Investimento

Venda da Warner Bros. Discovery para Paramount Skydance é aprovada por acionistas

Os acionistas da Warner Bros. Discovery aprovaram a venda da empresa para a Paramount Skydance, autorizando uma transação avaliada em cerca de US$ 110 bilhões (aproximadamente R$ 545 bilhões). O acordo representa um dos maiores movimentos recentes no setor de mídia e entretenimento global.

Com a fusão, será formado um conglomerado que reunirá marcas de grande alcance, incluindo CNN, CBS, HBO e Nickelodeon, além de franquias consagradas do cinema e da televisão.

Portfólio inclui grandes franquias de Hollywood

O novo grupo concentrará propriedades intelectuais de alto valor, como Harry Potter, Game of Thrones, o DC Universe, a franquia Missão Impossível e o personagem Bob Esponja.

A operação encerra uma longa disputa pela aquisição da empresa, que contou com a participação de concorrentes como a Netflix.

Detalhes financeiros da transação

Pelos termos do acordo, a Paramount pagará US$ 31 por ação da Warner Bros. Discovery. A operação atribui à companhia um valor de mercado de cerca de US$ 81 bilhões, podendo chegar a US$ 110 bilhões ao considerar a dívida assumida.

O negócio conta com apoio financeiro liderado por Larry Ellison, fundador da Oracle, que teve papel decisivo ao garantir recursos para viabilizar a aquisição.

Nova gestão e planos de reestruturação

Com a conclusão da compra, a família Ellison passará a controlar o novo grupo. A expectativa é que David Ellison lidere a companhia combinada, adotando medidas de redução de custos para equilibrar as finanças.

O atual CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, destacou que a aprovação dos acionistas representa um avanço importante rumo à finalização do acordo e à criação de uma empresa mais competitiva no setor.

Obstáculos regulatórios e críticas à fusão

Apesar do aval dos acionistas, a operação ainda precisa passar por aprovação de órgãos reguladores nos Estados Unidos e na Europa. O financiamento, que envolve fundos soberanos do Oriente Médio, pode aumentar o nível de escrutínio por questões de segurança nacional.

Além disso, a fusão enfrenta resistência dentro da indústria. Artistas como Jane Fonda, Joaquin Phoenix e Bryan Cranston, além dos diretores J.J. Abrams e Denis Villeneuve, estão entre os mais de mil profissionais que criticaram a operação.

Impacto no setor de mídia

A criação do novo conglomerado deve intensificar a concorrência no mercado global de streaming, cinema e televisão, especialmente em um cenário de transformação acelerada do consumo de conteúdo.

Analistas apontam que o sucesso da operação dependerá da capacidade de integração das empresas e da adaptação às novas demandas do público.

FONTE: AFP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Patrick T. Fallon

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Investimento

Investimento estrangeiro na bolsa brasileira bate recorde e supera R$ 65 bilhões

O investimento estrangeiro na bolsa brasileira alcançou um novo recorde em 2026, com entrada de aproximadamente R$ 65 bilhões até 20 de abril. O volume já supera, sozinho, todo o capital externo registrado somado nos anos de 2024 e 2025.

Esse movimento tem sido determinante para a valorização do Ibovespa, que vem atingindo máximas históricas e apresentando desempenho superior a índices globais como o MSCI Emerging Markets e o S&P 500.

Brasil ganha destaque entre mercados emergentes

O aumento do fluxo reflete uma mudança de estratégia dos investidores globais, que voltaram a buscar mercados emergentes em meio a maior apetite por risco. Nesse cenário, o Brasil aparece como um dos principais destinos de capital.

Entre os fatores que explicam esse interesse estão:

  • Alta liquidez do mercado brasileiro;
  • Expectativa de queda da taxa de juros (Selic);
  • Perspectivas políticas após as eleições;
  • Distância geográfica de conflitos internacionais;
  • Relevância como exportador de commodities, incluindo petróleo.

Investidores brasileiros reduzem participação

Enquanto o capital estrangeiro avança, os investidores locais seguem mais cautelosos. Dados da B3 mostram que tanto institucionais quanto pessoas físicas diminuíram a exposição ao mercado de ações, priorizando aplicações em renda fixa.

Esse comportamento é influenciado pelos juros ainda elevados, que tornam investimentos mais conservadores mais atrativos. Como resultado, a participação estrangeira na bolsa atingiu cerca de 62%, o maior nível já registrado.

Queda de juros pode atrair capital doméstico

A recente redução da Selic reacende a expectativa de retorno gradual dos investidores brasileiros à bolsa. Historicamente, ciclos de queda nos juros tendem a estimular a migração de recursos da renda fixa para ativos de maior risco.

No entanto, esse movimento pode ocorrer de forma gradual, dependendo da intensidade do afrouxamento monetário e das condições econômicas.

Cenário externo e eleições mantêm volatilidade

Apesar do otimismo com a entrada de capital externo, o mercado ainda enfrenta incertezas. A continuidade de tensões no Oriente Médio e os impactos sobre o preço do petróleo seguem no radar dos investidores.

Além disso, o ambiente político interno, com a proximidade das eleições presidenciais, contribui para a cautela. A expectativa é de uma disputa equilibrada, o que pode aumentar a volatilidade no curto prazo.

Perspectivas para o restante do ano

A tendência, segundo analistas, é de continuidade do fluxo de capital estrangeiro para a bolsa brasileira, especialmente se houver redução das tensões globais.

Nesse contexto, o Brasil pode se consolidar como uma alternativa relevante para investidores internacionais, apoiado por sua estabilidade institucional, mercado líquido e posição estratégica no comércio global de commodities.

FONTE: Bloomberg Línea
TEXTO: Redação
IMAGEM: Victor Moriyama/Bloomberg

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Investimento, Portos

Ampliação do Porto de Santa Catarina: investimento estrangeiro deve dobrar capacidade do TESC

O Porto de Santa Catarina avança em sua modernização com a ampliação do píer do Terminal Santa Catarina (TESC), localizado em São Francisco do Sul. A obra teve início em março, com a instalação da primeira estaca, e representa um investimento de cerca de R$ 100 milhões para aumentar a capacidade operacional do terminal — o maior do estado em movimentação de cargas.

A previsão é que a intervenção seja concluída até o fim do ano, permitindo ganhos relevantes em eficiência logística e competitividade.

Estrutura ampliada permitirá operação simultânea

Com a expansão, o terminal poderá receber ao mesmo tempo dois navios de grande porte: um Panamax e um Supramax, categorias amplamente utilizadas no transporte de granéis sólidos. Juntas, essas embarcações podem movimentar até 120 mil toneladas por operação.

Essa melhoria posiciona o TESC em um novo patamar dentro do setor portuário, ampliando sua capacidade de atendimento e reduzindo gargalos operacionais.

Investimento internacional impulsiona projeto

O aporte financeiro tem origem no fundo soberano de Omã, o Oman Investment Authority, que passou a ter influência indireta no terminal após movimentações no mercado global. A entrada ocorreu por meio da trading Solaris, com sede em Dubai, que assumiu o controle da Agribrasil — empresa que detém participação majoritária no TESC.

Para viabilizar a expansão, a Solaris planeja captar cerca de R$ 120 milhões no mercado brasileiro por meio de notas comerciais, instrumento de dívida corporativa de curto prazo. Os recursos vão financiar tanto a obra atual quanto etapas futuras do projeto.

Segunda fase prevê novos investimentos

A ampliação do píer faz parte de um plano mais amplo de crescimento. Uma segunda etapa, que inclui investimentos em armazenagem e aquisição de equipamentos para movimentação de cargas, está em análise pelo governo federal.

O montante previsto para essa fase supera R$ 500 milhões, com expectativa de aprovação ainda no primeiro semestre. Caso autorizada, a execução deve começar na segunda metade do ano.

Dragagem amplia capacidade para navios maiores

Paralelamente, a dragagem da Baía da Babitonga está em andamento e deve aumentar o calado do canal de acesso para até 16 metros. Essa mudança permitirá a entrada de embarcações maiores, ampliando ainda mais o potencial logístico do terminal.

A combinação entre expansão portuária e melhorias no canal deve impulsionar o transporte de produtos como soja, milho, fertilizantes, açúcar e outros granéis sólidos, além de cargas industriais.

Terminal estratégico para o agronegócio

Em operação há quase 30 anos, o TESC é peça-chave no escoamento da produção do agronegócio brasileiro na região Sul. Com os novos investimentos, o terminal reforça sua posição como um dos principais corredores logísticos do país.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Times Brasil

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Investimento

Navio com equipamentos da China inicia obras da ponte Salvador-Itaparica, a maior sobre o mar da América Latina

Um navio com mais de 800 toneladas de equipamentos partiu da China no dia 30 de março com destino a Salvador, levando estruturas fundamentais para o início das obras da ponte Salvador-Itaparica. A embarcação transporta 44 contêineres com materiais que serão usados na fase inicial do projeto, considerado um dos maiores investimentos em infraestrutura do Brasil.

A previsão é que o navio chegue à Baía de Todos-os-Santos na segunda quinzena de maio. A futura ponte terá 12,4 quilômetros de extensão sobre o mar, tornando-se a maior da América Latina nesse tipo de estrutura e superando o trecho marítimo da ponte Rio-Niterói.

Obra bilionária promete impacto na mobilidade

Orçada em cerca de R$ 15 bilhões, a construção da ponte Salvador-Itaparica deve beneficiar aproximadamente 10 milhões de pessoas. O projeto busca melhorar a mobilidade na Bahia e reduzir o tempo de deslocamento entre Salvador e a Ilha de Itaparica.

As obras devem começar em junho, dependendo apenas da liberação de alvarás pelas prefeituras locais. O consórcio responsável é formado pelas chinesas CCCC e CRCC, que também ficarão encarregadas da operação da ponte por 29 anos após a conclusão. A entrega está prevista para 2031, com prazo total de cinco anos de execução.

Tecnologia inédita será usada na construção

Os equipamentos transportados não fazem parte da estrutura final da ponte. Eles serão utilizados na montagem de uma plataforma de apoio no mar, uma tecnologia inédita na América Latina.

Essa estrutura funcionará como um canteiro de obras flutuante, permitindo o avanço da construção com maior eficiência. A solução reduz significativamente a necessidade de embarcações de suporte — em até 70% — e facilita o transporte de materiais e trabalhadores ao longo da obra. Após a conclusão, toda a plataforma será desmontada e retirada.

Números que destacam a grandiosidade do projeto

A ponte Salvador-Itaparica contará com:

  • 12,4 km de extensão sobre o mar
  • 4,4 km de acessos viários em Salvador
  • 22 km de via expressa na Ilha de Itaparica
  • 169 pilares estruturais
  • 660 mil m³ de concreto utilizados

Além disso, o projeto inclui túneis, viadutos e melhorias na rodovia BA-001. Parte dos componentes será produzida em Maragogipe, fortalecendo a indústria local.

Etapas pendentes e próximos envios da China

Apesar de já possuir licenças ambientais para a fase inicial, o projeto ainda aguarda autorizações municipais e estaduais para avançar plenamente. A instalação da ponte depende de aprovação do órgão ambiental da Bahia.

No segundo semestre, outras oito embarcações devem chegar ao Brasil com equipamentos especializados, como navios de cravação de estacas e rebocadores. A maior parte da estrutura, no entanto, será produzida no país, com geração estimada de cerca de 7 mil empregos diretos e indiretos.

Mudanças na travessia entre Salvador e Itaparica

Atualmente, o trajeto entre Salvador e a Ilha de Itaparica é feito por ferry-boat, com duração média de uma hora, além do tempo de espera. Com a nova ponte, o deslocamento será feito por via rodoviária em poucos minutos.

Embora haja cobrança de pedágio, o valor deve ser semelhante ao já praticado no sistema de ferry. A expectativa é que a obra impulsione a economia regional e beneficie cerca de 70% da população baiana.

Projeto antigo começa a sair do papel

A ponte Salvador-Itaparica é discutida desde 2009 e passou por diferentes fases de negociação ao longo dos anos. O envio dos primeiros equipamentos representa um avanço concreto e marca o início efetivo da execução.

A construção visível da ponte deve começar apenas em 2027. Até lá, os trabalhos estarão concentrados na preparação da infraestrutura e na montagem da plataforma de apoio no mar.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Investimento

Túnel Santos-Guarujá recebe financiamento de R$ 2,5 bilhões para avanço das obras

O projeto do Túnel Santos-Guarujá ganhou um novo impulso com a formalização de um financiamento de R$ 2,5 bilhões concedido pelo Banco do Brasil. O recurso será utilizado como contrapartida do Governo de São Paulo dentro da parceria público-privada (PPP) que viabiliza a obra.

O investimento total do empreendimento chega a R$ 6,8 bilhões, integrando o Novo PAC do Governo Federal. A União participa com pouco mais de R$ 2,5 bilhões, enquanto a construtora portuguesa Mota-Engil responde por um aporte de R$ 1,6 bilhão. A concessão terá duração de 30 anos.

Estrutura moderna e integração de modais

Com 1,5 km de extensão — sendo 870 metros submersos — o túnel imerso Santos-Guarujá contará com três faixas de tráfego em cada sentido. O projeto inclui ainda uma faixa exclusiva para o VLT, além de acessos destinados a pedestres e ciclistas.

A infraestrutura também prevê conexões urbanas, edifícios operacionais e sistemas de apoio ao funcionamento da travessia, reforçando a proposta de mobilidade integrada.

Impacto na mobilidade e geração de empregos

A obra promete transformar a dinâmica de deslocamento na Baixada Santista. Atualmente, o trajeto entre Santos e Guarujá pode levar até 50 minutos, dependendo do uso de balsas. Com o túnel, a expectativa é reduzir o tempo para cerca de 5 minutos.

O projeto deve beneficiar uma população de aproximadamente 2 milhões de pessoas e gerar cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos durante sua execução.

Cronograma prevê início em 2027

A previsão é que as obras comecem em 2027, com entrada em operação estimada para 2031. A estrutura deve atender a uma demanda diária de até 78 mil usuários.

Hoje, mais de 21 mil veículos utilizam diariamente a travessia entre as duas cidades, além de milhares de ciclistas e pedestres.

Obra deve impulsionar o Porto de Santos

O Porto de Santos, o maior da América Latina, também será diretamente beneficiado. A nova ligação terrestre tende a reduzir conflitos logísticos com o tráfego marítimo e aumentar a eficiência das operações portuárias.

A expectativa é que o projeto fortaleça a infraestrutura logística brasileira, ampliando a competitividade do comércio exterior e atraindo novos investimentos para a região.

Projeto é considerado marco para a região

Autoridades destacaram o potencial transformador da obra, tanto para a mobilidade urbana quanto para o desenvolvimento econômico. O túnel deve integrar diferentes modais de transporte e melhorar a qualidade de vida na Baixada Santista.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Investimento

Fundo da Marinha Mercante aprova R$ 3,2 bilhões para projetos no Sudeste

O Fundo da Marinha Mercante aprovou cerca de R$ 3,2 bilhões em investimentos voltados à indústria naval no Sudeste, com foco principal na ampliação da infraestrutura portuária e na construção de embarcações.

Os recursos também contemplam iniciativas de apoio marítimo e serviços ligados à navegação, contribuindo para o aumento da capacidade operacional do setor e o fortalecimento da cadeia produtiva naval no país.

As propostas foram validadas durante a 62ª reunião do Conselho Diretor do fundo, realizada em 18 de março, com expectativa de geração de 1.610 empregos diretos.

Sudeste concentra projetos estratégicos

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os aportes reforçam a importância estratégica da região. De acordo com ele, os investimentos impulsionam a economia, ampliam a logística e consolidam o Sudeste como polo da atividade portuária brasileira.

Espírito Santo lidera volume de recursos

O estado do Espírito Santo concentra a maior fatia dos investimentos, com R$ 2,178 bilhões destinados ao projeto do Porto Central. A iniciativa prevê a construção de infraestrutura portuária e deve gerar 438 empregos diretos.

Projetos em São Paulo e Rio de Janeiro ampliam capacidade do setor

Em São Paulo, os projetos da Wilson Sons somam R$ 632,1 milhões, distribuídos em 23 empreendimentos, incluindo construção e manutenção de embarcações. A previsão é de 117 empregos diretos.

Já no Rio de Janeiro, diferentes empresas concentram investimentos relevantes:

  • CBO Holding: R$ 213,8 milhões, 16 projetos e 575 empregos
  • Belov Engenharia: R$ 68,7 milhões e 50 empregos
  • Galáxia Navegação: R$ 5,1 milhões e 260 empregos
  • OceanPact (Estaleiro Farol de São Thomé): R$ 97,8 milhões e 170 empregos

Política pública impulsiona logística e geração de empregos

Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, os investimentos são fundamentais para o desenvolvimento regional. Ele destaca que a medida fortalece a indústria naval, amplia serviços estratégicos e melhora a eficiência logística.

A iniciativa faz parte da estratégia do Governo Federal para expandir a infraestrutura portuária e estimular o crescimento do setor marítimo no Brasil.

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Investimento

Fundo da Marinha Mercante prevê R$ 41,7 bilhões em investimentos para transporte e indústria naval

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) deve impulsionar os modais de transporte no Brasil com um pacote de investimentos estimado em R$ 41,7 bilhões. A carteira de projetos foi apresentada nesta terça-feira (24), em Brasília, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Ao todo, estão previstos 890 empreendimentos em todo o país, com potencial para gerar mais de 180 mil empregos diretos, abrangendo iniciativas voltadas à indústria naval brasileira e à infraestrutura portuária.

Projetos abrangem embarcações, estaleiros e portos

A carteira do Fundo da Marinha Mercante reúne um conjunto diversificado de investimentos. Entre os destaques estão:

  • 612 construções de embarcações;
  • 115 projetos de reparo e docagem;
  • 141 modernizações de estruturas;
  • Implantação de 6 estaleiros;
  • 13 projetos portuários;
  • 3 terminais de transbordo.

As iniciativas envolvem 62 empresas e 32 estaleiros, reforçando o papel estratégico do setor para a logística nacional.

Segundo o ministro, o crescimento dos investimentos demonstra a força da política pública. Ele destacou que o volume de projetos aprovados avançou significativamente, acompanhado pelo aumento das contratações e pela geração de empregos, fortalecendo a competitividade do país.

Retomada da indústria naval impulsiona empregos

A retomada dos investimentos na indústria naval já apresenta reflexos no mercado de trabalho. Após períodos de baixa, quando o setor chegou a empregar cerca de 12 mil trabalhadores, o número atual supera 55 mil empregos diretos, representando um crescimento expressivo.

Esse avanço acompanha a expansão dos recursos destinados ao setor. O montante de projetos aprovados saltou de R$ 22,8 bilhões (2019–2022) para R$ 87,7 bilhões no ciclo atual (2023–2026). Já a carteira contratada cresceu de R$ 1,6 bilhão para R$ 14,2 bilhões, com 2025 se consolidando como o ano de maior execução financeira.

Distribuição regional dos investimentos

Os recursos do FMM serão distribuídos em todas as regiões do país:

  • Sul: R$ 14,1 bilhões;
  • Nordeste: R$ 11,9 bilhões;
  • Sudeste: R$ 10,4 bilhões;
  • Norte: R$ 5,3 bilhões.

Entre os principais projetos estão iniciativas relevantes em diferentes estados, envolvendo desde construção naval até plataformas logísticas e operações offshore.

Hidrovias ganham destaque na estratégia logística

O fortalecimento da navegação interior também é um dos focos da carteira. De acordo com representantes do setor, os investimentos contribuem para ampliar o uso das hidrovias brasileiras, especialmente em regiões onde os rios são fundamentais para o transporte de pessoas e mercadorias.

A ampliação da frota, melhorias na infraestrutura e maior segurança da navegação estão entre os benefícios esperados, aumentando a eficiência logística e promovendo integração regional.

Evento debateu futuro do transporte hidroviário

Como parte da agenda, o Ministério de Portos e Aeroportos realizou o Café Hidroviário, encontro que reuniu representantes do setor público e privado para discutir o papel estratégico da logística hidroviária no Brasil.

O evento abordou desafios e oportunidades para expandir o uso dos rios como alternativa mais sustentável e eficiente, com foco em infraestrutura, renovação da frota e melhorias no transporte de passageiros, especialmente em regiões dependentes desse modal.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Investimento

Tintas Farben anuncia investimento de R$ 88 milhões e acelera plano de internacionalização até 2030

A Tintas Farben apresentou seu novo plano estratégico com foco em investimento de R$ 88 milhões e expansão internacional até 2030. O anúncio foi feito durante a Convenção Nacional de Vendas de 2026, realizada em Criciúma, reunindo mais de 220 participantes entre representantes comerciais e equipe técnica.

Investimentos em tecnologia e expansão industrial

O aporte previsto para os próximos três anos será direcionado à modernização industrial, aquisição de equipamentos e aumento da produtividade nas unidades da empresa, incluindo a matriz em Içara e filiais.

Segundo o CEO, Edmilson Zanatta, o plano também contempla a aquisição de empresas do setor, com o objetivo de ampliar o portfólio e fortalecer a presença da marca em novos segmentos.

Esse novo ciclo faz parte da segunda etapa de um projeto maior, estimado em R$ 120 milhões, anunciado anteriormente. Desse total, cerca de R$ 40 milhões já foram aplicados, principalmente na estrutura logística e na ampliação da capacidade produtiva.

Um dos destaques foi a implantação da unidade em Rio Negrinho, localizada em um dos principais polos moveleiros do país.

Estratégia mira mercado internacional

A internacionalização da marca é um dos pilares do planejamento. A empresa já deu início à expansão com a abertura de uma filial em Atlanta, nos Estados Unidos, considerada estratégica para o crescimento no mercado externo.

A meta é ampliar a atuação global e alcançar presença em 40 países até 2030, consolidando a Farben como uma marca de alcance internacional.

Crescimento e metas de produção

Nos últimos anos, a empresa vem reforçando sua estrutura interna, com investimentos nas áreas técnica, comercial e industrial. Esse movimento já refletiu em crescimento de 8% no volume de tintas produzidas no último ano.

Para 2026, a expectativa é atingir um aumento de 10%. Já no horizonte de longo prazo, o objetivo é expandir a produção em cerca de 60%, fortalecendo a atuação da equipe comercial e ampliando a competitividade no mercado.

Novos produtos e inovação no portfólio

Entre os lançamentos, a empresa aposta em soluções voltadas ao setor automotivo, como o sistema tintométrico Automix, desenvolvido para repintura automotiva.

A linha de tintas spray também foi ampliada, acompanhando o crescimento da demanda tanto no uso geral quanto industrial.

No segmento industrial, a Farben lançou uma linha completa de revestimentos para pisos, com opções que atendem desde aplicações leves até áreas de tráfego intenso, incluindo produtos autonivelantes.

Outro destaque é a chamada borracha líquida, indicada para coberturas metálicas, como alumínio e zinco. O produto oferece isolamento térmico e acústico, além de proteção contra infiltrações.

FONTE: Economia SC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Economia SC

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Investimento

Brasil e Angola avançam em programa de investimento agropecuário bilateral

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recebeu em Brasília, uma delegação do governo de Angola para discutir o Programa de Investimento Produtivo Agropecuário Brasil-Angola. O encontro dá início a uma série de reuniões técnicas que seguem até 12 de março, com o objetivo de estruturar um modelo de cooperação para o desenvolvimento do setor agrícola angolano.

O secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Augusto Billi, conduziu o encontro, destacando que a iniciativa busca estimular investimentos privados, transferência de tecnologia e compartilhamento de conhecimento técnico brasileiro. O foco é fortalecer a produção agrícola em Angola e ampliar a cooperação técnica, comercial e institucional entre os dois países.

Experiência brasileira aplicada ao desenvolvimento angolano

Durante a reunião, Billi ressaltou a evolução da agropecuária brasileira nas últimas cinco décadas e como essa experiência pode apoiar Angola.

“O Brasil passou de importador de alimentos a grande exportador global. Solos antes considerados improdutivos no Cerrado foram transformados graças a avanços científicos, melhoramento genético e políticas públicas como o Plano Safra. A organização dos produtores em cooperativas também contribuiu para produtividade e sustentabilidade”, explicou.

O secretário-adjunto afirmou que compartilhar essas experiências pode ajudar Angola a enfrentar desafios relacionados a crédito, garantias financeiras e segurança jurídica para investimentos.

Carlos Ernesto Augustin, assessor especial do Mapa, acrescentou que afinidades históricas, culturais e linguísticas, somadas a condições agroecológicas semelhantes, tornam o ambiente favorável para projetos produtivos. Mais de 20 produtores brasileiros já demonstraram interesse em investir no país africano.

Angola destaca potencial agrícola e cooperação com o Brasil

Pelo governo angolano, o secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas, Domingos Custódio Vieira Lopes, ressaltou que a parceria com o Brasil pode modernizar o setor agrícola local.

“A cooperação possibilita transferência de tecnologia, capacitação profissional, desenvolvimento das cadeias de valor e atração de investimentos produtivos. Isso pode aumentar a produção, gerar empregos rurais e fortalecer a segurança alimentar em Angola”, afirmou.

O secretário de Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Laudemar Gonçalves de Aguiar Neto, destacou que o programa poderá ampliar o fluxo de investimentos, bens, serviços e tecnologia entre Brasil e Angola, além de incentivar a formação de cadeias produtivas locais.

Ele reforçou que semelhanças climáticas e de solo entre o Cerrado brasileiro e a savana angolana permitem a adaptação de tecnologias agrícolas já testadas no Brasil, abrindo novas oportunidades de cooperação produtiva.

Proposta brasileira para o programa

Durante o encontro, as delegações analisaram a proposta brasileira, que prevê:

  • Disponibilização de áreas agricultáveis;
  • Marcos regulatórios que garantam segurança jurídica aos investimentos;
  • Criação de linhas de crédito;
  • Transferência de tecnologias agrícolas;
  • Adoção de sistemas sustentáveis de produção.

Produtores brasileiros interessados se comprometeriam a apoiar o desenvolvimento agrícola das comunidades locais, oferecer assistência técnica, criar parcerias com escolas técnicas para capacitação profissional e implantar agrovilas com infraestrutura básica. Parte da produção seria destinada ao mercado interno angolano.

O programa também prevê a disponibilização inicial de 20 mil hectares para cultivo de grãos, garantias para operações de financiamento, participação de instituições financeiras locais, uso de sementes com biotecnologia e mecanismos regulatórios para exportação parcial da produção.

As discussões técnicas continuam nos próximos dias para consolidar o marco institucional e operacional do Programa de Investimento Produtivo Agropecuário Brasil-Angola.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MAPA

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Investimento

Peru apresenta portfólio de infraestrutura de US$ 40 bilhões a investidores no Brasil

A cidade de São Paulo sediará um encontro empresarial voltado ao fortalecimento das relações econômicas entre Peru e Brasil. O evento apresentará um portfólio de infraestrutura estimado em mais de US$ 40 bilhões, com projetos que o governo peruano pretende desenvolver nos próximos anos.

A iniciativa é organizada pela Câmara Brasil–Peru (CAMBRAPER), que promoverá o Desayuno Empresarial – Roadshow Peru/SP. O encontro reunirá autoridades do governo do estado paulista, membros da câmara, parceiros institucionais e representantes de grandes empresas brasileiras interessadas em investimentos no Peru.

Portfólio reúne 105 projetos em setores estratégicos

O principal convidado do evento será o presidente executivo da ProInversión, Luis Del Carpio Castro. Durante o encontro, ele apresentará o portfólio de investimentos em infraestrutura do Peru, que soma cerca de US$ 40 bilhões distribuídos em 105 projetos previstos para os próximos três anos.

As iniciativas abrangem nove setores estratégicos, incluindo transporte, energia, saneamento, saúde e irrigação. O objetivo é ampliar a participação de capital estrangeiro e consolidar o país como um dos principais destinos para investimento em infraestrutura na América Latina.

Autoridades e lideranças empresariais participam do encontro

O roadshow também contará com a presença do embaixador do Peru no Brasil, Rómulo Acurio Traverso, do diretor da PROMPERÚ no Brasil, Fernando Albareda, e do presidente da Sociedad Nacional de Industrias, Felipe James.

A delegação também terá representantes da diretoria da Câmara Brasil–Peru, liderada por seu presidente, Rafael Torres, reforçando o caráter institucional e empresarial do encontro.

Evento na FIESP amplia diálogo com empresários paulistas

Além do café empresarial, o roadshow inclui um segundo evento nas instalações da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). A programação é organizada em parceria com a entidade industrial, a Embaixada do Peru no Brasil e a PROMPERÚ.

A sessão contará com membros do conselho da FIESP, empresários do estado de São Paulo e a missão oficial peruana, criando um espaço para apresentar oportunidades de parcerias comerciais e investimentos bilaterais.

Integração econômica e novas oportunidades de negócios

O objetivo da iniciativa é impulsionar um novo ciclo de integração econômica entre Peru e Brasil, estimulando a entrada de investidores brasileiros em projetos de infraestrutura peruana.

De acordo com os organizadores, o país busca demonstrar a solidez de sua economia e o ambiente favorável para investidores estrangeiros, incluindo segurança jurídica e oportunidades em setores estratégicos, mesmo diante das frequentes mudanças políticas no cenário nacional.

Próximo evento será o Fórum Logístico Peru–Brasil

Os encontros também funcionam como preparação para o Fórum Logístico Peru–Brasil, previsto para 17 de abril em São Paulo. O evento está sendo organizado pela Câmara Brasil–Peru com apoio da ESPM.

Criada há dois anos, a CAMBRAPER afirma que continuará promovendo iniciativas que estimulem a cooperação empresarial, investimentos internacionais e crescimento sustentável nas relações econômicas entre os dois países.

FONTE: Construyendo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Construyendo

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