Greve

Justiça proíbe bloqueio de rodovias em Santa Catarina e impõe multa diária

A Justiça Federal determinou a proibição de bloqueio de rodovias em Santa Catarina, abrangendo todas as estradas federais que cortam o estado. A medida também veta qualquer tipo de interdição nos acessos ao Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes, considerados estratégicos para a economia regional.

Ameaça de paralisações motivou ação judicial

A decisão ocorre em meio à mobilização de grupos de caminhoneiros, que ameaçavam paralisar o tráfego em diversas vias do país. O movimento ganhou força após o aumento do preço do diesel, impactado pelo cenário internacional e tensões no Oriente Médio.

Diante do risco de bloqueios, o governo federal anunciou medidas para intensificar a fiscalização do piso do frete, buscando reduzir a insatisfação da categoria.

Direito à manifestação não pode afetar circulação

Na decisão, a Justiça destaca que o direito à manifestação deve ser respeitado, mas não pode comprometer a livre circulação de pessoas e mercadorias nem causar prejuízos à economia.

Multa e atuação da PRF estão previstas

Em caso de descumprimento, a medida estabelece multa diária de R$ 10 mil para quem promover ou participar de bloqueios. Além disso, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) está autorizada a atuar para garantir o fluxo normal de veículos nas rodovias.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Thiago Hockmuller/Arquivo/Portal Engeplus

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Greve

Greve de caminhoneiros começa em Itajaí com ato no porto e adesão regional

Um ato realizado na manhã desta quinta-feira (19) em frente à Superintendência do Porto de Itajaí marcou o início do movimento de greve de caminhoneiros na região. A paralisação está prevista para começar ao meio-dia, com mobilização concentrada no pátio do posto Dalçóquio, às margens da rodovia Jorge Lacerda.

Apesar da definição de um ponto de encontro, a orientação das lideranças é clara: os motoristas devem evitar carregar cargas e permanecer com os caminhões parados, preferencialmente em casa ou em locais seguros.

Ato reúne trabalhadores e cobra valorização do setor portuário

A manifestação reuniu cerca de 200 pessoas e contou com a presença de equipes da Polícia Militar e da Guarda Portuária. O protesto também teve participação de trabalhadores portuários avulsos.

Durante o ato, representantes sindicais reforçaram a necessidade de valorização da categoria e cobraram medidas da administração portuária. Entre as principais demandas está o fortalecimento da operação de carga geral, que, segundo lideranças, vem perdendo espaço no porto.

Categoria defende paralisação pacífica e sem bloqueios

De acordo com a Associação Nacional do Transporte de Cargas (ANTC), o movimento tem caráter pacífico e não prevê bloqueios de rodovias ou acessos a portos. A decisão segue determinação judicial que proíbe interdições desse tipo.

A entidade orienta os motoristas a aderirem à paralisação dos caminhoneiros sem necessidade de deslocamento até pontos de concentração. A recomendação é simples: não aceitar fretes e manter os veículos parados, seja em postos, pátios ou residências.

Estratégia busca evitar multas e ampliar apoio popular

A forma de mobilização foi definida para evitar penalizações aos caminhoneiros, como ocorreu na greve de 2018, quando bloqueios geraram multas e sanções. Segundo a entidade, o objetivo é garantir a adesão sem prejudicar ainda mais os profissionais.

Além disso, a estratégia pretende manter o apoio da população, evitando impactos diretos no trânsito e no abastecimento imediato.

Reivindicações incluem frete e preço do diesel

Entre as principais pautas da greve dos caminhoneiros, estão o reajuste do piso mínimo do frete e a adoção de medidas para conter aumentos considerados abusivos no preço do diesel. A categoria aguarda a publicação de uma Medida Provisória pelo governo federal que atenda às reivindicações.

Movimento tem articulação nacional

A mobilização em Itajaí está alinhada a discussões nacionais lideradas por transportadores autônomos, especialmente a partir do Porto de Santos. Naquela região, a paralisação já foi aprovada, mas ainda não há data definida, enquanto seguem negociações com o governo.

A greve na região catarinense foi iniciada por tempo indeterminado e poderá ser encerrada caso as demandas da categoria sejam atendidas.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Greve

Greve dos caminhoneiros: paralisação é confirmada em Itajaí e deve impactar portos de Santa Catarina

A mobilização dos caminhoneiros ganhou força no litoral catarinense e já tem data para começar. Em Itajaí e cidades portuárias da região, a paralisação foi confirmada por lideranças da categoria e deve impactar diretamente a logística dos portos.

Paralisação começa em Itajaí nesta quinta-feira

De acordo com o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes e Região (Sinditac), Vanderlei de Oliveira, a paralisação está confirmada para quinta-feira (19), com início previsto ao meio-dia. O primeiro ponto de concentração será o posto Dalçóquio, em Itajaí, e a mobilização deve se espalhar para outros pontos estratégicos ao longo do dia.

A expectativa é de adesão significativa, especialmente entre caminhoneiros autônomos que atuam diretamente no transporte de cargas para os portos da região.

Região portuária no centro da mobilização

A paralisação envolve profissionais que atendem o complexo portuário de Itajaí, Navegantes, Itapoá e Imbituba — uma das principais rotas logísticas do Sul do Brasil.

Segundo informações do jornal Diarinho, a adesão ao movimento foi definida em reunião realizada no próprio posto Dalçóquio, com a participação de cerca de 200 motoristas. A assembleia foi realizada na terça-feira (17) por iniciativa da Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga e do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes (Sinditac). Na região, estima-se que haja aproximadamente 3 mil caminhoneiros autônomos. A expectativa inicial é de adesão entre 60% e 70%.

Ainda conforme o Diarinho, os trabalhadores também destacam dificuldades operacionais no Porto de Itajaí, como:

  • longas filas para carga e descarga;
  • falta de estrutura para parada;
  • condições precárias durante o tempo de espera das operações.

Diesel alto e frete defasado são os principais gatilhos

Segundo Vanderlei de Oliveira, o “gatilho” do movimento está diretamente ligado ao combustível, além da falta de atualização dos valores de frete por parte da ANTT, o que pressiona ainda mais a renda dos motoristas.

Dados citados pelo Diarinho apontam que o diesel chegou a uma média de R$ 6,80, após alta de quase 12% em poucos dias, agravando o cenário para os autônomos.

A categoria também reivindica:

  • cumprimento da tabela mínima de frete;
  • reajustes compatíveis com os custos operacionais;
  • melhores condições de trabalho nos portos.

Efeito pode atingir toda a cadeia logística

Com a forte dependência do transporte rodoviário para escoamento de cargas, a paralisação pode gerar impactos relevantes na operação dos portos catarinenses.

A interrupção no fluxo de caminhões tende a afetar:

  • exportações e importações;
  • abastecimento de indústrias;
  • prazos logísticos em toda a região Sul.

Por se tratar de cidades com forte atividade portuária, como Itajaí e Navegantes, o impacto pode ser sentido rapidamente.

Cenário nacional ainda está em definição

Em nível nacional, a greve ainda depende de alinhamento entre entidades e sindicatos. Lideranças de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul já sinalizaram apoio à paralisação, especialmente após reunião no Porto de Santos.

Há indicativos de que o movimento pode ganhar escala nacional, mas a adesão ainda não é total. Novas reuniões estão em andamento para unificar as pautas e definir os próximos passos.

O governo federal acompanha a situação e tenta avançar em medidas para conter a mobilização, principalmente diante do risco de desabastecimento.

O que esperar

Com a paralisação confirmada em Itajaí e região portuária de Santa Catarina, o foco agora está na adesão da categoria e na possibilidade de ampliação do movimento.

Caso haja alinhamento nacional, a greve pode ultrapassar o cenário regional e se transformar em uma nova paralisação de grande impacto no país.

Fontes: Diarinho; Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes (Sinditac); ANTC; lideranças do setor.

Texto: Conteúdo produzido com suporte de inteligência artificial e curadoria editorial da equipe ReConecta News.

Imagem: Divulgação ANTC

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Greve

Diesel em alta: investigação da PF e risco de greve de caminhoneiros pressionam governo

A escalada do preço do diesel no Brasil elevou a tensão no setor de combustíveis e mobilizou autoridades federais. A combinação de aumentos nas bombas, suspeitas de irregularidades e insatisfação dos transportadores já acende o alerta para uma possível greve de caminhoneiros em todo o país.

Fiscalização mira preços abusivos nos combustíveis

Uma operação coordenada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em parceria com Procons estaduais, fiscalizou 42 postos em dez estados. A ação tem como foco identificar práticas de preços abusivos e garantir que reduções nas refinarias sejam repassadas ao consumidor.

Dados recentes apontam que o valor médio do diesel subiu 11,8% em apenas uma semana. Já a gasolina registrou alta de 2,5% no mesmo período, intensificando a pressão sobre o custo de vida e o transporte.

PF investiga suspeita de cartel no setor

Paralelamente às fiscalizações, a Polícia Federal abriu inquérito para apurar possíveis irregularidades no mercado. A investigação busca identificar indícios de formação de cartel e aumentos injustificados nos preços dos combustíveis.

Segundo autoridades, há sinais de alinhamento de valores entre postos em determinadas regiões, o que pode indicar prática coordenada para manter preços elevados e prejudicar consumidores.

Irregularidades e aumentos indevidos são identificados

Durante as operações, fiscais encontraram casos preocupantes. Em um dos estabelecimentos, foi registrado aumento indevido de R$ 2 por litro de diesel. Também foram identificados padrões de preços idênticos entre postos de uma mesma localidade, levantando suspeitas sobre a concorrência no setor.

O balanço da ação aponta que as inspeções ocorreram em 22 cidades, envolvendo postos e distribuidoras.

Caminhoneiros ameaçam paralisação nacional

O avanço dos preços e a percepção de falhas nas medidas governamentais levaram lideranças do transporte rodoviário a reagir. Entidades da categoria já comunicaram o governo sobre a possibilidade de uma paralisação nacional de caminhoneiros nos próximos dias.

A principal queixa é o impacto direto do diesel nos custos operacionais. Segundo os profissionais, o cenário atual torna a atividade economicamente inviável.

Impacto no mercado e preocupação com inflação

A possibilidade de greve já reflete no mercado financeiro. Investidores demonstraram cautela diante do risco de desabastecimento e pressão inflacionária, especialmente às vésperas da decisão sobre a taxa de juros pelo Banco Central.

Uma paralisação de grande escala pode afetar cadeias produtivas e influenciar diretamente indicadores econômicos.

Governo anuncia medidas, mas efeito é questionado

Na tentativa de conter a crise, o governo federal anunciou ações como a zeragem de impostos federais (PIS/Cofins) sobre o diesel e a criação de subsídios para reduzir o preço final.

Também foram adotados novos critérios de fiscalização para identificar abusos, incluindo:

  • Estoque injustificado de combustível;
  • Aumentos sem justificativa técnica.

Apesar disso, representantes dos caminhoneiros afirmam que as medidas ainda não tiveram impacto significativo. Há críticas de que parte dos benefícios ficou retida na cadeia de distribuição.

Reajuste da Petrobras gera novas críticas

Após o anúncio das medidas, um reajuste promovido pela Petrobras reacendeu a insatisfação do setor. Para os caminhoneiros, a mudança anulou parte dos esforços do governo para conter os preços.

Integrantes da categoria também cobram maior rigor na fiscalização e afirmam que o modelo atual ainda não consegue garantir equilíbrio no mercado de combustíveis.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Adriano Machado

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Estado de greve na Argentina pode afetar comércio exterior de SC, alerta Fiesc

A possibilidade de manutenção do estado de greve na Argentina preocupa o setor produtivo catarinense. Segundo a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), a continuidade das paralisações pode comprometer o comércio exterior de SC e gerar impactos relevantes na economia do Estado.

A tensão ocorre após o avanço da reforma trabalhista do presidente Javier Milei, aprovada nesta quinta-feira pela Câmara argentina e agora novamente encaminhada ao Senado, onde precisa ser analisada até 1º de março.

Risco de paralisação prolongada

Para a presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, Maria Teresa Bustamante, o cenário indica que o movimento grevista pode se estender até a aprovação definitiva da proposta.

De acordo com ela, a continuidade da mobilização pode provocar:

  • Aumento dos custos logísticos, devido à retenção de cargas em pontos de desembaraço aduaneiro;
  • Interrupções na cadeia de suprimentos;
  • Risco de falta de insumos importados;
  • Quebra no fluxo de caixa das empresas;
  • Atrasos no cumprimento de contratos internacionais;
  • Abalo na confiança e na reputação comercial entre os países.

A Argentina é um dos principais parceiros comerciais do Brasil, e Santa Catarina mantém forte relação bilateral, especialmente nos setores industrial e manufatureiro.

Momento era de crescimento no comércio bilateral

A avaliação da Fiesc é de que o impasse ocorre em um período favorável para as trocas comerciais entre os dois países, com aumento no volume negociado recentemente.

A falta de previsibilidade, segundo a entidade, pode comprometer o ritmo de crescimento das exportações e importações, afetando diretamente empresas catarinenses que dependem do mercado argentino.

Reforma trabalhista divide governo e sindicatos

Para viabilizar a aprovação na Câmara, o governo argentino flexibilizou alguns pontos do texto original. Ainda assim, mantém a proposta de reformular uma legislação trabalhista com cerca de 70 anos, criada durante o período do peronismo.

O presidente Javier Milei tem defendido mudanças estruturais com o argumento de modernizar a economia e tornar as regras mais flexíveis para empresas e trabalhadores. Entre os principais pontos da reforma trabalhista argentina estão:

  • Jornada de trabalho flexível, podendo variar entre 8 e 12 horas diárias;
  • Ampliação do período de experiência para até seis meses;
  • Restrição de greves em setores considerados essenciais;
  • Regras mais flexíveis para férias;
  • Medidas para reduzir a informalidade no mercado de trabalho, que atinge cerca de 40% dos empregos no país.

O embate permanece intenso entre centrais sindicais e governo. Milei, que venceu as eleições legislativas em outubro, conta com apoio do setor empresarial e respaldo político para levar adiante as mudanças estruturais.

FONTE: NSC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Greve geral na Argentina cancela voos com o Brasil e paralisa aeroportos

A greve geral na Argentina, convocada por centrais sindicais contra a reforma trabalhista do governo de Javier Milei, provocou impactos diretos no setor aéreo e resultou no cancelamento de voos entre o país e o Brasil nesta quinta-feira.

Companhias aéreas que operam rotas internacionais confirmaram alterações nas operações devido à paralisação, que afeta aeroportos em diversas cidades argentinas.

Voos cancelados entre Brasil e Argentina

No Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, ao menos dois voos da LATAM Airlines com destino a Buenos Aires foram cancelados nas primeiras horas do dia, conforme informações do painel oficial. A Gol Linhas Aéreas também confirmou suspensões em sua malha aérea para a Argentina.

Em nota, o Grupo LATAM informou que precisou ajustar sua operação por causa da mobilização nacional. Já a Gol declarou que a paralisação inviabilizou as operações aeroportuárias em Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e Rosário, o que levou ao cancelamento de voos programados para esta data.

Situação nos aeroportos argentinos

No Aeroporto Internacional Ministro Pistarini, conhecido como Ezeiza e principal terminal internacional do país, a maior parte dos voos cancelados envolve rotas internacionais. Algumas decolagens foram mantidas, enquanto outras registraram atrasos.

A paralisação afeta principalmente serviços aeroportuários e logísticos, comprometendo embarques e desembarques em diferentes regiões da Argentina.

Impactos no Rio e no Sul do Brasil

O RIOgaleão contabilizou o cancelamento de 16 voos de chegada e 15 de partida com origem ou destino na Argentina. Apesar disso, a administração informou que as operações gerais do terminal seguem funcionando normalmente.

No Rio Grande do Sul, houve o cancelamento de dois voos: um que partiria do Aeroparque Jorge Newbery, em Buenos Aires, e outro com saída do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre.

Greve coincide com debate da reforma trabalhista

A mobilização ocorre no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados argentina inicia a análise do projeto de reforma trabalhista encaminhado pelo governo Milei ao Congresso. A proposta enfrenta forte resistência sindical e tem motivado sucessivas manifestações no país.

A expectativa é que a paralisação desta quinta-feira amplie os impactos econômicos e pressione o debate político em torno das mudanças na legislação trabalhista.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Revista Força Aérea

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Greve

Greve na Argentina paralisa exportação de grãos e afeta setor agrícola

Uma greve na Argentina interrompeu, nesta quarta-feira, as atividades de exportação de grãos e derivados, impactando diretamente o comércio exterior do país. A paralisação foi organizada por sindicatos marítimos em protesto contra a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei.

Segundo Gustavo Idígoras, presidente da Cámara de la Industria Aceitera y el Centro de Exportadores de Cereales (CIARA-CEC), a greve de 48 horas compromete integralmente as operações do setor agroexportador. Em declaração à Reuters, ele classificou o movimento como uma ação de caráter político, distante das demandas específicas da atividade.

Portos e embarques afetados

A mobilização comprometeu serviços essenciais, como atracação e desatracação de navios, transporte de práticos e atendimento a embarcações. A região mais impactada foi a área portuária de Rosário, um dos principais polos globais de exportação agrícola.

A paralisação coincide parcialmente com a greve geral convocada pela Confederación General del Trabajo (CGT), marcada para quinta-feira, o que pode ampliar os efeitos sobre a economia argentina.

Em nota divulgada nas redes sociais, a Federación Sindical Marítima y Fluvial (Fesimaf) afirmou que a mobilização tem como objetivo defender direitos trabalhistas e preservar a estabilidade no emprego.

Reforma trabalhista amplia tensão sindical

A Câmara dos Deputados argentina deve analisar o projeto de reforma trabalhista, já aprovado pelo Senado na semana passada. A proposta enfrenta forte resistência das entidades sindicais por prever mudanças como flexibilização das contratações, redução de indenizações por demissão, limitação do direito de greve e ampliação da jornada de trabalho.

Além dos marítimos, o sindicato dos trabalhadores da indústria de oleaginosas de San Lorenzo também aderiu à paralisação. A entidade representa empregados do principal polo de processamento de soja do país, localizado ao norte de Rosário, onde se concentra grande parte das usinas responsáveis pela produção de óleo e farelo.

Em comunicado, o sindicato criticou o projeto, afirmando que a modernização proposta compromete direitos históricos dos trabalhadores.

Impacto econômico e mercado internacional

A Argentina ocupa posição estratégica no comércio global, sendo a maior exportadora mundial de óleo e farelo de soja. A interrupção nas operações portuárias pode afetar o fluxo de divisas, essencial para a economia do país.

Para o analista Ion Jauregui, da consultoria ActivTrades, paralisações que atingem transporte e portos geram reflexos que vão além dos dias de trabalho perdidos. Segundo ele, a capacidade de exportação é determinante para manter a entrada de moeda estrangeira.

O governo argentino avalia que as greves recorrentes prejudicam a produtividade e a estabilidade econômica nacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Martin Cossarini

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Greve na Lufthansa provoca cancelamentos de voos em 12 de fevereiro de 2026

A Lufthansa informou que enfrentará uma greve em toda a sua operação nesta quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, após anúncio conjunto dos sindicatos Vereinigung Cockpit (VC), que representa os pilotos, e UFO, entidade que reúne os comissários de bordo. A paralisação foi comunicada com curto prazo e deve afetar significativamente a malha aérea da companhia.

Companhia prevê cancelamentos em toda a malha aérea

Segundo a empresa, a expectativa é de cancelamentos em larga escala ao longo de toda a rede de rotas da Lufthansa, impactando voos domésticos e internacionais. A companhia alerta que o movimento grevista pode gerar atrasos, remarcações e interrupções no serviço ao longo do dia.

Voos de outras empresas do grupo não serão afetados

A Lufthansa esclareceu que a greve não atinge voos operados por outras companhias do grupo. Permanecem fora da paralisação as operações da Austrian Airlines, Brussels Airlines, Eurowings, SWISS, Air Dolomiti, Discover Airlines, Edelweiss e Lufthansa City Airlines.

Passageiros serão notificados sobre alterações

Os passageiros impactados por cancelamentos ou mudanças de horários serão informados diretamente pela companhia, desde que os dados de contato estejam atualizados na reserva. A Lufthansa reforça a importância de manter telefone e e-mail corretos no sistema.

Orientação é verificar o status do voo antes do embarque

A empresa recomenda que todos os viajantes consultem o status do voo antes de se deslocarem ao aeroporto, a fim de evitar transtornos adicionais durante o período da greve.

FONTE: Investing
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Investing

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TST determina funcionamento mínimo de 80% dos Correios durante greve nacional

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que os Correios mantenham ao menos 80% do efetivo em operação durante a greve nacional da categoria. A decisão liminar foi assinada pelo presidente da Corte, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, após a paralisação ser intensificada em todo o país.

Caso a determinação não seja cumprida, a estatal poderá ser multada em R$ 100 mil por dia.

Greve dos Correios entra no radar do TST

A greve teve início em 16 de dezembro e ganhou força na noite do dia 23, depois que a maioria dos sindicatos rejeitou a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025/2026, negociada durante mediação conduzida pela vice-presidência do TST.

Diante do impasse, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) ajuizou um dissídio coletivo de greve, solicitando a intervenção do Judiciário para garantir a continuidade dos serviços.

Serviço essencial e risco à população pesaram na decisão

Ao analisar o pedido, o presidente do TST destacou que o serviço postal é considerado essencial, prestado em regime de exclusividade, e que a paralisação pode gerar prejuízos relevantes à sociedade, especialmente no período de fim de ano.

Na decisão, o ministro determinou que o percentual mínimo de funcionamento deve ser calculado por agência, excluindo apenas as unidades unipessoais. O descumprimento da ordem resultará em multa diária de R$ 100 mil.

Correios devem informar quadro de funcionários por unidade

O despacho também obriga a ECT a apresentar informações detalhadas sobre o efetivo de cada agência, incluindo dados sobre afastamentos e unidades com apenas um empregado. Essas informações serão usadas exclusivamente para fiscalização do cumprimento da medida, com garantia de proteção de dados pessoais conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Sindicatos e MPT são intimados

As entidades sindicais Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares) e Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios) terão prazo de 24 horas para apresentar defesa no processo.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) também foi oficialmente intimado a acompanhar o caso.

Audiência de conciliação e julgamento já têm data marcada

O TST agendou uma audiência de conciliação para o dia 29 de dezembro, às 14h. Já o julgamento do mérito do dissídio coletivo pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) está previsto para o dia 30 de dezembro, às 13h30.

A decisão final poderá definir os rumos da greve e do acordo coletivo da categoria.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Greve

Greve de pilotos da Azul e Gol pode paralisar voos após impasse em negociação trabalhista

A possibilidade de greve de pilotos da Azul e Gol ganhou força após o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) convocar uma assembleia geral extraordinária para a próxima segunda-feira, dia 29. O encontro irá definir se a categoria dará início a uma paralisação, diante do impasse nas negociações da Convenção Coletiva de Trabalho.

A mobilização ocorre após a rejeição da proposta apresentada pelas companhias aéreas, em negociação mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Sem avanço nas tratativas, os pilotos sinalizam que a greve pode se tornar inevitável.

Negociação envolve apenas Azul e Gol

A votação mais recente evidenciou o clima de divisão entre os profissionais. Do total de votos, 49,3% se posicionaram contra a proposta das empresas, enquanto 49,2% foram favoráveis, além de 1,4% de abstenções.

O acordo em discussão contempla exclusivamente os pilotos da Azul e da Gol. Os aeronautas da Latam, por sua vez, já aprovaram um acordo coletivo próprio ao longo deste mês e não participam da negociação atual.

Principais reivindicações da categoria

Entre as principais demandas dos pilotos estão o reajuste salarial pelo INPC acrescido de 3%, além do aumento do vale-alimentação pelo INPC mais 10%. A pauta inclui ainda previdência privada, revisão das diárias internacionais, adicional noturno, garantia de repouso mínimo de 12 horas em hotel e remuneração pelo tempo em solo.

Segundo o sindicato, essas reivindicações refletem a necessidade de adequação das condições de trabalho à realidade operacional do setor aéreo.

Nova proposta do TST será analisada

Na tentativa de destravar o impasse, o TST apresentou uma nova proposta nesta terça-feira, 23. O texto prevê reajuste salarial pelo INPC acrescido de 0,5% e aumento de 8% no vale-alimentação. A sugestão ainda será submetida à avaliação da categoria durante a assembleia.

Prazo legal antes do início da greve

Caso a greve dos aeronautas seja aprovada, o SNA informou que será respeitado o prazo legal de 72 horas antes do início efetivo da paralisação. O movimento pode impactar diretamente a malha aérea nacional, afetando passageiros e operações das duas companhias.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wirestock/Freepik

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