Internacional

EUA confirmam que Filipe Martins não entrou no país e contestam decisão de Alexandre de Moraes

O Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) confirmou, em comunicado divulgado nesta sexta-feira (10), que o ex-assessor da Presidência Filipe Martins não entrou nos Estados Unidos em 30 de dezembro de 2022, data citada em documentos usados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para decretar sua prisão preventiva.

CBP aponta erro em registro e abre investigação

De acordo com o texto oficial, o CBP realizou uma “revisão minuciosa de todas as evidências disponíveis” e concluiu que não há registro de entrada de Filipe Martins no país na data mencionada. O órgão norte-americano informou ainda que um erro interno fez com que o dado incorreto fosse inserido no sistema, e que uma investigação foi aberta para apurar a origem da falha.

A nota também faz referência direta às ações de Alexandre de Moraes, afirmando que “essa constatação contradiz diretamente as afirmações feitas pelo ministro do STF, recentemente sancionado pelos Estados Unidos por supostas violações de direitos humanos”.

Defesa contesta prisão preventiva no STF

Durante o ano de 2024, a defesa de Filipe Martins apresentou diversos pedidos de liberdade ao Supremo Tribunal Federal, todos negados. Os advogados sustentaram que não havia provas de que o ex-assessor tivesse deixado o país e que a prisão preventiva se prolongava por tempo excessivo, sem justificativa adequada.

Governo americano reforça compromisso com integridade e direitos humanos

Na conclusão do comunicado, o CBP destacou que “condena qualquer uso indevido de registros falsos para justificar prisões ou condenações”, reforçando o compromisso da agência com a integridade dos sistemas fronteiriços, a justiça e o respeito aos direitos humanos.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Senado

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Internacional

Lula viaja à Itália para o Fórum Mundial da Alimentação e reuniões sobre combate à fome

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou neste sábado (11) rumo à Itália para participar do Fórum Mundial da Alimentação 2025, promovido pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura). Segundo a agenda oficial, Lula deixou o Brasil por volta das 17h, com escala em Cabo Verde, antes de seguir viagem para Roma.

Fórum Mundial da Alimentação celebra 80 anos da FAO

O evento, que ocorre na próxima segunda-feira (13), é o principal encontro anual da FAO e, nesta edição, celebra os 80 anos de criação da organização internacional. A conferência será marcada por atividades comemorativas e pelo reconhecimento de boas práticas em segurança alimentar e agricultura sustentável.

A participação de Lula tem caráter simbólico: o Brasil foi recentemente retirado do Mapa da Fome, conforme o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo (SOFI 2025), divulgado em julho. O feito reforça o papel do país nas discussões globais sobre o tema.

Encontros sobre a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza

Durante a estadia em Roma, o presidente também participará da Segunda Reunião do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, na sede da FAO. O encontro reunirá ministros, agências da ONU, bancos multilaterais e organizações da sociedade civil, em formato híbrido, para avaliar os avanços da iniciativa criada em 2024.

As discussões incluirão os desdobramentos da Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática Centrada nas Pessoas, proposta pela Presidência brasileira da COP30, que será lançada em novembro, durante a Cúpula de Líderes.

Além disso, Lula inaugurará o Mecanismo de Apoio da Aliança Global, que funcionará como secretariado da iniciativa, com sede na FAO e escritórios em Brasília, Adis Abeba, Bangkok e Washington.

Criada a partir de uma proposta da presidência brasileira do G20, a Aliança tem o objetivo de acelerar esforços para erradicar a fome e a pobreza, promovendo redução das desigualdades e ações conjuntas entre países e instituições.

Audiência com o Papa e retorno ao Brasil

Ainda na segunda-feira (13), o presidente Lula será recebido no Vaticano pelo Papa Leão XIV, conforme informou a Santa Sé. O retorno a Brasília está previsto para quarta-feira (15), quando Lula deve se reunir com a equipe econômica para discutir a derrubada da medida provisória do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Após o revés no Congresso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cancelou compromissos nos Estados Unidos para cuidar das articulações sobre o tema. Lula também deverá tratar, na volta, da indicação do novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), após o anúncio da aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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Internacional

Trump anuncia reunião com Xi Jinping para discutir soja

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que a soja será um dos principais assuntos em seu encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, marcado para daqui a quatro semanas.

Dificuldades para os produtores de soja

Em postagem no Truth Social, Trump destacou que os produtores de soja americanos estão sendo prejudicados porque a China “apenas por razões de ‘negociação’” não está comprando o produto, afetando o setor agrícola do país.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Kevin Lamarque

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Internacional

A China prepara um plano de retaliação antes do prazo dos EUA para a taxa portuária

A China está tomando medidas preventivas contra os planos dos EUA de aumentar taxas portuárias para cargas ligadas à China.

O premier chinês Li Qiang assinou um decreto do Conselho de Estado no fim de semana, que estabelece que a China tomará as contramedidas necessárias contra países ou regiões que imponham ou apoiem proibições discriminatórias, restrições ou medidas semelhantes direcionadas a operadores chineses, embarcações ou tripulações envolvidas no transporte marítimo internacional e serviços relacionados.

O Representante Comercial dos EUA (USTR) deve impor as taxas portuárias a partir de 14 de outubro, embora as regras finais ainda não tenham sido publicadas. A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) está trabalhando em um sistema de arrecadação.

A falta de clareza da legislação que está por vir levou alguns a argumentar que, como outras táticas de negociação adotadas pela equipe de comércio de Donald Trump neste ano, o prazo de 14 de outubro pode ser estendido ou até mesmo cancelado.

“Nem todos estão convencidos de que as taxas de atracação portuária do USTR em 14 de outubro para navios e operadores chineses irão se concretizar, já que a questão pode fazer parte das negociações em andamento entre EUA e China”, comentou Judah Levine, chefe de pesquisa da Freightos, plataforma de reservas de contêineres, em nota a clientes no início deste mês.

FONTE: Splash 247
IMAGEM: Reprodução/Splash 247

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Internacional

A “grande fratura”: o colapso matemático da China

O autoritarismo não resolve crises: amplifica erros

A China enfrenta hoje quatro impossibilidades matemáticas interconectadas: uma crise demográfica em que a força de trabalho encolhe enquanto o número de aposentados explode; uma dinâmica de dívida em que cada vez mais empréstimos produzem retornos decrescentes; restrições de inovação apesar de gastos massivos em pesquisa e desenvolvimento; e uma dependência crítica de recursos em meio a uma moeda enfraquecida.

A dependência externa agrava o dilema: a China importa cerca de 75% do petróleo que consome, 70% da soja, 80% do cobre e 95% do lítio. São insumos estratégicos para energia, alimentação, infraestrutura e tecnologia verde. Cada fração de crescimento exige mais recursos, mas, para comprá-los, a China precisa de dólares, e para obter dólares precisa exportar — exatamente o modelo que se deteriora com menos mão de obra barata e falta de inovação.

Estes não são desafios políticos que uma nova liderança poderia resolver. São realidades aritméticas que se reforçam mutuamente e que o regime de Xi Jinping não tem como enfrentar de forma ordenada.

Crescimento populacional em queda

As projeções da ONU (World Population Prospects 2024) são implacáveis: a taxa de fertilidade chinesa está ao redor de 1,0 – 1,1, aproximadamente metade da necessária para manter a população estável. O total de aposentados cresce 20 milhões por ano, enquanto a força de trabalho encolhe 10 milhões. Nesse compasso, até 2050 haverá aproximadamente 450 milhões de pessoas acima de 65 anos para uma população ocupada no mercado de trabalho drasticamente reduzida, em torno de 700 milhões – criando uma relação de dependência que nenhum sistema previdenciário foi projetado para sustentar. A China não será o primeiro a conseguir.

Alguns analistas argumentam que o país poderia compensar isso com uma transição para o consumo interno, aproveitando seus 1,4 bilhão de consumidores e a ascensão da classe média. Mas essa é uma esperança aritmeticamente impossível. Populações envelhecidas tendem a poupar, não gastar. Jovens sem emprego não consomem.

O desemprego juvenil está acima de 20% segundo dados oficiais, e estimativas independentes sugerem mais de 30%. E não se trata de uma geração “preguiçosa”: a causa é estrutural – desaceleração econômica, colapso do setor imobiliário, falta de empregos qualificados.

O fenômeno “tang ping” (ou “deitar-se”) que viralizou entre os jovens chineses, simboliza o desânimo de uma geração que cresceu com prosperidade e não aceita sacrificar-se sem perspectiva de futuro. Significa literalmente recusar-se a competir na corrida social. Jovens desiludidos com a falta de perspectivas, optam por viver com o mínimo, rejeitando as pressões de carreira e consumo. Mais que preguiça, é um retrato de desalento geracional diante de uma equação sem futuro.

O dilema da economia chinesa

A matemática da dívida reforça o impasse. Segundo o BIS, a dívida do setor não-financeiro já chega a 295% do PIB (dados de 2023). Quando se incluem as operações do chamado shadow banking e os veículos extra balanço – empresas criadas por governos locais (os Local Government Financing Vehicles, ou LGFVs) para captar recursos fora do orçamento oficial -, a alavancagem estimada se aproxima de 350% do PIB.

O crescimento nominal da economia tem ficado na faixa de 4-5% nos últimos anos, enquanto o custo médio da dívida gira em torno de 4% ao ano. O resultado é que cada vez mais dívida é necessária para gerar o mesmo crescimento: hoje, US$ 3 trilhões em nova dívida para produzir apenas US$ 1 trilhão em PIB. Essa dinâmica de retornos decrescentes expõe o país a um círculo vicioso: quanto mais se endivida, menos eficiente esse endividamento se torna.

Inovação: investimento sem retorno

No campo da inovação, a realidade não é diferente. Apesar de gastar mais de US$ 500 bilhões anuais em P&D, a China não consegue produzir semicondutores de ponta, motores a jato comerciais competitivos, vacinas mRNA equivalentes às ocidentais ou softwares empresariais globais. Mesmo os chips de 7 nanômetros produzidos pela SMIC (Semiconductor Manufacturing International Corporation, a principal fabricante de semicondutores da China) estão duas gerações atrás dos líderes globais.

“7 nanômetros” é a medida de miniaturização dos transistores: quanto menor a escala, maior a capacidade computacional e menor o consumo de energia. Na prática, porém, essa produção chinesa depende de equipamentos ocidentais, ocorre em baixa escala e a custos elevados.

A inovação verdadeira requer informação aberta, tolerância ao fracasso, proteção da propriedade intelectual e liberdade para desafiar autoridades. É justamente o que o sistema autoritário chinês não permite. O resultado é que a defasagem criativa aumenta a cada ano, não diminui.

O método chinês para contenção de crise

Zero-COVID foi o raio-X definitivo do sistema. Confrontado com a impossibilidade de conter a variante Ômicron, Xi Jinping dobrou a aposta em vez de adaptar a estratégia.

Cidades com mais de 25 milhões de habitantes foram trancadas por causa de casos isolados. A economia foi paralisada por um vírus já domesticado por vacinas no resto do mundo. Então, em dezembro de 2022, veio a reversão total, da noite para o dia, sem preparação nem transição. Hospitais colapsaram, milhões foram infectados ao mesmo tempo, e incontáveis mortes ficaram sem registro. O padrão é claro: negação, repetição do erro, pânico e reversão caótica. Se não conseguiu adaptar-se a um vírus, como se adaptará a uma crise demográfica e de dívida?

Há quem diga que regimes autoritários têm a vantagem da ação decisiva: reestruturar dívidas de forma imediata, realocar milhões de pessoas, suprimir dissidências. Mas cada solução desse tipo cria novos problemas. Forçar deslocamentos em massa gera ressentimentos que duram gerações. Fechar setores inteiros destrói a confiança dos empresários. Reestruturar dívidas sem estado de direito implode o mercado de capitais. O autoritarismo não resolve crises: amplifica erros.

Defensores do modelo chinês também recorrem ao exemplo do Japão, que conseguiu atravessar três décadas de declínio demográfico sem colapso, sustentado por democracia, aliança com os Estados Unidos, tecnologia de ponta e instituições sólidas. Mas a comparação não se sustenta. O Japão tinha válvulas de escape: cidadãos podiam votar, protestar, emigrar. A democracia amorteceu a estagnação. A China não tem essas válvulas. Quando o crescimento estagnar, o Partido Comunista perderá sua única fonte de legitimidade: o pacto tácito “nós entregamos crescimento, vocês ficam quietos”. Sistemas autoritários não conseguem administrar declínio pacificamente porque não podem admitir fracasso. Como ocorreu com Gorbachev, qualquer tentativa de Xi de corrigir o rumo arriscaria abrir a rachadura que implode o regime. 

Mesmo que a aritmética interna já seja insustentável, fatores externos podem acelerar o desfecho. Entre eles, a pressão americana, com sanções, alianças e restrições financeiras cada vez mais duras. Não é coincidência que esse cerco tenha se intensificado justamente quando as fragilidades estruturais da China ficaram mais evidentes. Trump, com seu estilo errático, inaugurou tarifas e sanções que embaralharam os planos de Pequim. O establishment americano – inteligência, diplomacia e defesa – parece consciente de que este é o momento ideal para acelerar a pressão e testar os limites do modelo chinês. E Taiwan pode ser, para a China, o que o Afeganistão foi para a União Soviética: um atalho para o desgaste definitivo, acelerando o colapso em vez de preveni-lo.

Na minha avaliação, o cenário mais provável é o de uma crise sistêmica entre 2027 e 2035, com 60% de chance. Essa não é uma probabilidade estatística exata, mas uma estimativa baseada no encadeamento das tendências. Atribuo ainda 25% a uma estagnação japonesa com características chinesas, sustentada por repressão total, mas improvável politicamente e 15% a um conflito externo como distração (Taiwan ou o Mar do Sul), expediente historicamente associado a colapsos acelerados.

Nenhuma análise séria estaria completa sem reconhecer as incertezas. As dinâmicas podem levar 20 anos em vez de 5 ou 10. Avanços tecnológicos disruptivos, como inteligência artificial ou fusão nuclear, poderiam alterar completamente a equação.

A resiliência cultural chinesa, subestimada no Ocidente, pode prolongar a trajetória. E não se pode descartar a possibilidade de a China encontrar um modelo alternativo e imprevisível que escape às nossas categorias. Mas, apesar das incertezas, a conclusão é clara. A China enfrenta impossibilidades matemáticas que se reforçam mutuamente.

Zero-COVID já mostrou a sequência típica: negação, repetição do erro, pânico e reversão caótica. Quando a crise demográfica e da dívida se tornar inegável, veremos o mesmo ciclo, mas em escala maior.

Para o Brasil, isso representa tanto risco quanto oportunidade. Em commodities, a China continuará comprando, mas com menos poder de barganha. Na indústria, parte da manufatura que sai da China pode vir para cá. No tabuleiro geopolítico, será necessário escolher o lado vencedor.

Para investidores, a recomendação é reduzir exposição à China e ampliar posições em países como Estados Unidos, Índia e Vietnã.

A aritmética não tem ideologia. Não se curva à autoridade. E, no fim, sempre vence.

Fonte: InfoMoney
Imagens: Reprodução/InfoMoney e Freepik

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Internacional

Ponte mais alta do mundo é inaugurada na China e encurta viagem de horas para minutos

Nova obra em Guizhou desafia recordes de engenharia

A China inaugurou neste domingo (28) a ponte mais alta do mundo. Localizada a 625 metros acima do rio Beipan, a Ponte do Grande Cânion Huajiang, na província de Guizhou, levou três anos para ser concluída e promete transformar a logística da região.

Viagem que levava horas agora dura minutos

O novo projeto reduz drasticamente o tempo de deslocamento em um desfiladeiro que antes exigia duas horas de viagem, agora percorrível em apenas dois minutos. A infraestrutura representa um avanço significativo para o transporte e a conectividade local.

Região de Guizhou se consolida como polo de pontes altas

Curiosamente, a antiga ponte mais alta do mundo, com 565 metros de altura, está a apenas 100 quilômetros da nova construção. Esse dado evidencia o rápido desenvolvimento da província, que abriga quase metade das 100 pontes mais altas do planeta.

Dimensões impressionantes da Ponte do Grande Cânion Huajiang

Com 1.420 metros de comprimento, a ponte é quase dez vezes mais alta que a famosa Ponte Golden Gate, em São Francisco, nos Estados Unidos, reforçando a grandiosidade da obra e a capacidade técnica envolvida na sua construção.

FONTE: InfoMoney
IMAGEM: REPRODUÇÃO / InfoMoney

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Internacional

Trump anuncia tarifa de 100% sobre importações de produtos farmacêuticos

Medicamentos de marca ou patenteados serão taxados com nova alíquota a partir de 1º de outubro, a menos que empresa esteja construindo fábrica nos EUA

Os Estados Unidos imporão uma tarifa de 100% sobre as importações de produtos farmacêuticos de marca ou patenteados a partir de 1º de outubro, a menos que uma empresa farmacêutica esteja construindo uma fábrica nos EUA, disse o presidente Donald Trump nesta quinta-feira (25).

“Não haverá, portanto, nenhuma tarifa sobre esses produtos farmacêuticos se a construção já tiver começado”, disse Trump no Truth Social.

A Pharmaceutical Research and Manufacturers of America se opôs às novas tarifas sobre medicamentos, afirmando no início deste ano que 53% dos US$ 85,6 bilhões em ingredientes usados ​​em medicamentos consumidos nos Estados Unidos eram fabricados no próprio país, com o restante vindo da Europa e de outros aliados.

Fonte: CNN Brasil

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Internacional

Revista diz que China restringiu conteúdo religioso na internet

A revista Bitter Winter, que acompanha violações de direitos na China, publicou em seu site na última quinta-feira (18) a tradução de uma nova regulamentação do governo chinês que restringe a atuação do clero religioso na internet. O documento, com 18 artigos, foi divulgado oficialmente em 15 de setembro pela Administração Nacional de Assuntos Religiosos chinesa.

Segundo a tradução da revista, o texto estabelece que líderes religiosos só podem pregar ou ensinar pela internet em plataformas oficiais, controladas por instituições registradas e licenciadas pelo governo. O uso de redes sociais, transmissões ao vivo ou grupos de mensagens para evangelização fica proibido.

O regulamento também proíbe a evangelização de menores, a realização de rituais religiosos online, a arrecadação de fundos pela internet e o uso de inteligência artificial para criar ou divulgar conteúdo religioso. A norma ainda veta vínculos de religiosos com grupos estrangeiros e exige apoio explícito ao Partido Comunista e à “sinicização” das religiões, ou seja, o alinhamento com a ideologia estatal.

Religiosos que descumprirem as regras podem ter credenciais suspensas, contas online encerradas e até serem investigados criminalmente. Já as plataformas que não obedecerem podem sofrer sanções do governo.

A revista Bitter Winter reforça que sua tradução busca dar clareza sobre a medida e evitar interpretações equivocadas. O Pleno.Newsreproduz abaixo, na íntegra, os 18 artigos traduzidos pela publicação:

Artigo 1: Estes regulamentos são estabelecidos de acordo com os Regulamentos sobre Assuntos Religiosos, as Medidas para a Administração do Clero Religioso, as Medidas para a Administração dos Serviços de Informação da Internet, as Medidas para a Administração dos Serviços de Informação Religiosa da Internet e outras leis e regulamentos, para regular a conduta online do clero religioso e manter a ordem no campo religioso da Internet.

Artigo 2: O clero religioso que participa de atividades online deve amar a pátria, apoiar a liderança do Partido Comunista Chinês, defender o sistema socialista, cumprir as leis e regulamentos nacionais e cumprir as disposições pertinentes sobre a gestão de assuntos religiosos. Deve observar a moralidade social, manter a ordem pública e os bons costumes, dar o exemplo no cumprimento da “Convenção de Autodisciplina sobre o Uso Civilizado da Internet”, seguir as regras e regulamentos religiosos e aceitar a supervisão governamental e a supervisão social.

Artigo 3: O clero religioso deve defender os valores socialistas fundamentais, seguir o princípio de independência e autogestão das religiões do nosso país, aderir à sinicização das religiões do nosso país, orientar ativamente as religiões para que se adaptem à sociedade socialista e promover a harmonia religiosa, social e étnica ao usar a Internet.

Artigo 4: O clero religioso que se envolve em atividades online fora de sua capacidade oficial deve seguir as leis, regulamentações e regras nacionais relevantes sobre gestão de assuntos religiosos; ao registrar e usar contas online públicas para compartilhar informações e mensagens instantâneas como clero religioso, eles são obrigados a enviar seus certificados de clero aos provedores de serviços de internet para verificação.

Artigo 5: O clero religioso só pode pregar ou fornecer educação religiosa e treinamento online por meio de sites, aplicativos, fóruns e plataformas semelhantes que sejam legalmente estabelecidos por grupos religiosos, escolas religiosas, templos, mosteiros e igrejas e que tenham obtido uma “Licença de Serviços de Informações Religiosas na Internet”.

Artigo 6: O clero religioso deve desenvolver bons hábitos online, resistir intencionalmente à cultura online negativa e não deve se autopromover ou usar tópicos e conteúdos religiosos para atrair atenção e tráfego.

Fonte: PLENO NEWS 

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Internacional

Argentina projeta exportação de 2 milhões de toneladas de milho em setembro, aponta line-up

O line-up argentino de milho, que detalha a programação de embarques do grão, projeta a exportação de 2,045 milhões de toneladas em setembro, de acordo com levantamento realizado por Safras & Mercado.

Volume já embarcado e expectativa para o mês
Do total previsto para o mês, 1,2 milhão de toneladas já foram embarcadas, enquanto 844,978 mil toneladas permanecem projetadas para futuras exportações.

Projeção acumulada para 2025/26
No período de março de 2025 a fevereiro de 2026, o line-up registra um acumulado preliminar de 21,261 milhões de toneladas de milho programadas para exportação, refletindo a robusta presença da Argentina no mercado internacional de grãos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional

Relação comercial Brasil–Estados Unidos interessa aos dois lados, diz secretária

Em audiência pública no Senado Federal, secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, enfatizou a importância de solução negociada com EUA

A secretária de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), participou nesta quarta-feira (24/9) de Audiência Pública da Secretaria de Comissões Coordenação de Comissões Especiais, Temporárias e Parlamentares de Inquérito (CTEUA), no Senado Federal.

Os parlamentares e autoridades se reuniram para discutir os impactos da investigação aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil ao amparo da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana.

A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, apresentou um panorama da relação bilateral e destacou que, de janeiro a agosto, o Brasil exportou US$ 26,6 bilhões para os Estados Unidos, um aumento de 1,66% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as importações somaram US$ 30 bilhões, um aumento de 11,44%. Ressaltou ainda a diversificação da pauta exportadora, composta principalmente por manufaturados, mas também por produtos agrícolas e da indústria extrativa.

“O Brasil não é um problema comercial para os Estados Unidos. O Brasil é um país que tem superávit comercial com o mundo e um déficit com os Estados Unidos, ao passo que os EUA são um país que têm um déficit com o mundo e superávit com o Brasil. Na nossa visão, essa não é a métrica que deve pautar a avaliação do relacionamento bilateral, mas, se é tão importante para os EUA neste momento, o Brasil de fato não é um problema. Apesar do déficit comercial, essa é uma relação que interessa os dois lados, gera empregos e contribui para o dinamismo da atividade econômica nos dois países.”, afirmou Prazeres.

 A secretária destacou, ainda, o empenho do vice-presidente da República e Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, nas tratativas com o lado americano com vistas a encontrar uma solução negociada mutuamente benéfica para ambos os países.

De acordo com a secretária, cerca de 10 mil empresas brasileiras vendem para o mercado americano. “É esse universo que nos preocupa quando pensamos nas medidas aplicadas pelos Estados Unidos. Estamos falando de milhares de empresas e empregos que dependem dessa relação comercial”, destacou.

Sobre a investigação em curso no âmbito da Seção 301, aberta em julho pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), a secretária reafirmou a posição brasileira: “O Brasil seguirá firme na defesa de seus interesses na busca de uma solução negociada em temas comerciais com os EUA”, garantiu a secretária Tatiana Prazeres.

 relatora da comissão, senadora Tereza Cristina, reforçou a importância da participação de diversos públicos de interesse. “A realização dessa audiência pública permite que a comissão exerça seu papel institucional de reunir informações das diversas partes envolvidas para construir um quadro claro dos interesses, motivações e forças atuantes em ambos os lados e de buscar canais de interlocução com atores-chave nos dois países”.

Para o presidente da CTEUA, Nelsinho Trad, este é um ambiente de debate estratégias junto a ministros, empresários e especialistas para garantir que nossas exportações e nossa competitividade não sejam comprometidas. “O foco é proteger empregos, renda e setores produtivos, buscando sempre soluções por meio do diálogo e da cooperação”, concluiu.

Confira aqui a apresentação da secretária da Secex, Tatiana Prazeres.

Assista a audiência no Senado Federal.

Fonte: MDIC

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