Informação, Logística

Transporte marítimo entra em definitivo no plano de Mobilidade da Grande Florianópolis

Em reunião nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (15), a comitiva de Santa Catarina liderada pelo governador Jorginho Mello (PL) recebeu um encaminhamento importante do Banco Mundial, que está atuando na atualização do Plano de Mobilidade da Região Metropolitana de Florianópolis. Ficou definido no encontro que o novo modelo terá a adesão do transporte marítimo como força auxiliar ao BRT Elétrico, que já vem sendo discutido.

O encontro teve a participação do secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Beto Martins, e outros representantes do governo do Estado. Segundo o secretário de Articulação Internacional e Projetos Especiais, Paulinho Bornhausen, outros projetos de SC foram discutidos, como Promobis, que é o plano de mobilidade do Litoral Norte. A ideia é que o transporte coletivo com ônibus elétricos também seja aplicado na região.

Mais cedo, junto a representantes do International Finance Corporation (IFC), a comitiva também discutiu a viabilidade dos projetos ferroviários que o estado desenvolve para conceder à iniciativa privada.

Fonte: NSC

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Logística, Negócios

Olsen formaliza parceria com a FedEx

Negociação entre as empresas se deu por troca de cartas impressas

Através de um formato inusitado para os dias atuais – troca de cartas impressas – a fabricante catarinense Olsen e a gigante de logística mundial FedEx Corporation definiram as bases de um relacionamento no formato de parceria para embarques de conjuntos médicos e odontológicos de Palhoça (SC) para os Estados Unidos (EUA).

Esta aproximação iniciou com uma carta impressa em papel e assinada pelo fundador e presidente da Olsen, Cesar Olsen, dirigida ao fundador e presidente executivo da FedEx, Frederic W. Smith, no QG da companhia, em Memphis, Tennesse (EUA).

Nesta carta, Olsen apresentou as características e os diferenciais da empresa que criou em 1978 em Palhoça, e que atualmente fabrica cerca de 6 mil equipamentos/ano. A empresa catarinense detém hoje a condição de melhor desempenho econômico do Brasil no segmento em que atua.

Olsen ponderou na sua mensagem que a empresa já movimentou mais de 30 toneladas de cargas através da FedEx, mas, que neste novo momento de consolidação da unidade em Miami, a Olsen sentia-se à vontade para propor um relacionamento diferenciado em forma de parceria com a norte-americana FedEx.

Também por carta impressa, Mr. Frederic respondeu a Cesar Olsen de forma bastante calorosa já acionando a estrutura do time FedEx Latin América para interagir com a empresa catarinense e proporcionar as melhores condições possíveis dentro das necessidades do modelo logístico definido pela Olsen, o porta-a-porta desde a saída da fábrica em Palhoça até o endereço profissional do cliente norte-americano.

Dentro do processo de expansão dos negócios surgiu a Olsen USA LLC, já estabelecida em Miami, com uma estrutura comercial e administrativa a ser dirigida pelo sócio-diretor executivo Flávio Luiz Nunes Coelho.

O primeiro embarque que formaliza a nova parceria deverá ocorrer na próxima semana, e atenderá um profissional da área de podologia nos EUA. De acordo com Olsen, o equipamento exportado não tem similar no mercado norte-americano e já vislumbra um enorme potencial de crescimento. Além disso, as novas condições de fretamento definidas pela parceria têm vantagens competitivas tanto em custo como em desembaraço alfandegário e tempo de entrega.

Fonte: FIESC

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Comércio, Logística, Negócios

Governo de SC prioriza ferrovias e ViaMar durante encontro em Washington

Jorginho começou enfatizando o peso do sistema portuário catarinense

Depois de abrir a semana em Nova Iorque com o SC Day, a comitiva catarinense liderada pelo governador Jorginho Mello chegou a Washington para uma rodada de conversas técnicas com a International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial especializado em estruturar concessões e parcerias público-privadas. O governador apresentou três obras consideradas estratégicas para destravar a logística do estado: a rodovia ViaMar, o primeiro plano de ferrovias de Santa Catarina e o Transporte Marítimo.

Jorginho começou enfatizando o peso do sistema portuário catarinense. No primeiro trimestre de 2025, os terminais do estado movimentaram 718,4 mil TEUs — quase 20% de todos os contêineres que circularam pelo país no período, percentual bem superior à média brasileira, o que reforça a urgência de corredores terrestres mais eficientes ligando o interior aos portos.

Nesse contexto, Jorginho Mello detalhou a ViaMar, corredor de 145 quilômetros que correrá paralelo à BR-101, com seis faixas de rolamento (três em cada sentido), ligando Joinville ao Contorno Viário da Grande Florianópolis. Os projetos executivos dos quatro primeiros lotes — que somam 95 quilômetros entre Joinville e Itajaí — estão em elaboração desde outubro de 2024.

O orçamento preliminar da obra é estimado em R$ 9 bilhões e o Governo pretende viabilizá-la por meio de uma PPP de longo prazo, modelo cuja engenharia financeira será acompanhada pela IFC. Segundo o governador, o novo eixo rodoviário “trará alívio imediato para quem vive no Litoral Norte e aumentará a competitividade dos portos catarinenses”.

Plano das ferrovias

A segunda prioridade apresentada foi o Plano Ferroviário. Dois corredores concentram os esforços atuais: o ramal de 319 km entre Chapecó e Correia Pinto, cujo contrato de projeto se estende até final de 2025, e a chamada Ferrovia dos Portos, de 62 km entre Araquari e Navegantes, com projeto programado para 2025. A soma dos investimentos previstos em ferrovias ultrapassa R$ 12 bilhões (cerca de US$ 2,3 bilhões), dos quais US$ 2 bilhões referem-se apenas ao trecho Chapecó–Correia Pinto

Para dar segurança jurídica às concessões futuras, o Governo abriu em fevereiro uma consulta pública sobre a Lei Estadual de Ferrovias, última etapa antes do envio do texto à Assembleia Legislativa. A proposta concede ao Estado autonomia para licitar trechos ferroviários e permitir a delegação de ramais federais que estão no fim de concessão. A sociedade teve 30 dias para sugerir ajustes.

O Transporte Marítimo em regiões conurbadas como a Grande Florianópolis, Região de Itajaí e Norte também estão na pauta de prioridades. O Governo quer iniciar projetos e concessões para estimular novas opções de transporte público.

Com o apoio técnico da IFC, Santa Catarina espera concluir ainda em 2025 as modelagens econômicas da ViaMar e dos dois eixos ferroviários. A meta é iniciar a fase de contratação — via PPP ou concessão plena — já em 2026, consolidando o Estado como o principal hub logístico do Sul do Brasil.

Fonte: Guararema News

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Comércio Exterior, Evento, Logística, Networking

Trust Group é destaque no Global Trade Summit 2025 

Em um ano simbólico, celebrando duas décadas de atuação no mercado nacional e internacional, o Trust Group confirma sua participação no Global Trade Summit 2025, que acontecerá entre os dias 21 a 23 de maio, em Balneário Camboriú (SC). O evento reunirá os principais nomes do setor de comércio exterior e logística, e será o palco ideal para a empresa apresentar sua trajetória de sucesso, soluções inovadoras — como a plataforma Trinity — e reforçar sua posição como um dos grandes players do Brasil no cenário global, com negócios realizados em mais de 50 países. 

Destaques da Participação 

O Global Trade Summit será uma oportunidade para o Trust Group reafirmar seu posicionamento como referência em soluções completas de comércio exterior e logística, fortalecer conexões com empresas e profissionais do setor, ampliando oportunidades de negócios e atrair novos talentos, com a presença do time de Recursos Humanos compartilhando a cultura e os valores do grupo. 

A empresa contará com um espaço exclusivo de networking, com ativações interativas e brindes personalizados. Além disso, terá a participação de Grazieli Paulo, Diretora Administrativa e Comercial do Trust Group em um dos painéis programados para às 16h do dia 22 de maio. O tema do debate é o uso de dados na evolução do comércio exterior.  

Além disso o Trust Group participará de um podcast sobre tecnologia no comércio exterior, com mediação de Renata Palmeira, Ceo do RêConecta News. A gravação ao vivo será no dia 22 de maio, às 14h.  

Inovação em destaque: a plataforma Trinity 

Uma das inovações apresentadas no evento será a Trinity – plataforma desenvolvida pelo Trust Group para fornecer informações em tempo real sobre o status das operações e monitoramento centralizado das etapas do processo. A ferramenta possibilita maior controle e transparência no gerenciamento da cadeia de suprimentos, trazendo comodidade e segurança para as empresas. 

“O comércio exterior envolve diversos agentes e etapas pouco integradas, o que pode gerar desafios. A Trinity é uma plataforma voltada para a integração e visibilidade do Supply Chain, desenvolvida para resolver os problemas comuns desse cenário, agregando valor real aos nossos clientes”, afirma Regis Paim Dias, Gerente de TI da empresa. “Recentemente, o Trust Group investiu R$ 14 milhões em tecnologia e infraestrutura, reforçando seu compromisso com a inovação e a qualidade, complementa.” 

Sobre o Global Trade Summit 

A realização do Global Trade Summit em Balneário Camboriú reforça o protagonismo da região no cenário logístico nacional. Cidades como Itajaí e Navegantes são hubs estratégicos para o comércio exterior, e Itajaí foi responsável por quase 6% de todas as importações brasileiras em 2023, movimentando cerca de US$ 30 bilhões, segundo o Comex Stat. 

Projeções da FIESC indicam que, nos próximos três anos, Santa Catarina deve superar o Porto de Santos na movimentação de contêineres, impulsionada por fortes investimentos em infraestrutura logística. 

“Participar do Global Trade Summit é uma oportunidade de reafirmarmos nosso compromisso com a inovação, a excelência e a segurança no comércio exterior, contribuindo para o crescimento de nossos parceiros. Estamos empolgados em compartilhar nossa jornada de 20 anos de sucesso e nossas recentes realizações em tecnologia com todos os participantes”, afirma Grazieli Paulo, Diretora Corporativa e Comercial do Trust Group. 

Sobre o Trust Group 

Com duas décadas de atuação, o Trust Group fundada pelo empresário Juliano Victorino, é uma empresa referência em Comércio Exterior e Logística, atuando em nível nacional e internacional. Com sede em Itajaí (SC) e presença em Santa Catarina, São Paulo, Rondônia, Espírito Santo, Minas Gerais e em Miami (EUA), também conta com armazéns logísticos estrategicamente localizados em Itajaí/SC, Garuva/SC, Sumaré/SP e Cabo de Santo Agostinho/PE. 

Seu portfólio completo de soluções atende diversos segmentos — como metal mecânico, químico, farmacêutico, agronegócio, alimentos e aeronaves — sempre com foco em oferecer comodidade, segurança e excelência operacional. O Trust Group está entre os 30 maiores importadores de produtos químicos do Brasil, é líder em importação de suplementos alimentares e figura entre os cinco principais players na importação de resinas. Com olhar atento ao sucesso dos seus parceiros, posiciona-se como um verdadeiro aliado no desenvolvimento de soluções logísticas e de comércio exterior ponta a ponta. 

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Logística, Portos

Estudo no Porto de Santos busca detectar lama fluída e melhorar dragagem; veja detalhes

A Autoridade Portuária de Santos (APS) estudará os sedimentos do estuário do Porto de Santos a fim de implementar operações de dragagem mais eficientes, bem como detectar se há presença de lama fluida. Para isso, firmou um acordo de cooperação com a Universidade de Tecnologia de Delft, da Holanda, e a Autoridade Portuária de Hamburgo, na Alemanha.

Recentemente, a gestora do Porto de Santos criou o Programa de Pesquisa e Inovação em Engenharia de Dragagem (Pride, na sigla em inglês) para compreender a dinâmica sedimentar dos portos de Santos e Itajaí, porto catarinense que está sob sua gestão, “buscando o conhecimento técnico necessário para desenvolver ações e tecnologias para dragagens mais eficientes, econômicas e sustentáveis”.

A APS explicou que o programa possui diversas linhas de ação, desde a viabilização de modelos de previsão dos quantitativos de sedimentos que assoreiam o canal até estudos voltados a melhorias e inovações tecnológicas nas operações de dragagem e para compreensão dos processos naturais e antropogênicos que afetam o fundo marinho. Uma das análises é voltada à lama fluida. Ela é uma camada intermediária, situada entre a lâmina d’água e o fundo consolidado, composta por uma mistura de água e sedimentos finos, como argila e silte. Tem densidade maior do que a da água e inferior a dos sedimentos consolidados.

O material é comum em portos e estuários, podendo afetar diretamente a navegabilidade, a operação de embarcações e a eficiência das manobras, podendo representar ainda um desafio às operações de dragagem.

A estatal explicou que será avaliada a presença de camadas de lama fluida no Porto de Santos, com ênfase na identificação de suas características e padrões de ocorrência. “Essa é uma questão ainda pouco estudada na região e, de forma geral, no Brasil”, informou, em nota.

Ainda de acordo com a Autoridade Portuária, a navegação em lama fluida é tecnicamente viável, desde que haja monitoramento contínuo, se conheçam as suas propriedades e a interação com as embarcações, possibilitando definir limites de navegabilidade que garantam operações seguras e eficientes.

“Experiências bem-sucedidas em portos europeus demonstram que, com base em estudos técnicos aprofundados, é possível estabelecer critérios operacionais e margens de segurança adequadas”, afirmou a Autoridade Portuária.

Fonte: A Tribuna

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Agronegócio, Comércio, Logística

VLI atinge recorde histórico de movimentação de açúcar na Ferrovia Centro-Atlântica 

A VLI, companhia de soluções logísticas que opera ferrovias, portos e terminais, atingiu seu recorde histórico de movimentação de açúcar na safra de 2024/2025 – iniciada em abril do ano passado e concluída no último mês de março – na Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A marca de 6,2 milhões de toneladas transportadas foi atingida mesmo com a produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil sendo 5,3% inferior ao volume registrado na safra anterior. Nos portos, a empresa manteve o mesmo desempenho do exercício anterior, embarcando 5,0 milhões de toneladas no Terminal Integrador Portuário Luiz Antônio de Mesquita (Tiplam).

A safra 2024/2025 foi marcada por desafios climáticos, que impactaram no volume da produção da commodity no Centro-Sul brasileiro. Tais efeitos ocasionaram uma maior compactação do açúcar, o que representa um grande desafio logístico, por dificultar o desembarque do produto. Para solucionar a questão, a VLI investiu na cocriação de soluções inovadoras com seus clientes, como a adoção do uso de socadores pneumáticos para auxiliar na descarga dos vagões, a adoção de um tempo de descanso mínimo nos Terminais Integradores de Guará (TIGU) e Uberaba (TIUB), aspersão nos armazéns (aplicação de partículas de água no produto para equilíbrio de temperatura), entre outros.

“O resultado expressivo que obtivemos na safra 2024/2025, mesmo com um volume produzido de açúcar menor no Centro-Sul brasileiro, é fruto de nossa capacidade para desenvolver soluções operacionais e estratégicas inovadoras, sempre com o olhar atento às necessidades de negócio de nossos clientes. Ao trabalharmos lado a lado, superamos os desafios e alcançamos uma nova marca histórica na Ferrovia Centro-Atlântica, uma ferrovia de características singulares, na qual a VLI possui expertise para extrair o máximo em eficiência, contribuindo com os fluxos dos nossos clientes e a economia do Brasil”, afirma Marcelo Cardoso, diretor de operações do Corredor Sudeste da VLI.

As soluções logístico-estratégicas propostas pela VLI viabilizaram impactos positivos no negócio dos clientes que utilizam o Tiplam para a exportação de açúcar. A Czarnikow, por exemplo, aumentou seus carregamentos no terminal em 32% em relação ao volume movimentado na safra 2023/2024.

Corredor Sudeste da FCA

O corredor Sudeste da Ferrovia Centro-Atlântica é um sistema logístico de alta eficiência, que atende fluxos de importação e de exportação por meio do Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita, o Tiplam. Sua área de cobertura abrange estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás e o Distrito Federal, movimentando açúcar, grãos e fertilizantes, majoritariamente.

A estrutura do corredor também inclui dois terminais integradores, em Uberaba (MG) e Guará (SP), onde é feito o transbordo da carga para o sistema ferroviário. Além da alta eficiência ofertada aos clientes, o Tiplam também gera impactos positivos na região da Baixada Santista, uma vez que todos os seus fluxos de exportação são feitos por ferrovia, contribuindo para o trânsito e o ambiente da região, uma vez que o modal ferroviário é até nove vezes menos intensivo que o rodoviário na emissão de CO² na atmosfera.

Fonte: Datamar News

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Logística, Portos

Portos brasileiros batem recorde de movimentação em março, com 113,7 milhões de toneladas

Em março de 2025, os portos brasileiros movimentaram 113,7 milhões de toneladas de cargas, o que representa um crescimento de 5,49% em comparação com o mesmo período do ano passado. O número é recorde para o mês.

Segundo os dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), no primeiro trimestre do ano foram movimentados 303,8 milhões de toneladas (-1,92%).

Ao longo do terceiro mês do ano, a navegação por longo curso foi responsável pela movimentação de 80,8 milhões de toneladas de cargas, um aumento de 7,85% frente a março de 2024.

A movimentação da cabotagem atingiu 24,2 milhões de toneladas, uma queda de 2,17%, e a navegação interior movimentou 8,4 milhões de toneladas, uma alta de 9,92%.

Cargas

A movimentação de carga geral aumentou 8,67%, chegando a 5,6 milhões e a de granéis sólidos cresceu 7,25% no terceiro mês do ano, em relação ao mesmo período de 2024, atingindo uma movimentação de 67,8 milhões de toneladas de cargas. Por sua vez, granéis líquidos movimentaram 27,5 milhões de toneladas, uma alta de 3,22%

A movimentação de contêiner foi de 12,6 milhões de toneladas, se mantendo estável no mês de março, com crescimento de 0,16% – isso representa 1,2 milhão de TEUs. Desse total, 8,6 milhões de toneladas foram movimentadas em longo curso e 3,9 milhões por cabotagem.

Portos Públicos

Os portos públicos movimentaram 40,1 milhões de toneladas de cargas em março de 2025. O número representa aumento de 1,96% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Entre os 20 portos públicos que mais movimentam no país, o com maior crescimento percentual no terceiro mês do ano foi o Porto de Santana (AP). O aumento foi de 47,33%, em comparação com março de 2024, e a movimentação atingiu 0,4 milhão de toneladas.

Terminais Privados

Nos terminais autorizados houve um crescimento de 7,52% na movimentação em relação a março do ano passado. O setor movimentou 73,5 milhões de toneladas de cargas.

Entre os 20 TUPs que mais movimentaram em março, o com o maior crescimento de movimentação, comparado ao mesmo mês do ano passado, é o Terminal Marítimo Ponta Ubu (ES) com uma alta de 44,90%. O terminal movimentou 1,2 milhão de toneladas de cargas.

Fonte: Datamar News

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Investimento, Logística

Planos em andamento para ligação de transporte China-Brasil

Projeto criará uma alternativa mais rápida às rotas de transporte atuais, reduzindo os custos.

Os planos estão mais uma vez avançando para desenvolver um importante corredor de transporte que permitirá o escoamento de mercadorias entre o Brasil e a China de forma mais rápida, atravessando o Oceano Pacífico.

Quando concluído, o projeto criará uma alternativa mais ágil às rotas de transporte marítimo atuais pelo Atlântico, reduzindo significativamente o tempo e os custos de transporte para as exportações agrícolas do Brasil, como soja, carne bovina e grãos.

Embora a ideia de criar uma rota mais rápida pelo Pacífico para o comércio Brasil-China esteja em discussão desde 2014, a proposta inicial previa a passagem pelo Chile. O desenvolvimento do Porto de Chancay e de outras infraestruturas nos últimos anos abriu caminho para uma nova rota via Peru.

Este é um dos diversos projetos em andamento entre Brasil e China, à medida que a cooperação entre os dois países se aprofunda.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, está em uma visita de cinco dias à China, que coincide com a quarta reunião ministerial do Fórum China-CELAC em Pequim, na terça-feira. O fórum visa fomentar a cooperação entre a China e a América Latina, conectando o país asiático à Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC).

No mês passado, uma delegação chinesa composta por autoridades e especialistas do Ministério dos Transportes e do China State Railway Group realizou um estudo de viabilidade de uma semana para avaliar o potencial de um corredor que cruzaria quatro estados brasileiros e conectaria o Brasil ao Porto de Chancay por meio de rodovias, ferrovias e hidrovias. João Villaverde, secretário de Coordenação Institucional do Ministério do Planejamento do Brasil, anunciou a visita nas redes sociais em meados de abril.

“Este é o início de uma relação técnica para estudos aprofundados, especialmente em ferrovias, que giram em torno desses pilares estratégicos”, afirmou Villaverde.

A iniciativa do Corredor Bioceânico Brasil-Peru retoma um plano inicialmente apresentado em 2014 para ligar o Brasil a terminais portuários no Oceano Pacífico. A ideia ganhou novo fôlego em novembro de 2024.

“Será algo extraordinário, no sentido do desenvolvimento econômico para o interior do Brasil, para as regiões mais pobres”, afirmou a ministra do Planejamento, Simone Tebet, ao portal CartaCapital no sábado.

Tebet, que integra a comitiva de Lula nesta semana, disse ter se reunido com representantes do China State Railway Group e os considerou “muito interessados” em ajudar o Brasil a expandir sua malha ferroviária pelo país.

Até o momento, não há comentários disponíveis por parte do Ministério dos Transportes da China ou do China State Railway Group.

O novo corredor proposto, se construído, poderá reduzir em até 10 mil quilômetros a distância que as mercadorias percorrem do Brasil até a China, ao permitir o transporte direto pelo Oceano Pacífico, evitando a rota mais longa pelo Atlântico, contornando o Cabo da Boa Esperança, na ponta sul do continente africano, ou passando pelo Canal do Panamá.

“O Peru é a porta natural do Brasil para o Pacífico, e há duas rotas principais”, afirmou Alejandro Indacochea, presidente do escritório de advocacia Indacochea Asociados e professor fundador da Centrum Business School da Pontifícia Universidade Católica do Peru.

A primeira rota utiliza uma rodovia interoceânica já existente que conecta as principais zonas industriais do Brasil à região de Madre de Dios, no Peru. Dali, as mercadorias seguem até o Porto de Matarani e depois para o Porto de Chancay, de onde são enviadas diretamente para Xangai.

A segunda rota proposta envolve uma ligação ferroviária entre Cruzeiro do Sul (Brasil) e Pucallpa (Peru), cidades separadas por 100 km de densa floresta amazônica.

Ator estratégico

“Essa estratégia de infraestrutura reduzirá os custos logísticos e o tempo de transporte de cargas, tornando os produtos brasileiros mais competitivos nos mercados asiáticos”, disse Robson Cardoch Valdez, professor de relações internacionais do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa. “Ela também reforça o papel do Brasil como ator-chave nas conexões comerciais entre o Atlântico e o Pacífico.”

“O Peru e o Brasil compartilham uma longa fronteira através da Amazônia, com uma região de tríplice fronteira única… onde a Bolívia encontra os dois países. Mas a Amazônia ainda não está totalmente integrada ao restante do Peru e do Brasil”, disse Indacochea. “Essa nova ligação ferroviária proporcionaria acesso direto ao megaporto de Chancay para o transporte de mercadorias à Ásia.”

O recentemente concluído Porto de Chancay, construído com US$ 3,5 bilhões investidos pelo grupo estatal chinês COSCO Shipping, reduz em até 20 dias o tempo de transporte até a China e corta os custos logísticos em pelo menos 20%. A instalação deve gerar US$ 4,5 bilhões em receita anual e criar mais de 8 mil empregos no Peru.

O Brasil é o maior parceiro comercial da China há 14 anos, sendo o primeiro país latino-americano a ultrapassar US$ 100 bilhões em comércio bilateral anual.

Segundo Valdez, o projeto do Corredor Bioceânico Brasil-Peru impulsionará as economias do Norte e Nordeste do Brasil por meio do projeto da ferrovia Leste-Oeste e criará benefícios indiretos com o papel ampliado do Porto Sul, na Bahia.

“O Brasil pode esperar retornos substanciais desse investimento, tanto direta quanto indiretamente”, afirmou Valdez. “Por exemplo, teremos acesso mais rápido aos mercados asiáticos e aumento no fluxo de exportações agrícolas e minerais brasileiras, especialmente da região Centro-Oeste, rica em matérias-primas.”

Fonte: China Daily




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Logística, Portos, Sustentabilidade

Porto de Santos e Associação Comercial de São Paulo firmam parceria para impulsionar logística sustentável

A Autoridade Portuária de Santos (APS) e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) assinaram nesta quinta-feira (8) um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para desenvolver o projeto “Consolidação do Porto de Santos Concentrador de Contêineres”. A assinatura ocorreu na sede da entidade em São Paulo, na presença dos presidentes Anderson Pomini, da APS, e Roberto Mateus Ordine, da ACSP.

Com vigência de 24 meses e possibilidade de prorrogação, a iniciativa busca ampliar a competitividade do porto, otimizar operações logísticas e reduzir emissões de carbono, alinhando-se a corredores marítimos sustentáveis globais. O acordo prioriza a racionalização de processos portuários, como a redução de custos e tempos de trânsito de mercadorias em contêineres.

“Não existe Porto de Santos sem comércio. Daí a importância de buscarmos essa parceria para que a principal janela de conexão do Brasil com o mundo trabalhe em sinergia com as demandas e necessidades do setor privado”, analisa Pomini.

Para Ordine, o primeiro resultado do acordo é a aproximação e compartilhamento de informações. “Pretendemos estabelecer uma via de mão dupla com a Autoridade Portuária, entendendo melhor as operações do complexo e mantendo um canal para levar as reivindicações dos nossos associados aos gestores do Porto”, afirma o presidente da ACSP.

Metas

Entre as metas estão o aumento da capacidade logística, a medição precisa de emissões de gases de efeito estufa em rotas terrestres e aquaviárias, e a promoção de tecnologias verdes, como energia limpa e equipamentos sustentáveis.

O objetivo é consolidar o Porto de Santos como um hub estratégico de contêineres, conectado a portos internacionais e de cabotagem. A APS atuará como facilitadora no diálogo com órgãos governamentais, além de disponibilizar informações relevantes e participar de eventos técnicos organizados pela ACSP.

Já a associação, por meio do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (COMUS), focará na organização de fóruns setoriais, coleta de dados operacionais entre associados e identificação de desafios logísticos. Todas as ações seguirão um plano de trabalho conjunto, com cronograma e indicadores de resultados supervisionados por um comitê gestor.

Como testemunhas, também participaram da cerimônia o diretor de Operações da APS, Beto Mendes, o gerente de Planejamento Logístico, Ricardo Maeshiro, e o superintendente de Operações Portuárias, Márcio Kanashiro. Pela ACSP, estiveram presentes o superintendente geral, Marcos Antônio de Barros, e o coordenador do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos de São Paulo (COMUS), José Cândido Senna.

Fonte: Datamar News

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Logística, Portos

Porto de Itajaí ganha nova linha com conexão ao Mercosul

O Porto de Itajaí ganhará, nos próximos 30 dias, uma nova linha regular de contêineres com foco na integração logística do Mercosul. A chamada Linha Puma, é do armador Mercosul Line, subsidiária do grupo CMA CGM, ira operada nos berços 1 e 2,  área arrendada (JBS), e conectará terminais estratégicos ao longo da costa leste da América do Sul.

A operação representa mais um marco na retomada das atividades do Porto de Itajaí, intensificada após a reestruturação promovida pelo Governo Federal. O superintendente, João Paulo Tavares Bastos, explica que a nova linha simboliza crescimento.

“O Porto está bombando após a retomada pelo Governo Federal. Com esta nova linha, vamos ampliar o faturamento, a arrecadação e trazer mais investimentos para a cidade”, afirmou.

Com a chegada da Linha Puma, o Porto de Itajaí fortalece sua malha logística e amplia a conectividade com os países do bloco econômico sul-americano, contribuindo para a competitividade do comércio exterior.

Fonte: Porto de Itajaí 

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