Evento, Internacional, Logística, Negócios, Notícias

Crise Logística Global Redesenha o Comércio Internacional, Alerta Especialista em Palestra na Intermodal

 A guerra comercial entre Estados Unidos e China, combinada com tensões geopolíticas e entraves logísticos, está remodelando profundamente o comércio global. O alerta foi feito por Lars Jensen, um dos maiores especialistas do mundo em transporte marítimo e logística, durante a palestra “Excelência em Logística – O que Precisamos Vencer para o Brasil Avançar”, apresentada no Interlog Summit, evento que integrou a programação da Intermodal South America em São Paulo.

Jensen detalhou como tarifas de até 200% sobre commodities importadas, associadas a regras de origem pouco claras, têm criado um ambiente hostil para o comércio internacional. Nos Estados Unidos, por exemplo, produtos parcialmente fabricados no país, como calçados da Nike produzidos no Vietnã, podem ou não receber isenção tarifária com base em critérios subjetivos como design e propriedade intelectual. “Essa falta de clareza sobre o que é considerado ‘valor agregado nos EUA’ trava o sistema”, explicou.

O especialista ressaltou que a Customs and Border Protection (CBP) não possui capacidade operacional para lidar com o grande volume de pedidos de isenção baseados em critérios tão vagos, o que gera gargalos que impactam toda a cadeia logística.

Crise no Mar Vermelho Aumenta a Pressão  – mas pode colapsar se a situação se normalizar

Outro fator agravante destacado por Jensen é a crise contínua no Mar Vermelho, onde grandes armadores seguem evitando a região devido aos riscos de ataques e instabilidade política. “A capacidade global de transporte está sendo absorvida por rotas mais longas e ineficientes. Mesmo com ataques aéreos de retaliação, a percepção de risco ainda impede que os navios retornem à região”, afirmou.

Essa realocação forçada de rotas resulta em custos mais altos, atrasos e menor disponibilidade de capacidade, impactando diretamente o comércio global e o abastecimento de cadeias produtivas em diversas regiões.

Caso a situação no Mar Vermelho se normalize repentinamente, a logística global enfrentará um colapso temporário. Segundo Jensen, haverá um impacto significativo durante aproximadamente quatro meses, já que os terminais europeus terão de lidar com o dobro de navios provenientes da Ásia — um volume para o qual não estão preparados.

Nesse cenário, os armadores priorizarão os prazos e, para manter os cronogramas, recusarão o embarque de contêineres vazios. Antecipando essa decisão, os terminais começarão a negar o recebimento desses contêineres de volta, comunicando a negativa aos shippers e consignees.

A consequência será um aumento nas disputas relacionadas a demurrage e detention, criando tensões entre armadores e embarcadores. O quadro se agrava com o fato de que, sem retorno dos vazios à Ásia, os estoques de contêineres no Extremo Oriente vão se esgotar.

Isso, por sua vez, levará à escassez de contêineres para novos embarques e, inevitavelmente, à alta nos preços dos fretes. Como ironiza o próprio especialista: “Acho que as companhias de navegação não vão se incomodar com isso.”

Taxação de Navios Chineses e Reações do Mercado

Durante a palestra, Jensen também comentou as propostas em estudo nos EUA para taxar navios operados por empresas chinesas ou construídos na China. As taxas podem chegar a US$ 10 milhões por escala, o que já está provocando movimentações no mercado. A Ocean Alliance, que inclui a chinesa COSCO e empresas como CMA CGM e Evergreen, estuda transferir seus serviços para operadoras não chinesas, a fim de evitar os custos.

Nova Taxação para Remessas de Pequeno Valor

Mesmo as pequenas remessas sofrerão impactos. A partir de maio, encomendas de valor inferior a US$ 800 — anteriormente isentas — poderão ser taxadas em até 120% ou em valores fixos entre US$ 100 e US$ 200, dependendo da transportadora. Empresas como FedExDHL e UPS terão autonomia para definir qual regime aplicar, o que adiciona ainda mais incerteza ao setor.

Planejamento de Longo Prazo Está em Xeque

Jensen foi categórico ao afirmar que, diante de um cenário tão volátil, o planejamento estratégico de longo prazo tornou-se impraticável. “Hoje, as empresas não constroem planos de cinco anos. Elas enfrentam obstáculos semanais, um de cada vez”, disse.

Segundo ele, a solução passa pela diversificação da cadeia produtiva e busca de novos acordos comerciais, como os que vêm sendo discutidos entre Mercosul e União Europeia. “O Brasil tem uma grande oportunidade de se reposicionar globalmente, desde que enfrente seus desafios logísticos internos”, concluiu.

O Interlog Summit, onde a palestra foi realizada, reuniu especialistas e líderes da cadeia logística durante a Intermodal South America, o maior evento do setor na América Latina.

Fonte: Datamar News

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Comércio, Logística, Negócios, Notícias, Portos

TCU dá aval para concessão de canal de acesso do porto de Paranaguá, no Paraná

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou na véspera projeto de concessão do canal de acesso aos portos de Paranaguá e Antonina, no Paraná, com investimento estimado em R$1 bilhão, informou o Ministério de Portos e Aeroportos nesta quinta-feira.

Em comunicado, a pasta acrescentou que lançará o edital para o leilão nos próximos meses, com expectativa de que o certame seja realizado no segundo semestre deste ano.

A previsão é de que a concessionária seja responsável pela gestão do ativo por 25 anos, podendo ser prorrogado por até 70 anos. Os investimentos serão voltados a serviços de manutenção e ampliação das atividades, incluindo o aprofundamento do calado, que deverá passar  de 13 metros para 15,5 metros.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, acrescentou que a pasta trabalha para que o modelo aprovado para o Paraná seja aplicado em outros complexos portuários do país, segundo comunicado do ministério.

O porto de Paranaguá, parte do complexo portuário do Paraná, é o segundo maior do Brasil em tamanho e movimentação total de cargas, atrás apenas do porto de Santos , em São Paulo. Também é o maior movimentador do complexo de soja no país (grãos, farelo e óleo) e responsável pela descarga de 33% dos fertilizantes importados pelo Brasil, de acordo com a pasta.

Fonte: UOL

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Comércio, Finanças, Internacional, Logística, Mercado Internacional, Negócios

Dólar hoje cai enquanto traders ponderam sobre política comercial dos EUA

Investidores operavam em meio à contínua incerteza sobre a política comercial dos Estados Unidos

O dólar à vista operava em baixa ante o real nas primeiras negociações desta quinta-feira (24), ampliando as perdas da véspera, à medida que os investidores operavam em meio à contínua incerteza sobre a política comercial dos Estados Unidos, marcado por ameaças e recuos constantes do presidente Donald Trump.

Qual é a cotação do dólar hoje?

Às 10h35, o dólar à vista caía 0,90%, a R$ 5,666 na compra e R$ 5,667 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento DOLc1 tinha baixa de 0,67%, a 5.671 pontos.

Na quarta-feira, o dólar à vista fechou em leve baixa de 0,17%, a R$ 5,7177.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,685
  • Venda: R$ 5,685

Dólar turismo

  • Compra: R$ 5,753
  • Venda: R$ 5,933

O que aconteceu com dólar hoje?

A moeda americana caía em mais um dia de aversão dos mercados globais ao dólar, uma vez que persistem incertezas sobre os planos tarifários de Trump, gerando perda de credibilidade nos anúncios do governo norte-americano sobre as taxas de importação.

Na véspera, o sentimento entre os agentes financeiros era de alívio, após Trump e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, terem dito na terça que os EUA podiam entrar em negociações comerciais com a China, o que reduziria as altas tarifas impostas sobre o país asiático.

Bessent disse na quarta, por outro lado, que, apesar da situação tarifária com a China ser “insustentável”, não haverá uma redução unilateral das taxas comerciais para provocar o início de negociações.

Já o Ministério do Comércio chinês afirmou nesta quinta que os EUA deveriam suspender todas as medidas tarifárias unilaterais contra a China se “realmente” quiser resolver a questão comercial.

Em meio ao vai e vem da política tarifária, investidores optavam por vender o dólar e buscar outras moedas neste pregão, movimento que beneficiava o real.

“A China afirmou que só aceitará negociar se todas as tarifas forem retiradas, o que voltou a esfriar o otimismo em torno de um possível acordo. Bessent reforçou que Trump não chegou a propor uma retirada unilateral das tarifas, adicionando incertezas ao cenário”, disse Bruno Botelho, especialista em câmbio da One Investimentos.

“O dólar recua no exterior, refletindo uma leve recuperação das principais moedas globais e alguma demanda por ativos de risco. Essa fraqueza do dólar lá fora contribui para o movimento de queda no câmbio local”, completou.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,36%, a 99,427.

Os agentes financeiros ainda seguem preocupados com os recentes ataques de Trump ao chair do Federal Reserve, Jerome Powell, temendo pela independência do banco central dos EUA.

Na cena doméstica, as atenções dos investidores estarão voltadas a comentários de diretores do Banco Central em uma série de eventos separados ao longo do dia.

Pela manhã, os diretores do BC Renato Gomes, de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, e Gilneu Vivan, de Regulação, apresentarão, em entrevista coletiva, a lista de prioridade regulatórias do autarquia para 2025 e 2026, às 10h.

Mais tarde, será a vez dos diretores Diogo Guillen, de Política Econômica, e Paulo Picchetti, de Assuntos Internacionais, participarem de eventos separados em Washington, às margens das reuniões de primavera do Banco Mundial e do FMI.

Fonte: InfoMoney


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Comércio, Logística, Negócios

TCU vê fragilidades na distribuição de royalties de petróleo e cobra ajustes da ANP

A análise foi motivada por uma representação da área técnica do TCU com base em auditorias

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou fragilidades operacionais na forma como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realiza os cálculos e a distribuição dos royalties e participações especiais pagos a entes públicos pela exploração de petróleo e gás natural. A análise foi motivada por uma representação da área técnica do TCU com base em auditorias.

Entre os principais problemas constatados estão a alta dependência de processos manuais, a baixa automação dos sistemas, e a elevada exposição a erros humanos – fatores que, na avaliação do TCU, comprometem a confiabilidade, rastreabilidade e transparência dos valores repassados. Em inspeção realizada na sede da ANP, os técnicos da Corte de Contas acompanharam as rotinas de cálculo.

Os royalties correspondem a uma compensação financeira paga pelas empresas produtoras de petróleo e gás natural à União, aos Estados, ao Distrito Federal e a parte dos municípios. Trata-se de uma forma de remunerar a sociedade pela exploração dos recursos naturais não renováveis. A cobrança incide sobre o valor da produção e é recolhida mensalmente. As participações especiais são compensações extraordinárias trimestrais para campos de grande volume e ou rentabilidade.

Em 2024, os repasses de royalties e participações especiais somaram R$ 58,22 bilhões. Para 2025, a ANP projeta uma arrecadação de R$ 68 bilhões. A distribuição desses valores segue critérios definidos em legislações específicas: a Lei nº 7.990/1989 e o Decreto nº 1/1991 regulam a divisão da parcela de 5% dos royalties; já a Lei nº 9.478/1997 e o Decreto nº 2.705/1998 tratam da repartição dos porcentuais que excedem esse valor.

A Corte de Contas diz haver dificuldade da ANP em lidar com o crescente volume de decisões judiciais que interferem na metodologia de distribuição. No relatório, o TCU diz que as ações aumentam a complexidade do processo e, em alguns casos, resultam em decisões de difícil execução – como parcelas a serem descontadas de municípios que não recebem mais royalties ou estão protegidos por liminares.

Para mitigar os riscos apontados, o TCU recomendou uma série de medidas. Entre as principais recomendações está a implantação de uma ferramenta informatizada para substituir o uso de planilhas eletrônicas nos cálculos dos repasses. O Tribunal também orientou que todas as informações utilizadas no processo passem a ser armazenadas em banco de dados, com critérios que assegurem rastreabilidade e confiabilidade.

O TCU recomendou ainda a conexão entre os sistemas da ANP e da Receita Federal, para automatizar o compartilhamento de dados sobre o pagamento de royalties e participações especiais, organizando-os por empresa e em formato estruturado. A Agência também deverá trabalhar em conjunto com o Banco do Brasil para aprimorar a identificação das parcelas enviadas aos beneficiários.

Fonte: InfoMoney

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Comércio, Greve, Logística

União da categoria é imperiosa para resultado da greve

Não interessa a ninguém comprometido com o resultado positivo das negociações pelo reajuste do vencimento básico ações e movimentos que possam desunir a categoria e, consequentemente, enfraquecer publicamente a mobilização. É da união em torno dos nossos princípios coletivos que resulta a nossa força. Por isso, é preciso estar atento a notícias precipitadas e avaliar bem quais seriam seus propósitos.

Nos últimos dias, dois tipos de informações relacionadas à greve provocaram ruídos entre nossa categoria, e é muito importante que sejam esclarecidos. De um lado, há a informação de que estariam circulando, no âmbito do governo federal, do Ministério da Fazenda e do Ministério da Gestão e da Inovação propostas que seriam apresentadas aos Auditores-Fiscais para a negociação do reajuste no vencimento básico. De outro, uma exposição pública, via imprensa, de decisão equivocadamente atribuída à categoria sobre pauta que ainda não foi deliberada em Assembleia Nacional.

É imperioso que a categoria se mantenha unida e mantenha, assim, a força da mobilização pelo reajuste do vencimento básico. Estamos às vésperas de completar cinco meses de greve intensa por todo o país, em todas as áreas e setores da Receita. A união de todos em torno do mesmo objetivo, Auditoras e Auditores-Fiscais, ativos e aposentados, é o mais importante neste momento. Por isso, é necessário organizar as informações que têm circulado recentemente e que dizem respeito ao nosso movimento.

A Direção Nacional não recebeu, até o momento, nenhuma formalização a respeito de qualquer proposta e só o fará juntamente às demais instâncias – Comando Nacional de Mobilização e Mesa Diretora do CDS. No entanto, é de conhecimento de todos que há um impasse dentro do governo federal e entre os ministérios a respeito da solução para o reajuste do vencimento básico dos Auditores-Fiscais. Como parte de todo o processo de negociação, sabe-se que, no âmbito do governo, propostas estão sendo e serão avaliadas até que os ministérios possam decidir qual será a proposição de consenso a ser apresentada e discutida com a categoria.

Este impasse ficou claro em reunião realizada entre Sindifisco Nacional, Ministério da Fazenda e Secretaria da Receita Federal no dia 15 de abril. Durante a reunião, o secretário Robinson Barreirinhas e o secretário-executivo, Dario Durigan, reafirmaram o compromisso com a categoria para a solução da greve e informaram que, no entanto, há resistências ao avanço do diálogo no MGI.

A reunião com o secretário-executivo Durigan, a primeira realizada entre sindicato e Ministério da Fazenda, e o secretário Barreirinhas, ocorreu durante o ato público que reuniu cerca de 450 Auditores-Fiscais em frente ao ministério, em Brasília. Na semana anterior, no dia 10, durante reunião do Conselho dos Delegados Sindicais, os delegados aprovaram a submissão à categoria de moção de desconfiança ao secretário da Receita, via Assembleia Nacional.

Menos de uma semana depois, no dia 18 de abril, um feriado, a proposta da moção, aprovada no âmbito de uma instância da categoria e ainda não deliberada pelo conjunto dos Auditores-Fiscais, chegava à imprensa nacional em matéria intitulada “Auditores fiscais aprovam moção de desconfiança e cobram demissão de secretário da Receita”.

É preciso registrar que a categoria não deliberou pela moção de desconfiança ao secretário. Sobretudo registrar que a proposta de moção aprovada pelos delegados sindicais também, em nenhum momento, discutiu o pedido de “demissão” do secretário da Receita.

A Direção Nacional, seguindo determinação do Estatuto do sindicato, só pode dar prosseguimento às deliberações do CDS após o recebimento da ata da reunião, o que ocorreu só na tarde desta terça-feira (22). A partir de agora, a Assembleia será convocada, de acordo com os ritos estatutários, e os Auditores-Fiscais poderão deliberar sobre o indicativo.

Não há nada que prejudique mais a nossa categoria do que o trabalho deliberado pela nossa desunião. É sabido que apenas com muita pressão vamos conseguir demover as resistências, onde quer que elas estejam. A mobilização é o nosso instrumento de luta e de pressão importante, que nos permite avançar as articulações, por dentro do governo e do Parlamento, para a solução dos nossos pleitos. Só que a mobilização é de todos, e as decisões e deliberações precisam, mais do que nunca, seguir o que diz o Estatuto do Sindifisco Nacional. A Assembleia é soberana, e apenas seu resultado pode traduzir o que diz o coletivo dos Auditores. E, segundo a Assembleia, a luta da categoria é por justiça, isonomia e equidade em relação às outras carreiras do serviço público.

Fonte: Sindifisco Nacional

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Comércio, Greve, Logística

Greve: Comando, Direção Nacional e Mesa do CDS retomam reuniões setoriais

O Comando Nacional de Mobilização (CNM), a Direção Nacional e a Mesa Diretora do Conselho de Delegados Sindicais (CDS) retomaram, nesta terça e quarta-feira (22 e 23), as reuniões com Auditores e Auditoras-Fiscais de diversos setores da Receita Federal com o objetivo de avaliar a greve da categoria e propor novas ações de mobilização. Ao todo, foram realizadas quatro reuniões com cerca de 400 participantes, entre Auditores da Malha Fiscal, da Fiscalização, delegados e adjuntos e chefes de equipe.

Em todas as reuniões, os Auditores foram chamados a reforçar a participação na greve para intensificar o movimento e forçar o governo a acabar com os entraves que impedem a concessão do reajuste do vencimento básico. “O governo não está completamente alinhado sobre como tratar a greve. Há um impasse colocado na mesa. Precisamos continuar mobilizados. Vamos conseguir um resultado positivo, mas, para isso, não podemos recuar. O acirramento da pressão é a condição para acelerar esse processo”, afirmou o presidente do Sindifisco Nacional, Auditor-Fiscal Dão Real.

Durante as reuniões, os participantes também foram chamados a incentivar outros Auditores a aderir à greve que já dura 148 dias. Segundo informações repassadas pelo CNM, cerca de 1.500 Auditores pediram, no mês de março, ressarcimento dos dias descontados por causa da greve. Vale lembrar que os Auditores que atuam na Aduana não são atingidos pelo corte de ponto, já que participam da operação-padrão e produzem um efeito significativo de pressão sobre o governo.

Assim como ocorreu em fevereiro deste ano, quando delegados e delegados adjuntos de quase todos os estados do país decidiram, de forma inédita, fazer um dia de greve com marcação expressa na folha de ponto, um dos resultados da reunião desta quarta-feira com os delegados foi a proposta de realizar dois dias de greve na próxima semana. A intenção é também solicitar uma audiência com o Ministério da Fazenda, para que uma comissão de delegados exponha os impactos da greve e transmita diretamente aos representantes do governo a indignação da categoria. Uma nova reunião para deliberar sobre essa proposta foi marcada para esta sexta-feira (25).

Na reunião com os Auditores em cargo de chefia, os participantes reiteraram a disposição em manter a greve até que o governo faça uma proposta justa acerca do reajuste do vencimento básico. No encontro com as equipes da Fiscalização, os Auditores pontuaram a necessidade de a Administração da Receita dispensar da função gratificada os Auditores que aderiram à greve e excluí-los como responsáveis nos Procedimentos Financeiros Fiscais.

Fonte: Sindifisco Nacional

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Evento, Logística, Portos

APS apresenta os portos de Santos e Itajaí na principal feira de logística da América Latina

A Autoridade Portuária de Santos (APS) participa, nestes dias 22,23 e 24 de abril, da 29ª Intermodal South America, considerada a maior feira de logística da América Latina. O evento ocorre no recinto de exposições Distrito Anhembi, na zona norte da capital paulista.

A APS conta com o estande do Porto de Santos e, com a administração assumida este ano, também no espaço está representado o Porto de Itajaí. Os diretores da APS Beto Mendes (Operações), Gustavo Salvador Pereira (Desenvolvimento de Negócios e Regulação), Júlio Cezar Alves de Oliveira (Administração e Finanças) e Orlando Razões (Infraestrutura), bem como o Superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, atendem diversas reuniões no estande, com representantes de operadores portuários e outros portos do Brasil e do mundo no local. O presidente da APS, Anderson Pomini, não participa da feira, pois está em viagem pela Europa com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, apresentando a investidores o projeto do Túnel Santos-Guarujá.

O estande dos Portos de Santos e Itajaí está na rua D, no número 050. A Intermodal South America abre para visitação das 13h às 21h e a entrada é gratuita.

O Distrito Anhembi fica na Av. Olavo Fontoura, 1.209 – Santana, São Paulo – SP, com translado gratuito para a feira desde o terminal rodoviário Tietê. Mais informações no site https://www.intermodal.com.br/pt/home.html.

Fonte: Datamar News

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Comércio, Logística, Negócios, Portos

Porto do Açu e Repsol Sinopec Brasil assinam acordo para estudo de descarbonização do setor marítimo-portuário

O Porto do Açu e a Repsol Sinopec Brasil firmaram um acordo para o desenvolvimento de estudos técnicos de combinação da tecnologia de captura de dióxido de carbono (CO2) diretamente do ar com a tecnologia de conversão deste CO2 capturado em combustível de menor pegada de carbono para embarcações e aviação, duas tecnologias que estão em desenvolvimento pela RSB.

O projeto tem o objetivo de estabelecer um ciclo que não apenas mitiga as emissões de CO2, mas também transforma esse gás em combustível renovável, um recurso essencial para operações portuárias. O Porto do Açu recebeu mais de 7.000 embarcações apenas em 2024, o que o torna o local ideal para o desenvolvimento dessa tecnologia.

A parceria tem foco pioneiro em soluções de descarbonização para os setores marítimo-portuário e aviação, que enfrentam desafios cada vez maiores para atingir suas metas de sustentabilidade. A expectativa é que a planta piloto tenha capacidade para capturar 5.000 toneladas de CO2 por ano, produzindo cerca de 300 litros de combustível sustentável por dia, que pode ser diretamente testado e validado nas embarcações de apoio.

O projeto foi uma das 43 propostas selecionadas em uma chamada pública FINEP-BNDES para desenvolvimento e implantação de unidades de produção de combustível de aviação sustentável (SAF) e combustíveis para navegação, de um total de 76 inscrições.

A iniciativa integra o portfólio de inovação do Porto do Açu, liderado pelo Cais Açu Lab, que visa se consolidar como um hub estratégico de soluções energéticas e sustentáveis e conta com a experiência dos projetos DAC SI e CO2CHEM, capitaneados pela Repsol Sinopec. O DAC SI é desenvolvido em parceria com a PUCRS e comissionou em 2024 uma unidade DAC (Direct Air Capture) com potencial de captura de 300 toneladas de CO2 direto do ar por ano. Já o projeto CO2CHEM, tem a Hytron, a USP e o SENAI Cetiqt como parceiros, para o desenvolvimento de uma planta piloto de produção de combustíveis renováveis a partir do CO2.

O acordo firmado entre as duas empresas inclui um MoU (Memorandum of Understanding), garantindo o alinhamento das expectativas entre as partes para desenvolvimento desta nova solução tecnológica. “Este é um marco para a indústria brasileira e global, pois representa um avanço significativo na captura de CO2 e na utilização dessa tecnologia para a produção de combustíveis. Nosso objetivo é acelerar a transição energética e contribuir para o alcance das metas climáticas, destacando o protagonismo da Repsol Sinopec e do Porto do Açu, através da utilização da inovação como ferramenta para impulsionar o desenvolvimento de tecnologias que realmente façam a diferença”, disse Eugenio Figueredo, CEO do Porto do Açu.

Alejandro Ponce, CEO da Repsol Sinopec Brasil, reforça a importância da parceria. “Acreditamos que a colaboração é essencial para a inovação. E essa parceria representa um avanço significativo para as tecnologias que estamos desenvolvendo na Repsol Sinopec Brasil com objetivo de contribuir para a descarbonização da economia, alinhados à ambição global do Grupo Repsol de atingir emissões líquidas zero até 2050. Investir em parcerias, como essa com o Porto do Açu, é a chave para impulsionarmos uma transição energética justa”.

A parceria entre o Porto do Açu e a Repsol Sinopec destaca-se pelo potencial para promover avanços significativos no campo da descarbonização e da transição energética através da pesquisa e desenvolvimento com aplicação em ambiente real.

Fonte: Datamar News

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Agronegócio, Comércio, Logística

Brado amplia operações com gergelim e acompanha crescimento do mercado

O mercado de gergelim está em plena expansão e a Brado, empresa referência em soluções logísticas multimodais, acompanha esse ritmo com um crescimento expressivo no transporte do grão. Em 2024, a empresa transportou mais de 14 mil toneladas do produto, um aumento de 80% no volume em relação ao ano anterior, impulsionada pela crescente demanda do mercado. Com o recente acordo comercial entre o Brasil e a China e a abertura de mercado da Coreia do Sul, as expectativas são de um aquecimento ainda maior nas exportações do grão.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações brasileiras de gergelim saltaram de 151.216 toneladas em 2023 para 246.250 toneladas em 2024, um crescimento de 63%. Mato Grosso lidera a produção nacional, respondendo por 65% das exportações brasileiras em 2024. Parte dessa produção é escoada a partir do terminal da Brado em Rondonópolis, região estratégica onde é feito o transbordo de contêineres carregados com gergelim do modal rodoviário para o ferroviário.

“O gergelim é produto sazonal e tem um perfil concentrado no mercado de exportação brasileiro. A Brado oferece uma solução logística específica para esse produto e consegue trazer eficiência para a cadeia de exportação”, afirma Greici Araujo Silva, executiva de vendas da Brado.

No Brasil, a semente é comumente plantada durante a segunda safra (safrinha), após a colheita da soja ou do milho. Seu ciclo curto, de 90 a 100 dias, possibilita essa rotação, tornando-o uma opção lucrativa para os produtores. Além disso, o gergelim é uma cultura que exige menos recursos hídricos, sendo uma alternativa interessante em áreas com restrições de água. Apesar de não ter um volume tão grande como outras commodities como soja e algodão, o grão tem um alto valor agregado.

Abertura de mercados

Em novembro de 2024, o Brasil e a China firmaram um acordo que abriu as portas para a exportação de gergelim brasileiro para o maior importador mundial do grão. Em março deste ano, o país asiático habilitou 21 empresas brasileiras para exportação do produto. A China, que responde por 36,2% das importações globais de gergelim, representa um mercado promissor para os produtores brasileiros. No país asiático, a semente é muito consumida pela indústria da alimentação, especialmente para a produção de óleo.

Já em janeiro de 2025, foi a vez de a Coreia do Sul abrir seu mercado para o gergelim do Brasil, ampliando ainda mais as oportunidades. Esses acordos representam um marco para o setor de gergelim no Brasil, que agora conta com dois importantes mercados para escoar sua produção e impulsionar seu crescimento.

“Com esses novos acordos, as perspectivas para 2025 são ainda mais promissoras, e estamos preparados para oferecer soluções logísticas eficientes e seguras para os produtores de gergelim”, afirma Mayra Antunes Coelho, executiva de vendas da Brado.

A solução multimodal da Brado oferece aos produtores de gergelim uma série de vantagens. A segurança é um fator primordial, com o grão sendo estufado nos contêineres na propriedade do produtor e seguindo lacrado até o destino final, o que garante a qualidade do produto e minimiza os riscos de contaminação. A eficiência também é um ponto forte, com a combinação do transporte pela ferrovia nas distâncias longas e pelas rodovias nos trechos curtos, aproveitando a melhor vocação de cada modal. O transporte ferroviário também é mais sustentável, reduzindo as emissões de CO2 e contribuindo para uma cadeia logística mais verde.

Outro benefício oferecido é o Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação (Redex) no terminal da empresa em Rondonópolis, que garante um processo mais rápido de liberação da mercadoria, com menos inspeções, ambiente seguro e monitoramento integrado à Receita Federal.

A segurança é outro fator primordial da solução, com o grão sendo estufado nos contêineres na propriedade do produtor e seguindo lacrado até o destino final, o que garante a qualidade do produto e minimiza os riscos de contaminação. A eficiência também é um ponto forte, com a combinação do transporte pela ferrovia nas distâncias longas e pelas rodovias nos trechos curtos, aproveitando a melhor vocação de cada modal, com os trâmites aduaneiros facilitados pelo Redex. O transporte ferroviário também é mais sustentável, reduzindo as emissões de CO2 e contribuindo para uma cadeia logística mais verde.

Fonte: Datamar News

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Comércio, Comércio Exterior, Exportação, Importação, Logística

Grupo Allog chega ao topo do ranking das exportações marítimas e investe em diferentes setores na importação

Após se consagrar como o agente de cargas brasileiro mais bem posicionado no volume de exportação marítima em 2024, segundo dados oficiais do ranking Datamar, o Grupo Allog investe forte em diferentes segmentos do mercado de importação e exportação.

De janeiro a dezembro do ano passado, foram mais de 66 mil TEUs embarcados entre Allog e FTrade, com destaque para os setores de produtos florestais, cargas líquidas e frutas.

A classificação reforça a posição de liderança do grupo no setor de transporte internacional no Brasil. Na exportação, um dos principais destaques foi o segmento de cargas líquidas – com destaque para a glicerina, que representou 79% dos líquidos – em um total de 12.656 TEUs embarcados em 2024 e um crescimento de quase 10% no ano. A
alta do setor, segundo João Bernardo Fróes, diretor comercial do Grupo Allog, é impulsionado pela Lei do Biodiesel, que estimula a produção e o consumo de combustíveis renováveis. Somente em 2024, o Brasil exportou 721,6 mil toneladas de glicerina, alta de 27,3% em relação ao resultado apurado no ano anterior.

Outro importante destaque na exportação são os embarques de cargas refrigeradas, com foco nas frutas made in Brazil como manga, melão, melancia e uva. Em 2024, a FTrade – empresa do Grupo Allog especializada na carga reefer – registrou um crescimento de 23,4% na exportação para países como Holanda, Espanha, Reino Unido,
Canadá e Estados Unidos. Em 2025, a empresa investe no time comercial no Sul e Sudeste com o objetivo de ampliar a participação no setor de proteína animal e suco congelado, além de uma missão à China para abertura de oportunidades de exportação das frutas brasileiras para a Ásia.

“A logística para exportação de frutas brasileiras envolve cuidados desde a colheita até a entrega, com destaque para a manutenção da cadeia de frio, documentação e desembaraço aduaneiro, além da escolha dos melhores serviços de transporte”, cita Erika Marques, diretora comercial da FTrade.

Verticais de importação
O crescimento do volume de importação de setores específicos no mercado brasileiro impulsionou o investimento em alguns verticais – células especializadas em atendimento – no Grupo Allog. Desde o ano passado, os mercados automotivo, de energia solar e de bebidas.

“A especialização em cada um destes setores nos permite oferecer soluções mais assertivas e alinhadas às necessidades dos nossos clientes, consolidando nossa posição como um parceiro estratégico na logística internacional”, finaliza Rodrigo Viti, diretor comercial do Grupo Allog.

Fonte: Datamar News

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