenvolvedora, investidora e operadora portuária líder mundial, que inclui os principais hubs ao longo da costa da China.”

A compra de uma participação na Vast faz parte de uma estratégia mais ampla da China para consolidar presença em portos da região. Em 2018, a CMPORT já havia adquirido o Terminal de Contêineres de Paranaguá, o maior da América do Sul. Além disso, o grupo está envolvido em projetos no Porto de Santos e na construção de um novo terminal no Maranhão.

Fonte: Manchete RJ

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Importação, Negócios

Empresas de baixo risco ganham agilidade e mais prazo nas licenças de importação

Portaria da Secex/MDIC amplia benefícios do programa OEA-Integrado e pode facilitar a utilização de mais de 40 mil licenças por ano

Empresas consideradas de baixo risco agora podem obter licenças de importação com mais rapidez e maior prazo de validade. Portaria publicada nesta quarta-feira (11/6) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) permite aos agentes certificados no Programa Operador Econômico Autorizado Integrado da Secex (OEA-Integrado Secex) a obtenção de prioridade na análise dos pedidos de licença. Além disso, a validade do documento – que varia caso a caso – pode ser até 50% superior a usual.

Com as autorizações da Secex sendo emitidas de forma mais ágil e com período maior de validade, a expectativa é de que as empresas certificadas diminuam a quantidade de pedidos de licença ao órgão, tornando o processo menos oneroso tanto para governo quanto para o setor privado. 

O Programa OEA-Integrado Secex oferece benefícios para empresas que demonstrem ser confiáveis quanto ao cumprimento de regras publicadas pela Secretaria sobre operações de comércio exterior. O principal requisito que um agente precisa atender é sua prévia certificação na modalidade conformidade do Programa OEA, instituído pela Receita Federal.

Em harmonia com as diretrizes de simplificação e maior eficiência da ação governamental, não é necessária a apresentação à Secex de qualquer informação ou documento encaminhado anteriormente ao órgão fazendário.

A medida amplia a lista de benefícios oferecidos no âmbito do OEA-Integrado Secex, passando a incluir licenças expedidas pela Secretaria para a entrada no país de material usado, de bens sujeitos a benefícios fiscais e de itens objeto de cotas com redução da tarifa de importação.

Até agora, as vantagens estavam concentradas nas operações associadas ao drawback suspensão e isenção, que desoneram de tributos a importação ou a aquisição no mercado interno de insumos para a produção de bens exportados.

Em 2024, as exportações das empresas certificadas no OEA-Integrado Secex totalizaram US$ 10,36 bilhões, respondendo por 15% das vendas externas totais apoiadas pelo drawback no mesmo período (US$ 68,7 bilhões).

“A nova regulamentação dá mais agilidade e reduz os custos das empresas. E está alinhada às boas práticas internacionais, reforçando o compromisso do MDIC com a agenda de facilitação comercial”, afirma a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

Com a ampliação do OEA-Integrado Secex, 77 empresas já certificadas passam a se beneficiar de forma imediata das novas facilidades implementadas. A medida também torna a certificação ainda mais atrativa para novos operadores, visto que somente em 2024 foram emitidas mais de 40 mil licenças de importação não automáticas elegíveis às vantagens do programa, viabilizando cerca de US$ 5 bilhões em importações no período.

Condições para certificação

A nova regulamentação também passa a permitir que as empresas certificadas no OEA-Integrado Secex corrijam situações de desconformidade antes de sofrerem uma medida mais severa. Assim, eventual descumprimento do compromisso de exportação por parte da empresa, dentro do drawback, que antes resultava na suspensão imediata do programa por dois anos, agora ocasiona uma advertência, com a suspensão sendo aplicada apenas em caso de reincidência.

Programa OEA

O Programa OEA é uma ferramenta preconizada pela Organização Mundial de Aduanas (OMA). É também um dos compromissos assumidos pelo Brasil no âmbito do Acordo sobre a Facilitação do Comércio da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Consiste, basicamente, na certificação concedida pela Receita Federal aos operadores da cadeia internacional de suprimentos que demonstrem capacidade de gerir os riscos aos quais estão expostos.

A adesão é voluntária e o operador de comércio exterior deve atender aos níveis de segurança e conformidade previamente estabelecidos. O programa oferece aos agentes privados benefícios que resultam em maior agilidade e trâmites simplificados para exportar e importar.

Conforme o Regulamento Aduaneiro Brasileiro (Decreto nº 6.759/2009) e a Portaria RFB nº 435/2024, é possível a participação, no Programa OEA, de outros órgãos e entidades da administração pública que exercem controles sobre operações de comércio exterior por meio do módulo OEA-Integrado.

Para mais informações sobre o OEA-Integrado Secex, incluindo a relação de todos os benefícios do programa, as instruções acerca de como solicitar a certificação perante a Secex e a lista das empresas atualmente certificadas, acesse a PÁGINA OEA-INTEGRADO.

Fonte: GOV – Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Negócios

CNDI: GT apresenta balanço com a conclusão de 11 ações para melhorar competitividade das empresas

Medidas buscam desonerar, desburocratizar e dar mais segurança, transparência e previsibilidade ao ambiente regulatório

O Grupo de Trabalho do Custo Brasil, constituído no âmbito do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), apresentou nesta quarta-feira (11) um balanço com a conclusão de 11 das 44 de ações destinadas a aumentar a produtividade e competitividade da economia brasileira a longo prazo.

Durante a reunião, a Secretaria de Competitividade e Política Regulatória do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (SCPR/MDIC) anunciou a inclusão de três projetos sobre Propriedade Intelectual e Melhoria Regulatória entre as entregas.

“A Agenda de Redução do Custo Brasil parte de instrumentos regulatórios, legais ou infralegais, com o intuito de evitar recorrência excessiva de gastos fiscais ou subsídios”, explicou a secretária da SCPR, Andrea Macera. “São atos normativos sem custos para o Estado, mas que podem modernizar, desburocratizar e dar maior segurança jurídica ao ambiente regulatório”, detalhou.

Para a secretária, a execução dessa agenda garantirá a competitividade do setor produtivo no longo prazo. “Trata-se de uma política de estado que busca reduzir custos sistêmicos, promover previsibilidade regulatória e aumentar a segurança jurídica, de modo a garantir transparência, escuta ativa e acompanhamento da nossa carteira de projetos”, ressaltou.

Confira as ações já realizadas para auxiliar a redução do Custo Brasil:

1)       Letra de Crédito do Desenvolvimento (LCD): instrumento de captação mais eficiente e menos oneroso para os bancos de desenvolvimento, permitindo uma ampliação da oferta de crédito em condições mais atrativas.

2)      Projeto de Lei nº 2.925: trata da transparência em processos arbitrais e do fortalecimento do sistema de tutela privada dos direitos de investidores no mercado de valores imobiliários.

3)      Reforma Tributária sobre consumo: disciplina os principais tributos do novo modelo, com destaque para o Imposto sobre Valor Adicionado – IVA Dual, composto por Imposto sobre Bens e Serviços (substitui ICMS e ISS) e Contribuição sobre Bens e Serviços (substitui PIS e Cofins).

4)      Projeto de Lei nº 3.278/2021: novo Marco Legal do Transporte Coletivo Urbano; busca garantir maior aderência às demandas atuais do setor e às diretrizes de uma política pública moderna de mobilidade.

5)      Debêntures de infraestrutura: Busca ampliar fontes de financiamento para projetos de infraestrutura e inovação tecnológica no país, complementando o modelo já existente de debêntures incentivadas.

6)      Programa Navegue Simples: estabelece conjunto de diretrizes voltadas à modernização do sistema de outorgas do setor portuário brasileiro.

7)      Programa de Financiamento à Exportação (PROEX): aprimoração das condições do programa, com realização de melhorias regulatórias, revisão do prazo máximo de financiamentos nas operações e permissão de desembolso prévio à exportação.

8)      Transição energética: Mapeamento de políticas internacionais à transição energética, com elaboração de relatório técnico do Ministério de Relações Exteriores com informações estratégicas sobre estratégias adotadas por 26 países.

9)      Decreto nº 12.153/2024: Remoção de barreiras à entrada de novos investidores no mercado de gás natural.

10) Projeto de Lei nº 5.719/2023: Busca viabilizar a retomada das operações de apoio às exportações de serviços, interrompidas desde 2017.

11) Projeto de Lei nº 04/2025: busca aprimorar o sistema geral de garantias da economia brasileira.

Monitoramento

A reunião também contou com a apresentação do Observatório do Custo Brasil, uma plataforma desenvolvida pelo MDIC, em parceria com o Movimento Brasil Competitivo (MBC) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que realiza o acompanhamento e avaliação de políticas estratégicas com potencial de reduzir entraves estruturais à competitividade da economia brasileira. O chamado Custo Brasil representa um ônus estimado de R$ 1,7 trilhão por ano, de acordo com estudo realizado pelo MBC em parceria com o MDIC.

Conheça a plataforma neste link

Fonte: GOV – Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços


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Negócios

Marca Sebrae bate recorde de valorização em 2025

Marca está avaliada em R$ 33,9 bilhões, segundo Instituto Ipsos

A marca Sebrae é uma das mais valiosas do Brasil. Esse é o dado apontado pela pesquisa do Instituto Ipsos, que avaliou a marca em R$ 33,9 bilhões em 2025 – o maior valor de sua história. Em 2021, a marca estava em R$ 7,6 bilhões. Em quatro anos, a valorização foi de 346%.

Para o público entender a grandeza da marca Sebrae, o instituto fez uma comparação: se o Sebrae atuasse no mercado de capitais, ele estaria em quarto lugar no ranking TM20 de 2025 das marcas mais valiosas do Brasil, ficando atrás somente de Nubank, Mercado Livre e Itaú.

Para definir a importância da marca Sebrae nos resultados das empresas, especialmente no faturamento e lucro, o levantamento ouviu seis mil microempreendedores individuais (MEIs) e donos de micro e pequenas empresas (MPEs) de todo o país, entre janeiro e fevereiro deste ano. “É indiscutível o papel do Sebrae na geração de lucros dos MEIs e MPEs. Esse resultado reforça o relacionamento próximo e sólido que construímos com os empreendedores, visando a entrega de valor e o sucesso dos pequenos negócios”, destaca o itajaiense Décio Lima, presidente nacional do Sebrae.

O valor apresentado no relatório resulta do aumento de pequenos negócios no Brasil, da ampliação da base de clientes do Sebrae e da sua contribuição para ampliar o faturamento e a lucratividade. A fala de Décio Lima está embasada nos indicadores financeiros da pesquisa, que mostram que a variação financeira foi o principal fator de valorização da marca.

Um dos destaques foi o crescimento de 51% no número de donos de pequenos negócios em comparação com 2021. Entre os MEIs, o faturamento subiu 16%. Já as micro e pequenas empresas tiveram um crescimento de 20% e faturaram, em média, 92% a mais do que em 2021.

Pesquisa em quatro etapas

Promovida desde 2009, a pesquisa Valor de Marca Sebrae 2025 foi conduzida este ano pelo Instituto Ipsos e percorreu quatro etapas estruturadas: diagnóstico inicial, pesquisa com clientes, análise financeira e relatório final. Os seis mil entrevistados foram questionados sobre diversos aspectos do relacionamento do seu negócio com o Sebrae. A pesquisa foi aplicada entre janeiro e fevereiro deste ano, com 19 perguntas, tendo intervalo de confiança de 95%, com margem de erro de 1,3 ponto percentual.

As principais conclusões do estudo reforçam o papel essencial da instituição no sucesso financeiro dos pequenos negócios. “A valorização de 346% no valor da marca em 2025 em relação a 2021, se dá, majoritariamente, em função da variação do componente financeiro (R$ 28,6 bilhões). O crescimento resulta do aumento de pequenos negócios no Brasil, da ampliação da base clientes e da contribuição do Sebrae para ampliar o faturamento e o lucro dessas empresas”, destaca o Sebrae como resultado da pesquisa.

Fonte: Diarinho

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