Comércio, Internacional

Alckmin lidera missão multissetorial à Índia para buscar mais comércio, investimentos, empregos e cooperação em áreas estratégicas

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, inicia nesta quarta-feira (15/10) missão oficial à República da Índia, com foco em aumentar o fluxo bilateral de comércio e investimentos, além de gerar empregos em ambos os países.

A missão ocorrerá em Nova Delhi entre 15 e 17 de outubro de 2025 e implementará os objetivos traçados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Primeiro-Ministro da Índia, Narendra Modi, durante visita de Estado ao Brasil, em 8 de julho passado. Também marca uma nova etapa da Parceria Estratégica Brasil-Índia, estabelecida em 2006, e ocorre em contexto de forte crescimento do intercâmbio comercial.

“Estou indo à Índia com o espírito de abrir mercados e aumentar o comércio. Nós podemos ter muita complementaridade econômica e investimentos recíprocos”, disse Alckmin. “Vamos também preparar a visita do presidente Lula à Índia, prevista para fevereiro do ano que vem”, completou.

De janeiro a maio deste ano, as exportações brasileiras para a Índia aumentaram 14,8% (atingindo US$ 2,395 bilhões), enquanto as importações cresceram 31,8%, quando comparadas ao mesmo período do ano passado.

A Índia já é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. Ocupa posição estratégica como 11º destino das exportações brasileiras e sexto fornecedor ao Brasil em 2024. “O objetivo é expandir ainda mais o fluxo de comércio bilateral, que já é o sétimo maior do Brasil”, disse Alckmin.

MISSÃO MULTISSETORIAL PÚBLICO-PRIVADA – A comitiva inclui os ministros da Saúde, Alexandre Padilha; e da Defesa, José Múcio Monteiro; além de líderes empresariais de diversas áreas.

Também estarão presentes autoridades e representantes dos ministério das Relações Exteriores (MRE); da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); de Minas e Energia (MME); do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Participarão da delegação representantes da Agência Espacial Brasileira (AEB), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil), Anvisa, Fundação Oswaldo Cruz e Petrobras.

O programa da visita prevê reuniões de trabalho com os ministros da Defesa, Rajnath Singh; do Comércio e da Indústria, Piyush Goyal; dos Assuntos Estrangeiros, Dr. S. Jaishankar; do Petróleo e Gás Natural, Hardeep Singh Puri; e outras altas autoridades.

DIÁLOGO EMPRESARIAL BRASIL-ÍNDIA – No dia 16 de outubro, está prevista a participação do vice-presidente no Diálogo Empresarial Brasil-Índia, fórum coordenado pelo Departamento de Promoção Comercial, Investimentos e Agricultura do Itamaraty, com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Participam do evento a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Câmaras de Comércio e Indústria da Índia (FICCI).

Do lado brasileiro, participarão empresários dos setores de alimentos, bebidas, agronegócio, construção, tecnologia, química e saúde, máquinas e equipamentos, energia e moda. “É uma missão de trabalho para abrir comércio, investimentos e gerar emprego em ambos os países. O Brasil está de portas abertas para fazer mais, melhor e mais rápido com a Índia”, disse Alckmin.

No âmbito da programação, a CNI e a FICCI celebrarão a assinatura de Memorando de Entendimento para a criação do Fórum Empresarial de Líderes Brasil-Índia. O novo mecanismo permanente de diálogo entre os setores privados dos dois países terá como propósito aprofundar as relações econômicas e comerciais, estimular parcerias estratégicas e apresentar recomendações conjuntas aos governos em temas prioritários, como inovação, transição energética, infraestrutura e facilitação de investimentos. A primeira reunião das empresas integrantes do mecanismo será organizada em 2026, por ocasião da visita presidencial à Índia.

DECISÃO POLÍTICA DE APROFUNDAR PARCERIA ESTRATÉGICA – Em 2025, Brasil e Índia celebram 76 anos de relações diplomáticas. Ambos mantêm, desde 2006, uma Parceria Estratégica e cooperam intensamente em fóruns como BRICS, G20 e IBAS (fórum de diálogo e cooperação trilateral entre Índia, Brasil e África do Sul).

A missão de Alckmin à Índia continua a implementação do que foi decidido entre o presidente Lula e o primeiro-ministro Narendra Modi durante a visita de Estado do líder indiano ao Brasil, em 8 de julho passado. A essa visita, seguiu-se um telefonema entre os dois líderes, em 7 de agosto passado, quando acertaram sobre a missão de Alckmin à Índia e reforçaram a meta de elevar o comércio bilateral para US$ 20 bilhões até 2030. Também concordaram em iniciar negociações para a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial Mercosul-Índia ainda este ano.

A missão brasileira buscará aprofundar a cooperação ao longo dos cinco eixos estratégicos definidos pelos líderes brasileiro e indiano: defesa e segurança; segurança alimentar e nutricional; transição energética e mudança do clima; transformação digital e tecnologias emergentes; e parcerias industriais em áreas estratégicas.

EXPANSÃO DO ACORDO MERCOSUL-ÍNDIA – Um dos pontos centrais da agenda é a ampliação do acordo de preferências tarifárias Mercosul-Índia, que hoje cobre apenas cerca de 450 linhas tarifárias. A Câmara de Comércio Exterior (CAMEX) já aprovou o mandato para a negociação de um cronograma de ampliação dessas preferências, permitindo maior diversificação de produtos com redução de tarifas. Brasil e Índia têm ingredientes essenciais para a transição energética: tecnologia, escala e inclusão. Podemos crescer juntos e de forma sustentável”, destacou o vice-presidente.

DESTAQUES DA AGENDA:

Complexo Industrial da Saúde: reforço da cooperação com a indústria farmacêutica indiana, especialmente na produção de genéricos e insumos médicos, para fortalecer o SUS e diversificar fornecedores.

Biocombustíveis e transição energética: Brasil e Índia, ao lado dos Estados Unidos, lideram o potencial global de produção de combustível sustentável de aviação (SAF). A Índia busca atingir 20% de etanol na gasolina, e o Brasil já tem experiência consolidada com etanol e biodiesel.

Defesa e indústria aeronáutica: a Embraer inaugura seu escritório regional em Nova Delhi durante a missão, abrindo espaço para novas parcerias em tecnologia e produção conjunta.

Agroindústria e segurança alimentar: ampliação das exportações de proteínas e produtos agroindustriais brasileiros para o mercado indiano.

Transformação digital: cooperação em infraestruturas públicas digitais e data centers, inspirada nas soluções tecnológicas indianas.

COMÉRCIO

Em 2024, o comércio com a Índia totalizou US$ 12 bilhões, um acréscimo de 4,7% em relação a 2023, o que manteve a Índia na posição de 10º maior parceiro comercial do Brasil. As exportações foram de US$ 5,26 bilhões, sendo a Índia o 13º destino de exportações brasileiras. As importações foram de US$ 6,8 bilhões, o que fez da Índia a 6ª maior origem de importações pelo Brasil

Em 2024, os principais produtos exportados para a Índia foram: açúcares e melaço (31%), petróleo bruto (23%), gorduras e óleos vegetais (14%), e algodão (3,5%). Na pauta de importações, predominaram compostos químicos (18%), combustíveis derivados de petróleo (6,8%), inseticidas (6,6%) e medicamentos (6,3%). Entre setembro de 2023 e setembro de 2025, foram realizadas cerca de 90 missões brasileiras de promoção comercial e de investimentos à Índia, buscando oportunidades de negócios, notadamente nas áreas de defesa, agricultura e energia.

ECONOMIA

A Índia, país mais populoso do mundo, superou o Reino Unido em PIB nominal, tendo alcançado a posição de quinta maior economia do mundo. Prevê-se que se torne a 4ª economia até 2026, superando o Japão. O governo indiano tem planos de tornar a Índia uma “nação desenvolvida” até 2047, ano em que o país celebrará 100 anos de independência.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a Índia é o segundo maior produtor agrícola do mundo (atrás da China), em termos de valor da produção, e o Brasil, o quarto. Em termos de exportação agrícola, o Brasil é o terceiro do mundo, e a Índia, o nono.

FONTE: MDIC
IMAGEM: Reprodução/MDIC

Ler Mais
Internacional

China anuncia investimento de US$ 110 milhões para fortalecer o desenvolvimento feminino global

O presidente da China, Xi Jinping, anunciou nesta segunda-feira (13) um investimento de US$ 110 milhões voltado à promoção do desenvolvimento feminino em escala global. O anúncio foi feito durante o evento que celebrou os 30 anos da 4ª Conferência Mundial sobre Mulheres da ONU, realizado em Pequim, com a presença de líderes internacionais, entre elas a ex-presidente Dilma Rousseff, atual presidente do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS.

O pacote inclui uma doação de US$ 10 milhões à ONU Mulheres e US$ 100 milhões ao Fundo de Desenvolvimento Global e Cooperação Sul-Sul, com o objetivo de financiar projetos dedicados ao empoderamento de mulheres e meninas, em parceria com organizações internacionais.

Quatro eixos para avanço dos direitos femininos

Durante o evento, promovido em conjunto pela ONU e pelo governo chinês, Xi Jinping apresentou quatro diretrizes para fortalecer os direitos das mulheres em todo o mundo:

  1. Garantir um ambiente de paz e estabilidade, protegendo mulheres em regiões afetadas por conflitos;
  2. Ampliar o desenvolvimento de alta qualidade, com inclusão feminina nas oportunidades geradas pela modernização global e pelas novas revoluções tecnológicas e industriais;
  3. Aprimorar sistemas de governança e leis para proteger os direitos e interesses femininos;
  4. Fortalecer a cooperação internacional para consolidar uma governança global voltada às mulheres.

Avanços internos e impacto social

Xi também destacou os progressos da China nas últimas décadas. Desde 1995, o país reduziu em quase 80% a mortalidade materna e alcançou indicadores de saúde materno-infantil comparáveis aos de nações de renda média e alta. Além disso, 690 milhões de mulheres foram retiradas da pobreza no período.

“O empoderamento feminino tem avançado de forma significativa. O nível de escolaridade das mulheres aumenta continuamente, e elas ocupam papéis cada vez mais relevantes nos âmbitos econômico, político, cultural e social”, afirmou o presidente chinês.

Atualmente, as mulheres representam mais de 40% da força de trabalho chinesa. Globalmente, 189 países já ratificaram a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres, e mais de 190 nações aprovaram cerca de 1.600 leis voltadas à defesa dos direitos femininos.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

Ler Mais
Internacional

Brasil busca ampliar integração com o Pacífico em missão ministerial à China

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, lidera a missão ministerial à China a partir desta segunda-feira (13), com foco em ampliar a integração entre a América do Sul e a Ásia pelo Pacífico e atrair novos investimentos para o Brasil. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também participa da comitiva para conhecer o hospital inteligente da província de Zhejiang, modelo que o governo pretende adaptar ao país. A agenda se estende até quinta-feira (17) e inclui uma visita estratégica ao Porto de Xangai, operado pela Shanghai International Port Group, ponto central do projeto Rotas de Integração Sul-Americana — iniciativa do governo brasileiro que visa fortalecer o comércio exterior e aprimorar a logística regional por meio de obras em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.

Rota bioceânica promete ganhos logísticos e ambientais

Conectado a mais de 700 portos em mais de 200 países, o Porto de Xangai é o elo asiático da rota de Chancay, no Peru — um dos principais eixos do plano de integração sul-americana. De acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), a rota bioceânica se destaca pela eficiência e economia logística, já que reduz o tempo de transporte e evita pedágios marítimos de canais como os de Suez e Panamá. A pasta destaca que, entre as opções marítimas que conectam o Brasil a Xangai, a rota via Pacífico é a mais vantajosa: são 17.230 quilômetros, 27 dias de navegação, custo médio de US$ 80 por tonelada e emissão de apenas 1,45 kg de CO₂ por tonelada de combustível. Durante a missão, os ministros também se reúnem com empresários e investidores chineses para discutir novas parcerias comerciais e tecnológicas.

Brasil vai replicar hospital inteligente chinês

Outro destaque da viagem é a visita ao Zhejiang Hospital, referência em tecnologia hospitalar avançada, inteligência artificial, telessaúde e automação médica. O modelo será base para o projeto brasileiro de hospital inteligente, voltado ao Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto, estimado em US$ 320 milhões, foi aprovado pela Comissão de Financiamento Externo (Cofiex) do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) — o banco do BRICS. Os recursos serão aplicados na construção da infraestrutura física, aquisição de equipamentos médicos e capacitação de profissionais. Proposto pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, o plano visa criar um modelo nacional de hospital inteligente, escalável e replicável em todo o território brasileiro. Segundo o MPO, a iniciativa alia cooperação tecnológica internacional e financiamento sustentável, com base na experiência chinesa no setor.

Primeira unidade será em São Paulo

A negociação do projeto é conduzida pela Secretaria de Assuntos Internacionais e Desenvolvimento do MPO, em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e o Ministério da Saúde, responsável pela execução. A primeira unidade, o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil), será construída em São Paulo, no complexo do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). O centro vai integrar avanços médicos e tecnológicos do Brasil, China e países do BRICS, consolidando o país como referência em inovação em saúde pública.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Valter Campanato/Agência Brasil

Ler Mais
Internacional

China reage a tarifas de 100% impostas por Trump e acusa EUA de “duplo padrão”

A China reagiu neste domingo (12) ao anúncio do presidente Donald Trump, que decidiu aplicar tarifas adicionais de 100% sobre produtos chineses. O governo chinês acusou os Estados Unidos de adotar “dois pesos e duas medidas” e alertou que as novas sanções aprofundam a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Trump justificou a decisão como resposta à “postura comercial extraordinariamente agressiva” da China, que recentemente reforçou restrições à exportação de tecnologias ligadas às terras raras — um setor estratégico utilizado na fabricação de equipamentos como mísseis guiados, baterias, veículos elétricos e dispositivos eletrônicos.

As novas tarifas americanas devem entrar em vigor em 1º de novembro, “ou antes”, segundo o próprio Trump.

Pequim diz que medidas são injustas e prejudicam negociações

Em comunicado, um porta-voz do Ministério do Comércio da China classificou a declaração dos EUA como “um exemplo típico de duplo padrão”, afirmando que Washington prejudica o ambiente de diálogo econômico e comercial entre os dois países.

“As ações dos Estados Unidos afetam gravemente os interesses da China e dificultam qualquer avanço nas negociações”, destacou o ministério, acrescentando que ameaças constantes de tarifas elevadas não representam uma forma adequada de cooperação.

EUA ampliam sanções e tensões aumentam antes da APEC

As novas tarifas anunciadas por Trump se somam aos 30% já aplicados desde maio a todos os produtos chineses, além das taxas específicas sobre aço, alumínio, cobre, móveis e medicamentos, de acordo com informações da Casa Branca.

A medida também surge pouco antes da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), marcada para o fim de outubro, na Coreia do Sul. Trump declarou que não pretende mais se reunir com o presidente Xi Jinping durante o evento — um encontro que ele mesmo havia anunciado em setembro.

“Foi uma verdadeira surpresa”, disse o republicano, ao comentar a decisão da China de endurecer os controles sobre exportações de terras raras.

Trégua comercial chega ao fim e retaliações continuam

A nova ofensiva marca o fim da trégua comercial firmada entre Pequim e Washington no início do ano, que previa tarifas provisórias de 30% sobre produtos chineses e 10% sobre produtos americanos até novembro.

Na sexta-feira (10), a China respondeu anunciando tarifas “especiais” sobre navios americanos que atracarem em seus portos — uma retaliação direta às medidas impostas por Washington em abril.

Com ambos os países ampliando barreiras comerciais, o cenário aponta para uma nova fase de tensão entre China e Estados Unidos, com impactos potenciais sobre as cadeias globais de produção e o comércio internacional.

FONTE: Carta Capital
TEXTO: Redação
IMAGEM: FRED DUFOUR/AFP

Ler Mais
Internacional

EUA confirmam que Filipe Martins não entrou no país e contestam decisão de Alexandre de Moraes

O Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) confirmou, em comunicado divulgado nesta sexta-feira (10), que o ex-assessor da Presidência Filipe Martins não entrou nos Estados Unidos em 30 de dezembro de 2022, data citada em documentos usados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para decretar sua prisão preventiva.

CBP aponta erro em registro e abre investigação

De acordo com o texto oficial, o CBP realizou uma “revisão minuciosa de todas as evidências disponíveis” e concluiu que não há registro de entrada de Filipe Martins no país na data mencionada. O órgão norte-americano informou ainda que um erro interno fez com que o dado incorreto fosse inserido no sistema, e que uma investigação foi aberta para apurar a origem da falha.

A nota também faz referência direta às ações de Alexandre de Moraes, afirmando que “essa constatação contradiz diretamente as afirmações feitas pelo ministro do STF, recentemente sancionado pelos Estados Unidos por supostas violações de direitos humanos”.

Defesa contesta prisão preventiva no STF

Durante o ano de 2024, a defesa de Filipe Martins apresentou diversos pedidos de liberdade ao Supremo Tribunal Federal, todos negados. Os advogados sustentaram que não havia provas de que o ex-assessor tivesse deixado o país e que a prisão preventiva se prolongava por tempo excessivo, sem justificativa adequada.

Governo americano reforça compromisso com integridade e direitos humanos

Na conclusão do comunicado, o CBP destacou que “condena qualquer uso indevido de registros falsos para justificar prisões ou condenações”, reforçando o compromisso da agência com a integridade dos sistemas fronteiriços, a justiça e o respeito aos direitos humanos.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Senado

Ler Mais
Internacional

Lula viaja à Itália para o Fórum Mundial da Alimentação e reuniões sobre combate à fome

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou neste sábado (11) rumo à Itália para participar do Fórum Mundial da Alimentação 2025, promovido pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura). Segundo a agenda oficial, Lula deixou o Brasil por volta das 17h, com escala em Cabo Verde, antes de seguir viagem para Roma.

Fórum Mundial da Alimentação celebra 80 anos da FAO

O evento, que ocorre na próxima segunda-feira (13), é o principal encontro anual da FAO e, nesta edição, celebra os 80 anos de criação da organização internacional. A conferência será marcada por atividades comemorativas e pelo reconhecimento de boas práticas em segurança alimentar e agricultura sustentável.

A participação de Lula tem caráter simbólico: o Brasil foi recentemente retirado do Mapa da Fome, conforme o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo (SOFI 2025), divulgado em julho. O feito reforça o papel do país nas discussões globais sobre o tema.

Encontros sobre a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza

Durante a estadia em Roma, o presidente também participará da Segunda Reunião do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, na sede da FAO. O encontro reunirá ministros, agências da ONU, bancos multilaterais e organizações da sociedade civil, em formato híbrido, para avaliar os avanços da iniciativa criada em 2024.

As discussões incluirão os desdobramentos da Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática Centrada nas Pessoas, proposta pela Presidência brasileira da COP30, que será lançada em novembro, durante a Cúpula de Líderes.

Além disso, Lula inaugurará o Mecanismo de Apoio da Aliança Global, que funcionará como secretariado da iniciativa, com sede na FAO e escritórios em Brasília, Adis Abeba, Bangkok e Washington.

Criada a partir de uma proposta da presidência brasileira do G20, a Aliança tem o objetivo de acelerar esforços para erradicar a fome e a pobreza, promovendo redução das desigualdades e ações conjuntas entre países e instituições.

Audiência com o Papa e retorno ao Brasil

Ainda na segunda-feira (13), o presidente Lula será recebido no Vaticano pelo Papa Leão XIV, conforme informou a Santa Sé. O retorno a Brasília está previsto para quarta-feira (15), quando Lula deve se reunir com a equipe econômica para discutir a derrubada da medida provisória do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Após o revés no Congresso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cancelou compromissos nos Estados Unidos para cuidar das articulações sobre o tema. Lula também deverá tratar, na volta, da indicação do novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), após o anúncio da aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

Ler Mais
Internacional

Trump anuncia reunião com Xi Jinping para discutir soja

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que a soja será um dos principais assuntos em seu encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, marcado para daqui a quatro semanas.

Dificuldades para os produtores de soja

Em postagem no Truth Social, Trump destacou que os produtores de soja americanos estão sendo prejudicados porque a China “apenas por razões de ‘negociação’” não está comprando o produto, afetando o setor agrícola do país.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Kevin Lamarque

Ler Mais
Internacional

A China prepara um plano de retaliação antes do prazo dos EUA para a taxa portuária

A China está tomando medidas preventivas contra os planos dos EUA de aumentar taxas portuárias para cargas ligadas à China.

O premier chinês Li Qiang assinou um decreto do Conselho de Estado no fim de semana, que estabelece que a China tomará as contramedidas necessárias contra países ou regiões que imponham ou apoiem proibições discriminatórias, restrições ou medidas semelhantes direcionadas a operadores chineses, embarcações ou tripulações envolvidas no transporte marítimo internacional e serviços relacionados.

O Representante Comercial dos EUA (USTR) deve impor as taxas portuárias a partir de 14 de outubro, embora as regras finais ainda não tenham sido publicadas. A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) está trabalhando em um sistema de arrecadação.

A falta de clareza da legislação que está por vir levou alguns a argumentar que, como outras táticas de negociação adotadas pela equipe de comércio de Donald Trump neste ano, o prazo de 14 de outubro pode ser estendido ou até mesmo cancelado.

“Nem todos estão convencidos de que as taxas de atracação portuária do USTR em 14 de outubro para navios e operadores chineses irão se concretizar, já que a questão pode fazer parte das negociações em andamento entre EUA e China”, comentou Judah Levine, chefe de pesquisa da Freightos, plataforma de reservas de contêineres, em nota a clientes no início deste mês.

FONTE: Splash 247
IMAGEM: Reprodução/Splash 247

Ler Mais
Internacional

A “grande fratura”: o colapso matemático da China

O autoritarismo não resolve crises: amplifica erros

A China enfrenta hoje quatro impossibilidades matemáticas interconectadas: uma crise demográfica em que a força de trabalho encolhe enquanto o número de aposentados explode; uma dinâmica de dívida em que cada vez mais empréstimos produzem retornos decrescentes; restrições de inovação apesar de gastos massivos em pesquisa e desenvolvimento; e uma dependência crítica de recursos em meio a uma moeda enfraquecida.

A dependência externa agrava o dilema: a China importa cerca de 75% do petróleo que consome, 70% da soja, 80% do cobre e 95% do lítio. São insumos estratégicos para energia, alimentação, infraestrutura e tecnologia verde. Cada fração de crescimento exige mais recursos, mas, para comprá-los, a China precisa de dólares, e para obter dólares precisa exportar — exatamente o modelo que se deteriora com menos mão de obra barata e falta de inovação.

Estes não são desafios políticos que uma nova liderança poderia resolver. São realidades aritméticas que se reforçam mutuamente e que o regime de Xi Jinping não tem como enfrentar de forma ordenada.

Crescimento populacional em queda

As projeções da ONU (World Population Prospects 2024) são implacáveis: a taxa de fertilidade chinesa está ao redor de 1,0 – 1,1, aproximadamente metade da necessária para manter a população estável. O total de aposentados cresce 20 milhões por ano, enquanto a força de trabalho encolhe 10 milhões. Nesse compasso, até 2050 haverá aproximadamente 450 milhões de pessoas acima de 65 anos para uma população ocupada no mercado de trabalho drasticamente reduzida, em torno de 700 milhões – criando uma relação de dependência que nenhum sistema previdenciário foi projetado para sustentar. A China não será o primeiro a conseguir.

Alguns analistas argumentam que o país poderia compensar isso com uma transição para o consumo interno, aproveitando seus 1,4 bilhão de consumidores e a ascensão da classe média. Mas essa é uma esperança aritmeticamente impossível. Populações envelhecidas tendem a poupar, não gastar. Jovens sem emprego não consomem.

O desemprego juvenil está acima de 20% segundo dados oficiais, e estimativas independentes sugerem mais de 30%. E não se trata de uma geração “preguiçosa”: a causa é estrutural – desaceleração econômica, colapso do setor imobiliário, falta de empregos qualificados.

O fenômeno “tang ping” (ou “deitar-se”) que viralizou entre os jovens chineses, simboliza o desânimo de uma geração que cresceu com prosperidade e não aceita sacrificar-se sem perspectiva de futuro. Significa literalmente recusar-se a competir na corrida social. Jovens desiludidos com a falta de perspectivas, optam por viver com o mínimo, rejeitando as pressões de carreira e consumo. Mais que preguiça, é um retrato de desalento geracional diante de uma equação sem futuro.

O dilema da economia chinesa

A matemática da dívida reforça o impasse. Segundo o BIS, a dívida do setor não-financeiro já chega a 295% do PIB (dados de 2023). Quando se incluem as operações do chamado shadow banking e os veículos extra balanço – empresas criadas por governos locais (os Local Government Financing Vehicles, ou LGFVs) para captar recursos fora do orçamento oficial -, a alavancagem estimada se aproxima de 350% do PIB.

O crescimento nominal da economia tem ficado na faixa de 4-5% nos últimos anos, enquanto o custo médio da dívida gira em torno de 4% ao ano. O resultado é que cada vez mais dívida é necessária para gerar o mesmo crescimento: hoje, US$ 3 trilhões em nova dívida para produzir apenas US$ 1 trilhão em PIB. Essa dinâmica de retornos decrescentes expõe o país a um círculo vicioso: quanto mais se endivida, menos eficiente esse endividamento se torna.

Inovação: investimento sem retorno

No campo da inovação, a realidade não é diferente. Apesar de gastar mais de US$ 500 bilhões anuais em P&D, a China não consegue produzir semicondutores de ponta, motores a jato comerciais competitivos, vacinas mRNA equivalentes às ocidentais ou softwares empresariais globais. Mesmo os chips de 7 nanômetros produzidos pela SMIC (Semiconductor Manufacturing International Corporation, a principal fabricante de semicondutores da China) estão duas gerações atrás dos líderes globais.

“7 nanômetros” é a medida de miniaturização dos transistores: quanto menor a escala, maior a capacidade computacional e menor o consumo de energia. Na prática, porém, essa produção chinesa depende de equipamentos ocidentais, ocorre em baixa escala e a custos elevados.

A inovação verdadeira requer informação aberta, tolerância ao fracasso, proteção da propriedade intelectual e liberdade para desafiar autoridades. É justamente o que o sistema autoritário chinês não permite. O resultado é que a defasagem criativa aumenta a cada ano, não diminui.

O método chinês para contenção de crise

Zero-COVID foi o raio-X definitivo do sistema. Confrontado com a impossibilidade de conter a variante Ômicron, Xi Jinping dobrou a aposta em vez de adaptar a estratégia.

Cidades com mais de 25 milhões de habitantes foram trancadas por causa de casos isolados. A economia foi paralisada por um vírus já domesticado por vacinas no resto do mundo. Então, em dezembro de 2022, veio a reversão total, da noite para o dia, sem preparação nem transição. Hospitais colapsaram, milhões foram infectados ao mesmo tempo, e incontáveis mortes ficaram sem registro. O padrão é claro: negação, repetição do erro, pânico e reversão caótica. Se não conseguiu adaptar-se a um vírus, como se adaptará a uma crise demográfica e de dívida?

Há quem diga que regimes autoritários têm a vantagem da ação decisiva: reestruturar dívidas de forma imediata, realocar milhões de pessoas, suprimir dissidências. Mas cada solução desse tipo cria novos problemas. Forçar deslocamentos em massa gera ressentimentos que duram gerações. Fechar setores inteiros destrói a confiança dos empresários. Reestruturar dívidas sem estado de direito implode o mercado de capitais. O autoritarismo não resolve crises: amplifica erros.

Defensores do modelo chinês também recorrem ao exemplo do Japão, que conseguiu atravessar três décadas de declínio demográfico sem colapso, sustentado por democracia, aliança com os Estados Unidos, tecnologia de ponta e instituições sólidas. Mas a comparação não se sustenta. O Japão tinha válvulas de escape: cidadãos podiam votar, protestar, emigrar. A democracia amorteceu a estagnação. A China não tem essas válvulas. Quando o crescimento estagnar, o Partido Comunista perderá sua única fonte de legitimidade: o pacto tácito “nós entregamos crescimento, vocês ficam quietos”. Sistemas autoritários não conseguem administrar declínio pacificamente porque não podem admitir fracasso. Como ocorreu com Gorbachev, qualquer tentativa de Xi de corrigir o rumo arriscaria abrir a rachadura que implode o regime. 

Mesmo que a aritmética interna já seja insustentável, fatores externos podem acelerar o desfecho. Entre eles, a pressão americana, com sanções, alianças e restrições financeiras cada vez mais duras. Não é coincidência que esse cerco tenha se intensificado justamente quando as fragilidades estruturais da China ficaram mais evidentes. Trump, com seu estilo errático, inaugurou tarifas e sanções que embaralharam os planos de Pequim. O establishment americano – inteligência, diplomacia e defesa – parece consciente de que este é o momento ideal para acelerar a pressão e testar os limites do modelo chinês. E Taiwan pode ser, para a China, o que o Afeganistão foi para a União Soviética: um atalho para o desgaste definitivo, acelerando o colapso em vez de preveni-lo.

Na minha avaliação, o cenário mais provável é o de uma crise sistêmica entre 2027 e 2035, com 60% de chance. Essa não é uma probabilidade estatística exata, mas uma estimativa baseada no encadeamento das tendências. Atribuo ainda 25% a uma estagnação japonesa com características chinesas, sustentada por repressão total, mas improvável politicamente e 15% a um conflito externo como distração (Taiwan ou o Mar do Sul), expediente historicamente associado a colapsos acelerados.

Nenhuma análise séria estaria completa sem reconhecer as incertezas. As dinâmicas podem levar 20 anos em vez de 5 ou 10. Avanços tecnológicos disruptivos, como inteligência artificial ou fusão nuclear, poderiam alterar completamente a equação.

A resiliência cultural chinesa, subestimada no Ocidente, pode prolongar a trajetória. E não se pode descartar a possibilidade de a China encontrar um modelo alternativo e imprevisível que escape às nossas categorias. Mas, apesar das incertezas, a conclusão é clara. A China enfrenta impossibilidades matemáticas que se reforçam mutuamente.

Zero-COVID já mostrou a sequência típica: negação, repetição do erro, pânico e reversão caótica. Quando a crise demográfica e da dívida se tornar inegável, veremos o mesmo ciclo, mas em escala maior.

Para o Brasil, isso representa tanto risco quanto oportunidade. Em commodities, a China continuará comprando, mas com menos poder de barganha. Na indústria, parte da manufatura que sai da China pode vir para cá. No tabuleiro geopolítico, será necessário escolher o lado vencedor.

Para investidores, a recomendação é reduzir exposição à China e ampliar posições em países como Estados Unidos, Índia e Vietnã.

A aritmética não tem ideologia. Não se curva à autoridade. E, no fim, sempre vence.

Fonte: InfoMoney
Imagens: Reprodução/InfoMoney e Freepik

Ler Mais
Internacional

Ponte mais alta do mundo é inaugurada na China e encurta viagem de horas para minutos

Nova obra em Guizhou desafia recordes de engenharia

A China inaugurou neste domingo (28) a ponte mais alta do mundo. Localizada a 625 metros acima do rio Beipan, a Ponte do Grande Cânion Huajiang, na província de Guizhou, levou três anos para ser concluída e promete transformar a logística da região.

Viagem que levava horas agora dura minutos

O novo projeto reduz drasticamente o tempo de deslocamento em um desfiladeiro que antes exigia duas horas de viagem, agora percorrível em apenas dois minutos. A infraestrutura representa um avanço significativo para o transporte e a conectividade local.

Região de Guizhou se consolida como polo de pontes altas

Curiosamente, a antiga ponte mais alta do mundo, com 565 metros de altura, está a apenas 100 quilômetros da nova construção. Esse dado evidencia o rápido desenvolvimento da província, que abriga quase metade das 100 pontes mais altas do planeta.

Dimensões impressionantes da Ponte do Grande Cânion Huajiang

Com 1.420 metros de comprimento, a ponte é quase dez vezes mais alta que a famosa Ponte Golden Gate, em São Francisco, nos Estados Unidos, reforçando a grandiosidade da obra e a capacidade técnica envolvida na sua construção.

FONTE: InfoMoney
IMAGEM: REPRODUÇÃO / InfoMoney

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook