Investimento

Corredor Bioceânico no Paraguai recebe US$ 200 milhões do BID para novo trecho

O corredor bioceânico no Paraguai ganhou um novo impulso financeiro. O Banco Interamericano de Desenvolvimento aprovou um empréstimo de US$ 200 milhões para viabilizar mais uma etapa da obra que integra a chamada Rota Bioceânica, projeto estratégico de integração regional.

O financiamento foi autorizado pelo Conselho Executivo da instituição e será destinado à construção de 102,5 quilômetros de rodovia em território paraguaio.

Trecho financiado integra a Rodovia PY15

A obra faz parte dos Projetos Específicos de Investimento (PEI) do Paraguai e está dividida em três segmentos. O primeiro já foi entregue, enquanto o terceiro segue em execução.

Os recursos liberados pelo BID serão aplicados no segundo trecho, correspondente à Rodovia Nacional PY15, incluindo projeto, construção e manutenção da via.

O pacote também prevê:

  • Construção de 8 quilômetros de acesso à cidade de Mariscal Estigarribia;
  • Melhorias em 27,3 quilômetros da estrada que conecta à zona industrial de Loma Plata, área estratégica para o escoamento da produção no Chaco paraguaio.

Condições do financiamento

De acordo com informações divulgadas pela imprensa local, o contrato estabelece prazo de amortização de 22 anos e meio, com oito anos de carência.

A taxa de juros será atrelada à SOFR (Secured Overnight Financing Rate), referência internacional utilizada em operações financeiras atreladas ao dólar.

Integração entre Atlântico e Pacífico

A Rota Bioceânica é considerada um dos principais projetos de infraestrutura da América do Sul. O corredor terá cerca de 2.400 quilômetros de extensão, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico e atravessando Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

No Paraguai, o trajeto totalizará 532 quilômetros, ligando Carmelo Peralta, na fronteira com o Brasil, a Pozo Hondo, na divisa com a Argentina.

A expectativa é que o corredor logístico bioceânico reduza custos de transporte, fortaleça o comércio exterior e impulsione o desenvolvimento econômico regional.

Paraguai sediará reunião do BID em 2026

Além do novo empréstimo, o Paraguai foi escolhido para receber, entre 11 e 14 de março de 2026, as Reuniões dos Conselhos de Governadores do BID. O evento deve reunir representantes dos 48 países-membros da instituição, além de lideranças econômicas e integrantes do setor privado.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Toninho Ruiz

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Investimento

Conselho da Cidade aprova R$ 127 milhões em empreendimentos e impulsiona desenvolvimento em Navegantes

O Conselho Municipal da Cidade de Navegantes aprovou, na semana passada, três novos projetos privados que somam R$ 127 milhões em investimentos no município. As propostas, analisadas pelo ConcidadeNave, concluíram todas as etapas do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) e estão aptas para a emissão do Alvará de Construção.

Os empreendimentos são de responsabilidade das empresas WK Administradora de Bens, Atuar Empreendimentos Logísticos e Posto Alfa. A aprovação ocorreu após a realização de audiências públicas e o atendimento integral às exigências da legislação urbanística vigente em Navegantes.

Análise técnica envolve múltiplas secretarias

A avaliação dos Estudos de Impacto de Vizinhança foi conduzida de forma integrada por diferentes órgãos municipais. Participaram do processo a Secretaria de Planejamento Territorial, Mobilidade Urbana e Habitação (Seplan), o Instituto Ambiental de Navegantes (IAN), a Secretaria de Infraestrutura, a Secretaria de Água e Saneamento Básico (Sasan) e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Receita.

Entre os pontos analisados estiveram o uso e ocupação do solo, a mobilidade urbana, a capacidade da infraestrutura existente, o saneamento básico, os impactos ambientais e os reflexos econômicos gerados pelos empreendimentos.

Planejamento urbano e segurança jurídica caminham juntos

O modelo adotado pelo município busca oferecer segurança jurídica aos investidores, ao mesmo tempo em que garante alinhamento com o planejamento urbano e as demandas da população. A atuação conjunta das secretarias permite que novos projetos avancem sem comprometer a qualidade de vida nem o equilíbrio ambiental da cidade.

Segundo o secretário da Seplan, Gilmar Jacobowski, a aprovação reflete uma estratégia consolidada de desenvolvimento. “O município tem atuado de forma técnica e integrada para criar um ambiente seguro para quem deseja investir. Esses empreendimentos demonstram que é possível atrair capital privado, gerar empregos e fortalecer a economia local sem abrir mão do planejamento urbano e da mitigação de impactos”, destacou.

Gilmar também ressaltou o papel do conselho no processo. “A decisão reforça a importância do ConcidadeNave como espaço de debate e deliberação sobre o crescimento urbano, além de evidenciar o envolvimento direto da Prefeitura na atração de investimentos estruturantes”, concluiu.

FONTE: Prefeitura de Navegantes/Rodrigo Ramos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Giliardi Marcos

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Investimento

Empresa chinesa investirá R$ 250 milhões em Santa Catarina para fabricar equipamentos médicos

A multinacional chinesa Neusoft Corporation confirmou um investimento de R$ 250 milhões em Santa Catarina para a implantação de uma fábrica de equipamentos médicos. O projeto será conduzido pela Neusoft Medical Systems e terá como foco a produção de aparelhos de ultrassonografia e ressonância magnética, além de atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Fábrica será instalada em Porto Belo, no Litoral Norte

A unidade industrial será instalada no município de Porto Belo, no Litoral Norte catarinense. Além da fabricação, o empreendimento prevê operações de engenharia, customização de equipamentos e desenvolvimento tecnológico, posicionando o estado como um polo regional voltado à tecnologia aplicada à saúde.

A oficialização do investimento ocorreu nesta semana, em Xangai, durante reunião entre a diretoria da companhia e o escritório asiático da InvestSC, agência de atração de investimentos do governo catarinense, liderado por Caroline Canale.

InvestSC acompanhou projeto ao longo do último ano

Desde a manifestação inicial de interesse, a Neusoft Medical Systems contou com apoio institucional da InvestSC ao longo do último ano. Executivos da empresa participaram de agendas técnicas, institucionais e visitas ao setor de logística portuária de Santa Catarina, avaliando infraestrutura, ambiente de negócios, cadeia de fornecedores e acesso aos mercados do Brasil e da América Latina.

Governo destaca estratégia de internacionalização

Para o governador Jorginho Mello, a confirmação do investimento reforça a inserção de Santa Catarina no cenário econômico global e valida a estratégia de internacionalização do estado.

“Quando o Estado se aproxima das empresas e apresenta suas vantagens competitivas, consegue atrair projetos estratégicos, que geram empregos qualificados e promovem desenvolvimento de longo prazo”, afirmou.

Projeto insere SC nas cadeias globais da saúde

Segundo Caroline Canale, chefe do escritório da InvestSC em Xangai, o investimento vai além da produção industrial.

“Trata-se de uma operação com alto conteúdo tecnológico, que incorpora engenharia e pesquisa. Santa Catarina passa a integrar as cadeias globais de equipamentos médicos, participando não apenas da fabricação, mas também do desenvolvimento da tecnologia”, destacou.

Presença institucional na China acelera investimentos

O presidente da InvestSC, Renato Lacerda, ressaltou a importância de manter uma representação permanente do estado na China para fortalecer a relação com investidores asiáticos.

“A presença local gera confiança, aproxima o investidor e acelera decisões. Esse projeto mostra como a atuação internacional da InvestSC pode atrair investimentos estruturantes para Santa Catarina”, afirmou.

Neusoft é referência em tecnologia médica na Ásia

A Neusoft Medical Systems está entre as principais fabricantes asiáticas de soluções para medicina diagnóstica. A empresa integra a Neusoft Corporation, multinacional chinesa líder em tecnologia, software e engenharia, com atuação global em diversos segmentos industriais e de serviços.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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China anuncia investimento de R$ 200 milhões para construir fábrica de tratores no Sudeste

A China colocou R$ 200 milhões na mesa para viabilizar a construção de uma fábrica de tratores em Maricá, na Região Metropolitana Leste Fluminense, no Rio de Janeiro. O projeto, resultado de negociações entre representantes brasileiros e chineses, tem como foco impulsionar a agricultura familiar e fortalecer a cadeia produtiva local.

O investimento estrangeiro promete alterar a dinâmica econômica do município, ampliando a circulação de recursos, estimulando o comércio e abrindo espaço para uma nova frente industrial no Sudeste.

Fábrica será construída em Ponta Negra com modelo inovador

Segundo o prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), a unidade industrial será instalada em Ponta Negra, nas proximidades da RJ-106. O empreendimento seguirá o formato de Parceria Público, Privada e Popular (PPPP), um modelo que reúne governo, iniciativa privada e organizações populares, como cooperativas.

Na prática, os tratores fabricados serão direcionados principalmente a pequenas e médias propriedades rurais, atendendo agricultores familiares que hoje dependem de equipamentos considerados defasados.

Projeto prevê geração de empregos e arrecadação de impostos

De acordo com a prefeitura, a fábrica deve gerar empregos diretos e indiretos, além de ampliar a arrecadação municipal por meio de impostos. A expectativa é que os equipamentos produzidos contribuam para modernizar o campo e aumentar a produtividade agrícola em diferentes regiões do país.

Para Quaquá, o projeto representa um uso estratégico dos recursos do petróleo. “Essa fábrica transforma o dinheiro do petróleo em uma indústria que vai revolucionar a agricultura familiar, gerar empregos qualificados em Maricá e fortalecer a produção de alimentos no Brasil”, afirmou o prefeito.

MST destaca caráter histórico da parceria com a China

Apesar da expectativa da população, ainda não há prazo definido para o início das obras. Mesmo assim, o anúncio já é tratado como um marco por lideranças do setor rural. Para João Pedro Stédile, um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a iniciativa inaugura um arranjo societário inédito no país.

Segundo ele, trata-se de um modelo que combina investimento chinês, participação estatal e organização popular. “É uma parceria que desenvolve o país e resolve um problema concreto da agricultura que realmente produz alimentos. É um dia histórico para o Brasil”, declarou.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Matheus Alter

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Investimento

Interesse chinês em Santa Catarina cresce e mira seis áreas estratégicas de investimento

Uma comitiva de empresários chineses esteve em Santa Catarina para analisar oportunidades de investimento em setores considerados estratégicos para o desenvolvimento regional. A agenda incluiu um encontro promovido pela Fecomércio SC, em parceria com o Governo do Estado, além de uma recepção oficial realizada pelo governador Jorginho Mello na noite anterior.

Educação, infraestrutura e inovação no radar

Durante as reuniões, os investidores demonstraram interesse em educação, infraestrutura, turismo, cultura, tecnologia e inovação. Os setores foram apresentados como áreas com potencial de expansão, alinhadas ao perfil produtivo e à estratégia de crescimento de Santa Catarina.

China é principal parceiro comercial de SC

De acordo com a Fecomércio SC, o fortalecimento das relações com a China é visto como um movimento estratégico. O país asiático ocupa atualmente a posição de principal parceiro comercial de Santa Catarina, com destaque para o volume de importações.

O presidente da entidade, Hélio Dagnoni, afirmou que a iniciativa teve como objetivo apresentar aos investidores estrangeiros o ambiente econômico catarinense, ressaltando fatores como segurança jurídica, competitividade e estabilidade do estado no contexto nacional.

Ambiente favorável para novos investimentos

A aproximação com o mercado chinês busca ampliar parcerias e atrair capital estrangeiro para projetos estruturantes, reforçando a posição de Santa Catarina como um dos polos mais dinâmicos da economia brasileira.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Fecomércio

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Juros altos freiam investimentos e limitam expansão das empresas no Brasil

A permanência da taxa básica de juros em 15% ao ano segue como um dos principais entraves ao crescimento econômico no país. Com o crédito caro, empresas têm adiado projetos, reduzido planos de expansão e segurado investimentos de longo prazo, sobretudo em áreas que dependem fortemente de financiamento, como indústria, construção civil e infraestrutura.

Empresas adiam investimentos diante do custo do crédito

Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizada em novembro de 2025 em parceria com a Nexus, revela a dimensão do impacto dos juros elevados sobre o setor produtivo. De acordo com o levantamento, 77% das indústrias afirmam que aumentariam seus investimentos caso houvesse redução da taxa básica.

Outro estudo da entidade aponta que o alto patamar dos juros é hoje o principal obstáculo ao acesso ao crédito no Brasil. Na Sondagem Especial nº 98 – Condições de Acesso ao Crédito em 2025, elaborada com a ABDE, oito em cada dez empresas industriais que tiveram dificuldade para contratar empréstimos indicaram os juros como o maior problema nas operações de curto e médio prazo.

Garantias e falta de linhas adequadas também pesam

Além do custo financeiro, outros fatores contribuem para restringir o financiamento empresarial. Entre as empresas que enfrentaram dificuldades, 32% citaram exigências de garantias reais, como imóveis e bens móveis, enquanto 17% apontaram a ausência de linhas de financiamento adequadas às necessidades do negócio.

As restrições também aparecem no crédito de longo prazo, fundamental para investimentos estruturais, como ampliação da capacidade produtiva e aquisição de máquinas. Nesse segmento, 71% das empresas apontam os juros elevados como principal entrave, seguidos pela exigência de garantias (31%) e pela falta de linhas compatíveis (17%).

Juros altos reduzem o fôlego do crescimento

O cenário ajuda a explicar por que os investimentos produtivos perdem força em períodos prolongados de política monetária restritiva. Mesmo quando há demanda e projetos prontos para sair do papel, o custo do financiamento acaba tornando a expansão economicamente inviável.

Estudo do FMI mostra repasse rápido da Selic ao crédito

Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) detalha como esse efeito se consolida no Brasil. Intitulado “Transmissão da política monetária para as taxas de empréstimo: evidências do Brasil”, o levantamento mostra que cerca de 70% do aumento da Selic é repassado às taxas de crédito em até quatro meses.

Segundo o FMI, a transmissão é ainda mais intensa nas linhas de crédito de mercado, usadas diretamente pelas empresas, onde o repasse da taxa básica é praticamente integral. Já no crédito direcionado, o impacto é bem menor, em torno de 20%, o que evidencia a sensibilidade do financiamento empresarial às decisões de política monetária.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Investimento

Singapura investe R$ 100 bilhões em megaporto de Tuas para movimentar 65 milhões de contêineres por ano

O governo de Singapura colocou na mesa um investimento estimado em R$ 100 bilhões para a construção do Megaporto de Tuas, um complexo portuário de escala global projetado para ser visível do espaço e alcançar uma capacidade anual de 65 milhões de TEUs. A iniciativa reúne engenharia de grande porte, automação avançada e integração digital para reorganizar o sistema marítimo do país e sustentar sua competitividade em uma das rotas comerciais mais estratégicas do mundo.

Localizado no oeste da ilha, o projeto foi planejado para concentrar, em um único ponto, operações hoje espalhadas por diferentes terminais, redefinindo a logística portuária nacional.

Consolidação de terminais em um único complexo

Atualmente, parte significativa da movimentação de contêineres ocorre em áreas como Tanjong Pagar, Keppel, Brani e Pasir Panjang. Com o avanço do Megaporto de Tuas, essas atividades serão gradualmente transferidas para o novo complexo, reduzindo deslocamentos internos e simplificando o planejamento logístico.

O desenho do porto inclui estruturas que avançam sobre o mar, separadas por canais de águas profundas, permitindo múltiplas frentes de atracação e a recepção dos maiores navios porta-contêineres em operação no mundo.

Localização estratégica no Estreito de Malaca

A dimensão do investimento é explicada pela posição geográfica do país. Singapura está situada junto ao Estreito de Malaca, corredor marítimo que conecta os oceanos Índico e Pacífico e concentra boa parte do comércio entre Europa, Oriente Médio, África e Leste Asiático.

Sem grandes recursos naturais e com território limitado, o país transformou logística, eficiência operacional e serviços portuários em pilares centrais de sua estratégia econômica desde a segunda metade do século 20.

Obra de longo prazo com conclusão prevista para os anos 2040

O Megaporto de Tuas está sendo desenvolvido em múltiplas fases, com conclusão prevista para a década de 2040. Quando finalizado, deverá contar com 66 berços de atracação, consolidando uma reconfiguração estrutural do sistema portuário singapurense.

O terminal entrou oficialmente em operação em setembro de 2022 e vem ampliando sua capacidade de forma progressiva, conforme novas áreas são entregues.

Aterro, elevação do solo e proteção costeira

A construção exigiu um dos maiores projetos de preparação de terreno já realizados no país. O plano inclui aterros em larga escala e técnicas de melhoria do solo para sustentar estruturas portuárias de grande porte.

O nível do terreno foi elevado vários metros acima do nível médio do mar, como medida preventiva diante do risco de elevação dos oceanos nas próximas décadas. Um sistema contínuo de quebra-mares também foi implantado para proteger o porto contra ondas e correntes marítimas.

Caixões de concreto e engenharia de alta precisão

Entre os principais elementos da obra estão os caixões de concreto pré-fabricados, utilizados como base dos cais e estruturas de contenção. Cada unidade pode alcançar 28 metros de altura e pesar até 15 mil toneladas.

Esses caixões são fabricados em terra, transportados por plataformas flutuantes e posicionados com precisão milimétrica no local definitivo. O método garante padronização, controle de qualidade e maior rapidez na execução, desde que haja coordenação rigorosa entre as etapas.

Automação e inteligência artificial no centro da operação

A operação do porto foi desenhada para ser altamente automatizada. Guindastes de cais, equipamentos de pátio e veículos autônomos responsáveis pelo transporte interno de contêineres atuam de forma integrada, coordenados por sistemas digitais em tempo real.

Essas plataformas analisam dados continuamente para definir prioridades de atracação, sequências de movimentação e alocação de recursos, reduzindo tempos de espera e aumentando a previsibilidade operacional. Nesse modelo, trabalhadores assumem funções de supervisão, manutenção e gestão de exceções.

Capacidade projetada e impacto regional

Quando estiver totalmente concluído, o Megaporto de Tuas deverá movimentar até 65 milhões de contêineres por ano. Atualmente, o sistema portuário de Singapura já supera 40 milhões de TEUs anuais, segundo dados oficiais.

A ampliação busca garantir que o país mantenha sua relevância frente à crescente concorrência de outros portos do Sudeste Asiático. Ao concentrar operações em um único megaporto inteligente, Singapura aposta em eficiência e previsibilidade como diferenciais em um cenário global marcado por custos elevados, tensões geopolíticas e transformações tecnológicas.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Investimento

Indústria Naval de SC recebe impulso de R$ 2,3 bilhões para construção de embarcações em Navegantes

Presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, celebra a retomada do setor que deve gerar mais de 1.200 empregos diretos e fortalecer a cadeia de pequenos fornecedores no estado.

O setor naval de Santa Catarina inicia 2026 com um marco histórico para sua economia. O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou a liberação de R$ 2,3 bilhões em recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para a construção de seis embarcações de apoio marítimo (offshore) no estaleiro Navship, localizado em Navegantes. O investimento, operado pelo BNDES, marca a consolidação da retomada da indústria naval catarinense como motor de desenvolvimento nacional.

O projeto foca na construção de embarcações de alta tecnologia, equipadas com sistemas híbridos de combustível, alinhando o polo naval catarinense à agenda global de sustentabilidade e transição energética. Para o presidente nacional do Sebrae, Décio Lima, o investimento é o reflexo de uma política econômica que voltou a priorizar a produção nacional. “Estamos testemunhando a volta por cima da indústria naval em Santa Catarina. Esse investimento de R$ 2,3 bilhões é uma prova concreta de que o Brasil voltou a acreditar no seu potencial produtivo. Para nós, isso significa estaleiros cheios, tecnologia de ponta e, acima de tudo, dignidade para o trabalhador catarinense que é referência mundial em qualificação”, afirma Lima.

Impacto nos Pequenos Negócios
Além dos 1.200 empregos diretos no estaleiro, a movimentação financeira deve atingir centenas de micro e pequenas empresas catarinenses que compõem a cadeia de suprimentos, desde a metalurgia especializada até serviços de logística e alimentação. Décio Lima reforça que o impacto social é o principal benefício desse aporte: “A retomada da indústria naval não beneficia apenas as grandes empresas; ela irriga toda uma rede de pequenos negócios fornecedores. É um ciclo de prosperidade que gera renda e movimenta o comércio local, garantindo que o valor gerado aqui permaneça em solo catarinense”, completa o presidente do Sebrae.

Ciclo de Investimentos
Durante o anúncio, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que Santa Catarina é peça fundamental no plano estratégico do Governo Federal para o setor portuário e naval até 2029. “Estamos vivendo um ciclo histórico de investimentos. Na indústria naval, mais que dobramos os empregos em menos de três anos. Isso reforça que o maior programa social do país é a geração de emprego e renda, que garante dignidade e desenvolvimento para o Brasil”, pontuou o ministro. Com o desembolso inicial de R$ 134 milhões já realizado, as obras no estaleiro Navship devem ganhar ritmo acelerado nas próximas semanas, consolidando a região da Foz do Rio Itajaí como o principal polo de construção naval do país.

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Brasil e Arábia Saudita ampliam cooperação em minerais críticos e investimentos estratégicos

O Brasil e a Arábia Saudita deram novos passos para aprofundar a parceria estratégica em minerais críticos, com foco na atração de investimentos de longo prazo e no desenvolvimento de projetos considerados essenciais para a transição energética. A agenda foi discutida durante reunião oficial em Riad entre o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o ministro saudita da Indústria e Recursos Minerais, Bandar Al-Khorayef.

Governança e ambiente regulatório em destaque

Durante o encontro, Alexandre Silveira apresentou os avanços institucionais do setor mineral brasileiro, destacando o fortalecimento da governança e da regulação como fatores-chave para aumentar a confiança de investidores internacionais.

Um dos principais pontos abordados foi a atuação do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), órgão que reúne 18 ministérios e assessora diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na formulação das políticas do setor. Segundo o ministro, o conselho tem contribuído para aprimorar o licenciamento ambiental, reduzir gargalos burocráticos e melhorar a coordenação entre os órgãos públicos.

“Mesmo sendo um país federativo, o Brasil tem avançado na padronização regulatória e institucional, mantendo pilares como estabilidade legal, segurança jurídica e previsibilidade para investimentos de longo prazo”, afirmou Silveira.

Projetos estratégicos e potencial mineral brasileiro

No campo dos investimentos, o ministro ressaltou a atuação das empresas nacionais e os esforços do governo para viabilizar projetos estratégicos de minério de ferro de alta redução e de cobre, especialmente nos estados do Pará e de Minas Gerais. A iniciativa busca ampliar a competitividade do Brasil no mercado global de commodities minerais.

Silveira também destacou o expressivo potencial geológico do Brasil. Atualmente, apenas cerca de 30% do subsolo brasileiro está mapeado. Ainda assim, o país já se posiciona como a segunda maior reserva mundial de terras raras e a sétima maior reserva de urânio, o que reforça o interesse em ampliar parcerias internacionais no setor.

Interesse em novos aportes sauditas

Dentro desse contexto, o ministro manifestou interesse em receber no Brasil representantes da Manara Minerals, fundo saudita que é sócio da Vale S.A. na Vale Base Metals, responsável pela produção de cobre e níquel — minerais classificados como críticos para a transição energética.

O objetivo é avaliar oportunidades para expandir investimentos em projetos minerais considerados prioritários pelo governo brasileiro.

Grupo de trabalho e cadeia de valor mineral

Como encaminhamento prático, Brasil e Arábia Saudita decidiram criar um grupo de trabalho bilateral, com reuniões periódicas, inclusive em formato virtual, para analisar iniciativas conjuntas e dar mais agilidade à cooperação no setor mineral.

Silveira também destacou a importância de investimentos sauditas na cadeia de transformação mineral instalada no Brasil. Segundo o ministro, agregar valor à produção é essencial para impulsionar a industrialização, gerar empregos e promover inovação tecnológica. Em um cenário global no qual os minerais críticos ganham relevância estratégica semelhante à do petróleo, a integração entre mineração, indústria e energia torna-se cada vez mais decisiva.

Mapeamento geológico entra na pauta

Ao final da reunião, o ministro solicitou apoio do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF) para projetos voltados ao mapeamento do potencial mineral brasileiro. A ampliação do conhecimento geológico, segundo Silveira, é fundamental para criar bases sólidas que sustentem novos investimentos estruturantes no setor.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MME

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Investimento

Teka anuncia investimento de R$ 50 milhões para modernizar fábricas durante recuperação judicial

Em recuperação judicial desde 2012, a Teka, uma das mais tradicionais empresas do setor têxtil de Santa Catarina, projeta um forte avanço nos resultados financeiros. A companhia estima faturar cerca de R$ 720 milhões neste ano, crescimento de 44% em relação aos R$ 500 milhões registrados em 2025.

O desempenho reflete a reorganização operacional da empresa e a retomada gradual da competitividade no mercado nacional.

Modernização dos parques industriais

Como parte da estratégia de reestruturação, a Teka anunciou um investimento de R$ 50 milhões destinado à modernização de seus dois principais parques industriais. Os recursos serão aplicados nas unidades de Blumenau (SC) e Artur Nogueira (SP), com foco na atualização de máquinas e processos produtivos.

Segundo Angelo Guerra Netto, integrante do Comitê de Reestruturação, a renovação do parque fabril permitirá à empresa alcançar um nível tecnológico comparável ao de seus principais concorrentes do setor.

Aumento de capacidade e ganho de eficiência

Além de atualizar equipamentos, o investimento deve gerar impactos diretos na capacidade produtiva da companhia. A expectativa é ampliar a produção mensal de 700 para 1,2 mil toneladas, o que representa um avanço significativo em escala e eficiência operacional.

A modernização também tende a contribuir para maior produtividade, redução de custos e fortalecimento da posição da Teka no mercado têxtil brasileiro, mesmo em um cenário ainda desafiador de reestruturação financeira.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Veja

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