Investimento

Porta-aviões no Brasil: investimento de US$ 600 milhões pode ampliar poder naval

O debate sobre a retomada da aviação embarcada no Brasil ganhou novos contornos com projeções que indicam a possibilidade de o país expandir significativamente sua presença naval. Com investimentos estimados em cerca de US$ 600 milhões por unidade, o Brasil poderia desenvolver uma frota de até quatro porta-aviões, com capacidade para operar mais de 100 aeronaves.

A estratégia, ainda discutida em ambientes técnicos, pode reposicionar o país no cenário global de defesa marítima.

Histórico da aviação embarcada brasileira

A trajetória do Brasil no uso de porta-aviões começou em 1960, com a incorporação do navio Minas Gerais. No entanto, disputas institucionais com a Força Aérea limitaram o uso pleno da embarcação.

Em 1965, um decreto estabeleceu que apenas a Aeronáutica poderia operar aeronaves de asa fixa, o que restringiu a autonomia da Marinha. Essa situação foi revertida apenas em 1998, quando o controle das operações aéreas voltou à força naval.

Já nos anos 2000, a aquisição do porta-aviões São Paulo e dos caças A-4 Skyhawk gerou expectativa de modernização. Porém, problemas técnicos recorrentes e altos custos operacionais levaram à desativação do navio antes de atingir plena capacidade.

Tipos de porta-aviões influenciam estratégia

Atualmente, existem diferentes modelos de porta-aviões militares, cada um com características específicas:

  • Porta-helicópteros
  • Porta-aviões com rampa (ski-jump)
  • Aeronaves de decolagem vertical (V/STOL)
  • Sistema CATOBAR (com catapultas)

A escolha do modelo impacta diretamente custos, complexidade e capacidade operacional. No caso brasileiro, os caças A-4 exigem sistemas com catapultas, o que direciona para o modelo CATOBAR — mais caro e tecnologicamente exigente.

Projetos nesse padrão podem ultrapassar US$ 2 bilhões por unidade, dependendo da configuração e das parcerias internacionais envolvidas.

Alternativa mais acessível ganha espaço

Uma opção considerada mais viável envolve porta-aviões com rampa e aeronaves de decolagem vertical. Inspirados em modelos internacionais, esses navios teriam custo estimado de US$ 600 milhões cada.

Com esse valor, seria possível construir até quatro embarcações, ampliando a presença naval de forma mais rápida e distribuída. Além disso, aeronaves como o Harrier poderiam ser incorporadas com menor custo, aproveitando a disponibilidade no mercado internacional.

Decisão estratégica deve ocorrer após 2028

Apesar das alternativas mais econômicas, a preferência institucional ainda tende a modelos mais avançados. No entanto, decisões concretas devem ser tomadas apenas após a conclusão do submarino nuclear brasileiro, prevista para o fim da década.

A definição envolve não apenas orçamento, mas também o papel estratégico do país no Atlântico Sul — região de grande relevância econômica, com reservas de petróleo e extensa zona marítima.

Futuro da defesa naval está em debate

A escolha entre investir em um único porta-aviões de alta complexidade ou em múltiplas unidades mais acessíveis deve moldar o futuro da Marinha do Brasil.

Enquanto o debate segue, o país ainda opera sua aviação naval a partir de bases terrestres, sem uma solução definitiva para retomar operações embarcadas em larga escala.

FONTE: Sociedade Militar
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Sociedade Militar

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Internacional, Investimento

MBRF amplia unidade no Uruguai com investimento de US$ 70 milhões e aumenta produção de carne bovina

A MBRF inaugurou a ampliação de sua unidade de carne bovina no Uruguai, localizada em Tacuarembó. O projeto recebeu investimento de aproximadamente US$ 70 milhões e marca a implementação, no país vizinho, do modelo de complexo industrial integrado já utilizado pela companhia no Brasil.

A iniciativa fortalece a estratégia de crescimento da empresa e amplia sua capacidade de atuação no mercado global de proteína animal.

Capacidade produtiva e industrialização crescem

Com a modernização, a unidade passou por aumento significativo na capacidade de produção, especialmente na área de produtos industrializados. A fabricação de hambúrgueres, por exemplo, deve saltar de 200 para 900 toneladas mensais.

O volume de abate também será ampliado, passando de 900 para 1.400 cabeças de gado por dia — crescimento de cerca de 40%. Com isso, a planta se torna a maior em capacidade de abate no país.

Além disso, a estrutura de pré-resfriamento foi expandida, elevando a capacidade de 1.800 para 2.800 animais, o que contribui para maior eficiência operacional.

Estratégia mira escala e eficiência

Segundo Marcos Molina, o modelo adotado permite ganhos em escala, padronização e segurança, facilitando o atendimento a diferentes mercados com mais agilidade.

A produção da unidade será destinada tanto ao mercado interno uruguaio quanto às exportações, reforçando a presença da companhia no comércio internacional.

Uruguai é considerado mercado estratégico

Para Miguel Gularte, o Uruguai oferece vantagens competitivas relevantes, como qualidade reconhecida da produção, rigor sanitário e amplo acesso a mercados externos — fatores que favorecem a expansão dos negócios.

A inauguração contou com a presença do presidente uruguaio Yamandú Orsi, além de executivos da empresa, evidenciando a importância do investimento para a economia local.

Histórico de negociações no país

Apesar do atual movimento de expansão, a atuação da empresa no Uruguai passou por desafios recentes. A Marfrig chegou a negociar a venda de ativos na região em acordo com a Minerva Foods, envolvendo plantas industriais em diferentes países da América do Sul.

No entanto, o processo enfrentou resistência regulatória no Uruguai, com análises prolongadas por parte da autoridade de defesa da concorrência local, o que acabou impedindo a conclusão da operação.

Investimento reforça estratégia regional

Com a ampliação da unidade em Tacuarembó, a MBRF consolida sua presença no país e reforça sua estratégia de crescimento na América do Sul, apostando em eficiência produtiva, expansão industrial e acesso a mercados internacionais.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Forbes

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Investimento

Acordo Mercosul-UE pode impulsionar investimentos franceses no Brasil, avalia indústria

Mesmo diante da resistência de setores agrícolas e do governo da França ao acordo entre Mercosul e União Europeia, a indústria francesa já se movimenta para ampliar sua presença no Brasil. A expectativa é que a implementação provisória do tratado, prevista para maio, favoreça novos aportes e fortaleça o fluxo de negócios.

Empresários franceses avaliam que a redução de tarifas e melhores condições de acesso ao mercado sul-americano devem estimular investimentos estrangeiros no Brasil, especialmente em setores estratégicos.

Acordo enfrenta entraves políticos na Europa

O avanço do tratado ocorre em meio a divergências dentro do bloco europeu. Embora países como Alemanha e Espanha apoiem o acordo, o presidente Emmanuel Macron mantém posição crítica.

O processo de ratificação foi temporariamente suspenso após o Parlamento Europeu solicitar análise jurídica ao Tribunal de Justiça da União Europeia, o que pode atrasar a implementação definitiva.

Setores industriais miram oportunidades no mercado brasileiro

Entidades empresariais como o Medef defendem o acordo e buscam garantir competitividade frente a outros países europeus. A meta é aproveitar a redução de barreiras comerciais para expandir exportações e operações no Mercosul.

Entre os segmentos com maior interesse estão vinhos, laticínios, indústria química, farmacêutica, móveis e design, além de produtos voltados ao consumo doméstico.

Brasil ganha destaque na estratégia de expansão

O Brasil aparece como principal destino dentro do bloco, impulsionado pelo tamanho do mercado e pelas oportunidades em diferentes cadeias produtivas. A Business France tem registrado aumento na procura de empresas interessadas em explorar o país.

O cenário internacional também contribui para essa movimentação. Tensões comerciais e tarifas aplicadas por outras economias têm levado empresas francesas a buscar diversificação, com maior foco na América Latina.

Investimentos recentes reforçam tendência

Nos últimos meses, empresas francesas ampliaram operações no Brasil em diferentes setores. Projetos incluem expansão industrial, abertura de fábricas e investimentos em inovação, com foco em infraestrutura, construção civil e bens de consumo.

Além disso, áreas como energia e recursos naturais também surgem como potenciais destinos de capital, impulsionadas pela estabilidade relativa da região em comparação a outros mercados globais.

Pequenas e médias empresas também devem avançar

A expectativa é que o acordo comercial facilite a entrada de pequenas e médias empresas francesas no Mercosul. O país europeu possui um grande número de companhias desse porte interessadas em diversificar mercados e ampliar exportações.

Apesar do forte estoque de investimentos franceses no Brasil, o volume de comércio bilateral ainda é considerado baixo em relação ao potencial. O tratado é visto como uma oportunidade para ampliar as trocas e fortalecer a relação econômica entre os dois países.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bom Dia França

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Investimento

Venda da Warner Bros. Discovery para Paramount Skydance é aprovada por acionistas

Os acionistas da Warner Bros. Discovery aprovaram a venda da empresa para a Paramount Skydance, autorizando uma transação avaliada em cerca de US$ 110 bilhões (aproximadamente R$ 545 bilhões). O acordo representa um dos maiores movimentos recentes no setor de mídia e entretenimento global.

Com a fusão, será formado um conglomerado que reunirá marcas de grande alcance, incluindo CNN, CBS, HBO e Nickelodeon, além de franquias consagradas do cinema e da televisão.

Portfólio inclui grandes franquias de Hollywood

O novo grupo concentrará propriedades intelectuais de alto valor, como Harry Potter, Game of Thrones, o DC Universe, a franquia Missão Impossível e o personagem Bob Esponja.

A operação encerra uma longa disputa pela aquisição da empresa, que contou com a participação de concorrentes como a Netflix.

Detalhes financeiros da transação

Pelos termos do acordo, a Paramount pagará US$ 31 por ação da Warner Bros. Discovery. A operação atribui à companhia um valor de mercado de cerca de US$ 81 bilhões, podendo chegar a US$ 110 bilhões ao considerar a dívida assumida.

O negócio conta com apoio financeiro liderado por Larry Ellison, fundador da Oracle, que teve papel decisivo ao garantir recursos para viabilizar a aquisição.

Nova gestão e planos de reestruturação

Com a conclusão da compra, a família Ellison passará a controlar o novo grupo. A expectativa é que David Ellison lidere a companhia combinada, adotando medidas de redução de custos para equilibrar as finanças.

O atual CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, destacou que a aprovação dos acionistas representa um avanço importante rumo à finalização do acordo e à criação de uma empresa mais competitiva no setor.

Obstáculos regulatórios e críticas à fusão

Apesar do aval dos acionistas, a operação ainda precisa passar por aprovação de órgãos reguladores nos Estados Unidos e na Europa. O financiamento, que envolve fundos soberanos do Oriente Médio, pode aumentar o nível de escrutínio por questões de segurança nacional.

Além disso, a fusão enfrenta resistência dentro da indústria. Artistas como Jane Fonda, Joaquin Phoenix e Bryan Cranston, além dos diretores J.J. Abrams e Denis Villeneuve, estão entre os mais de mil profissionais que criticaram a operação.

Impacto no setor de mídia

A criação do novo conglomerado deve intensificar a concorrência no mercado global de streaming, cinema e televisão, especialmente em um cenário de transformação acelerada do consumo de conteúdo.

Analistas apontam que o sucesso da operação dependerá da capacidade de integração das empresas e da adaptação às novas demandas do público.

FONTE: AFP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Patrick T. Fallon

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Investimento

Investimento estrangeiro na bolsa brasileira bate recorde e supera R$ 65 bilhões

O investimento estrangeiro na bolsa brasileira alcançou um novo recorde em 2026, com entrada de aproximadamente R$ 65 bilhões até 20 de abril. O volume já supera, sozinho, todo o capital externo registrado somado nos anos de 2024 e 2025.

Esse movimento tem sido determinante para a valorização do Ibovespa, que vem atingindo máximas históricas e apresentando desempenho superior a índices globais como o MSCI Emerging Markets e o S&P 500.

Brasil ganha destaque entre mercados emergentes

O aumento do fluxo reflete uma mudança de estratégia dos investidores globais, que voltaram a buscar mercados emergentes em meio a maior apetite por risco. Nesse cenário, o Brasil aparece como um dos principais destinos de capital.

Entre os fatores que explicam esse interesse estão:

  • Alta liquidez do mercado brasileiro;
  • Expectativa de queda da taxa de juros (Selic);
  • Perspectivas políticas após as eleições;
  • Distância geográfica de conflitos internacionais;
  • Relevância como exportador de commodities, incluindo petróleo.

Investidores brasileiros reduzem participação

Enquanto o capital estrangeiro avança, os investidores locais seguem mais cautelosos. Dados da B3 mostram que tanto institucionais quanto pessoas físicas diminuíram a exposição ao mercado de ações, priorizando aplicações em renda fixa.

Esse comportamento é influenciado pelos juros ainda elevados, que tornam investimentos mais conservadores mais atrativos. Como resultado, a participação estrangeira na bolsa atingiu cerca de 62%, o maior nível já registrado.

Queda de juros pode atrair capital doméstico

A recente redução da Selic reacende a expectativa de retorno gradual dos investidores brasileiros à bolsa. Historicamente, ciclos de queda nos juros tendem a estimular a migração de recursos da renda fixa para ativos de maior risco.

No entanto, esse movimento pode ocorrer de forma gradual, dependendo da intensidade do afrouxamento monetário e das condições econômicas.

Cenário externo e eleições mantêm volatilidade

Apesar do otimismo com a entrada de capital externo, o mercado ainda enfrenta incertezas. A continuidade de tensões no Oriente Médio e os impactos sobre o preço do petróleo seguem no radar dos investidores.

Além disso, o ambiente político interno, com a proximidade das eleições presidenciais, contribui para a cautela. A expectativa é de uma disputa equilibrada, o que pode aumentar a volatilidade no curto prazo.

Perspectivas para o restante do ano

A tendência, segundo analistas, é de continuidade do fluxo de capital estrangeiro para a bolsa brasileira, especialmente se houver redução das tensões globais.

Nesse contexto, o Brasil pode se consolidar como uma alternativa relevante para investidores internacionais, apoiado por sua estabilidade institucional, mercado líquido e posição estratégica no comércio global de commodities.

FONTE: Bloomberg Línea
TEXTO: Redação
IMAGEM: Victor Moriyama/Bloomberg

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Investimento, Portos

Ampliação do Porto de Santa Catarina: investimento estrangeiro deve dobrar capacidade do TESC

O Porto de Santa Catarina avança em sua modernização com a ampliação do píer do Terminal Santa Catarina (TESC), localizado em São Francisco do Sul. A obra teve início em março, com a instalação da primeira estaca, e representa um investimento de cerca de R$ 100 milhões para aumentar a capacidade operacional do terminal — o maior do estado em movimentação de cargas.

A previsão é que a intervenção seja concluída até o fim do ano, permitindo ganhos relevantes em eficiência logística e competitividade.

Estrutura ampliada permitirá operação simultânea

Com a expansão, o terminal poderá receber ao mesmo tempo dois navios de grande porte: um Panamax e um Supramax, categorias amplamente utilizadas no transporte de granéis sólidos. Juntas, essas embarcações podem movimentar até 120 mil toneladas por operação.

Essa melhoria posiciona o TESC em um novo patamar dentro do setor portuário, ampliando sua capacidade de atendimento e reduzindo gargalos operacionais.

Investimento internacional impulsiona projeto

O aporte financeiro tem origem no fundo soberano de Omã, o Oman Investment Authority, que passou a ter influência indireta no terminal após movimentações no mercado global. A entrada ocorreu por meio da trading Solaris, com sede em Dubai, que assumiu o controle da Agribrasil — empresa que detém participação majoritária no TESC.

Para viabilizar a expansão, a Solaris planeja captar cerca de R$ 120 milhões no mercado brasileiro por meio de notas comerciais, instrumento de dívida corporativa de curto prazo. Os recursos vão financiar tanto a obra atual quanto etapas futuras do projeto.

Segunda fase prevê novos investimentos

A ampliação do píer faz parte de um plano mais amplo de crescimento. Uma segunda etapa, que inclui investimentos em armazenagem e aquisição de equipamentos para movimentação de cargas, está em análise pelo governo federal.

O montante previsto para essa fase supera R$ 500 milhões, com expectativa de aprovação ainda no primeiro semestre. Caso autorizada, a execução deve começar na segunda metade do ano.

Dragagem amplia capacidade para navios maiores

Paralelamente, a dragagem da Baía da Babitonga está em andamento e deve aumentar o calado do canal de acesso para até 16 metros. Essa mudança permitirá a entrada de embarcações maiores, ampliando ainda mais o potencial logístico do terminal.

A combinação entre expansão portuária e melhorias no canal deve impulsionar o transporte de produtos como soja, milho, fertilizantes, açúcar e outros granéis sólidos, além de cargas industriais.

Terminal estratégico para o agronegócio

Em operação há quase 30 anos, o TESC é peça-chave no escoamento da produção do agronegócio brasileiro na região Sul. Com os novos investimentos, o terminal reforça sua posição como um dos principais corredores logísticos do país.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Times Brasil

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Investimento

Navio com equipamentos da China inicia obras da ponte Salvador-Itaparica, a maior sobre o mar da América Latina

Um navio com mais de 800 toneladas de equipamentos partiu da China no dia 30 de março com destino a Salvador, levando estruturas fundamentais para o início das obras da ponte Salvador-Itaparica. A embarcação transporta 44 contêineres com materiais que serão usados na fase inicial do projeto, considerado um dos maiores investimentos em infraestrutura do Brasil.

A previsão é que o navio chegue à Baía de Todos-os-Santos na segunda quinzena de maio. A futura ponte terá 12,4 quilômetros de extensão sobre o mar, tornando-se a maior da América Latina nesse tipo de estrutura e superando o trecho marítimo da ponte Rio-Niterói.

Obra bilionária promete impacto na mobilidade

Orçada em cerca de R$ 15 bilhões, a construção da ponte Salvador-Itaparica deve beneficiar aproximadamente 10 milhões de pessoas. O projeto busca melhorar a mobilidade na Bahia e reduzir o tempo de deslocamento entre Salvador e a Ilha de Itaparica.

As obras devem começar em junho, dependendo apenas da liberação de alvarás pelas prefeituras locais. O consórcio responsável é formado pelas chinesas CCCC e CRCC, que também ficarão encarregadas da operação da ponte por 29 anos após a conclusão. A entrega está prevista para 2031, com prazo total de cinco anos de execução.

Tecnologia inédita será usada na construção

Os equipamentos transportados não fazem parte da estrutura final da ponte. Eles serão utilizados na montagem de uma plataforma de apoio no mar, uma tecnologia inédita na América Latina.

Essa estrutura funcionará como um canteiro de obras flutuante, permitindo o avanço da construção com maior eficiência. A solução reduz significativamente a necessidade de embarcações de suporte — em até 70% — e facilita o transporte de materiais e trabalhadores ao longo da obra. Após a conclusão, toda a plataforma será desmontada e retirada.

Números que destacam a grandiosidade do projeto

A ponte Salvador-Itaparica contará com:

  • 12,4 km de extensão sobre o mar
  • 4,4 km de acessos viários em Salvador
  • 22 km de via expressa na Ilha de Itaparica
  • 169 pilares estruturais
  • 660 mil m³ de concreto utilizados

Além disso, o projeto inclui túneis, viadutos e melhorias na rodovia BA-001. Parte dos componentes será produzida em Maragogipe, fortalecendo a indústria local.

Etapas pendentes e próximos envios da China

Apesar de já possuir licenças ambientais para a fase inicial, o projeto ainda aguarda autorizações municipais e estaduais para avançar plenamente. A instalação da ponte depende de aprovação do órgão ambiental da Bahia.

No segundo semestre, outras oito embarcações devem chegar ao Brasil com equipamentos especializados, como navios de cravação de estacas e rebocadores. A maior parte da estrutura, no entanto, será produzida no país, com geração estimada de cerca de 7 mil empregos diretos e indiretos.

Mudanças na travessia entre Salvador e Itaparica

Atualmente, o trajeto entre Salvador e a Ilha de Itaparica é feito por ferry-boat, com duração média de uma hora, além do tempo de espera. Com a nova ponte, o deslocamento será feito por via rodoviária em poucos minutos.

Embora haja cobrança de pedágio, o valor deve ser semelhante ao já praticado no sistema de ferry. A expectativa é que a obra impulsione a economia regional e beneficie cerca de 70% da população baiana.

Projeto antigo começa a sair do papel

A ponte Salvador-Itaparica é discutida desde 2009 e passou por diferentes fases de negociação ao longo dos anos. O envio dos primeiros equipamentos representa um avanço concreto e marca o início efetivo da execução.

A construção visível da ponte deve começar apenas em 2027. Até lá, os trabalhos estarão concentrados na preparação da infraestrutura e na montagem da plataforma de apoio no mar.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Investimento

Túnel Santos-Guarujá recebe financiamento de R$ 2,5 bilhões para avanço das obras

O projeto do Túnel Santos-Guarujá ganhou um novo impulso com a formalização de um financiamento de R$ 2,5 bilhões concedido pelo Banco do Brasil. O recurso será utilizado como contrapartida do Governo de São Paulo dentro da parceria público-privada (PPP) que viabiliza a obra.

O investimento total do empreendimento chega a R$ 6,8 bilhões, integrando o Novo PAC do Governo Federal. A União participa com pouco mais de R$ 2,5 bilhões, enquanto a construtora portuguesa Mota-Engil responde por um aporte de R$ 1,6 bilhão. A concessão terá duração de 30 anos.

Estrutura moderna e integração de modais

Com 1,5 km de extensão — sendo 870 metros submersos — o túnel imerso Santos-Guarujá contará com três faixas de tráfego em cada sentido. O projeto inclui ainda uma faixa exclusiva para o VLT, além de acessos destinados a pedestres e ciclistas.

A infraestrutura também prevê conexões urbanas, edifícios operacionais e sistemas de apoio ao funcionamento da travessia, reforçando a proposta de mobilidade integrada.

Impacto na mobilidade e geração de empregos

A obra promete transformar a dinâmica de deslocamento na Baixada Santista. Atualmente, o trajeto entre Santos e Guarujá pode levar até 50 minutos, dependendo do uso de balsas. Com o túnel, a expectativa é reduzir o tempo para cerca de 5 minutos.

O projeto deve beneficiar uma população de aproximadamente 2 milhões de pessoas e gerar cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos durante sua execução.

Cronograma prevê início em 2027

A previsão é que as obras comecem em 2027, com entrada em operação estimada para 2031. A estrutura deve atender a uma demanda diária de até 78 mil usuários.

Hoje, mais de 21 mil veículos utilizam diariamente a travessia entre as duas cidades, além de milhares de ciclistas e pedestres.

Obra deve impulsionar o Porto de Santos

O Porto de Santos, o maior da América Latina, também será diretamente beneficiado. A nova ligação terrestre tende a reduzir conflitos logísticos com o tráfego marítimo e aumentar a eficiência das operações portuárias.

A expectativa é que o projeto fortaleça a infraestrutura logística brasileira, ampliando a competitividade do comércio exterior e atraindo novos investimentos para a região.

Projeto é considerado marco para a região

Autoridades destacaram o potencial transformador da obra, tanto para a mobilidade urbana quanto para o desenvolvimento econômico. O túnel deve integrar diferentes modais de transporte e melhorar a qualidade de vida na Baixada Santista.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Investimento

Fundo da Marinha Mercante aprova R$ 3,2 bilhões para projetos no Sudeste

O Fundo da Marinha Mercante aprovou cerca de R$ 3,2 bilhões em investimentos voltados à indústria naval no Sudeste, com foco principal na ampliação da infraestrutura portuária e na construção de embarcações.

Os recursos também contemplam iniciativas de apoio marítimo e serviços ligados à navegação, contribuindo para o aumento da capacidade operacional do setor e o fortalecimento da cadeia produtiva naval no país.

As propostas foram validadas durante a 62ª reunião do Conselho Diretor do fundo, realizada em 18 de março, com expectativa de geração de 1.610 empregos diretos.

Sudeste concentra projetos estratégicos

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os aportes reforçam a importância estratégica da região. De acordo com ele, os investimentos impulsionam a economia, ampliam a logística e consolidam o Sudeste como polo da atividade portuária brasileira.

Espírito Santo lidera volume de recursos

O estado do Espírito Santo concentra a maior fatia dos investimentos, com R$ 2,178 bilhões destinados ao projeto do Porto Central. A iniciativa prevê a construção de infraestrutura portuária e deve gerar 438 empregos diretos.

Projetos em São Paulo e Rio de Janeiro ampliam capacidade do setor

Em São Paulo, os projetos da Wilson Sons somam R$ 632,1 milhões, distribuídos em 23 empreendimentos, incluindo construção e manutenção de embarcações. A previsão é de 117 empregos diretos.

Já no Rio de Janeiro, diferentes empresas concentram investimentos relevantes:

  • CBO Holding: R$ 213,8 milhões, 16 projetos e 575 empregos
  • Belov Engenharia: R$ 68,7 milhões e 50 empregos
  • Galáxia Navegação: R$ 5,1 milhões e 260 empregos
  • OceanPact (Estaleiro Farol de São Thomé): R$ 97,8 milhões e 170 empregos

Política pública impulsiona logística e geração de empregos

Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, os investimentos são fundamentais para o desenvolvimento regional. Ele destaca que a medida fortalece a indústria naval, amplia serviços estratégicos e melhora a eficiência logística.

A iniciativa faz parte da estratégia do Governo Federal para expandir a infraestrutura portuária e estimular o crescimento do setor marítimo no Brasil.

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Investimento

Fundo da Marinha Mercante prevê R$ 41,7 bilhões em investimentos para transporte e indústria naval

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) deve impulsionar os modais de transporte no Brasil com um pacote de investimentos estimado em R$ 41,7 bilhões. A carteira de projetos foi apresentada nesta terça-feira (24), em Brasília, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Ao todo, estão previstos 890 empreendimentos em todo o país, com potencial para gerar mais de 180 mil empregos diretos, abrangendo iniciativas voltadas à indústria naval brasileira e à infraestrutura portuária.

Projetos abrangem embarcações, estaleiros e portos

A carteira do Fundo da Marinha Mercante reúne um conjunto diversificado de investimentos. Entre os destaques estão:

  • 612 construções de embarcações;
  • 115 projetos de reparo e docagem;
  • 141 modernizações de estruturas;
  • Implantação de 6 estaleiros;
  • 13 projetos portuários;
  • 3 terminais de transbordo.

As iniciativas envolvem 62 empresas e 32 estaleiros, reforçando o papel estratégico do setor para a logística nacional.

Segundo o ministro, o crescimento dos investimentos demonstra a força da política pública. Ele destacou que o volume de projetos aprovados avançou significativamente, acompanhado pelo aumento das contratações e pela geração de empregos, fortalecendo a competitividade do país.

Retomada da indústria naval impulsiona empregos

A retomada dos investimentos na indústria naval já apresenta reflexos no mercado de trabalho. Após períodos de baixa, quando o setor chegou a empregar cerca de 12 mil trabalhadores, o número atual supera 55 mil empregos diretos, representando um crescimento expressivo.

Esse avanço acompanha a expansão dos recursos destinados ao setor. O montante de projetos aprovados saltou de R$ 22,8 bilhões (2019–2022) para R$ 87,7 bilhões no ciclo atual (2023–2026). Já a carteira contratada cresceu de R$ 1,6 bilhão para R$ 14,2 bilhões, com 2025 se consolidando como o ano de maior execução financeira.

Distribuição regional dos investimentos

Os recursos do FMM serão distribuídos em todas as regiões do país:

  • Sul: R$ 14,1 bilhões;
  • Nordeste: R$ 11,9 bilhões;
  • Sudeste: R$ 10,4 bilhões;
  • Norte: R$ 5,3 bilhões.

Entre os principais projetos estão iniciativas relevantes em diferentes estados, envolvendo desde construção naval até plataformas logísticas e operações offshore.

Hidrovias ganham destaque na estratégia logística

O fortalecimento da navegação interior também é um dos focos da carteira. De acordo com representantes do setor, os investimentos contribuem para ampliar o uso das hidrovias brasileiras, especialmente em regiões onde os rios são fundamentais para o transporte de pessoas e mercadorias.

A ampliação da frota, melhorias na infraestrutura e maior segurança da navegação estão entre os benefícios esperados, aumentando a eficiência logística e promovendo integração regional.

Evento debateu futuro do transporte hidroviário

Como parte da agenda, o Ministério de Portos e Aeroportos realizou o Café Hidroviário, encontro que reuniu representantes do setor público e privado para discutir o papel estratégico da logística hidroviária no Brasil.

O evento abordou desafios e oportunidades para expandir o uso dos rios como alternativa mais sustentável e eficiente, com foco em infraestrutura, renovação da frota e melhorias no transporte de passageiros, especialmente em regiões dependentes desse modal.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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