Agricultura, Comércio Exterior, Gestão, Greve, Informação, Logística

Sindifisco participará de audiência pública sobre os impactos da greve na Comissão de Agricultura da Câmara

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), da Câmara dos Deputados, aprovou a realização de audiência pública para debater os impactos da operação-padrão dos Auditores-Fiscais da Receita Federal no setor agropecuário. O assunto entrou na pauta, nesta quarta (23), após aprovação do Requerimento nº 51/2025, de autoria do deputado Pedro Lupion (PP-PR). O diretor de Assuntos Parlamentares do Sindifisco Nacional, Auditor-Fiscal Floriano de Sá Neto, acompanhou a reunião (veja vídeo). A audiência ainda não tem data definida para ocorrer. 

A pedido da Direção Nacional, o deputado Ricardo Salles (Novo-SP), que subscreveu o Requerimento 51, solicitou à presidência do colegiado a inclusão do sindicato no rol de participantes da audiência pública – o que foi imediatamente atendido. Também por iniciativa da Diretoria de Assuntos Parlamentares, o deputado Vicentinho Júnior (PP-TO) apresentou o Requerimento nº 54/2025 pedindo igualmente a participação do Sindifisco Nacional. Inicialmente, estavam convidados somente o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas. Com a inclusão, o presidente do sindicato, Auditor-Fiscal Dão Real, fará parte da mesa de debates. “Estamos trabalhando também em várias outras Comissões”, disse Floriano. 

Os Auditores-Fiscais estão em greve pelo reajuste do vencimento básico há mais de quatro meses. A Direção Nacional tem atuado em diversas frentes de pressão ao governo federal – entre elas, com um forte trabalho parlamentar – para a construção de caminhos para o fim do movimento da categoria com atendimento do pleito dos Auditores. A mobilização da categoria, dentre outras consequências, provoca demora na entrada e saída de mercadorias no país, impacta na liberação de passageiros em viagens internacionais e vem causando problemas no programa de declaração do Imposto de Renda.

FONTE: Sindifisco Nacional
Sindifisco participará de audiência pública sobre os impactos da greve na Comissão de Agricultura da Câmara – Sindifisco Nacional

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Comércio, Comércio Exterior, Greve, Logística

Transportadoras paralisam atividades e ameaçam protestos contra calote dos Correios

São Paulo sofreu nesta terça-feira (16) com operações logísticas praticamente paralisadas. Imagens divulgadas (como a em destaque na matéria) mostram unidades dos Correios com veículos estacionados em frente às garagens e centros de distribuição, como o CDD Vila Maria, na Marginal Tietê, totalmente travado.

Segundo fontes, cerca de 80% dos serviços de entrega foram interrompidos na cidade.

O motivo da paralisação seria o não pagamento por parte dos Correios a transportadoras contratadas para serviços terceirizados de entrega.

Empresas afirmam que enfrentam atrasos de até 60 dias para receber pelos serviços prestados, o que tem levado a sérias dificuldades financeiras e à interrupção das atividades.

“Se não pagarem hoje amanhã tem manifestações”, relata uma fonte ao Diário do Poder.

Crise à vista

Como mostrou a Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder, a situação vem se agravando nas últimas semanas e já chegou à Justiça. Empresários do setor acionaram a 17ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal cobrando débitos da estatal.

Uma das ações — que corre sob segredo de Justiça — cobra R$ 395,9 mil em valores atrasados. A Justiça deu prazo de 15 dias para que os Correios efetuem o pagamento, sob pena de paralisação autorizada dos serviços.

No Acre, outra transportadora também comunicou oficialmente a suspensão das atividades. A empresa relata que há uma fatura de R$ 200 mil em aberto, sem qualquer previsão de pagamento pelos Correios.

Silêncio da estatal

Até o momento, os Correios não se pronunciaram oficialmente sobre os atrasos nos pagamentos ou a paralisação em curso. A reportagem entrou em contato com a estatal e aguarda posicionamento.

Internamente, os Correios enfrenta um cenário delicado, com queda na receita e dificuldade para honrar compromissos financeiros, o que tem comprometido parcerias com empresas terceirizadas fundamentais para a operação.

Fonte: Diário do Brasil

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Comércio Exterior, Greve, Notícias

140 dias de greve: basta de omissão e intransigência!

Nesta terça-feira (15), a greve dos Auditores-Fiscais da Receita Federal atinge a marca de 140 dias. Trata-se de uma paralisação histórica, que reflete nossa profunda indignação diante da intransigência do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e da omissão do Ministério da Fazenda. Neste dia, mais uma vez, os Auditores-Fiscais estarão juntos num ato público em Brasília, levantando suas vozes pela valorização da categoria.

Quando os Auditores-Fiscais aprovaram a greve por tempo indeterminado, a partir de 26 de novembro de 2024, já era claro que o MGI estava inadimplente com a categoria por não cumprir dois acordos assinados que previam as negociações para o reajuste do vencimento básico. No entanto, a falta de respeito tornou-se ainda mais grave: o MGI insiste em uma argumentação inverídica para justificar o injustificável e afirma que o reajuste salarial dos Auditores-Fiscais já teria sido contemplado durante a negociação do bônus.

Tal alegação faz letra morta das cláusulas dos acordos e, mais do que isso, desconsidera o papel estratégico da categoria na estrutura do Estado brasileiro. É importante que se diga: a regulamentação do bônus é fruto de um acordo firmado ainda em 2016 e não guarda relação com a pauta salarial dos Auditores-Fiscais. O reajuste do vencimento básico, que vem sendo corroído pela inflação, é direito constitucional.

Diante desse cenário, o Ministério da Fazenda, que deveria assumir o protagonismo no diálogo, mantém-se em surpreendente silêncio. É inadmissível que a pasta à qual a Receita Federal está vinculada não se preocupe com o aprofundamento de uma crise institucional e funcional que afeta diretamente a arrecadação, a fiscalização e o controle aduaneiro do país.

Os impactos da greve já são sentidos em portos, aeroportos, zonas de fronteira e tributos internos. O próprio programa do Imposto de Renda, em curso neste momento, sofre com a escassez de Auditores-Fiscais em postos-chave.

Nós já alertamos o governo e toda a sociedade: a paralisação do órgão, que já dura mais de quatro meses, tem potencial de comprometer a meta fiscal do ano, prejudicando o cumprimento das regras do novo arcabouço fiscal. Enquanto isso, o governo ignora, ou finge ignorar, a urgência de solucionar o impasse.

Nunca é demais reafirmar que o Auditor-Fiscal é um agente de Estado, investido do dever constitucional de proteger as fronteiras, combater a sonegação e assegurar os recursos que financiam as políticas públicas. Tratar essa carreira com descaso é minar as bases do próprio Estado.

Diante da gravidade do momento e do descaso do governo, não há outra alternativa. De um lado, é urgente que todos os Auditores-Fiscais que ainda não aderiram à greve venham fazer parte da mobilização, incluindo aqueles em cargos de chefia, que devem imediatamente se juntar ao nosso movimento. Na outra frente, exigimos do Ministério da Fazenda que atue e exigimos também do Ministério da Gestão e da Inovação que cumpra seus acordos e seja responsável com o país. Está declarado: não vamos recuar!

É hora de dar um basta à omissão. É hora de exigir respeito aos Auditores-Fiscais e ao serviço público de qualidade que o Brasil merece.

Nossa mobilização é legítima. Nossa luta é por justiça. Nosso compromisso é com o Estado brasileiro.

Fonte: Sindifisco Nacional

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