Internacional

Trump anuncia tarifa de 100% sobre importações de produtos farmacêuticos

Medicamentos de marca ou patenteados serão taxados com nova alíquota a partir de 1º de outubro, a menos que empresa esteja construindo fábrica nos EUA

Os Estados Unidos imporão uma tarifa de 100% sobre as importações de produtos farmacêuticos de marca ou patenteados a partir de 1º de outubro, a menos que uma empresa farmacêutica esteja construindo uma fábrica nos EUA, disse o presidente Donald Trump nesta quinta-feira (25).

“Não haverá, portanto, nenhuma tarifa sobre esses produtos farmacêuticos se a construção já tiver começado”, disse Trump no Truth Social.

A Pharmaceutical Research and Manufacturers of America se opôs às novas tarifas sobre medicamentos, afirmando no início deste ano que 53% dos US$ 85,6 bilhões em ingredientes usados ​​em medicamentos consumidos nos Estados Unidos eram fabricados no próprio país, com o restante vindo da Europa e de outros aliados.

Fonte: CNN Brasil

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Internacional

Revista diz que China restringiu conteúdo religioso na internet

A revista Bitter Winter, que acompanha violações de direitos na China, publicou em seu site na última quinta-feira (18) a tradução de uma nova regulamentação do governo chinês que restringe a atuação do clero religioso na internet. O documento, com 18 artigos, foi divulgado oficialmente em 15 de setembro pela Administração Nacional de Assuntos Religiosos chinesa.

Segundo a tradução da revista, o texto estabelece que líderes religiosos só podem pregar ou ensinar pela internet em plataformas oficiais, controladas por instituições registradas e licenciadas pelo governo. O uso de redes sociais, transmissões ao vivo ou grupos de mensagens para evangelização fica proibido.

O regulamento também proíbe a evangelização de menores, a realização de rituais religiosos online, a arrecadação de fundos pela internet e o uso de inteligência artificial para criar ou divulgar conteúdo religioso. A norma ainda veta vínculos de religiosos com grupos estrangeiros e exige apoio explícito ao Partido Comunista e à “sinicização” das religiões, ou seja, o alinhamento com a ideologia estatal.

Religiosos que descumprirem as regras podem ter credenciais suspensas, contas online encerradas e até serem investigados criminalmente. Já as plataformas que não obedecerem podem sofrer sanções do governo.

A revista Bitter Winter reforça que sua tradução busca dar clareza sobre a medida e evitar interpretações equivocadas. O Pleno.Newsreproduz abaixo, na íntegra, os 18 artigos traduzidos pela publicação:

Artigo 1: Estes regulamentos são estabelecidos de acordo com os Regulamentos sobre Assuntos Religiosos, as Medidas para a Administração do Clero Religioso, as Medidas para a Administração dos Serviços de Informação da Internet, as Medidas para a Administração dos Serviços de Informação Religiosa da Internet e outras leis e regulamentos, para regular a conduta online do clero religioso e manter a ordem no campo religioso da Internet.

Artigo 2: O clero religioso que participa de atividades online deve amar a pátria, apoiar a liderança do Partido Comunista Chinês, defender o sistema socialista, cumprir as leis e regulamentos nacionais e cumprir as disposições pertinentes sobre a gestão de assuntos religiosos. Deve observar a moralidade social, manter a ordem pública e os bons costumes, dar o exemplo no cumprimento da “Convenção de Autodisciplina sobre o Uso Civilizado da Internet”, seguir as regras e regulamentos religiosos e aceitar a supervisão governamental e a supervisão social.

Artigo 3: O clero religioso deve defender os valores socialistas fundamentais, seguir o princípio de independência e autogestão das religiões do nosso país, aderir à sinicização das religiões do nosso país, orientar ativamente as religiões para que se adaptem à sociedade socialista e promover a harmonia religiosa, social e étnica ao usar a Internet.

Artigo 4: O clero religioso que se envolve em atividades online fora de sua capacidade oficial deve seguir as leis, regulamentações e regras nacionais relevantes sobre gestão de assuntos religiosos; ao registrar e usar contas online públicas para compartilhar informações e mensagens instantâneas como clero religioso, eles são obrigados a enviar seus certificados de clero aos provedores de serviços de internet para verificação.

Artigo 5: O clero religioso só pode pregar ou fornecer educação religiosa e treinamento online por meio de sites, aplicativos, fóruns e plataformas semelhantes que sejam legalmente estabelecidos por grupos religiosos, escolas religiosas, templos, mosteiros e igrejas e que tenham obtido uma “Licença de Serviços de Informações Religiosas na Internet”.

Artigo 6: O clero religioso deve desenvolver bons hábitos online, resistir intencionalmente à cultura online negativa e não deve se autopromover ou usar tópicos e conteúdos religiosos para atrair atenção e tráfego.

Fonte: PLENO NEWS 

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Internacional

Argentina projeta exportação de 2 milhões de toneladas de milho em setembro, aponta line-up

O line-up argentino de milho, que detalha a programação de embarques do grão, projeta a exportação de 2,045 milhões de toneladas em setembro, de acordo com levantamento realizado por Safras & Mercado.

Volume já embarcado e expectativa para o mês
Do total previsto para o mês, 1,2 milhão de toneladas já foram embarcadas, enquanto 844,978 mil toneladas permanecem projetadas para futuras exportações.

Projeção acumulada para 2025/26
No período de março de 2025 a fevereiro de 2026, o line-up registra um acumulado preliminar de 21,261 milhões de toneladas de milho programadas para exportação, refletindo a robusta presença da Argentina no mercado internacional de grãos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional

Relação comercial Brasil–Estados Unidos interessa aos dois lados, diz secretária

Em audiência pública no Senado Federal, secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, enfatizou a importância de solução negociada com EUA

A secretária de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), participou nesta quarta-feira (24/9) de Audiência Pública da Secretaria de Comissões Coordenação de Comissões Especiais, Temporárias e Parlamentares de Inquérito (CTEUA), no Senado Federal.

Os parlamentares e autoridades se reuniram para discutir os impactos da investigação aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil ao amparo da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana.

A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, apresentou um panorama da relação bilateral e destacou que, de janeiro a agosto, o Brasil exportou US$ 26,6 bilhões para os Estados Unidos, um aumento de 1,66% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as importações somaram US$ 30 bilhões, um aumento de 11,44%. Ressaltou ainda a diversificação da pauta exportadora, composta principalmente por manufaturados, mas também por produtos agrícolas e da indústria extrativa.

“O Brasil não é um problema comercial para os Estados Unidos. O Brasil é um país que tem superávit comercial com o mundo e um déficit com os Estados Unidos, ao passo que os EUA são um país que têm um déficit com o mundo e superávit com o Brasil. Na nossa visão, essa não é a métrica que deve pautar a avaliação do relacionamento bilateral, mas, se é tão importante para os EUA neste momento, o Brasil de fato não é um problema. Apesar do déficit comercial, essa é uma relação que interessa os dois lados, gera empregos e contribui para o dinamismo da atividade econômica nos dois países.”, afirmou Prazeres.

 A secretária destacou, ainda, o empenho do vice-presidente da República e Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, nas tratativas com o lado americano com vistas a encontrar uma solução negociada mutuamente benéfica para ambos os países.

De acordo com a secretária, cerca de 10 mil empresas brasileiras vendem para o mercado americano. “É esse universo que nos preocupa quando pensamos nas medidas aplicadas pelos Estados Unidos. Estamos falando de milhares de empresas e empregos que dependem dessa relação comercial”, destacou.

Sobre a investigação em curso no âmbito da Seção 301, aberta em julho pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), a secretária reafirmou a posição brasileira: “O Brasil seguirá firme na defesa de seus interesses na busca de uma solução negociada em temas comerciais com os EUA”, garantiu a secretária Tatiana Prazeres.

 relatora da comissão, senadora Tereza Cristina, reforçou a importância da participação de diversos públicos de interesse. “A realização dessa audiência pública permite que a comissão exerça seu papel institucional de reunir informações das diversas partes envolvidas para construir um quadro claro dos interesses, motivações e forças atuantes em ambos os lados e de buscar canais de interlocução com atores-chave nos dois países”.

Para o presidente da CTEUA, Nelsinho Trad, este é um ambiente de debate estratégias junto a ministros, empresários e especialistas para garantir que nossas exportações e nossa competitividade não sejam comprometidas. “O foco é proteger empregos, renda e setores produtivos, buscando sempre soluções por meio do diálogo e da cooperação”, concluiu.

Confira aqui a apresentação da secretária da Secex, Tatiana Prazeres.

Assista a audiência no Senado Federal.

Fonte: MDIC

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Economia, Internacional, Mercado Internacional

Desdolarização à vista? Moeda chinesa já é realidade em negociações com empresas brasileiras

“Não vamos mais usar o dólar em nossos negócios com a China”, diz Caito Maia, CEO da Chilli Beans

Já reparou que o dólar não é mais a única moeda que manda no comércio global?

Incentivada pelo Governo brasileiro, a desdolarização já é realidade em algumas empresas brasileiras. Um exemplo é a Chilli Beans, que passou a pagar fornecedores diretamente em renminbi (yuan).

O movimento ganhou força em 2025 com a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, que escalou com novas tarifas impostas pelos EUA a produtos chineses e brasileiros. 

Nesse cenário, empresas como a Chilli Beans enxergaram a oportunidade de cortar custos, reduzir a volatilidade cambial e fortalecer suas relações diretas com o mercado asiático.

Segundo o fundador e CEO Caito Maia (foto), a mudança não é pontual: o plano é abandonar de vez o dólar como intermediário e realizar todas as operações diretamente com a China. E ele não está sozinho.

A China já investiu mais de US$2,2 bilhões no Brasil só em 2025. O Brasil firmou acordos para negociar em real e yuan sem depender do dólar.

O BRICS avança na criação de um sistema alternativo de pagamentos para reduzir a influência do dólar no comércio global.

Tudo isso aponta para uma realidade clara: entender e negociar com a China não é mais uma opção, é uma vantagem competitiva.

Brasil, yuan e BRICS: por que empresas brasileiras estão negociando em yuan?

Nos últimos dois anos, o uso do yuan (renminbi, RMB) nas transações entre Brasil e China saiu do campo das intenções para ganhar tração prática: acordos entre bancos centrais, linhas de swap, avanços em infraestrutura de pagamentos e iniciativas privadas vêm reduzindo o papel exclusivo do dólar nas cadeias de comércio bilaterais. 

O movimento faz parte de uma tendência global de desdolarização associada ao fortalecimento político e econômico do bloco BRICS, e que traz oportunidades e riscos diretos para empresas brasileiras que exportam e importam com a China.

Em maio deste ano, o Banco Central do Brasil anunciou a assinatura de um swap cambial com o Banco Popular da China, com teto de R$157 bilhões: uma ferramenta que facilita liquidez em moeda local e reduz a necessidade de intermediação em dólares. 

É um sinal institucional claro de que as autoridades estão abrindo espaço para pagamentos diretos fora do dólar.

Paralelamente, dados de provedores internacionais de pagamentos mostram que, embora o RMB ainda seja uma fatia pequena do mercado global de pagamentos, sua presença tem subido nos últimos anos, com a China ampliando canais como o CIPS (sistema alternativo ao SWIFT), incentivando bancos estrangeiros a se conectar e promovendo liquidações em RMB. 

Ao mesmo tempo, estatísticas oficiais chinesas e relatórios de instituições financeiras apontam crescimento expressivo do uso do yuan em trade finance e em operações regionais.

Vantagens para empresas brasileiras de negociar em yuan

As motivações são variadas e combinam fatores econômicos, estratégicos e geopolíticos:

  • Redução de custos e menor exposição cambial: operar diretamente em RMB pode reduzir taxas de conversão e spread bancário quando o principal parceiro comercial é a China (menos etapas de conversão via dólar). Além disso, elimina o risco de flutuação do dólar entre emissão e liquidação.
     
  • Segurança e autonomia: acordos de swap e integração com CIPS/clearing banks diminuem a dependência de infraestruturas dominadas por países terceiros e reduzem riscos associados a sanções ou bloqueios em sistemas internacionais.
     
  • Pressão política e estratégica: a participação ativa no BRICS e as iniciativas de internacionalização do RMB fazem parte de uma agenda maior, a fim de diversificar parceiros e instrumentos financeiros para aumentar a autonomia estratégica do Brasil nas relações internacionais.
     
  • Menor custo de transação: se fornecedor e comprador aceitam RMB, elimina conversões intermediárias via dólar, com potencial ganho de 1–3% em custos financeiros segundo estimativas de mercado e bancos chineses.
     
  • Competitividade comercial: compradores chineses às vezes oferecem descontos para pagamentos em RMB, porque reduzem o custo e o risco deles.
     
  • Acesso a novos instrumentos financeiros: com linhas de swap e bancos autorizados a operar em RMB, empresas – inclusive PMEs via fintechs – encontram alternativas de financiamento e recebíveis em moeda chinesa.

Em comparação com o dólar, que é uma moeda consolidada e mais usada em todo o mundo, o yuan ainda pode ficar para trás. 

Mas com as eventuais sanções e medidas financeiras vindas dos EUA, somados aos custos de conversão para países não dolarizados, o yuan se mostra uma opção interessante.

Reais impactos da aliança Brasil-China para empresas brasileiras

Há 15 anos a China é o maior parceiro comercial do Brasil, seguido pelos EUA.

No agro, por exemplo, 70% das 100 milhões de toneladas de soja importadas pela China em 2024 vieram do Brasil.

No 1º semestre de 2025, a venda de terras raras para a China triplicou: aproximadamente US$6,7 milhões em minerais que serão utilizados na indústria tecnológica, como smartphones e aviões. E a tendência é aumentar.

Os impactos do estreitamento da relação comercial entre os dois países:

  • Redução do custo operacional em cadeias ligadas à China: fabricantes, agronegócio e exportadores de commodities podem ganhar margem se ampliarem liquidações em RMB.
     
  • Maior dependência econômica: liquidações e financiamento em RMB aproximam empresas e bancos brasileiros da infraestrutura e política monetária chinesa, o que pode aumentar a exposição a decisões de Pequim (ex.: controles de capital).
     
  • Transformação de práticas de financiamento: desenvolvimento de linhas de crédito, factoring e seguros em RMB pode criar novas janelas de capital para PMEs, mas exigirá adaptação operacional (treinamento, sistemas de pagamento, gestão de risco).
     
  • Pressões políticas e de imagem: empresas que estreitarem laços financeiros com a China podem enfrentar escrutínio adicional em mercados e governos alinhados com os EUA; decisões comerciais poderão ganhar conotação geopolítica.

Possíveis riscos e desafios:

  • Volatilidade e controles de capital chineses: o RMB não é totalmente livre-flutuante como o dólar; políticas domésticas chinesas podem afetar disponibilidade e convertibilidade.
     
  • Infraestrutura e padronização: integração a sistemas como CIPS exige parcerias bancárias e novas rotinas de compliance e KYC; nem todos os bancos brasileiros ou plataformas fintech estão preparados.
     
  • Menor profundidade de mercado: hedges e derivativos em RMB ainda são menos líquidos que em dólar, elevando o custo de proteção contra risco cambial em operações maiores.

O que empresas brasileiras devem considerar

A maior internacionalização do yuan e a acomodação institucional entre os dois países aumentam as opções para empresas brasileiras reduzirem custos e diversificarem riscos em suas negociações com a China. 

Ao mesmo tempo, a transição traz desafios, que vão desde infraestrutura financeira até riscos geopolíticos e operacionais. 

Para exportadores e importadores, a estratégia mais realista hoje é híbrida: aproveitar instrumentos em RMB quando houver vantagem comprovada.

De forma prática, essa é a recomendação de especialistas para quem deseja se preparar para negociar com a China:

  • Mapear contrapartes: priorizar clientes/fornecedores chineses dispostos a negociar em RMB e negociar cláusulas claras de conversão e hedge.
     
  • Avaliar parceiros financeiros: trabalhar com bancos que tenham canais diretos em RMB ou com fintechs que ofereçam conta e liquidação em yuan.
     
  • Hedge e planejamento: mesmo operando em RMB, avaliar instrumentos de proteção (quando disponíveis) e cenários sobre volatilidade e controles cambiais.
     
  • Compliance e governança: reforçar controles de compliance, entender regras de exportação/importação e exigências de clearing (CIPS vs SWIFT).

E por que isso importa?

A China já se consolidou como o principal parceiro comercial do Brasil, responsável por grande parte das exportações do país.

Com as novas políticas econômicas, o Brasil está abrindo cada vez mais mercados, investimentos e oportunidades aos produtos chineses no país. 

Essa relação entre os dois países promete gerar bons frutos, e para garantir competitividade e relevância no mercado, é preciso se adaptar.

A StartSe percebeu esses sinais e criou a Imersão China: uma imersão de 5 dias nos principais ecossistemas chineses da atualidade.

Os principais sócios da StartSe e mais um grupo seleto de 30 empresários e executivos visitarão empresas de tecnologia, conversarão com especialistas em varejo, carros autônomos, IA e robótica e negócios.

Entenderão como a China une governo, mercado e academia para alcançar modelos inéditos de inovação, como alcançam escala e velocidade através dos 5 princípios chineses de negócio: pragmatismo, foco em resultado, adaptação, colaboração e visão de longo prazo.

Ou como os chineses já incorporaram o chamado Ambiente de Teste em Larga Escala: onde eles testam soluções rapidamente, ajustando-as em tempo real.

E, ainda, a Cultura do Fazer Acontecer: com experimentação contínua, aceitação do erro como aprendizado e execução rápida são práticas comuns.

Esses são apenas alguns dos aprendizados valiosos proporcionados por essa imersão. Além do networking estratégico e das oportunidades de negócios com investidores e empresas chinesas.

Fonte: StartSe

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Internacional

Reino Unido quer acordo “forte” com Mercosul, diz ministro britânico

Sir Chris Bryant afirmou que “amaria” ver tratado de livre comércio com bloco sul-americano e que, caso Brasil sinalize apoio, negociações podem caminhar com agilidade

Reino Unido quer avançar “rapidamente” em um acordo de livre comércio com o Mercosul e pede que o Brasil, considerado pelos britânicos a “parte central” do bloco, confirme se esse interesse é mútuo.

Em entrevista à CNN, o ministro de Comércio do Reino Unido, Sir Chris Bryant, afirmou que “amaria” ver um acordo “forte” com o Mercosul. E que, caso o Brasil sinalize apoio, as negociações podem caminhar com agilidade.

“Eu amaria ver um forte acordo de livre comércio entre Mercosul e Reino Unido. Há uma parte de mim pensando: vamos lá, Brasil, você é o maior player nisso. Você realmente quer que isso aconteça? Se sim, nos diga agora, e vamos progredir rapidamente”, disse o ministro.

Bryant afirmou que alguns trâmites burocráticos e etapas naturais da negociação poderiam ser aceleradas, já que parte do processo é semelhante ao tratado comercial do Mercosul com a União Europeia, recentemente concluído.

“Não quero que isso demore 25 anos”, brincou, em referência à longa negociação entre os sul-americanos e europeus.

Autoridades brasileiras estimam que o acordo Mercosul-UE será finalmente assinado em dezembro.

O ministro também lembrou o recém-assinado tratado de livre comércio entre Mercosul e Efta – grupo formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein – como um precedente que pode facilitar as negociações.

Na avaliação de Bryant, um acordo com o bloco teria peso estratégico, dada a liderança do Brasil na América Latina e nos Brics, além da relevância britânica no mundo ocidental.

“Se pudermos firmar um acordo, isso será positivo para o mundo. O presidente Lula e o Brasil são absolutamente centrais para garantir que isso aconteça”, argumentou.

Segundo ele, não estão descartados tratados bilaterais com o Brasil caso um entendimento mais amplo com o Mercosul não avance, mas a prioridade é um acordo abrangente.

Tarifaço de Trump

Sir Chris Bryant também comentou o “tarifaço” imposto por Donald Trump aos parceiros comerciais dos Estados Unidos desde que o presidente americano voltou à Casa Branca.

Nesse ponto, Brasil e Reino Unido estão em posições opostas: os brasileiros foram sobretaxados em 50% – a maior alíquota entre todos os países –, enquanto os britânicos foram tarifados em 10%.

Londres e Washington fecharam um acordo que reduz as tarifas sobre produtos automotivos e aeroespaciais do Reino Unido.

Apesar disso, o ministro afirmou à CNN que, no cenário ideal, as tarifas deveriam ser zeradas e que alguns pontos do acordo com os Estados Unidos ainda podem ser revistos.

Bryant destacou que as tarifas impostas por Trump não estão entre os principais motivos para estreitar laços comerciais com o Brasil.

“Existem muitos argumentos sobre se deveríamos fazer um acordo com o Mercosul.  E essa (tarifas de Trump) não é a razão principal. Para mim, o principal motivo é que não fazemos comércio suficiente. Seria bom para as nossas duas economias se fizéssemos mais comercio”, disse.

Agro acompanha de perto

Em 2024, o fluxo de comércio entre Brasil e Reino Unido somou aproximadamente US$ 6,2 bilhões. Entre os principais produtos exportados pelo Brasil estão ouro, soja e café. Do lado das importações, destacam-se medicamentos, obras de ferro ou aço e bebidas alcoólicas.

Naturalmente, um dos principais interessados no acordo seria o agronegócio brasileiro, já que o Reino Unido é um grande importador de alimentos em razão de suas condições climáticas.

Adidos agrícolas frequentemente apontam novas oportunidades de mercado no país.

Hoje, devido a barreiras tarifárias e não tarifárias, alguns produtos brasileiros praticamente não conseguem competir no mercado britânico, onde a disputa muitas vezes acontece com países europeus – como Espanha e Portugal – que enfrentam poucas ou nenhuma restrição comercial.

O ministro ainda acrescentou que o Reino Unido gostaria de trabalhar com o Brasil para reformar e fortalecer a OMC (Organização Mundial do Comércio).

‘“Não sou um protecionista, sou apaixonado pelo livre comércio”, disse o ministro.

Fonte: CNN Brasil

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Internacional

China está no Brasil para auditoria sobre gripe aviária; União Europeia reabriu comércio nesta terça-feira

Uma comitiva do governo chinês está no Brasil nesta semana para fazer uma auditoria com o objetivo de comprovar que o Brasil está livre da gripe aviária, disse o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, ao g1.

“Depois de finalizada a auditoria, eles emitirão um parecer”, afirmou Rua, acrescentando que esse documento já pode conter uma decisão da China.

Os chineses são os maiores importadores de carne de frango do Brasil. Eles interromperam o comércio em 16 de maio, após o país detectar o seu 1º e único caso de gripe aviária em uma granja comercial, em Montenegro (RS).

O foco foi encerrado no mesmo mês e o Brasil já se declarou livre da doença.

UE retomou comércio

Nesta terça-feira (23), a União Europeia, que é a sétima maior importadora de frango do Brasil, retomou as suas compras de forma gradual.

O cronograma ficou assim:

a partir de 23 de setembro: todo o território brasileiro, com exceção do Rio Grande do Sul, fica liberado para exportar. A autorização, contudo, é voltada para os frangos produzidos a partir de 18 de setembro;

2 de outubro: Rio Grande do Sul é liberado, com exceção da área ao redor da granja atingida em Montenegro (RS);

16 de outubro: liberação das exportações de áreas ao redor da granja.

No início de setembro, a UE já tinha reconhecido o Brasil como livre da gripe aviária.

“Com a oficialização da reabertura, a expectativa do setor é que as exportações se restabeleçam nos patamares anteriormente praticados, com possibilidade de incrementos devido à demanda reprimida durante este período de suspensão”, disse a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em nota.

Entre janeiro e maio, as exportações de carne de frango para o bloco europeu alcançaram 125,3 mil toneladas, volume então 20,8% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Em receita, foram cerca de US$ 386,3 milhões, saldo 38% maior em relação ao obtido no ano anterior.

Com a mudança, a China passa a ser o único grande mercado do produto que mantém restrições ao frango de todo o país.

O Brasil se declarou livre da doença no dia 18 de junho, após ficar 28 dias sem registrar novos casos em granjas.

O prazo começou a ser contado em 22 de maio, depois do fim da desinfecção da granja de Montenegro (RS). Lá, cerca de uma semana antes, foi detectado o primeiro e único foco da doença em aves comerciais no Brasil.

Além da União Europeia, outros 16 países já tinham retirado as restrições de exportação à carne de frango do Brasil. Entre eles, está o Japão, terceiro maior comprador do Brasil, e o Iraque, 9º maior comprador.

Fonte: G1

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Internacional

Acordo Mercosul-EFTA é “praticamente uma cópia” do tratado com a União Europeia e serve como argumento para destravar o acordo maior

O recém-assinado acordo Mercosul-EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio) está sendo visto por especialistas como uma manobra estratégica fundamental. Segundo analistas consultados por veículos como a CNN, o tratado é “praticamente uma cópia” do acordo maior e mais complexo negociado com a União Europeia. O pacto envolve o bloco sul-americano e os quatro países da EFTA: Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Embora abra um mercado de alto poder aquisitivo, o impacto econômico imediato é considerado modesto. A verdadeira importância do movimento, segundo fontes do setor, é política: ele serve como um poderoso argumento para pressionar e destravar as negociações paralisadas com a União Europeia, mostrando que o Mercosul é capaz de fechar parcerias com economias desenvolvidas.

O “espelho” do acordo da União Europeia

Aálise de que o pacto é um “clone” do tratado com a UE foi destacada por Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior, em entrevista repercutida pela CNN. “Politicamente, ele é importante porque mostra para a União Europeia que o Mercosul está avançando com outros blocos”, afirmou. Essa similaridade estrutural não é coincidência; ela funciona como um teste e um precedente para o pacto maior.

Márcio Sette Fortes, ex-diretor do Brasil no BID, corrobora essa visão, classificando o acordo Mercosul-EFTA como uma “mensagem” clara para Bruxelas. Num momento de crescente protecionismo global e barreiras tarifárias, como as impostas pelos Estados Unidos, o Brasil sinaliza que está buscando ativamente a diversificação de parceiros e que pode, sim, concluir negociações complexas com nações ricas, quebrando a inércia diplomática.

Mais símbolo político do que impacto econômico

Diversos setores, incluindo a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), minimizaram o impacto prático imediato do acordo. José Augusto de Castro, presidente da AEB, afirmou à CNN que o tratado “vale mais pelo simbolismo” do que pelas vendas em si. Atualmente, os países da EFTA compram menos de 1% das exportações brasileiras, e há dúvidas se o Brasil conseguirá competir com China e os próprios vizinhos europeus nesse mercado.

Mesmo com a eliminação de 100% das tarifas de importação para setores industrial e pesqueiro (e acesso preferencial para o agro), os gargalos históricos do Brasil persistemInfraestrutura precária, carga tributária elevada e alto custo da mão de obra qualificada continuarão sendo desafios para que a indústria nacional, como a de máquinas e equipamentos (Abimaq), aproveite as mais de 700 oportunidades de exportação mapeadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O que o acordo Mercosul-EFTA realmente abre?

A EFTA é um bloco de 15 milhões de pessoas com um PIB combinado de US$ 1,4 trilhão, ostentando um dos maiores PIBs per capita do mundo. Apesar dos números atuais de comércio serem baixos (Brasil exportou US$ 3,1 bilhões no ano passado, com 38% concentrados em alumina calcinada), o governo estima um impacto positivo de R$ 2,69 bilhões no PIB brasileiro até 2044.

acordo Mercosul-EFTA, assinado no Rio de Janeiro, inicia agora os trâmites de internalização, exigindo a aprovação dos parlamentos de todos os países envolvidos. Para a indústria brasileira, como a Abimaq, o tratado é celebrado não pelo volume, mas pela sinalização de abertura econômica num cenário global de barreiras, sendo um passo crucial para reduzir a dependência de mercados tradicionais e fortalecer a posição negociadora do Mercosul.

Fica claro que o acordo Mercosul-EFTA joga um jogo duplo. No campo econômico, abre um mercado rico, mas de impacto modesto e com grandes desafios de competitividade para o Brasil. No campo estratégico, porém, ele funciona como a principal ferramenta diplomática do Mercosul no momento, servindo de argumento para destravar o prêmio maior: o acordo com a União Europeia.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Internacional

Acordo Mercosul-Efta pode reduzir dependência do Brasil em relação aos EUA e diminuir preços

Assinado na última terça-feira, tratado vai criar zona de livre comércio com quase 300 milhões de pessoas

Em meio a tensão com os Estados Unidos, o Brasil, por meio do Mercosul, assinou um acordo de livre comércio com países integrantes do EFTA — bloco formado pela Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. Para especialistas ouvidos pelo R7, a parceria pode reduzir a dependência do Brasil em relação aos EUA, além de gerar um impacto moderado, mas positivo, nas mercadorias importadas vendidas no Brasil.

O acordo, assinado na última terça-feira (16), cria uma zona de livre comércio com quase 300 milhões de pessoas e um PIB agregado de mais de US$ 4,3 trilhões. Segundo o governo, ambas as partes vão se beneficiar com o acesso a um mercado ampliado para mais de 97% das suas exportações, o que elevará o comércio bilateral.

Além disso, é esperado que o tratado eleve o número de pequenas e médias empresas atuantes em cada jurisdição, além de promover maior previsibilidade e segurança jurídica no comércio entre as partes.

Para o especialista em comércio exterior Jackson Campos, no caso do Brasil, a parceria com esses países pode abrir espaço para maior acesso a mercados de alto poder aquisitivo, especialmente Suíça e Noruega.

“Os principais benefícios para o Brasil são a ampliação do acesso a mercados ricos, a redução do custo de insumos industriais, novas cotas e preferências para o agronegócio, oportunidades em serviços e compras governamentais, além do reforço da imagem de confiabilidade internacional e de compromisso com regras modernas de comércio e sustentabilidade”, explica.

Já o especialista em gestão de risco e governança corporativa Rodrigo Provazzi destaca a possibilidade de aumentar a competitividade dos produtos brasileiros com a redução de tarifas de importação a itens industriais e pesqueiros.

No entanto, ele alerta para a necessidade de empresários do Brasil se adaptarem às especificidades dos novos mercados.

“As empresas brasileiras precisarão se adequar a padrões técnicos e regulatórios rigorosos, especialmente em qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade, além de fortalecer controles internos para atender normas ambientais, trabalhistas e de governança exigidas pelo bloco europeu”, ressalta.

Provazzi também chama a atenção para os desafios enfrentados pelo Brasil em relação à infraestrutura. “O acesso a alguns mercados será limitado por quotas, o que pode restringir o potencial de crescimento das exportações de determinados produtos. Também há desafios logísticos e de infraestrutura, que precisarão ser superados para que o Brasil aproveite plenamente as oportunidades do acordo”, alerta.

O especialista comenta, ainda, sobre os impactos positivos no PIB brasileiro e a facilitação do comércio de serviços, especialmente digitais, favorecendo setores que utilizam matriz energética limpa. Além disso, é possível que o acordo estimule a inovação, a integração produtiva e a geração de empregos, além de promover avanços em sustentabilidade e alinhamento com acordos ambientais internacionais.

Embate com os EUA

Com a crise entre Brasil e Estados Unidos, a balança comercial brasileira registrou uma queda de 18,5% nas exportações para os EUA. A tensão e a insegurança causadas às empresas brasileiras expõem a necessidade da diversificação de mercados.

Isso é o que explica a especialista em comércio internacional Ana Beatriz Zanuni. Ela afirma que um dos movimentos fundamentais para reduzir a dependência de países como Estados Unidos, por exemplo, é a redução gradual de tarifas, visto que 99% das exportações brasileiras para o bloco europeu receberão isenção de tarifa já no primeiro ano após a entrada em vigor do acordo.

“Essa movimentação é fundamental para reduzir a dependência de parceiros tradicionais, como é o caso dos Estados Unidos, evitando impactos críticos à indústria nacional e a exportadores brasileiros em caso de novas elevações tarifárias ou outras restrições de mercados internacionais”, observa.

Para Campos, além da diversificação, a parceria é importante para mostrar que o Brasil é capaz de estabelecer novos acordos.

“Em meio a uma crise com os Estados Unidos, esse acordo é importante porque diversifica mercados e reduz a dependência do Brasil em relação a quantidade de parceiros e mostra ao mundo que podemos estabelecer novos acordos. Além disso, sinaliza que o país está aberto ao comércio internacional e disposto a se alinhar a padrões de sustentabilidade e inovação valorizados na Europa, fortalecendo sua imagem no cenário global”, salienta.

Agronegócio

Com o tarifaço do presidente norte-americano, Donald Trump, o Brasil vem sofrendo uma onda de incertezas na economia e no comércio exterior, principalmente no agronegócio. Apesar disso, a conclusão do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a EFTA pode ampliar as oportunidades de exportação brasileira.

Segundo a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), o acordo oferece uma “oportunidade estratégica para o setor agropecuário brasileiro, especialmente para os produtos de maior valor agregado”.

Apesar de serem limitadas as chances de o governo brasileiro de conseguir substituir o mercado americano de forma equivalente, parcerias com outras nações seriam uma forma de compensar a tarifa imposta pelo governo Trump.

Com a assinatura do acordo com a EFTA, a expectativa é de que alimentos como café, frutas tropicais, vinhos, queijos, carnes premium (carne bovina de raças especiais e cortes nobres de frango e suíno) e produtos sustentáveis e orgânicos sejam beneficiados.

O acordo Mercosul-EFTA prevê retirar as tarifas para 95% dos produtos agrícolas brasileiros e cotas preferenciais à carne bovina, por exemplo.

“Com a eliminação de tarifas e cotas especificas, o acordo prevê incremento de US$ 1,8 bilhão ao ano nas exportações agropecuárias e geração de 18 mil empregos”, informa a confederação.

Perguntas e respostas

Qual é o objetivo do acordo entre o Mercosul e o EFTA?

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e o EFTA visa criar uma zona de livre comércio que beneficiará as oportunidades brasileiras em diversos setores, ampliando o acesso a mercados e elevando o comércio bilateral.

Quais países fazem parte do EFTA?

O EFTA é formado por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça.

Qual é o impacto esperado para os consumidores brasileiros com esse acordo?

Especialistas acreditam que os consumidores devem sofrer um impacto moderado, mas positivo, com as mercadorias vendidas no Brasil, devido ao aumento do comércio e à redução de tarifas.

Fonte: R7

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Aeroportos, Internacional, Notícias

Ciberataque repercute pelo 2° dia em aeroportos da Europa.

Situação melhorou, mas passageiros em Berlim, Londres e Dublin continuam a enfrentar filas maiores após pane em sistema de embarque no dia anterior. Bruxelas teve novos atrasos e cancelamentos.

Passageiros em aeroportos europeus continuaram a enfrentar atrasos e cancelamentos neste domingo (21/09), após um ataque cibernético afetar um provedor de serviços de sistemas de embarque.

Em relação ao dia anterior, entretanto, a situação melhorou no aeroportos de Berlim, Dublin e Londres. Bruxelas, entretanto, teve cancelamentos e atrasos.

Pane em sistema de check-in

Os aeroportos tinham relatado no sábado atrasos no atendimento a passageiros devido a problemas de TI, informou a Eurocontrol, organização que supervisiona o controle de tráfego aéreo.

Heathrow, em Londres, e o aeroporto Berlim-Brandemburgo (BER), que atende a capital alemã, disseram que a empresa americana Collins Aerospace foi afetada pelo ataque cibernético, que provocou pane no software da empresa que ajuda a fazer o check-in, imprimir cartões de embarque e etiquetas de bagagem, e despachar as bagagens.

A companhia, sediada nos EUA, citou no sábado uma “interrupção cibernética” em seu software em aeroportos “selecionados” na Europa, que começou na noite de sexta.

Não ficou imediatamente claro quem poderia estar por trás do ataque cibernético, mas especialistas disseram que poderiam ser hackers, organizações criminosas ou agentes estatais.

Espera mais longa em Berlim

Em um comunicado no domingo, o aeroporto de Berlim informou que viajantes devem continuar se preparando para enfrentar tempos de espera mais longos e possíveis atrasos.

O aeroporto afirmou que as operações nos terminais estavam decorrendo sem problemas e aconselhou os passageiros a efetuarem o check-in online ou em máquinas de autoatendimento no aeroporto.

Cancelamentos em Bruxelas

Neste domingo, o aeroporto de Bruxelas ainda enfrentava problemas consideráveis.

Ihsane Chioua Lekhli, porta-voz do aeroporto de Bruxelas, disse que 45 voos de ida e 30 de volta foram cancelados neste domingo, mais que o dobro do número do dia anterior: 25 partidas e 13 chegadas canceladas.

O ataque cibernético afetou apenas os sistemas de computador nos balcões de check-in, não nos quiosques de autoatendimento, disse ela, e as equipes estavam recorrendo a sistemas de backup alternativos e usando laptops para ajudar a lidar com o impacto.

Fonte: DW

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