Comércio, Economia, Internacional

Entenda como ataque dos EUA ao Irã afeta a economia e aumenta incerteza global

O bombardeio dos Estados Unidos contra instalações nucleares do Irã injetou novas incertezas nas perspectivas para inflação e atividade econômica em uma semana repleta de dados econômicos e comentários de autoridades, incluindo dois dias de depoimentos do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, ao Congresso.

As consequências negativas podem ser a parte mais fácil de ser vista: a possibilidade de um aumento nos preços de energia, a continuação da hesitação que tem dominado as famílias e as empresas e que pode prejudicar os gastos, e a chance de uma resposta do Irã que se materialize bem fora do Golfo.

Como já se espera que a economia dos EUA desacelere sob a pressão das altas tarifas de importação do governo Trump, um aumento nos preços do petróleo “poderia exercer uma forte pressão para baixo sobre a capacidade de gastos das famílias… e isso poderia desacelerar o PIB ainda mais”, disse Ellen Zentner, estrategista econômica chefe do Morgan Stanley.

Há também o caso mais otimista, caso os ataques abram caminho para uma eventual estabilidade na região.

“Prever os acontecimentos geopolíticos no Oriente Médio é um exercício traiçoeiro”, escreveram analistas da Yardeni Research após os ataques. “No entanto, o mercado de ações israelense sugere que podemos estar testemunhando uma transformação radical do Oriente Médio, agora que o Irã foi desnuclearizado.”

O principal índice acionário de Israel, o TA125, atingiu o maior nível de todos os tempos após os ataques.

Dito isso, o mercado de trabalho dos EUA está claramente perdendo força, mesmo que as pressões inflacionárias pareçam estar prestes a aumentar.

Os dados de pedidos contínuos de auxílio-desemprego de quinta-feira serão considerados no relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho para junho.

Até o momento, esses relatórios têm apontado para um mercado de trabalho mais fraco, mas ainda sólido, com a taxa de desemprego em um nível relativamente baixo de 4,2%, embora os membros do Fed estejam atentos a sinais de deterioração.

A expectativa é de que dados a serem publicados na sexta-feira mostrem o crescimento mais fraco dos gastos dos consumidores dos EUA desde janeiro. E, embora também se espere que a inflação se aproxime da meta de 2% do Fed no mês passado, muitas autoridades esperam que as tarifas se transformem em preços mais altos nos próximos meses.

Inflação e taxa de juros

Um aumento acentuado nos preços de energia poderia atiçar ainda mais a inflação.

Powell será pressionado sobre essa possibilidade e sobre outras ramificações dos acontecimentos no Oriente Médio durante dois dias de depoimentos ao Congresso, que começam na terça-feira no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados e continuam na quarta-feira no Comitê Bancário do Senado.

Na semana passada, autoridades do Fed mantiveram a taxa de juros na faixa atual de 4,25% a 4,50% e, embora tenham sinalizado que achavam que as condições econômicas provavelmente justificariam alguns cortes de juros ainda neste ano, Powell disse que essa previsão é pouco convincente, dada toda a incerteza sobre a política tarifária e como a economia reagirá.

Os acontecimentos entre os EUA e o Irã no fim de semana levantam novas questões sobre como a incerteza afetará a tomada de decisões do Fed, escreveu Sam Bullard, economista sênior do Wells Fargo.

“Os mercados estarão atentos a pistas sobre como o Fed recalibra os riscos inflacionários dos preços mais altos de energia e das tarifas contra as pressões desinflacionárias da desaceleração do crescimento”, disse ele.

Preço do petróleo

Os preços subiram desde o início do conflito, em 13 de junho, em meio a temores crescentes de que uma retaliação iraniana possa incluir o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do suprimento global de petróleo bruto.

Entretanto, os investidores estão avaliando a extensão do prêmio de risco geopolítico nos mercados de petróleo, uma vez que a crise do Oriente Médio ainda não teve impacto sobre a oferta.

E para o Brasil?

No Brasil, uma alta nos preços do petróleo tende a ser amenizada pelo política de preços ‘abrasileirada’ da Petrobras, que evita o repasse imediato da volatilidade nas cotações internacionais.

A escalada da tensão global e o risco de nova pressão inflacionária ocorrem logo após o Banco Central ter sinalizado o fim do ciclo de alta de juros no Brasil.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira, reconheceu que é importante considerar o risco da guerra sobre o cenário inflacionário no Brasil, mas reforçou que não deve haver um aumento fora de controle.

“A gente vem olhando para o risco de inflação não é de agora. A gente tem seca prolongada no Brasil. No ano de 2024, a gente teve uma desvalorização do real de 24%. E nem por isso a inflação saiu do controle. Ela teve um aumento preocupante que a gente está acompanhando de perto”, disse.

“Tanto que eu estou dizendo que agora está caindo no período agregado de 12 meses. Com toda essa instabilidade e volatilidade global, impactando o preço dos alimentos, o custo logístico das cadeias. Então acho que, mesmo com tudo isso, a gente tem mostrado bastante resiliência no Brasil”, emendou.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Internacional, Investimento

Líderes de gigantes chineses vêm conhecer projetos da Via Mar, ferrovias e data center

Um dos principais resultados da missão de SC à Ásia é a confirmação da visita de executivos de grandes grupos empresariais chineses em julho para avaliar investimentos em SC

Um dos resultados da missão de Santa Catarina à China é a confirmação da visita de líderes de grupos empresariais gigantes chineses para conhecer projetos potenciais para investimentos no estado. Eles confirmaram à comitiva de SC, que tem à frente o governador Jorginho Mello, que virão em cerca de 30 dias, o que significa visita na segunda quinzena de julho. O foco serão os projetos da Via Mar, instalação de um data center potente para facilitar o uso de inteligência artificial, investimentos em ferrovias e aeronaves para a aviação estadual e regional.

De acordo com o secretário de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos, Paulo Bornhausen, virão executivos dos grupos PowerChina, Inspur e CRRC. Quem virá pela PowerChina será o diretor e gerente geral Tang Yuhua. A empresa tem potencial para assumir a concessão da futura Via Mar, rodovia de 145 quilômetros para ligar de Joinville ao Contorno Viário da Grande Florianópolis.

Fonte: NSC

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Internacional, Mercado Internacional

Produção de algodão na China pode superar 7 mi/t pelo segundo ano consecutivo

Consumo da fibra segue incerto diante das altas taxas de juros, tensões geopolíticas, tarifas e demanda fraca por fios

As previsões para a produção de algodão no Brasil e na Austrália seguem elevadas, assim como para a China, onde espera-se uma safra superior a sete milhões de toneladas pelo segundo ano consecutivo.

Ao mesmo tempo, as incertezas em torno do consumo permanecem diante das altas taxas de juros, tensões geopolíticas, conflitos armados, incerteza sobre tarifas e demanda fraca por fios.

As informações constam no Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa desta sexta-feira (20).

Confira os destaques trazidos pelo Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa:

Algodão em NY – O contrato Jul/25 fechou nesta quarta-feira, 18/jun, cotado a 64,84 U$c/lp (-0,5% vs. 12/jun). O contrato Dez/25 fechou em 66,67 U$c/lp (-1,2% vs. 12/jun).

Basis Ásia – Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 991 pts para embarque Jun/Jul-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 18/jun/25).

Baixistas 1 – O contrato Dez/25 atingiu o menor patamar desde abril, pressionado por oferta abundante e demanda fraca.

Baixistas 2 – A produção no Brasil e Austrália permanece elevada. Na China, espera-se safra maior que 7 milhões de tons pelo segundo ano consecutivo.

Baixistas 3 – O consumo segue incerto diante de altas taxas de juros, tensões geopolíticas, conflitos armados, incerteza sobre tarifas e demanda fraca por fios.

Altistas 1 – Embora o USDA esteja projetando produção de 14 milhões de fardos este ano nos EUA, muitos analistas acreditam que essa previsão ainda está superestimada, especialmente diante das condições atuais de área e clima.

Missão Ásia 1 – A Abrapa encerrou com sucesso a missão na Ásia. Na segunda (16), o seminário Cotton Brazil Outlook reuniu os principais industriais têxteis da Coreia do Sul em Seul. O evento foi realizado em parceria com a SWAK, principal entidade do setor têxtil Coreano.

Missão Ásia 2 – governador de MT, Mauro Mendes, prestigiou o evento com sua comitiva, assim como a embaixadora do Brasil na Coreia do Sul, Márcia Donner.

Missão Ásia 3 – A missão faz parte do programa Cotton Brazil, realizado pela Abrapa em parceria com a ApexBrasil e apoio da Anea. Antes de Seul, a comitiva brasileira composta por produtores e traders brasileiros esteve no Congresso Chinês de Algodão em Guangzhou (China), e em Taipei (Taiwan).

Better Cotton Conference 1 – A Abrapa destacou durante a Better Cotton Conference a contribuição do cotonicultor brasileiro para o desenvolvimento sustentável do Brasil.

Better Cotton Conference 2 – O tema foi abordado pelo diretor da Abrapa, Marcelo Duarte, durante sua palestra no evento, que ocorreu nesta semana em Izmir, Turquia.

Better Cotton Conference 3 – diretor da SLC Roberto Acauan participou de importante painel na plenária principal do evento. Roberto apresentou as ações do grupo para mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Better Cotton Conference 4 – delegação brasileira que participou do evento, com representantes da Abrapa e da Anea, ainda realizou importantes reuniões para nosso setor durante o evento na Turquia.

Better Cotton Conference 5 – A Better Cotton anunciou que se tornará um padrão regenerativo nos próximos 12 meses, atualizando seus Princípios e Critérios, implementando uma estrutura de relatórios baseada em resultados socioambientais.

Better Cotton Conference 6 – Nick Weatherill foi apresentado como novo CEO da Better Cotton, substituindo Alan McClay após 10 anos. Ex-diretor executivo da International Cocoa Initiative, Weatherill traz ampla experiência em sustentabilidade.

Better Cotton Conference 7 – O primeiro compromisso internacional de Nick como CEO será uma viagem ao Brasil em Julho, em parceria com Abrapa e Anea.

EUA – O plantio nos EUA está chegando ao fim. O trabalho está quase concluído em seis dos 15 principais estados produtores e 85% da área estimada foi plantada até 15/jun (5 p.p. a menos que a média de cinco anos).

China 1 – As importações de algodão pela China em maio somaram cerca de 40 mil tons. Desde Out/16 os números não eram menores que 50 mil tons. O volume acumulado em 2024/25 é de 1,05 milhão de tons (contra 2,9 milhões tons da temporada passada).

China 2 – Importações de fios de algodão pela China atingiram 100 mil tons em maio (-7% X abr/25 e abaixo também de mai/2024). No acumulado da temporada, o total é de 1,06 milhão tons (contra 1,3 milhão em 2023/24).

China 3 – Observadores locais continuam prevendo um aumento na produção chinesa de algodão este ano, mesmo com o clima mais quente em Xinjiang.

Paquistão 1 – plantio já foi concluído em muitos distritos paquistaneses.

Paquistão 2 – Entra em vigor em 1º de julho o imposto de 18% sobre fios importados. Fiações paquistanesas já preveem aumento de preços no mercado interno.

Brasil – Exportações – As exportações brasileiras de algodão somaram 71,9 mil tons na primeira semana de maio. A média diária de embarque é 10,3% menor que no mesmo mês em 2024.

Brasil – Colheita 2024/25 – Até ontem (19/06), foram colhidos no estado da BA (6%), GO (30,55%), MG (25%), MS (2,25%), PI (9%), PR (75%) e SP (76,5%). Total Brasil: 2,42%.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Internacional, Logística, Mercado Internacional

Panamá: o polo logístico mais importante da América Latina

O Panamá continua se destacando como o hub logístico mais importante da América Latina, impulsionado por sua infraestrutura portuária, conectividade multimodal e pela Zona Livre de Colón.

Em 2024, o país movimentou mais de 9,5 milhões de TEUs (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés), um aumento de 15,1% em relação a 2023, segundo a Autoridade Marítima do Panamá (AMP). Esse desempenho mantém o país entre os dez principais centros logísticos do mundo.

Modelo logístico 360°

Nesse contexto, a Interborders — empresa especializada em comércio exterior, logística e aduanas — anunciou a abertura de sua sede corporativa na Cidade do Panamá. A nova base, localizada em Costa del Este, faz parte de um investimento anual estimado em US$ 200.000 e complementa a operação já existente em Colón, onde a empresa possui armazém próprio.

Com essa expansão, a Interborders fortalece sua oferta de serviços logísticos integrados, incluindo armazenagem, distribuição e operações multimodais.

“Estamos marcando um marco ao nos posicionarmos entre os grandes nomes do setor logístico regional”, afirmou Lucas Bianchi, CEO da empresa.

Presente na Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Estados Unidos e Panamá, a empresa projeta crescimento constante de sua carteira de clientes e um investimento total de US$ 700.000 no Panamá durante 2025. A expectativa é alcançar um volume mensal de 900 TEUs e superar a marca de cem clientes regulares.

Geração de empregos e projeção regional

A abertura da sede na capital panamenha também reflete o compromisso com o desenvolvimento de talentos locais. A Interborders mantém abertas vagas para diferentes posições, com candidaturas recebidas pelo e-mail rrhh@interborders.com.

A Cidade do Panamá se consolida como centro estratégico para decisões regionais, complementando a operação em Colón e facilitando o atendimento a diversos perfis de clientes na América Latina e no Caribe.

Simpósio e visão de futur

A empresa organizou o simpósio “Estratégia Logística: Inteligência Artificial, Conflitos e Portos”, que abordou temas como instabilidade geopolítica, digitalização e o uso de IA. Participaram especialistas como Miguel Vallejos, Jorge Barnett Lawton e Yohane Mavel López, que destacaram a resiliência e a adaptabilidade como elementos-chave do sucesso logístico atual.

Com isso, a Interborders avança em seu objetivo de se tornar um provedor líder em soluções logísticas personalizadas em toda a região, promovendo eficiência, inovação e sustentabilidade a partir de um dos eixos centrais do comércio mundial.

Fonte: Todo Logística News

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Comércio Exterior, Internacional

Conflito entre Irã e Israel: impacto nas cadeias de suprimento globais

O conflito armado entre Irã e Israel, que se intensificou em junho de 2025, está gerando uma série de riscos logísticos que afetam as cadeias de suprimento globais. As tensões provocaram interrupções em rotas marítimas estratégicas, aumentos nos custos de energia e uma crescente incerteza nos mercados internacionais.

Interrupções em rotas marítimas estratégicas

O estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — tem sido palco de incidentes recentes, como a colisão de dois petroleiros perto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. Esse tipo de evento evidencia a vulnerabilidade das rotas marítimas da região, que são essenciais para o comércio global.

Além disso, o conflito reacendeu temores sobre um possível fechamento do estreito por parte do Irã, o que poderia disparar os preços do petróleo e causar uma crise energética global.

Aumento de custos e volatilidade nos mercados de energia

Os preços do petróleo subiram significativamente devido à instabilidade na região. Por exemplo, o petróleo Brent chegou a US$ 76,45 por barril — o nível mais alto desde o início de 2025. Esse aumento impacta diretamente os custos de transporte e produção no mundo todo.

Desvios e atrasos nas cadeias de suprimento

Empresas estão reavaliando suas rotas logísticas, optando por alternativas mais seguras — porém mais caras. Por exemplo, algumas cargas que tradicionalmente passariam pelo Mar Vermelho estão sendo desviadas para contornar o Cabo da Boa Esperança, o que implica maiores tempos de trânsito e custos extras.

Recomendações para mitigar os riscos

Diante desse cenário, recomenda-se que as empresas:

  • Diversifiquem suas rotas logísticas: Evitar a dependência de uma única rota pode reduzir a exposição a riscos.
  • Revisem seus contratos de transporte: Incluir cláusulas que contemplem situações de força maior e ajustes de custos.
  • Fortaleçam relações com fornecedores alternativos: Isso pode garantir o fornecimento em caso de interrupções nas cadeias existentes.
  • Acompanhem de perto a situação geopolítica: Estar bem informado permite tomar decisões proativas e se adaptar rapidamente às mudanças.

O conflito entre Irã e Israel está impondo sérios riscos logísticos que afetam as cadeias de suprimento globais. É essencial que as empresas adotem estratégias de mitigação para se adaptarem a esse ambiente volátil e garantir a continuidade de suas operações.

Fonte: Todo Logística News

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Internacional, Negócios

Acordo automotivo Brasil-Argentina é ampliado com tarifa zero para peças

Decreto assinado por Alckmin flexibiliza condições de acesso ao mercado entre os dois países para ônibus, vans e caminhões com até 5 toneladas

O presidente em exercício, ministro Geraldo Alckmin, assinou nesta terça-feira (17) um decreto que amplia o acordo automotivo entre Brasil e Argentina, flexibilizando as condições de acesso ao mercado entre os dois países para ônibus, vans e caminhões com até 5 toneladas. O ato foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta terça.

O decreto também retoma a redução a zero das tarifas de importação de autopeças não produzidas no país. Em contrapartida, as empresas que utilizarem este benefício ficam obrigadas a investir 2% do valor dessas importações em pesquisa, inovação ou programas industriais prioritários para o setor automotivo.

O documento incorpora à legislação brasileira o 46º Protocolo Adicional ao Acordo de Complementação Econômica (ACE) nº 14. O Protocolo foi firmado entre Brasil e Argentina em 29 de abril deste ano, a partir de negociações que envolveram o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Por sua vez, o ACE-14, que traz regras para o comércio automotivo entre os dois países, foi assinado em 1990 e vem sendo sucessivamente aprimorado.

“Além de melhorar as condições de acesso a mercados e desonerar a importação de autopeças não produzidas localmente, o 46º Protocolo Adicional atualiza a classificação dos produtos e aprimora os critérios sobre regras de origem, que determinam se um item é realmente fabricado em um dos dois países”, diz o MDIC em nota.

Aprimoramento

De acordo com Alckmin, essa é uma medida que aprimora o acordo automotivo entre Brasil e Argentina, facilita o comércio, reduz custos e aumenta a competitividade da indústria brasileira.

“O setor automotivo brasileiro ocupa hoje a 8ª posição do ranking mundial na produção de veículos e gera mais de 1 milhão de empregos diretos e indiretos. No ano passado, teve crescimento de 14,1% nas vendas”, disse, ressaltando a contribuição do Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) para o desenvolvimento do setor.

O Mover, que oferece incentivos de R$ 19,3 bilhões até 2028, alavancou anúncios de investimentos privados de R$ 140 bilhões, segundo o MDIC.

Em nota, a pasta reforçou que os produtos automotivos são os principais bens do fluxo comercial Brasil-Argentina. A corrente de comércio bilateral dessas mercadorias, no ano de 2024, alcançou o patamar de US$ 13,7 bilhões, o que representa 50% do total de US$ 27,4 bilhões comercializados no ano.

Em 2025, a corrente de comércio total entre Brasil e Argentina já alcançou US$ 12,6 bilhões até maio, um crescimento de 26,2% em relação ao mesmo período de 2024.

Fonte: CNN Brasil


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Internacional, Negócios

Brasil e Honduras discutem a ampliação do comércio bilateral

Em reunião no MDIC, representantes dos dois países debatem formas de cooperação

Café, frutos do mar, têxteis máquinas e veículos integram a lista de potenciais produtos que podem fortalecer a balança comercial entre Brasil e Honduras. As oportunidades foram discutidas na reunião realizada nesta quarta-feira (18/6) entre o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o ministro de Promoção de Investimentos de Honduras, Miguel Medina, que está em visita ao Brasil.

Além da pauta comercial, o ministro hondurenho manifestou interesse também em aumentar ações de cooperação com o Brasil. “Temos uma relação comercial já exitosa com o Brasil e queremos ampliar outras formas de parcerias”, disse. Medina solicitou apoio ao MDIC para a concretização de uma missão empresarial brasileira para Honduras, que está sendo organizada para o segundo semestre.

O secretário Márcio Elias Rosa avalia que há interesse significativo das empresas brasileiras em incrementar o comércio e os investimentos com Honduras. Assegurou ainda o interesse do governo brasileiro em impulsionar a agenda comercial. “Queremos prosperar nesta parceria e desenvolver a complementariedade econômica, especialmente em áreas estratégicas como descarbonização e digitalização”, observou.

Em 2024, Honduras foi o 97º com maior fluxo de comércio com o Brasil. As exportações brasileiras para Honduras, no ano passado, somaram US$ 205,4 milhões. Predominam nesta pauta produtos da indústria de transformação (95,1%) e agropecuária (4,6%). Já as importações brasileiras de Honduras, em 2024, chegaram a US$ 23,9 milhões. As compras se devem em 65,9% de produtos variados; 31,8% da indústria de transformação e 2,3% da agropecuária.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Economia, Internacional

Fed mantém juros inalterados nos EUA entre 4,25% e 4,5% ao ano

Foi a quarta decisão seguida de manutenção da taxa, em movimento amplamente esperado pelo mercado financeiro

Federal Reserve (Fed) manteve inalterados os juros nos Estados Unidos entre a faixa de 4,25% e 4,5% ao ano, conforme decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) publicada nesta quarta-feira (18).

A decisão foi unânime, segundo comunicado. Os membros sinalizaram que os custos dos empréstimos ainda devem cair neste ano, mas reduziram o ritmo geral dos futuros cortes esperados diante da estimativa de inflação mais alta decorrente das tarifas do governo de Donald Trump.

Nas novas projeções econômicas, as autoridades esboçaram um quadro modestamente “estagflacionário” para a economia dos Estados Unidos, com o crescimento econômico desacelerando para 1,4% neste ano, o desemprego subindo para 4,5% até o fim do ano e a inflação encerrando 2025 em 3%, bem acima do nível atual.

Embora os membros ainda prevejam cortar os juros em 0,5 ponto percentual neste ano, conforme projetado em março e dezembro, eles reduziram um pouco o ritmo para um único corte de 0,25 ponto percentual em cada um dos anos de 2026 e 2027, em uma batalha prolongada para que a inflação volte à meta de 2%.

Foi a quarta decisão seguida de manutenção da taxa, em movimento amplamente esperado pelo mercado financeiro. O Fed segura os juros entre 4,25% e 4,5% desde dezembro do ano passado, quando interrompeu o ciclo de queda iniciado em setembro de 2024.

Os analistas do mercado projetam que a inércia na taxa de juros se estenda até a próxima reunião do Fed, entre 29 e 30 de julho, com a retomada do afrouxamento monetário a partir de setembro, mostram dados da CME Group.

O mercado já previa a manutenção da taxa, conforme membros do Fomc avaliam os sinais de arrefecimento da economia e o risco de aumento da inflação devido às tarifas de importação dos Estados Unidos e à escalada da crise no Oriente Médio.

Desde que definiu sua taxa na faixa atual de 4,25% a 4,5% em dezembro, o Fed tem observado as perspectivas econômicas ficarem nebulosas, principalmente depois que o presidente Donald Trump voltou ao poder em janeiro e reformulou a política comercial dos EUA, anunciando taxas sobre produtos importados.

Os preços do petróleo também têm subido após o ataque de Israel ao Irã na semana passada e trocas de mísseis entre os dois inimigos regionais, enquanto os dados sobre o mercado de trabalho, as vendas no varejo e outros aspectos da economia dos EUA sugerem que o crescimento pode estar enfraquecendo.

As autoridades do Fed disseram que buscam clareza sobre o caminho da economia rumo a uma inflação mais alta ou a um crescimento mais fraco antes de dar novas orientações sobre os juros, mas, até o momento, a perspectiva de aumento dos preços e de desaceleração do emprego continua sendo uma possibilidade.

Fonte: CNN Brasil


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Informação, Internacional

Perimetral Leste: Paraguai conclui obra da aduana; no lado brasileiro, execução chega a 77%

DER mantém entrega da rodovia para novembro deste ano; no Paraguai, ponte sobre Rio Monday será finalizada em 2026.

A obra das aduanas Brasil–Paraguai e Brasil–Argentina, que fazem parte do complexo da rodovia Perimetral Leste, chegaram a 77,31% da execução, segundo o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER). 

No lado paraguaio, a aduana — erguida em Presidente Franco — já está pronta e permite a passagem de carros pequenos pela Ponte da Integração, que liga o município a Foz do Iguaçu.

No entanto, a circulação de veículos ainda depende da conclusão das duas aduanas situadas em Foz do Iguaçu.

A aduana Brasil–Paraguai está sendo construída na cabeceira da Ponte da Integração, e a aduana Brasil–Argentina, próximo à Ponte da Fraternidade, ligação entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú.

Na aduana perto do Paraguai, em maio, de acordo com informe do DER, estavam sendo feitas as instalações dos acabamentos internos e dos revestimentos metálicos nas fachadas. Também começou a execução de meio-fio e de calçadas no pátio.

Já na aduana da entrada da Argentina, é possível observar a mudança da paisagem com a obra que fica na lateral da ponte. Lá, conforme o DER, o trabalho está voltado para assentamento de revestimentos cerâmicos, aplicação de revestimentos argamassados, execução de divisórias em drywall e instalações elétricas e hidrossanitárias. No pátio, já estão sendo erguidos muros de contenção.

De acordo com a Receita Federal (RF), com a inauguração do prédio, o edifício da atual aduana brasileira será desativado, porém ainda não se sabe o que será feito no espaço.

Uma ponte à espera de duas aduanas

Pronta desde 2023, a Ponte da Integração depende da conclusão das duas aduanas no Brasil e de obras complementares para que o trânsito de caminhões seja liberado.

No lado paraguaio, a aduana situada em Presidente Franco, nas proximidades da cabeceira da ponte, está pronta, e o Terminal de Cargas da Administração Nacional de Portos (ANP), com 96% das obras executadas, segundo a engenheira Laura Arevalo, encarregada do Escritório de Apoio da Ponte da Integração e do Corredor Metropolitano del Este.

As obras no lado paraguaio fazem parte do Corredor Metropolitano del Este, que incluiu, além da aduana, situada a três quilômetros da cabeceira da Ponte da Integração, outras cinco obras complementares.

Entre essas obras, há três rodovias, uma delas começa no quilômetro 17 da PY 02, em Minga Guazú, e segue até a rodovia PY 07, em Los Cedrales.

Outra importante edificação, imprescindível para habilitar a circulação de caminhões pela Ponte da Integração, é a ponte sobre o Rio Monday, cuja execução está em 20% e tem previsão de ser entregue apenas em 2026.

“Para a circulação de turistas estamos à espera da habilitação da Ponte da Integração, porém falta terminar a ponte sobre o Rio Monday para a travessia de caminhões pesados”, esclarece a engenheira.

Segundo o Ministério de Obras Públicas (MOC), do Paraguai, as obras complementares, em ambos os países, seriam concluídas somente no ano que vem.

No Brasil, o DER informou que as obras da Perimetral Leste serão entregues em 30 de novembro deste ano.

Com investimento de aproximadamente R$ 86 milhões até abril deste ano, a Perimetral Leste tem 15 quilômetros. A rodovia ligará a BR-277 à Ponte da Integração Brasil–Paraguai e à Ponte Tancredo Neves.

Fonte: H2Foz

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Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Rússia espera que Brasil ocupe lacunas de mercado em complemento à China após saída de empresas ocidentais

As empresas brasileiras podem preencher algumas das lacunas nos mercados russos deixadas pela saída de empresas ocidentais e apenas parcialmente ocupadas pelas companhias chinesas, disse nesta quarta-feira o vice-ministro da Economia da Rússia, Vladimir Ilyichev.

A saída abrupta de dezenas de empresas ocidentais da Rússia devido ao conflito na Ucrânia levou à fuga de capitais e à desaceleração econômica. Moscou agora se concentra na produção local e na cooperação com os chamados países “amigos” que não impuseram sanções, particularmente os membros do Brics: Brasil, Índia, China e África do Sul.

Qualquer empresa ocidental que tente retornar para a Rússia enfrenta barreiras, e alguns setores, como o de telecomunicações, parecem estar totalmente fora dos limites.

Empresas locais preencheram alguns nichos deixados pelas companhias ocidentais, enquanto outros setores, particularmente a indústria automobilística, agora são dominados pelos chineses.

Ilyichev, falando no painel Brasil-Rússia no fórum econômico russo em São Petersburgo, sugeriu que empresas brasileiras poderiam estabelecer operações na Rússia para fornecer produtos de engenharia e bens relacionados às indústrias de consumo.

“Acreditamos que as empresas brasileiras podem ocupar alguns dos nichos que ficaram vagos em nosso mercado, após a saída de empresas ocidentais, e que ainda não foram totalmente preenchidos por nossos colegas chineses”, disse Ilyichev.

O comércio bilateral de bens como fertilizantes, derivados de petróleo, alimentos e metais entre a Rússia e o Brasil atingiu o recorde de US$12,4 bilhões em 2024, embora as exportações brasileiras estejam bem abaixo das russas.

Ilyichev disse estar esperançoso com uma cooperação mais ampla, inclusive em termos de energia nuclear.

Em um painel separado, o presidente-executivo da Rostelecom, Mikhail Oseevskiy, disse: “(Empresas) europeias, empresas americanas, desenvolvedores de software e hardware não devem ser autorizados a entrar. A estrada deve ser fechada. Eles saíram, batendo a porta, abandonando tudo: não há confiança.”

Os comentários ecoaram os do presidente-executivo do conglomerado industrial Rostec, uma peça crucial da indústria de defesa da Rússia.

“Os vários parceiros ocidentais que tínhamos antes de 2022 falharam conosco”, disse o chefe da Rostec, Sergei Chemezov, em uma entrevista na semana passada à Razvedchik, uma revista publicada pelo SVR, o serviço de inteligência estrangeira da Rússia.

Fonte: Investing

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