Negócios

Google fecha acordo para comprar energia de fusão da Commonwealth, derivada do MIT

O Google, da Alphabet, disse nesta segunda-feira que fechou um acordo para comprar energia de um projeto na Virgínia, nos Estados Unidos, alimentado por fusão, a reação que alimenta o Sol e as estrelas, mas que ainda não é comercial na Terra.

O Google assinou o que chamou de primeiro contrato corporativo direto de compra de energia (PPA) da tecnologia com a Commonwealth Fusion Systems (CFS), empresa derivada do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), fundada em 2018.

O acordo prevê a compra de 200 megawatts (MW) de energia do projeto ARC da CFS, que terá capacidade total de 400 MW. A empresa está desenvolvendo o projeto na Virgínia, onde fica o maior polo de data centers do mundo. Os detalhes financeiros do acordo não foram divulgados.

Físicos de laboratórios nacionais e empresas têm trabalhado por décadas tentando usar lasers ou, no caso da CFS, grandes ímãs para viabilizar reações de fusão, nas quais átomos leves se fundem, liberando grandes quantidades de energia.

Em 2022, o Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia, obteve um breve ganho líquido de energia em um experimento de fusão usando lasers.

Mas a obtenção do chamado “equilíbrio de engenharia”, em que mais energia é gerada pela reação do que a energia total que é consumida em uma usina de fusão para dar início a uma reação, tem sido difícil. E para que uma usina gere energia a partir da fusão, as reações devem ser constantes, não raras.

“Sim, há alguns desafios sérios de física e engenharia que ainda temos que superar para torná-la comercialmente viável e escalável”, disse Michael Terrell, chefe de energia avançada do Google, a repórteres em uma entrevista coletiva. “Mas é algo em que queremos investir agora para concretizar esse futuro.”

À medida que a inteligência artificial e os data centers aumentam a demanda energética no mundo, o interesse na fusão cresce. Diferente da fissão nuclear, que divide átomos e gera grandes quantidades de resíduos radioativos, a fusão não produz esse tipo de resíduo e, se bem-sucedida, pode ajudar a combater as mudanças climáticas.

A CFS pretende gerar energia a partir do projeto ARC no início da década de 2030, mas ainda precisa superar alguns obstáculos científicos.

O Google também anunciou nesta segunda que está aumentando seu investimento na CFS, sem revelar o montante. O Google foi um dos investidores que aplicaram um total de US$1,8 bilhão na empresa em 2021.

Fonte: Terra

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Comércio, Negócios

Buscam comprador para o navio petroleiro Eva Perón

O sindicalista Francisco Banegas antecipou que o navio já está em condições de ser entregue.

O Estaleiro Río Santiago (ARS) atravessa uma fase de transição marcada por desafios econômicos, trabalhistas e regulatórios. Em um contexto em que o governo nacional promove mudanças que impactam a indústria naval, os trabalhadores do ARS ativam uma agenda de mobilizações e apresentam propostas para garantir a continuidade operacional e preservar os empregos.

Francisco “Pancho” Banegas, secretário-geral da ATE Ensenada e trabalhador do estaleiro há quatro décadas, afirmou à Ser Industria Radio que a planta industrial tem plena capacidade de construção. Ele revelou ainda que o navio petroleiro Eva Perón “está pronto, pode ser lançado ao mar, mas questões geopolíticas impedem que a Venezuela o leve”.

Esse navio, junto com o Juana Azurduy — que está com cerca de 50% da construção concluída — representa um dos maiores desafios dos últimos anos para o estaleiro público. “Está sendo avaliada a possibilidade de rescindir o contrato com a Venezuela de forma consensual e buscar outra empresa interessada na compra desses navios. Estamos falando de cerca de 34 milhões de dólares, entregando os dois concluídos”, explicou o dirigente sindical, ao mesmo tempo em que confirmou que “estão procurando compradores, tanto no país quanto no exterior”.

A situação do ARS faz parte de um contexto mais amplo que ameaça toda a indústria naval argentina e a Marinha Mercante, duramente atingidas pelos decretos 273/2025 e 340/2025, que, segundo Banegas, “desregulam completamente o setor, permitindo a compra de navios usados no exterior e autorizando a contratação de trabalhadores estrangeiros”.

“Não pode ser que, em um país com tanto desemprego e pobreza, tenham que vir trabalhadores de fora. Estamos esperando com ansiedade a chance de reativar a indústria naval”, afirmou com ênfase. Além disso, destacou que essas medidas não são novidade: “Já conhecemos isso. Vivemos isso com Martínez de Hoz, com o golpe de 76 e nos anos 90. A história se repete”.

Nessa linha, ele lembra que o objetivo de fundo sempre foi o mesmo: fechar o estaleiro estatal. “O estaleiro tem muitos inimigos. O objetivo foi, é e será fechá-lo. Tentaram fazer isso durante a ditadura, nos anos 90 com as privatizações, e depois o Macri quis simplesmente nos destruir.”

Resistir com propostas
Longe de se limitar à denúncia, Banegas destaca o papel propositivo do movimento operário do ARS. Desde que assumiu como secretário-geral em 2015, a estratégia foi clara: gerar trabalho e produção. “Trabalho que entra, é feito. Apesar dos baixos salários e do fato de não termos tarefas para todos, o trabalho é feito. É a única maneira de limpar a imagem do estaleiro, que foi muito atacado”, afirmou.

Atualmente, o ARS está construindo um dique flutuante com financiamento da província de Buenos Aires e realiza trabalhos para estações de tratamento de água em Tapalqué e Berisso, além de serviços para a Copetro. No entanto, o horizonte mais promissor está nas patrulheiras OPV (Offshore Patrol Vessel) destinadas à Prefectura Naval Argentina (PNA).

“Está visitando um estaleiro francês para avançar em um possível contrato. Seriam três navios e, se esse contrato for assinado, teremos cinco anos de trabalho”, detalhou. Ele lembrou que “as OPVs compradas durante o governo de Mauricio Macri custaram 374 milhões de euros. Isso foi trabalho para os franceses. Depois, Patricia Bullrich comprou cinco patrulheiras por 50 milhões de dólares, quando poderiam ter sido feitas dez aqui. Quem disse isso foi a FINA, não nós”.

Diante dos discursos que falam em “excesso de pessoal”, Banegas foi categórico ao afirmar: “Não sobra gente, falta trabalho no ARS. Já nos disseram que o estaleiro se mantém com 500 trabalhadores”. Atualmente, o estaleiro emprega 2.800 pessoas, mas já houve épocas em que a planta chegou a ter 8.500 operários.

“A mão de obra naval não se forma da noite para o dia”, afirmou o titular da ATE Ensenada. “Por isso pedimos a reposição dos companheiros que se aposentam. É uma planta que, com trabalho, gera muito emprego e dinamiza as pequenas e médias empresas da região.”

Um novo modelo de gestão

Um dos principais obstáculos enfrentados pelo ARS é a estrutura burocrática, que dificulta a assinatura ágil de contratos. “Atualmente, o estaleiro funciona como um ministério. Você assina um contrato e ele pode levar até oito meses circulando entre os órgãos de controle. Isso atrasa tudo. E ninguém vai contratar se o trabalho só começa dois anos depois”, explicou Banegas.

Por isso, o sindicato está trabalhando em um projeto para transformar o ARS em uma empresa produtiva estatal com autonomia de gestão. “Não somos só protesto — também temos propostas para reativar o estaleiro. Vamos apresentar essa iniciativa em uma assembleia geral de trabalhadores”, adiantou.

A proposta de transformar o ARS em uma sociedade do Estado foi engavetada com a entrada em vigor do DNU do governo nacional. “Nosso novo projeto busca permitir que possamos agilizar compras, firmar contratos diretamente e evitar as amarras burocráticas que estão nos sufocando”, enfatizou.

A defesa do trabalho argentino e da soberania nacional são eixos constantes no discurso de Banegas. “O Canal Magdalena, o petróleo offshore, o GNL — são desenvolvimentos estratégicos que exigem uma frota própria, navios que nós podemos construir”, afirmou.

Ele recordou que, em 2017, foi possível articular trabalhadores, estaleiros públicos e privados, e câmaras empresariais para impulsionar uma Lei da Indústria Naval, que incluía o artigo 15 — o qual proibia organismos do Estado de comprar navios no exterior se pudessem ser construídos no país.

“Com os decretos 273 e 340, esse artigo foi eliminado. Hoje é possível comprar fora sem restrições. É uma destruição total da indústria naval argentina”, alertou. “Perdemos de 7.000 a 8.000 milhões de dólares por ano com fretes, além do que se paga pelo dragado a empresas estrangeiras. É dinheiro que poderia ficar no país, gerando emprego local”, ressaltou.

Apesar do panorama adverso, Banegas insiste na importância de fortalecer a organização sindical e a unidade do movimento operário. “Isso pode ser revertido pelo lado dos trabalhadores, mas precisamos nos unificar. Ninguém se salva sozinho. Se não se constroem navios, não haverá estaleiros — nem públicos nem privados.”

Nessa linha, criticou o modelo de trabalho precarizado promovido por plataformas digitais, que estimula o individualismo. “Hoje se trabalha por meio de um aplicativo e não importa o que acontece com o outro. A juventude vive isso e isso nos tira empregos. Você vê nos pedágios, nos bancos — agora quem te atende é uma máquina.”

Banegas contou que participou de um Congresso Mundial sobre Emprego e Tecnologia, onde representantes de países como Alemanha e Estados Unidos debatiam sobre o avanço tecnológico e seu impacto na perda de postos de trabalho. “A luta também está aí: como preservar empregos em um mundo cada vez mais automatizado”, concluiu o dirigente sindical.

Fonte: Ser Industria

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Comércio Exterior, Informação, Logística, Negócios

Tensões no Oriente Médio e os reflexos no transporte e seguro de cargas 

Os recentes episódios de instabilidade no Oriente Médio, com destaque para os conflitos envolvendo o Irã e países vizinhos, reacenderam um sinal de alerta para o setor logístico mundial. Embora o epicentro das tensões esteja geograficamente distante do Brasil, os efeitos dessa crise são imediatos e atingem diretamente a cadeia de transporte nacional, com impacto nos preços dos combustíveis, no planejamento de rotas e na exposição a riscos operacionais e econômicos. 

O Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e Omã, é um corredor estratégico por onde circula aproximadamente 20% de todo o petróleo comercializado globalmente. Qualquer ameaça de bloqueio ou limitação no tráfego marítimo nessa região repercute diretamente no valor do barril, desencadeando oscilações nos mercados e reajustes nos preços dos combustíveis em diversos países. No Brasil, país com forte dependência do transporte rodoviário, o aumento do diesel representa um desafio significativo para transportadoras, embarcadores e operadores logísticos. 

O diesel, que compõe uma parcela relevante do custo fixo das operações de transporte, quando sofre reajustes sucessivos, pressiona toda a estrutura financeira das empresas do setor. Muitas vezes, diante da tentativa de compensar a alta nos custos, observa-se uma redução dos investimentos em segurança, manutenção de frota e gerenciamento de risco, o que, por consequência, eleva a exposição a sinistros. 

Momento de atenção 

Além do impacto direto nos custos operacionais, a instabilidade internacional também influencia o comportamento do mercado segurador. A percepção de risco aumenta, especialmente em operações de exportação, cabotagem e transporte de mercadorias com origem ou destino em zonas consideradas sensíveis. Segundo Carla Kuhn, Partner & Business Development Director da BWin Tech, esse cenário exige uma reavaliação criteriosa das condições contratuais das apólices, com atenção especial às cláusulas de exclusão de guerra, atos políticos e terrorismo, que podem limitar a cobertura em situações críticas. “Em momentos como este, torna-se ainda mais evidente a importância de um programa de seguros de transporte bem estruturado, com respaldo técnico, conhecimento setorial e atualização constante diante das mudanças do cenário global”, enfatiza Carla Kuhn. 

De acordo com ela, a equipe da BWin Tech Seguros acompanha de perto a movimentação dos mercados internacionais e os reflexos diretos na logística brasileira, oferecendo aos clientes suporte técnico completo, com foco em soluções personalizadas, prevenção de perdas e continuidade operacional. 

Estratégia e gerenciamento de riscos 

Ainda segundo Carla, a imprevisibilidade do contexto geopolítico atual exige que o seguro de transporte seja tratado como parte estratégica do planejamento logístico, e não como um item secundário. “Operações sem cobertura adequada ou sem um modelo de gerenciamento de risco compatível com o atual nível de exposição podem comprometer severamente o resultado financeiro das empresas, especialmente em um ambiente de margens reduzidas e alta competitividade”, afirma. 

Diante desse cenário, a recomendação é clara: reavaliar rotas, revisar as condições contratuais das apólices e buscar orientação especializada. “O mercado de seguros evoluiu, e hoje existem soluções técnicas adaptáveis a diferentes perfis de risco, inclusive com coberturas específicas para operações em áreas de conflito ou instabilidade política”, finaliza Carla. 

Sobre a BWin Tech Seguros 

Com mais de 14 anos de atuação e mais de 25 anos de experiência no setor, a BWin Tech Seguros se destaca por sua abordagem inovadora em seguros para transporte de carga, gestão de riscos e soluções financeiras voltadas à logística. Sua plataforma 100% digital otimiza processos, reduz custos e garante eficiência operacional para transportadores, embarcadores e empresas do comércio exterior. A empresa conta com uma equipe técnica altamente capacitada para orientar e proteger os negócios diante dos novos desafios logísticos, combinando experiência, tecnologia e inteligência de dados para garantir a tranquilidade de quem movimenta o país, mesmo em tempos incertos. 

Saiba mais sobre a BWin Tech: https://bwintech.com.br/  

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Comércio, Negócios

Brasil e Chile celebram acordo para facilitar comércio no setor de cosméticos

Iniciativa engloba ainda produtos de higiene pessoal e perfumaria e estabelece precedente para futuras negociações regulatórias

Brasil e Chile deram mais um passo no fortalecimento da parceria comercial. Foi assinado em Montevidéu, no Uruguai, a incorporação da Iniciativa Facilitadora de Comércio (IFC) no setor de produtos cosméticos ao Acordo de Livre Comércio Brasil-Chile. É um marco do Acordo de Complementação Econômica nº 35 (ACE 35) entre o Mercosul e o Chile.

A iniciativa representa um marco na convergência regulatória entre os dois países, promovendo maior integração econômica e abertura comercial no setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos.

“A medida tem potencial para tornar o comércio bilateral mais dinâmico, previsível e transparente, promovendo o crescimento dos setores envolvidos e garantindo benefícios diretos aos consumidores dos dois países”, avalia a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres. 

O acordo promove redução de custos e prazos para a disponibilização de produtos, e estimula a produtividade e a inovação no setor, o que deve resultar em ampliação do volume de exportações de cosméticos do Brasil para o Chile, hoje em cerca de US$ 90 milhões por ano.

A negociação desse instrumento foi coordenada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e contou com a participação do setor privado, por meio da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC).

Objetivos

Simplificar regulamentações e evitar barreiras técnicas desnecessárias ao comércio no setor de cosméticos bem como assegurar padrões de qualidade e segurança dos produtos estão entre os principais objetivos da efetivação do acordo. Além disso, poderá também promover a ampliação do acesso recíproco entre os dois mercados e fortalecer a competitividade da indústria nacional.

Entre os compromissos assumidos entre os dois países estão a definição de produtos cosméticos, a não exigência de Certificado de Livre Venda, a redução de exigências sanitárias prévias, a harmonização de rotulagem e de boas práticas de fabricação, e o fortalecimento da vigilância de mercado.

Impactos esperados

Além do impacto econômico, a estimativa é que a iniciativa resulte em maior segurança jurídica nas relações comerciais bilaterais, gerando maior previsibilidade e fluidez nas operações de exportação e importação. Outro aspecto é a questão socioambiental, envolvendo redução de riscos sanitários e maior proteção da saúde pública; transparência regulatória e informação de qualidade ao consumidor e, ainda, estímulo à sustentabilidade ambiental e à qualidade dos produtos.

A IFC para o setor de cosméticos estabelece um precedente para futuras negociações regulatórias para outras áreas junto ao governo chileno e outros países da América Latina. Esse avanço representa a consolidação de um modelo eficaz de cooperação regulatória regional com foco em integração produtiva, desenvolvimento industrial e fortalecimento do comércio bilateral e da região.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Negócios

Engie anuncia mudanças na estrutura organizacional

Alterações reforçam alinhamento ao modelo operacional global do Grupo Engie

A Engie Brasil Energia, que tem sede em Florianópolis, anunciou uma reestruturação em sua composição diretiva. O objetivo é reforçar o alinhamento de sua estrutura organizacional ao modelo operacional global do Grupo Engie e fortalecer o foco estratégico em suas linhas de negócio. As mudanças entram em vigor em 1º de julho.

Entre as principais alterações, destacam-se:

  • Guilherme Ferrari, atual Diretor de Novos Negócios, assume a posição de Diretor de Energias Renováveis e Armazenamento, responsável pelo desenvolvimento, implantação, operação e manutenção dos ativos de geração renovável e sistemas de armazenamento; 
  • Gustavo Labanca, executivo de carreira do Grupo ENGIE, foi nomeado Diretor de Transmissão de Energia, respondendo pelo desenvolvimento, implantação, operação e manutenção dos ativos de transmissão de energia da Companhia; 
  • Sophie Quarré de Verneuil passa a ocupar a posição de Diretora de Recursos Humanos; 
  • Felipe Batista passa a ocupar a posição de Diretor Jurídico e de Ética;
  • Pierre Leblanc foi designado para a posição de Diretor Financeiro e de Relações com Investidores; 
  • As diretorias de Gestão e Comercialização de Energia e de Regulação, Estratégia e Comunicação seguem sob liderança de Marcos Keller Amboni Gabriel Mann dos Santos, respectivamente, conforme comunicado ao mercado em 7 de maio de 2025.
     

Como parte da nova estrutura, as atuais diretorias de Operação e de Implantação deixam de ser estatutárias e passam a se reportar à Diretoria de Energias Renováveis e Armazenamento. José Luis Laydner Paulo Henrique Müller permanecem em suas funções, com escopos ajustados.

A Companhia também comunica a renúncia de Luciana Moura Nabarrete Eduardo Takamori Guiyotoku aos seus cargos atuais de Diretora de Pessoas, Processos e Sustentabilidade e Diretor Financeiro e de Relação com Investidores, respectivamente. Ambos assumirão novos desafios em empresas controladas do Grupo Engie: Luciana como Diretora-Presidente da ESOM, responsável pelos serviços de operação e manutenção dos ativos de transporte de gás da Engie no Brasil, e Takamori como Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Engie Energia Peru.

“Estamos dando mais um passo importante na evolução da Engie Brasil Energia, reforçando nosso compromisso com a excelência operacional e a sustentabilidade. Essa nova estrutura nos permitirá atuar com ainda mais agilidade e foco nas nossas áreas estratégicas, alinhados à visão global do Grupo Engie”, ressalta o diretor-presidente da Engie Brasil Energia, Eduardo Sattamini.

Fonte: FIESC

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Industria, Negócios

Com 100% dos votos, Seleme é eleito presidente da FIESC

Eleição realizada nesta sexta-feira, dia 27, confirmou unidade do setor industrial catarinense; posse será dia 22 de agosto

O industrial Gilberto Seleme será o próximo presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC). Na eleição, realizada nesta sexta-feira, dia 27, a chapa única, liderada pelo empresário, foi eleita com aprovação de 100% dos sindicatos de indústria que votaram. O 1º vice-presidente será o industrial André Odebrecht. A mesa diretora da entidade será composta ainda pelos empresários: Edvaldo Ângelo (diretor 1° secretário), Nivaldo Pinheiro (diretor 2° secretário), Marco Aurélio Alberton (diretor 1° tesoureiro) e Evair Oenning (diretor 2° tesoureiro). A posse da nova diretoria será no dia 22 de agosto, em Florianópolis.

“Tivemos chapa única, construída por consenso de todos os sindicatos filiados à FIESC. Isso mostra uma entidade unida e focada num só objetivo, que é o desenvolvimento de Santa Catarina, porque onde tem indústria tem desenvolvimento”, afirmou Seleme, após a divulgação do resultado.

Aguiar também celebrou a coesão do setor. “O resultado da eleição mostra a nossa indústria unida e reconhece o trabalho da gestão que se encerra em agosto, da qual Gilberto fez parte como 1° vice-presidente”, disse. “Ficamos muito satisfeitos com o apoio dos sindicatos. Com uma indústria unida, Santa Catarina vai avançar cada vez mais”, afirmou o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

Durante o dia, os representantes dos sindicatos industriais também elegeram a nova diretoria do Centro das Indústrias de SC (CIESC).

Confira a diretoria do CIESC eleita.

Perfil: engenheiro civil, formado na PUC do Paraná e bacharel em Administração pela UnC-Caçador, Gilberto Seleme é empresário dos setores de madeira, couro, construção civil e do agronegócio. É o atual 1º vice-presidente da FIESC e tem destacada atuação na área social, empresarial e educacional. Também é diretor e delegado da Confederação Nacional da Indústria (CNI), membro do Conselho Estratégico da FIESC; integrante da diretoria da Associação Empresarial de Caçador (ACIC); membro do Sindicato da Indústria da Madeira de Caçador, do qual foi fundador e primeiro presidente; além de integrar o Conselho Consultivo do Hospital Maicé, de Caçador.

Ao longo de sua trajetória, também foi membro da diretoria da Associação de Serviços Sociais Voluntários de Caçador (Bombeiros Voluntários); vice-presidente para a região Centro-Norte da FIESC; integrante da diretoria da UnC-Caçador; e presidente da Fundação Universidade Alto Vale do Rio do Peixe – FUNIARP, além de presidir seu conselho consultivo e ser membro do conselho curador da instituição.

Fonte: FIESC

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Negócios

Michelin decide encerrar fábrica em Guarulhos neste ano e atribui decisão à concorrência com importados

Unidade emprega 350 pessoas e produz câmaras de ar, pneus industriais e produtos semiacabados.Cerca de 350 funcionários serão afetados pelo encerramento da produção

A Michelin vai encerrar até o fim de 2025 as atividades industriais da fábrica localizada em Guarulhos, na Grande São Paulo. A unidade é responsável pela produção de câmaras de ar para pneus de motos e bicicletas, além de pneus industriais e componentes usados em outras fábricas. A decisão, segundo a companhia, foi tomada após avaliações que apontaram falta de viabilidade econômica para manter a operação diante do avanço de produtos importados, sobretudo da Ásia.

A empresa atribui o fechamento a uma “supercapacidade produtiva” gerada pela presença crescente de importações com preços inferiores ao custo de produção local. A pressão sobre a indústria de câmaras de ar — principal item fabricado na unidade paulista — se intensificou nos últimos anos, levando a companhia a rever sua estratégia.

Cerca de 350 funcionários serão afetados pela decisão. A Michelin afirma que está em negociação com o sindicato da categoria para definir um pacote de desligamento, que incluiria apoio financeiro e orientação profissional. A empresa não detalhou o valor estimado da operação de desligamento nem os impactos financeiros previstos.

Apesar do fechamento, a Michelin reafirmou que manterá suas demais operações no Brasil. A companhia francesa possui oito unidades industriais no país, emprega mais de 8 mil pessoas e atua em toda a cadeia de valor do setor — desde pesquisa em heveicultura até a reciclagem de pneus. As fábricas estão localizadas nos estados do Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Com mais de 130 anos de atuação global, a Michelin tem buscado ampliar sua presença em segmentos além da mobilidade, como construção, energia e saúde, por meio de soluções em compósitos e materiais de alta performance.

Fonte: Transporte Moderno

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Exportação, Negócios

Fábrica da Stellantis no Brasil bate recorde de exportações em junho

O Polo Automotivo Stellantis de Goiana (PE) acaba de atingir um marco importante. De uma só vez, a unidade exportou mais de 4 mil carros. Esse número representa a maior operação de exportação de veículos já realizada pela Stellantis em uma única remessa. Ao todo, 4.006 unidades produzidas na fábrica pernambucana foram embarcadas pelo Porto de Suape com destino à Argentina.

Inaugurada há 10 anos, a fábrica da Stellantis em Goiana produz atualmente os modelos Jeep Renegade, Compass e Commander, além das picapes Fiat Toro e Ram Rampage. A picape Fiat Toro ainda é feita na versão Ram 1000 para exportação. A operação de exportação mobilizou dezenas de trabalhadores ao longo de 48 horas.

Os veículos foram carregados a bordo do navio Dover Highway (K-Line), dedicado exclusivamente à operação da Stellantis. A ação estabelece um novo recorde de exportação de automóveis na história do Porto de Suape, que figura entre os seis portos públicos mais movimentados do Brasil.

O recorde anterior da Stellantis foi registrado em maio de 2023, quando 3 mil veículos produzidos nos polos de Goiana (PE) e Betim (MG) foram exportados em uma única operação para o Porto de Vera Cruz, no México. O volume atual representa um crescimento de aproximadamente 36,7% em relação àquele embarque.

“Esse recorde, somado ao desempenho histórico registrado em maio, confirma o fortalecimento das nossas operações na América do Sul e sinaliza uma retomada importante da demanda para a Argentina, um mercado estratégico para a Stellantis”, afirma Emanuele Cappellano, presidente da Stellantis para a América do Sul.

O Jeep Renegade foi o modelo mais exportado nesta operação, respondendo por 26% do volume total. Em seguida, destacaram-se o Jeep Compass (25%), a Fiat Toro (24%), a Ram Rampage (16%) e o Jeep Commander (9%).

Fonte: Terra

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Economia, Exportação, Importação, Negócios, Notícias, Tributação

Déficit comercial dos EUA cresce em maio com queda nas exportações

O déficit comercial dos EUA em bens aumentou em maio em meio a um declínio nas exportações, mas uma diminuição no fluxo de importações provavelmente posiciona o comércio para fazer uma grande contribuição ao produto interno bruto no segundo trimestre.

O déficit comercial de bens aumentou 11,1%, para US$ 96,6 bilhões no mês passado, informou o Censo do Departamento de Comércio na quinta-feira. As exportações de bens caíram US$ 9,7 bilhões, para US$ 179,2 bilhões. As importações de bens permaneceram praticamente inalteradas, em US$ 275,8 bilhões.

Uma enxurrada de importações, causada pela pressa das empresas em trazer produtos antes das tarifas abrangentes do presidente Donald Trump entrarem em vigor, elevou o déficit comercial de bens a um recorde no primeiro trimestre, sendo responsável por grande parte da taxa anualizada de declínio de 0,5% do PIB durante esse período.

O Federal Reserve de Atlanta prevê uma aceleração do PIB de 3,4% neste trimestre. Dadas as oscilações das importações, economistas alertaram contra a interpretação da recuperação prevista do PIB como um sinal de força econômica.

Dados sobre vendas no varejo, mercado imobiliário e mercado de trabalho sugerem que a atividade econômica está enfraquecendo.

Fonte: Brasil 247

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Internacional, Negócios

Relação entre Brasil e Canadá: oportunidades de negócio e crescimento

relação entre Brasil e Canadá é um exemplo de cooperação bem-sucedida que beneficia empresas de ambas as nacionalidades. Essa parceria estratégica, que ultrapassa as fronteiras geográficas e culturais, se mostra cada vez mais promissora para empresas que buscam expandir suas operações, o que é possível por meio de intercâmbio comercial e investimentos mútuos.

Neste artigo, vamos explorar a história dessa relação e o atual cenário comercial, que constitui um ambiente de negócios seguro nos dois países. 

História da relação entre Brasil e Canadá

A conexão entre Brasil e Canadá é marcada por uma estreita parceria que tem se consolidado ao longo dos anos com base em valores compartilhados e interesses comuns, criando um ecossistema propício ao desenvolvimento econômico e à inovação. 

A prova está em diversos acordos bilaterais firmados, abrangendo áreas como comércio, tecnologia e educação, buscando extrair o máximo potencial dos recursos e competências únicas de cada país.

Um marco importante foi a assinatura do Acordo de Cooperação em Ciência, Tecnologia e Inovação, em 2008, que impulsionou projetos conjuntos em energias renováveis, agricultura sustentável, mineração e Tecnologia da Informação (TI). 

Outros acordos, como o de Acordo de Cooperação Acadêmica e o  Acordo em Assuntos Relativos à Defesa, comprovam a confiança mútua, reduzindo riscos e ampliando a segurança para negócios bilaterais.

Principais pautas comerciais entre Brasil e Canadá

A relação comercial entre Brasil e Canadá é pautada por uma diversidade de setores que se complementam e criam sinergias.  

As principais exportações do Brasil para o Canadá são de produtos agrícolas (como café, açúcar, soja e carne bovina), minérios (ferro, nióbio e ouro) e manufatura (como aeronaves e autopeças).

Por sua vez, as principais exportações do Canadá para o Brasil são fertilizantes (principalmente potássio), tecnologia (principalmente equipamentos médicos e softwares) e energia limpa (soluções para hidrelétricas e energia eólica).  

Em linhas gerais, dentre as pautas comerciais mais relevantes entre os dois países, podemos destacar:

  • Inovação: o intercâmbio entre empresas brasileiras e canadenses fomenta a integração de soluções tecnológicas inovadoras. Startups e grandes empresas se beneficiam desse ambiente colaborativo para desenvolver produtos e serviços que atendam a mercados internacionais.
  • Recursos naturais: a cooperação bilateral engloba investimentos em energias renováveis e na modernização dos processos de extração e manuseio dos recursos naturais. Essa pauta comercial impulsiona a economia de ambos os países e estimula a adoção de práticas sustentáveis.
  • Educação: o intercâmbio educacional e o setor de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) impulsionam parcerias para promover inovações tecnológicas e científicas, o que atrai investimentos de empresas e talentos internacionais. As universidades canadenses, por exemplo, atraem milhares de estudantes brasileiros anualmente, enquanto as empresas de TI brasileiras encontram no Canadá um mercado propício à inovação.

Essas pautas evidenciam que o Brasil e o Canadá têm grande potencial para expandir não somente os negócios, mas também para a transferência de conhecimento.

Crescimento da balança comercial

Um dos indicadores mais positivos dessa parceria internacional é o expressivo crescimento da balança comercial entre os dois países. Nos últimos anos, exportações e importações entre Brasil e Canadá aumentaram de forma consistente, comprovando a força do comércio bilateral.

O Canadá, com sua estabilidade econômica, oferece um ambiente favorável para empresas brasileiras que buscam internacionalização. É um país conectado aos principais mercados do mundo, com crescimento de 1,3% em 2024 e tem previsão de estabilidade até 2026. Soma-se a tudo isso sua inflação controlada de 1,8% em 2024, abaixo dos 2,4% registrados dos Estados Unidos. 

Em 2024, as exportações brasileiras para o Canadá atingiram o recorde de US$ 6,31 bilhões, um crescimento de 9,4% em relação aos US$ 5,77 bilhões de 2023. Esse desempenho resultou em um saldo positivo de US$ 3,53 bilhões na balança comercial com o Canadá: um crescimento de 47,4% em relação ao ano anterior.

Por sua vez, o Brasil, com seu mercado interno aquecido e recursos naturais abundantes, também  atrai companhias canadenses em busca de crescimento. A prova disso é que a CPP Investments, por exemplo, já investe mais de US$ 25 bilhões na América Latina, sendo que quase metade desse montante está no Brasil. Já a Caisse de dépôt et placement du Québec (CDPQ) planeja investir entre US$ 2,94 bilhões a US$ 3,67 bilhões no país até 2027. 

Impactos positivos na bilateralidade dos negócios

Empresas que decidem ingressar nos mercados brasileiro ou canadense se beneficiam de:

  • Segurança jurídica: a clareza na legislação aumenta a confiança dos empresários, protegendo seus direitos e investimentos, reduzindo o risco de disputas legais e arbitrariedades e incentivando-os a expandir seus negócios.
  • Cooperação: o desenvolvimento de projetos conjuntos é impulsionado pela cooperação entre governos e empresas dos dois países. Alguns exemplos de ações conjuntas são: financiamento de projetos de Pesquisa e Desenvolvimento, regulamentação do comércio e rodadas de negócios. 
  • Conhecimento: a interação entre empresas brasileiras e canadenses promove o compartilhamento de tecnologias, práticas de gestão e inovações que podem ser adaptadas a diferentes contextos. Essa troca de conhecimento fortalece a competitividade e o desenvolvimento de novos produtos e serviços.

Por que o Brasil e o Canadá são países ideais para as empresas

Para as empresas de todos os portes, o potencial da relação Brasil-Canadá é imenso. 

Mais do que ganhos comerciais diretos, essa conexão impacta diretamente nas estratégias empresariais e no compromisso com a inovação e a sustentabilidade.

Por isso, é fundamental que as empresas acompanhem as mudanças e tendências do mercado internacional, além de contar com parceiros e consultorias especializadas para orientar o processo de internacionalização.

Fonte: CCBC

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