Internacional, Mercado Internacional

Indonésia habilita 17 frigoríficos e carne bovina do Brasil avança na Ásia

Sudeste Asiático é considerado peça-chave na estratégia do governo federal para diversificar os destinos de exportação

A Indonésia habilitou 17 novos frigoríficos brasileiros para exportar carne bovina ao país, informou o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) nesta segunda-feira (8).

As habilitações foram oficializadas após autoridades da Indonésia realizarem, em agosto, inspeções sanitárias nos frigoríficos brasileiros.

Agora, 38 estabelecimentos brasileiros estão autorizados a atender o mercado da Indonésia.

O país é considerado “estratégico” pelas autoridades do governo federal. A Indonésia, com mais de 270 milhões de habitantes, é o quarto país mais populoso do mundo e vem ampliando suas importações para suprir a crescente demanda por proteínas animais.

O Brasil conta, inclusive, com um adido agrícola em Jacarta, responsável pelas negociações locais.

Sudeste Asiático é considerado peça-chave na estratégia do governo para diversificar os destinos de exportação.

No caso da carne bovina, autoridades brasileiras veem a região como principal alternativa para redirecionar produtos que antes eram enviados aos Estados Unidos.

Vietnã e Singapura são vistos como mercados promissores para a carne bovina brasileira. O mercado vietnamita, por exemplo, foi aberto em março para a carne do Brasil e já habilitou dois frigoríficos brasileiros.

Fonte: CNN Brasil

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Internacional, Mercado Internacional

EUA: Colheita da soja começa com 0 kg vendido à China e Brasil ocupa espaço

Maior comprador do grão do planeta parece boicotar americanos; exportadores dos EUA apelam a Donald Trump

colheita da safra de soja começa nos Estados Unidos com muita apreensão. Pela primeira vez na história, produtores iniciam o processo sem um único quilo vendido para a China. Diante da guerra comercial de Donald Trump, o maior comprador do grão do planeta segue em silêncio com os americanos.

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos revelam um cenário dramático aos exportadores americanos: a China não fechou nenhum contrato de compra de soja da safra 2025/26, que começa a ser colhida em setembro.

Nessa mesma época de 2024, sem a guerra comercial, chineses já tinham contratos futuros para 3,9 milhões de toneladas da soja. No ano anterior, eram 6,3 milhões de toneladas. Em 2022, o compromisso dos chineses era ainda maior: 11,4 milhões de toneladas.

Compra de soja dos EUA pela China

Em 28 de agosto de cada ano

Em toneladas métricas

A queda de 100% nos contratos com os chineses gera uma onda crescente de preocupação – quase pânico – entre os sojicultores americanos.

“A China não tem nenhum pedido de exportação de soja dos EUA para a safra 2025/26. Nesta época, em anos em que as disputas comerciais não eram um problema, a China encomendava uma média de 14% de suas compras de soja dos EUA”, cita a ASA, na sigla em inglês (Associação Americana da Soja).

A entidade que representa os sojicultores entende que o Brasil deve ocupar boa parte desse espaço: “clientes chineses compraram volumes recordes do Brasil entre abril e julho de 2025”, cita a ASA em relatório do fim de agosto.

Esse volume recorde pode ter sido uma “preparação” para o boicote chinês à soja americana.

Além disso, operadores do mercado de commodities citam que, nas últimas semanas, grandes compradores chineses fecharam contratos com exportadores do Brasil para compra de 8 milhões de toneladas em setembro e outras 4 milhões de toneladas em outubro.

Os exportadores americanos citam que produtores argentinos também avançam. No mês passado, foi anunciada a primeira venda de farelo de soja da Argentina para a China. O produto é destinado à fabricação de ração animal para aves e suínos – exatamente o principal destino dos grãos do Brasil e EUA na China.

Em 11 de agosto, o presidente Trump foi às redes sociais e acenou ao setor. Instou a China a quadruplicar a compra de soja diante da suposta preocupação de Pequim com a falta do alimento.

“Espero que a China quadruplique rapidamente seus pedidos de soja. Esta também é uma forma de reduzir substancialmente o déficit comercial da China com os EUA”, disse Trump.

Apesar do apelo, o volume de pedidos não foi quadruplicado. Ao contrário, caiu a zero.

Oito dias depois, os sojicultores enviaram uma carta a Trump. O documento, assinado por Caleb Ragland, presidente da ASA, cita que produtores “estão à beira de um precipício comercial e financeiro”. Por isso, apelou ao presidente para priorizar a soja nas conversas com Pequim.

“Pedimos que priorizem a soja e cheguem a um acordo que inclua a remoção das tarifas retaliatórias da China e, se possível, compromissos significativos de compra”, cita a carta.

Ragland agradece a Trump o post nas redes sociais, mas diz que a realidade é muito diferente – e cita o Brasil.

“Infelizmente para os nossos produtores de soja, a China firmou um contrato com o Brasil para atender às necessidades dos próximos meses, evitando a compra de soja dos Estados Unidos”, lamenta o representante dos exportadores americanos.

Fonte: CNN Brasil

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Agronegócio, Internacional

Agro contesta nova cláusula da UE na reta final de acordo com Mercosul

Setor vê cláusula como exagerada e prejudicial às commodities brasileiras

Lideranças do agronegócio brasileiro relataram à CNN preocupação com um novo dispositivo incluído pelos europeus na redação final do acordo entre a União Europeia e o Mercosul.

Trata-se de uma cláusula enviada pela Comissão Europeia ao Conselho Europeu que prevê que qualquer aumento de importações de produtos do Mercosul para a UE acima de 10% ao ano, com preços médios pelo menos 10% inferiores aos europeus, poderá ser tratado como evidência de ameaça de dano grave à indústria local e passível de que seja iniciado um processo de salvaguarda.

As salvaguardas são um instrumento que podem implicar, se acionadas, na suspensão da redução tarifária acordada ou até mesmo retorno à tarifa base com duração de até 4 anos. Na prática, suspende termos do acordo.

Para setores do agro, a cláusula é exagerada e prejudicial às commodities brasileiras, em especial ao setor de proteína animal, um dos mais competitivos do Brasil.

A preocupação é ampliada porque mesmo se o impacto for restrito a alguns Estados-Membros, a salvaguarda também poderá ser acionada.

Os Estados-Membros ou associações de produtores poderão solicitar abertura imediata de investigação e a Comissão Europeia se compromete a decidir medidas provisórias em até 21 dias, e a concluir investigações em até 4 meses.

CNN procurou o Ministério de Dsenvolvimento, Indústria e Comércio e aguarda um posicionamento.

Reta final

O acordo caminha para a reta final da aprovação. A Comissão Europeia e os proponentes do acordo, como a Alemanha e a Espanha, afirmam que o acordo oferece um caminho para deixar de depender da China, especialmente no que se refere a minerais essenciais, e um alívio do impacto das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A Comissão diz que o acordo de livre comércio é o maior já acordado em termos de reduções tarifárias, removendo mais de 4 bilhões de euros de tarifas sobre as exportações da UE anualmente, e uma parte necessária do esforço do bloco para diversificar seus laços comerciais.

A União Europeia afirma que, dada a modesta quantidade de acordos comerciais do Mercosul, o bloco teria uma vantagem inicial e observa que as empresas locias poderão concorrer a contratos públicos no Mercosul nas mesmas condições que os fornecedores locais – algo que o Mercosul não ofereceu anteriormente em acordos comerciais.

Fonte: CNN Brasil

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Internacional

Brasil vê Itália como “fiel da balança” para aprovar acordo UE-Mercosul

Voto desfavorável de Roma poderia barrar tratado no Conselho Europeu; Itamaraty acredita, porém, em apoio por parte do governo de Giorgia Meloni

governo brasileiro vê a Itália como “fiel da balança” para a aprovação do acordo de livre comércio União Europeia-Mercosul no Conselho Europeu, instância que reúne os chefes de governo dos 27 países do bloco.

Para passar no conselho, o tratado precisa do aval de pelo menos 15 dos 27 sócios. Esses países precisam representar, no mínimo, 65% da população total da UE.

Na avaliação de Brasília, há sinais recentes de boa vontade vindos da França e da Polônia, mas ainda se considera uma chance grande de votos desfavoráveis ou abstenções por parte dos dois países — com fortes lobbies agrícolas. Juntos, eles somam quase 24% da população europeia.

Para o Itamaraty, a chave está na posição de Roma. A Itália tem mais de 13% dos habitantes do bloco. Se ela se opuser, “o acordo morre”, conforme ouviu a CNN de uma alta fonte diplomática.

Segundo essa fonte, no entanto, as sinalizações do governo de Giorgia Meloni são positivas quanto à aprovação do acordo com o Mercosul, apesar da resistência de agricultores italianos.

Outro ponto de atenção em Brasília diz respeito à postura dos países menores da UE que, se eventualmente unidos contra o acordo, podem acumular votos e população suficientes para barrá-lo. IrlandaÁustriaHolanda e Bélgica estão sendo acompanhadas com lupa.

A convicção no Itamaraty, entretanto, é de que o Conselho Europeu vai segurar a análise do acordo enquanto não estiver seguro de contar com votos suficientes. A própria Comissão Europeia, avalia-se, só enviou o tratado para o conselho porque sente que há chances de aprová-lo.

Já no Parlamento Europeu, onde a ratificação precisa de maioria simples (após o aval do conselho), o monitoramento do governo brasileiro indica boas possibilidades de aprovação — sem folga, mas com inclinação favorável.

Fonte: CNN Money

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Internacional

Déficit comercial dos EUA atinge o maior valor em quatro meses devido à corrida por importações

Aumento de 5,9% nas importações em julho reflete uma antecipação de novos impostos sobre o comércio global, impactando a balança comercial americana

O déficit comercial dos Estados Unidos aumentou significativamente em julho, atingindo o maior valor em quatro meses, à medida que as empresas se apressaram para importar mercadorias e materiais antes do anúncio de novos impostos do presidente Donald Trump sobre parceiros comerciais globais. De acordo com dados do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, a diferença entre exportações e importações no setor de bens e serviços cresceu quase 33% em comparação ao mês anterior, totalizando US$ 78,3 bilhões. A estimativa média de economistas consultados pela Bloomberg previa um déficit de quase US$ 78 bilhões.

As importações registraram um aumento de 5,9% em julho, o maior desde o início do ano, enquanto as exportações tiveram um crescimento mais modesto. Os números apresentados não foram ajustados pela inflação. A alta nas importações foi impulsionada pelo aumento das remessas de suprimentos industriais, que alcançaram o maior nível em quatro meses. As importações de bens de consumo também cresceram, e as remessas de equipamentos de capital, exceto automóveis, avançaram mais do que em qualquer outro momento desde o início de 2025.

Esse aumento nas importações reflete uma corrida das empresas americanas para garantir mais produtos antes da aplicação de tarifas recíprocas, que eram esperadas para afetar uma série de países com os quais os Estados Unidos ainda não haviam formalizado acordos comerciais. Vale lembrar que, após uma grande alta nas importações no primeiro trimestre, motivada pela tentativa das empresas de antecipar a implementação de tarifas anunciadas por Trump em abril, as importações haviam caído por três meses consecutivos.

A volatilidade nas importações e exportações tem causado flutuações consideráveis nas medições do governo sobre a atividade econômica, como o Produto Interno Bruto (PIB). Essas oscilações no comércio internacional têm gerado incertezas sobre o impacto das novas tarifas e a direção futura das relações comerciais dos Estados Unidos no cenário global.

Fonte: Brasil 247

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Internacional

Acordo entre Mercosul e União Europeia avança e segue para análise do parlamento

A Comissão Europeia validou, na quarta-feira (3), o texto final do tratado entre os dois blocos econômicos

A Comissão Europeia validou, na quarta-feira (3), o texto final do tratado Mercosul-União Europeia. A redação agora seguirá para análise dos estados-membros e do Parlamento Europeu, com expectativa de assinatura em dezembro, em Brasília, durante a cúpula do Mercosul. Com um PIB combinado de US$ 22 trilhões e uma população de 720 milhões de pessoas, Mercosul e União Europeia caminham para consolidar um dos maiores acordos comerciais do mundo.

A entrada em vigor do acordo pode trazer mais de US$ 7 bilhões em exportações adicionais para o Brasil. Esse potencial decorre da desgravação tarifária em centenas de produtos estratégicos, que vão desde commodities como café, milho e suco de laranja até itens industrializados de maior valor agregado, como aviões, calçados e móveis de madeira.

“Quem sabe até o final do ano nós poderemos ter, aqui no Brasil, quando o presidente Lula presidir a reunião do Mercosul, a assinatura desse acordo, que já tem 20 anos de negociação. Esta é uma ótima notícia, nós nunca chegamos a um nível tão elevado como hoje com o envio para o Conselho da União Europeia, e não estamos falando de qualquer acordo”, afirmou o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.

A União Europeia é hoje o terceiro maior parceiro comercial do Brasil. Em 2024, o valor total das exportações brasileiras para o bloco cresceu, em média, 10%, alcançando US$ 48,3 bilhões. Esse desempenho posicionou o país como o 14° maior fornecedor da UE e líder no fornecimento de café não torrado (36,3%) e farelos de soja (34,3%). Além disso, nos últimos seis anos, quase todos os grupos de produtos exportados, como café, petróleo, soja e cobre, registraram crescimento médio anual positivo.

Fonte: Canal Rural Mato Grosso

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Exportação, Internacional

Nos EUA, exportadores se reúnem com congressistas e integram audiência sobre a Seção 301

1º Vice-presidente da FIESC, André Odebrecht, destaca importância de sensibilizar parceiros comerciais sobre os impactos da ausência de produtos brasileiros no mercado consumidor norte-americano

A missão da Confederação Nacional da Indústria (CNI) a Washington esteve nesta quarta-feira (3) no Capitólio, sede do Congresso norte-americano, para encontros com parlamentares dos Estados Unidos, com a finalidade de apresentar dados do comércio entre o Brasil e os EUA. O 1º vice-presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), André Odebrecht, que participa da missão, destacou a relevância de sensibilizar os congressistas sobre a importância dos produtos brasileiros para a economia dos EUA e de avançar na retomada do comércio entre os dois países de forma saudável.

Também nesta quarta-feira, o embaixador Roberto Azevêdo, que representa a Confederação na audiência pública sobre a Seção 301, afirmou que o objetivo é demonstrar que as práticas comerciais brasileiras são razoáveis, não são discriminatórias e não têm arbitrariedade, e não deveriam ser consideradas prejudiciais às empresas norte-americanas. O Brasil está sendo investigado com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

“A noção de que o Brasil está agindo deliberadamente de forma a prejudicar os Estados Unidos é totalmente infundada. Ao contrário, os fatos mostram que as empresas americanas, em geral, se beneficiaram das políticas brasileiras. O Brasil tem sido um destino antigo e atraente para investimentos americanos, e o país também é o principal destino dos fluxos de investimento brasileiros”, afirmou durante a audiência.

A missão também tem agendadas reuniões com empresários dos EUA e representantes de setores prejudicados pelas tarifas. Na terça-feira (2), o grupo participou de reunião com a embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti. Odebrecht, que representa a FIESC na missão, destacou ainda a relevância das reuniões com agentes de comércio exterior, como a Câmara Americana de Comércio, para destacar a importância dos produtos brasileiros para as cadeias produtivas dos Estados Unidos e para os consumidores norte-americanos.

A comitiva também esteve reunida com o escritório de advocacia norte-americano que representa os interesses da CNI e da indústria brasileira na investigação sobre a seção 301. “Esses encontros são essenciais para estreitar as relações, para convencer os norte-americanos da qualidade dos nossos produtos e para mostrar as dificuldades que o mercado consumidor dos EUA pode enfrentar sem os produtos brasileiros à disposição”, explicou Odebrecht.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou que o objetivo da missão é marcar uma posição firme e contundente, mostrando a versão do setor privado sobre a importância de uma negociação que leve à reversão das tarifas. “Queremos um diálogo feito nos termos comerciais e econômicos e de forma racional e técnica, para que possamos realmente começar a ter reuniões objetivas”, completou.

O encontro com a embaixadora foi a primeira de uma série de agendas que a comitiva empresarial liderada pela CNI terá até a próxima quinta-feira (4) na capital dos EUA. Além do 1º vice-presidente da FIESC, participaram da reunião dirigentes das federações das indústrias de Minas Gerais (FIEMG), Paraná (FIEP), Paraíba (FIEPB), Rio de Janeiro (FIRJAN), Rio Grande do Norte (FIERN) e São Paulo (FIESP).  

Fonte:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Internacional

China revela mísseis nucleares intercontinentais em desfile militar; VEJA VÍDEO

A China revelou novos mísseis balísticos intercontinentais com capacidade de carregar ogivas nucleares durante o desfile militar nesta quarta-feira (3) em Pequim, em uma demonstração de força ao Ocidente.

Segundo a agência de notícias Reuters, a China exibiu pela primeira vez sua tríade nuclear completa, com armas prontas para uso que podem ser lançadas a partir da terra, do mar e do ar, incluindo um míssil balístico intercontinental reformulado, o DF-5C, e um novo míssil móvel de longo alcance, o DF-61.

O comentarista militar e ex-instrutor do Exército chinês Song Zhongping disse à agência de notícias AFP que os mísseis revelados fazem parte de “uma nova geração de armas nucleares” do arsenal de Xi Jinping.

O míssil DF-5C tem alcance de 20 mil km, o que cobre metade da circunferência do planeta e seria capaz de atingir qualquer país, por conta das diferentes possibilidades de lançamento.

O desfile militar chinês compõe celebração dos 80 anos do fim da 2ª Guerra Mundial e é visto como uma demonstração de força em um momento que a China busca desafiar a supremacia dos Estados Unidos. A exibição pública dos armamentos foi uma rara demonstração de seu crescente poderio e de sua capacidade de projetar força muito além das fronteiras do país.

Fonte: G1

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Internacional

Restrições de Câmbio Estrangeiro Ainda Mais Flexibilizadas

As novas medidas beneficiam os exportadores que transferem para a Argentina e vendem, por meio do mercado de câmbio, os fundos desembolsados sob o novo pré-financiamento.

A Comunicação “A” 8296, emitida pelo Banco Central da Argentina (BCRA), entrou em vigor em 8 de agosto de 2025, introduzindo alterações nas normas de câmbio estrangeiro.

A Comunicação estabelece, especialmente, que os exportadores que, a partir de 8 de agosto de 2025, transferirem para a Argentina e venderem, através do mercado de câmbio (Mercado de Câmbio), novo pré-financiamento de exportação com vida média de no mínimo três anos, com pelo menos um ano de carência, ou dois anos, com pelo menos 18 meses de carência, concedido por instituições financeiras estrangeiras ou por instituições financeiras locais financiadas por linhas de crédito do exterior, poderão:

  • Manter os recursos de exportação em contas em moeda estrangeira, seja na Argentina ou no exterior. Esses fundos podem ser acumulados até 125% do valor necessário para cobrir o principal e os juros do mês corrente e dos seis meses seguintes. Qualquer excesso deve ser vendido no Mercado de Câmbio.
  • Acessar o Mercado de Câmbio para constituir garantias, seja no país ou no exterior, para assegurar o pagamento desse pré-financiamento na data de vencimento.

Nestes casos, as instituições financeiras intervenientes devem:

  • Verificar o cumprimento das condições de elegibilidade,
  • Obter uma declaração juramentada do cliente comprometendo-se a não aplicar a moeda estrangeira antes do vencimento sem a aprovação prévia do BCRA,
  • Monitorar tanto as permissões de exportação quanto as garantias constituídas, para garantir a rastreabilidade dos fundos.

A Comunicação também estabeleceu que novos endividamentos financeiros com vida média de pelo menos dois anos e pelo menos 18 meses de carência para o pagamento do principal serão considerados operações autorizadas para aplicação de recursos de exportação de bens e serviços, desde que os fundos desse endividamento sejam transferidos para a Argentina e vendidos através do Mercado de Câmbio a partir de 8 de agosto de 2025.

Fonte: Marval

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Internacional

Como é o monitoramento de pessoas na China?

Experiências de jornalistas revelam como China e Rússia mantêm rígido controle sobre população e estrangeiros, com uso intensivo de tecnologia para vigilância

A China receberá Kim Jong-un e Vladimir Putin em um importante desfile militar, em meio a crescentes preocupações sobre o aumento da vigilância e controle social em regimes autoritários. O evento acontecerá na manhã de quarta-feira (3) no horário local (terça-feira à noite, no horário de Brasília).

O encontro entre os três líderes ocorre em um momento de tensão geopolítica, especialmente considerando o histórico de vigilância e restrições impostas por seus respectivos governos. A China, em particular, destaca-se pelo uso massivo de tecnologia para monitorar sua população.

Vigilância high-tech na China

Em Pequim, especialmente próximo à Praça da Paz Celestial, onde acontecerá a parada militar, o controle é intenso. Cada poste conta com cinco ou seis câmeras de vigilância, criando uma rede de monitoramento constante. O governo chinês justifica essa infraestrutura como necessária para a segurança pública.

Jornalistas estrangeiros enfrentam dificuldades para realizar seu trabalho. Tentativas de transmissões ao vivo nas ruas de Pequim são frequentemente interrompidas, com agentes monitorando constantemente a presença de profissionais da imprensa internacional.

Controle social na Rússia e Coreia do Norte

Na Rússia, observa-se um processo gradual de erosão da liberdade de imprensa e dos valores democráticos. O controle governamental se estende da mídia tradicional à internet, limitando o acesso à informação independente.

Já na Coreia do Norte, o isolamento é ainda mais severo. Um exemplo recente é a experiência de turistas russos em um resort norte-coreano, onde são mantidos separados da população local, sem permissão para qualquer interação com os cidadãos do país.

Fonte:

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