Indústria

Preço de matérias-primas dispara com guerra no Oriente Médio e pressiona indústria, aponta CNI

A recente escalada de tensões no Oriente Médio provocou aumento significativo no custo das matérias-primas industriais, impactando diretamente o setor produtivo. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, o índice que mede a evolução dos preços desses insumos saltou de 55,3 para 66,1 pontos entre o último trimestre de 2025 e o primeiro de 2026.

O resultado representa o maior nível desde 2022 e reflete a pressão exercida pela valorização do petróleo e de outros insumos essenciais.

Juros altos e custos elevam pressão financeira

Além da alta nos insumos, as empresas enfrentam dificuldades financeiras. O indicador de satisfação com a situação financeira recuou para 47,2 pontos, enquanto o índice de lucro operacional caiu para 41,9 pontos, atingindo um dos níveis mais baixos desde o período da pandemia.

O acesso ao crédito também piorou, chegando a 39 pontos — patamar considerado baixo e que evidencia obstáculos para financiamento das operações industriais.

Matéria-prima vira principal preocupação do setor

A carga tributária segue como o principal problema apontado pelos empresários, mas a preocupação com o custo e a disponibilidade de matérias-primas avançou rapidamente, passando a ocupar a segunda posição no ranking.

Segundo a CNI, esse movimento está diretamente ligado ao cenário internacional, com reflexos da guerra elevando os preços de insumos estratégicos e afetando o caixa das empresas.

Produção industrial mostra reação em março

Apesar do cenário desafiador, a atividade industrial apresentou recuperação em março. O índice de produção subiu para 53,7 pontos, indicando crescimento após meses de retração.

A utilização da capacidade instalada também avançou, alcançando 69%, acima da média histórica para o período. Ainda assim, os estoques permanecem abaixo do nível considerado ideal pelos empresários.

Emprego segue em queda, mas ritmo desacelera

O nível de emprego na indústria continua em retração, embora com menor intensidade. O indicador subiu levemente, mas permanece abaixo da linha de equilíbrio, acumulando mais de um ano de queda no número de trabalhadores.

Expectativas melhoram, mas investimentos recuam

Os sinais positivos na produção contribuíram para uma leve melhora nas expectativas industriais. Empresários projetam aumento da demanda, das exportações e da compra de insumos nos próximos meses.

Por outro lado, a intenção de investimento caiu pelo quarto mês consecutivo, influenciada pelo cenário externo incerto e pelos juros elevados.

Levantamento ouviu mais de 1,4 mil empresas

A Sondagem Industrial da CNI foi realizada com 1.406 empresas de diferentes portes entre os dias 1º e 13 de abril de 2026, oferecendo um panorama atualizado dos desafios e perspectivas da indústria brasileira.

FONTE: Agência de Notícias da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Iano Andrade/CNI

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Indústria

FIESC na Hannover Messe 2026 reforça inovação e presença industrial brasileira

A participação da FIESC na Hannover Messe 2026 marca o fortalecimento da indústria catarinense em um dos maiores eventos globais de tecnologia. A feira ocorre entre 20 e 24 de abril, na Alemanha, reunindo líderes do setor industrial, inovação e transformação digital.

Missão empresarial amplia visibilidade do Brasil

A Federação das Indústrias de Santa Catarina integra a missão empresarial brasileira coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A ação inclui um estande institucional do Brasil e a apresentação de soluções inovadoras desenvolvidas no país.

Entre os destaques está o nanossatélite Catarina, projeto liderado pelo SENAI/SC, que simboliza o avanço da indústria tecnológica brasileira e o investimento em pesquisa aplicada.

Além disso, representantes de Santa Catarina participam da comitiva oficial, ampliando a inserção do estado em discussões estratégicas sobre o futuro da indústria global.

Nanossatélite Catarina-A2 pronto para lançamento

O nanossatélite Catarina-A2, desenvolvido pelo Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, já superou testes rigorosos que simulam o ambiente espacial. Com isso, o equipamento está preparado para ser lançado.

A tecnologia será utilizada para coleta de dados e comunicação, com aplicações diretas em áreas como meteorologia, defesa civil e agronegócio — setores essenciais para o desenvolvimento econômico.

Brasil ganha protagonismo na indústria global

Nesta edição, o Brasil ocupa a posição de país-parceiro oficial da Hannover Messe, o que amplia sua visibilidade internacional. O evento reúne empresas, governos e instituições para debater temas como inteligência artificial, automação industrial e sustentabilidade.

A feira também abre portas para negócios internacionais e parcerias estratégicas, consolidando o país como um player relevante no cenário da inovação industrial.

Catarinense concorre a prêmio internacional

Santa Catarina também se destaca com a presença da empresária Luciane Fornari, de Concórdia, finalista do Engineer Woman Award 2026. O prêmio reconhece lideranças femininas na engenharia e será entregue no dia 23 de abril durante o evento.

Fornari é fundadora da Fornari Indústria e cofundadora da PlanET Biogás Brasil, com mais de duas décadas de atuação no desenvolvimento de soluções voltadas ao agronegócio e às energias renováveis.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Indústria

Indústria têxtil da Argentina enfrenta crise com queda na produção e avanço das importações

A indústria têxtil argentina vive um dos períodos mais desafiadores dos últimos anos, pressionada pela forte entrada de importações de vestuário e pela retração da atividade interna. Dados de entidades do setor indicam queda acentuada na produção, redução no uso da capacidade instalada e impactos crescentes no emprego.

Produção despenca e atinge menor nível da série

O índice de produção industrial têxtil registrou recuo de 23,9% em janeiro na comparação anual, alcançando o nível mais baixo desde o início da série, em 2016. As informações constam em relatório da Federação das Indústrias Têxteis Argentinas (FITA).

A retração foi mais intensa em segmentos como tecidos, acabamentos e fios de algodão, com quedas superiores a 30%. No mesmo período, a indústria manufatureira como um todo apresentou redução mais moderada, de 3,2%.

Capacidade ociosa e perda de competitividade

O enfraquecimento do setor já vinha sendo observado. Segundo a Fundação Pro Tejer, a produção têxtil está 27,8% abaixo do nível de dois anos atrás.

O uso da capacidade instalada reforça o cenário crítico: em janeiro de 2026, o setor operava com apenas 24% do potencial produtivo, bem distante da média da indústria geral, de 53,6%.

Emprego encolhe e perdas se acumulam

A crise também atinge o mercado de trabalho. Os segmentos de têxteis, vestuário, couro e calçados eliminaram cerca de 12 mil empregos formais no último ano, totalizando 100 mil postos em dezembro de 2025.

Desde o fim de 2023, as perdas superam 20 mil vagas. De acordo com a Pro Tejer, o setor lidera a queda proporcional de empregos entre as atividades privadas do país.

E-commerce cresce, mas favorece importados

Enquanto o mercado interno enfraquece, o comércio eletrônico na Argentina avança rapidamente. Em 2025, o setor cresceu 55%, acima da inflação de 31,5%.

No entanto, esse crescimento tem sido puxado por compras internacionais: 47% dos consumidores online já adquirem produtos do exterior. Plataformas como Temu, Shein e Amazon ganham espaço e intensificam a concorrência com a produção local.

Empresas argentinas já sentem os efeitos dessa mudança. Dados da plataforma Tiendanube apontam queda de 14% no faturamento nominal do segmento de vestuário não esportivo. Além disso, 88% das pequenas e médias empresas indicam retração nas vendas como principal desafio.

Importações avançam e pressionam indústria local

Os números de comércio exterior mostram uma mudança estrutural. As importações de roupas prontas cresceram 54% em volume e 27% em valor em fevereiro. No acumulado do ano, o avanço chega a 82% em toneladas.

Por outro lado, as compras externas de insumos têxteis — como fios e tecidos — caíram mais de 35% em volume, indicando redução da atividade produtiva local.

Dados logísticos também apontam aumento de 39% na movimentação de contêineres (TEUs) ligados ao setor de vestuário.

Subfaturamento e concorrência desleal preocupam

A FITA alerta ainda para práticas de subfaturamento nas importações, com mais de 70% dos produtos declarados abaixo de valores históricos — em alguns casos, inferiores ao custo da matéria-prima.

Exemplos incluem camisetas de algodão com preços irrisórios e jeans importados por valores muito baixos, o que distorce a concorrência e prejudica os fabricantes locais.

Rentabilidade negativa agrava cenário

Apesar da pressão, os preços ao consumidor não acompanham os custos da indústria. Em fevereiro de 2026, a categoria de vestuário, couro e calçados ficou estável.

Segundo a Pro Tejer, esse comportamento reflete margens negativas, com empresas vendendo abaixo do custo em meio à queda do consumo e ao avanço dos produtos importados.

FONTE: Forbes Argentina
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Indústria

Faturamento da indústria cresce 4,9% em fevereiro, mas cenário ainda é de cautela

O faturamento da indústria de transformação registrou avanço de 4,9% em fevereiro, segundo os indicadores industriais divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O resultado vem após alta de 1,3% em janeiro, acumulando crescimento de 6,2% frente a dezembro de 2025.

Apesar da sequência positiva, o desempenho ainda não sinaliza uma recuperação sólida do setor. A avaliação é de que o avanço recente reflete, principalmente, uma base de comparação mais baixa.

Comparação anual mostra queda significativa

Na análise do primeiro bimestre de 2026, o cenário é menos favorável. O faturamento industrial apresentou retração de 8,5% em relação ao mesmo período de 2025, evidenciando a continuidade das dificuldades enfrentadas pela indústria desde o segundo semestre do ano passado.

De acordo com especialistas da CNI, ainda é prematuro afirmar uma reversão da tendência negativa, já que os resultados positivos recentes não representam uma mudança estrutural no ambiente econômico.

Produção industrial tem leve recuperação

As horas trabalhadas na produção cresceram 0,7% em fevereiro, marcando o segundo mês consecutivo de alta. Mesmo assim, o indicador recupera apenas parte das perdas acumuladas ao longo de 2025.

Na comparação anual, houve queda de 2,7% no volume de horas trabalhadas, reforçando o ritmo ainda moderado da atividade industrial.

Capacidade instalada segue estável

A utilização da capacidade instalada (UCI) permaneceu praticamente inalterada, passando de 77,5% em janeiro para 77,3% em fevereiro. No acumulado do primeiro bimestre, o nível está 1,6 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.

Mercado de trabalho industrial sem avanços

Os dados ligados ao emprego na indústria mostram estabilidade. Em fevereiro, houve leve recuo de 0,1% no número de trabalhadores, com queda acumulada de 0,4% no ano em comparação ao mesmo intervalo de 2025.

Já a massa salarial segue em nível elevado, sustentada pelos bons resultados do segundo semestre do ano passado. No acumulado de 2026, o indicador registra alta de 0,9% na comparação anual.

O rendimento médio dos trabalhadores também apresentou crescimento, com avanço de 1,4% no mesmo período.

Perspectivas ainda moderadas para o setor

Embora alguns indicadores apontem melhora pontual, o cenário da indústria brasileira ainda exige cautela. A recuperação mais consistente dependerá de fatores como demanda interna, condições macroeconômicas e continuidade dos investimentos produtivos.

FONTE: Portal da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Pinheiro / CNI

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Indústria

Acordo Mercosul-União Europeia ganha destaque como estratégia para indústria brasileira

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, destacou o potencial do Acordo Mercosul-União Europeia durante seminário realizado em São Paulo, na sexta-feira (27). O evento, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), reuniu lideranças políticas e empresariais para discutir os impactos da parceria comercial na indústria brasileira.

Ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e do presidente da CNI, Ricardo Alban, Tebet participou do painel de abertura, que abordou oportunidades e desafios do acordo.

Acordo amplia integração entre grandes economias

Formalizado em janeiro deste ano, em Assunção, no Paraguai, o Acordo Mercosul-União Europeia é resultado de mais de 20 anos de negociações. A parceria conecta dois dos maiores blocos econômicos globais, reunindo cerca de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 22 trilhões.

Considerando o volume econômico e populacional, o tratado é considerado um dos maiores acordos de livre comércio internacional já firmados.

Medida é vista como estratégica para o Brasil

Durante o seminário, Tebet ressaltou que o acordo vai além de uma decisão econômica, sendo uma questão de posicionamento estratégico para o país.

Segundo a ministra, o Brasil enfrenta uma janela limitada — estimada em cerca de uma década — para avançar em áreas como energia limpa, minerais críticos, terras raras e desburocratização. Nesse contexto, o acordo pode ajudar a impulsionar reformas estruturais e destravar o crescimento econômico.

Indústria forte é essencial para crescimento

A ministra também destacou que a combinação do acordo com iniciativas como a Reforma Tributária e o programa Nova Indústria Brasil pode elevar a participação da indústria no PIB nacional, aproximando o país dos padrões observados em economias desenvolvidas.

Ela reforçou que o fortalecimento da indústria nacional é fundamental para geração de empregos, aumento da renda e redução das desigualdades sociais.

Multilateralismo é reforçado com o acordo

Outro ponto enfatizado foi o papel do acordo na promoção do multilateralismo. Tebet defendeu que a cooperação entre países é essencial para o desenvolvimento sustentável, em contraste com políticas isolacionistas.

A integração com países do Mercosul e parceiros internacionais, segundo ela, amplia as possibilidades de crescimento econômico e fortalece a posição do Brasil no cenário global.

Rotas de integração ganham relevância

O Programa Rotas de Integração Sul-Americana, coordenado pelo Ministério do Planejamento, também foi apontado como estratégico. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou a iniciativa como uma das principais contribuições da atual gestão.

A proposta busca ampliar o comércio regional, especialmente na América do Sul, agregando valor às exportações brasileiras e fortalecendo a presença da indústria nacional nos mercados vizinhos.

União Europeia é parceiro comercial estratégico

Atualmente, a União Europeia ocupa a posição de segundo maior parceiro comercial do Brasil, com fluxo de comércio estimado em US$ 90,1 bilhões em 2025.

O acordo deve ampliar a diversificação comercial, estimular investimentos e promover a modernização do parque industrial brasileiro, por meio da integração às cadeias produtivas europeias.

Redução de tarifas e modernização comercial

No campo comercial, o tratado prevê ampla liberalização tarifária. O Mercosul permitirá acesso gradual a 91% dos bens europeus, enquanto a União Europeia abrirá seu mercado para 95% das exportações do bloco sul-americano.

Além disso, o acordo abrange temas modernos como serviços, investimentos, compras governamentais, propriedade intelectual, sustentabilidade e facilitação de comércio, ampliando sua relevância econômica.

Situação atual do acordo

Nos países do Mercosul, o acordo já foi aprovado pelos parlamentos de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. No caso brasileiro, ainda falta a promulgação presidencial para entrada em vigor completa.

Na Europa, o texto segue em análise jurídica, mas há previsão de aplicação provisória a partir de maio de 2026.

Entenda o Mercosul

O Mercosul é um bloco econômico formado inicialmente por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com foco na integração regional e na ampliação de oportunidades comerciais.

Além dos membros plenos, o bloco conta com países associados na América do Sul e mantém acordos com diversas nações e organizações internacionais, fortalecendo sua atuação global.

FONTE: Ministério do Planejamento e Orçamento
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério do Planejamento e Orçamento

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Indústria

Produção industrial de Santa Catarina recua 6,5% em janeiro

A produção industrial de Santa Catarina registrou queda de 6,5% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2025. No cenário nacional, o desempenho foi praticamente estável: a produção industrial brasileira avançou apenas 0,2% no período.

De acordo com Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, o resultado reflete um cenário de desaceleração da atividade industrial, influenciado principalmente pelo ciclo de alta dos juros, que restringe o acesso ao crédito, reduz investimentos e impacta o ritmo da economia. A avaliação é do presidente da entidade, Gilberto Seleme.

Setor moveleiro lidera queda na indústria catarinense

Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, compilado pelo Observatório FIESC, aponta que a fabricação de móveis apresentou o pior desempenho entre os segmentos analisados. O setor teve retração de 25,9% em relação a janeiro do ano passado.

Um dos fatores apontados para o resultado negativo é o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos, principal destino das exportações do setor. Em janeiro, as exportações de madeira e móveis para os EUA registraram queda de 56,25% na comparação com o mesmo período de 2025.

Máquinas, equipamentos e veículos também recuam

Outros segmentos relevantes da indústria catarinense também apresentaram retração no início do ano. A fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias caiu 24,9%, enquanto a produção de máquinas e equipamentos registrou queda de 18,2%.

Entre os fatores que explicam o desempenho negativo estão a taxa Selic elevada, que restringe o crédito para empresas e consumidores, e o aumento do endividamento das famílias, que tende a reduzir o consumo e afetar a produção industrial.

Apenas dois setores apresentam crescimento

Dos 14 segmentos industriais analisados em Santa Catarina, somente dois apresentaram resultado positivo em janeiro.

A fabricação de produtos alimentícios avançou 0,9%, enquanto a indústria de borracha e plástico registrou crescimento de 5,3%, destacando-se como exceções em um cenário de retração mais ampla da atividade industrial no estado.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sollos

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Indústria

Impasse na BR-101 Norte preocupa indústria e pode frear desenvolvimento de Santa Catarina

A falta de acordo para a repactuação do contrato de concessão da BR-101 Norte acendeu um alerta no setor produtivo de Santa Catarina. A Federação das Indústrias de Santa Catarina avalia que o impasse pode comprometer o desenvolvimento socioeconômico do estado, além de agravar problemas históricos de mobilidade e segurança na rodovia.

Segundo a entidade, a decisão da comissão de solução consensual instalada no Tribunal de Contas da União de encerrar as negociações para revisar o contrato com a concessionária Autopista Litoral Sul frustrou as expectativas de empresários e da população catarinense.

Rodovia enfrenta congestionamentos e altos índices de acidentes

A BR-101 Norte é considerada um dos principais corredores logísticos de Santa Catarina, conectando importantes polos industriais, turísticos e portuários do estado.

Atualmente, a rodovia enfrenta longos congestionamentos e elevado número de acidentes, cenário que preocupa usuários e empresas que dependem da via para transporte de mercadorias e deslocamentos diários.

Na avaliação da FIESC, as obras previstas na proposta de repactuação eram fundamentais para aumentar a fluidez do tráfego e melhorar a segurança viária em trechos críticos da estrada.

Setor produtivo cobra investimentos na infraestrutura

De acordo com o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a ausência de novos investimentos pode transformar a rodovia em um obstáculo ainda maior ao crescimento econômico do estado.

Segundo ele, sem melhorias estruturais, a BR-101 Norte tende a continuar sobrecarregada, prejudicando o comércio exterior, o turismo e diversas atividades econômicas que dependem do corredor rodoviário.

O dirigente também destaca que os impactos não se limitam ao setor empresarial, atingindo moradores das cidades próximas e turistas que utilizam a rodovia.

Trechos críticos concentram maiores problemas

A federação defende que sejam adotadas soluções urgentes para os pontos mais críticos da BR-101, especialmente nos trechos que ligam:

  • Itapema
  • Balneário Camboriú
  • Itajaí
  • Penha
  • Joinville

Essas regiões concentram intenso fluxo de veículos, especialmente durante a alta temporada turística e em períodos de grande movimentação logística.

Entenda o impasse na concessão da rodovia

A Agência Nacional de Transportes Terrestres e o Ministério dos Transportes informaram que não houve consenso nas negociações para revisar o contrato da concessionária responsável pela rodovia.

As tratativas ocorreram no âmbito da comissão criada pelo TCU para buscar uma solução consensual para o contrato de concessão.

A proposta inicial de repactuação incluía novas obras e melhorias operacionais, voltadas a aumentar a eficiência da rodovia e reduzir congestionamentos. O plano chegou a ser discutido com entidades do setor produtivo catarinense, incluindo a FIESC, que apresentou sugestões de intervenções e mecanismos para ampliar a segurança e a fluidez do tráfego.

Com o encerramento das negociações, o futuro das melhorias previstas para a BR-101 Norte permanece indefinido.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Heitor Pergher/Grupo ND

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Indústria

Indústrias de SC recebem missão empresarial da Suíça para ampliar parcerias e negócios

Empresas de Santa Catarina participaram de uma reunião de negócios com uma missão empresarial da Suíça, realizada na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina. O encontro reuniu representantes do setor produtivo brasileiro e suíço com o objetivo de ampliar parcerias comerciais, cooperação tecnológica e oportunidades de investimento.

A visita integra as ações de relacionamento internacional iniciadas durante o SC Day, evento realizado em janeiro no cantão de Berna.

Encontro busca fortalecer relações entre empresas dos dois países

Com a participação de empresários, entidades industriais e agências de promoção de negócios, a reunião teve como foco aproximar os mercados de Santa Catarina e da Suíça.

A iniciativa pretende estimular projetos conjuntos, internacionalização de empresas e intercâmbio tecnológico, ampliando a presença de indústrias catarinenses em mercados internacionais.

Para Luiz Gonzaga Coelho, que também é sócio-fundador da empresa C-Pack, a aproximação entre os dois ecossistemas industriais pode gerar benefícios mútuos.

Segundo ele, empresas brasileiras e suíças têm potencial para avançar juntas em estratégias de expansão global e desenvolvimento de novos negócios.

Cooperação pode envolver ciência, tecnologia e investimentos

Durante o encontro, o secretário de Estado de Articulação Internacional de Santa Catarina, Paulo Bornhausen, destacou o interesse do estado em fortalecer laços com o cantão de Berna.

De acordo com o secretário, a parceria entre as regiões pode ir além das relações comerciais e incluir iniciativas nas áreas de ciência, tecnologia, inovação e desenvolvimento econômico.

Empresas discutem parcerias estratégicas

Ao longo do evento, os participantes tiveram a oportunidade de realizar reuniões diretas entre empresas, discutindo possibilidades de cooperação em áreas como:

  • parcerias comerciais internacionais
  • cooperação tecnológica
  • desenvolvimento de mercado
  • novos investimentos industriais

A delegação suíça também conheceu as instalações do Observatório FIESC, que oferece estudos e análises estratégicas sobre economia, indústria e inovação.

A iniciativa reforça o movimento de internacionalização da indústria catarinense, que busca ampliar sua presença no cenário global por meio de parcerias com mercados estratégicos.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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Indústria

Indústria da Alemanha começa 2026 com queda nas encomendas e produção abaixo do esperado

A indústria da Alemanha iniciou 2026 com desempenho abaixo das expectativas do mercado. Dados divulgados pelo departamento oficial de estatísticas mostram que as encomendas industriais sofreram uma queda expressiva no primeiro mês do ano.

Em janeiro, os pedidos recuaram 11,1% em relação a dezembro, considerando os ajustes sazonais e de calendário. O resultado interrompe uma sequência de quatro meses consecutivos de crescimento do indicador.

A retração foi significativamente maior do que a prevista por analistas consultados pela Reuters, que estimavam uma diminuição de aproximadamente 4,5%.

Apesar da queda acentuada, o cenário se mostra menos negativo quando se excluem grandes pedidos industriais. Nesse recorte, a redução foi de apenas 0,4% em janeiro, após os pedidos terem registrado em dezembro o maior avanço em dois anos.

Analistas mantêm expectativa positiva para a economia alemã

Mesmo com a volatilidade dos dados, economistas seguem relativamente otimistas quanto ao desempenho da economia da Alemanha em 2026. A principal preocupação, segundo especialistas, seria uma possível escalada do conflito envolvendo o Irã, que poderia pressionar os preços do petróleo e afetar o cenário econômico global.

Para o economista Jens-Oliver Niklasch, do LBBW, os números exigem cautela na análise.

“Esses dados certamente não são para os fracos de coração”, afirmou. Ainda assim, ele ressalta que a expectativa geral permanece de que os indicadores econômicos deste ano superem os resultados registrados em 2025.

Investimentos públicos podem impulsionar a indústria

Na avaliação de Michael Herzum, economista da Union Investment, a carteira de pedidos da indústria segue relativamente sólida graças aos investimentos do governo alemão em defesa e infraestrutura.

Segundo ele, caso não haja agravamento do cenário geopolítico envolvendo o Irã, a indústria pode deixar de ser um obstáculo e passar a contribuir para o crescimento econômico em 2026.

Produção industrial também recua no início do ano

Além da queda nas encomendas, a produção industrial alemã também apresentou resultado negativo. Em janeiro, o indicador registrou retração de 0,5% na comparação mensal, contrariando projeções de analistas, que esperavam alta de cerca de 1%.

De acordo com o departamento de estatísticas, o principal fator por trás da redução foi a queda de 12,4% na produção de produtos metálicos.

Outros setores também contribuíram para o desempenho fraco, incluindo indústria farmacêutica, além da fabricação de computadores, produtos eletrônicos e equipamentos ópticos.

Clima frio impulsiona produção de energia

Em contrapartida, a produção de energia na Alemanha avançou de forma significativa em janeiro. O aumento foi de 10,3%, impulsionado pelas temperaturas excepcionalmente baixas registradas durante o mês.

O frio intenso elevou a demanda por energia, compensando parcialmente as perdas observadas em outros segmentos da indústria.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Fabian Bimmer

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Indústria

Indústria brasileira cresce 1,8% em janeiro de 2026 e recupera parte das perdas do fim de 2025

A produção da indústria brasileira registrou crescimento de 1,8% em janeiro de 2026 na comparação com dezembro de 2025, indicando uma retomada após meses de retração no setor. O resultado representa o maior avanço mensal desde junho de 2024, quando o setor industrial havia registrado expansão de 4,4%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), levantamento que acompanha o desempenho da produção industrial no Brasil.

Produção industrial volta a crescer após sequência de quedas

Na comparação com janeiro de 2025, a indústria apresentou alta de 0,2%, interrompendo três meses consecutivos de retração.

No final de 2025, o setor havia acumulado resultados negativos:

  • dezembro: -0,1%
  • novembro: -1,4%
  • outubro: -0,5%

Com o desempenho positivo no início de 2026, a indústria nacional conseguiu recuperar parte das perdas registradas entre setembro e dezembro do ano passado.

Nível de produção supera período pré-pandemia

O crescimento observado em janeiro também coloca a produção industrial brasileira cerca de 1,8% acima do nível registrado antes da pandemia de Covid-19, em fevereiro de 2020.

Apesar da recuperação recente, o desempenho ainda permanece distante do recorde histórico do setor. O maior crescimento mensal da série ocorreu em maio de 2011, quando a indústria chegou a registrar expansão de 15,3%.

Retomada após férias coletivas e queda forte em dezembro

Segundo o gerente da pesquisa, André Macedo, o avanço de janeiro está relacionado à retomada da produção após uma forte queda registrada no último mês de 2025.

De acordo com ele, dezembro apresentou retração significativa, influenciada tanto pelo menor ritmo da atividade industrial quanto pela adoção de férias coletivas em diversas empresas.

Com o início do novo ano e a retomada das operações nas fábricas, parte dessa perda foi recuperada.

Juros altos ainda limitam crescimento da indústria

Apesar da melhora pontual no desempenho do setor, especialistas apontam que fatores macroeconômicos ainda dificultam uma recuperação mais consistente.

Entre os principais obstáculos estão os efeitos da política monetária restritiva, marcada por taxas de juros elevadas, que reduzem o acesso ao crédito para investimentos industriais.

Segundo Macedo, embora o crescimento de janeiro seja relevante, ele ainda não foi suficiente para anular completamente as perdas acumuladas no final de 2025. No período entre setembro e dezembro, a indústria acumulou saldo negativo de 0,8%.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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