Investimento

Portos e aeroportos terão nova carteira de investimentos a partir de 2027

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) está estruturando uma nova carteira de projetos de infraestrutura portuária e aeroportuária, com previsão de impulsionar um novo ciclo de investimentos a partir de 2027. A iniciativa busca garantir a continuidade dos projetos do setor e oferecer maior previsibilidade ao mercado e à sociedade.

O planejamento foi apresentado pelo ministro Tomé Franca nesta quarta-feira (23), durante reunião do Conselho Nacional de Infraestrutura de Transportes do Brasil Export, realizada na Casa Brasil Export, em Brasília.

Segundo o ministro, a proposta é organizar um conjunto de iniciativas capaz de manter o ritmo de investimentos em infraestrutura, independentemente de mudanças no comando da pasta.

Programa AmpliAR prevê investimentos em aeroportos regionais

Na área da aviação, um dos destaques apresentados por Tomé Franca foi o processo envolvendo o Aeroporto Internacional de Brasília e dez aeroportos regionais incluídos no Programa AmpliAR.

O modelo busca viabilizar melhorias em aeroportos regionais que, isoladamente, apresentam menor atratividade comercial. Para isso, essas unidades podem ser associadas a grandes contratos de concessão, criando condições para atrair investimentos privados e ampliar a infraestrutura aeroportuária.

A estratégia pretende fortalecer a conectividade regional e criar alternativas para financiar melhorias em estruturas que enfrentam dificuldades para atrair operadores por conta própria.

Monitoramento dos portos vai orientar novos projetos

No segmento portuário, o Ministério trabalha no acompanhamento da demanda, da capacidade operacional e dos principais gargalos dos portos brasileiros.

O objetivo é utilizar essas informações para identificar necessidades de expansão, planejar melhorias e desenvolver estudos alinhados aos desafios da infraestrutura portuária nacional.

A partir desse diagnóstico, o governo pretende estruturar projetos capazes de responder às demandas do setor e contribuir para o aumento da capacidade e da eficiência das operações.

Sustentabilidade, inovação e seguros estão entre as prioridades

O planejamento apresentado pelo MPor também contempla novas diretrizes de sustentabilidade portuária e uma política de pesquisa, desenvolvimento e inovação voltada ao setor.

Outro ponto abordado pelo ministro foi a adequação dos seguros utilizados nas concessões de infraestrutura. A proposta é alinhar a estrutura de cobertura à matriz de riscos prevista nos contratos, proporcionando mais segurança e previsibilidade para os projetos.

Essas medidas integram os esforços para aprimorar o ambiente de investimentos e fortalecer o planejamento de longo prazo nos setores portuário e aeroportuário.

Diálogo com o setor busca aprimorar políticas públicas

Durante a reunião, Tomé Franca ressaltou a importância da interlocução entre o governo e os representantes da infraestrutura de transportes para desenvolver políticas públicas mais alinhadas às necessidades do mercado.

A proposta é combinar as iniciativas em elaboração no Ministério com as demandas apresentadas pelas empresas e entidades do setor, contribuindo para o aperfeiçoamento da regulação e das decisões governamentais.

O encontro reuniu representantes do governo e do setor de infraestrutura para discutir projetos, desafios regulatórios e perspectivas para os próximos anos.

STS10, no Porto de Santos, também entra em pauta

Questionado pelo presidente do Brasil Export, Fabrício Julião, sobre o terminal STS10, no Porto de Santos, o ministro destacou a relevância do projeto para ampliar a capacidade operacional do complexo portuário paulista.

Tomé Franca afirmou que o Ministério está preparado para dar continuidade ao processo assim que as etapas necessárias forem concluídas.

O projeto integra as discussões sobre a expansão da infraestrutura portuária e a capacidade de atendimento à demanda por movimentação de cargas no Porto de Santos.

Reunião contou com representantes do setor de transportes

Também participaram do encontro o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, e o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, além de representantes de órgãos vinculados ao Ministério e de instituições ligadas à infraestrutura.

A elaboração da carteira de projetos para 2027 reforça a intenção do governo de organizar uma agenda de longo prazo para os investimentos em portos e aeroportos, com foco na expansão da capacidade, na modernização das estruturas e na atração de capital para o setor.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sergio Francês/MPor

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Investimento

Tesouro Nacional prepara emissão de Panda Bonds na China e busca atrair investidores

O Tesouro Nacional intensificou as articulações com autoridades e investidores da China para viabilizar a emissão de Panda Bonds, títulos de renda fixa denominados em yuans. A iniciativa busca ampliar as fontes de financiamento do Brasil e diversificar a base de investidores da dívida pública, com a possibilidade de realizar a operação ainda em 2026.

Uma comitiva brasileira está no país asiático para discutir os procedimentos necessários à emissão e avaliar o interesse do mercado financeiro local. A estratégia também pretende estabelecer uma referência para empresas brasileiras interessadas em captar recursos na China.

Em comunicado, o Tesouro informou que mantém reuniões com diferentes autoridades e participantes do mercado chinês no âmbito das negociações para uma possível operação.

Tesouro Nacional negocia com autoridades chinesas

Na segunda-feira (19), o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, reuniu-se com Xuan Changneng, vice-governador do Banco Popular da China, para discutir oportunidades de cooperação financeira entre os dois países.

Além das conversas institucionais, o órgão realiza um roadshow com investidores chineses. A agenda tem como finalidade apresentar a proposta de emissão, identificar a demanda por títulos brasileiros e avaliar as condições para acessar o mercado local.

O governo estuda a operação desde pelo menos junho, mas ainda não estabeleceu uma data para o lançamento dos papéis.

Segundo o Tesouro Nacional, o cronograma dependerá da conclusão das etapas necessárias e, principalmente, das condições de mercado. A decisão, de acordo com o órgão, será baseada em critérios técnicos para garantir condições favoráveis à República.

A movimentação ocorre às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, sinalizando que o planejamento para acessar o mercado de dívida chinês segue em andamento, independentemente do resultado eleitoral.

Vale também planeja captar recursos com Panda Bonds

A estratégia brasileira de entrada no mercado chinês não se restringe ao governo federal. A Vale (VALE3) também anunciou planos para emitir títulos de dívida denominados em yuans.

Na terça-feira (20), a mineradora informou que pretende captar até 10 bilhões de yuans entre 2026 e 2028. O montante equivale a aproximadamente US$ 1,5 bilhão, ou R$ 7,5 bilhões, considerando os valores de câmbio mencionados.

A operação, entretanto, ainda depende da aprovação das autoridades chinesas e das condições vigentes no mercado financeiro.

Para o Tesouro Nacional, uma eventual emissão soberana poderá contribuir para dar visibilidade aos títulos brasileiros na China e servir de referência para companhias nacionais que desejam buscar financiamento junto a investidores asiáticos.

Emissões de Panda Bonds crescem no mercado internacional

A procura por Panda Bonds tem avançado no cenário global. No primeiro semestre de 2026, as emissões desses títulos movimentaram 160 bilhões de renminbis, moeda chinesa também conhecida como yuan. O volume representa um crescimento de 69% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Esse tipo de captação permite que governos e empresas estrangeiras diversifiquem suas fontes de financiamento e reduzam a dependência de mercados tradicionais, como o dos Estados Unidos.

Outro fator que contribui para o interesse é o custo potencial da dívida. Com as taxas de juros chinesas relativamente estáveis e os juros americanos próximos de níveis elevados, a emissão de títulos no mercado chinês pode oferecer condições competitivas de financiamento, dependendo do perfil do emissor e das condições de cada operação.

A possível entrada do Brasil nesse segmento, portanto, faz parte de uma estratégia mais ampla de diversificação da dívida pública e de aproximação financeira com a China, ao mesmo tempo que abre caminho para empresas brasileiras interessadas em acessar novas fontes de capital.

FONTE: Investidor 10
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Investidor 10

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Investimento

WEG investe R$ 840 milhões em geradores para atender demanda de data centers nos EUA

A WEG anunciou na segunda-feira (28) um investimento de US$ 165 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 840 milhões, para ampliar a capacidade de produção de geradores de energia na América do Norte. A expansão busca acompanhar o avanço da demanda por equipamentos destinados a aplicações críticas, especialmente nos data centers dos Estados Unidos.

Com o novo plano, a empresa estima elevar em cinco vezes sua capacidade global de fabricação de geradores, passando de aproximadamente 10 para 50 unidades por dia. O cálculo considera as fábricas da companhia no México, Estados Unidos, Brasil e China.

WEG amplia produção de geradores no México

A primeira fase do projeto terá investimento de US$ 24 milhões. Os recursos serão destinados à compra e adaptação de um imóvel industrial vizinho ao atual complexo da WEG em Atotonilco de Tula, no México.

A nova instalação será voltada à montagem de geradores e deve iniciar as operações no segundo trimestre de 2027.

A WEG já possui outras unidades industriais no país. Em Atotonilco de Tula, a companhia também mantém operações ligadas a fundição e revestimentos. Já a fábrica de Huehuetoca produz motores de baixa e média tensão, geradores, painéis, transformadores e subestações.

Em Monterrey, a empresa opera a estrutura incorporada após a aquisição da Marathon, que fabrica motores e geradores e mantém atividades de pesquisa e desenvolvimento.

Na segunda etapa do plano, serão aplicados os US$ 141 milhões restantes na construção de duas novas instalações industriais em uma localização ainda não divulgada na América do Norte.

A estrutura deverá contar com produção verticalizada, reunindo etapas como fabricação de lâminas, bobinas de baixa e média tensão, eixos e carcaças. A previsão da WEG é concluir essa fase até 2030.

Demanda por data centers impulsiona infraestrutura elétrica

A expansão acontece em meio ao crescimento da necessidade de infraestrutura de energia nos Estados Unidos, impulsionada, entre outros fatores, pela construção e ampliação de data centers.

A exposição da WEG ao setor vai além dos geradores. De acordo com relatório do BTG Pactual, cerca de 20% da receita de transmissão e distribuição (T&D) da empresa nos Estados Unidos já está associada a clientes de data centers, segundo informações fornecidas pela própria companhia.

Os sistemas de geração de energia de emergência são fundamentais para esses empreendimentos, que precisam manter suas operações mesmo diante de interrupções no fornecimento da rede elétrica.

A WEG atende esse mercado por meio de suas próprias operações e da Marathon Electric. Segundo o BTG, as duas marcas, juntas, representam cerca de 10% do mercado mundial de alternadores e grupos geradores.

A empresa também fornece outros equipamentos empregados na infraestrutura dos data centers, incluindo sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS), motores industriais e inversores de frequência utilizados em sistemas de refrigeração.

Expansão inclui produção de transformadores

O movimento ocorre paralelamente ao aumento da capacidade de fabricação de transformadores, equipamentos essenciais para a infraestrutura elétrica dos data centers.

A WEG mantém projetos de expansão nos Estados Unidos, México, Colômbia e Brasil. No mercado americano, a companhia destinou US$ 77 milhões para uma nova unidade de transformadores especiais, com conclusão estimada entre 2027 e 2028.

No México, outra fábrica deve entrar em operação no fim de 2026 ou no começo de 2027. Considerados em conjunto, os projetos devem aproximadamente dobrar a capacidade de produção de transformadores da WEG em relação ao nível registrado no fim de 2023.

Segundo o BTG Pactual, o impacto dessa capacidade adicional sobre os resultados deve ocorrer de maneira gradual, conforme as novas instalações entrarem em funcionamento. A utilização integral da estrutura ampliada é esperada somente no fim de 2027.

WEG adapta produção às tarifas dos EUA

A estratégia de expansão também está relacionada às mudanças nas tarifas de importação dos Estados Unidos.

Segundo o BTG, aproximadamente 41% do fornecimento associado às vendas da WEG no mercado americano tem origem no México. Outros 33% são provenientes da produção doméstica nos Estados Unidos, enquanto o Brasil responde por uma fatia entre 20% e 21%.

A companhia vem ajustando sua cadeia produtiva para o mercado americano, utilizando mudanças na origem da fabricação e reajustes de preços para compensar parte dos impactos provocados pelas tarifas.

O tema deve ser abordado no WEG Day, evento anual da companhia programado para sexta-feira (2), em Jaraguá do Sul (SC). Entre os assuntos esperados estão a expansão da produção de transformadores, a participação no mercado de data centers, os efeitos das tarifas americanas e os próximos passos da estratégia de crescimento.

O que acompanhar nos investimentos da WEG

Apesar do avanço da demanda por equipamentos elétricos, a expansão da capacidade produtiva também cria pontos de atenção para a companhia.

Um deles é o possível aumento da oferta nos próximos anos. A WEG e outros fabricantes estão investindo em novas fábricas para acompanhar o crescimento da demanda por eletricidade, transformadores e equipamentos destinados aos data centers.

Na avaliação do BTG Pactual, a entrada simultânea de novas unidades em 2027 e 2028 pode ampliar a oferta e provocar pressão sobre os preços em determinados segmentos. O risco tende a ser maior em produtos nos quais novos concorrentes conseguem aumentar a capacidade produtiva com maior facilidade.

As tarifas americanas também permanecem entre os fatores a serem monitorados. Embora a WEG esteja compensando parte dos custos com reajustes e alterações na origem da produção, eventuais mudanças na política tarifária ou na capacidade de repassar custos aos clientes podem afetar as margens da empresa.

Outro fator é o intervalo entre os investimentos e a geração de receita. Uma parcela significativa da nova capacidade de produção de geradores e transformadores só estará disponível nos próximos anos, enquanto os desembolsos começam antes da entrada completa das novas estruturas em operação.

Por fim, o ritmo de expansão dos data centers será importante para determinar a velocidade de absorção da capacidade adicional da WEG. A companhia possui diferentes linhas de produtos ligadas ao setor, mas o crescimento desses projetos nos Estados Unidos deverá influenciar diretamente a demanda por parte dessa nova estrutura produtiva.

A WEG encerrou 2025 com receita líquida de R$ 40,8 bilhões. A empresa possui unidades industriais em 18 países, presença comercial em mais de 135 mercados e mais de 49 mil funcionários. No ano passado, aproximadamente 59% da receita veio de vendas realizadas fora do Brasil.

FONTE: InvestNews
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Investimento, Transporte

BID reúne investidores em Miami para ampliar investimentos em transporte na América Latina

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) promove, em Miami, nos Estados Unidos, o LAC Transport Forum 2026, evento voltado à apresentação de oportunidades de investimento em infraestrutura de transporte na América Latina e no Caribe.

Realizado em parceria com a Federação Internacional de Engenheiros Consultores (FIDIC), o fórum ocorre nos dias 29 e 30 de setembro e reunirá autoridades públicas, representantes do setor privado, organizações internacionais, instituições financeiras e investidores.

Países apresentarão projetos de infraestrutura

A programação terá a participação de Ilan Goldfajn, presidente do Grupo BID, além de ministros, vice-ministros e outras autoridades de 16 países da América Latina e do Caribe.

Durante o encontro, os representantes governamentais deverão apresentar oportunidades concretas de investimento em projetos relacionados ao setor de transportes.

A proposta é aproximar governos, empresas responsáveis pelo desenvolvimento de projetos, instituições financeiras e investidores internacionais, criando condições para novas parcerias e para a expansão dos investimentos em infraestrutura de transporte.

Fórum busca ampliar participação do setor privado

Com o tema “Ampliando o impacto do setor de transportes: os setores público e privado gerando resultados”, o LAC Transport Forum 2026 terá como um dos principais focos o fortalecimento da capacidade institucional para transformar investimentos em projetos mais eficientes.

A agenda também discutirá formas de aumentar o impacto dos investimentos sobre o desenvolvimento econômico e social, além de ampliar a participação do setor privado na infraestrutura de transportes da região.

Segundo a organização, o encontro pretende contribuir para projetos mais sustentáveis, resilientes e inclusivos na América Latina e no Caribe.

Acordo com a Espanha está entre os anúncios previstos

Entre os anúncios esperados durante o fórum está a assinatura de um acordo de cooperação entre o BID e o Ministério dos Transportes e da Mobilidade Sustentável da Espanha.

A iniciativa integra a agenda de aproximação entre governos e instituições voltada ao desenvolvimento de soluções e investimentos para o setor de transportes.

Coletiva de imprensa com Ilan Goldfajn

O presidente do Grupo BID, Ilan Goldfajn, participará de uma coletiva de imprensa no primeiro dia do evento.

A atividade será realizada no Hotel Four Seasons Miami, antes da programação principal do fórum.

Serviço:

  • Evento: LAC Transport Forum 2026
  • Data: 29 e 30 de setembro de 2026
  • Coletiva de imprensa: 29 de setembro, às 8h30
  • Local: Hotel Four Seasons Miami
  • Tema: investimentos e desenvolvimento da infraestrutura de transporte na América Latina e no Caribe

FONTE: IADB
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wikipédia

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Investimento

Redata é sancionado para incentivar investimentos em datacenters no Brasil

O governo sancionou nesta terça-feira (15) a lei que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). A medida busca estimular a instalação e a expansão de datacenters no Brasil e aumentar os investimentos em infraestrutura digital.

A criação do regime estabelece condições tributárias diferenciadas para projetos do setor e pretende fortalecer a infraestrutura de tecnologia da informação no país.

Novo regime busca atrair projetos de tecnologia

Com os incentivos, a expectativa é que o Brasil ganhe competitividade na atração de empreendimentos relacionados à computação em nuvem, inteligência artificial, armazenamento e processamento de dados.

Essas atividades têm registrado aumento na demanda por capacidade computacional, especialmente diante da expansão dos serviços digitais e das aplicações de inteligência artificial.

Pela nova legislação, empresas que instalarem ou ampliarem centros de processamento de dados em território brasileiro poderão ter acesso aos benefícios fiscais previstos no Redata. Para isso, será necessário cumprir os requisitos e as contrapartidas determinados pela lei e pela regulamentação que ainda será editada pelo Poder Executivo.

O regime também poderá alcançar fornecedores de equipamentos e produtos de tecnologia diretamente relacionados aos empreendimentos que forem habilitados.

Incentivos estão ligados à sustentabilidade

A legislação condiciona parte dos benefícios à adoção de práticas de sustentabilidade. Entre as exigências está o uso de fontes renováveis de energia, medida que busca reduzir o impacto ambiental associado ao elevado consumo energético dos datacenters.

O texto também prevê a destinação de recursos para programas voltados ao desenvolvimento industrial e tecnológico. Norte, Nordeste e Centro-Oeste terão atenção especial nessas iniciativas.

Brasil tenta ampliar competitividade no mercado de datacenters

A criação do Redata ocorre em um cenário de expansão global da infraestrutura digital. O avanço da inteligência artificial, dos serviços de nuvem e da economia baseada em dados tem aumentado a necessidade de grandes estruturas para armazenamento e processamento de informações.

Nesse contexto, o governo pretende utilizar os incentivos tributários como instrumento para tornar o país mais competitivo na disputa por novos investimentos em infraestrutura digital.

A expectativa é que a ampliação dos datacenters também contribua para o desenvolvimento da cadeia tecnológica e para a expansão da capacidade nacional de processamento de dados.

Regulamentação ainda será necessária

Apesar da sanção da lei, o Redata ainda depende de regulamentação para entrar em plena operação. O Poder Executivo deverá estabelecer detalhes sobre o processo de habilitação das empresas, critérios técnicos e demais condições necessárias para a utilização dos incentivos.

A regulamentação será, portanto, fundamental para definir como as companhias poderão aderir ao regime e quais requisitos deverão ser cumpridos para acessar os benefícios tributários.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Gov.Br

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Investimento

ANTAQ lança sistema para acompanhar investimentos em contratos portuários

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) apresentará, em 17 de setembro, o novo Sistema de Acompanhamento de Investimentos (SAI). A plataforma será utilizada pela autarquia para monitorar e fiscalizar os investimentos estabelecidos em contratos de arrendamento portuário e contratos de adesão.

O lançamento ocorrerá durante um workshop, das 14h às 18h, no auditório do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), em Brasília (DF).

Workshop explicará funcionamento do novo sistema

Organizado pela Superintendência de Fiscalização e Coordenação das Unidades Regionais (SFC/ANTAQ), o evento será direcionado a representantes de empresas com arrendamentos portuários e contratos de adesão.

Durante o encontro, a equipe técnica da SFC apresentará as principais funcionalidades do SAI, além dos procedimentos necessários para cadastramento e das regras para o encaminhamento de informações.

A programação também terá espaço para esclarecer dúvidas relacionadas à regulamentação e aos aspectos tecnológicos da plataforma.

Serão oferecidas 200 vagas presenciais. O evento também poderá ser acompanhado pela internet, com transmissão ao vivo pelo canal oficial da ANTAQ no YouTube.

SAI substituirá procedimento atual de acompanhamento

Com a entrada em operação, o SAI se tornará a ferramenta oficial da ANTAQ para acompanhar e fiscalizar os investimentos previstos nos contratos regulados pela agência.

A plataforma substituirá o procedimento atualmente utilizado para apresentação do Relatório de Acompanhamento de Projeto de Investimento Realizado (RAPIR).

A mudança pretende tornar o processo de fiscalização mais ágil, padronizado e automatizado, modernizando tanto o preenchimento quanto a gestão das informações relacionadas aos projetos de investimento.

Plataforma promete mais controle e rastreabilidade

Entre as funcionalidades previstas está a padronização da coleta de dados e dos fluxos de trabalho. O sistema também deverá organizar as informações físicas e financeiras dos projetos de maneira integrada.

A expectativa é aumentar a consistência e a rastreabilidade dos dados, facilitando o trabalho de fiscalização e permitindo um acompanhamento mais eficiente dos investimentos realizados pelas empresas reguladas.

Segundo a ANTAQ, a implantação do SAI faz parte de uma estratégia de modernização tecnológica e desburocratização dos processos regulatórios, além de buscar elevar a qualidade das informações utilizadas pela agência em suas atividades de fiscalização.

Empresas deverão indicar representantes

Para utilizar o sistema, cada empresa regulada deverá indicar entre um e três representantes responsáveis pela operação do SAI em seu nome.

Os profissionais serão cadastrados previamente pela ANTAQ e, depois da conclusão do procedimento, poderão acessar a plataforma por meio da autenticação do gov.br, utilizando suas contas pessoais.

Prazo para envio dos dados termina em 4 de setembro

As empresas que receberam o ofício circular da SFC deverão enviar os dados dos representantes para o endereço eletrônico disponibilizado pela ANTAQ.

É necessário informar nome completo, CPF e e-mail de cada profissional indicado. Também deverá ser encaminhada uma procuração particular, assinada por um representante legal da empresa, concedendo poderes específicos para que o indicado possa atuar perante a ANTAQ.

A documentação deve ser enviada até 4 de setembro, prazo estabelecido para garantir o cadastramento dos representantes e o acesso à plataforma assim que o sistema começar a funcionar.

O mesmo canal de comunicação poderá ser utilizado para o esclarecimento de dúvidas relacionadas ao cadastramento e ao uso do SAI.

Dados pessoais terão uso restrito

As informações pessoais fornecidas pelas empresas serão utilizadas exclusivamente para o cadastro e utilização do Sistema de Acompanhamento de Investimentos.

O tratamento dos dados deverá seguir as regras estabelecidas pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), instituída pela Lei nº 13.709/2018.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: ANTAQ

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Investimento

CZPE aprova R$ 206 bilhões em investimentos para ZPEs do Ceará, Maranhão e Piauí

O Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportações (CZPE) aprovou, nesta terça-feira (25), cinco novos projetos industriais e de serviços para as ZPEs de Pecém, no Ceará, Bacabeira, no Maranhão, e Parnaíba, no Piauí. Juntos, os empreendimentos representam R$ 206 bilhões em investimentos.

Os projetos estão concentrados em segmentos considerados estratégicos, como economia digital, energias renováveis e siderurgia verde. A expectativa é de que os empreendimentos acrescentem cerca de R$ 40 bilhões por ano em novas exportações a partir de 2029.

Datacenter concentra maior investimento

Na ZPE de Pecém (CE), o CZPE autorizou a implantação de um novo datacenter, vinculado à Voltalia Energia do Brasil. O empreendimento prevê investimentos de R$ 181,7 bilhões.

A fase de implantação deve gerar aproximadamente 2.300 empregos diretos, enquanto a operação permanente deverá contar com cerca de 400 postos de trabalho.

O projeto também contempla a ampliação da capacidade de geração de energia eólica e solar para atender à demanda do centro de processamento de dados.

Outra medida prevista é o uso de água de reuso no sistema de refrigeração dos equipamentos, buscando reduzir o consumo de recursos hídricos.

Maranhão recebe projetos de energia e siderurgia verde

Para a ZPE de Bacabeira (MA), foram aprovados três empreendimentos ligados à geração de energia renovável e à siderurgia sustentável.

A 4Wood Biotech pretende aplicar R$ 2,7 bilhões na instalação de uma biorrefinaria voltada ao processamento de biomassa de bambu. A unidade deverá produzir e exportar etanol de segunda geração, além de outros bioprodutos.

Outro projeto é da H2X, que prevê investimentos de R$ 2 bilhões para produzir e exportar hidrogênio verde incorporado a e-metanol.

Já a Hydeas planeja investir R$ 18,5 bilhões na produção de HBI Verde (ferro-esponja), utilizando fontes renováveis de energia.

Somados, os três empreendimentos projetam a criação de 10 mil empregos diretos durante a implantação e outros 550 postos na fase operacional.

Piauí terá produção de ferro-gusa verde

Na ZPE de Parnaíba (PI), o investimento aprovado é de R$ 1,1 bilhão, da empresa Hymetalx.

O projeto prevê a instalação de uma unidade para produção de ferro-gusa verde, utilizando hidrogênio verde obtido a partir de eletricidade gerada por fontes renováveis.

A expectativa é de geração de 605 empregos diretos ao longo das diferentes etapas do empreendimento.

Projetos ampliam presença do Brasil na transição energética

Em conjunto, os novos investimentos reforçam o papel das Zonas de Processamento de Exportações como instrumentos de atração de projetos industriais de maior conteúdo tecnológico e ambiental.

A expectativa é ampliar a agregação de valor dentro do país e fortalecer a participação brasileira em cadeias produtivas ligadas à transição energética e à descarbonização.

Os empreendimentos também devem contribuir para o aproveitamento de recursos disponíveis nas próprias regiões, recuperação de áreas degradadas, redução de emissões e criação de oportunidades de emprego, renda e integração produtiva.

Com a aprovação dos projetos, Ceará, Maranhão e Piauí ampliam a carteira de investimentos voltados a setores estratégicos da nova economia e ao mercado internacional.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Governo do Ceará

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Investimento

Visto brasileiro por investimento: por que o programa atrai poucos investidores estrangeiros?

Apesar de ser uma das principais economias da América Latina e liderar a região em Investimento Estrangeiro Direto (IED), o Brasil ainda está longe de ocupar as primeiras posições quando o tema é residência por investimento.

A constatação aparece no relatório Programas de Migração por Investimento na América Latina: Uma Análise Comparativa, produzido pela consultoria internacional Global Citizen Solutions. O estudo analisou 11 programas de migração por investimento em funcionamento na região, considerando fatores como tempo de processamento, benefícios fiscais, flexibilidade das modalidades de investimento e exigências de permanência.

No ranking, o Panamá aparece em primeiro lugar, seguido por Paraguai e República Dominicana. Costa Rica, Equador e Uruguai também estão à frente do Brasil.

Brasil tem economia forte, mas programa migratório pouco competitivo

A posição brasileira indica que a capacidade do país de atrair estrangeiros está mais associada ao tamanho de sua economia e às oportunidades de negócios do que à competitividade de seu programa de imigração por investimento.

Ainda assim, o levantamento destaca que o Brasil apresenta alternativas consideradas acessíveis para quem busca obter residência para investidores estrangeiros.

Investimento pode começar em cerca de US$ 30 mil

Entre as modalidades identificadas pelo estudo estão investimentos relacionados a inovação e tecnologia, com valores a partir de aproximadamente US$ 30 mil. Também há opções vinculadas à abertura de empresas, a partir de US$ 100 mil, e à aquisição de imóveis, com investimento inicial em torno de US$ 125 mil.

Os critérios mudam de acordo com cada modalidade e precisam atender à legislação migratória brasileira. Portanto, os valores indicados pelo estudo não significam que a residência ou a cidadania brasileira por investimento possa ser simplesmente comprada.

Outro ponto favorável é a exigência relativamente baixa de permanência no território nacional. Para manter a residência temporária, são necessários 30 dias de permanência por ano. O período é inferior aos 180 dias exigidos em países como Colômbia e Chile.

Naturalização pode ocorrer em quatro anos

O Brasil também se destaca pelo prazo para naturalização de estrangeiros. Segundo o relatório, há possibilidade de obtenção da cidadania após quatro anos, enquanto determinadas modalidades de investimento imobiliário acima de US$ 200 mil podem reduzir esse período para três anos.

Apesar dessas condições, a procura pelo programa permanece baixa. A modalidade brasileira de residência por investimento imobiliário recebeu menos de 700 candidatos nos últimos cinco anos.

Para a Global Citizen Solutions, uma das principais razões para essa baixa adesão é a limitada divulgação internacional do programa. A consultoria também aponta a presença menor de empresas especializadas em apresentar o Brasil como destino para investidores interessados em mobilidade global.

América Latina ganha espaço com restrições na Europa

O cenário regional se torna ainda mais relevante diante das mudanças nos tradicionais programas europeus destinados a investidores.

A Espanha encerrou seu golden visa em abril de 2025. Portugal, por sua vez, retirou a compra direta de imóveis entre as alternativas elegíveis de seu programa. Já a Grécia aumentou para até 800 mil euros o valor mínimo necessário para investimentos imobiliários em regiões de maior demanda.

Com o endurecimento dessas regras, países latino-americanos podem ganhar espaço como alternativas aos programas europeus e aos tradicionais programas de cidadania por investimento no Caribe.

Entre os atrativos estão valores mínimos de entrada mais baixos, acesso a mercados considerados em expansão e, em alguns casos, requisitos menos rígidos de permanência.

Brasileiros também buscam residência fora do país

O movimento não ocorre apenas no sentido de entrada de capital estrangeiro no Brasil. O país também se destaca como origem de investidores que procuram alternativas de residência dentro do Mercosul.

No Paraguai, brasileiros representaram 76% das residências concedidas durante a primeira metade de 2026, de acordo com o estudo.

Para Patricia Casaburi, CEO da Global Citizen Solutions, a busca por uma segunda residência deixou de estar ligada exclusivamente a questões de estilo de vida. Segundo ela, a decisão passou a fazer parte de estratégias de proteção patrimonial, diversificação de riscos e planejamento internacional de longo prazo.

A executiva avalia ainda que o mercado tende a avançar de modelos tradicionais de migração por investimento para estruturas mais abrangentes de planejamento de mobilidade internacional, reunindo análise de riscos, organização patrimonial e administração de ativos em diferentes países.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Investimento

WEG investe R$ 280 milhões em nova fábrica de baterias em Itajaí

A WEG está ampliando sua atuação no setor de armazenamento de energia com a construção de uma nova fábrica em Itajaí, no Litoral de Santa Catarina. A unidade será voltada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos como BESS (Battery Energy Storage System).

O projeto prevê investimento de R$ 280 milhões e faz parte da estratégia da companhia para acompanhar o avanço da transição energética no Brasil.

Nova fábrica da WEG começa a operar em 2027

A previsão é que a fábrica entre em operação no segundo semestre de 2027. Quando estiver em plena atividade, a unidade terá capacidade para produzir até 2 gigawatt-hora (GWh) por ano.

Os sistemas BESS armazenam a eletricidade gerada em períodos de maior oferta para que ela possa ser utilizada posteriormente, especialmente nos momentos de maior consumo. A tecnologia contribui para aumentar a estabilidade, flexibilidade e eficiência do sistema elétrico.

Investimento tem financiamento do BNDES

Os R$ 280 milhões destinados ao projeto serão viabilizados por meio de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dentro do programa Mais Inovação.

O empreendimento foi o primeiro projeto contratado em uma chamada pública direcionada à transição energética e descarbonização, realizada em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Com sede em Jaraguá do Sul (SC), a WEG amplia, dessa forma, sua presença em um segmento considerado estratégico para o futuro da matriz energética.

Mercado de baterias pode movimentar bilhões

O investimento ocorre em meio às expectativas de crescimento do mercado brasileiro de armazenamento de energia.

Um estudo divulgado pela consultoria Greener aponta que o segmento pode movimentar R$ 22,5 bilhões até 2030. Já uma estimativa da Associação Brasileira de Soluções em Armazenamento de Energia (Absae) indica um potencial de até R$ 44 bilhões, caso o setor avance com a criação de um marco legal específico.

A demanda por sistemas de baterias também pode crescer entre grandes consumidores de eletricidade, incluindo data centers e unidades industriais.

Fábrica terá 90 empregos diretos

Além da produção, o projeto prevê a criação de 90 empregos diretos em Itajaí. A estrutura também contará com um laboratório para testes e desenvolvimento e uma subestação destinada à simulação de condições reais de funcionamento dos sistemas.

A iniciativa coloca Santa Catarina em uma posição de destaque no desenvolvimento da cadeia de tecnologia para armazenamento de energia.

WEG já produz baterias para diferentes mercados

A WEG já fabrica, em outras unidades, células, módulos e packs de baterias que somam aproximadamente 1 GWh de capacidade produtiva. Esses equipamentos são comercializados no Brasil e também em mercados internacionais, como África do Sul, Colômbia, Estados Unidos, México e Finlândia.

No país, a tecnologia já é utilizada em ônibus elétricos de São Paulo. Cada módulo de energia produzido pela empresa pode atender à recarga de até 120 veículos.

Outro projeto está em desenvolvimento em Fernando de Noronha, onde uma usina equipada com cerca de 30 mil painéis solares será integrada a um sistema BESS.

Sistema deve ampliar uso de energia solar em Fernando de Noronha

A expectativa é que o sistema de armazenamento permita o fornecimento de energia renovável durante a noite e em períodos de baixa geração solar, como dias nublados.

A previsão é que a estrutura esteja apta a operar até o fim de 2026. Com isso, poderá substituir a geração atualmente realizada por uma termelétrica movida a biodiesel, ampliando a participação da energia solar no abastecimento da ilha.

Palavras-chave: WEG, fábrica de baterias, armazenamento de energia, Itajaí, Santa Catarina, BESS, transição energética, energia solar, baterias, agronegócio

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: WEG/Divulgação/ND Mais

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Investimento

Investimentos estrangeiros na China crescem com expansão do mercado e avanços na inovação

A ampliação do mercado consumidor, o avanço tecnológico e a busca por maior estabilidade em um cenário internacional desafiador têm levado empresas multinacionais a aumentar seus investimentos na China.

Um dos exemplos é o complexo integrado da BASF em Donghai, na cidade de Zhanjiang, na província de Guangdong. O empreendimento da gigante química alemã entrou em operação plena em março, após sete anos de construção, e representa o maior investimento individual da companhia no mundo.

Com aproximadamente quatro quilômetros quadrados de área e aporte de cerca de 8,7 bilhões de euros (US$ 9,89 bilhões), a unidade reúne mais de 30 linhas de produção voltadas ao setor químico.

China ganha espaço como polo de inovação industrial

Segundo Markus Kamieth, CEO da BASF, o projeto em Zhanjiang representa uma nova fase para a indústria química, baseada em eficiência, digitalização e sustentabilidade.

A companhia avalia que a China terá papel central no crescimento global do setor. A expectativa é que o país responda por cerca de 75% da expansão da indústria química mundial até 2035.

O movimento da BASF acompanha uma tendência mais ampla entre empresas estrangeiras na China, que buscam aproveitar o tamanho do mercado local, a força das cadeias de suprimentos e o ambiente voltado à inovação.

Número de empresas estrangeiras aumenta no país

Dados do Ministério do Comércio da China mostram que quase 4.800 empresas financiadas por capital estrangeiro realizaram novos investimentos no país no primeiro semestre de 2026.

No mesmo período, o número de novas empresas com participação estrangeira cresceu 5,3% na comparação anual. O investimento estrangeiro direto (IED) utilizado efetivamente alcançou 402,14 bilhões de yuans, equivalente a US$ 59,22 bilhões.

Os números indicam uma manutenção do interesse internacional pelo mercado chinês, mesmo diante de incertezas econômicas globais e mudanças no cenário geopolítico.

Pesquisas apontam confiança de multinacionais no mercado chinês

A percepção positiva sobre a China também aparece em levantamentos empresariais.

Uma pesquisa do Conselho Empresarial EUA-China revelou que 92% das empresas consultadas registraram lucro no país em 2025.

Outro levantamento realizado pela Câmara de Comércio da União Europeia na China apontou que 75% dos entrevistados consideram suas operações chinesas mais produtivas do que atividades realizadas em outras regiões do mundo.

Os resultados reforçam a avaliação de que a China continua sendo um mercado estratégico para companhias internacionais.

Mercado financeiro chinês atrai novos investidores

A abertura financeira do país também tem ampliado oportunidades para investidores estrangeiros.

Em junho, o Ministério da Fazenda do Brasil apresentou uma carta de intenção à Associação Nacional de Investidores Institucionais do Mercado Financeiro da China, iniciando o processo para uma possível emissão de títulos soberanos brasileiros em yuan, conhecidos como Panda Bonds.

Segundo dados do Banco Popular da China, as emissões de Panda Bonds nos primeiros cinco meses de 2026 alcançaram 136,5 bilhões de yuans, volume 1,9 vez superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

No primeiro trimestre de 2026, o valor acumulado das operações chegou a 167,5 bilhões de yuans, crescimento anual de 93%.

Capital estrangeiro migra para setores de alta tecnologia

A composição dos investimentos internacionais na China também passa por mudanças. O país tem atraído cada vez mais recursos para áreas ligadas à inovação, tecnologia e manufatura avançada.

No primeiro semestre de 2026, os investimentos estrangeiros em serviços de alta tecnologia e manufatura de alta tecnologia cresceram 61% em relação ao ano anterior. Esses setores passaram a representar 36% do total recebido, 11 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período anterior.

Segundo Zhao Yuchao, porta-voz da Administração Estatal de Divisas da China, o perfil do investimento estrangeiro vem evoluindo.

De acordo com ele, as empresas internacionais estão deixando de buscar apenas vantagens relacionadas a custos e escala de produção e passando a participar de forma mais intensa do desenvolvimento de produtos e tecnologias criados no país.

China aposta em abertura e modernização para atrair empresas globais

A modernização industrial, o avanço tecnológico e a ampliação da abertura institucional são apontados como fatores que fortalecem o ambiente de negócios chinês.

Com uma economia cada vez mais orientada pela inovação, a China busca oferecer condições mais previsíveis para que investidores estrangeiros desenvolvam projetos de longo prazo e participem de novas oportunidades nos setores estratégicos.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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