Investimento

Fischer Eletrodomésticos aposta em expansão industrial e mira R$ 1 bilhão em receita no Brasil

A Fischer Eletrodomésticos, indústria de Santa Catarina conhecida por popularizar o cooktop no Brasil, iniciou uma nova fase de expansão com a meta de alcançar R$ 1 bilhão em faturamento até 2028. Atualmente, a companhia já produz mais de 200 mil itens por mês, conta com cerca de 800 colaboradores e registrou receita de R$ 670 milhões em 2025.

Para sustentar o crescimento, a empresa anunciou um plano de investimentos de R$ 20 milhões em 2026, voltado à modernização da estrutura fabril, revisão de processos industriais e ampliação do portfólio de produtos.

Expansão industrial e foco em eficiência produtiva

Com sede em Brusque (SC), a cerca de 120 km de Florianópolis, a Fischer atua em um mercado altamente competitivo, dominado por multinacionais, mas consolidou posição de destaque em nichos como cooktops e fornos elétricos.

Segundo a diretora comercial e de marketing, Karin Fischer, o crescimento anual gira entre 8% e 9%, sustentado por ganhos de eficiência e inovação. A estratégia da companhia inclui reforço em tecnologia, automação e produtividade industrial. Hoje, parte das linhas de produção opera com ciclos inferiores a um minuto por unidade, refletindo o avanço da automação industrial na fábrica.

Produção nacional e modernização da fábrica em Brusque

O parque fabril da empresa ocupa cerca de 140 mil metros quadrados e concentra praticamente toda a operação industrial. Aproximadamente 85% dos produtos são fabricados no Brasil, reforçando o perfil de indústria nacional de eletrodomésticos.

O novo ciclo de investimentos seguirá a mesma lógica de modernização adotada nos últimos anos. “O maior investimento está na indústria. Estamos revisando máquinas, processos e portfólio para ampliar capacidade e agregar novas funcionalidades aos produtos”, afirma Karin Fischer.

Nos últimos oito anos, a Fischer praticamente dobrou de tamanho sem ampliar de forma proporcional o quadro de funcionários. O avanço foi impulsionado por investimentos contínuos em tecnologia, produtividade e eficiência fabril. A estratégia reforça a aposta da empresa em modernização industrial como motor de crescimento, mantendo competitividade no segmento de eletrodomésticos no Brasil.

Da oficina de bicicletas à liderança em cooktops

A origem da Fischer remonta a 1961, quando Ingo Fischer abriu uma oficina de bicicletas em Brusque. O espaço funcionava durante o dia para reparos e, à noite, também servia para manutenção de eletrodomésticos, como geladeiras e fornos, ao lado do irmão Nivert. Em 1966, o negócio foi formalizado como Irmãos Fischer, dando início à expansão da empresa familiar.

O primeiro salto de crescimento ocorreu com a produção de equipamentos para a indústria pesqueira e frigoríficos do Sul do país. A empresa fabricava desde estruturas em aço inox até máquinas industriais para processamento de alimentos. Depois, passou a atuar com produtos seriados, como fornos elétricos de bancada, carrinhos de mão e betoneiras para construção civil.

A entrada definitiva no setor de eletrodomésticos aconteceu nos anos 2000, quando a Fischer lançou os primeiros cooktops fabricados no Brasil, em um mercado até então dominado por importados e voltado a consumidores de maior poder aquisitivo. “Nós ajudamos a tornar a cozinha planejada mais acessível ao consumidor brasileiro”, destaca Karin Fischer.

Transformação da cozinha impulsiona novos produtos

A empresa acompanha a mudança do papel da cozinha nas residências brasileiras, que deixou de ser um espaço secundário para se tornar parte central de projetos arquitetônicos e de decoração. Esse movimento impulsionou a demanda por linhas built-in, com eletrodomésticos embutidos e maior integração ao ambiente.

Hoje, a Fischer oferece um portfólio amplo para cozinhas planejadas, incluindo cooktops, fornos de embutir, micro-ondas, coifas e depuradores. A companhia também aposta em soluções multifuncionais como diferencial competitivo no mercado de linha branca.

Entre os lançamentos recentes está uma cervejeira que também pode funcionar como adega ou frigobar, além de fornos com funções adicionais, como air fryer. “A multifuncionalidade é uma prioridade. Buscamos sempre ampliar o que cada produto pode oferecer além da função principal”, afirma a executiva.

Embora tenha forte presença no setor de cozinhas, a Fischer hoje opera em três frentes principais. A primeira é a divisão de eletrodomésticos, responsável pela maior parte do portfólio, com mais de 185 tipos de produtos. A segunda linha de negócios envolve equipamentos para a construção civil, como betoneiras e carrinhos de mão. Já a terceira aposta em sistemas construtivos modulares, com painéis de aço termoacústicos utilizados em projetos de habitação, escolas e unidades de saúde, que podem ser montados em poucos dias. Essa diversificação reduz a dependência de um único mercado e abre novas possibilidades de crescimento.

Meta é se tornar empresa bilionária até 2028

Ao completar 60 anos, a Fischer aposta na combinação entre inovação, tradição industrial e diversificação para sustentar sua próxima fase de expansão.

A empresa pretende transformar sua trajetória — iniciada em uma pequena oficina no interior de Santa Catarina — em uma operação com faturamento bilionário nos próximos anos, consolidando sua presença no mercado brasileiro de eletrodomésticos e indústria manufatureira.

FONTE: Exame
IMAGEM: Reprodução/Exame

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Investimento

Investimentos no Paraguai atraem setor moveleiro de São Bento do Sul

Empresários ligados ao setor moveleiro de São Bento do Sul participaram de um encontro promovido pela Associação Regional da Empresa Moveleira (Arpem) para conhecer oportunidades de investimento no Paraguai e analisar o cenário econômico da América do Sul. O evento ocorreu durante a reunião mensal da entidade, realizada no restaurante Alpenbier, reunindo lideranças empresariais interessadas em ampliar mercados e explorar possibilidades de internacionalização.

Debate aborda expansão de negócios no Mercosul

A palestra foi conduzida por Jonathan Roger Linzmeyer, diretor da CN Mercosul e diretor internacional da Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai (CEBRAS). Durante a apresentação, ele compartilhou experiências práticas sobre a gestão de empresas no país vizinho e destacou aspectos que vêm atraindo cada vez mais investidores brasileiros.

Segundo o presidente da Arpem, Daniel Lutz, a iniciativa proporcionou informações estratégicas relevantes para o fortalecimento da indústria moveleira da região.

“Recebemos uma visão prática sobre a atuação empresarial no Paraguai, conhecendo melhor as diferenças entre os mercados e as vantagens oferecidas pelo país. São informações importantes para ampliar o conhecimento dos nossos associados”, destacou.

Paraguai fortalece posição como polo industrial

Ao comparar os ambientes de negócios do Brasil e do Paraguai, Linzmeyer explicou que o crescente interesse de empresas brasileiras pelo país não está relacionado apenas à redução de custos operacionais. Fatores como logística, segurança jurídica e incentivos tributários têm contribuído para consolidar o Paraguai como uma importante plataforma industrial dentro do Mercosul.

Os indicadores econômicos apresentados reforçam esse cenário. A expectativa é que o Paraguai registre crescimento de 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, após expansões estimadas em 4,7% em 2024 e 6% em 2025. Além disso, o país mantém uma das menores taxas de inflação da região, projetada em 3,5%, respaldada por uma rígida política de responsabilidade fiscal.

Sistema tributário simplificado é um dos principais atrativos

Entre os diferenciais destacados está o modelo tributário conhecido como “Triple 10”, que estabelece alíquotas de 10% para o Imposto de Renda Empresarial (IRE), Imposto de Renda Pessoa Física (IRP) e Imposto sobre Valor Agregado (IVA).

Outro benefício apontado é a isenção de impostos sobre rendimentos obtidos no exterior, fator que tem aumentado o interesse de empresários que buscam expandir suas operações para outros mercados.

Lei de Maquila amplia oportunidades para investidores

Outro tema abordado foi a atualização da Lei de Maquila, considerada uma das principais ferramentas de incentivo à instalação de indústrias no Paraguai. Recentemente modernizada pelo Congresso paraguaio, a legislação ampliou a segurança jurídica para investidores e passou a contemplar também atividades ligadas aos setores de serviços e tecnologia.

O regime permite importar máquinas, equipamentos e matérias-primas com isenção tributária, exigindo apenas o pagamento de um imposto de 1% sobre o valor agregado gerado no país no momento da exportação.

Dados do Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai mostram que cerca de 65% das exportações realizadas dentro do sistema de Maquila têm o Brasil como destino final.

Missão empresarial busca aproximar empresários brasileiros

Durante o evento, Linzmeyer também anunciou uma nova missão empresarial ao Paraguai, programada para ocorrer entre os dias 22 e 25 de junho.

A iniciativa prevê uma imersão técnica com visitas a empresas, reuniões estratégicas e encontros institucionais voltados à geração de negócios e ao fortalecimento do relacionamento entre empresários brasileiros e paraguaios.

Segundo o diretor da CN Mercosul, a proposta é oferecer conhecimento prático sobre o mercado local e criar oportunidades de networking para empresas interessadas em expandir suas operações no Mercosul.

“O foco é apoiar empresários brasileiros que desejam investir, crescer e entender melhor o ambiente de negócios paraguaio. Além da troca de conhecimento, a missão proporcionará conexões importantes para futuras parcerias”, afirmou.

FONTE: A Gazeta
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/A Gazeta

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Investimento

Guia de Investimentos em Turismo no Brasil ganha versão em mandarim para atrair capital chinês

O governo federal deu um passo estratégico para estreitar as relações econômicas com a Ásia. Em evento realizado na cidade de Xangai, na China, o Ministério do Turismo oficializou o lançamento da versão em mandarim do Guia de Investimentos em Turismo no Brasil. O documento consolidado apresenta um portfólio robusto de projetos avaliado em aproximadamente US$ 4,5 bilhões.

O material funciona como uma vitrine de negócios para fundos globais e grandes grupos empresariais. O portfólio abrange propostas de infraestrutura turística, complexos de hotelaria, parques temáticos, rotas de cruzeiros marítimos e projetos voltados ao ecoturismo e turismo de natureza em todas as cinco regiões do território brasileiro.

Foco em um dos maiores mercados emissores de viajantes do mundo

A iniciativa faz parte de um plano de expansão internacional de longo prazo. De acordo com o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a estratégia tem como alvo prioritário a China por sua relevância no cenário global de viagens. O país asiático desponta como um dos principais emissores de turistas do planeta, com um fluxo de viajantes que vem registrando crescimento contínuo e expressivo em direção ao Brasil.

O lançamento da publicação traduzida integra o calendário de ações do Ano Cultural Brasil-China 2026. A celebração ganha um peso ainda maior neste ano, marco em que as duas nações comemoram cinco décadas de relações diplomáticas e parcerias comerciais bilaterais.

“Falar a língua do nosso parceiro é um gesto de aproximação. O turismo pode ser uma ponte para ampliar negócios, para o intercâmbio cultural e para investimentos de longo prazo”, destacou o ministro Feliciano.

Polo Turístico Cabo Branco é destaque internacional

Entre as dezenas de oportunidades de negócios listadas no documento, o Polo Turístico Cabo Branco, localizado na Paraíba, ganhou posição de destaque. Considerado o maior complexo turístico planejado da Região Nordeste, o projeto imobiliário e hoteleiro compreende 35 lotes estratégicos.

A área já recebe aportes para o desenvolvimento de resorts de alto padrão, parque aquático de grande porte, além de centros de entretenimento, estabelecimentos comerciais e distritos de serviços integrados para o mercado de capitais estrangeiros.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vice-Presidência da China/MRE

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Investimento

Santa Catarina atrai investimento de R$ 250 milhões de uma das maiores empresas de tecnologia médica do mundo

O governador Jorginho Mello anunciou nesta segunda-feira, 1º de junho, que Santa Catarina receberá um investimento de R$ 250 milhões da empresa chinesa Neusoft Medical Systems, uma das maiores companhias globais de tecnologia médica. A iniciativa marca a instalação da primeira unidade produtiva da companhia no Brasil, no município de Porto Belo. O anúncio foi realizado em ato na Casa d’Agronômica.

O projeto terá Porto Belo como base produtiva e operacional da empresa para atender o mercado brasileiro e, futuramente, ampliar a atuação para países da América Latina. A unidade catarinense terá como foco inicial a fabricação de equipamentos de Ressonância Magnética, tecnologia de alta complexidade e valor agregado. Cada equipamento produzido possui valor médio de US$ 2,2 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 10 milhões.

O governador Jorginho Mello destacou a importância da escolha do estado para receber o investimento. “Santa Catarina oferece segurança jurídica, mão de obra qualificada e um ambiente favorável aos negócios. Além de ser o estado mais seguro do país. A chegada da Neusoft Medical Systems representa mais desenvolvimento, inovação e oportunidades para os catarinenses, além de posicionar nosso estado como referência na produção de equipamentos médicos de alta tecnologia”, afirmou.

O anúncio reforça a estratégia do Governo do Estado, por meio da InvestSC, de atrair investimentos internacionais voltados à inovação e à geração de empregos qualificados. A expectativa é de que a operação gere cerca de 100 empregos diretos, além de impulsionar toda a cadeia produtiva ligada ao setor de saúde e tecnologia.

A Neusoft Medical Systems é uma das maiores empresas globais do setor de tecnologia médica, com sede na China. Reconhecida internacionalmente pela inovação aplicada à saúde, a companhia atua no desenvolvimento e fabricação de equipamentos de diagnóstico por imagem utilizados em hospitais e centros de saúde de diversos países.

O projeto no Brasil será desenvolvido em parceria com a empresa argentina Dinan, tradicional distribuidora de equipamentos médicos na América Latina. Além da implantação da fábrica, a empresa assumiu o compromisso de investir 5% do faturamento da operação em pesquisa e desenvolvimento (P&D) em Santa Catarina.

A iniciativa também prevê a formação de parcerias com universidades catarinenses e programas estratégicos do Governo do Estado, como o Universidade Gratuita e o Programa Catarinense Técnico (CaTec), fortalecendo a integração entre setor produtivo, pesquisa científica e qualificação profissional.

O investimento foi apresentado oficialmente ao Governo de Santa Catarina durante missão institucional realizada à fábrica da Neusoft em Shenyang, na China, e a empresa já está na fase de implantação da operação em Porto Belo.

Participaram ainda do anúncio o embaixador honorário do Estado de Santa Catarina para assuntos da República Popular da China, Bruno Guaresi Maria Machado; o secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert; o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi Silva; o secretário adjunto da Indústria, Comércio e Serviço, Edgard Usuy; o presidente da InvestSC, Gil Prayon; o secretário executivo de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos, Paulo Bornhausen; o prefeito de Porto Belo, Joel Orlando Lucinda; o CEO Latam e responsável pela Neusoft Medical Systems na América Latina, Brian Liu; o CEO da Dinan Raios X, Adrian Robino; o vice-prefeito de Porto Belo, Ailton Neck; o diretor Latam da Dinan Raios X, Alberto Marioti e o presidente da Câmara de Vereadores de Porto Belo, Jonas Amadeu Raulino.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Leo Munhoz / SecomGOVSC

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Investimento

Porta-aviões no Brasil: investimento de US$ 600 milhões pode ampliar poder naval

O debate sobre a retomada da aviação embarcada no Brasil ganhou novos contornos com projeções que indicam a possibilidade de o país expandir significativamente sua presença naval. Com investimentos estimados em cerca de US$ 600 milhões por unidade, o Brasil poderia desenvolver uma frota de até quatro porta-aviões, com capacidade para operar mais de 100 aeronaves.

A estratégia, ainda discutida em ambientes técnicos, pode reposicionar o país no cenário global de defesa marítima.

Histórico da aviação embarcada brasileira

A trajetória do Brasil no uso de porta-aviões começou em 1960, com a incorporação do navio Minas Gerais. No entanto, disputas institucionais com a Força Aérea limitaram o uso pleno da embarcação.

Em 1965, um decreto estabeleceu que apenas a Aeronáutica poderia operar aeronaves de asa fixa, o que restringiu a autonomia da Marinha. Essa situação foi revertida apenas em 1998, quando o controle das operações aéreas voltou à força naval.

Já nos anos 2000, a aquisição do porta-aviões São Paulo e dos caças A-4 Skyhawk gerou expectativa de modernização. Porém, problemas técnicos recorrentes e altos custos operacionais levaram à desativação do navio antes de atingir plena capacidade.

Tipos de porta-aviões influenciam estratégia

Atualmente, existem diferentes modelos de porta-aviões militares, cada um com características específicas:

  • Porta-helicópteros
  • Porta-aviões com rampa (ski-jump)
  • Aeronaves de decolagem vertical (V/STOL)
  • Sistema CATOBAR (com catapultas)

A escolha do modelo impacta diretamente custos, complexidade e capacidade operacional. No caso brasileiro, os caças A-4 exigem sistemas com catapultas, o que direciona para o modelo CATOBAR — mais caro e tecnologicamente exigente.

Projetos nesse padrão podem ultrapassar US$ 2 bilhões por unidade, dependendo da configuração e das parcerias internacionais envolvidas.

Alternativa mais acessível ganha espaço

Uma opção considerada mais viável envolve porta-aviões com rampa e aeronaves de decolagem vertical. Inspirados em modelos internacionais, esses navios teriam custo estimado de US$ 600 milhões cada.

Com esse valor, seria possível construir até quatro embarcações, ampliando a presença naval de forma mais rápida e distribuída. Além disso, aeronaves como o Harrier poderiam ser incorporadas com menor custo, aproveitando a disponibilidade no mercado internacional.

Decisão estratégica deve ocorrer após 2028

Apesar das alternativas mais econômicas, a preferência institucional ainda tende a modelos mais avançados. No entanto, decisões concretas devem ser tomadas apenas após a conclusão do submarino nuclear brasileiro, prevista para o fim da década.

A definição envolve não apenas orçamento, mas também o papel estratégico do país no Atlântico Sul — região de grande relevância econômica, com reservas de petróleo e extensa zona marítima.

Futuro da defesa naval está em debate

A escolha entre investir em um único porta-aviões de alta complexidade ou em múltiplas unidades mais acessíveis deve moldar o futuro da Marinha do Brasil.

Enquanto o debate segue, o país ainda opera sua aviação naval a partir de bases terrestres, sem uma solução definitiva para retomar operações embarcadas em larga escala.

FONTE: Sociedade Militar
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Sociedade Militar

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Internacional, Investimento

MBRF amplia unidade no Uruguai com investimento de US$ 70 milhões e aumenta produção de carne bovina

A MBRF inaugurou a ampliação de sua unidade de carne bovina no Uruguai, localizada em Tacuarembó. O projeto recebeu investimento de aproximadamente US$ 70 milhões e marca a implementação, no país vizinho, do modelo de complexo industrial integrado já utilizado pela companhia no Brasil.

A iniciativa fortalece a estratégia de crescimento da empresa e amplia sua capacidade de atuação no mercado global de proteína animal.

Capacidade produtiva e industrialização crescem

Com a modernização, a unidade passou por aumento significativo na capacidade de produção, especialmente na área de produtos industrializados. A fabricação de hambúrgueres, por exemplo, deve saltar de 200 para 900 toneladas mensais.

O volume de abate também será ampliado, passando de 900 para 1.400 cabeças de gado por dia — crescimento de cerca de 40%. Com isso, a planta se torna a maior em capacidade de abate no país.

Além disso, a estrutura de pré-resfriamento foi expandida, elevando a capacidade de 1.800 para 2.800 animais, o que contribui para maior eficiência operacional.

Estratégia mira escala e eficiência

Segundo Marcos Molina, o modelo adotado permite ganhos em escala, padronização e segurança, facilitando o atendimento a diferentes mercados com mais agilidade.

A produção da unidade será destinada tanto ao mercado interno uruguaio quanto às exportações, reforçando a presença da companhia no comércio internacional.

Uruguai é considerado mercado estratégico

Para Miguel Gularte, o Uruguai oferece vantagens competitivas relevantes, como qualidade reconhecida da produção, rigor sanitário e amplo acesso a mercados externos — fatores que favorecem a expansão dos negócios.

A inauguração contou com a presença do presidente uruguaio Yamandú Orsi, além de executivos da empresa, evidenciando a importância do investimento para a economia local.

Histórico de negociações no país

Apesar do atual movimento de expansão, a atuação da empresa no Uruguai passou por desafios recentes. A Marfrig chegou a negociar a venda de ativos na região em acordo com a Minerva Foods, envolvendo plantas industriais em diferentes países da América do Sul.

No entanto, o processo enfrentou resistência regulatória no Uruguai, com análises prolongadas por parte da autoridade de defesa da concorrência local, o que acabou impedindo a conclusão da operação.

Investimento reforça estratégia regional

Com a ampliação da unidade em Tacuarembó, a MBRF consolida sua presença no país e reforça sua estratégia de crescimento na América do Sul, apostando em eficiência produtiva, expansão industrial e acesso a mercados internacionais.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Forbes

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Investimento

Acordo Mercosul-UE pode impulsionar investimentos franceses no Brasil, avalia indústria

Mesmo diante da resistência de setores agrícolas e do governo da França ao acordo entre Mercosul e União Europeia, a indústria francesa já se movimenta para ampliar sua presença no Brasil. A expectativa é que a implementação provisória do tratado, prevista para maio, favoreça novos aportes e fortaleça o fluxo de negócios.

Empresários franceses avaliam que a redução de tarifas e melhores condições de acesso ao mercado sul-americano devem estimular investimentos estrangeiros no Brasil, especialmente em setores estratégicos.

Acordo enfrenta entraves políticos na Europa

O avanço do tratado ocorre em meio a divergências dentro do bloco europeu. Embora países como Alemanha e Espanha apoiem o acordo, o presidente Emmanuel Macron mantém posição crítica.

O processo de ratificação foi temporariamente suspenso após o Parlamento Europeu solicitar análise jurídica ao Tribunal de Justiça da União Europeia, o que pode atrasar a implementação definitiva.

Setores industriais miram oportunidades no mercado brasileiro

Entidades empresariais como o Medef defendem o acordo e buscam garantir competitividade frente a outros países europeus. A meta é aproveitar a redução de barreiras comerciais para expandir exportações e operações no Mercosul.

Entre os segmentos com maior interesse estão vinhos, laticínios, indústria química, farmacêutica, móveis e design, além de produtos voltados ao consumo doméstico.

Brasil ganha destaque na estratégia de expansão

O Brasil aparece como principal destino dentro do bloco, impulsionado pelo tamanho do mercado e pelas oportunidades em diferentes cadeias produtivas. A Business France tem registrado aumento na procura de empresas interessadas em explorar o país.

O cenário internacional também contribui para essa movimentação. Tensões comerciais e tarifas aplicadas por outras economias têm levado empresas francesas a buscar diversificação, com maior foco na América Latina.

Investimentos recentes reforçam tendência

Nos últimos meses, empresas francesas ampliaram operações no Brasil em diferentes setores. Projetos incluem expansão industrial, abertura de fábricas e investimentos em inovação, com foco em infraestrutura, construção civil e bens de consumo.

Além disso, áreas como energia e recursos naturais também surgem como potenciais destinos de capital, impulsionadas pela estabilidade relativa da região em comparação a outros mercados globais.

Pequenas e médias empresas também devem avançar

A expectativa é que o acordo comercial facilite a entrada de pequenas e médias empresas francesas no Mercosul. O país europeu possui um grande número de companhias desse porte interessadas em diversificar mercados e ampliar exportações.

Apesar do forte estoque de investimentos franceses no Brasil, o volume de comércio bilateral ainda é considerado baixo em relação ao potencial. O tratado é visto como uma oportunidade para ampliar as trocas e fortalecer a relação econômica entre os dois países.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bom Dia França

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Investimento

Venda da Warner Bros. Discovery para Paramount Skydance é aprovada por acionistas

Os acionistas da Warner Bros. Discovery aprovaram a venda da empresa para a Paramount Skydance, autorizando uma transação avaliada em cerca de US$ 110 bilhões (aproximadamente R$ 545 bilhões). O acordo representa um dos maiores movimentos recentes no setor de mídia e entretenimento global.

Com a fusão, será formado um conglomerado que reunirá marcas de grande alcance, incluindo CNN, CBS, HBO e Nickelodeon, além de franquias consagradas do cinema e da televisão.

Portfólio inclui grandes franquias de Hollywood

O novo grupo concentrará propriedades intelectuais de alto valor, como Harry Potter, Game of Thrones, o DC Universe, a franquia Missão Impossível e o personagem Bob Esponja.

A operação encerra uma longa disputa pela aquisição da empresa, que contou com a participação de concorrentes como a Netflix.

Detalhes financeiros da transação

Pelos termos do acordo, a Paramount pagará US$ 31 por ação da Warner Bros. Discovery. A operação atribui à companhia um valor de mercado de cerca de US$ 81 bilhões, podendo chegar a US$ 110 bilhões ao considerar a dívida assumida.

O negócio conta com apoio financeiro liderado por Larry Ellison, fundador da Oracle, que teve papel decisivo ao garantir recursos para viabilizar a aquisição.

Nova gestão e planos de reestruturação

Com a conclusão da compra, a família Ellison passará a controlar o novo grupo. A expectativa é que David Ellison lidere a companhia combinada, adotando medidas de redução de custos para equilibrar as finanças.

O atual CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, destacou que a aprovação dos acionistas representa um avanço importante rumo à finalização do acordo e à criação de uma empresa mais competitiva no setor.

Obstáculos regulatórios e críticas à fusão

Apesar do aval dos acionistas, a operação ainda precisa passar por aprovação de órgãos reguladores nos Estados Unidos e na Europa. O financiamento, que envolve fundos soberanos do Oriente Médio, pode aumentar o nível de escrutínio por questões de segurança nacional.

Além disso, a fusão enfrenta resistência dentro da indústria. Artistas como Jane Fonda, Joaquin Phoenix e Bryan Cranston, além dos diretores J.J. Abrams e Denis Villeneuve, estão entre os mais de mil profissionais que criticaram a operação.

Impacto no setor de mídia

A criação do novo conglomerado deve intensificar a concorrência no mercado global de streaming, cinema e televisão, especialmente em um cenário de transformação acelerada do consumo de conteúdo.

Analistas apontam que o sucesso da operação dependerá da capacidade de integração das empresas e da adaptação às novas demandas do público.

FONTE: AFP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Patrick T. Fallon

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Investimento

Investimento estrangeiro na bolsa brasileira bate recorde e supera R$ 65 bilhões

O investimento estrangeiro na bolsa brasileira alcançou um novo recorde em 2026, com entrada de aproximadamente R$ 65 bilhões até 20 de abril. O volume já supera, sozinho, todo o capital externo registrado somado nos anos de 2024 e 2025.

Esse movimento tem sido determinante para a valorização do Ibovespa, que vem atingindo máximas históricas e apresentando desempenho superior a índices globais como o MSCI Emerging Markets e o S&P 500.

Brasil ganha destaque entre mercados emergentes

O aumento do fluxo reflete uma mudança de estratégia dos investidores globais, que voltaram a buscar mercados emergentes em meio a maior apetite por risco. Nesse cenário, o Brasil aparece como um dos principais destinos de capital.

Entre os fatores que explicam esse interesse estão:

  • Alta liquidez do mercado brasileiro;
  • Expectativa de queda da taxa de juros (Selic);
  • Perspectivas políticas após as eleições;
  • Distância geográfica de conflitos internacionais;
  • Relevância como exportador de commodities, incluindo petróleo.

Investidores brasileiros reduzem participação

Enquanto o capital estrangeiro avança, os investidores locais seguem mais cautelosos. Dados da B3 mostram que tanto institucionais quanto pessoas físicas diminuíram a exposição ao mercado de ações, priorizando aplicações em renda fixa.

Esse comportamento é influenciado pelos juros ainda elevados, que tornam investimentos mais conservadores mais atrativos. Como resultado, a participação estrangeira na bolsa atingiu cerca de 62%, o maior nível já registrado.

Queda de juros pode atrair capital doméstico

A recente redução da Selic reacende a expectativa de retorno gradual dos investidores brasileiros à bolsa. Historicamente, ciclos de queda nos juros tendem a estimular a migração de recursos da renda fixa para ativos de maior risco.

No entanto, esse movimento pode ocorrer de forma gradual, dependendo da intensidade do afrouxamento monetário e das condições econômicas.

Cenário externo e eleições mantêm volatilidade

Apesar do otimismo com a entrada de capital externo, o mercado ainda enfrenta incertezas. A continuidade de tensões no Oriente Médio e os impactos sobre o preço do petróleo seguem no radar dos investidores.

Além disso, o ambiente político interno, com a proximidade das eleições presidenciais, contribui para a cautela. A expectativa é de uma disputa equilibrada, o que pode aumentar a volatilidade no curto prazo.

Perspectivas para o restante do ano

A tendência, segundo analistas, é de continuidade do fluxo de capital estrangeiro para a bolsa brasileira, especialmente se houver redução das tensões globais.

Nesse contexto, o Brasil pode se consolidar como uma alternativa relevante para investidores internacionais, apoiado por sua estabilidade institucional, mercado líquido e posição estratégica no comércio global de commodities.

FONTE: Bloomberg Línea
TEXTO: Redação
IMAGEM: Victor Moriyama/Bloomberg

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Investimento, Portos

Ampliação do Porto de Santa Catarina: investimento estrangeiro deve dobrar capacidade do TESC

O Porto de Santa Catarina avança em sua modernização com a ampliação do píer do Terminal Santa Catarina (TESC), localizado em São Francisco do Sul. A obra teve início em março, com a instalação da primeira estaca, e representa um investimento de cerca de R$ 100 milhões para aumentar a capacidade operacional do terminal — o maior do estado em movimentação de cargas.

A previsão é que a intervenção seja concluída até o fim do ano, permitindo ganhos relevantes em eficiência logística e competitividade.

Estrutura ampliada permitirá operação simultânea

Com a expansão, o terminal poderá receber ao mesmo tempo dois navios de grande porte: um Panamax e um Supramax, categorias amplamente utilizadas no transporte de granéis sólidos. Juntas, essas embarcações podem movimentar até 120 mil toneladas por operação.

Essa melhoria posiciona o TESC em um novo patamar dentro do setor portuário, ampliando sua capacidade de atendimento e reduzindo gargalos operacionais.

Investimento internacional impulsiona projeto

O aporte financeiro tem origem no fundo soberano de Omã, o Oman Investment Authority, que passou a ter influência indireta no terminal após movimentações no mercado global. A entrada ocorreu por meio da trading Solaris, com sede em Dubai, que assumiu o controle da Agribrasil — empresa que detém participação majoritária no TESC.

Para viabilizar a expansão, a Solaris planeja captar cerca de R$ 120 milhões no mercado brasileiro por meio de notas comerciais, instrumento de dívida corporativa de curto prazo. Os recursos vão financiar tanto a obra atual quanto etapas futuras do projeto.

Segunda fase prevê novos investimentos

A ampliação do píer faz parte de um plano mais amplo de crescimento. Uma segunda etapa, que inclui investimentos em armazenagem e aquisição de equipamentos para movimentação de cargas, está em análise pelo governo federal.

O montante previsto para essa fase supera R$ 500 milhões, com expectativa de aprovação ainda no primeiro semestre. Caso autorizada, a execução deve começar na segunda metade do ano.

Dragagem amplia capacidade para navios maiores

Paralelamente, a dragagem da Baía da Babitonga está em andamento e deve aumentar o calado do canal de acesso para até 16 metros. Essa mudança permitirá a entrada de embarcações maiores, ampliando ainda mais o potencial logístico do terminal.

A combinação entre expansão portuária e melhorias no canal deve impulsionar o transporte de produtos como soja, milho, fertilizantes, açúcar e outros granéis sólidos, além de cargas industriais.

Terminal estratégico para o agronegócio

Em operação há quase 30 anos, o TESC é peça-chave no escoamento da produção do agronegócio brasileiro na região Sul. Com os novos investimentos, o terminal reforça sua posição como um dos principais corredores logísticos do país.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Times Brasil

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